Compras através dos terminais de pagamento automático ultrapassaram os mil milhões de euros

Multibanco

 

Em 2018, pela primeira vez, as compras realizadas por intermédio de terminais TPA ultrapassaram os mil milhões de euros, um aumento de 52% em 5 anos, anunciou ontem o SREA.

Os levantamentos em caixas ATM atingiram em 2018, nos Açores, um montante total de 603 milhões, um aumento de 14,0% comparativamente com o ano de 2014.

No total (ATM+TPA) verificou-se uma variação acumulada de 35% em 5 anos e um aumento médio anual de cerca de 8%. 

 

98 milhões com cartões internacionais

 

O estudo do SREA pretende analisar a evolução das operações realizadas em caixas multibanco (ATM) e terminais de pagamento automático (TPA), nos Açores, nos últimos 5 anos.

No ano de 2018, pela primeira vez, as compras realizadas por intermédio de terminais TPA ultrapassaram os mil milhões de euros, um acréscimo, em cinco anos, superior a 50% e com uma evolução média anual de 11%.

Cerca de 943 milhões de euros são de compras efectuadas com cartões de bancos nacionais (um acréscimo de 44,5%) e perto de 98 milhões de euros dizem respeito a compras efectuadas com cartões de bancos internacionais, quase o triplo (197%) em comparação com os valores de 2014.

 

603 milhões levantados do multibanco

 

Os pagamentos de serviços realizados em 2018 por intermédio TPA, nos Açores, ascenderam a cerca de 10,8 milhões de euros, um acréscimo de 38% relativamente a 2016. 

A  nível nacional, as compras totalizaram 43.463 milhões de euros, verificando-se um acréscimo de 42% em comparação ao ano 2014 (30.618,5 milhões). Quanto aos levantamentos em caixas ATM, nos Açores, atingiram no ano de 2018 um montante total de 603 milhões de euros, traduzindo um acréscimo de 14% comparativamente com o ano de 2014. 

 

44 milhões são levantamentos internacionais

 

Destes, cerca de 559 milhões de euros são de levantamentos nacionais, o que representa uma variação acumulada positiva de 12% e cerca de 44 milhões de euros dizem respeito a levantamentos internacionais, o que representa uma variação acumulada muito significativa de 46% em relação a 2014.

A nível nacional, em 2018, os levantamentos totalizaram 29.560 milhões de euros, verificando-se um acréscimo de 7,7% em relação ao ano de 2014 (27.450 milhões).

 

92 milhões de pagamentos de serviços

 

Os pagamentos de serviços realizados em 2018, nos Açores, ascenderam a cerca de 92 milhões de euros, representando um acréscimo de 32,8% comparativamente a 2014.

No total (ATM+TPA), ou seja, levantamentos e compras, verificou-se uma variação acumulada positiva de 35,3% de 2014 a 2018. 

Fazendo uma análise por ilha (ATM+TPA), a que apresentou o maior acréscimo, nos últimos 5 anos, foi a do Corvo com 68,0%, seguida do Pico com 44,2%. 

Em termos de operações nacionais, voltou a ser a ilha do Corvo que obteve maior variação positiva (69,5%), novamente seguida da ilha do Pico com 39,1%. 

Quanto às operações internacionais, a ilha na qual se verificou maior variação absoluta foi a de São Miguel com 166,8%, seguida do Pico (120,7%) e São Jorge com 111,0%.

Conselheiro das Comunidades e deputado estadual fazem petição para manter SATA em Providence

joao luis pacheco e joe serodio

Tal como “Portuguese Times” referiu na edição de 9 de Janeiro, desconhece-se ainda se a operação Providence/P.Delgada/Providence, reiniciada em Julho de 2016 pela SATA/Azores Airlines, vai ser mantida durante este verão. 

De Ponta Delgada ainda não há sinais que assegurem a manutenção desse voo semanal e sazonal (Junho a Setembro).

No sentido de assegurar (ou pelo menos tentar) a continuidade dessa operação, algumas entidades da comunidade luso-americana de Rhode Island movimentam-se tentando mover influências e sensibilizar o Governo Regional dos Açores, com recolha de assinaturas e audiências com o presidente Vasco Cordeiro.

Alguns agentes de viagens manifestam preocupação porque de Ponta Delgada não há sinais de retoma dessa rota, pressentindo até que esteja cancelada para este verão. 

Alegam uns que mediante a atual frota e tripulação reduzidas da nossa companhia aérea, não é possível dar continuidade ao voo semanal entre a capital de Rhode Island e Ponta Delgada, mesmo tendo em conta que este voo satisfaz a preferência da maioria da comunidade açoriana residente no Sudeste de Massachusetts, Rhode Island e parcialmente Connecticut.

João Luís Pacheco, Conselheiro das Comunidades, e José Serôdio, atual deputado estadual de Rhode Island e antigo agente de viagens, deslocaram-se ao “Portuguese Times”, revelando que tudo está a ser feito para a manutenção desta operação.

 

Audiência com Vasco Cordeiro

 

“Estou a organizar um abaixo-assinado com alguns voluntários aqui em Massachusetts e em Rhode Island para que eu possa entregar tudo isto ao presidente do Governo Regional dos Açores, aquando da minha deslocação de 27 do corrente mês de Janeiro a 3 de Fevereiro, com quem tenho uma audiência com a finalidade de sensibilizá-lo a manter os voos sazonais da SATA entre Providence e Ponta Delgada, que são muito importantes para a comunidade açoriana aqui radicada, que, como todos sabemos, está maioritariamente concentrada no Sudeste de Massachusetts e em Rhode Island e ainda parcialmente no estado de Connecticut”, começou por afirmar ao “Portuguese Times”, João Pacheco, Conselheiro das Comunidades, que se deslocou propositadamente à nossa redacção, na companhia de José Manuel Serôdio, deputado estadual em Rhode Island e antigo agente de viagens (América Travel), cujo nome está ligado ao início das ligações aéreas entre o aeroporto TF Green e Portugal.

 

Ocupação na ordem dos 90%

 

“O aeroporto de Providence oferece essa tal proximidade à nossa comunidade, para além de proporcionar fácil acessibilidade, conveniência, modernismo e até mesmo conforto comparavelmente o que era há muitos anos atrás e ainda economicamente mais acessível relativamente ao aeroporto Logan em Boston”, refere ainda João Pacheco, esperançado em que o voo semanal da SATA se mantenha durante este verão, de Junho a Setembro, como tem acontecido nos últimos dois anos, até porque a operação tem sido muito bem sucedida, com uma ocupação de lugares na ordem dos 90 por cento.

Confrontado com a questão da reduzida frota de aviões para a América do Norte (neste momento apenas dois Airbus A321, com o terceiro, ao que tudo indica a chegar em Abril), João Pacheco contrapõe:

“Na verdade já ouvi dizer que esse era o motivo para um eventual cancelamento da rota de Providence, mas se essa é a razão então a solução poderia passar pelo fretamento de uma aeronave, à semelhança do que se faz em relação à Califórnia (Oakland) e a Montreal, Canadá”, salienta Pacheco, que considera uma “grande perda para a comunidade açoriana aqui residente” um eventual cancelamento desta operação.

Por sua vez, José Manuel Serôdio, outrora um dos mais bem sucedidos agentes de viagens, cujo nome está ligado às extintas América Travel e Azores Express e ao início das ligações aéreas entre Providence e Portugal, referiu ao PT:

“Contactei recentemente diretores do aeroporto TF Green para me informar de “fonte limpa” se sabiam alguma coisa relativamente à operações PVD/PDL/PVD, ao que me informaram de nada saberem até ao momento... O que sei é que estes voos de Providence representavam uma ocupação de lugares superior a 90 por cento e uma poupança de 20 a 25 dólares por cada passageiro relativamente à operação de aeroporto Logan em Boston... Para além disso sei que se esta rota continuar, como todos bem esperamos, o TF Green Airport vai investir fortemente em publicidade nos órgãos de comunicação social americanos e luso-americanos aqui da área, o que é, a meu ver, muito importante para o turismo dos Açores, uma vez que há muitos americanos, e disto tenho a certeza, que estão interessados a visitar os Açores utilizando o aeroporto de Providence, pelas razões que já foram mencionadas acima”, disse Serôdio, agora deputado estadual de Rhode Island, que adianta ter até trocado impressões com alguns políticos na State House em Providence que utilizaram o ano passado os serviços da SATA com destino a Barcelona e escala em Ponta Delgada tendo ficado positivamente impressionados com o serviço.

“Eu como antigo agente de viagens sei da importância da resolução rápida no sentido de se manter esta rota, porque ainda vamos a tempo, mas daqui a um mês temo que seja tarde demais, uma vez que grande parte das pessoas já estará a marcar as suas férias para os Açores através de Boston, portanto agora é que é a altura de agir”, afirma José Serôdio, que conclui: “Seria bom que o nosso Governo Regional dos Açores apostasse forte e firmemente no aeroporto de Providence, porque existe aqui um mercado, mesmo norte-americano, que quer ir à descoberta dos Açores e tendo em conta que uma outra companhia norte-americana, a Delta Airlines, reforçou a sua operação entre New York e Ponta Delgada (Maio a Setembro), também acho que seria uma boa aposta manter Providence”.

De Ponta Delgada têm surgido vozes solidárias com este movimento de manter a rota PVD-PDL, como constatámos através de um editorial do nosso colega Osvaldo Cabral, Diretor Executivo do Diário dos Açores, na edição de 20 de Janeiro deste matutino micaelense, tendo referido a dada altura:

“... Torna-se cada vez mais importante apostarmos no mercado que está a crescer nos Açores: os EUA. Trata-se de um mercado forte e que parece consolidar-se com a aposta da Delta em manter o ritmo das operações a partir de Nova Iorque. O que é incompreensível é o comportamento da SATA, ao querer retirar-se de Providence, enfraquecendo assim a operação nos EUA. É preciso que alguém ponha cobro a esta intenção...”.

Outro conceituado jornalista açoriano é o nosso colega José Manuel Santos Narciso, Diretor Adjunto do Atlântico Expresso e que na nota de abertura, refere, com sob o título “Nas Asas da Indefinição”: 

“... Enquanto existir aquela que ainda é conhecida como SATA Internacional, a companhia, a sua administração e o acionista Governo não podem trair a sua vocação primeira que é a ligação Açores/Continente Português e o “serviço da diáspora”. Ou seja, as ligações para os Estados Unidos e Canadá são a aposta base que esteve na génese da criação da SATA Internacional e o Governo Regional tem obrigação de fazer com que assim seja... A questão dos voos Providence/Ponta Delgada pode e tem de ser resolvida a contento das comunidades emigrantes, porque há formas de o fazer, sem grandes acréscimos de custos que até nunca foram preocupação para a SATA porque para lhes dar cobertura nunca hesitou em preços exorbitantes que só a saudade e o amor à terra faz com que os emigrantes paguem...”

 

Por: Franscisco Resendes, nos EUA

Exclusivo Portuguese Times/Diário dos Açores

 

Tivemos menos 20 mil dormidas do turismo alemão

Turistas de cruzeiroO mercado turístico alemão está baixar nos Açores, depois de um crescimento expressivo durante os últimos anos.

A Alemanha tem sido o principal mercado emissor para o turismo da nossa região, mas nos últimos dois anos os EUA têm crescido fortemente, sendo provável que nos próximos anos possa ultrapassar aquele país.

De Janeiro a Novembro de 2018 as dormidas do mercado alemão ficaram-se pelas 229.422, quando no ano anterior tinham sido 249.141 dormidas, uma queda de 7,9%.

Mesmo assim, o peso deste mercado no nosso turismo é ainda o maior, com 13,3%, num contexto do mercado estrangeiro que atinge os 56,6%, enquanto o segundo mercado, o dos EUA, atinge os 8,6%, com um crescimento, no mesmo período de 2018, de 13,9%, o maior entre todos os mercados emissores, representando 148.569 dormidas, enquanto que no mesmo período do ano anterior tinham sido 130.436 dormidas.

O segundo mercado que mais cresceu foi o do Reino Unido, curiosamente o que apresenta este ano mais preocupações junto das autoridades portuguesas e operadores, devido à crise do Brexit.

De Janeiro a Novembro de 2018 as dormidas do Reino Unido atingiram nos Açores 51.024 (46.237 em 2017), um crescimento de 10,4%.

Mesmo assim o Reino Unido tem apenas um peso de 3% no conjunto dos mercados emissores, sendo ultrapasso por Espanha, Holanda e França.

 

Portugal quer apostar mais na Alemanha

 

O Ministro Adjunto e da Economia, Pedro Siza Vieira, disse ontem que o governo está em negociações com a Ryanair para aumentar ligações aéreas com a Alemanha, origem/destino que para este Inverno tem programados 177 voos regulares por semana de/para Lisboa, operados pelas transportadoras TAP, easyJet, Eurowings, Lufthansa e Ryanair.

“A Alemanha é um grande emissor de turistas e nós temos uma muito baixa penetração nesse mercado”, disse Pedro Siza Vieira no parlamento, referindo-se à necessidade de encontrar destinos alternativos ao Reino Unido, face à possível saída do país da União Europeia (‘Brexit’) sem acordo.

Referindo a importância de combater factores de sazonalidade, o governante afirmou que Portugal está a aumentar a capacidade aérea “muito significativamente” para a Alemanha, “em 41%”, no Inverno.

“O reforço da capacidade aeroportuária nacional, particularmente na região de Lisboa, é um factor crítico” referiu o ministro, destacando a necessidade de “criar condições de acesso” para aumentar a procura nas épocas turísticas mais baixas.

Pedro Siza Vieira afirmou ainda que o governo tem estado a “trabalhar com as companhias aéreas” e feito “campanhas públicas de promoção do destino Portugal”.

Na época actual, Inverno IATA 2018/2019, de finais de Outubro a finais de Março, estão programados 177 voos regulares por semana entre Lisboa e dez aeroportos alemães, segundo dados do Observatório de Lisboa, que indicam que são operados pelas companhias TAP, easyJet, Eurowings, Lufthansa e Ryanair.

No Verão IATA do ano passado, de finais de Março a finais de Outubro de 2018, Lisboa teve 208 voos regulares por semana de e para 11 aeroportos na Alemanha, operados pelas companhias TAP, easyJet, Eurowings, Lufthansa e Ryanair.

 

5º maior em Ponta Delgada

 

Dados dos aeroportos portugueses a que o PressTUR teve acesso indicam que a Alemanha foi a 3ª maior origem/destino internacional de passageiros em Lisboa em 2018, com 2,666 milhões de passageiros, mais 12,1% que no ano anterior.

No Aeroporto do Porto, a Alemanha foi a 4ª maior origem/destino internacional em 2018, com 1,075 milhões de passageiros, mais 5,4% que um ano antes, enquanto no Aeroporto de Faro foi 2ª maior origem/destino internacional, com 1,066 milhões de passageiros, menos 0,7% que em 2017.

A Alemanha foi 2ª maior origem/destino internacional de passageiros no Funchal, com 422,6 mil passageiros em 2018, menos 9% que em 2017, e 5ª maior em Ponta Delgada, com 37,5 mil, menos 23% que uma ano antes.

Operadores e agências de viagens apostam forte nos Açores

Lagoa do canário

Os operadores de turismo e agentes de viagens estão já a preparar, em força, os próximos feriados que aí vêm, nomeadamente o Carnaval e a Páscoa, sendo que os Açores estão entre os destinos mais promovidos e procurados.

A Páscoa, por exemplo, calha este ano num calendário tardio, a 21 de Abril, o que para os empresários de turismo é bom, porque coincide com o início de uma época em que os preços aumentam, devido ao início do Verão IATA.

Por exemplo, a Travelport, plataforma de comércio de viagens para a indústria turística, diz que os portugueses deverão voltar a escolher destinos como Marrocos, Tunísia, Cabo Verde, Açores, Madeira e o Algarve para passar as férias de Páscoa. 

A dois meses dos feriados, as agências de viagem e os grupos hoteleiros já apresentam um vasto leque de ofertas e de preços, havendo também várias promoções, algumas para reservas antecipadas.

O Grupo Pestana também apostou numa campanha de saldos para quem reserve até 31 de Janeiro. 

A promoção abrange hotéis em Portugal e no estrangeiro e prevê descontos até 50% para estadas até 31 de Outubro. 

Neste caso, a antecipação pode abranger pontes, Carnaval, Páscoa e até as férias do verão.

A agência Abreu apresenta uma vasta oferta, destacando um short break a Roma com preços a partir de 156 euros, uma semana em Antália (Turquia) a partir de 889 euros, ou um cruzeiro com paragem na Madeira e em Marrocos, por 782 euros.

A Top Atlântico tem já a decorrer a campanha da Páscoa, apresentando a Serra Nevada como o destino mais económico (a partir dos 181 euros). 

A aposta da agência vai para as ilhas dos Açores, Madeira, Malta e Cabo Verde. Marrocos, Turquia e Malta fazem também parte do programa.

Também na plataforma Expedia, o preço das estadas nos hotéis na Páscoa em Copenhaga desceu 80% face ao ano passado e os descontos em Dublin e Florença podem chegar aos 65%.

 

Soltrópico promove Terceira

 

Para vendas até 31 de Março e viagens até 31 de Maio deste ano, o operador turístico Soltrópico lançou no mercado uma campanha totalmente dedicada à ilha Terceira, nos Açores.

Com o mote “Terceira, o presente mais bem guardado”, a campanha de comunicação foca as ocasiões especiais que decorrerão durante a sua vigência, tais como o Dia dos Namorados, da Mãe, do Pai, entre outros, sugerindo este pacote turístico como o presente perfeito.

Com preços a partir de 149 euros por pessoa em duplo, o pacote inclui passagem aérea, alojamento em regime de APA no Hotel Teresinha, de três estrelas, e ainda aluguer de viatura Grupo A até 72 horas, com entrega e recolha no aeroporto), taxas e seguro de viagem.

Os agentes de viagens podem consultar as diferentes ofertas no site da Soltrópico com o número 2791.

“Esta campanha tem um preço ímpar para um destino com a qualidade da ilha Terceira”, refere Fernando Bandrés, director operacional do operador turístico, daí acreditar que “é uma excelente oportunidade para quem quer visitar esta ilha, especialmente quando se aproximam tantas oportunidades de surpreender a cara metade, a mãe ou o pai”.

Estamos a importar de outros países o dobro do que exportamos

exportações 18O valor das importações do exterior directamente para os Açores, entre Janeiro e Novembro de 2018, foi praticamente o dobro das exportações, comparado com igual período do ano anterior, totalizando as importações, nesse espaço de tempo, 162 milhões de euros, enquanto as exportações ficaram próximas dos 85 milhões de euros.

O valor das importações mais elevado do que comercio internacional 1as exportações é duma situação que se regista desde sempre, mas tem vindo a agravar-se nos últimos três anos, registando-se no ano passado um aumento das importações de quase 30 % enquanto as exportações apenas apresentam um crescimento de 1,2%.

 

Exportamos mais fresco e conservas

 

 Peixe fresco e conservas representam a maior fatia das exportações, atingindo a pesca 20 milhões de euros no período em referência, Janeiro a Novembro, e a indústria 63 milhões, verificando-se que a exportação de peixe fresco teve um acréscimo de 29%, resultado do excelente ano de pesca e a indústria apresenta uma descida de 7,5%, que porventura poderá ser compensada, no próximo ano, quando o atum apanhado este ano chegar ao circuito comercial das conservas.

As exportações dos Açores destinam-se na sua maior parte para Espanha, no caso do peixe fresco, e os lacticínios vão para Espanha e Holanda. 

 

Itália já não é líder no atum

 

O mercado tradicional das conservas açorianas era Itália, mas desde 2013 passou a ser Espanha e Angola.

Nos lacticínios saem, sobretudo, leite em pó, manteiga e soro. 

O queijo tem uma venda reduzida no estrangeiro.

 Embora seja o produto que atinge maior rendimento, é vendido, sobretudo, no continente português.

No ano passado, o valor dos lacticínios, ente Janeiro e Novembro, atingiu aproximadamente 10 milhões de euros e as conservas renderam nas vendas para países estrangeiros, no mesmo período, cerca de 15 milhões de euros.

 

Importamos peixe e lacticínios de Espanha e França

 

Mas, também importamos peixes e lacticínios de Espanha e França e cereais e comida, para animais, da Costa do Marfim e dos EUA.

Tanto no caso das importações como das exportações não estão contabilizadas, naturalmente, eventuais transacções de produtos açorianos que possam ser feitas a partir de empresas com sede no continente.

No país, as exportações têm apresentado bons indicadores, mas no último trimestre as exportações aumentaram apenas 1 % e as importações apresentaram um crescimento de 5,8%.

 

Texto e gráficos de Rafael Cota/Para “Diário dos Açores”