Haverá este mês um novo PS e um novo PSD nos Açores?

ALRAA 2017

 A ‘rentrée’ vista pelos nossos comentadores

José Gabriel Ávila 2José Gabriel Ávila

“Vasco Cordeiro tem de entender as vozes críticas que existem, em surdina, no interior do Partido”

 Vasco Cordeiro vai suceder a Vasco Cordeiro no Congresso do PS do próximo fim de semana. A sua liderança estará reforçada para assumir, sem problemas, uma nova vitória absoluta nas eleições de 2020 ou prevê alguma alteração?

A liderança de Vasco Cordeiro não está em causa, presentemente. Isso só acontecerá quando e se o PS perder a maioria parlamentar, como é normal acontecer. 

Ademais, aos olhos da opinião pública, não se conhece um militante que se destaque pela contestação interna ou por propostas e pensamento alternativo, que esteja já a fazer caminho para um dia “afrontar” Vasco Cordeiro.  

O líder socialista, porém, tem de entender as vozes críticas que existem, em surdina, no interior do Partido, vindas de militantes “mais antigos” que criticam a tendência do governo para um liberalismo que não se conforma com os princípios programáticos do PS.

 

As propostas que Vasco Cordeiro apresenta na sua moção são suficientemente mobilizadoras para uma renovação ou espera que haja espírito crítico por parte de dirigentes e militantes do PS?

Na minha opinião, a moção que o líder do PS vai submeter e aprovar em congresso, as únicas novidades que apresenta respeitam sobretudo às consequências da extinção do cargo de representante da República. Por não haver revisão constitucional já, não terão consequências imediatas. 

Esperava que Vasco Cordeiro assumisse também a necessidade de descentralizar os órgão de Governo, abrindo a possibilidade estatutária de localizar secretarias e direcções regionais fora das ex-capitais de distrito. 

Esta matéria entronca com as tímidas propostas para inverter a desertificação e erosão demográfica crescente em algumas ilhas e concelhos as quais, a meu ver, não trarão quaisquer resultados benéficos.

Enquanto jovens e famílias não se sentirem minimamente seguros com a deficiente prestação dos cuidados de saúde; enquanto se abrir os braços a empreendedores externos que optam pelas centralidades de São Miguel e Terceira e não se majorar, significativamente, os apoios a empreendimentos nas ilhas pequenas; enquanto as autarquias sem capacidade financeira, se virem obrigadas  a terem de ocupar os desempregados em programas temporários, desaproveitando as suas competências e capacidades, para não dependerem do RSI, o processo de desertificação manter-se-á imparável. 

As ocupações temporárias não geram segurança familiar e não incentivam os jovens a permanecer.  

O decréscimo demográfico e o abandono das ilhas pequenas é mais grave e complexo do que se faz menção na Moção de Vasco Cordeiro, e de resolução mais urgente que as novas alterações estatutárias e o novo ordenamento jurídico-político que se pretende alterar. 

 

Daqui a poucas semanas haverá alterações na liderança do PSD-Açores. Quem acha que estará mais apto: Alexandre Gaudêncio ou Pedro Nascimento Cabral?

Pedro do Nascimento Cabral vem fazendo um percurso político interessante tendo em vista ocupar o lugar de Presidente do PSD-Açores, desejo que nunca escondeu. 

Nos debates semanais na RDP-A e nas suas crónicas na imprensa, manifestou o seu pensamento sobre o que deveria fazer o PSD-A para ser poder regional. 

Nos próximos dias apresentará em detalhe a sua moção de estratégia, e então sim, os militantes conhecerão como pretende governar os Açores, se for eleito.

Alexandre Gaudêncio “atravessou-se no caminho de PNC”, como comentou um militante social-democrata picoense. 

Com um percurso de autarca elogiado dentro e fora do partido, não se sabe como irá compatibilizar a Câmara da Ribeira Grande com a liderança do PSD-Açores. 

Há quem tema que o poder lhe caia nos braços e que, as duas muito absorventes funções tenham efeitos negativos o que a acontecer, poderia redundar em derrota nas eleições de 2020 e, na perda da segunda Câmara maior dos Açores. 

É temendo isso que muitos militantes se interrogam o que leva o jovem Alexandre Gaudêncio a pretender mais poderes, quando o tempo lhe é favorável a uma carreira política. 

 

O PSD, com uma nova liderança, poderá almejar umas eleições mais disputadas em 2020 ou terá ainda que aguardar por 2024, quando Vasco Cordeiro já não se poderá recandidatar?

Tudo dependerá dos três actos eleitorais do próximo ano: europeias, regionais da Madeira e nacionais.

É sabido que quem está no poder tem mais condições para ser reeleito. 

Todavia, numa conjuntura económica e política tão incerta e complexa como a do mundo ocidental, é cada vez mais difícil traçar cenários. 

A ascensão dos partidos de direita xenófoba, a crescente implantação do neoliberalismo nas políticas da União Europeia e a hipótese de uma nova e anunciada crise financeira podem mudar as opções dos eleitores, já que os ideários do PSD e do PS são muito semelhantes. 

São tempos difíceis a exigir respostas concertadas. E um partido fragmentado e dividido  dificilmente se assumirá como alternativa saudável e oposição credível. 

A Região e o arquipélago precisam de um PSD-A estável, dinâmico e forte que credibilize o regime democrático e incentive a cidadania.

 

armando mendes 2Armando Mendes

“É preciso uma vassoura poderosa para limpar o polvo montado na Região”

 Vasco Cordeiro vai suceder a Vasco Cordeiro no Congresso do PS do próximo fim de semana. A sua liderança estará reforçada para assumir, sem problemas, uma nova vitória absoluta nas eleições de 2020 ou prevê alguma alteração?

O problema real que está por detrás da sua pergunta tem pouco a ver com reforço menor ou maior da liderança de Vasco Cordeiro. 

A questão central tem a ver com condições políticas gerais e de cidadania que possam, por alguma forma, libertar os Açores e os açorianos de máquinas de poder que no tempo longo tendem a criar estruturas de opressão, de injustiça e de apropriação pessoal e grupal do poder efectivo (situações estas que nos projetam muito para além do poder político ao nível da decisão política dita de topo). 

No tempo da Autonomia, a eternização do PSD (1976-1996) no poder criou uma sociedade aprisionada por essas estruturas; no tempo do PS (1996-...) essa linha vermelha que tinha sido estabelecida (na memória colectiva dos açorianos) com a queda do PSD já foi ultrapassada. 

Casos recentes como a história inacreditável das evacuações por helicóptero (contada pela vosso jornal) ou a insuportável situação dos idosos (contada pela TVI, por exemplo), são apenas pequenos exemplos de como a nossa sociedade está aprisionada por interesses que nada têm a ver com o bem comum. 

Aparentemente, nessas histórias começa a revelar-se um fenómeno terminal, que tem a ver com prováveis conivência e encobrimento por parte de decisores políticos de topo.

Vasco Cordeiro, que conhecemos de longo tempo, parece-nos ser uma pessoa decente e com uma boa formação humana - demonstrando, aliás, esses predicados no inquérito que mandou abrir ao caso das evacuações sanitárias. 

Mas o líder de um partido no poder há tanto tempo será capaz de, num determinado momento, desmontar todo o sistema descrito atrás? 

Mota Amaral, segundo a nossas interpretação da sua saída de líder do Governo Regional, percebeu que já não conseguia ter mão nessa tenaz que vai apertando a sociedade - ao ponto de lhe vergar a vontade própria - à medida que um mesmo partindo se vai eternizando no poder eleição após eleição. 

Para regenerar os Açores, Vasco Cordeiro precisará primeiro de vontade e depois duma vassoura mais poderosa do que a melhor que existe no mercado para limpar o polvo montado na Região desde 1996. Muito dificilmente conseguirá. Até porque o polvo tenderá a resistir e a contra-atacar.

Todos os estudos que conhecemos dizem o mesmo. A saber: qualquer sociedade perde vontade própria e capacidade de exercer a cidadania quando um partido se eterniza no poder. A situação piora em sociedades de pequena dimensão demográfica. 

As duas regiões autónomas portuguesas são duas situações exemplares. 

A melhor solução é uma alternância de poder em tempo curto que, periodicamente, liberte a sociedade e lhe devolva a esperança. 

“Terminar” o polvo antes de ele se transformar num monstro indomável deve ser uma regra mínima de higiene cidadã.

 

As propostas que Vasco Cordeiro apresenta na sua moção são suficientemente mobilizadoras para uma renovação ou espera que haja espírito crítico por parte de dirigentes e militantes do PS?

No actual estado da arte, a crítica é pouco saudável. Mesmo que a estrutura política de topo incentive o debate crítico, as estruturas de poder real que tomaram conta da sociedade não perdoarão críticas que as exponham. 

Quer isto dizer que o grande perigo que espera os críticos é o ostracismo por parte de quem controla de facto os mais importantes itens da vida em sociedade e mesmo as estruturas intermédias da governação. 

Por exemplo, poucos decisores de topo acreditarão nas campanhas em curso para tentar liquidar jornais e calar jornalistas. 

Essa é uma realidade subterrânea em relação à qual é muito difícil coligir provas concludentes. Mas os resultados vão estando à vista. 

São consequências sem causas...

Entre outras, agradam-nos ideias de Vasco Cordeiro, expressas na moção, sobre, por exemplo, a reforma da Autonomia, a revisão do Acordo das Lajes e a revisão das prioridades no apoio aos idosos (embora esta última proposta fique muito aquém do que é desejável). Porém, os interesses do polvo estarão pouco virados para essa dimensão - que é nobre - da política. 

O polvo estará mais ativo na negociação feudal do poder, o que ocorrerá nos corredores do Congresso. 

Julgamos ter razão nesta análise. O que é grave.

 

Daqui a poucas semanas haverá alterações na liderança do PSD-Açores. Quem acha que estará mais apto: Alexandre Gaudêncio ou Pedro Nascimento Cabral?

Não conhecemos suficientemente qualquer dos candidatos e nunca lemos as respectivas moções. 

Significa isto que não nos é possível emitir uma opinião sobre os eventuais pontos fortes e fracos de cada um. 

Resta-nos, assim, desejar boa sorte aos dois.

 

O PSD, com uma nova liderança, poderá almejar umas eleições mais disputadas em 2020 ou terá ainda que aguardar por 2024, quando Vasco Cordeiro já não se poderá recandidatar?

O PSD só poderá sonhar com o regresso ao poder se ultrapassar um pesado institucionalismo político que o tem afectado, conseguindo falar ao coração dos açorianos. 

Terá também que mobilizar os açorianos com propostas que se diferenciem inequivocamente do modelo do PS, fazendo o povo acreditar num futuro melhor. 

Terá ainda que melhorar em muito a sua capacidade de comunicação. Por outro lado, o PSD tem um problema grave no parlamento, sobretudo em debates com figuras emblemáticas não do PS (deputados), mas do governo. 

O nome mais emblemático é Sérgio Ávila (Vice-presidente), que costuma bater o PSD aos pontos e por vezes por KO. 

O parlamento é um lugar político onde se ganham e perdem batalhas e guerra. O PSD deve pensar esse espaço muito a sério.

Em qualquer caso, depois de longas quatro décadas de maiorias absolutas (com pequenos pormenores insignificantes pelo meio) - talvez tenha chegado o tempo de a alternância se fazer com mais do que um partido no poder em simultâneo. Parece-nos que poderia ser uma experiência muito interessante.

 

Nuno BarataNuno Barata

“Se ‘reconstrução’ da SATA correr mal, as eleições irão correr mal para o PS” 

 Vasco Cordeiro vai suceder a Vasco Cordeiro no Congresso do PS do próximo fim-de-semana. A sua liderança estará reforçada para assumir, sem problemas, uma nova vitória absoluta nas eleições de 2020 ou prevê alguma alteração?

Uma das vantagens - a grande vantagem arrisco dizer - do regime democrático, é que até ao contar dos votos ninguém pode estar mais seguro ou menos seguro do resultado a alcançar. 

Nas últimas regionais de 2016, o PS perdeu cerca de 9000 votos em relação às regionais de 2012. Esse número de votos perdidos não é despiciendo se atentarmos ao círculo de compensação e ao efeito que pode ter o resultado na distribuição de mandatos. 

A liderança de um partido, seja ele qual for, em regime de candidato único, não está em causa e poderá sair mesmo reforçada do congresso se, de facto, a moção de estratégia que se conhece for apresentada e for discutida com mais pormenor e de forma participada. 

Não é isso que tem vindo a acontecer nos congressos partidários mais recentes. Não se espera que venha a acontecer mas deseja-se.

 O PS Açores não tem que ter qualquer receio de debater-se, de renovar-se, de fazer diferente e para isso precisa de falar menos para fora e mais para dentro de si mesmo. 

Renovar o partido é não aceitar novos militantes ilustres que muitas vezes são apenas “Cristão Novos” em busca de uma espaço com sombra. 

Renovar o partido é purga-lo das coisas perniciosas -  onde se incluem esses agentes da oportunidade -  e reedita-lo seguindo a sua matriz ideológica e o espírito de mudança que preconizou num passado ainda recente.

Por princípio sou avesso a unanimismos, ao PS-Açores falta debate interno.

 

As propostas que Vasco Cordeiro apresenta na sua moção são suficientemente mobilizadoras para uma renovação ou espera que haja espírito crítico por parte de dirigentes e militantes do PS?

Como disse atrás, existe um perigo enorme do PS-Açores sofrer de um certo “autismo” que culmine num pensamento único. 

Isso é, infelizmente, próprio dos partidos que passam pelo poder muito tempo. 

Aconteceu no PSD de Mota Amaral e está a acontecer ao PS de Vasco Cordeiro e Carlos César. 

Dentro do PS-Açores não há quem arrisque agitar as águas.

Deve dizer-se, em nome de uma justiça de avaliação, que Vasco Cordeiro tem, ele próprio, em questões muito gerais, sido o único agitador de consciências mas sempre com propostas que caem numa espécie de saco roto. 

Nunca mais se ouviu falar das propostas que aventou no dia da Região nas Flores ou no discurso do último congresso. 

Porém, agora aparecem propostas ao conclave socialista relativas à qualificação da Autonomia, vejamos o que o PS consegue fazer sobre esse importante desiderato  nos próximos dois anos. 

Este Partido Socialista não tem desculpas, já governa a Região com maioria absoluta desde 2000, só não reformou o regime porque não quis ou não quer ou ainda porque entende que está tudo bem (voltamos à tese do autismo). 

O papel aceita quase tudo o que lá se põe, operacionalizar essas intenções é que nem sempre é fácil, possível, e aceite pelo soberano eleitorado.

 

Daqui a poucas semanas haverá alterações na liderança do PSD-Açores. Quem acha que estará mais apto: Alexandre Gaudêncio ou Pedro Nascimento Cabral?

1X2, é como jogar no totobola, só que aqui não há lugar ao uso do X. 

Eu diria que ambos os candidatos têm condições de ganhar as eleições internas directas, ambos terão condições de enfrentar o congresso, mas só um pode ser o líder que o PSD almeja há algum tempo. 

Ser Presidente do partido é a parte que custará menos a Alexandre Gaudêncio, tem conhecimento das bases, implantação bastante em São Miguel, foi secretário-geral e é um autarca com algumas provas dadas mas também com muitos rabos-de-palha por explicar e tem o apoio do actual dirigente máximo do PSD-Açores.

Nascimento Cabral tem também nas suas fileiras gente da máquina partidária e tem a enorme vantagem de não estar ele próprio ligado ao aparelho do Estado/Região/Poder Local, é aquilo que se pode chamar um outsider que sempre esteve por dentro e soube escolher a sua hora, fez o seu caminho como todos nós que andamos atentos podemos comprovar. 

Começou com cuidado a mandar recados para dentro do partido, endureceu as críticas à direcção de Duarte Freitas e lançou, no início deste ano, a derradeira “lança” anunciando a sua candidatura ainda antes do processo eleitoral ser despoletado. 

Nascimento Cabral é um estratega da política e isso dá-lhe muitas garantias de sucesso.

 

O PSD, com uma nova liderança, poderá almejar umas eleições mais disputadas em 2020 ou terá ainda que aguardar por 2024, quando Vasco Cordeiro já não se poderá recandidatar?

O resultado eleitoral de 2020 vai depender muito da forma como correrem os dossiers que neste momento são incómodos para o PS Açores. 

O Governo e o Partido Socialista, muito por culpa da s suas cedências às reivindicações populistas da oposição, e menos por culpa das suas fracas convicções, criou ao longo dos últimos anos um conjunto de problemas para si próprio e com os quais vive ensombrado.

O dossier SATA será fundamental neste processo. 

Se a operação de “reconstrução” da SATA correr mal, as eleições certamente irão correr mal para o PS.

Nos últimos anos de oposição, passado o período de “ressaca” depois da derrota de 1996, o PSD adoptou uma táctica política análoga à táctica militar usada pelos russos contra a invasão pelas tropas de Bonaparte: “Política da Terra Queimada”. 

Ou seja, foi apresentando o sem número de propostas, mais um menos populistas, mais ou menos inexequíveis, algumas desnecessárias e até perniciosas como engodo para o PS ir cometendo os erros estratégicos que cometeu. 

Quando prevalece a táctica sobre a estratégia é isso que acontece. 

O PS deixou-se levar  pelo imediatismo da táctica, da resposta rápida às provocações da oposição e nem sempre esteve à altura de responder com firmeza a esses ataques.

Neste momento o PSD espera calmamente, tal como os russos esperaram às portas de Moscovo por Napoleão, e às portas de São Petersburgo pelas tropas alemãs. 

O PSD espera e desespera por um desaire do Partido Socialista, as eleições nos Açores não se ganham, perdem-se.

 

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São Miguel entre os melhores destinos escolhidos pelos portugueses para férias

ponta delgada - avenidaA ilha de S. Miguel está em 7º lugar entre os 10 melhores destinos escolhidos pelos portugueses para passar férias este ano, enquanto a Terceira ficou em 17º lugar.

A classificação é da autoria da plataforma Jetcost, que após um estudo efectuado no mercado coloca Lisboa, Porto, Faro e Madeira nos primeiros quatro lugares.

Os primeiros destinos portugueses classificaram-se à frente de outros locais, como Paris, Barcelona, São Paulo, Londres e Madrid.

Um representante da Jetcost afirmou que neste Verão os destinos domésticos “continuem a ser os preferidos” e mesmo em destinos mais distantes destacam-se “aqueles que foram antigas colónias portuguesas e onde o idioma é comum”.

 

Aeroporto de Ponta Delgada entre os piores em pontualidade

 

O aeroporto de Ponta Delgada classificou-se na 993ª posição, entre 1.194 aeroportos, no mês de Agosto, em termos de pontualidade na tabela da empresa de informação estatística de aviação OAG divulgada ontem.

O aeroporto João Paulo II teve um registo de 62,8% em termos de pontualidade, em 3.356 voos.

Por sua vez, o aeroporto de Lisboa ficou no 21.º pior posto.

Depois de em Julho ter registado o 10º pior lugar, a infraestrutura da capital portuguesa registou no mês passado uma taxa de pontualidade de 40,3% em 10.017 voos, classificando-a na 21.ª pior posição (1.174 da geral entre 1.194). 

A taxa de cancelamentos foi de 1,1% em Lisboa. 

O aeroporto do Porto classificou-se no 1.110.º posto, com uma pontualidade de 52,8% em 4.131 voos, enquanto o de Faro, em Agosto, seguiu na posição 939, com 65,6% de pontualidade em 3.356 voos. 

Na Madeira, a infraestrutura do Funchal seguiu na 947 posição, com 65,3% de partidas sem atrasos e 1.006 voos durante Agosto. 

A liderar esta tabela esteve a infraestrutura alemã de Saarbrueken, ao garantir 97,5% de pontualidade em 323 voos, enquanto no extremo opostos, em 1.194.º, seguia o aeroporto de Tunes, que registou 13,7% de partidas a horas num total de 2.539 voos.

 

Acentua-se o abrandamento do crescimento nos aeroportos

 

Os aeroportos portugueses tiveram 42,3 mil movimentos de aviões (aterragens e descolagens) com 5,92 milhões de passageiros durante o mês de Agosto, ‘pico’ da época alta do turismo em Portugal, de acordo com dados da concessionária ANA, subsidiária do grupo francês Vinci, a que o PressTUR teve acesso.

Esses dados mostram que apesar de se terem registado quedas em três dos aeroportos (Faro, Funchal e Porto Santo), o balanço do mês é um aumento médio em 4%, que representa um forte abrandamento face ao aumento médio em 9,1% nos 12 meses terminados em Agosto bem como ao aumento médio em 7,3% nos primeiros oito meses deste ano.

Ainda assim, são mais cerca de 228 mil passageiros que em Agosto de 2017.

Os dados a que o PressTUR teve acesso mostram que a maior fatia desse aumento registou-se em Lisboa, que teve mais cerca de 166 mil passageiros que em Agosto de 2017, embora o aumento mais forte tenha sido o verificado no Porto, em 9,6%, enquanto em Lisboa foi de 6,1%.

Assim, embora declarado ‘esgotado’ o Aeroporto de Lisboa somou o recorde de 2,89 milhões de passageiros este Agosto, o que equivale a 48,9% do total dos dez aeroportos portugueses geridos pela ANA, acima os 47,9% de Agosto de 2017.

O Porto, com 1,218 milhões de passageiros, mais cerca de 106 mil que há um ano, aumentou a participação no total da ANA de 19,5% para 20,6%, enquanto Faro baixou de 21,2% para 19,5% e a Madeira baixou de 5,6% para 5,4%.

Para os aeroportos açorianos, os dados a que o PressTUR teve acesso indicam que o Aeroporto João Paulo II, em Ponta Delgada, o maior da região, teve um aumento de passageiros em 5,7% ou cerca de 23 mil, somando 245,9 mil (4,2% do total da ANA, que compara com 4,1% há um ano).

O Aeroporto da Horta teve 38,5 mil passageiros este Agosto, +0,1% que há um ano, as Flores teve 12,2 mil, em alta de 14,8%, e Santa Maria teve 12 mil, com um ligeiro aumento em 0,7%.

O Aeroporto de Beja, apesar de se ter tornado a alternativa para algumas operações charter não chegou a 900 passageiros em Agosto, tendo ficado em 853. 

 

Polémica com os limites de vento no aeroporto do Funchal

 

O presidente da Autoridade Nacional da Aviação Civil (ANAC) considera que a revisão dos limites dos ventos no Aeroporto da Madeira nunca obedecerá a critérios políticos, mas científicos, para segurança dos passageiros e das tripulações dos aviões.

“A solução será completamente científica e não política, e nem pode ser, está claramente fora de questão”, disse Luís Silva Ribeiro.

No seu entender, o que é necessário garantir “é que a segurança de um qualquer passageiro que embarque num avião para aterrar no Funchal, ou para aterrar em Lisboa, ou para aterrar em qualquer outro aeroporto europeu é a mesma”. 

“Não podemos ter aeroportos mais seguros e aeroportos menos seguros”, acrescentou.

Luís Silva Ribeiro comentava assim a resolução aprovada na sessão plenária da Assembleia Legislativa da Madeira em 5 de Julho, já publicada no Diário da República e no Jornal Oficial da Região Autónoma da Madeira, sobre os limites de vento no Aeroporto da Madeira – Cristiano Ronaldo.

A resolução insta a ANAC a “converter de imediato” os actuais limites de vento para as operações aéreas neste aeroporto, alterando-os de “obrigatórios/mandatórios”, com carácter sancionatório, para “recomendações/alertas”. 

O documento pede ao regulador para “decidir, no prazo de um ano, sobre a revisão dos limites de vento para as operações aéreas no Aeroporto da Madeira – Cristiano Ronaldo”.

Sindicatos dos professores nos Açores manifestam preocupações a uma semana do arranque do ano lectivo

sala de aulaO ano lectivo 2018/2019 tem início na próxima semana, a 14 de Setembro. O Governo Regional já afirmou que estão criadas as condições para um arranque “em situação de normalidade”, mas, a uma semana do início as aulas, os sindicados dos professores na Região estão apreensivos e manifestam as suas preocupações.

O Presidente do Sindicato dos Professores da Região Açores (SPRA) aponta haver “falhas que têm ocorrido sistematicamente, ao longo dos últimos anos” e refere que “as escolas têm sempre se queixado da falta de professores de apoio”.

Por outro lado, acrescenta, “na Região, há grupos que se têm esgotado nas substituições”. Segundo António Lucas, “chega-se a meio, ou à segunda metade, do primeiro período e já não temos professores de Português ou de Matemática nas listas para substituições”. 

Uma situação que “demonstra que, quando no continente começam a aparecer mais horários e mais vagas, os Açores são sempre preteridos”, considera, salientando que, “num futuro próximo, vai ter que se repensar esta situação, nomeadamente ao nível de incentivos à estabilidade do corpo docente”. António Lucas refere que “as ilhas mais pequenas são aquelas que mais sofrem com isso”.

O Presidente do SPRA refere ainda que, ao nível de recursos humanos para os apoios, “tem havido falta sistemática de pessoal auxiliar, embora tenha sido prometido pelo Vice-presidente que em Janeiro começava a colocar pessoal auxiliar nas escolas”. 

“O número que ele afirmou na altura [114 lugares para assistentes operacionais], foi por nós considerado insuficiente, pelo que, provavelmente, este será um dos aspectos negativos a registar neste ano lectivo”, prevê.

Por sua vez, o Presidente do Sindicato Democrático dos Professores nos Açores (SDPA) diz ver o início do ano escolar “com alguma apreensão”, face à redução de docentes face ao ano anterior.

 “Sabemos que houve uma redução do número de alunos, na ordem dos 1400, no entanto, - por aquilo que são as colocações, até ao momento, e na comparação com as colocações até final do mês de Agosto do ano anterior -, estamos aqui com uma redução de cerca 150 docentes em relação ao ano anterior”, sublinha José Pedro Gaspar. 

O dirigente sindical do SPDA explica que há essa redução de 150 docentes, “porque foram colocados menos na contratação e porque - apesar de se dizer que uma parte dos professores foi já integrada no quadro - temos que contar com aqueles que saíram da região para o continente”.

José Pedro Gaspar acrescenta que, “relativamente ao concurso de colocação de docentes de 2017/2018, saíram 117 professores [dos Açores] e, já este ano lectivo obtiveram colocação na região 101 professores”. “Ou seja, saíram cerca de 220 professores e foram vinculados 170. Logo à partida, há uma diferença de menos 50. Além disso, foram admitidos em contrato a termo resolutivo menos 100 professores, o que dá-nos a tal diferença de menos 150 professores relativamente ao ano anterior”, explicita. 

Para o SPDA, a colocação de docentes em horário incompleto é outra preocupação: “Estamos também bastante preocupados com a colocação de professores em horários incompletos, uma situação que já criticámos no passado e à qual nos vamos manter muito atentos”, afirma.

“Portanto, é desde já com alguma apreensão que vemos o arranque do ano. A menos que, durante a próxima semana, tenhamos a colocação de um número substancial de professores que corrija esta situação”, considera ainda o responsável.

Recorde-se que, na semana passada, no concurso para contratação a termo resolutivo de pessoal docente foram colocados 565 professores em horários completos até ao final do ano escolar. Segundo o Executivo, até ao início do ano lectivo, serão efectuadas novas colocações que visam a colocação de docentes em substituição de outros docentes temporariamente ausentes ao serviço, em horários incompletos, assim como nas situações em que as horas lectivas a assegurar não atingem a duração de um horário completo.

O calendário escolar para o ano lectivo 2018/2019, que abrange os estabelecimentos de educação pré-escolar e dos ensinos básico e secundário público e para o ensino particular ou cooperativo com paralelismo pedagógico, prevê o arranque do ano lectivo a 14 de Setembro, terminando a 21 de Junho de 2019.

Dividindo-se em três períodos lectivos, o primeiro decorre até 14 de Dezembro, o segundo entre 3 de Janeiro e 5 de Abril e o terceiro de 23 de Abril a 21 de Junho. As interrupções lectivas serão de 17 de Dezembro a 2 de Janeiro, de 4 a 6 de Março e de 8 a 22 de Abril.

 

Cenário de greve “muito provável”

 

O final do último ano lectivo de 2017/2018 ficou marcado pela greve às avaliações pela defesa da recuperação integral do tempo de serviço dos docentes, cumprido nos períodos de congelamento das carreiras.

António Lucas afirmou que o próximo também ficará marcado pela luta. “Iremos dar um sinal claro, nomeadamente a nível nacional, com a possibilidade de marcação de greve à saída da reunião com o Ministro, que é já esta Sexta-feira [hoje], caso não haja cedências legislativas por parte do Ministério da Educação”. “O panorama do retorno à luta é muito provável”, acrescenta. Recorde-se que a Federação Nacional dos Professores (Fenprof) avançou, na Quarta-feira, a possibilidade de uma greve entre 1 e 4 de Outubro, caso esta reunião com o Ministério da Educação sobre contagem do tempo de serviço seja inconclusiva.

José Pedro Gaspar, por seu turno, salientou que a contestação que foi feita no final do ano lectivo passado “teve inerente um conjunto de reivindicações que são do conhecimento do Governo Regional dos Açores”, pelo que aguarda “com expectativa” que o orçamento da Região “reflicta este caderno reivindicativo” dos docentes açorianos.

“Vamos dar o benefício da dúvida. Sabendo o Governo Regional do descontentamento dos professores, é expectável que, na preparação do orçamento do próximo ano, o executivo açoriano contemple as nossas reivindicações, pelo menos numa parte substancial”, salienta o presidente do SPDA. “Não acontecendo isso, podemos retomar formas de greve”, admitiu, no entanto, José Pedro Gaspar.

 

Cresce o ensino de português na Califórnia

escola tulare(CALIFÓRNIA, EUA, ESPECIAL PARA DIÁRIO DOS AÇORES) - Começou o ano lectivo na Califórnia, EUA, no que concerne ao ensino público e estão também a começar as escolas portuguesas ligadas ao nosso movimento associativo.  

Pelo quarto ano consecutivo aumentam o número de alunos e o número de escolas.  

Um renascimento total que é produto de um trabalho constante da comunidade que começou com há quatro anos com um protocolo entre o Instituto Camões e a Luso-American Education Foundation (LAEF).   

É que desde que esse protocolo foi assinado, com a colocação de dois professores de apoio, encarregados do protocolo, José Luís da Silva e Diniz Borges, conhecedores do terreno e da realidade Californiana, que o ensino da língua portuguesa tem aumentado todos os anos, quer no ensino público, quer no privado, acompanhado por uma maior visibilidade do ensino da língua portuguesa,  através de contactos directos com entidades do ensino americano, aproximação às escolas comunitárias, formação de professores e uma reflexão comunitária que culminou na criação de um plano estratégico para o ensino da língua e cultura portuguesas na Califórnia, o primeiro estado norte-americano com semelhante projecto, que englobou as forças vivas da comunidade, entidades do ensino público e privado, entidades políticas e líderes da comunidade de origem brasileira e macaense na Califórnia. 

 

Mais escolas e mais alunos

 

Apesar dos números ainda serem preliminares, uma vez que algumas escolas comunitárias ainda estão no processo de inscrições, tudo indica que neste ano escolar a Califórnia terá mais duas unidade do ensino secundário a ensinar português, duas escolas secundárias na cidade de Ceres, Vale de San Joaquim, com duas professoras e 270 alunos e uma nova escola comunitária na cidade de Tracy, junto das montanhas que separam o vale da zona da baía de San Francisco.  

Há ainda duas outras zonas que estudam a possibilidade da criação de escolas portuguesas: Manteca no norte e Chino no sul da Califórnia (zona de Los Angeles). 

 

Mais de 2 mil alunos

 

Tudo indica que neste ano escolar o aumento de alunos nos cursos de língua e cultura portuguesas no ensino primário e secundário (privado e público), incluindo os cursos inovadores no distrito escolar de Hilmar, onde existe um curso de imersão exemplar, deverá ser na ordem dos 18%.  

O número de alunos deve ultrapassar, pela primeira vez, os dois mil alunos.  

Existe ainda crescimento nos cursos ministrados pela comunidade de origem brasileira no norte da Califórnia.  

Acrescenta-se novos cursos em Community Colleges, como o College of the Sequoias em Visalia, no Vale de San Joaquim, que acaba de anunciar que em Janeiro de 2019, terá pela primeira vez 2 cursos para principiantes e a Universidade Estadual da Califórnia em Fresno que neste semestre do outono de 2018 tem 4 cursos de língua e cultura portuguesas. 

Existem ainda outras universidades com vários cursos inovadores, tais como CSUS em Turlcok, a Universidade Estadual da Califórnia em San Diego e as Universidades da Califórnia em Santa Barbara e Berkeley, entre outras.  

O protocolo Instituto Camões com a Luso-America Education Foundation veio trazer à comunidade portuguesa da Califórnia, a possibilidade de ter a sua própria voz, com contactos directos com as forças vivas das nossas comunidades e as entidades do ensino Californiano. 

Desde que este protocolo foi instituído, todos os anos são criadas novas escolas comunitárias e novos cursos no ensino público.  

Há cinco anos consecutivos que aumentam o número de alunos e cursos. 

 

José Luis da Silva e Diniz Borges criam pontes

 

Os professores de apoio deste protocolo, Instituto Camões e Luso-American Education Foundation, José Luís da Silva e Diniz Borges, têm criado pontes entre as várias unidades de ensino, entre as escolas do movimento associativo e as escolas públicas e entre a comunidade portuguesa e as comunidades, brasileira e macaense.  

Suplementando as aulas durante o ano lectivo, o ensino da língua portuguesa na Califórnia tem ainda dois projectos durante o verão que são inovadores e de extrema importância: o curso de verão da Luso-American Education Foundation com a participação de cerca de meia centena de jovens e o programa Startalk do distrito escolar de Hilmar com cerca de 100 crianças.

Acredita-se que com a aderência da comunidade, e das entidades públicas, ao plano estratégico para o ensino da língua portuguesa, criado pela comunidade, para a comunidade, existem todas as probabilidades para que o ensino da língua e cultura portuguesas na Califórnia tenha, com cada ano lectivo, um contínuo crescimento. 

Turismo deverá cair 3% novamente em Julho

turista sete cidadesEmbora seja ainda uma estimativa, o Serviço Regional de Estatística dos Açores (SREA) avança que as dormidas em Julho poderão ter diminuído 3% em relação ao mesmo período do ano passado.

De facto, com base no modelo econométrico desenvolvido pelo SREA e na informação disponível até à data, nomeadamente a evolução do número de passageiros aéreos desembarcados e o valor dos levantamentos em caixas multibanco, estima-se que o número de dormidas na Hotelaria Tradicional dos Açores durante o mês de Julho terá sido de 233 mil.

Comparando com o valor divulgado para Julho de 2017, esse valor reflecte uma diminuição de 3% em termos homólogos.

 

Turismo Rural cresce em Junho

 

Por sua vez, no que respeita ao Turismo em Espaço Rural, no mês de Junho, se a taxa de resposta fosse semelhante à do período homólogo, as dormidas seriam aproximadamente 8.907 e os hóspedes 2.429 – aumentos de 24,8% e 16,2%, respectivamente, face ao mesmo mês de 2017, no qual se verificaram 7.138 dormidas e 2.091 hóspedes. 

No trimestre que acabou em Junho de 2018 estimam-se 18.472 dormidas, correspondendo a 5.162 hóspedes, o que compara com 16 058 dormidas e 4.346 hóspedes em período homólogo (crescimentos de 15,0% e 18,8%, respectivamente). 

Durante o mês de Junho a taxa líquida de ocupação-cama (TLOC) foi de 35,6%, acima do valor registado no mesmo período de 2017 (29,6%). 

A estada média (EM) foi de 3,7, o que compara com 3,4 em período homólogo. 

 

10.202 camas nos Açores

 

A capacidade de alojamento nos Açores, na Hotelaria Tradicional, em Junho de 2018, situou-se nas 10.202 camas repartidas pelos 95 estabelecimentos em funcionamento nesse mês. 

A oferta de alojamento, traduzida no número médio de camas disponíveis, atingiu as 9.960 camas. 

O número médio de pessoas ao serviço foi de 2.125. 

 

Alojamento Local sempre a crescer

 

O número de unidades de Alojamento Local nos Açores, em Junho deste ano, era de 1.825, quando em Janeiro registava 1.588, um aumento de 237 unidades em apenas seis meses.

A ilha com mais unidades é S. Miguel, com 952, seguindo-se a ilha do Pico (303), Terceira (277), Faial (141), S. Jorge (59), Flores (51), Santa Maria (29), Graciosa (9) e Corvo (4). 

A Associação do Alojamento Local em Portugal (ALEP) divulgou dados, onde se conclui que mais de 70% do alojamento local do país se situa fora das cidades de Lisboa e Porto. 

Faro é o distrito com mais unidades registadas. 

No total – continente e Madeira – existem cerca de 72.500 unidades de alojamento local até o início de Agosto, o que corresponde a mais de 168 mil quartos disponíveis. 

Desde 2014 o número tem subido significativamente uma vez que há quatro anos havia cerca de 14 mil registos de alojamento local. 

Já no arquipélago dos Açores, que tem um sistema de registo próprio, a 24 de Agosto existiam cerca de 2 mil unidades. 

A maioria das unidades registadas têm a categoria geográfica de “destinos de praia veraneio e ilhas”, num total de 61%, tendo 10% sido registadas como “interior e outras cidades”.

A ALEP identifica a tipologia apartamento como a mais frequente, com 66%, seguida da moradia, com 27,1%.

O aumento do número de unidades pode justificar-se com o facto de, este ano, mais de 180 freguesias terem recebido pela primeira vez um registo de alojamento local. Em média, existe uma nova freguesia por dia a acolher uma unidade, sendo “a maioria” localizada no interior do país, explica a ALEP.

Este levantamento nacional prevê que haja cerca de 33 mil famílias a depender do alojamento local para o seu sustento, assim como 7 mil microempresas a operar na área. “Muitos dos titulares de alojamento local perderam o emprego durante a crise, sendo que uma grande parcela destes já estava numa idade madura, na qual as portas do mercado de trabalho se fecham”, acrescenta a Associação.