“Funcionamento do Bloco Operatório do Hospital de Ponta Delgada é um desastre”

Hospital PDL2

Luís Furtado, Presidente da Ordem dos Enfermeiros dos Açores, qualificou como “absolutamente desastrosa” a prestação do Conselho de Administração do Hospital de Ponta Delgada naquilo que foi a gestão de recursos humanos no Bloco Operatório.

 O dirigente sublinha que “apesar dos inúmeros e sucessivos apelos da gestão daquele Serviço, advertindo para a eminente ruptura, para necessidades de renovação da equipa e de resposta a necessidades estruturais, entre 2013 e 2016, a Direcção de Enfermagem retirou do Bloco Operatório um total de 8 enfermeiros, sem a respectiva reposição”.

As declarações foram feitas na sequência de uma visita da Secção Regional da Região Autónoma dos Açores da Ordem dos Enfermeiros, realizada na passada Quarta-feira, no âmbito do acompanhamento do exercício profissional ao Hospital do Divino Espírito Santo de Ponta Delgada EPER, designadamente aos Serviços Bloco Operatório e Cirurgia 3 (Cirurgia Geral).

 

“Delapidação irresponsável”

 

Para o Presidente da Ordem dos Enfermeiros dos Açores, esta “delapidação irresponsável”, aliada a outras decisões do Conselho de Administração com incidência sobre os recursos humanos daquele hospital, “levaram ao adensamento das necessidades em enfermeiros no Bloco Operatório e culminaram com o sucessivo encerramento de salas operatórias no ano de 2018.”

Apesar de para o ano 2019 estarem previstas 6 admissões, Luís Furtado alerta para o facto de os períodos de integração necessariamente longos, “fazerem com que estes profissionais só se encontrem efectivamente disponíveis ao longo de 2020.”

“Também não posso deixar de fazer notar a minha grande preocupação com a sobrecarga registada em todos os grupos profissionais afectos ao Bloco Operatório e que decorre do programa de produção adicional. Sem prejuízo de se constituir como um regime voluntário, não é incomum estes profissionais realizarem uma jornada de trabalho de 8 horas no Bloco Operatório – produção regular – seguidas de mais 6 a 8 horas em produção adicional”, afirma Luís Furtado. 

 

“Desmotivação e desorientação nos últimos seis anos”

 

Para o dirigente da Ordem dos Enfermeiros nos Açores, “as administrações também têm a responsabilidade de zelar para que os serviços promovam a sua actividade dentro de parâmetros aceitáveis de segurança”. 

Contudo, acredita que tal “não lhes convém, uma vez que é precisamente a actividade decorrente do programa de produção adicional que vem camuflar o desastre em que se tornou o funcionamento do Bloco Operatório daquele hospital, pela absoluta incapacidade da Administração como um todo, mas, de forma muito particular, a Direcção de Enfermagem que, volvidas praticamente duas comissões de serviço, continua a não compreender o funcionamento e as necessidades do Bloco Operatório”.

 “A desmotivação, a desagregação e a falta de direcção atingiram o seu zénite nos últimos seis anos”, acrescenta.

Para Luís Furtado, “a completa ausência de objectivos claros, a deficiente comunicação com a organização, a ausência de orientação estratégica e de compromisso na resolução dos problemas, empurrando-os com a barriga como se eles não existissem, fizerem com que profissionais, antes profundamente comprometidos com a instituição e a ela dedicados, se sintam, actualmente, completamente desmotivados e desamparados.”

 

“Um Conselho de Administração completamente isolado”

 

Luís Furtado foi mais longe e afirma que “neste momento, há um Conselho de Administração completamente isolado e encurralado na sua incapacidade de responder às exigências da organização.”

Ainda no âmbito da visita, foi possível perceber que, apesar do nocivo ambiente organizacional que actualmente se vive no Hospital do Divino Espírito Santo de Ponta Delgada EPER, as equipas, no plano da prestação directa de cuidados de enfermagem, mantêm um extraordinário compromisso com a qualidade dos cuidados prestados, dando resposta às crescentes exigências que emergem nos contextos de prática clínica, como se faz evidente no Serviço de Cirurgia 3, onde “uma equipa coesa e dinâmica, tem desenvolvido projectos de relevo para a afirmação do grupo profissional e para a adequação de respostas efectivas a necessidades concretas dos utentes no que aos cuidados de Enfermagem diz respeito”, frisou o Presidente da Ordem dos Enfermeiros. Para Luís Furtado, “a organização anseia por uma mudança urgente e efectiva, contudo o trabalho de recuperação daquilo que foi destruído, especialmente a recuperação da confiança dos profissionais numa administração capaz de responder, de facto, às exigências e desafios do maior hospital público da Região, perspectiva-se como uma tarefa de acrescida dificuldade”, concluiu.

Licenciamento para actividades espaciais nos Açores: Governo garante que “é a Região que decide sobre estas matérias”

estação esa santa maria

O Conselho do Governo Reguional dos Açores decidiu ontem aprovar a Proposta de Decreto Legislativo Regional que define o regime jurídico de Licenciamento das Actividades Espaciais, de qualificação prévia e de registo e transferência de objectos espaciais na Região Autónoma dos Açores.

Com este Decreto Legislativo Regional “é a Região que decide sobre estas matérias” - lê-se no co0municado do governo emitido em S. Jorge -, considerando-se actividades espaciais a desenvolver na Região Autónoma dos Açores aquelas que tenham por base infraestruturas ou plataformas situadas no seu espaço terrestre ou marítimo, incluindo, neste caso, as zonas marítimas adjacentes ao arquipélago, sem prejuízo das competências nacionais, quando estão em causa questões de defesa e segurança nacional.

Este diploma é aprovado agora, na sequência da aprovação e consequente publicação no passado dia 22 do Decreto-Lei do Espaço n.º 16/2019 que, no seu artigo 27.º, consagra a prerrogativa de as Regiões Autónomas definirem em legislação própria as regras das actividades espaciais que tenham lugar nessas Regiões.

 

 Alterações ao sistema de incentivos à produção de energia

 

Aprovou ainda a Proposta de Decreto Legislativo Regional que altera o PROENERGIA, sistema de incentivos à produção de energia a partir de fontes renováveis dos Açores.

Com as alterações agora introduzidas, no que respeita a investimentos na exploração de recursos energéticos renováveis, para além dos apoios à produção de energia eléctrica já existentes, passam também a ser abrangidos pelo diploma investimentos no armazenamento desta energia.

No que respeita a investimentos para produção de águas quentes, o recurso a sistemas alimentados a biomassa fica igualmente previsto, juntando-se, assim, aos equipamentos solar térmico e bombas de calor.

Procede-se ainda ao alargamento do leque de equipamentos abrangidos pelo diploma por via da redução do montante mínimo de investimento, a par do incremento da percentagem de incentivo concedido a sistemas para produção de águas quentes.

Também é introduzida a majoração de dois pontos percentuais para projectos dedicados a energias renováveis cujos investimentos se realizem em territórios abrangidos pela Rede Mundial de Reservas da Biosfera da UNESCO - as ilhas do Corvo, Flores, Graciosa e São Jorge - tendo como objectivo contribuir para a salvaguarda e valorização do seu património natural.

 

 Concurso para nova fase dos taludes Furnas-Ribeira Quente

 

O governo decidiu também lançar o concurso público para a segunda fase da empreitada de consolidação dos taludes da Estrada Regional n.º 2-2.ª, no troço Furnas/Ribeira Quente, num investimento estimado em cerca de 3,6 milhões de euros.

Esta empreitada contempla a intervenção em vários troços da estrada regional, mediante a execução de terraplanagens para reperfilamento, drenagem e estabilização de taludes no troço a jusante dos túneis existentes, sendo preconizada a construção de uma estrutura em semi- túnel com cerca de 200 metros de extensão de forma a melhorar as condições de segurança da circulação rodoviária no acesso à freguesia da Ribeira Quente.

Esta intervenção conclui o processo de reforço de segurança no acesso a esta freguesia, num investimento que, juntando a primeira fase e esta segunda fase agora a concurso, ascende a um montante superior a 4.730.000 euros.

 

Orçamento Participativo da Região

 

Foram aprovados os princípios técnicos, a metodologia e as regras de operacionalização do Orçamento Participativo da Região Autónoma dos Açores para o ano de 2019, estando definido um reforço da dotação deste programa de 600 mil para um milhão de euros.

Além deste crescimento de 400 mil euros na dotação orçamental, haverá o alargamento a mais uma área temática, a Cultura, juntando-se às quatro iniciais: Ambiente, Inclusão Social, Juventude e Turismo.

Será também criada mais uma categoria de anteproposta, para além do âmbito “ilha”, vigente em 2018. 

Assim, em 2019, os açorianos poderão, não só apresentar antepropostas para a sua ilha, como também apresentar ideias de investimento público de âmbito regional com impacto em duas ou mais ilhas, correspondendo esta decisão às sugestões recolhidas junto dos cidadãos que participaram na primeira edição.

Este é o segundo ano que será implementado o Orçamento Participativo dos Açores.

Em 2018, participaram no processo de escolha das propostas apresentadas cerca de cinco mil pessoas, que escolheram os 29 projectos vencedores que vão ser executados pelo Governo Regional, dos quais 12 na área da Juventude, oito na área da Inclusão Social, seis na área do Turismo e três na área do Ambiente.

 

Reforço dos apoios do POSEI

 

Foi também decidido reforçar os apoios do POSEI para os agricultores dos Açores, no valor de cerca de 3,8 milhões de euros.

O Governo dos Açores decide, desta forma, reforçar as verbas deste importante programa de apoio à atividade agrícola, através de verbas do Orçamento Regional, procedendo à transferência necessária deste valor para o IFAP,I.P.

 

 Aval de 4 milhões para o IROA

 

O executivo de Vasco Cordeiro decidiu assegurar as condições necessárias de poupança de encargos financeiros, através da substituição de um aval ao Instituto Regional de Ordenamento Agrário – IROA, S.A., no valor de quatro milhões de euros.

Esta operação financeira permite a redução de encargos, garantindo condições mais vantajosas de financiamento, potenciando, assim, o desenvolvimento da atividade deste instituto através de investimentos que promovem o desenvolvimento sustentado das zonas rurais e incentivam a modernização e diversificação agropecuária, contribuindo para a melhoria da competitividade da produção regional.

Esta substituição de aval não dará origem a um aumento do endividamento líquido da IROA, S.A., segundo garante o governo.

Conselheiro das Comunidades e deputado estadual fazem petição para manter SATA em Providence

joao luis pacheco e joe serodio

Tal como “Portuguese Times” referiu na edição de 9 de Janeiro, desconhece-se ainda se a operação Providence/P.Delgada/Providence, reiniciada em Julho de 2016 pela SATA/Azores Airlines, vai ser mantida durante este verão. 

De Ponta Delgada ainda não há sinais que assegurem a manutenção desse voo semanal e sazonal (Junho a Setembro).

No sentido de assegurar (ou pelo menos tentar) a continuidade dessa operação, algumas entidades da comunidade luso-americana de Rhode Island movimentam-se tentando mover influências e sensibilizar o Governo Regional dos Açores, com recolha de assinaturas e audiências com o presidente Vasco Cordeiro.

Alguns agentes de viagens manifestam preocupação porque de Ponta Delgada não há sinais de retoma dessa rota, pressentindo até que esteja cancelada para este verão. 

Alegam uns que mediante a atual frota e tripulação reduzidas da nossa companhia aérea, não é possível dar continuidade ao voo semanal entre a capital de Rhode Island e Ponta Delgada, mesmo tendo em conta que este voo satisfaz a preferência da maioria da comunidade açoriana residente no Sudeste de Massachusetts, Rhode Island e parcialmente Connecticut.

João Luís Pacheco, Conselheiro das Comunidades, e José Serôdio, atual deputado estadual de Rhode Island e antigo agente de viagens, deslocaram-se ao “Portuguese Times”, revelando que tudo está a ser feito para a manutenção desta operação.

 

Audiência com Vasco Cordeiro

 

“Estou a organizar um abaixo-assinado com alguns voluntários aqui em Massachusetts e em Rhode Island para que eu possa entregar tudo isto ao presidente do Governo Regional dos Açores, aquando da minha deslocação de 27 do corrente mês de Janeiro a 3 de Fevereiro, com quem tenho uma audiência com a finalidade de sensibilizá-lo a manter os voos sazonais da SATA entre Providence e Ponta Delgada, que são muito importantes para a comunidade açoriana aqui radicada, que, como todos sabemos, está maioritariamente concentrada no Sudeste de Massachusetts e em Rhode Island e ainda parcialmente no estado de Connecticut”, começou por afirmar ao “Portuguese Times”, João Pacheco, Conselheiro das Comunidades, que se deslocou propositadamente à nossa redacção, na companhia de José Manuel Serôdio, deputado estadual em Rhode Island e antigo agente de viagens (América Travel), cujo nome está ligado ao início das ligações aéreas entre o aeroporto TF Green e Portugal.

 

Ocupação na ordem dos 90%

 

“O aeroporto de Providence oferece essa tal proximidade à nossa comunidade, para além de proporcionar fácil acessibilidade, conveniência, modernismo e até mesmo conforto comparavelmente o que era há muitos anos atrás e ainda economicamente mais acessível relativamente ao aeroporto Logan em Boston”, refere ainda João Pacheco, esperançado em que o voo semanal da SATA se mantenha durante este verão, de Junho a Setembro, como tem acontecido nos últimos dois anos, até porque a operação tem sido muito bem sucedida, com uma ocupação de lugares na ordem dos 90 por cento.

Confrontado com a questão da reduzida frota de aviões para a América do Norte (neste momento apenas dois Airbus A321, com o terceiro, ao que tudo indica a chegar em Abril), João Pacheco contrapõe:

“Na verdade já ouvi dizer que esse era o motivo para um eventual cancelamento da rota de Providence, mas se essa é a razão então a solução poderia passar pelo fretamento de uma aeronave, à semelhança do que se faz em relação à Califórnia (Oakland) e a Montreal, Canadá”, salienta Pacheco, que considera uma “grande perda para a comunidade açoriana aqui residente” um eventual cancelamento desta operação.

Por sua vez, José Manuel Serôdio, outrora um dos mais bem sucedidos agentes de viagens, cujo nome está ligado às extintas América Travel e Azores Express e ao início das ligações aéreas entre Providence e Portugal, referiu ao PT:

“Contactei recentemente diretores do aeroporto TF Green para me informar de “fonte limpa” se sabiam alguma coisa relativamente à operações PVD/PDL/PVD, ao que me informaram de nada saberem até ao momento... O que sei é que estes voos de Providence representavam uma ocupação de lugares superior a 90 por cento e uma poupança de 20 a 25 dólares por cada passageiro relativamente à operação de aeroporto Logan em Boston... Para além disso sei que se esta rota continuar, como todos bem esperamos, o TF Green Airport vai investir fortemente em publicidade nos órgãos de comunicação social americanos e luso-americanos aqui da área, o que é, a meu ver, muito importante para o turismo dos Açores, uma vez que há muitos americanos, e disto tenho a certeza, que estão interessados a visitar os Açores utilizando o aeroporto de Providence, pelas razões que já foram mencionadas acima”, disse Serôdio, agora deputado estadual de Rhode Island, que adianta ter até trocado impressões com alguns políticos na State House em Providence que utilizaram o ano passado os serviços da SATA com destino a Barcelona e escala em Ponta Delgada tendo ficado positivamente impressionados com o serviço.

“Eu como antigo agente de viagens sei da importância da resolução rápida no sentido de se manter esta rota, porque ainda vamos a tempo, mas daqui a um mês temo que seja tarde demais, uma vez que grande parte das pessoas já estará a marcar as suas férias para os Açores através de Boston, portanto agora é que é a altura de agir”, afirma José Serôdio, que conclui: “Seria bom que o nosso Governo Regional dos Açores apostasse forte e firmemente no aeroporto de Providence, porque existe aqui um mercado, mesmo norte-americano, que quer ir à descoberta dos Açores e tendo em conta que uma outra companhia norte-americana, a Delta Airlines, reforçou a sua operação entre New York e Ponta Delgada (Maio a Setembro), também acho que seria uma boa aposta manter Providence”.

De Ponta Delgada têm surgido vozes solidárias com este movimento de manter a rota PVD-PDL, como constatámos através de um editorial do nosso colega Osvaldo Cabral, Diretor Executivo do Diário dos Açores, na edição de 20 de Janeiro deste matutino micaelense, tendo referido a dada altura:

“... Torna-se cada vez mais importante apostarmos no mercado que está a crescer nos Açores: os EUA. Trata-se de um mercado forte e que parece consolidar-se com a aposta da Delta em manter o ritmo das operações a partir de Nova Iorque. O que é incompreensível é o comportamento da SATA, ao querer retirar-se de Providence, enfraquecendo assim a operação nos EUA. É preciso que alguém ponha cobro a esta intenção...”.

Outro conceituado jornalista açoriano é o nosso colega José Manuel Santos Narciso, Diretor Adjunto do Atlântico Expresso e que na nota de abertura, refere, com sob o título “Nas Asas da Indefinição”: 

“... Enquanto existir aquela que ainda é conhecida como SATA Internacional, a companhia, a sua administração e o acionista Governo não podem trair a sua vocação primeira que é a ligação Açores/Continente Português e o “serviço da diáspora”. Ou seja, as ligações para os Estados Unidos e Canadá são a aposta base que esteve na génese da criação da SATA Internacional e o Governo Regional tem obrigação de fazer com que assim seja... A questão dos voos Providence/Ponta Delgada pode e tem de ser resolvida a contento das comunidades emigrantes, porque há formas de o fazer, sem grandes acréscimos de custos que até nunca foram preocupação para a SATA porque para lhes dar cobertura nunca hesitou em preços exorbitantes que só a saudade e o amor à terra faz com que os emigrantes paguem...”

 

Por: Franscisco Resendes, nos EUA

Exclusivo Portuguese Times/Diário dos Açores

 

Compras através dos terminais de pagamento automático ultrapassaram os mil milhões de euros

Multibanco

 

Em 2018, pela primeira vez, as compras realizadas por intermédio de terminais TPA ultrapassaram os mil milhões de euros, um aumento de 52% em 5 anos, anunciou ontem o SREA.

Os levantamentos em caixas ATM atingiram em 2018, nos Açores, um montante total de 603 milhões, um aumento de 14,0% comparativamente com o ano de 2014.

No total (ATM+TPA) verificou-se uma variação acumulada de 35% em 5 anos e um aumento médio anual de cerca de 8%. 

 

98 milhões com cartões internacionais

 

O estudo do SREA pretende analisar a evolução das operações realizadas em caixas multibanco (ATM) e terminais de pagamento automático (TPA), nos Açores, nos últimos 5 anos.

No ano de 2018, pela primeira vez, as compras realizadas por intermédio de terminais TPA ultrapassaram os mil milhões de euros, um acréscimo, em cinco anos, superior a 50% e com uma evolução média anual de 11%.

Cerca de 943 milhões de euros são de compras efectuadas com cartões de bancos nacionais (um acréscimo de 44,5%) e perto de 98 milhões de euros dizem respeito a compras efectuadas com cartões de bancos internacionais, quase o triplo (197%) em comparação com os valores de 2014.

 

603 milhões levantados do multibanco

 

Os pagamentos de serviços realizados em 2018 por intermédio TPA, nos Açores, ascenderam a cerca de 10,8 milhões de euros, um acréscimo de 38% relativamente a 2016. 

A  nível nacional, as compras totalizaram 43.463 milhões de euros, verificando-se um acréscimo de 42% em comparação ao ano 2014 (30.618,5 milhões). Quanto aos levantamentos em caixas ATM, nos Açores, atingiram no ano de 2018 um montante total de 603 milhões de euros, traduzindo um acréscimo de 14% comparativamente com o ano de 2014. 

 

44 milhões são levantamentos internacionais

 

Destes, cerca de 559 milhões de euros são de levantamentos nacionais, o que representa uma variação acumulada positiva de 12% e cerca de 44 milhões de euros dizem respeito a levantamentos internacionais, o que representa uma variação acumulada muito significativa de 46% em relação a 2014.

A nível nacional, em 2018, os levantamentos totalizaram 29.560 milhões de euros, verificando-se um acréscimo de 7,7% em relação ao ano de 2014 (27.450 milhões).

 

92 milhões de pagamentos de serviços

 

Os pagamentos de serviços realizados em 2018, nos Açores, ascenderam a cerca de 92 milhões de euros, representando um acréscimo de 32,8% comparativamente a 2014.

No total (ATM+TPA), ou seja, levantamentos e compras, verificou-se uma variação acumulada positiva de 35,3% de 2014 a 2018. 

Fazendo uma análise por ilha (ATM+TPA), a que apresentou o maior acréscimo, nos últimos 5 anos, foi a do Corvo com 68,0%, seguida do Pico com 44,2%. 

Em termos de operações nacionais, voltou a ser a ilha do Corvo que obteve maior variação positiva (69,5%), novamente seguida da ilha do Pico com 39,1%. 

Quanto às operações internacionais, a ilha na qual se verificou maior variação absoluta foi a de São Miguel com 166,8%, seguida do Pico (120,7%) e São Jorge com 111,0%.

Operadores e agências de viagens apostam forte nos Açores

Lagoa do canário

Os operadores de turismo e agentes de viagens estão já a preparar, em força, os próximos feriados que aí vêm, nomeadamente o Carnaval e a Páscoa, sendo que os Açores estão entre os destinos mais promovidos e procurados.

A Páscoa, por exemplo, calha este ano num calendário tardio, a 21 de Abril, o que para os empresários de turismo é bom, porque coincide com o início de uma época em que os preços aumentam, devido ao início do Verão IATA.

Por exemplo, a Travelport, plataforma de comércio de viagens para a indústria turística, diz que os portugueses deverão voltar a escolher destinos como Marrocos, Tunísia, Cabo Verde, Açores, Madeira e o Algarve para passar as férias de Páscoa. 

A dois meses dos feriados, as agências de viagem e os grupos hoteleiros já apresentam um vasto leque de ofertas e de preços, havendo também várias promoções, algumas para reservas antecipadas.

O Grupo Pestana também apostou numa campanha de saldos para quem reserve até 31 de Janeiro. 

A promoção abrange hotéis em Portugal e no estrangeiro e prevê descontos até 50% para estadas até 31 de Outubro. 

Neste caso, a antecipação pode abranger pontes, Carnaval, Páscoa e até as férias do verão.

A agência Abreu apresenta uma vasta oferta, destacando um short break a Roma com preços a partir de 156 euros, uma semana em Antália (Turquia) a partir de 889 euros, ou um cruzeiro com paragem na Madeira e em Marrocos, por 782 euros.

A Top Atlântico tem já a decorrer a campanha da Páscoa, apresentando a Serra Nevada como o destino mais económico (a partir dos 181 euros). 

A aposta da agência vai para as ilhas dos Açores, Madeira, Malta e Cabo Verde. Marrocos, Turquia e Malta fazem também parte do programa.

Também na plataforma Expedia, o preço das estadas nos hotéis na Páscoa em Copenhaga desceu 80% face ao ano passado e os descontos em Dublin e Florença podem chegar aos 65%.

 

Soltrópico promove Terceira

 

Para vendas até 31 de Março e viagens até 31 de Maio deste ano, o operador turístico Soltrópico lançou no mercado uma campanha totalmente dedicada à ilha Terceira, nos Açores.

Com o mote “Terceira, o presente mais bem guardado”, a campanha de comunicação foca as ocasiões especiais que decorrerão durante a sua vigência, tais como o Dia dos Namorados, da Mãe, do Pai, entre outros, sugerindo este pacote turístico como o presente perfeito.

Com preços a partir de 149 euros por pessoa em duplo, o pacote inclui passagem aérea, alojamento em regime de APA no Hotel Teresinha, de três estrelas, e ainda aluguer de viatura Grupo A até 72 horas, com entrega e recolha no aeroporto), taxas e seguro de viagem.

Os agentes de viagens podem consultar as diferentes ofertas no site da Soltrópico com o número 2791.

“Esta campanha tem um preço ímpar para um destino com a qualidade da ilha Terceira”, refere Fernando Bandrés, director operacional do operador turístico, daí acreditar que “é uma excelente oportunidade para quem quer visitar esta ilha, especialmente quando se aproximam tantas oportunidades de surpreender a cara metade, a mãe ou o pai”.