A330 alugado pela SATA terá um custo de 23 milhões de dólares a pagar até 2023

a330 grande

O A330 alugado pela SATA há cerca de cinco anos, que tinha uma imagem de um “cachalote”, vai custar à companhia 23 milhões de dólares a pagar até 2023.

Segundo confirmou o nosso jornal, através das contas consolidadas da SATA, a empresa celebrou em 10 de Março deste ano um “Termination Lease Agreement” relativo ao contrato de locação do A330, o qual estipulou um “termination fee” no montante total de 23 milhões de dólares, que serão liquidados até  Março de 2023. 

Este avião, com capacidade para cerca de 280 pessoas, adquirido em sistema de leasing (num contrato que nunca se chegou a saber publicamente, apesar dos pedidos dos partidos da oposição), tinha sete anos e operava na Jordânia.

 

Seriam dois A330

 

A administração da SATA, na altura, tinha ainda anunciado um segundo A330, deveria estar a voar durante o ano seguinte, mas que nunca se concretizou.

Estes A330 iriam substituir os A310 da companhia e surgiam no âmbito do plano de negócios a cinco anos da Sata, juntando-se aos restantes três A320 da ‘Azores Airlines’.

O grupo Sata disse na altura que iria passar a utilizar aviões A330 nas rotas de longo curso para garantir um serviço “mais fiável e mais qualificado”, tendo esta opção sido assumida com base num estudo técnico-operacional da responsabilidade de consultora especializada e do Instituto Superior da Educação e Ciências, mas que nunca foi tornado público.

Entretanto, já na administração anterior à actual foi decidido pagar para ter o avião estacionado no Aeroporto Francisco Sá Carneiro, sem data para voltar a operar. 

 

Parado custa metade 

de 8 milhões de prejuízo

 

Segundo a administração anterior,  “o resultado de exploração do A330 em 2018 (com o avião a voar e dotado de tripulações suficientes) cifrou-se num resultado negativo de oito milhões de euros. O Airbus A330 parado, nas circunstâncias em que se encontra hoje, resulta em metade dos prejuízos anuais acumulados no ano anterior”.

Referindo-se a uma “polémica em torno da decisão de parar o A330”, a SATA, liderada então por António Teixeira, acrescentava ainda que “o racional, em maior detalhe”, foi explicado a todos os colaboradores da empresa sobre esta polémica à volta do A330. 

No relatório e contas de 2018, a administração já referia a “procura activa de opções que permitam rentabilizar a referida aeronave”, depois de este avião ter feito disparar a rubrica de despesas de manutenção, que ascendeu a 14,8 milhões, em 2018. 

No mesmo documento, a empresa justificava ainda uma redução verificada em rubricas de gastos operacionais directos como é o caso dos combustíveis, da assistência a aeronaves, das taxas aeroportuárias e reservas de manutenção (horas de voo) com “a utilização das novas aeronaves A321, em substituição dos menos eficientes A310 e A330”.

No ano passado, o Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC) já tinha denunciado a existência de cursos de conversão dos pilotos do A330 para o A321, que considerava “fazer parte de um processo para cedência do melhor avião da sua frota, o A330, a uma companhia aérea concorrente ou mesmo pagando para ele ficar parado”.

 

Festa na chegada do A330 

e Parreirão em Inglaterra

 

O primeiro voo do A330 da SATA aterrou por volta das 15 horas do dia 4 de Fevereiro de 2016 em Ponta Delgada, perante o olhar atento de mais de uma centena de pessoas, entre fotógrafos de aviões (plane spotters) e muitos curiosos, que se estendiam ao longo da estrada regional sobranceira ao aeroporto.

Este negócio do A330 foi efectuado pela administração presidida por Luís Parreirão, em 2015, que se deslocou a Manchester (Inglaterra), onde teve a oportunidade de observar a primeira das previstas duas novas aeronaves A330.

Luís Parreirão referiu então que a operação de ‘leasing’ iria permitir a vinda das duas aeronaves - cuja parte final ainda estava ser negociada, e deveria gerar encargos mensais entre os 350 e 400 mil euros.

O responsável máximo pelo grupo SATA declarou que se estava perante um “novo ciclo” em que o grupo SATA queria “servir ainda melhor” os seus passageiros e “retribuir” o suporte dos Açores e dos açorianos.

Luís Parreirão explicou que ambos os A330, no âmbito do plano de negócios a cinco anos da SATA,  juntavam-se aos restantes três A320 da ‘Azores Airlines’, nova empresa do grupo.

 

Governo “satisfeito” 

com Comissão Europeia

 

A Secretária Regional dos Transportes e Obras Públicas manifestou “grande satisfação” por a Comissão Europeia ter anunciado a aprovação do auxílio de Estado a conceder pela Região à SATA, num valor 133 milhões de euros.

Ana Cunha, que falava numa conferência de imprensa em Ponta Delgada, referiu que esse apoio “reveste a forma de uma garantia a um financiamento que o Grupo SATA depois irá obter”, considerando que este é “o culminar de um processo intenso, de conversa e negociação com a Comissão Europeia”.

A Secretária Regional salientou que este “é o culminar de uma primeira fase, porque seguem-se agora seis meses também de intenso trabalho, naquele que é um Plano de Negócios”, plano que terá que ser trabalhado pela Comissão Europeia, pela SATA e pelo Governo dos Açores.

A governante recordou as alterações que a pandemia de COVID-19 teve nos planos da SATA, referindo que os seus efeitos levaram a que o curso do trabalho realizado na SATA fosse alterado em função da situação, que afeta a atividade de toda a aviação civil em geral, por todo o mundo.

Ana Cunha adiantou que o apoio concedido é o que é entendido como crucial para a normalização da atividade da empresa e para a sua estabilidade financeira nos próximos meses.

 

SATA também “satisfeita”

 

Também a SATA diz que foi “com satisfação” que recebeu a notícia da Comissão Europeia.

E explica a diferença de valores sobre o que foi pedido: “O valor de 133 milhões de euros difere do pedido inicial por varias razões: 

1) a confirmação de valores devidos pelo acionista que não tinham sido contemplados anteriormente dado o orçamento retificativo da Região não estar fechado na altura do pedido inicial; 

2) a materialização de poupanças de custos ou moratórias de desembolsos no período, que entretanto se confirmaram; 

3) a não elegibilidade de alguns custos à luz dos regulamentos europeus e

4) a adaptação do horizonte temporal em causa para o período agosto a janeiro 2021”.

 

Mais 580 doentes à espera de cirurgia no espaço de um ano

hospital corredorNo final de Junho deste ano o Serviço Regional de Saúde (SRS) contava com um total de 12.809 açorianos em lista de espera para cirurgias, correspondendo a um aumento de 0,1% (7 propostas cirúrgicas) face a Maio de 2020. 

Na comparação com o mês de Junho de 2019, verificou-se um crescimento de 4,7%, a que correspondem mais 580 propostas cirúrgicas.

Na análise por especialidade, verificou-se que Oftalmologia, Ortopedia e Cirurgia Geral, com 2.972, 2.629 e 2.030 propostas cirúrgicas activas em lista de espera, respectivamente, correspondem às especialidades cirúrgicas com actividade no SRS com maior expressão nas listas de espera. 

Em Junho entraram em lista de espera para cirurgia 608 propostas cirúrgicas, isto é, mais 79,9% (270) do que em Abril de 2020. 

Na comparação com o mês homólogo registou-se uma variação negativa de 27,9%, a que correspondem menos 235 propostas cirúrgicas entradas em lista de espera.

 

Hospitais retomam actividade

Em Junho, segundo a Secretaria Regional da Saúde, o SIGICA evidenciou “um forte sentido de retoma ao nível da sua atividade e dinâmica, quer na dimensão de procura, quer na produção. No plano da procura, registou-se um incremento de 79,9% no número de propostas cirúrgicas entradas, comparativamente ao mês de Maio”. 

Já no que se refere à produção cirúrgica, foram realizadas 434 cirurgias, o que traduz um incremento de 150,9%, face ao mês anterior, isto é, mais 261 cirurgias.

Em Junho o tempo médio de espera dos operados registou um aumento de 205,3%, passando de 76 dias em Maio, para os actuais 232 dias. 

Este incremento, segundo a Secretaria da Saúde, traduz a progressiva normalização da actividade cirúrgica nos três hospitais do SRS, na medida em que começam a ser operadas propostas cirúrgicas com antiguidades superiores em lista de espera, e não apenas os casos urgentes/emergentes, inadiáveis, muito prioritários e prioritários.

 

Hospital da Horta evidencia-se

O Hospital da Horta  evidenciou, em Junho, a mais expressiva variação positiva mensal ao nível da produção cirúrgica no todo dos três hospitais do SRS, 269%. 

Adicionalmente, e para já, é a única unidade hospitalar do SRS a superar a produção realizada no mês homólogo, passando de 93 operados em Junho de 2019, para os actuais 107 operados.

No cômputo do SRS, verificou-se um incremento de 11,9 pp na proporção de operados em regime de ambulatório, face a maio, de onde se pode extrair a progressiva normalização da atividade operatória em todos os hospitais do SRS.

Junho marca também a retoma da produção cirúrgica em regime de ambulatório no Hospital de Ponta Delgada.

 

Média de 532 dias de espera para ser operado

O tempo médio de espera em lista para cirurgia no SRS fixou-se, em Junho de 2020, em 532 dias, o que traduz um aumento de 16 dias (3,1%) na comparação com Maio de 2020. 

Na comparação homóloga, a diferença traduziu-se num aumento de 46 dias, isto é, 9,5%. 

O tempo médio de espera em lista de espera traduz a antiguidade em lista de espera, e resulta do somatório do tempo decorrido entre a data em que o utente ficou inscrito em lista de espera e o último dia do mês a que se refere a análise, sobre o total de utentes inscritos.

 

9.187 aguardam no hospital de P. Delgada

No final de Junho deste ano o Hospital do Divino Espírito Santo (HDES), em Ponta Delgada, contava com um total de 9.187 propostas cirúrgicas em lista de espera para cirurgia, correspondendo isto a um aumento de 0,8% (71 propostas cirúrgicas) face a Maio de 2020.

Na comparação com o mês de Junho de 2019, verificou-se uma variação positiva de 0,6%, a que correspondem 59 propostas cirúrgicas. 

As três especialidades cirúrgicas com maior expressão na lista de espera do HDES são Oftalmologia (2.117), Cirurgia Geral (1.527) e Otorrinolaringologia (1.525).

Em Junho de 2020 entraram na lista de espera do HDES 295 novas propostas cirúrgicas, isto é, mais 103,4% (150) comparativamente a Maio de 2020.

 Na comparação com o mês homólogo, registou-se uma variação negativa de 38%, o que traduz menos 181 propostas cirúrgicas entradas. 

O tempo médio de espera em lista para cirurgia no HDES cifrou-se, em Junho de 2020, em 582 dias, o que traduz um aumento de 2,6% (15 dias) face a Maio de 2020. 

Na comparação homóloga verificou-se também uma variação positiva, de 12,6% (65 dias). 

 

Foram realizados, por parte do HDES, em Junho de 2020, 153 procedimentos cirúrgicos, representando isto um aumento de 135,4% (88 cirurgias) em relação a Maio de 2020.  Na comparação homóloga verificou-se uma variação negativa de 57,3%, a que correspondem menos 205 cirurgias realizadas.

Açores lideram pelotão das maiores desigualdades de rendimento

coeficiente gini

Em 2018, o coeficiente de Gini do rendimento bruto declarado deduzido do IRS liquidado por sujeito passivo era de 26,5% em Portugal, evidenciando uma ligeira redução na desigualdade da distribuição do rendimento face a 2017 (26,7%), segundo um estudo do INE divulgado ontem.

O Coeficiente de Gini é um indicador de desigualdade na distribuição do rendimento que visa sintetizar num único valor a assimetria dessa distribuição. 

Assume valores entre 0 (quando todos os sujeitos passivos têm igual rendimento) e 100 (quando todo o rendimento se encontra num único sujeito passivo).

 

Açores encabeça pelotão 

das desigualdades

 

A Região Autónoma dos Açores (27,9%), a Área Metropolitana de Lisboa (27,7%), e as sub-regiões contíguas do Alto Tâmega (27,4%), do Douro (27,3%) e de Terras de Trás-os-Montes (26,8%) apresentaram coeficientes de Gini superiores ao valor nacional sugerindo uma maior desigualdade na distribuição do rendimento. 

Por outro lado, o Ave (22,5%) apresentou o menor nível de concentração do rendimento entre as 25 sub-regiões NUTS III do país. 

 

Os municípios açorianos 

com mais desigualdade

 

A análise do padrão territorial do coeficiente de Gini permite destacar, com valores superiores à referência nacional, os municípios das regiões autónomas dos Açores (Vila do Porto, Lagoa, Vila Franca do Campo, Ponta Delgada, Povoação, Ribeira Grande, Angra do Heroísmo, Nordeste e São Roque do Pico) e da Madeira (Calheta, Funchal e Ponta do Sol), do Douro (Lamego, Vila Real, Murça, Tabuaço e São João da Pesqueira), das áreas metropolitanas do Porto (Porto, Espinho, Póvoa de Varzim e Matosinhos) e de Lisboa (Lisboa, Cascais, Alcochete e Oeiras), do Alto Tâmega (Chaves, Montalegre e Valpaços) e de Terras de Trás-os-Montes (Macedo de Cavaleiros, Alfândega da Fé e Vila Flor).

 

Vila do Porto no pelotão dos três maiores

 

Neste contexto destacavam-se os municípios Vila do Porto (34,1%), Lisboa (32,3%) e Porto (30,8%), únicos municípios do país com resultados neste indicador de desigualdade superiores a 30%.

Nas restantes sub-regiões NUTS III sobressaiam, com níveis de concentração do rendimento superiores ao valor nacional, os municípios de Caminha (Alto Minho), Resende (Tâmega e Sousa), Murtosa (Região de Aveiro), Coimbra (Região de Coimbra) e, ainda os municípios de Loulé e Tavira no Algarve.

Os municípios com os menores níveis de desigualdade de rendimento situavam-se sobretudo no Interior das regiões Centro e Alentejo, tendo o município do Alandroal (18,8%) registado o menor coeficiente de Gini do país. 

O Alto Tâmega, apesar de ter registado um dos valores mais elevados do coeficiente de Gini (27,4%) entre as NUTS III do país, foi a sub-região com menor amplitude do coeficiente de Gini entre municípios: o menor valor foi registado em Boticas (25,8%) e o maior em Chaves (27,8%). 

Em 2018, dos 37 municípios com coeficientes de Gini superiores ao valor nacional, 10 registaram também valores medianos de rendimento bruto declarado deduzido do IRS liquidado por sujeito passivo superiores à referência nacional: Lisboa, Porto, Cascais, Ponta Delgada, Alcochete, Oeiras, Angra do Heroísmo, Coimbra, Funchal e Matosinhos. 

O padrão mais comum na leitura conjunta destes dois indicadores evidencia 208 municípios com coeficientes de Gini e valores medianos do rendimento simultaneamente abaixo do valor do país, segundo conclui o estudo do INE.

Turismo mais afectado nos Açores do que no resto do país

cama hotel

O sector do turismo nos Açores está a ser mais afectado do que no resto do país.

Enquanto no arquipélago, de Janeiro a Junho, regista-se uma quebra de 73,5% nas dormidas, no país a quebra é de 65,9%.

Neste primeiro semestre os estabelecimentos hoteleiros açorianos já perderam mais de 33 milhões de euros nos proveitos totais, uma vez que totalizaram este ano apenas 10 milhões de euros (uma quebra de 76%), quando no mesmo período do ano passado tinham arrecadado 43 milhões de euros.

O mês de Junho é significativo, com resultados nos proveitos da ordem de apenas 535 mil euros, quando em Junho do ano passado tinham registado 12 milhões de euros.

O ano tinha começado bem, com Janeiro a registar proveitos na ordem dos 3,2 milhões de euros (2,9 milhões em 2019), Fevereiro manteve a subida, de 3,4 para 3,9 milhões de euros, mas depois, nos meses do início da pandemia, a quebra foi acentuada: de 5,2 para 2,4 milhões de euros em Março, não havendo registos em Abril e Maio devido ao encerramento dos hotéis.

Os custos com pessoal na hotelaria reflectem, igualmente, a profunda crise que se vive no sector, que vinha aumentando de Janeiro a Março devido à contratação de mais pessoal, mas depois verifica-se a queda abrupta.

  Em Janeiro os custos com pessoal representavam 2,7 milhões de euros, quando no mesmo mês do ano passado tinham sido 2,3 milhões.

Fevereiro seguiu a tendência, passando de 2,3 para 2,6 milhões de euros e Março ainda conseguiu registar um ligeiro aumento de custos, de 2,5 para 2,7 milhões de euros.

No mês de Junho foi o afundanço, passando dos 3 milhões do ano passado para apenas 1 milhão este ano, reflectindo a diminuição de pessoal ao serviço, que foi em Junho de apenas 762 pessoas, quando em 2019 tinham ao serviço 2.467 pessoas.

Em Janeiro deste ano havia 2.272 pessoas aos serviço da hotelaria, mais do que as 2.073 do ano passado, o mesmo acontecendo em Fevereiro (2.315 este ano e 2.096 no ano passado), com redução drástica em Abril (de 2.268 para apenas 27) e também em Maio (de 2.470 para apenas 30).

 

Açores são a região do país 

com mais cancelamentos 

de reservas

 

Mais de 60% dos alojamentos turísticos no país reportam cancelamentos de reservas para os meses de Junho a Outubro devido à pandemia, sobretudo por parte de hóspedes nacionais, seguidos dos espanhóis, britânicos, franceses e alemães, informou o INE. 

   De acordo com um questionário efectuado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) para avaliar o impacto da pandemia de Covid-19 nas unidades turísticas em Portugal, e que obteve cerca de 4.300 respostas válidas, 62,5% dos estabelecimentos respondentes (representativos de 79,0% da respectiva capacidade da oferta) assinalaram que a pandemia motivou o cancelamento de reservas agendadas para o período de Junho a Outubro de 2020.

   A Região Autónoma dos Açores foi a que apresentou maior peso de estabelecimentos com cancelamentos de reservas (94,3% dos estabelecimentos e 91,8% da capacidade oferecida), seguindo-se o Algarve (78,9% e 89,6%, respectivamente), a Área Metropolitana de Lisboa (74,0% e 84,7%, pela mesma ordem) e a Madeira (71,6% e 87,3%, respectivamente).

    No segmento da hotelaria, 79,4% do total de estabelecimentos (86,2% da capacidade oferecida) reportaram cancelamentos de reservas devido à pandemia, tendo esta percentagem ascendido a 60,3% dos estabelecimentos de alojamento local (62,5% da capacidade oferecida) e a 51,0% do total no turismo no espaço rural e de habitação (54,7% da capacidade).

   Segundo nota o INE, entre os estabelecimentos com cancelamentos de reservas neste período, “a proporção de estabelecimentos reportando cancelamentos parciais ou totais de reservas diminui ao longo dos meses”.

  De acordo com a informação agora recolhida, 92,0% destes estabelecimentos reportaram cancelamentos para Junho, 89,2% para Julho, 78,5% para Agosto e 69,9% para Setembro.

    Quando questionados sobre os principais mercados com cancelamentos de reservas (podendo cada estabelecimento identificar até três mercados), o mercado nacional foi o mais referido, tendo sido identificado por 48,9% dos estabelecimentos de alojamento turístico.

   O mercado espanhol surgiu a seguir (47,0% dos estabelecimentos), seguindo-se os mercados britânico (37,4%), francês (33,1%) e alemão (24,9%).

   Analisando os mercados identificados como um dos três com maior número de cancelamentos de reservas em cada região, observa-se que, no norte, o mercado espanhol foi identificado por 57,3% dos estabelecimentos, seguindo-se o mercado nacional, referido por 48,5%.

   Já no centro, o mercado nacional foi mencionado por 69,6% dos estabelecimentos, seguindo-se o mercado espanhol (48,6% dos estabelecimentos), enquanto na Área Metropolitana de Lisboa o mercado espanhol foi referido por 51,8% das unidades turísticas, no Alentejo o mercado nacional foi identificado por 61,4% dos estabelecimentos e no Algarve 72,7% dos estabelecimentos referiram o mercado britânico.

  Nos Açores, verifica-se que o mercado nacional foi identificado por 68,2% dos estabelecimentos, seguindo-se o mercado alemão (45,5% dos estabelecimentos), enquanto na Madeira este foi identificado por 64,0% dos estabelecimentos, seguindo-se o mercado francês (45,0% dos estabelecimentos) e o britânico (39,6% dos estabelecimentos).

  O INE reporta que, na hotelaria, o mercado nacional foi mencionado como um dos três mercados com maior número de cancelamentos por 58,1% dos estabelecimentos, seguindo-se os mercados espanhol (57,1%) e britânico (42,3%)

   Já nos estabelecimentos de alojamento local, o mercado espanhol foi identificado por 45,7% dos estabelecimentos, seguindo-se os mercados britânico (38,0%) e nacional (37,6%), e nos estabelecimentos de turismo no espaço rural e de habitação o mercado nacional foi mencionado por 56,3% dos estabelecimentos.

   A maioria dos estabelecimentos que planeava estar em actividade entre Junho e Outubro previa registar taxas de ocupação inferiores a 50% em cada um desses meses.

   Segundo o INE, “é nos meses em que tradicionalmente a solicitação de serviços de alojamento turístico é mais intensa que se verifica uma maior proporção de estabelecimentos que esperam taxas de ocupação mais elevadas”: Em agosto, cerca de 41,0% dos estabelecimentos que responderam planear estar abertos neste mês prevêem taxas de ocupação superiores a 50%, proporção que se reduz para 30,7% dos estabelecimentos em Julho e 22,0% em Setembro.

   A maioria dos estabelecimentos inquiridos (56,8%) não prevê alterar os preços praticados face ao ano anterior, enquanto cerca de um terço (35,3%) admite diminuir os preços e apenas 7,9% pondera aumentar os preços durante estes meses.

   Na Área Metropolitana de Lisboa e no Algarve predominam os estabelecimentos que admitem vir a reduzir os preços (58,4% e 55,8% dos estabelecimentos, respectivamente).

   Na hotelaria, em 44,6% dos estabelecimentos os preços deverão manter-se, enquanto em 44,9% se deverá registar uma diminuição, sendo que nos estabelecimentos de alojamento local e no turismo no espaço rural e de habitação a maioria dos estabelecimentos não prevê alterações de preços (52,5% e 73,2%, pela mesma ordem).

     Na sequência da aplicação de medidas necessárias de distanciamento social, higiene e limpeza dos estabelecimentos, 48,8% referiram que a capacidade oferecida iria ser reduzida.

   Na hotelaria, 57,4% dos estabelecimentos admitiram que estas medidas implicaram a redução da capacidade oferecida, enquanto no alojamento local e no turismo no espaço rural e de habitação esta proporção foi de 46,7% e 44,5%, respectivamente.

   Quando questionados sobre as principais medidas adoptadas, o aumento do intervalo de tempo entre o “check-out” e o “check-in” dos hóspedes, que impossibilite o ‘check-in’ no mesmo dia, foi a medida mais referida, indicada por 56,0% dos estabelecimentos, seguindo-se a redução do número de quartos (49,1%).

Açores com mais 34 bebés do que no ano passado

Bébé

Os Açores registaram no primeiro semestre deste ano mais 34 nascimentos do que em igual período do ano passado.

De acordo com os dados revelados ontem pelo Programa Nacional de Diagnóstico Precoce (PNDP), coordenado pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA), de Janeiro a Junho deste ano nasceram na nossa região 1.016 bebés, mais do que os 982 nascidos em período homólogo, segundo dados consultados pelo nosso jornal junto do SREA.  

No ano passado nasceram nos Açores 2.131 bebés, menos do que os 2.253 nascidos em 2018 (menos 122).

No ano passado, dos nascimentos, 1.098 foram homens e 1.033 foram mulheres.

O mês com mais nascimentos no ano passado foi em Julho, com o valor de 214 nascimentos.

O crescimento neste primeiro semestre nos Açores está em linha com o verificado a nível nacional, já que o número de nascimentos em Portugal aumentou ligeiramente no primeiro semestre deste ano, totalizando 42.149, mais 11 face a igual período de 2019, segundo dados baseados no “teste do pezinho”, que cobre a quase totalidade dos nascimentos.

Segundo os dados do este é o valor mais elevado desde 2017, ano em que foram rastreados 41.689 bebés nos primeiros seis meses do ano.

Comparando com o primeiro semestre de 2015, em que nasceram 40.119 bebés, observou-se um aumento de 5,5% este ano.

Janeiro foi o mês que registou o maior número de “testes do pezinho” realizados (8.043), seguido de Março (7.182), Abril (7.067), Junho (7.048), Maio (6.910) e Fevereiro (5.899).

De acordo com os dados, Lisboa foi a cidade que registou o maior número de nascimentos (12.478), seguida do Porto (7.707) e de Braga (3.283).

Nas regiões autónomas da Madeira e dos Açores nasceram 859 e 1.016 bebés, respectivamente.

Os números indicam que, no total, 2019 foi o ano que registou o valor mais alto dos últimos quatro anos, com 87.364 recém-nascidos estudados. 

Em 2018, tinham sido 86.827 e no ano anterior 86.180.

Em 2016, foram rastreados 87.577 bebés, número que caiu em 2015 para 85.056, segundo os dados da Unidade de Rastreio Neonatal, Metabolismo e Genética, do Departamento de Genética Humana do INSA,

O rastreio neonatal, que tem uma taxa de cobertura superior a 99% dos recém-nascidos, iniciou-se em 1979, por iniciativa do então Instituto de Genética Médica, incluindo inicialmente apenas o rastreio da Fenilcetonuria.

Actualmente, realizam-se testes de rastreio de várias doenças graves, quase todas genéticas, oferecidos a todos os recém-nascidos.

Estes testes, também conhecidos como o “teste do pezinho”, permitem identificar crianças que sofrem de doenças, como a fenilcetonúria ou o hipotiroidismo congénito, que podem beneficiar de intervenção terapêutica precoce.