Escola do Mar dos Açores arranca no próximo ano

luis neto viveirosO Governo Regional anunciou ontem o arranque do projecto da Escola do Mar dos Açores em 2014, um “centro de formação” para os profissionais do sector na região, que têm qualificações médias baixas.
Segundo a agência Lusa, esta é uma “iniciativa âncora para o desenvolvimento das profissões do mar”, defendeu o secretário regional com a tutela da agricultura e pescas nos Açores, Neto Viveiros, no plenário do parlamento açoriano, na Horta, que está a debater os documentos orçamentais da região autónoma para 2014.
“Pretende-se que este centro de formação seja de excelência e contribua para suprimir a demanda de marítimos certificados no mercado regional, mas que também funcione como um pólo de atracção de públicos externos com interesse nas profissões do mar tradicionais e emergentes. Para além das pescas e da navegação comercial e portuária, a formação de operadores marítimo-turísticos é percebida como uma área com grande capacidade de atracção”, afirmou Neto Viveiros.
Durante o debate que se seguiu a esta intervenção, o deputado Luís Garcia, do PSD (na oposição), sublinhou que o número de pescadores nos Açores tem aumentado significativamente, havendo cada vez mais açorianos a procurar rendimento na pesca, provavelmente devido à crise.
Destacando que mais de metade dos pescadores açorianos têm apenas “a antiga quarta classe”, Luís Garcia insistiu na importância do reforço da aposta na qualificação.
Neto Viveiros acrescentou, em resposta, que para além do trabalho que será desenvolvido no âmbito da escola do mar, haverá em 2014 acções de formação em todas as ilhas promovidas pela Direcção Regional das Pescas.
Ainda em resposta a perguntas de deputados, mas desta vez do PS (José Ávila), o secretário regional justificou a diminuição do orçamento para as pescas em 2013 por estarem prestes a acabar “grandes obras”, como os portos de Rabo de Peixe (Ribeira Grande) e Povoação.
Neto Viveiros reiterou ainda a aposta em criar melhores condições de escoamento do pescado, assim como de maior volume de exportação, em cooperação com outros departamentos do Governo Regional e as associações do sector.
A nível da agricultura, sublinhou que o objectivo fundamental é aumentar “o rendimento da produção regional” e assim reduzir a dependência do exterior e aumentar as exportações.
O secretário regional disse que o executivo açoriano pretende “estimular, ainda mais, a entrada de jovens” no sector, no âmbito do novo Quadro Comunitário de Apoio (QCA), que arranca em 2014, depois da “reestruturação” e “modernização” das últimas décadas.
A este propósito, e em resposta ao PSD, garantiu que os pagamentos dos apoios à instalação de novos agricultores são feitos à medida que são aprovadas as candidaturas e solicitadas as verbas pelos beneficiários. Admitiu, no entanto, que há algumas candidaturas que já não têm cabimento no actual QCA, tendo o executivo açoriano questionado Bruxelas sobre a forma como se fará a transição para o próximo.
Na área do ambiente, Viveiros garantiu aos deputados a conclusão da rede de centros de processamento de resíduos dos Açores em 2014. 

Turistas retiram em média 165 euros dos multibancos enquanto estão nos Açores...

turistasCada turista estrangeiro que esteve nos Açores este ano terá levantado uma média de 165 euros cada na rede de multibancos e terá realizado uma média de 1,3 levantamentos. No total, entre Janeiro e Setembro, os estrangeiros levantaram cerca de 24,8 milhões de euros, que dá uma média de 128 euros por levantamento. Trata-se de um aumento de 5,4% em relação ao ano passado, o que está muito abaixo do aumento de 15,6% registado no número de hóspedes internacionais.
Dito assim parece pouco, mas na Madeira, onde há 699 mil hóspedes estrangeiros, que representam quase 5 vezes mais que os Açores, os levantamentos do multibanco feitos por estrangeiros são, no mesmo período, de apenas 52 milhões de euros, o que não chega a ser o dobro dos Açores. Ou seja, uma média por turista de apenas cerca de 75 euros.
A única conclusão possível é que nos Açores os turistas usam mais dinheiro “vivo” na algibeira do que na Madeira. Ou que pagam menos serviços com os seus cartões de crédito ou débito que na Madeira.
Porque os dados da SIBS, que gere a rede de Multibancos, apenas são desagregados de estrangeiros em termos de levantamentos, não de pagamentos. Certo é que o crescimento do número de hóspedes não acompanhou um crescimento igual em termos de levantamentos nos multibancos, mas isso poderá significar muitas coisas...
Os levantamentos de estrangeiros representam cerca de 6,4% do total de levantamentos nacionais (o que inclui os regionais).

Anúncios no turismo

Ontem, no debate sobre o Orçamento Regional de 2014, o Secretário do Turisno anunciou “uma nova operação no mercado alemão, que potenciará cerca de mais 7.000 dormidas, o início de uma ligação regular a Madrid, permitindo consolidar esta importante conetividade e, no mercado nacional, a continuidade da Campanha Famílias no Verão de 2014, consolidando assim o Destino como “Family Friendly””.
Segundo o GACS, “tendo como vetores fundamentais a promoção, valorização e qualificação da oferta do Destino Açores”, Vítor Fraga assegurou que “será feita uma promoção segmentada e fortemente direcionada, potenciando o que efetivamente tem valor para o cliente final, na permanente busca de maior retorno”, que será operacionalizada pela Turismo dos Açores (ATA), num “trabalho conjunto e permanente entre público e privado”.
Na sua intervenção, anunciou ainda a consolidação e reforço da aposta na América do Norte, “onde os emigrantes açorianos, verdadeiros e genuínos embaixadores do destino, o aumento da conetividade, a presença junto dos canais tradicionais e uma forte aposta no online serão certamente, estamos convictos, parte da fórmula sustentada de sucesso”.
O secretário referiu que “depois de termos sido Destino Preferido da APAVT em 2013, cujo congresso com cerca de 500 participantes se realizará na próxima semana na Ilha Terceira, fomos escolhidos para sermos Destino Preferido da ECTAA em 2014, sendo esta mais uma prova do reconhecimento do bom trabalho desenvolvido”.
“O turista que organiza as suas férias recorrendo ao online é cada vez mais frequente. Assim, continuaremos a promover a entrada e consolidação da presença do destino Açores em operadores online de referência e a incentivar o desenvolvimento de operadores regionais, possibilitando a penetração em segmentos de mercado que hoje estão fora da esfera dos canais tradicionais.  Acreditamos que esta complementaridade e sã convivência entre o tradicional e o novo abre importantes portas para a promoção e captação de fluxos para a Região”.
Referiu que “a qualificação e a valorização da oferta assumem um papel decisivo, pois não podemos correr o risco de defraudar as expectativas de quem nos visita. Para tal, consolidaremos a figura de ‘gestor de produto’, com responsabilidade por sistematizar e padronizar a oferta, introduzindo indicadores claros e objetivos de medição da satisfação dos turistas e promovendo todas as ações corretivas que sejam necessárias”.
Anunciou igualmente que “face ao crescimento e aumento da procura do Alojamento Local e com o objetivo de garantir elevados níveis de qualidade de serviço, iremos regulamentar a atividade”.
No âmbito do novo Quadro Comunitário de Apoio, “desenvolveremos um sistema de incentivos com vista à requalificação da oferta hoteleira, alinhando-a com a matriz do destino, acrescentando valor e adaptando-a às novas tendências da oferta turística”.
E anunciou que irá “reforçar a equipa de manutenção e coordenação de trilhos, criando mais 37 novos postos de trabalho, abrangendo todas as ilhas”, depois de ter anunciado a primeira equipa, com 20 elementos, há apenas 15 dias. Fraga justificou a medida “pela importância que têm os trilhos pedestres para o turismo na Região, sendo um produto-âncora no contexto da nossa oferta”.

Açores são a região da Macaronésia com pior tratamento das águas residuais

praia sujaOs resultados do projecto CARMAC–Melhoria da Qualidade das Águas Balneares e Costeiras da Macaronésia, que contou com a participação do Governo Regional, já se encontram disponíveis na Internet. Segundo nota de imprensa emitida pelo Gabinete de Apoio à Comunicação Social (GaCS), o relatório deste projecto, que decorreu entre 2009 e 2013, pode ser encontrado no endereço electrónico http://proyectocarmac.org.
A nota refere que no âmbito deste projecto, a principal actividade desenvolvida nos Açores consistiu na elaboração dos Perfis das Águas Balneares nas ilhas de São Miguel e Terceira, tendo em vista o desenvolvimento de ferramentas de gestão para a aplicação e cumprimento conjunto da Directiva 2006/7/CE, respeitante à qualidade das águas balneares. A elaboração daqueles perfis, que contemplou a caracterização das zonas balneares identificadas e o levantamento das fontes de poluição que podem prejudicar a qualidade das águas e areias, foi desenvolvida através de uma empresa regional, em colaboração com a Universidade dos Açores.
“Este trabalho serviu posteriormente de suporte para um relatório produzido por especialistas da Direcção Regional do Ambiente e do Instituto Tecnológico de Canárias, mas também para a elaboração dos restantes perfis das águas balneares regionais”.
O que não é revelado é que uma das conclusões deste projecto é que os Açores são a região da Macaronésia que se encontra “pior, com os menores índices de tratamento das águas residuais, com menos de 30% da população servida”. Já para a Madeira “o nível de cobertura é bastante elevado, e no caso das Canárias existe capacidade instalada para tratar 62% da carga poluente”.
O estudo, intitulado “Propostas de optimização de saneamento urbano e recomendações para o tratamento das águas residuais não disseminados e estabelecimentos hoteleiros de litoral”, foi da responsabilidade de Martel Gilberto Rodríguez e Miguel Angel Marquez Marfim.
E propõe que “os futuros esforços para melhorar esta situação devem incidir sobre o caso dos Açores, prioritariamente  no saneamento e purificação dos aglomerados habitacionais costeiros de São Miguel e Terceira, que podem afectar as áreas balneares”.
O estudo conclui igualmente que “no diagnóstico e tratamento de saneamento na Madeira, Açores e Canárias, embora o dimensionamento seja diferente entre as ilhas, foram encontradas algumas dificuldades comuns, tais como a topografia acentuada, pequenos aglomerados dispersos e longe dos centros urbanos, os elevados custos de operação e manutenção de estações de tratamento de água em pequena escala e a necessidade de valorizar e gerir os subprodutos (lodo)”.
O estudo conclui que as propostas para melhorar a situação do saneamento e depuração das águas na Macaronésia “convergem de maneira mais clara nos aspectos administrativos, financeiros e sociais, ao invés de aspectos técnicos” e destaca duas linhas orientadoras: “necessidade de coordenação institucional para a racionalização dos procedimentos administrativos”, que “seria, em primeiro lugar, a criação de grupos de trabalho com representantes das instituições envolvidas no sasaneamento, tratamento, disposição e reutilização, e partilha de informação”; e a “programação e priorização das infra-estruturas, devido à situação de escassos recursos económicos e financeiros e dada a importância destas instalações para garantir a qualidade das águas balneares”.
É igualmente proposta a realização de campanhas de informação sobre saneamento, tratamento e reutilização, para aumentar a consciencialização sobre os riscos de saúde pública e para o ambiente, a economia e o turismo”. Outras recomendações passam pela “criação nas novas urbanizações de redes separadas para a captação e utilização de águas pluviais dos telhados; desenvolvimento de novos sistemas de reutilização das águas pluviais nos edifícios, e aplicação de um novo código de boas práticas e usos permitidos ao nível da hotelaria, com vista à implementação de tecnologias de tratamento das águas”.

Lixo também é contaminação...

Naturalmente que as pessoas têm noção que as águas balneares açorianas são de boa qualidade, até porque estão sujeitas a substituição diária e pelo facto das ilhas se situarem no meio do oceano atlântico. Os próprios dados das análises revelam que a qualidade, ao nível microbiano, oscila entre o aceitável e o muito bom. No entanto, outros estudos realizados nas Canárias (mas não realizados ainda nos Açores) detectaram resíduos de produtos farmacêuticos que passaram pelo saneamento e tratamento existente.
Por outro lado, o aspecto turístico é fundamental e o estudo reconhece essa importância de igual modo para os 3 arquipélagos. E o facto é que foram detectados detritos, como “plásticos, embalagens, madeira, cortiça, cigarros e vidros” em zonas balneares, dentro e fora da água. O que, não sendo nocivo para os utilizadores em termos de saúde pública, é claramente uma desvalorização da componente turística.
É lembrado igualmente que   “a circulação de embarcações permite a ocorrência de resíduos sobre a superfície das águas balneares” e que “as águas residuais domésticas existentes na áreas balneares constituem um foco de poluição, embora com reduzida probabilidade de afetar as zonas balneares”. 
 

Triagem de Manchester telefónica começa a 30 de Novembro nos Açores

Luis Cabral - conferência Bombeiros PDO secretário regional da Saúde anunciou que a triagem de Manchester telefónica vai começar a 30 de Novembro nos Açores, considerando que se trata de um “considerável avanço qualitativo” no Serviço Regional de Saúde.
“Terminado o período de formação que decorreu ao longo do corrente ano, está tudo pronto para avançar”, afirmou Luís Cabral, que falava segunda-feira, em Ponta Delgada, na abertura da conferência “As novas respostas dos bombeiros aos riscos de fenómenos meteorológicos”.
De acordo com uma nota do executivo, Luís Cabral salientou que, durante a primeira semana, o processo será acompanhado por elementos do Manchester Triage Group e do Grupo Português de Triagem, para “aferir da validade da formação dos profissionais que vão desempenhar essa funções e da eficácia do sistema que foi desenhado”.
A triagem é feita segundo um algoritmo internacional certificado que “garante o correcto encaminhamento dos utentes”.
Esta é a primeira fase do ‘call-center’ da saúde, que vai permitir, em simultâneo, uma triagem para as situações de emergência e o aconselhamento telefónico às pessoas que necessitem de tirar alguma dúvida sobre uma situação de saúde não urgente.
Até ao final deste ano está previsto o início de um projecto piloto de articulação com as equipas de cuidados domiciliários, no sentido de se deslocarem a casa dos doentes considerados não urgentes, no próprio dia, evitando assim deslocações desnecessárias às urgências hospitalares.
Para o secretário regional da Saúde, trata-se de “uma medida de grande alcance, que vai diminuir a pressão dos serviços de urgência e reforçar as políticas de proximidade que constituem uma permanente preocupação do Governo”.
Luís Cabral elogiou a iniciativa da Associação de Bombeiros de Ponta Delgada, que promoveu a realização da conferência, considerando que “toda a formação é uma importante mais-valia para que os bombeiros possam dar resposta eficiente nas situações a que são chamados”.
A conferência foi proferida por Duarte Caldeira, presidente do Congresso Nacional de Bombeiros.

Quercus e Amigos dos Açores lamentam que AMISM queira manter ideia de incineração

Diogo caetanoO presidente da Quercus em São Miguel lamentou sexta-feira que o novo presidente da Associação de Municípios da Ilha de São Miguel (AMISM) esteja a “afinar pelo mesmo diapasão” das anteriores direcções relativamente ao projecto da incineração.
Na segunda-feira, o presidente da AMISM, o socialista Ricardo Rodrigues, assegurou que o projecto de incineração de resíduos iria avançar na maior ilha açoriana, de forma “rápida e eficaz”, e estimou que a associação necessite de 10 milhões de euros para o efeito, sendo a restante verba garantida por fundos comunitários.
“São declarações próprias de quem está a iniciar um mandato e de quem tenta implementar a sua dinâmica de trabalho. Vemos isso como alguma normalidade, mas também com alguma preocupação, porquanto o novo presidente da AMISM continua a afinar pelo mesmo diapasão das anteriores direcções”, afirmou à Lusa Rui Cordeiro.
O presidente do Núcleo Regional da associação ambientalista na ilha de São Miguel lembrou que antes de avançar com a incineração existe uma série de procedimentos legais a cumprir.
A Quercus apresentou já duas queixas junto da União Europeia por considerar que o projecto de incineração em São Miguel não cumpre a declaração de impacto ambiental de Bruxelas e por incumprimento da hierarquia comunitária, que prevê a reciclagem antes da incineração.
“Solicitamos informações directamente junto da Comissão Europeia para ver se tínhamos alguma novidade sobre o andamento processual. A informação que nos foi prestada foi que ainda estava em fase de análise, mas que a queixa já tinha dado entrada, já tinha sido registada nos serviços centrais e já tinha sido atribuído número de processo e que neste momento ainda estava em fase de investigação”, disse Rui Cordeiro.
O responsável adiantou que irá solicitar uma reunião com os novos órgãos sociais da AMISM no sentido de expor o seu ponto de vista sobre os impactos negativos da incineração.
Segundo a Quercus, o projecto prevê o envio para a incineração dos resíduos urbanos indiferenciados produzidos na ilha sem que se proceda a um tratamento prévio visando a triagem dos materiais recicláveis que ainda existem nesses resíduos.
Há já vários anos que a associação tem alertado a AMISM e o Governo Regional dos Açores para o facto de existirem tecnologias que permitem retirar muitos materiais recicláveis antes do processo de incineração, enviando para incineração apenas os resíduos que não se consegue separar através desse processo.

Amigos dos Açores alertam para implicações da incineração

O presidente da associação ambientalista Amigos dos Açores, Diogo Caetano, também disse sexta-feira que o recurso à incineração no arquipélago terá implicações futuras ao nível ambiental, económico e social, fazendo retroceder a política de separação de resíduos.
“Entendemos que a todos os níveis, quer ambiental, que tem sido a nossa principal questão, mas também ao nível económico e social, sobretudo ao nível do emprego, certamente que acaba por ser uma opção que não identificamos vantagens em qualquer um dos quadrantes”, afirmou à Lusa Diogo Caetano.
Os Amigos dos Açores têm sido uma das vozes críticas quanto à aplicação da incineração na região, tendo mesmo em 2011 lançado uma petição pública na internet contra o projecto, que reuniu cerca de 500 assinaturas. “Discordamos do modelo de incineração como modelo para os Açores. Discordamos da instalação de duas incineradoras, uma na ilha de São Miguel e outra na Terceira, que funcionariam num sistema de recolha de resíduos de modo subsidiário”, disse Diogo Caetano, para quem o modelo preconizado “não maximiza a reciclagem, nem cumpre as metas europeias definidas”. Para o presidente da associação ambientalista, além dos riscos de poluição, o surgimento da incineração no arquipélago significaria “um retrocesso na política de separação de resíduos, bem como na redução do consumo de recursos”.
Segundo Diogo Caetano, a incineração é um “investimento avultado” e os Açores teriam depois de importar tecnologia e recorrer a mão-de-obra externa para apoio ao funcionamento do equipamento.