Açores são a única região do país sem um lugar no Top 25 do “City Brand Ranking”

ponta delgada1A Região Autónoma dos Açores é a única região de Portugal que não possui um Município no Top 25, do ranking realizado pela “Bloom Consulting”, intitulado “City Brand Ranking - Municípios”, que ontem foi divulgado.
A Bloom Consulting é uma consultora internacional, sediada em Madrid e com escritórios em Lisboa, São Paulo e Los Angeles. Para este estudo foi avaliada a performance dos 308 Municípios portugueses ao longo do ano de 2013. Os dados económicos, turísticos e relativos à qualidade de vida, bem como as pesquisas feitas online sobre estas temáticas e ainda a presença de cada Município na esfera digital foram as variáveis tidas em consideração, na análise da Bloom Consulting.
Em relação aos Açores, Ponta Delgada encontra-se em primeiro lugar, embora em 42º lugar (de 308 municípios). Segue-se Angra do Heroísmo, em 86º, Horta, em 94ª, e Praia da Vitória, em 143º. A Lagoa e Vila do Porto ultrapassam a Ribeira Grande. Os Açores estão também presentes nos últimos lugares, com a Calheta em 302º, e as Lajes das Flores em 300º.
Ponta Delgada, que o estudo considera como sendo “a capital administrativa do arquipélago dos Açores”, obteve os melhores resultados em Visitar (Turismo) e Negócios (Investimento). Angra do Heroísmo e Horta estão praticamente na mesma posição do ranking, enquanto que a cidade da Horta obteve melhores resultados em Visitar (Turismo), Angra do Heroísmo esteve melhor na categoria de Negócios (Investimento) e Viver (Talento).
O estudo destaca que “o Município das Lajes do Pico obteve muito bons resultados em Negócios (Investimento) a nível regional acabando por ser penalizado pela sua má prestação em Visitar (Turismo) e Viver (Talento). Por outro lado, a Lagoa terminou em 5º lugar a nível regional, mas na vertente de Negócios (Investimento) ficou-se somente pelo 14º lugar tendo em conta o fraco clima de negócios”.
Por fim, a maioria dos Municípios da Região Autónoma dos Açores obtiveram maus resultados tanto ao nível de “Web Analytics” bem como ao nível de “Social Media”, à excepção do Município da Ribeira Grande, cujos resultados em “Social Media” se demonstraram “surpreendentemente positivos”.

Taxas de retenção e desistência no ensino básico são as piores da última década

Quadro - escolaOs últimos dados sobre educação, incluídos na publicação “Anuário Estatístico de Portugal 2012”, divulgada ontem pelo INE, indicam que os Açores mantêm-se solidamente na cauda do país.
Aliás, há dados que pioram significativamente, como são os da taxa de retenção e desistência no ensino básico, e os da taxa de transição e conclusão no ensino superior.
A taxa de transição nos 3 ciclos do ensino básico foi no ano de 2011-2012 de 16,5% nos Açores, enquanto que no país se ficou pelos 9,9%. Mas a Região não apenas está acima da média nacional, como é a região com os piores valores. Mais grave que isso, só este dado: trata-se do valor mais elevado de toda a década (estes dados para os Açores estão disponíveis apenas a partir do ano lectivo de 2005-2006).
A tendência mantém-se nos 3 ciclos do básico, mas piora claramente no 3º ciclo, em que os Açores atingiram nesse ano uma taxa de 23,4% de desistência - enquanto que a nacional é de 15,6%. Novamente, trata-se do pior valor da década e aparentemente nunca se tinha ultrapassado os 20%...
A taxa de transição no ensino secundário tem vindo a ser melhor, mesmo com uma descida para apenas 71,1% nesse ano – o valor mais baixo desde 2007. Mas apesar de ser um valor inflacionado pelos cursos profissionais, o facto é que também se mantém abaixo dos 79,9% registados no país!     MM

Presidente da Câmara do Nordeste “satisfeito” com novo mapa judiciário; Povoação pede demissão do Governo da República

Camara do NordesteO presidente da Câmara Municipal do Nordeste  afirmou ontem estar “minimamente satisfeito” com o novo mapa judiciário já que aquele concelho de São Miguel terá uma das 27 secções de proximidade, com a possibilidade de julgamentos.
“Julgo que a medida tomada pela senhora ministra não é assim tão má como aquilo que esperávamos. Mas congratulo todo o trabalho do anterior executivo [camarário] e actual pelo esforço que tem tido em relação à necessidade de manter estes serviços disponíveis à população”, afirmou o autarca Carlos Mendonça, em declarações à Lusa.
Carlos Mendonça destaca a mais-valia da possibilidade de julgamentos na secção de proximidade, já que mesmo com a SCUT a população do concelho do Nordeste “terá de efectuar uma viagem de transportes públicos de pelo menos uma hora e meia até Ponta Delgada ou Ribeira Grande”.
“O que nos estão a propor agora é menos mal do que aquilo que esperávamos que iria acontecer no concelho [o simples encerramento do actual tribunal]. Só esperamos que não prejudique a necessidade de proximidade dos serviços judiciais aos nordestenses”, disse.
Ainda assim, o autarca socialista lamenta o facto de o novo executivo camarário “continuar à espera há mais de dois meses de uma resposta” da ministra da Justiça para “uma reunião para demonstrar a verdadeira realidade do concelho do Nordeste, a sua situação geográfica e a dificuldade que os habitantes teriam com o encerramento do tribunal”.
Já o presidente da Câmara Municipal da Povoação pediu a demissão do Governo da República e do Presidente da República, criticando o novo mapa judiciário.
“Este Governo que se demita e atrás também pode ir o Presidente da República, que não é capaz de assegurar as suas funções de soberania, nem as funções de serviço público”, afirmou o autarca socialista Carlos Ávila, em declarações à agência Lusa.
O autarca comentava a nova versão da Lei de Organização do Sistema Judiciário, que prevê o encerramento de 20 tribunais no país, e foi ontem aprovada pelo Conselho de Ministros.
O documento estipula ainda a conversão de 27 tribunais em secções de proximidade, nove das quais com um regime especial que permite realizar julgamento. No caso da Povoação, o actual tribunal é convertido em secção de proximidade.
Para o presidente da Câmara Municipal da Povoação, há uma “demissão total do Estado relativamente à população e relativamente também às suas próprias funções do exercício da soberania”. “Claro que diminui as funções de serviço público e de soberania e, como tal, peço que este Governo se demita e a seguir o Presidente da Republica, porque não fazem respeitar nem as funções de serviço público, nem as funções de soberania do Estado”, sustentou Carlos Ávila, quando questionado a comentar a criação da secção de proximidade na Povoação.
Segundo sublinhou, “a justiça é um direito dos cidadãos e é um direito a dois níveis. Por um lado, é um serviço que se presta à população, mas por outro lado é uma função de soberania do Estado de que os cidadãos também têm direito a usufruir”.

O presidente da Câmara Municipal do Nordeste  afirmou ontem estar “minimamente satisfeito” com o novo mapa judiciário já que aquele concelho de São Miguel terá uma das 27 secções de proximidade, com a possibilidade de julgamentos.
“Julgo que a medida tomada pela senhora ministra não é assim tão má como aquilo que esperávamos. Mas congratulo todo o trabalho do anterior executivo [camarário] e actual pelo esforço que tem tido em relação à necessidade de manter estes serviços disponíveis à população”, afirmou o autarca Carlos Mendonça, em declarações à Lusa.
Carlos Mendonça destaca a mais-valia da possibilidade de julgamentos na secção de proximidade, já que mesmo com a SCUT a população do concelho do Nordeste “terá de efectuar uma viagem de transportes públicos de pelo menos uma hora e meia até Ponta Delgada ou Ribeira Grande”.
“O que nos estão a propor agora é menos mal do que aquilo que esperávamos que iria acontecer no concelho [o simples encerramento do actual tribunal]. Só esperamos que não prejudique a necessidade de proximidade dos serviços judiciais aos nordestenses”, disse.
Ainda assim, o autarca socialista lamenta o facto de o novo executivo camarário “continuar à espera há mais de dois meses de uma resposta” da ministra da Justiça para “uma reunião para demonstrar a verdadeira realidade do concelho do Nordeste, a sua situação geográfica e a dificuldade que os habitantes teriam com o encerramento do tribunal”.
Já o presidente da Câmara Municipal da Povoação pediu a demissão do Governo da República e do Presidente da República, criticando o novo mapa judiciário.
“Este Governo que se demita e atrás também pode ir o Presidente da República, que não é capaz de assegurar as suas funções de soberania, nem as funções de serviço público”, afirmou o autarca socialista Carlos Ávila, em declarações à agência Lusa.
O autarca comentava a nova versão da Lei de Organização do Sistema Judiciário, que prevê o encerramento de 20 tribunais no país, e foi ontem aprovada pelo Conselho de Ministros.
O documento estipula ainda a conversão de 27 tribunais em secções de proximidade, nove das quais com um regime especial que permite realizar julgamento. No caso da Povoação, o actual tribunal é convertido em secção de proximidade.
Para o presidente da Câmara Municipal da Povoação, há uma “demissão total do Estado relativamente à população e relativamente também às suas próprias funções do exercício da soberania”. “Claro que diminui as funções de serviço público e de soberania e, como tal, peço que este Governo se demita e a seguir o Presidente da Republica, porque não fazem respeitar nem as funções de serviço público, nem as funções de soberania do Estado”, sustentou Carlos Ávila, quando questionado a comentar a criação da secção de proximidade na Povoação.
Segundo sublinhou, “a justiça é um direito dos cidadãos e é um direito a dois níveis. Por um lado, é um serviço que se presta à população, mas por outro lado é uma função de soberania do Estado de que os cidadãos também têm direito a usufruir”.

Tarifas de estiva em Ponta Delgada aumentam 8,25% a 10 de Fevereiro

Porto de Ponta DelgadaA OPERPDL, empresa que gere a estiva no porto de Ponta Delgada, vai aumentar as suas tarifas em 8,25% já a partir de 10 de Fevereiro. Há cerca de 6 anos que as tarifas não eram actualizadas e a empresa está a entrar numa situação económica difícil. O aumento terá sido decidido pelo Director Regional dos Transportes e Comunicado aos administradores da Portos dos Açores, SA.
A OPERPDL já vinha a pedir a actualização das tarifas há vários anos, embora tivesse vindo a suportar aumentos dos salários dos trabalhadores portuários em 2010, 2013 e 2014. No ano de 2014, a empresa registou um prejuízo de cerca de 279.000 euros,  o que subtraiu do Balanço mais de metade das Reservas Livres, que eram de 550.000 euros. Segundo fonte ligada à empresa, “as previsões de perdas para o ano de 2014 podem ser ligeiramente menos volumosas, mas potencializam uma situação económica e financeira muito frágil e perigosa”.
De entre as principais causas desta situação constam o facto do volume de carga não estar a aumentar e das escalas de navios, sobretudo de contentores, estarem a descer,  uma vez que estão em operação seis navios em vez dos oito verificados em 2013. Por outro lado, não têm sido realizados suprimentos ou aumentos de capital por parte dos acionistas. O Governo Regional detém 20% da OPERPDL, através da Portos dos Açores. O restante capital social pertence em 40% à PTL – Sociedade Promotora de Transportes, Lda, e 40% à AçorPortos, SA (composta pela Mutualista e Transinsular)
No dia 29 de Janeiro  tiveram lugar em Ponta Delgada reuniões entre o SITGOA -Sindicato dos Trabalhadores Portuários do Grupo Oriental dos Açores,  assessorado pelo consultor Alexandre Gonçalves) e a Gerência da OPERPDL. Dessas reuniões saíram várias conclusões, acordos e sugestões, que foram transmitidas à Tutela.
No dia 31 de Janeiro,  às primeiras horas da manhã, foram transmitidas instruções, com carácter de urgência,  do Director Regional dos Transportes aos  administradores da Portos dos Açores, no sentido da alteração das tarifas praticadas pelas empresas de estiva, OPERTRI, OPERTERCEIRA e OPERPDL, aos seus respectivos clientes, assim como a alteração do procedimento da  facturação da Portos dos Açores, SA, no sentido desta ser efectuada directamente aos clientes requisitantes de máquinas e/ou gruas, em vez da facturação desde sempre existente às Empresas de Estiva.
As alterações foram aplicadas de imediato.  No dia 1 de Fevereiro na OPERTRI, com um aumento das tarifas praticadas de 3,2%, assim como na OPERTERCEIRA, com uma descida das tarifas praticadas, e, em ambas, a alteração de facturação da Portos dos Açores, SA . Na OPERPDL, nada aconteceu até ao momento, mas tudo indica que o aumento será efectivo a partir do dia 10 de Fevereiro.
O último pedido de aumento de tarifas da OPERPDL que foi dirigido à Portos dos Açores, teve lugar em Maio de 2013, solicitando um aumento de 7,5% nas tarifas e uma comissão e participação por crédito de 2% nas tarifas aplicadas pela Portos dos Açores, SA.
Entretanto, na próxima semana, terá lugar em Ponta Delgada a primeira ronda de reuniões entre a a OPERPDL e o SITGOA para a renegociação do Acordo de Empresa que está em vigor.

Crise do desemprego nos Açores começou antes da nacional e ameaça durar muito mais

centro emprego - desempregadosO número de desempregados nos Açores baixou 2,9% no 4º trimestre do ano de 2013, enquanto que a taxa de desemprego baixou para os 17,3%. Trata-se, pelo segundo mês consecutivo, de um valor que se mantém acima da média nacional, que foi de 15,3%.
A taxa de população activa nos Açores também baixou para os 49,1%, enquanto que a do país se manteve nos 51,4%. Nos Açores no 4º trimestre havia 121.011 açorianos activos.
Analisando os dados desde 2005, há uma conclusão óbvia: a crise do desemprego nos Açores começou antes da nacional e ameaça partir muito depois. O governo anterior alegava que a crise teria chegado depois e acabaria antes. Os números revelam exactamente o contrário.
É que para o total do país, o aumento do desemprego pode ser localizado no 1º trimestre de 2009, quando o país entrou nos 9% de taxa, valor que não era atingido desde pelo menos o 4º trimestre de 2005. Nos Açores, o início do crescimento pode ser localizado no 1º trimestre de 2008, quando a Região entrou nos 5% e nunca mais parou de crescer. Ou seja, o aumento sustentado do desemprego começou um ano antes do nacional.

No 1º trimestre de 2011, o país entrou na casa dos 12%, enquanto que os Açores entravam na casa dos 9%. Mas apesar do valor ser inferior ao nacional, a verdade é que o “normal” antes é que as taxas regionais fossem praticamente metade das nacionais. Nesse trimestre, no entanto, a taxa regional atingiu os 80% da nacional, algo que nunca tinha acontecido. E ainda mais flagrante: enquanto que a variação nacional em relação ao 4º trimestre de 2005 era de quase 19%, a dos Açores era de 50%...
No 4º trimestre de 2011, os Açores ultrapassam pela 1ª vez na sua história recente a taxa nacional, (14% para 15,1%), algo que se viria a repetir em vários trimestres. Pior ainda: enquanto que a nível nacional já se fala no fim da crise, a açoriana parece estar para durar. E com uma agravante: os poucos empregos que têm vindo a ser criados são sobretudo suportados pelo Governo (cerca de 5 mil açorianos estão em programas “ocupacionais”, o que não tem qualquer paralelo no país), e a economia parece à beira de um autêntico colapso, sem quaisquer perspectivas de melhoria a curto prazo, enquanto que no país já se anuncia o fim da crise e a retoma económica.