Execução do Plano de Investimento com menos 40 milhões que em 2013

notasA taxa de execução do Plano de Investimentos de 2014 ficou-se no 3º trimestre do ano nos 48,27%, de acordo com a publicação da Conta Provisória esta semana no Jornal Oficial.
Até 31 de Setembro, o Governo tinha executado 209,2 milhões de euros, dos 433,455 milhões que tem de dotação até ao final do ano. No ano de 2013, a taxa de execução tinha atingindo os 57%, com um investimento de 249 milhões de euros.
Isso significa que entre 2013 e 2014, cerca de 40 milhões de euros ficaram por executar neste período.
A maior execução está na Secretaria da Educação, Ciência e Cultura, com 52,66%, enquanto que a mais baixa pertence, curiosamente, à da Solidariedade Social, com apenas 39,8%.
Já em termos das despesas de capital a execução atinge os 86,4%. O Governo tinha 20,2 milhões de dotação e já tinha executado 17,466 milhões de euros. A grande fatia reside na Vice-Presidência, que tinha uma dotação de 19,5 milhões, terndo executado 10,1 milhões (ou seja, a quase totalidade.

Custo das mercadorias para revenda continua a ser o mais elevado do país

notasOs Açores e a Madeira foram as regiões onde houve as maiores perdas de emprego no comércio de todo o país. De acordo com a publicação do INE “Estatísticas do comércio - 2013”, ontem divulgada, a Madeira registou uma redução de 12,14% no número de funcionários nesta área, enquanto que os Açores perderam 8% – isto quando a média nacional foi de -4,22%.
Segundo o INE, os Açores tinham no ano de 2013 um total de 3.741 empresas nos diversos ramos do comércio, o que representou uma quebra de 5,5%. O volume de negócios foi nesse ano de 2 mil milhões de euros (uma quebra de 4,77%).
Apesar destas quebras significativas, o facto é que os indicadores deste sector são bastante baixos em relação ao que se passa no resto do país. Os Açores têm apenas 1,6% das empresas existentes no país neste sector, 1,9% dos funcionários, 1,65% do volume pago em remunerações e 1,7% das vendas. Ou seja, parece existir algum desequilíbrio em termos do número de funcionários, mas o facto é que todos estes indicadores estão muito abaixo do peso pupulacional das ilhas no total nacional (que é cerca de 2,4%). Os Açores revelam a pior relação entre o custo das mercadorias e o volume de negócios, atingindo os 80,9%, que é o mais alto valor por regiões, e acima da média nacional, que é de 77,4%. Esse valor passa para 84,7% quando é comparado com o montante da “venda de mercadorias”, sendo que a média nacional passa para 82%.

Vasco Cordeiro satisfeito por decisão de Obama ir “ao encontro” das pretensões da região

obamaO presidente do Governo dos Açores considerou ontem “motivo de satisfação” a assinatura, por parte do Presidente norte-americano, do orçamento das Forças Armadas para 2015, que exclui a redução militar nas Lajes, até divulgação de um novo relatório.
“Naturalmente que é um motivo de satisfação e vem ao encontro de um objectivo que era o de suster a decisão americana de redução militar da Base das Lajes”, declarou  Vasco Cordeiro.
As duas câmaras do Congresso norte-americano já tinham aprovado o projecto de lei, designado “National Defense Authorization Act for Fiscal Year 2015”, que inclui uma emenda proposta por um grupo de congressistas ligados a Portugal.
De acordo com a emenda, “a secretaria da Força Aérea não deve reduzir a estrutura na Base Aérea das Lajes até 30 dias depois de o secretário da Defesa divulgar o Relatório de Consolidação de Estruturas Europeias”, que já está terminado e deveria ter sido conhecido na primavera.
O líder do Governo Regional considera que há que salvaguardar “algumas precisões” neste dossiê, sublinhando que a assinatura de Barack Obama se prende com a aprovação global do orçamento das Forças Armadas dos Estados Unidos da América (EUA).
Vasco Cordeiro destacou, por outro lado, que esta não é a primeira vez que esta situação se verifica, uma vez que já aconteceu nos anos anteriores.
“O que as leis para 2015 trazem de novo é uma linguagem muito mais incisiva, se é que assim se pode considerar, quanto à ponderação que deve ser feita pelo Departamento de Defesa dos EUA em relação à utilidade da Base das Lajes. Esse é um dado novo”, explicou.
O socialista destacou que este dado novo reforça a posição que o executivo açoriano tem mantido junto de decisores norte-americanos, em várias deslocações a Washington.
O líder do Governo Regional acentua que estas são decisões que se inserem no âmbito do processo de decisão político norte-americano.
Vasco Cordeiro reafirmou que sempre colocou esta matéria na perspectiva diplomática entre Portugal e os EUA, considerando que as decisões tomadas pelo Congresso e pelo Presidente Obama vão “no bom sentido”.
Questionado sobre se a nova política externa russa e a questão ucraniana não poderão relançar a Base das Lajes em termos geoestratégicos e ajudar às pretensões açorianas, Vasco Cordeiro declarou que nesta, como noutras matérias, os Açores “não estão isolados”.
“Naturalmente que estas questões sofrem influência de um conjunto de outras variáveis a nível mundial na qual os EUA têm interesse, para a qual a Base das Lajes releva de uma ou de outra forma”, frisou Vasco Cordeiro.
O governante considerou, por outro lado, que a questão diplomática é apenas uma componente do dossiê Lajes, havendo outra “mais prática” que tem “maior impacto” na vida dos açorianos, ou seja, os efeitos sociais e económicos.
O responsável afirmou já se verificar na ilha Terceira, em especial no concelho da Praia da Vitória, impactos negativos das alterações do período das comissões de serviço dos militares nas Lajes e do acompanhamento das famílias, sem que houvesse fundamento para que estas decisões.
O presidente do Governo Regional dos Açores destacou que os resultados alcançados derivam do que considera ser uma “coligação de amigos dos Açores”, que foi possível construir no Congresso dos Estados Unidos e fortalecer com luso-descendentes e outras pessoas.

“Queremos e temos capacidade para produzir muito mais, criar emprego e fazer crescer os Açores”

licoresProdutora dos mais famosos licores açorianos, a Fábrica de Licores Eduardo Ferreira & Filhos aposta na qualidade e inovação para manter o seu reconhecimento nos mercados regional, nacional e internacional. Em tempos de crise, Eduardo Ferreira destaca como principal dificuldade o facto de não poder exportar para o continente português “em pé de igualdade” para com os restantes produtores de licores do país. “Precisamos que seja permitida a redução do imposto do álcool para esta região, à semelhança do que é feito em França com as suas regiões ultraperiféricas”, afirma ao Diário dos Açores. Apesar disto, encara “confiante” o futuro da empresa. “Acreditamos que os próximos anos vão ser muito prósperos para todos os açorianos e que vamos continuar a crescer de forma sustentada”.

»» Ler mais na versão impressa.

Por: Alexandra Narciso

“Passarada” vai ter nova escola

passaradaA obra da “Nova Passarada”, como poderá vir a ser chamado o Colégio da Passarada (formalmente o “Externato A Passarada”) teve início na semana passada com as primeiras movimentações de terras num prédio localizado na radial do Pico do Funcho, na estrada nova que liga a Fajã de Baixo aos Fenais da Luz.
Os pais dos alunos foram notificados apenas esta semana de que o projecto ia mesmo avançar. O prazo de entrega da obra está previsto para Outubro de 2015 e a direcção da escola prevê que a transferência possa ter lugar no mês de Dezembro de 2015, uma vez que o novo edifício está sujeito a diversas avaliações e à emissão de licenças específicas.
Mas não se trata de qualquer aumento ou alteração da óptica daquela que é uma das mais antigas escolas particulares em funcionamento em Ponta Delgada. Fonte da direcção garante que essa é talvez a principal preocupação: “o projecto educativo é rigorosamente o mesmo e é para continuar; o novo edifício visa exclusivamente melhorar o espaço físico, o conforto e a segurança dos alunos. Continuará a ser um espaço de família e não um negócio”.
A escola é uma instituição sem fins lucrativos e assim deverá continuar. Aliás, nem é previsível que haja aumento do número de alunos, a não ser algum ajustamento num ou noutro caso, até um limite de 25 alunos por turma, porque o número de turmas manter-se-á rigorosamente o mesmo.   Neste momento, a Passarada tem cerca de 140 alunos, distribuídos por 3 turmas com crianças dos 3 aos 5 anos de idade, e 4 turmas do 1º Ciclo do Ensino Básico (1 de cada ano).
O terreno foi cedido pela Câmara Municipal de Ponta Delgada e o projecto foi apoiado pelo SIDER, num custo total de 1,5 milhão de euros.
“A Passarada” foi fundada no dia 1 de outubro de 1959, por Maria Gabriela Rego Costa, Maria Joana Sousa e Fernanda Raposo. “Surgiu da necessidade de colmatar o descontentamento das fundadoras perante o sistema educativo que vigorava na altura no ensino público”, como refere o seu historial. O primeiro edifício situava-se na Rua da Boavista e começou com 20 alunos da Infantil e 7 do 1º ano. Mais tarde, esta escola passou a funcionar no atual edifício situado na Rua do Contador, nº 41, na freguesia de S. Sebastião.
Trata-se de um edifício antigo que tem sido sujeito a diversas remodelações e obras de recuperação, mantendo o seu traçado original e um estado de boa conservação. Para além das salas de aula, tem refeitório,  vestiário, biblioteca, gabinete de orientação e psicologia e 4 casas de banho.
No ranking dos exames do 1º ciclo do ano de 2013-14, a Passarada obteve o 8º lugar de entre as 69 escolas açorianas, e foi uma das únicas 13 escolas que conseguiram uma média positiva acima dos 3 pontos.