Açores continuam a ser a única região que não consegue crescer no turismo

turistasO ano turístico de 2014 deverá terminar nos Açores com uma ligeira quebra de -0,7% no número de dormidas em relação ao ano passado, depois que foram conhecidos os valores até Outubro, mês este que revelou uma quebra de -1,22%. Trata-se de uma projecção do Diário dos Açores, com base nos valores registados nos meses de Novembro e Dezembro de 2013, que têm um peso de apenas 6,5% do total anual.
Essa ligeira quebra revela, por um lado, a fragilidade da recuperação verificada em 2013, que atingiu um crescimento de 10% em relação a 2012, que tinha sido o pior ano desde 2006. Essa recuperação não foi suficiente para voltar a atingir as médias anteriores ao ano de 2008, que já abeiravam as 1,2 milhões de dormidas. Em 2014, o total deverá ser de cerca de 1,046 milhão.
Mas sobretudo mantém os Açores numa espécie de contraciclo bastante acentuado com a realidade sentida no resto do país: somos, simplesmente, a única região com quebras em 2014! A projecção para o ano de 2014 deverá dar um aumento de quase 10% no país, 9,5% no Norte, 9,19% no Centro, 13% em Lisboa, 16% no Alentejo, 10,6% no Algarve 3 3,65% na Madeira (projecções do Diário dos Açores).
E o atraso é já significativo. Entre 2005 (é o 1º ano com resultados comparáveis) e 2014, o país cresceu 28,5% em número de dormidas e 37% em termos de receitas totais dos hotéis. Nesse período os Açores revelam uma quebra de -7,8% no número de dormidas e de quase -14% nos proveitos da hotelaria.
Aliás, somos a única região com valores negativos. Em número de dormidas, o Norte cresceu quase 55% e Lisboa 56%; o Alentejo (que há cerca de uma década tinha resultados muito semelhantes aos dos Açores) cresceu 37%, o Centro 24%, o Algarve 18% e a Madeira 10,6%.
Parece cada vez mais claro que a alteração de responsáveis pelo sector não resultou em qualquer mudança palpável nos resultados e a recuperação de 2013 deveu-se sobretudo à intensidade da quebra do ano anterior, uma vez que o crescimento não se repetiu no ano seguinte. Aliás, ainda esta semana o responsável pela pasta do turismo usou publicamente o argumento do Mundial de Futebol no Brasil para explicar alguns maus resultados – quando o Diário dos Açores já publicou dados que desmentem por completo essa ideia. Por outro lado, numa conferência de imprensa conjunta realizada em Ponta Delgada, que juntou o presidente da edilidade, da Câmara de Comércio e um representante da Associação de Turismo, anunciava-se, não sem uma clara falta de à vontade, que a Passagem de Ano na cidade era encarada como “iniciativa-âncora” para o turismo. Nessa conferência foi ainda referida a venda pela SATA de 600 passagens para o seu “programa de fim-de-ano” e que era “preciso começar a pensar em eventos que dinamizem a época baixa”.
A leitura de todas estas declarações dificilmente deixa no ar grande confiança no sector. A ideia da Passagem de Ano ser um projecto “âncora” é, no mínimo, peregrina (aliás, o ambiente que se vive na cidade nessa noite exige um tipo de turista muito especial e certamente é totalmente contrária à ideia de natureza que marca o destino), enquanto que falar de 600 passagens vendidas, quando a média de Dezembro oscila em geral entre os 11 mil e os 12 mil hóspedes, parece não reflectir qualquer tipo de estratégia.
Há, no entanto, uma alteração: desde 2012 que o peso dos turistas estrangeiros tem vindo a crescer e essa tendência repete-se este ano. Até Outubro o número de dormidas estrangeiras é já de 690 mil e esse é um resultado que supera os dos anos de 2005 a 2007. Por outro lado, o mercado nacional nunca foi tão pequeno: apenas 356 mil até Outubro, o que sugere uma ligeira recuperação em relação ao ano passado, mas é a primeira vez desde 2005 que os valores ficam abaixo das 400 mil dormidas – e bem abaixo. Os Açores são o último destino para os continentais, com menos cerca de 200 mil dormidas que a Madeira, e bastante menos que as restantes regiões continentais (a mais próxima é o Alentejo, com 758 mil dormidas até ao momento).
Mas são os estrangeiros que continuam a impedir que os valores açorianos sejam ainda piores.  Os Alemães continuam a ser a nacionalidade mais importante, representando já 14,64% do total de dormidas (e praticamente um quarto das dormidas de estrangeiros). O conjunto dos Países Nórdicos está com apenas 9,86% (nova quebra este ano), a Espanha representa 7,4% e a Holanda  6,7%.

Potencial de valorização dos resíduos urbanos nos Açores atinge os 87%...

recolha selectivaHá 118 entidades que fazem parte do Conselho Regional do Ambiente e do Desenvolvimento Sustentável (CRADS) ou são consideradas “das entidades com responsabilidades ambientais específicas” (ERAE), mas a sua participação no Plano Estratégico de Prevenção e Gestão de Resíduos dos Açores (agora PEPGRA, que é a evolução do 1º Plano Estratégico de Prevenção e Gestão de Resíduos dos Açores – PEGRA, elaborado em 2007), pode ser considerada algo fraca. Na 1ª fase de consulta, dos 118 apenas 27 responderam, e desses sem formularem quaisquer observações. Na 2ª fase, dos mesmo 118 apenas 23 responderam e 4 sem observações.
Estas consultas eram legalmente obrigatórias, tendo em conta que “o PEPGRA possui uma natureza de plano sectorial, nos termos e para os efeitos previstos no Decreto Legislativo Regional n.º 35/2012/A, de 16 de agosto, que estabelece o regime jurídico dos instrumentos de gestão territorial”.
A consulta pública está a decorrer  até ao dia 14 de Janeiro (http://www.azores.gov.pt/Gra/srrn-residuos/conteudos/livres/PEPGRA_1Consulta.htm).
A diferença de monta entre esta e a versão anterior é sobretudo o aparecimento em força das duas unidades de valorização energética através de incineração, que no modelo anterior eram de certo modo descartadas. Mas é quase impossível não se criar a dúvida sobre se realmente haverá lixo suficiente para as manter em funcionamento...
O documento refere, em termos de ponto de situação, que a realidade dos resíduos urbanos da Região “assume uma tendência crescente quer ao nível da produção absoluta de resíduos urbanos como da produção relativa ou per capita, não obstante o decréscimo registado na produção nos últimos dois anos relativamente ao máximo absoluto de produção atingida em 2011 (146,5 mil toneladas). Em 2013, foram produzidos na Região praticamente 139 mil toneladas de resíduos urbanos, o que corresponde a uma produção per capita de 562 kg/hab.ano ou 1,5 kg/hab.dia2, superando a capitação nacional (1,26 kg/hab.dia) para o mesmo ano civil. As ilhas com maior capitação são Terceira, Faial, Flores (1,7 kg/hab.dia) e São Miguel e Corvo (1,5 kg/hab.dia)”.
O documento refere claramente que o potencial de valorização é enorme: “os resíduos produzidos e recolhidos por via indiferenciada pelas diversas entidades gestoras distribuídas pelas várias ilhas da RAA são caracterizados na sua composição por 36% de resíduos biodegradáveis, 14% papel/cartão, 12% plástico, 12% têxteis, 10% vidro e 3% metais. Isto indicia um potencial de valorização na ordem dos 87%, no caso de os tecnossistemas ou centros de processamento existentes estarem capacitados para realizar a devida triagem e encaminhamento para valorização, reciclagem ou reutilização destes tipos de materiais”.
Mas o atraso é enorme. É reconhecido que “atualmente cerca de 77% dos resíduos urbanos são encaminhados para eliminação em aterro sanitário. O remanescente é valorizado (5%) ou reciclado (17%), observando-se ainda uma margem de progressão significativa para o cumprimento da meta aprovada pelo Decreto Legislativo Regional n.º 29/2011/A, de 16 de novembro, e que obriga a um aumento mínimo global para 50% (p/p) relativamente à preparação para reutilização e a reciclagem de resíduos urbanos, incluído o papel, o cartão, o plástico, o vidro, o metal, a madeira e os resíduos urbanos biodegradáveis, até 31 de dezembro de 2020”.
Por outro lado, “a fração reciclada de resíduos urbanos correspondeu em 2013 a cerca de 9090 toneladas de resíduos de embalagem ou 65,4 kg/hab.ano, observando-se uma tendência decrescente da quantidade de resíduos de embalagem recolhidos e encaminhados para reciclagem (-5% face a 2010), acompanhando a tendência de redução de resíduos urbanos produzidos”.
Na Região depositaram-se em aterro no ano de 2013 “cerca de 107,4 mil toneladas de resíduos urbanos, estimando-se que a fração biodegradável depositada seja na ordem das 36,2 mil toneladas, o que corresponde a um decréscimo da taxa de deposição de Resíduos Urbanos Banais (RUB) na ordem dos 22% face ao montante depositado em 1995 (46,3 mil toneladas). Esta redução na deposição da fração biodegradável é ainda insuficiente para atingir a meta preconizada pelo Decreto Legislativo Regional n.º 29/2011/A, de 16 de novembro, e que define a necessidade de reduzir em 50% os RUB depositados até 2020 face ao montante de RUB depositado em 1995”.
Sobre os resíduos urbanos “específicos ou de fileira”, que são geridos por operadores licenciados existentes na Região em 2013 foram recolhidos e encaminhados para valorização “cerca de 3.256 toneladas de resíduos de fileira específica, designadamente, pneus usados (1188 t), óleos minerais usados (665 t), veículos em fim de vida (385 t), resíduos de equipamento elétrico ou eletrónico (502 t), pilhas e acumuladores (320 t), e óleos alimentares usados (196 t). Para eliminação foram encaminhadas 11,9 toneladas de embalagens de medicamentos, 464 kg de embalagens de fitofarmacêuticos e 50,7 toneladas de resíduos infestados por térmitas. Os resíduos agrícolas ou florestais recolhidos totalizam 700 toneladas, sendo que 96% foram depositados em aterro sanitário e 4% valorizados por compostagem ou armazenados para posterior valorização. Foram também recolhidos cerca de 65 mil toneladas de resíduos de construção e demolição (RCD), dos quais 36% foram valorizados, 23% encontram-se armazenados para posterior valorização, e 41% foram eliminados em aterro. A presente taxa de valorização de RCD ainda se encontra abaixo da meta definida pelo Decreto Legislativo Regional n.º 29/2011/A, de 16 de novembro, que prevê um aumento mínimo global para 70% em peso relativamente à preparação para a reutilização, à reciclagem e outras formas de valorização material (incluindo operações de enchimento que utilizem resíduos como substituto de outros materiais) de resíduos de construção e demolição não perigosos até 31 de dezembro de 2020”.
 

Farinha de serpentina: um produto açoriano quase em desuso que se quer reavivar

serpentinaA farinha de serpentina foi um produto muito presente na alimentação das famílias açorianas, há algumas décadas atrás. Um hábito alimentar que, segundo dizem os mais antigos, servia para dar força física, especialmente aos homens. Feita através de um processo “moroso e árduo”, esta farinha chegou a ser comercializada em Lisboa, nos anos 20 e 30, por iniciativa do açoriano Ezequiel Moreira da Silva. No entanto, falta de capacidade de produção, face à elevada procura, impôs a paragem desta aposta, ainda na década de 30. Hoje, a freguesia da Ribeira Chã, local identitário das tradicionais papas de serpentina, tenta não deixar desaparecer este produto que, fazendo parte dos sabores do passado, poderá vir a entrar no mercado gourmet.

»»Ler mais na versão impressa.

Por: Alexandra Narciso

Detido suspeito de passagem de nota falsa de 10 euros na Ribeira Grande

notasA Polícia Judiciária, através do Departamento de Investigação Criminal de Ponta Delgada, “identificou e deteve um homem, de 47 anos de idade, pela presumível prática do crime de passagem de moeda falsa”, segundo comunicado oficial.
Os factos ocorreram “recentemente, num estabelecimento comercial do concelho da Ribeira Grande, tendo o suspeito, intencionalmente, entregue uma nota contrafeita de 10 euros para pagamento de uma despesa de baixo valor e recebido o respectivo troco”.
O detido já tinha antecedentes criminais e não tem ocupação laboral. Foi presente a primeiro interrogatório judicial para aplicação das medidas coactivas”.
Não se sabe ao certo quanto dinheiro falso é passado nos Açores ou sequer quanto é apanhado – e os dados do Banco de Portugal apenas apontam para os totais nacionais. Mas é possível que não seja muito.
Aliás, não é muito no país: nos últimos 10 anos, um total de quase 6,4 milhões de euros foram apanhados pelas polícias, o que é quase uma ninharia.
No 1º semestre de 2014, os dados do BdP referem que foram apanhadas 4.818 notas, num total de apenas 181 mil euros, que é um dos mais baixos da década. 
Tudo indica que sejam as notas de 20 e de 50, por essa ordem, a serem as preferidas por parte dos criminosos. No 1º semestre deste ano, foram apanhadas 2.297 notas de 20 euros, o que representa quase metade de todas as notas, embora em termos de valor se tenha ficado por 25% do total, com cerca de 46 mil euros. Já nas notas de 50 foram apanhadas 1.829, o que representa 38% do total, mas atingindo 91 mil euros, o que representa metade do valor apanhado.
Mas também foram apanhadas notas de 500, 200, 200, 10 e até 5 euros, embora em volumes muito mais baixos. Cá foi uma 10: reflecte o mercado!
O método mais simples para detectar notas falsas é o da passagem da nota por uma lâmpada UV – aparecem vários riscos brancos na nota fruto dessa luz. Mas as empresas que vendem aparelhos mais elaborados dizem que está a tornar-se cada vez mais fácil fazer dinheiro falso que é quase impossível de distinguir do dinheiro verdadeiro e que as falsificações mais modernas passam este teste sem qualquer problema!

Taxa de sucesso escolar volta a baixar nos Açores e é a pior do país...

Quadro - escolaPolíticos dizem que resultados escolares têm “evoluído positivamente”...

Segundo o Anuário Estatístico Nacional 2013, ontem lançado pelo INE, a taxa de retenção e desistência em todos os níveis do ensino básico piorou nos Açores entre os dois últimos anos lectivos, atingindo o pior resultado em muitos anos e apresentando ao mesmo tempo os piores resultados do país, quer em média geral quer por regiões (embora essa já seja uma posição que detemos há vários anos). A única boa notícia: as taxas de retenção e desistência não aumentaram tanto como nas restantes regiões, se é que isso pode servir de consolo...
No ano lectivo de 2012/2013, quase 17% dos alunos inscritos nos Açores desistiram ou perderam de ano, o que não tem qualquer comparação com a situação nacional, em que esse valor baixa para os 10,4%. Já no ano passado os Açores tinham sido a única região do país a ultrapassar os 16%, sendo a região mais próxima o Algarve, com 12,2%, e a melhor região o Norte, com apenas 9,2%. Sublinhe-se que tanto o Norte como o Centro, que são as regiões que os Açores ultrapassaram em termos de PIB per capita (sendo agora as mais pobres do país), têm os melhores resultados, sendo as únicas que conseguem ficar abaixo dos 10%.
Ao contrário do que políticos ligados ao Governo Regional ontem afirmaram no debate sobre Educação na Assembleia Regional, os dados têm vindo sempre a piorar. No ano de 2006/2007 a taxa de retensão e desistência era de 9,5% e os Açores estavam abaixo da média nacional, que era de 10,1%, e abaixo da maioria das regiões, com excepção da região Centro. No ano seguinte manteve-se a média, mas as restantes regiões apresentaram alterações significativas, baixando a taxa de desistência e retenção nacional para 7,9% – e os Açores passaram a ser a 2ª pior região.
Em vez de conseguir acompanhar o movimento nacional, os Açores foram por um caminho totalmente diferente; e enquanto que as diversas regiões baixavam, os Açores começaram a crescer: 10,1% no ano lectivo de 2008/09, de 11,5% no ano de 2009/10; depois 11,7% no ano seguinte,   e um grande salto para 16,5% no ano lectivo de 2011/2012, que aparentemente se consolida com os 16,9% do ano de 2012/13.
Apenas o Secundário consegue fugir a esta desgraça, atingindo neste ano uma taxa de sucesso de 74,7% – o que representa uma recuperação em relação aos 71,1% do ano anterior, mas não é o maior valor desde 2006.
O que é, é o pior valor do país, quer na média geral, que foi de 81%, quer por regiões, em que a mais próxima é Lisboa, com 75,3, e a melhor o Norte, com 83,8% de sucesso.
Estes números, no entanto, têm mais um problema grande: a progressão do 3º ciclo para o Secundário é, nos Açores, uma desgraça!
Os Açores tiveram no ano lectivo de 2012/2013 cerca de 10.739 alunos inscritos no 3º Ciclo do Básico, e 9.606 alunos no Secundário. A relação entre ambos indica que os alunos inscritos no Secundário representam 89,45% dos que estão no 3º Ciclo. Esta perda de alunos é notória, especialmente quando se compara com o resto do país, onde a média geral é de 99,49%. A região mais próxima dos Açores é a Madeira, mas com 92,35%...
Ontem num debate sobre Educação que decorreu no Parlamento açoriano, a deputada socialista Catarina Moniz Furtado garantia que “os Açores têm vindo a registar uma evolução positiva nos seus resultados escolares”. E que “nos Açores, nós subimos as nossas médias e as nossas classificações na esmagadora maioria dos ciclos e na esmagadora maioria das nossas escolas. Chegamos a ter uma melhoria das médias no 9º ano, em todas as escolas da Região. Ou abordamos o assunto de forma séria ou o Parlamento açoriano transforma-se num circo ou num espaço de mediatização – e para isso não contem com o Partido Socialista”, concluiu Catarina Moniz Furtado.
Defendeu igualmente  as “mega escolas”, destacando “estudos feitos por autoridades na matéria”, que apontam que a “concentração de alunos em escolas maiores proporciona uma maior possibilidade de sociabilização escolar e uma maior racionalidade na afectação de recursos públicos; a sociabilização é muito importante para a aprendizagem e isso só é possível quando os alunos se encontram entre mais pares da sua própria idade, com o convívio e com o acesso a outros equipamentos e a outros serviços de que as pequenas escolas não dispõem. Este fenómeno de concentração de alunos em escolas maiores surgiu em toda a Europa a seguir à 2ª Guerra Mundial e, nos Açores, nós só o começámos a fazer no século XXI pela mão do PS, já que os governos regionais da responsabilidade do PSD não o fizeram por opção política”, destacou.
Fica por explicar a construção da mega escola de Água de Pau, subtraída à da Lagoa e que obteve a pior classificação do país nos exames do 9º ano.