Cancro de pele “não melanoma” é o mais comum – e muito acima da média nacional

cancro de peleO cancro da pele não melanoma é o tipo de cancro mais comum detectado nos Açores entre os anos de 1997 e 2011, de acordo com o Registo Oncológico Regional dos Açores - RORA, ontem divulgado pelo Serviço Regional de Estatística. As comparações com o resto do país não são possíveis, uma vez que os registos nacionais, se existem, não são públicos para todos esses anos (apenas tivemos acesso aos dos anos 2001, 2005 e 2006). Mas quando se compara com os dados nacionais de 2005, os cancros da pele não melanoma registados nos Açores representam 6,16% do total nacional, o que está muitíssimo acima da nossa taxa populacional (que é de 2,4%). Este tipo de cancro nos Açores representa 20,3% no total de cancros nos homens, e 22,3% nos cancros nas mulheres.
O 2º cancro mais comum é o do conjunto Traqueia, Brônquios e Pulmão, que de 1997 a 2011 representou 18,9% dos cancros nos homens, embora apenas 3,6% nos cancros das mulheres. Na comparação realizada sobre o ano de 2005, este tipo de cancro apresenta uma taxa global de 4,2% do total nacional, sendo 4,75% no caso dos homens e 2,3% no caso das mulheres.
Os dados do RORA apresentam os números totais por tipos de cancro, mas a sua repartição por idades é feita em termos de taxas por 100 mil habitantes e por sexo. Mas permite compreender que o cancro da pele tem uma maior incidência nos homens, que têm uma taxa de 7,7 por 100 mil nas idades dos 0 aos 74 anos, e de 4,3 nas mulheres, e de 3 por 100 mil nas idades de 0 aos 64 anos nos homens e de 2,3 nas mulheres. A partir dos 60 anos de idade percebe-se que a incidência é muito maior nos homens do que nas mulheres, normalmente em mais do dobro. Por outro lado, nas idades mais novas, as mulheres parece serem mais susceptíveis (na faixa dos 30 aos 34 anos, elas estão mesmo à frente, com 13,7 por 100 mil contra 10,5 nos homens). A partir dos 85 anos de idade, a taxa é de 1090 por 100 mil nos homens, o que significa que cerca de 1,1% dos homens vivos com essa idade terão esse tipo de cancro, enquanto que esse valor baixa para 0,5% no caso das mulheres.
Os cancros da Traqueia, Brônquios e Pulmão manifestam-se de forma diversa: a partir dos 85 anos a taxa é de 330 por 100 mil nos homens e de apenas 62 nas mulheres. A maior incidência acontece na faixa dos 70 aos 74 anos no caso dos homens (0,5% da população com essa idade), enquanto que nas mulheres os maiores valores acontecem a partir dos 80 anos, mas na casa dos 60 casos por 100 mil.
Segundo os laboratórios Roche, “os dois tipos de cancro de pele não-melanoma mais comuns são o carcinoma basocelular e o carcinoma espinocelular ou pavimentoso ou epidermoide. Este tipo de carcinomas tende a aparecer na cabeça, na face, no pescoço, nas mãos e nos braços, as áreas mais expostas ao sol. Porém, o cancro de pele pode surgir em qualquer parte do corpo. O carcinoma basocelular ou basalioma cresce lentamente. Aparece com frequência em áreas da pele que estiveram expostas ao sol, sendo mais comum na face. O carcinoma basocelular raramente se espalha para outras partes do organismo. O carcinoma pavimentoso ou espinocelular também se desenvolve em áreas da pele que estiveram expostas ao sol. Pode, no entanto, aparecer em locais não expostos ao sol. O carcinoma espinocelular pode atingir os gânglios linfáticos e alguns órgãos”.  

27% dos trabalhadores açorianos no sector privado ganham menos de 510€

notasCerca de 27% dos trabalhadores por conta de outrém nos Açores na iniciativa privada têm uma remuneração mensal inferior a 510 euros, de acordo com o estudo “Estrutura Remuneratória por Ilhas”, do Observatório do Emprego e Formação Profissional”, que contabiliza um total de 42.785 trabalhadores. Cerca de 32% ganham entre 510 e 649 euros por mês, o que significa que 59% dos trabalhadores açorianos do sector privado ganham menos de 650 euros por mês.
Apenas 0,97% dos trabalhadores ganham menos de 509 euros, mas o seu peso atinge os 36% no sector da pesca e 9,25% na agricultura. O sector onde o peso dos trabalhadores que ganham menos de 510 euros é maior é o da restauração (69,34%), seguindo-se o alojamento (51%). A pesca (44,2%) e a indústria de madeira (42,3%).
Onde há maior peso de ordenados acima de 2 mil euros por mês é no sector dos transportes aéreos, com 21,9%, seguindo-se o sector da “armazenagem e actividades auxiliares dos transportes”, com 17,7%. No primeiro, 41,2% dos trabalhadores ganham mais de 1500 euros por mês, e no segundo 32,5%.  

5ª redução consecutiva no RSI

Pessoas na rua - PDLOs Açores registaram em Outubro a 5ª redução sucessiva no número de beneficiários do Rensimento Social de Inserção, que passou de 19.534 em Junho para 18.655, acompanhando a tendência nacional de decréscimo. No entanto, em relação a Junho, a redução nos Açores ficou-se pelos -4,5%, enquanto que no país atingiu os -8,8%.
Os Açores mantêm-se como a 4ª região em número total de subsídios, com 7,55% do total. Já não são os valores que se verificavam em 2004 e 2005, quando a Região chegou a ser responsável por mais de 13% do total de beneficiários nacionais (13,2% em Novembro de 2004), mas continuamos a ser a primeira do país em termos do subsídio per capita. Em Outubro, 7,4% da população açoriana recebia o RSI, o que não tem qualquer paralelo no país. A média nacional fica-se pelos 2,35% da população, e o distrito mais próximo é o do Porto, com 3,87% - praticamente metade da taxa regional.
O valor médio da prestação é neste momento de 66 euros, o que representa uma redução em relação aos mais de 83 euros de média verificados no país.Essa é, no entanto, uma diferença quie se tem mentendo ao longo dos anos.
Esse baixo valor faz com que o peso deste programa nos Açores seja inferior ao peso do número de beneficiários. E, Outubro, o programa custou 1,233 milão de euros nos Açores, o que representa 5,95% do total nacional, que foi de 20,7 milhões de euros. Em 2013, o programa fez entrar nos Açores 12,36 milhões de euros.
Nos Açores existem 5.561 famílias a receber o RSI, o que dá uma média de 3,35 beneficiários por agregado familiar. Esse valor revela um agregado familiar típico, pelo menos ao nível dos mais desfavorecidos, muito maior que a média nacional. No país, a média é de apenas 2,46 beneficiários por agregado, e não há mais distrito nenhum que atinja os 3.
A média de prestação por família é nos Açores de 225 euros por mês, enquanto que a média nacional é de 208 euros.                                       

Custos da actividade parlamentar açoriana com redução de 12% (790 mil euros) em 2012

ALRAAA despesa com a actividade parlamentar, que totalizou 5,829 milhões de euros no ano de 2012, correspondeu a 58,6% dos encargos globais da Assembleia Legislativa (que foram de 9.952 milhões de euros, com uma execução de 88,5%). Trata-se de uma redução de 12% em relação aos 6,623 milhões de euros de 2011, mas o Tribunal de Contas refere que “aquele valor não integra as despesas do pessoal afeto aos Grupos e Representações Parlamentares, nem a totalidade dos custos com comunicações, por dificuldades de imputação dos gastos gerais daquelas componentes à especificidade da atividade parlamentar”.
Mas seguindo a mesma metodologia, a actividade parlamentar registou uma poupança de 794 mil euros. Essa redução deveu-se principalmente à suspensão do pagamento dos subsídios de férias e de Natal aos deputados (que resultou numa poupança de 360 373 euros), à diminuição das transferências para a Caixa Geral de Aposentações, para suportar o pagamento das subvenções mensais vitalícias (- 239 mil euros), e ao decréscimo das despesas com Deslocações e Estadas (-115 mil euros).
Trata-se da 4ª redução consecutiva na verba gasta com a actividade parlamentar. Em 2009 e 2010 o custo era de 7,4 milhões de euros, tendo baixado para 6,6 em 2011 (-10,6%) e para 5,8 em 2012 (-12%). Entre 2010 e 2012, uma poupança de 1,57 milhão de euros, o que equivale a -21,3%.
Mas houve áreas onde não houve poupanças! O destaque, a esse nível, vai para o capítulo do “apoio à actividade parlamentar”.
A ALRAA transferiu, para apoio aos diferentes grupos e representações parlamentares,  870 mil euros, que correspondem a (14,9% do total gasto. No entanto, esse montante também sofreu cortes. Inicialmente, o artigo 36.º do Decreto Legislativo Regional n.º 54/2006/A31, de 22 de Dezembro, que aprovava a orgânica dos serviços da Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores, previa que “o apoio consiste num montante pecuniário equivalente ao valor de três salários mínimos mensais em vigor na Região, multiplicados pelo número de deputados de cada grupo ou representação parlamentar, sendo, no entanto, assegurado um mínimo de 10 salários mínimos mensais em vigor na Região a todos os grupos ou representações parlamentares”.
O Decreto Legislativo Regional n.º 3/2009/A, de 6 de Março, passou a dizer que o apoio seria de “2,5 retribuições mínimas mensais garantidas em vigor na Região, multiplicados pelo número de deputados de cada grupo ou representação parlamentar”.
Ou seja, como é um valor indexado ao número de deputados e ao ordenado mínimo regional, há uma variação de 4 em 4 anos, e anualmente de acordo com o valor dos ordenados. Neste caso, houve uma redução de 0,4% em 2010, um aumento de 2,11% em 2011, e a sua manutenção em 2012.
O PS, reflectindo o seu peso eleitoral, recebe 52,6% do dinheiro, num montante de 458 mil euros. O PSD recebe 274 mil (31%), o CDS 76 mil (8,7%), o BE 30,5 mil (3,5%) e o PCP e PPM 15 mil cada (1,75%).

Ponta Delgada continua a perder peso no mercado das embarcações de recreio

Marina de Ponta DelgadaO número de embarcações de recreio que aportaram nas marinas dos Açores entre Janeiro e Outubro aumentou cerca de 4% este ano, enquanto que o número de passageiros baixou cerca de 1,7%.
Ponta Delgada continua a perder peso no mercado das embarcações de recreio e este ano, de Janeiro a Outubro, ficou reduzida a 14,97% do total regional – uma redução quase contínua desde 2009, quando chegou a ser responsável por 20,35% do total. Com apenas 547 embarcações a aportar, trata-se de uma redução pelo 3º ano consecutivo. O melhor ano terá sido o de 2009, quando atingiu um total de 717 embarcações.
A Horta também tem vindo a reduzir o seu peso relativo, representando agora 30,76% do total regional, quando em 2009 era responsável por 37,5%. Aliás, de 2000 a 2006, a Horta era responsável, em média, por mais de metade de todas as embarcações de recreio atracadas nos Açores. A Horta registou este ano 1.124 embarcações. As marinas da Terceira também registam alguma variação negativa do seu peso regional, embora muito mais ténue, baixando para 21% do total, mas registando um aumento de quase 16% este ano.
A “culpa” é dos aumentos acentuados que se registam em Vila do Porto, São Jorge e Flores. S. Jorge é responsável neste momento por 11,9% das embarcações, quando antes de 2006 não registava nenhuma. Vila do Porto detém 8%.