Novo Spa das Furnas abre dia 25 e obras no Hotel Casino arrancam em Abril

Hotel CasinoCinco anos depois de uma atribulada construção, finalmente o novo Hotel Spa Furnas vai abrir portas já no dia 25 de Março.
Fonte da empresa disse ontem ao “Diário dos Açores” que as obras finais estão a decorrer por estes dias, sendo aquela data a mais provável para a abertura de portas.
Nestes últimos tempos - segundo a mesma fonte - foram recrutados os recursos humanos necessários ao funcionamento inicial, que receberam formação para o efeito.
Alguns dos funcionários pertencem ainda ao grupo inicial que já tinha sido recrutado há alguns anos, mas outros optaram por não continuar.
Este hotel pertence ao mesmo grupo do Hotel Casino de Ponta Delgada, o Fundo de Investimento Discovery, que adquiriu as duas unidades ao Grupo ASTA no ano passado, depois de um conturbado processo de falência do grupo açoriano.
As duas obras são agora recuperadas ao abrigo de um Plano Especial de Revitalização (PER), em que aquele Fundo investirá mais de 11 milhões de euros, criando 60 postos de trabalho directos.

8 milhões de euros para o Hotel Casino

Cerca de 8 milhões serão investidos no Hotel Casino, que deverá empregar 40 pessoas, e mais de um milhão na conclusão do Spa das Furnas, que deverá ter nos seus quadros cerca de 20 pessoas.
Está ainda previsto o investimento de mais de um milhão na conclusão  das galerias comercias em Ponta Delgada, ao lado do Casino.
As obras no Hotel do Casino vão arrancar, segundo confirmou a nossa fonte, já em Abril, decorrendo até depois de amanhã o prazo para entrega de propostas por parte das empresas de construção civil.
As obras deverão terminar perto de Junho do próximo ano, prevendo-se a abertura do hotel em pleno verão.
O novo Spa das Furnas situa-se na antiga estância termal daquela localidade, considerada como a de maior concentração de águas minerais da Europa, sendo o primeiro hotel termal dos Açores.
Será um hotel de 4 estrelas, com mais de 50 quartos, restaurante, bar, sala de reuniões e spa termal, conciliando o conceito tradicional de termas com fins terapeuticos e medicinais a uma vertente mais moderna de saúde pela água e de técnicas de fisioterapia.
Este hotel pretende estar entre os mais modernos spas termais europeus.
Inicialmente o Hotel Casino era designado como  Príncipe do Mónaco, estando previstos 100 quartos, área de jogo com 200 slot machines, zona de jogo bancado, café-concerto, centro de negócios, salas de reuniões e congressos.
Está também previsto um spa panorâmico, no topo dos sete andares do edifício, com vista para o mar e para as Portas do Mar.
O Governo regional obrigou no ano pasado o projecto da Calheta Pero de Teive a ser reduzido em termos de volumetria para criação de espaços para usufruto da população, sendo ainda obrigação contratual terminar o parque de estacionamento subterrâneo e um posto de turismo.

Fundo Discovery
aposta forte

O Fundo Discovery adquiriu os créditos da Asta em que estavam envolvidos 143 credores.
O Banif tem 13,7 milhões de euros reconhecidos, correspondendo a 37,7% do total de 36,5 milhões de euros em dívida, e o Banco Comercial Português – Millennium BCP tem 8,5 milhões de euros, equivalente a 23,45%.
 Pedro Seabra, Presidente do Conselho de Administração da DHM-Discovery Hotel Management, a nova marca de gestão dos hotéis do Fundo,  já anunciou que, para além destes hotéis em S. Miguel, vão reabri outros no continente, num investimento de mais de 20 milhões de euros.
“Temos um programa de investimentos de mais de 90 milhões nos primeiros três anos em activos que já são propriedade do Fundo, para remodelar, reposicionar ou construir hotéis. Estamos à procura do dinheiro para estes investimentos e já temos alguns parceiros”, acrescentou.

ASTA paga a credores

Entretanto, a ASTA Atlântida, agora detida pelo Fundo Discovery, iniciou, no passado mês de Fevereiro, o pagamento do Plano Especial de Revitalização de acordo com o aprovado e homologado pelo Tribunal de Ponta Delgada. 
 
No mês de Fevereiro, cerca de sessenta e cinco credores receberam um montante superior a 10.000 euros.
Estes pagamentos serão, a partir de agora, realizados mensalmente, estando prevista a amortização da totalidade do passivo histórico acumulado pela ASTA num prazo de seis anos.

Novo fôlego para turismo açoriano

Estes investimentos no turismo dos Açores, nomeadamente no sector hoteleiro, têm muito a ver com a elevada expectativa que se vive no sector devido à vinda das low cost para S. Miguel.
É um novo folgo para o turismo açoriano, daí que o governo esteja a promover novos estudos e novos planos para o sector.
Ainda anteontem o Secretário Regional do Turismo e Transportes afirmou, na Horta, que os Açores estão actualmente a desenvolver aquele que é, “sem dúvida alguma, o trabalho mais abrangente que alguma vez foi efectuado ao nível do Turismo” no arquipélago.
 Vítor Fraga falava  no primeiro Encontro do Turismo, onde foram apresentados os primeiros dados resultantes dos inquéritos realizados à população açoriana pelo Instituto do Planeamento e Desenvolvimento do Turismo (IPDT), que vão integrar o trabalho que culminará no Plano Estratégico e de Marketing do Turismo dos Açores com o Horizonte 2020.
 
Novas linhas orientadoras para turismo

Nesta primeira sessão aberta à população, Vítor Fraga salientou que o Governo dos Açores “assumiu o Plano Estratégico e de Marketing do Turismo dos Açores com o Horizonte 2020 como um documento fundamental e que deve assumir um carácter transversal a toda a sociedade”.
 “No fundo, o que se pretende é que a linha orientadora do Turismo dos Açores seja uma linha de que todos façam parte e que todos contribuam para a sua definição”, frisou.
 Nesse sentido, foi decidido que a construção deste plano estratégico deveria ter “uma ampla participação da parte de todos, desde logo da população açoriana, dos líderes de opinião, das entidades públicas, entidades privadas, dos turistas, dos potenciais turistas, ou seja, daqueles que fazem turismo mas ainda não optaram por vir aos Açores, dos operadores nacionais e internacionais que trabalham o destino Açores, dos operadores nacionais e internacionais que não trabalham o Destino Açores e dos grandes operadores mundiais”, salientou o Secretário Regional.
 Vítor Fraga sublinhou ainda que este é, por isso, “um trabalho em que todos são convidados a participar, um trabalho em que não deixamos ninguém para trás e esta, hoje, é a primeira prestação de contas de um trabalho que está em curso”.
 Esta prestação de contas, acrescentou, “será apresentada em todas as ilhas onde, simultaneamente, todos serão novamente convidados a contribuir para a realização deste plano”.
 A elaboração do Plano Estratégico tem uma fase de diagnóstico, onde serão desenvolvidos vários estudos e onde se inclui o trabalho já realizado junto da população dos Açores, que foi agora apresentado pelos elementos do IPDT.
Seguidamente, revelou Vítor Fraga, o trabalho irá originar um programa de acção, desde logo com o Plano de Marketing para o Turismo dos Açores.

SATA em dificuldades pede “compreensão” aos fornecedores

sata-internacional1O Presidente da SATA, Luis Parreirão, enviou ontem uma carta aos fornecedores da empresa reconhecendo que “nem sempre temos cumprido os nossos compromissos nos prazos que gostaríamos e temos consciência que a generalidade dos nossos fornecedores assumiram sempre uma atitude de grande compreensão”.
Na missiva, a que tivemos acesso, o Presidente da SATA diz que “estamos a trabalhar no sentido de encontrar, no curto prazo, soluções de financiamento que nos permitam ultrapassar as actuais dificuldades”.
Depois de explicar os objectivos nesta fase difícil, Luis Parreirão pede “a melhor compreensão e lhe reiteramos a nossa disponibilidade para apreciar e acolher as propostas  que entendam fazer-nos”.

Novo Banco dos Açores com prejuízos de mais de 2 milhões de euros

novo bancoO Novo Banco divulgou a nível nacional as suas contas relativas a 2014.
No caso dos Açores, o nosso jornal conseguiu ter acesso à síntese de actividade do Novo Banco nesta região, que apresenta um resultado negativo de 2.121 milhões de euros, depois de um Resultado Bruto de 5,5 milhões de euros, o que representa um crescimento de 41% relativamente a 2013.
Tal evolução, segundo nossa fonte, ficou a dever-se a uma melhoria do Resultado Financeiro do Banco, de mais 34,6% relativamente ao período homólogo, e a um crescimento também positivo do Serviço a Clientes de 3,5%, o que se traduziu num crescimento do Produto Bancário de mais 13,4%.
Acresce que o Novo Banco dos Açores, no período em análise, conseguiu reduzir os Custos Operativos em -0,7%.
O Novo Banco dos Açores realça que, durante o ano de 2014, a instituição realizou “um grande esforço de aumento de Provisões para Crédito, passando o montante global de Provisões do exercício, de 4.045,6 mil euros em 2013 para 8.139,6 mil euros em 2014, o que significa um crescimento da ordem dos 101%.
Este acréscimo no volume de provisões veio permitir provisionar alguns créditos a 100%, sendo que existem garantias reais sobre estes mesmos créditos, que em exercícios futuros irão reverter para resultados por contrapartida de anulação de provisões.
“Não fora este enorme esforço de Provisões e o Resultado Líquido apurado em 2014 de -2.121 milhares de euros teria sido mesmo positivo”, conclui o Novo Banco.
Apesar da quebra nos recursos dos Clientes (principalmente recursos desintermediados) o Banco assegura que continuou a desenvolver normalmente a sua actividade e o crédito concedido a clientes chegou mesmo a registar uma evolução positiva em 2014. Nesta fase - adianta a instituição - estão-se a recuperar as quebras registadas nos recursos.
Recorde-se que, após autorização do Banco de Portugal, a instituição açoriana procedeu, em Outubro, à alteração da denominação social para Novo Banco dos Açores, SA, acompanhando a marca definida para o acconista maioritário.
Ao nível da actividade, e comparativamente a 2013, salienta-se a evolução registada nos Depósitos de Clientes (-10,1%) e no Crédito concedido a Clientes (+1,5%).
Esta evolução originou um aumento do Rácio de Transformação de Depósitos em Crédito em 12,5 p.p., situando-se em 123% sendo que nos últimos meses do ano se assistiu mesmo a uma melhoria, lê-se na síntese.
O ano de 2014 encerrou com um Ativo Líquido de 438 milhões de euros, o que representa uma variação, relativamente a 2013, de -1,7%.

Resultados a nível nacional

A nível nacional, OoNovo Banco apresentou prejuízos de 467,9 milhões de euros entre o dia 4 de Agosto (dia seguinte à sua nova designação) até 31 de Dezembro.
Stock da Cunha, Presidente do Novo Banco, apresentou ontem os resultados, que foram condicionados pelas provisões de 699,1 milhões de euros, dos quais cerca de metade estão relacionados com o crédito a clientes, nomeadamente o que tem acções nacionais como colateral.
Só nas participações na Portugal Telecom e na Oi a instituição enfrenta uma imparidade de 108 milhões de euros.
Na apresentação do balanço,  Eduardo Stock da Cunha defendeu que “a sobrevivência do banco dependia da liquidez e do capital e não dos resultados”.
O Novo Banco, cujo processo de venda está em curso e deve estar concluído este semestre, entrou em 2015 com uma carteira de depósitos 26,6 mil milhões de euros.
Número que, segundo o jornal “Económico”, tem duas leituras: “significa que a fuga de capitais que marcou o último trimestre de vida do BES foi estancada; mas significa também que a base de depósitos é ainda inferior em 9,3 mil milhões de euros face a Junho, data dos últimos dados disponíveis sobre o BES. A recuperação de fundos no quarto trimestre levou a uma melhoria do rácio de transformação para 126%.
Nestes primeiros cinco meses de actividades, o crédito baixou em 1,8 mil milhões de euros, destacando-se a descida de 4,4% nos empréstimos cedidos a empresas, o seu principal mercado”.

Preço do leite tem de baixar para competir com os outros mercados

insulac 2Industriais preocupados com aumento da produção

Baixar os custos de produção na fileira do leite dos Açores será a principal solução para o problema das quotas leiteiras.
Esta é a convicção de alguns industriais açorianos, entre os quais o Presidente do Conselho de Administração da INSULAC, Jorge Costa Leite, que manifestou ao nosso jornal a convicção de que o problema da região passará pela competitividade com outros países.
“De nada vale produzirmos com a melhor qualidade e depois vendermos a preços que não conseguimos colocar no mercado”, afirma ao nosso jornal o gestor da fábrica de lacticínios da Ribeira Grande.
Jorge Costa Leite diz acreditar na qualidade do leite açoriano, “mas só por si não resolve o problema”, agravado pelo facto de estarmos a produzir 600 milhões de litros e, neste início de 2015, estar-se a aumentar a produção em números surpreendentes.
Em Janeiro a produção de leite aumentou em S. Miguel cerca de 10%, em Fevereiro passou para 14% e na Terceira terá subido para 19%.
A explicação para este aumento de produção estará nas condições climatéricas e no abaixamento dos preços de rações.
“O que está a acontecer aqui, também se verifica noutros países”, explica Jorge Costa Leite, “pelo que se os outros países baixarem os preços no mercado, não teremos outro remédio senão acompanhá-los”.
Esta tese dos industriais vai um pouco contra o defendido pelos lavradores, que pretendem aumentos no pagamento à produção e defendem a qualidade do leite como arma importante para o fim das quotas leiteiras.
“É claro que poderá haver outro tipo de soluções”, adianta Jorge Costa Leite, e uma delas é o pacote de apoios que poderá surgir para a produção, mas também para os industriais.
O Presidente da INSULAC dá como exemplo o problema dos transportes.
“Nós gastamos por ano cerca de 1 milhão de euros só em transportes para exportar os nossos produtos e para trazer as embalagens e outras matérias primas para laborar cá, acrescentando-se ainda os custos adicionais para manter lá fora o armazém de trânsito”, sublinha Costa Leite, acrescentando que “tudo isto são despesas que os outros lá fora não têm, porque enviam directamente da fábrica para os outros mercados”.
Outro problema que a indústria açoriana está a enfrentar é a retracção e até fecho de muitos mercados para onde exportavam.
A INSULAC, por exemplo, exporta para o centro da Europa, Grécia e Espanha, mas começa a notar uma grande retracção nos mercados de Marrocos e Angola, para onde exportava, e já não conta com o mercado da Rússia, para onde também chegou a exportar, devido ao açambarcamento decretado pelo ocidente.
Estes assuntos foram abordados no Fórum do Leite organizado pelo governo, em Santana, com produtores, industriais, políticos e especialistas na fileira do leite.
A preocupação com o fim das quotas leiteiras foi comum a todos, tendo o Secretário Regional da Agricultura realçado  as características únicas de produção existentes no arquipélago, salientando ser consensual que a criação de produtos diferenciados por parte da indústria constitui-se como uma mais-valia comercial e um argumento competitivo.
“A estratégia assenta no fortalecimento destes três pilares [produção, indústria e comercialização], não podendo nenhum deles falhar, sob pena, se isso acontecer, termos, de facto, um problema de algum peso”, afirmou Luis Neto Viveiros.
Por outro lado, questionado pelos jornalistas, assegurou que a Região, apesar do funcionamento em mercado aberto, vai dar “particular atenção”, por via das actividades inspectivas, a eventuais situações de dumping de preços praticados na venda de leite ou produtos lácteos estrangeiros.
 O Secretário Regional registou também, positivamente, que as opções de investimento tomadas pelo Governo dos Açores e pelos empresários agrícolas e agro-industriais na última década correspondam às soluções indicadas pelo estudo encomendado pelo Executivo regional sobre o impacto do fim do regime de quotas.
 Luís Neto Viveiros assegurou o reforço desses investimentos e reafirmou que o Governo dos Açores vai manter uma estratégia de pressão concertada junto das instâncias comunitárias, por forma a reivindicar mecanismos de regulação e de compensação dos impactos das oscilações do preço do leite.

Produção e exportação sempre a crescer

As preocupações de Jorge Costa Leite deixadas nesta entrevista ao “Diário dos Açores” são bem ilustrativas do momento tenso que se vive no sector do leite dos Açores.
A INSULAC, de que Costa Leite é Presidente, é uma das indústrias que mais exporta e, com o fim das quotas leiteiras,  será uma grande luta enfrentar mercados mais competitivos do que o açoriano.
A INSULAC possui ainda a mais moderna torre de secagem do país, produzindo também leite e lactosoro em pó. A produção da INSULAC tem vindo a crescer a bom ritmo, recebendo anualmente mais de 60 milhões de litros de leite dos produtores  açorianos e produzindo cerca de 5.000 toneladas de queijo por ano, 1.000 toneladas de leite em pó e 2.000 toneladas de lactosoro em pó.
 A INSULAC, recorde-se, foi fundada em 1992 por investidores com tradição no sector e tem a fábrica na Ribeira Grande.

“Lóbi em Bruxelas não funciona”

Jorge RitaJorge Rita, Presidente da Associação Agrícola de S. Miguel, disse ontem ao nosso jornal que, nesta altura delicada para a fileira do leite, “era importante e fundamental termos em Bruxelas um lóbi forte e bem coordenado”.
O líder dos agricultores tem reivindicado, há vários anos, a constituição de um grupo de influência, a favor dos Açores, nos corredores de Bruxelas.
O anterior Governo Regional chegou a anunciar a contratação de uma agência para a promoção de lóbi em Bruxelas, mas nunca se ouviu falar de qualquer actividade da mesma.
Jorge Rita é peremptório: “o lóbi em Bruxelas não funciona”.
Para o Presidente da Associação Agrícola, “a defesa da nossa ultraperiferia faz-se é em Bruxelas, tem que ser através da máquina lá instalada”.
Por isso, adianta, não se percebe como não temos lá gente nossa, com fortes canais de influência”.
Jorge Rita dá como exemplo o facto de nem os partidos políticos darem atenção a este aspecto, nomeando os casos dos anteriores eurodeputados Luis Paulo Alves, Patrão Neves e até Capoulas Santos, que fizeram um bom trabalho, mas depois foram dispensados pelos respectivos partidos.
Jorge Rita está preocupado com estes aspectos e com o fim das quotas leiteiras, sendo estas algumas das preocupações que vai deixar amanhã no Fórum do Leite.
De facto, amanhã, pelas 9h30m, no Parque de Exposições de S. Miguel, o Governo Regional realiza um Fórum do Leite para discussão sobre problemas desta fileira, com vários convidados.
Jorge Rita será um deles e disse ao “Diário dos Açores” que vai voltar a defender o que ainda há dias disse na inauguração da Fábrica de Rações.
O líder sublinhará, mais uma vez, que “a fileira do leite nos Açores tem de ser vista como um todo, por isso, a criação de um Observatório do Leite na Região é uma condição essencial para a transparência e moralização do sector, para que possa ser desenvolvido um trabalho mais abrangente com os vários agentes, desde o Governo Regional dos Açores, às organizações de produtores, à indústria de lacticínios, à distribuição e à Universidade dos Açores, para que seja possível encontrar mecanismos capazes de valorizar este magnífico e singular produto que temos, que é o leite dos Açores.”
O líder dos lavradores entende que o sector está “a atravessar um período difícil e complicado, nomeadamente, pelas baixas abruptas de preço de leite que têm ocorrido em algumas ilhas, mas que em São Miguel, teve o seu expoente máximo, com descidas de algumas indústrias de 4 cêntimos em três meses, além de penalizações suplementares que pretendem introduzir, o que provoca uma baixa de rendimento significativa nos produtores de leite.”
Jorge Rita faz também um apelo aos industriais: “as indústrias têm de acarinhar e proteger os produtores de leite de uma forma activa e realista, porque sem eles, deixam de ter razão de existir, e não podem ter fornecedores de matéria prima desmotivados, incapazes de reagir às adversidades e às dificuldades que vão ocorrendo na fileira.
Para termos vacas felizes, temos também de ter produtores felizes e não infelizes.
Aliás, gostaria de referir que estas últimas descidas do preço do leite já vêm um pouco em contraciclo, porque existem sinais de que os mercados de leite e lacticínios estão a recuperar.
Também gostaria de referir a postura da Unileite na acção reguladora do preço do leite em São Miguel, demonstrando ser importante haver cooperativas dos produtores que sejam capazes de influenciar os preços do mercado.”