Em 2 meses, desemprego inscrito baixa 945 e ocupados aumentam 937

desemprego2O Governo Regional anunciou ontem que havia “menos 1.193 desempregados inscritos nos centros de emprego dos Açores nos últimos três meses”. Segundo o GACS, “o número de desempregados inscritos nos centros de emprego dos Açores voltou a baixar pelo terceiro mês consecutivo, de acordo com os dados agora divulgados pelo Governo da República, havendo, no último dia de julho, menos 1.193 desempregados do que no final do mês de abril”.
Segundo refere, “o Vice-Presidente do Governo dos Açores, num comentário a estes dados, considerou que a sucessiva redução do número de desempregados na Região constitui ‘uma notícia animadora para os Açores e para os Açorianos e um estímulo para o prosseguimento da luta contra o desemprego’”.
“Temos ainda muitos desempregados, mas os 1.193 Açorianos que, nos últimos três meses, deixaram de estar nessa situação dão-nos ânimo para tudo fazer no sentido de que os 11.836 que ainda estão inscritos nos centros de emprego possam, no futuro próximo, ter também uma solução satisfatória para a sua actividade profissional”, terá afirmado Sérgio Ávila. E que “a satisfação de vermos um número crescente de Açorianos terem a alegria de conseguir o seu posto de trabalho dá-nos ânimo para prosseguir, sem descanso, na aplicação das medidas preconizadas na Agenda Açoriana para a Criação de Emprego e Competitividade Empresarial”, afirmou. “Ao ser reduzido o desemprego, num ritmo que registamos com agrado, mas sem euforia, é a sustentabilidade dos orçamentos familiares que se reforça, é a viabilidade das empresas que se garante e é a economia açoriana que vai retomando o seu ritmo de desenvolvimento”, acentuou Sérgio Ávila.  Mesmo assim, referiu que “existe a consciência do muito trabalho ainda a fazer, o que aconselha precaução na leitura destes dados, apesar das estatísticas parecerem indicar que estamos no caminho certo”.
Como de costume, o GACS centra-se na parte boa da notícia (e quando há aumento do número de inscritos, nunca faz desse dado uma notícia). Mas quando o Vice-Presidente refere que “as estatísticas parecem indicar que estamos no caminho certo”, o caso é ainda mais profundo.
O facto é que nos últimos dois meses o número de desempregados inscritos como tal nos Centros de Emprego dos Açores baixou  946, ao mesmo tempo que aumentou o número de “ocupados” em 937! Ou seja, a explicação desta “baixa” no número de desempregados parece residir exclusivamente nos programas de ocupação que são patrocinados pelo orçamento regional. Por outras palavras, não se trata propriamente de qualquer medida ao nível da economia.
Os últimos dados do inquérito ao Emprego já sugeriam que o aumento de emprego residira quase exclusivamente nas classe das pessoas com curso superior, normalmente as que são apoiadas por vários programas de ocupação. Os Açores têm neste momento 1,8% dos desempregados registados no país, e 3,3% dos ocupados.

Receita de impostos sobre veículos e combustíveis cai significativamente

combustiveisO Governo Regional dos Açores já entregou na Assembleia Legislativa o Orçamento Rectificativo da Região para 2013, que será debatido na sessão legislativa de Setembro, mas entre o anúncio feito pelo Conselho de Governo e a proposta concreta vai uma diferença de 675 mil euros: um total de um aumento de 45,7 milhões no anúncio, e de 46,4 milhões na proposta. Mas não é a única discrepância.
O Governo refere que “esta revisão em alta do Orçamento da Região assenta essencialmente no aumento de 42 milhões de euros da receita de IVA, na sequência do aumento do consumo interno, de 15 milhões de euros de acréscimo do IRC, na sequência do aumento de mais de 50% do lucro das empresas, e de 9,1 milhões de euros de incremento do IRS, face ao aumento dos rendimentos do trabalho verificados em 2013”.
Os dados apresentados, no entanto, apontam para descidas significativas em dois dos principais indicadores do aumento do consumo: os impostos sobre produtos petrolíferos e sobre veículos. A verdade é que em ambos as descidas são consideráveis. No imposto sobre os produtos petrolíferos, a Região apresenta uma perda de 2,8 milhões de euros, o que equivale a uma descida de 5,5%. E no imposto sobre veículos (ISV) registou uma quebra de 3,3 milhões de euros, o que representa uma significativa queda de 49,2%.
Embora com outras conclusões possíveis, é de registar quebras igualmente elevadas no consumo de tabaco e de bebidas alcoólicas. No tabaco, uma redução de 3,2 milhões de euros, o que representa uma quebra de 8,9%. E uma queda de 930 mil euros nos impostos sobre as bebidas alcoólicas, o que representa uma quebra de 18,3%.
O Imposto de Selo também registou uma descida de 4,7 milhões de euros, o que representa uma quebra de 22,5%.
Tudo indica, por isso, que o principal responsável pelo aumento da receita fiscal tenha sido sobretudo ao nível da alteração das taxas dos impostos e da actuação dos serviços das Finanças. Trata-se de um aumento de 42,8 milhões de euros no IVA, o que representa um aumento de 27,6%, de mais 9,1 milhões no IRS, o que representa um aumento de 5,5%, e mais 15 milhões no IRC, o que representa um aumento de 50%.

orcamento2013

Taxa de ocupação atinge os 46% em Junho, com aumento das dormidas

urna de votoOs Açores apresentam nestas eleições autárquicas um total de 225.612 eleitores o que apresenta a particularidade de ser um total muito superior ao da população com mais de 18 anos a residir no arquipélago, de acordo com o Censos de 2011. Evidentemente que a população poderia ter crescido nesta proporção sem ninguém soubesse, mas o mais provável é que a limpeza dos cadernos eleitorais deve ter sido atrasada.
Trata-se dos tais “eleitores fantasma”, que este ano atingem os 17,4%. O mais provável é que não votem, mas podem!  Segundo uma reportagem do jornal SOL, Jorge Miguéis, director-geral da Administração Interna, entidade responsável pelas “limpezas”, refere que esse exagero diz respeito sobretudo a emigrantes que continuam recenseados em Portugal. “Estão recenseados os cidadãos que indicam como residência uma freguesia do território nacional, embora possam não viver cá 11 meses por ano”.
Por outro lado, admite que “haverá ainda um número relativamente curto de pessoas que já faleceram e que ainda não foram abatidos por insuficiência das fontes de informação”. Segundo Jorge Miguéis, “todos os países civilizados têm aquilo a que se chama abstenção-técnica – e que se pode traduzir também pelos eleitores-fantasma –, uma vez que não há sistemas informáticos perfeitos, e que ronda os 7 a 8% do total de eleitores”.
“Com a automatização do números de eleitores, em 2008, foi possível à administração eleitoral corrigir os dados e aproximar o número real de eleitores do número de residentes. Se isso não tivesse sido feito, o número de recenseados poderia já estar acima dos 11 milhões”, assegura o director-geral.
Nos Açores, o pior concelho a este nível é o da Povoação, que tem 6.327 eleitores e uma população de 4.936 habitantes com mais de 18 anos (ou seja, 28% de eleitores fantasma. Segue-se Santa Cruz da Graciosa com 24,7%, o Nordeste com 24,7% e Vila Franca com 22,5%. Ponta Delgada tem 19,4% de eleitores fantasma. O único concelho em que há menos eleitores do que população é o do corvo, com 98,6%.
ESTRANGEIROS
Estas eleições têm apenas 34 eleitores estrangeiros nos Açores, e 141 nacionais da União Europeia. Os Açores têm 0,23% dos eleitores estrangeiros e 1,19% dos eleitores da UE.

33.456 eleitores-fantasma nas autárquicas

urna de votoOs Açores apresentam nestas eleições autárquicas um total de 225.612 eleitores o que apresenta a particularidade de ser um total muito superior ao da população com mais de 18 anos a residir no arquipélago, de acordo com o Censos de 2011. Evidentemente que a população poderia ter crescido nesta proporção sem ninguém soubesse, mas o mais provável é que a limpeza dos cadernos eleitorais deve ter sido atrasada.
Trata-se dos tais “eleitores fantasma”, que este ano atingem os 17,4%. O mais provável é que não votem, mas podem!  Segundo uma reportagem do jornal SOL, Jorge Miguéis, director-geral da Administração Interna, entidade responsável pelas “limpezas”, refere que esse exagero diz respeito sobretudo a emigrantes que continuam recenseados em Portugal. “Estão recenseados os cidadãos que indicam como residência uma freguesia do território nacional, embora possam não viver cá 11 meses por ano”.
Por outro lado, admite que “haverá ainda um número relativamente curto de pessoas que já faleceram e que ainda não foram abatidos por insuficiência das fontes de informação”. Segundo Jorge Miguéis, “todos os países civilizados têm aquilo a que se chama abstenção-técnica – e que se pode traduzir também pelos eleitores-fantasma –, uma vez que não há sistemas informáticos perfeitos, e que ronda os 7 a 8% do total de eleitores”.
“Com a automatização do números de eleitores, em 2008, foi possível à administração eleitoral corrigir os dados e aproximar o número real de eleitores do número de residentes. Se isso não tivesse sido feito, o número de recenseados poderia já estar acima dos 11 milhões”, assegura o director-geral.
Nos Açores, o pior concelho a este nível é o da Povoação, que tem 6.327 eleitores e uma população de 4.936 habitantes com mais de 18 anos (ou seja, 28% de eleitores fantasma. Segue-se Santa Cruz da Graciosa com 24,7%, o Nordeste com 24,7% e Vila Franca com 22,5%. Ponta Delgada tem 19,4% de eleitores fantasma. O único concelho em que há menos eleitores do que população é o do corvo, com 98,6%.
ESTRANGEIROS
Estas eleições têm apenas 34 eleitores estrangeiros nos Açores, e 141 nacionais da União Europeia. Os Açores têm 0,23% dos eleitores estrangeiros e 1,19% dos eleitores da UE.

Quase 1 em cada 4 inscritos nos Centros de Emprego na situação de “ocupado”

desemprego2Quase 1 em cada 4 pessoas inscritas nos Centros de Emprego dos Açores está a na categoria de “ocupados”, que pela definição oficial são “Trabalhadores integrados em programas de emprego ou formação profissional, com excepção dos programas que visem a integração directa no mercado de trabalho”. Ou seja, nem todos os apoios do Governo entram nesta catalogação, mas o número começa a ser exorbitante, especialmente quando comparado com o resto do país, em que a média é de 14% (são 2,5% nos Açores).
De resto, a estratégia parece não estar a funcionar, porque esse valor continua a crescer significativamente. No espaço de um ano, o número de “ocupados” passou de 1.728 para 3.782 – ou seja, um crescimento de 118%, ou seja, para mais do dobro. Entre Maio e Junho, reflectindo a implementação do que o Governo chama de “Agenda Açoriana para a Criação de Emprego e Competitividade Empresarial”, o número de “ocupados” cresceu 590, o que é um aumento de 18,5%. Esse número posteriormente reflecte-se nos dados sobre o desemprego, que no 2º trimestre do ano baixou nos Açores, mas provavelmente apenas devido a estas ocupações. Aliás, o número de desempregados inscritos baixou 1,3%...
De acordo com os dados do Instituto do Emprego e Formação Profissional, que divulga estes dados, nos Açores apenas 66% dos desempregados estão inscritos nos Centros de Emprego, enquanto que a nível esse valor atinge os 78%.