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Câmara do Comércio fala em “10M€ de prejuízos” com a greve

sata2Uma delegação da Mesa de Turismo da Câmara de Comércio reuniu ontem com a Administração da SATA, com Horácio Franco a declarar à saída que a greve custará à economia regional “10 milhões de euros”.
“São números assustadores. A Administração da SATA está empenhada em resolver o problema e esperamos que termine tudo em bem entre ambas as partes, com consenso e cedência”. Horácio Franco declarou que “vamos reunir também com os sindicatos e esperamos que a reunião seja o mais depressa possível”.
Entretanto, a LUSA noticiou que a plataforma sindical que convocou as paralisações na SATA enviou ontem uma carta ao presidente da empresa onde reitera “total abertura” para “discutir alternativas” à greve de 23,24 e 25 de abril e 2,3 e 4 de maio. O presidente do Conselho de Administração da SATA, António Gomes de Menezes, tinha enviado na terça-feira uma carta aos sindicatos para lhes “reiterar” a sua “disponibilidade” para debater “aspectos” não “vedados por lei”, “num esforço de diálogo e concertação”.
De acordo com a carta divulgada pela plataforma, os sindicatos estão disponíveis para dialogar nos “moldes” que “mais convierem” à administração e ao accionista da transportadora aérea, o Governo Regional dos Açores, desde que “salvaguardados os interesses dos trabalhadores”, não dando lugar a “discriminações negativas destes” e colocando-os em “regime de igualdade” com os da TAP, tal como afirmam ter vindo a suceder nos últimos anos.
Os sindicatos admitem “analisar cenários alternativos”, no sentido de, o “mais urgentemente possível”, chegar a uma solução, a “bem de todos os envolvidos”.
“Cientes da importância da necessidade de encontrar uma solução e não tendo outra agenda senão a defesa elementar dos direitos dos trabalhadores envolvidos, estamos certos de que será do melhor interesse de todos e que urge encetar um diálogo construtivo que possa levar à desconvocação da mesma”, refere na carta a plataforma sindical.
Os sindicalistas ficam agora a aguardar o agendamento de uma reunião por parte da SATA e do seu accionista, que é o Governo dos Açores.
A greve foi convocada pela não aplicação na transportadora aérea açoriana do acordo que os sindicatos assinaram com a administração da TAP visando evitar os cortes salariais médios de 5% previstos no Orçamento do Estado. O governo dos Açores tem reiterado que no caso da companhia aérea açoriana, só seria possível evitar esses cortes violando a lei do Orçamento do Estado, recusando dar indicações à empresa para cometer uma “ilegalidade”.

Os impactos reais

Num processo que parece eivado de muitos erros, teimosias e alguma falta de estratégia, a que se juntou muita desinformação, será o impacto de 10 milhões de euros anunciado pela Câmara de Comércio um dado verdadeiro? Depende do ponto de vista, mas muito provavelmente não!
Desde logo, no ano de 2012 o sector hoteleiro açoriano realizou em todo o mês de Maio e todas as ilhas cerca de 4 milhões de euros, englobando todas as dormidas do mês, de portugueses e estrangeiros – enquanto que a greve afectará apenas os nacionais durante dois fins de semana, e provavelmente toda a operação do Canadá e Estados Unidos da América durante uma semana.
No caso dos nacionais, trata-se de uma percentagem relativamente pequena dos cerca de 9.180 hóspedes que se registaram em Maio de 2012 na ilha de S. Miguel – e que este ano poderão ser ainda menos, tendo em conta a tendência de abaixamento já verificada nos primeiros dois meses do ano.

O mercado da saudade

No caso do mercado estrangeiro, a greve afectará fundamentalmente os mercados dos EUA e Canadá. Como em muitas outros segmentos da actividade turística regional, não existem dados concretos publicados sobre o impacto das festas do Senhor  Santo Cristo dos Milagres, quer no sector da aviação quer na hotelaria. Os únicos dados que são comparáveis são os dos hóspedes e dormidas relativos ao mês em que as festas se realizam.
As festas, cujo ponto alto é o 5º domingo a seguir ao domingo de Páscoa, têm lugar em geral no mês de Maio. Por uma questão de método, escolhemos apenas os anos em que as festas se realizam em meados desse mês, uma vez que os pacotes de viagens têm em geral a duração de 1 semana: 2003 (25 de Maio); 2004 (16 de Maio); 2006 (21 de Maio); 2007 (13 de Maio); 2009 (17 de Maio); 2010 (9 de Maio); e 2012 (13 de Maio).
Mesmo assim os valores apurados não reflectem com total certeza o impacto das festas, mas ela tem, no mínimo, uma forte influência no resultado total do mês. Existem outros factores, como é a proximidade do Verão, que influencia naturalmente o número de hóspedes e estadias, quer na variação em relação ao mês anterior quer ao mês seguinte.
Uma conclusão desde logo: do ponto de vista desses mercados, as Festas têm um impacto importante, mas muito relativo na hotelaria regional.
No ano de 2010, o conjunto dos hóspedes dos EUA e Canadá foi responsável por 12,7% dos hóspedes estrangeiros no mês de Maio, e por 10,6% no número de dormidas. Em 2012, foi responsável por 14,8% do número de hóspedes estrangeiros e por 13,6% das dormidas.
Embora sejam valores para a totalidade do mês, são números com algum interesse, mas limitado. Em 2010, as 5.152 dormidas dos norte-americanos em Maio foram inferiores às 8.694 dos dinamarqueses, às 7.443 dos suecos, às 6.236 dos alemães e às 5.473 dos finlandeses. Em 2012, as 5.565 dormidas dos norte-americanos foram apenas inferiores às 7.316 dormidas dos alemães, e às 5.841 dos dinamarqueses, mas em boa parte devido às fortíssimas quebras no segmento dos suecos e finlandeses. Ou seja, se bem que os norte-americanos que vêm às festas do Santo Cristo tenham interesse, estão muito longe de serem o grande problema do turismo regional nesta época.
Se forem considerados os pacotes que a SATA Express está a comercializar, com um valor à volta de 1200 euros por uma semana, com estadia incluída, e a manter-se o mesmo número de Maio de 2012, trata-se de um valor de 1,7 milhões de euros – para todos os visitantes norte-americanos do mês de Maio. É dinheiro, claro, mas muito longe dos que foram anunciados.
Obviamente que o ano está a ser péssimo também ao nível do segmento internacional, e, pelos dados de 2012, os norte-americanos que vêm em Maio poderão representar 53% do total desse segmento de Janeiro a Maio, e talvez 5% do total de estrangeiros desde período. Têm peso, mas dificilmente pode ser considerado como o maior problema hoteleiro! De resto, não são conhecidos quaisquer valores sobre a previsão dos voos para este ano.
Registe-se que há uma tendência de crescimento nos últimos anos no segmento norte-americano. Em relação ao ano de 2003, regista-se um aumento de quase 80% em 2012 no número de hóspedes e de quase 70% no número de dormidas. No caso do mês de Maio, o aumento foi de 100% entre 2003 e 2012 no número de hóspedes, embora no número de dormidas o crescimento tenha sido de apenas 48%.
O facto é que caso a greve se concretize, é evidente que o sector sentirá o seu impacto, mas dificilmente ela será responsável pela falência do sector! Porque há muitas mais causas que não se encontra nem no Santo Cristo nem no Rally Açores...

Mais quebras no turismo em Fevereiro...

constitucionalO número de dormidas nos hotéis açorianos voltou a registar mais uma quebra considerável, com uma redução de 7,7% no conjunto dos meses de Janeiro e Fevereiro, e de 8,1% no mês de Fevereiro. Apenas o Alentejo teve quebras superiores, embora com um total de dormidas 53% superior ao dos Açores, que é de novo a região turística mais pequena do país em termos de dormidas!
As quebras foram da responsabilidade dos portugueses (que incluem residentes nos Açores), com menos 10% das dormidas no conjunto dos meses de Janeiro e Março, e dos estrangeiros, com uma quebra de 6%, fundamentalmente originada nos países nórdicos.
Nesses dois meses, os nacionais foram responsáveis por 64% das dormidas, e os estrangeiros por 36%.
As receitas dos hoteleiros registaram descidas ainda superiores à das dormidas, com uma variação de -9% no conjunto dos dois meses, e de 13,6% no mês de Fevereiro. Neste mês, as receitas de aposento ficaram abaixo de 1 milhão de euros pela primeira vez em vários anos.
 A posição do Governo continua a ser problemática. Para além de ter optado por fomentar a greve na SATA, o que aparentemente terá um resultado quase demolidor para o sector, a nova campanha que lançou está a ser altamente criticada nas redes sociais.
Foi o próprio Secretário do Turismo, Victor Fraga, quem lançou o cartaz na sua página do Facebook, em que a mensagem principal é “Fazer férias é constitucional. Aproveite para vir aos Açores”.
Com uma foto de fundo de um mergulhador, o texto da campanha refere: “Venha observar cetáceos, mergulhar, explorar grutas e vulcões, provar a gastronomia local, passear a pé, a cavalo ou de bicicleta e divertir-se nas festas. Aproveite o subsídio que recuperou para tirar umas férias da crise. Faz-lhe bem a si e como é cá dentro, faz bem ao País. Sinta-se vivo.”
A iniciativa foi autenticamente trucidada naquela rede social e, se a opinião dos cibernautas vale de indicador sobre o seu sucesso, a campanha está falhada à partida.

Sinaga com passivo de 18 M€ e a caminho de mais prejuízos em 2013

sinaga logoO passivo da Sinaga atingiu no ano de 2012 um total de 18,5 milhões de euros e apesar de um aumento da área de cultivo em 22%, a empresa registou mais um prejuízo significativo, que atingiu os 3,5 milhões de euros.
O culpado, desta feita, confirma-se que terá sido uma avaria num dos equipamentos de processamento. E embora o Relatório e Conta apenas mencione esse episódio ao de leve e pretenda culpar a qualidade do equipamento, diversas fontes afirmam ter-se tratado de um erro de operação dos próprios técnicos da empresa.
Resultado, apesar de “no ano de 2012 continuarem a aumentar as áreas de cultivo, com um incremento de 22%, e as condições climatéricas favoráveis verificadas, que possibilitaram um saudável desenvolvimento das plantas e uma oportuna realização dos trabalhos fundamentais à cultura, com um aumento de 122% na matéria-prima recepcionada”, a fábrica apenas produziu cerca de 1.540 toneladas de açúcar bruto refinado, o que é uma quebra para menos de metade do nível do ano anterior.
Parece ter-se tornado moda os Relatórios e Contas incluírem os dados da exploração de forma quase inteligível nos aspectos que não são os financeiros (o relatório da SATA é igual, não permitindo grandes conclusões sobre os aspectos operacionais). Acontece o mesmo com este: acaba por ser quase impossível perceber a evolução ou cruzar dados com o ano anterior, a não ser tentando tirar conclusões sobre os detalhes contidos nas explicações em texto.
O facto é que é referido que “os maiores entraves à obtenção de melhores resultados na laboração de beterraba prendem-se com o estado de desgaste dos equipamentos e com a falta de investimentos de substituição e automatização dos mesmos”. A principal avaria (uma peça partida do difusor) levou 10 dias a ser reparada, em pleno período de recepção da beterraba, o que terá resultado na “perda da beterraba em calha de cerca de 700 toneladas”! E o relatório refere ainda que “durante a laboração da beterraba ocorreram ainda várias paragens de menor duração, devido a pequenas avarias, mas que totalizaram mais de 10 dias, afectando, em consequência, a pureza média dos sucos da difusão, a média de beterraba trabalhada e, naturalmente, os índices finais de aproveitamento”. Pelo que se consegue perceber dos dados avulsos referidos, nos cerca de 33 dias em que foram recebidas cerca de 533 toneladas por dia de beterraba, a fábrica apenas laborou em pleno cerca de 13 dias, ou seja, um terço do tempo!
Pelo que é permitido perceber, em 2011, de cerca de 6 mil toneladas de beterraba foi possível extrair mais de 4 mil toneladas de açúcar bruto refinado, enquanto que em 2012 de mais de 17 mil toneladas apenas foi possível extrair 1.540 toneladas de açúcar bruto refinado...
Para se ter uma ideia do desastre, basta considerar que a empresa considera que o “ponto crítico” é a produção de 7.500 toneladas de açúcar – ou seja, 5 vezes mais do que o que foi produzido em 2012. E foi obrigada a comprar ao exterior 900 toneladas para manter o mercado!
A empresa considera que “é imprescindível aumentar os volumes produção, quer por via da laboração (produção de açúcar a partir da beterraba), através, nomeadamente, do aumento da produção de matéria-prima e da melhoria da eficiência produtiva, quer por via da refinação (produção de açúcar a partir de ramas de beterraba ou de cana)”.
Infelizmente, o futuro pode continuar negro. Por um lado, a empresa tinha investido bastante na safra de 2013 e é referido que “em 2013 está já semeada uma área superior à do ano anterior, o que augura uma boa colheita, assim as condições climatéricas o permitam”. E o problema é esse: as condições climatéricas não têm sido boas.
Por outro lado, é questionável a manutenção da estratégia para este ano, que passa por “manter as condições de contratualização mais atractivas para os cultivadores, implementadas com os propósitos de incentivar o aumento das áreas cultivadas e a recuperação dos terrenos afetos ao cultivo da beterraba”. Isto porque a empresa reconhece que está dependente de um grande investimento em maquinaria, que não terá lugar este ano!
É referido que “que o equipamento industrial da SINAGA se encontra, em muitos casos, obsoleto e incompatível com o aumento que se pretende na produção de açúcar para próximos anos, quer para a transformação de beterraba local, quer para a refinação de ramas importadas (beterraba e cana-de-açúcar)”. Tanto que “foi decidido submeter à Direcção Regional dos Assuntos Comunitários Agrícolas, uma candidatura de um projeto de investimento ao programa PRORURAL, no qual está prevista a instalação de equipamento fabril destinado à transformação de ramas de cana-de-açúcar, ao aumento da eficiência e dos automatismos da transformação da beterraba, à renovação das linhas de embalamento, e à aquisição de novos equipamentos agrícolas, bem como alguns investimentos mais pequenos que permitirão recuperar alguns resíduos contribuindo para uma maior sustentabilidade ambiental”. Só que, refere, “infelizmente, revela-se impossível a aprovação do projeto no presente quadro comunitário de apoio, esperando que seja possível o mesmo transitar para o próximo quadro. Para uma efectiva recuperação da empresa é fundamental a execução deste projeto”...
E há ainda a questão da brutal desvalorização daquela fábrica. A empresa reconhece que “a má performance verificada em 2011, com perdas significativas ao nível da laboração, e o aumento dos custos de financiamento, deterioram a estrutura financeira da empresa. A empresa possui um património imobiliário valioso, mas que na atual conjuntura económica não assume o seu valor real, o que penaliza fortemente o real valor patrimonial da empresa, que apenas com a retoma do mercado imobiliário poderá assumir a valorização que em 2008 lhe foi conferida”.

Tribunal de Contas diz que Portas do Mar estão “em falência técnica bastante assinalável”...

portas do amrNuma auditoria realizada à Associação Portas do Mar, o Tribunal de Contas destaca “o desequilíbrio estrutural muito significativo, traduzido pelo elevado recurso ao endividamento, sendo que este resulta de uma conta corrente caucionada (curto prazo de custos elevadíssimos) e por uma falta de capitais próprios patente, resultando numa situação de falência técnica bastante assinalável”.
O relatório refere que “em 2009, a APM obteve o pior Resultado Líquido do período registando um valor negativo de 263,8 mil euros, influenciado pela variação negativa do Resultado Operacional, que se situou nos 254,5 mil negativos. Em 2010 e 2011, os Resultados Líquidos do período apresentam uma evolução positiva. Esta evolução favorável foi determinada pelo comportamento positivo dos Resultados Operacionais, para o que tiveram importância decisiva os Subsídios à Exploração. De assinalar que nesta conta, encontram-se reflectidos os apoios financeiros concedidos pela Região, o que sinaliza a necessidade de financiamento público à exploração da APM. Não obstante os Resultados Líquidos de 2010 e 2011 terem sido positivos, verifica-se que esta situação foi conseguida pela via da redução expressiva do volume dos gastos com os Fornecimentos e Serviços Externos e não pelo contributo do Volume de Negócios e dos Subsídios à Exploração, que sofreram diminuições significativas. Os Juros e Gastos Similares Suportados em 2011, registaram um aumento de 34,8% face a 2010”.

O TC também detecta algumas irregularidades. “Os Planos de Acção, integrados nos Contratos-Programa celebrados entre a APM e a Secretaria da Economia/Direcção Regional do Turismo, eram genéricos: identificam as acções, mas não estimam os respetivos custos e datas de realização. No âmbito da Exposição Leonardo da Vinci – O Génio, a APM apresentou à DRJ e à DREF justificativos de despesa, no valor global de 114 mil euros, o que configura um acréscimo de financiamento público injustificado, já que, pela mesma despesa, haviam sido apresentados à DRT e validados no âmbito do Contrato-Programa 2009/2010, três documentos justificativos de despesas no valor global de 171 mil euros. A APM cobrou, em 2011, por serviços prestados ao Fundo Regional do Emprego despesas, no valor de 51 mil euros, relativos ao evento Campeonato Nacional das Profissões. As mesmas despesas foram, também, apresentadas à DRT. Na sequência do contraditório, a APM enviou documentos de suporte relativos a duas Listagens de Despesas que poderiam substituir aquelas facturas por parte da DRT. Caso não haja a confirmação pela DRT, das eventuais correcções e de esta ter accionado os mecanismos legais previstos no Contrato Programa 2011/2012, a APM terá de devolver a parcela recebida indevidamente à DRT”.

Preços dos alimentos disparam no 1º trimestre apenas nos Açores

comidaSegundo o INE, a inflação sobre o preço dos produtos alimentares nos Açores voltou a disparar no 1º trimestre de 2013, depois de um ano em que a variação de preços fora bastante baixa.
Em Janeiro, os açorianos pagaram pelos “produtos alimentares e bebidas não alcoólicas” mais 5,96% que em igual mês do ano anterior, em Fevereiro mais 5,28% e em Março 6,2%, um valor enorme e que raramente acontece nesta categoria. Por comparação, em igual período de 2012, em Janeiro os preços tinham aumentado apenas 0,66% em relação ao ano anterior, em Fevereiro 1,3% e em Março 0,9%.
Não há paralelo neste aumento dos preços a nível nacional. No país, em Janeiro os preços dos alimentos aumentaram em relação ao ano anterior apenas 2,3%, em Fevereiro 2% e em Março 2,15%.
De acordo com o estudo “Despesas das Famílias 2011”, do INE, os produtos alimentares são responsáveis por 17,5% dos gastos familiares nos Açores, em que a média de rendimentos anuais é de cerca de 17.600 euros. A nível nacional, os produtos alimentares são responsáveis por apenas cerca de 13,3% dos gastos, para uma média de rendimentos de 20.391 euros. Com um gasto anual em 2011 de 3.091 euros em produtos alimentares, os Açores são a região do país em que esse gasto é maior mesmo em termos absolutos, apesar de ser a 2ª região onde o rendimento total é menor.
No total, o Índice de Preços ao Consumidor indica que a inflação nos últimos 12 meses foi de 2,42% em Janeiro, 1,25% em Fevereiro e 1,95% em Março, enquanto que no país a média foi de 0,17% em Janeiro, -0,03% em Fevereiro e 0,45% em Março.