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Euro Atlantic solicita à Administração dos EUA autorização para voos regulares

euroatlanticA companhia aérea portuguesa Euro Atlantic Airways, com sede em Lisboa, solicitou ao Departamento de Transportes da Administração Federal dos Estados Unidos da América uma autorização para realizar voos comerciais regulares para transporte de passageiros, mercadorias e correio entre os países da União Europeia e os Estados Unidos.
Registe-se que António Gomes Menezes, que foi presidente do conselho de administtração da SATA entre 2007 e 2014, nomeado pelo Governo Regional dos Açores, é um dos administradores daquela empresa.
A notícia foi divulgada neste domingo, dia 4 de Janeiro, pelo site especializado em aviação comercial ‘ch-aviation’.
No seu requerimento, a Euro Atlantic justifica a pretensão dizendo que a sua presença no segmento de transporte regular entre os dois blocos aumentará a competitividade entre as companhias, criando novas opções para os viajantes e beneficiando os consumidores na União Europeia e nos Estados Unidos.
Já no comunicado da empresa aquando da contratação de Gomes de Menezes, é justificada por ter “atualizado o modelo de negócio da malha internacional da SATA, partindo de um modelo baseado na operação ‘charter’”.
A Euro Atlantic Airways, que tem como sócio-fundador e presidente Tomaz Metelo, está ligada ao Grupo Pestana, o maior grupo hoteleiro português, e é especialista na prestação de serviços ACMI (fornecimento de aviões com tripulações, manutenção e seguros) para companhias e organizações internacionais, sendo desde a sua fundação, há 20 anos, a única companhia aérea portuguesa com saldos de exercício positivos.
A companhia já está autorizada e certificada para realizar voos fretados entre a Europa e os EUA. Agora pede uma autorização para voos regulares, uma nova pretensão que manifesta propósitos de desenvolvimento e crescimento da empresa no mercado do transporte aéreo regular do longo curso.
O anúncio desta estratégia é visto nos Açores por muitos como uma concorrência à SATA ao nível dos destinos da América do Norte, nomeadamente junto da chamada “diáspora açoriana”. Se for o caso, a SATA vê a sua margem de manobra cada vez mais reduzida.

Gerente da Londrina optimista para 2015: “Vendas estão melhores do que no ano passado. Há mais dinheiro...”

Carlos Sá - gerente LondrinaAs promoções que fervilham todo o ano retiraram o ‘glamour’ de outros tempos, quando se juntavam longas filas às portas das lojas na altura dos saldos. No entanto, 2015 poderá ser um ano de viragem na recuperação do poder de compra do açoriano. Quem o diz é Carlos Sá, gerente da loja de roupa Londrina, para quem “há mais euforia e mais dinheiro”, fazendo notar que o balanço até ao momento “está a ser, sem dúvida, muito positivo”...
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Execução do Plano de Investimento com menos 40 milhões que em 2013

notasA taxa de execução do Plano de Investimentos de 2014 ficou-se no 3º trimestre do ano nos 48,27%, de acordo com a publicação da Conta Provisória esta semana no Jornal Oficial.
Até 31 de Setembro, o Governo tinha executado 209,2 milhões de euros, dos 433,455 milhões que tem de dotação até ao final do ano. No ano de 2013, a taxa de execução tinha atingindo os 57%, com um investimento de 249 milhões de euros.
Isso significa que entre 2013 e 2014, cerca de 40 milhões de euros ficaram por executar neste período.
A maior execução está na Secretaria da Educação, Ciência e Cultura, com 52,66%, enquanto que a mais baixa pertence, curiosamente, à da Solidariedade Social, com apenas 39,8%.
Já em termos das despesas de capital a execução atinge os 86,4%. O Governo tinha 20,2 milhões de dotação e já tinha executado 17,466 milhões de euros. A grande fatia reside na Vice-Presidência, que tinha uma dotação de 19,5 milhões, terndo executado 10,1 milhões (ou seja, a quase totalidade.

Como são as 4 regiões autónomas insulares da Península Ibérica...

aquipelagos-da-peninsula-ibericaDeverá ser pacífico todos terem a percepção de que existem grandes diferenças entre Portugal e Espanha, e algumas dessas diferenças ficam bem espelhadas na publicação “A Península Ibérica em Números - 2014” lançada esta semana pelo INE. Mas uma vez que ambos os países têm arquipélagos, ainda para mais constituídos como regiões autónomas, o Diário dos Açores optou por comparar os dados que são publicados sobre os quatro: Açores e Madeira, em Portugal, e as Canárias e Baleares, em Espanha.
Em termos de área, a Madeira é a mais pequena, com pouco menos de 800 quilómetros quadrados, seguindo-se os Açores com pouco mais de 2.300. Os arquipélagos espanhóis são bem maiores: 7.400 km2 nas Canárias e cerca de 5 mil nas Baleares.
A população não respeita obrigatoriamente o tamanho das ilhas. A Madeira, com cerca de um terço do território açoriano, tem mais população, enquanto que as Canárias, com mais cerca de 1 terço da área das Baleares, tem quase o dobro da sua população. As densidades populacionais dizem muito: a Madeira é a mais povoada, com 329 habitantes por quilómetro quadrado, seguindo-se as Canárias com 281 e as Baleares com 221. Os Açores são as que têm menor densidade, com apenas 106 habitantes por quilómetro quadrado. Têm, no entanto, uma característica interessante: são a região menos velha – tem 12,9% de população com mais de 65 anos, enquanto que a Madeira atinge os 14,6, as Baleares 15,5 e as Canárias 14,2. Registe-se que esta relativa juventude parece ser uma das características comuns aos 4 arquipélagos, quando se compara com as restantes regiões continentais. Já em relação à taxa de natalidade os resultados são mistos: 9,5 para os Açores e Baleares, 7,5 nas Canárias e 7 na Madeira. A Madeira está entre as mais baixas de Portugal, enquanto que os Açores estão entre as mais elevadas; já as Baleares estão no meio da tabela e as Canárias tem as taxas mais baixas.
Na cobertura de Saúde os Açores distinguem-se pela negativa: apenas 2,6 médicos por mil habitantes, enquanto que a Madeira tem 3, as Canárias 4,4 e as Baleares 4,6. Registe-se que os Açores só não têm a pior cobertura da Península Ibérica porque esse lugar pertence ao Alentejo, que tem apenas 2,4 médicos por mil habitantes. Mas sabe a pouco: estas são as únicas regiões da Península abaixo dos 3 médicos...
Nos alojamentos com acesso à internet as 4 regiões estão muito próximas, entre os 64% da Madeira e os 69% nas Baleares – as Canárias com 67% e os Açores com 66%.
Depois vêm os dados económicos. Os Açores são a região com menos desemprego – 17%, tendo a Madeira 18,1%, as Baleares 22,3% e as Canárias uns incríveis 33,7%... Na taxa de actividade feminina, os Açores registam o valor mais baixo, com apenas 49,5%. A Madeira está nos 54,8%, as Canárias 56,1% e as Baleares estão com 59,4%. Registe-se que estes dois valores estão inter-relacionados e percebe-se que a baixa actividade feminina açoriana sugere alguma distorção no valor do desemprego.
O rendimento disponível per capita nos Açores é o mais baixo, com 10.700 euros, seguindo-se a Madeira, com 11.300, as Canárias com 11.600 e as Baleares com 13.900. No PIB per capita a preços correntes, os Açores apresentam uma maior disparidade, com 15.100 euros, que é o valor mais baixo, seguindo-se as Canárias com 19.300, a Madeira com 20.800 e as Baleares com 23.800. Quanto ao tipo de economia há diferenças importantes – e uma delas chama-se “turismo”. Os Açores são a região que tem maior peso da indústria transformadora, embora com apenas 10% do Valor Acrescentado Bruto (VAB), que não é propriamente significativo na comparação com as restantes regiões (na realidade é mesmo baixo). Mas as outras ilhas são ainda menos: 8,5 nas espanholas e 6,4 na Madeira. Os Açores estão também abaixo no peso da Construção (apenas 5,9%) e nos Serviços (75,05%).
A taxa de ocupação hoteleira diz muito: nos Açores ela é de apenas 34,1%, quando na Madeira é de 57%, nas Canárias 70,7% e nas Baleares 74,9%. O estudo não refere, mas as Canárias têm pelo menos 500 mil camas oficiais (e possivelmente 400 mil ilegais), as Baleares pelo menos 430 mil camas, e a Madeira cerca de 30 mil (e os Açores menos de 9 mil). Mas os restantes 3 arquipélagos vendem a especialidade “sol e praia”, aparentemente impossível para nós!...


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Custo das mercadorias para revenda continua a ser o mais elevado do país

notasOs Açores e a Madeira foram as regiões onde houve as maiores perdas de emprego no comércio de todo o país. De acordo com a publicação do INE “Estatísticas do comércio - 2013”, ontem divulgada, a Madeira registou uma redução de 12,14% no número de funcionários nesta área, enquanto que os Açores perderam 8% – isto quando a média nacional foi de -4,22%.
Segundo o INE, os Açores tinham no ano de 2013 um total de 3.741 empresas nos diversos ramos do comércio, o que representou uma quebra de 5,5%. O volume de negócios foi nesse ano de 2 mil milhões de euros (uma quebra de 4,77%).
Apesar destas quebras significativas, o facto é que os indicadores deste sector são bastante baixos em relação ao que se passa no resto do país. Os Açores têm apenas 1,6% das empresas existentes no país neste sector, 1,9% dos funcionários, 1,65% do volume pago em remunerações e 1,7% das vendas. Ou seja, parece existir algum desequilíbrio em termos do número de funcionários, mas o facto é que todos estes indicadores estão muito abaixo do peso pupulacional das ilhas no total nacional (que é cerca de 2,4%). Os Açores revelam a pior relação entre o custo das mercadorias e o volume de negócios, atingindo os 80,9%, que é o mais alto valor por regiões, e acima da média nacional, que é de 77,4%. Esse valor passa para 84,7% quando é comparado com o montante da “venda de mercadorias”, sendo que a média nacional passa para 82%.