Segurança dos visitantes é “principal preocupação” do Executivo nas intervenções na Caldeira Velha

Caldeira velha - foto gacsA Secretária Regional da Energia, Ambiente e Turismo garantiu ontem que a qualidade e a segurança dos visitantes é a principal preocupação do Governo dos Açores relativamente ao Monumento Natural da Caldeira Velha, razão pela qual assume, desde ontem, a sua gestão.

“A nossa preocupação na questão das infraestruturas é aproveitar estas três semanas em que iremos encerrar o espaço para fazermos adaptações ao novo modelo de gestão que pretendemos implementar aqui, mas também assegurar a sua qualidade, fruto das derrocadas que tivemos” no mês de Dezembro, afirmou Marta Guerreiro, em declarações aos jornalistas no final de uma visita ao espaço.

“Há um conjunto de intervenções que já estão a decorrer”, frisou a governante, salientando que “hoje é o primeiro dia de trabalhos” para que, a 9 de fevereiro, o Monumento Natural da Caldeira Velha, no concelho da Ribeira Grande, possa reabrir com todas as condições de visitação.

A Secretária Regional destacou, entre as intervenções a decorrer no imediato, a limpeza e a impermeabilização do fundo dos tanques de banho, a construção de um terceiro tanque, a instalação de mais vestiários e cacifos, bem como o controlo da flora invasora e a retirada de árvores de grande porte em zonas de risco.

Marta Guerreiro sublinhou a questão dos recursos humanos, enquanto “preocupação importante e que tem sido veiculada de forma menos clara” pela autarquia da Ribeira Grande.

“Contrariamente àquilo que a Câmara Municipal da Ribeira Grande tem vindo a dizer sobre a preocupação acerca dos trabalhadores, agora sim, vamos terminar com a relação de precariedade que existia neste local e passar a ter relações de trabalho bem definidas e com remunerações condignas”, assegurou a Secretária Regional.

Na semana passada terminou o período de entrega de candidaturas para a contratação de oito funcionários, aos quais se juntam três trabalhadores da Azorina, estando, nesta fase, a decorrer a sua avaliação, com realização de entrevistas na próxima semana, permitindo que, na data da reabertura do espaço, todos os colaboradores estejam já em funções.

Relativamente ao modelo de gestão, Marta Guerreiro reforçou a importância de existência de limitações de acessos, com uma carga máxima, em simultâneo, de 250 visitantes e um limite de duas horas para a visitação, controlada por “um sistema automático na entrada que permitirá também, numa segunda fase, disponibilizar esta informação através do site dos parques naturais”.

Quanto às alterações das condições de acesso, a titular da pasta do Ambiente adiantou que será implementada uma diferenciação dos preços pagos entre a mera visita e o uso dos tanques para banho.

O horário será diferenciado entre dois períodos, nomeadamente, de 1 de Abril a 31 de Outubro, das 09h00 às 21h00, e de 1 de Novembro a 31 de Março, das 09h30 às 17h30.

Marta Guerreiro realçou ainda o trabalho que tem sido desenvolvido pela Azorina no que diz respeito à educação ambiental através dos Centros Ambientais, que tem resultado num “aumento crescente de visitantes, que é assinalável”, ao mesmo tempo que se trata de uma “empresa sólida, com uma autonomia financeira acima dos 50% e com resultados operacionais positivos e, perfeitamente, alinhados com o objecto social da empresa”.

Empresários reiteram necessidade de investir em infraestruturas nas zonas de maior fluxo turístico

lagoa sete cidadesA Comissão Especializada do Turismo (CET) da Câmara do Comércio e Indústria de Ponta Delgada reuniu no passado dia 4 de Janeiro para fazer um balanço do sector em 2017 e perspectivar a sua evolução em 2018. 

Os empresários ligados ao sector do turismo apontaram ainda aspectos “prioritários e estruturantes” a corrigir.

“A Comissão entende que é indispensável corrigir um conjunto de aspectos, com relevância para a melhoria da qualidade do destino e para a sua competitividade. Muitos dos referidos aspectos são prioritários e estruturantes, não podendo continuar a ser adiados, sob pena de se comprometer o futuro do sector”, refere a comissão numa nota enviada à comunicação social.

A CET defende, neste sentido, uma “aposta clara” e uma “forte intervenção pública na área da qualificação dos recursos humanos tendo em consideração a natureza da formação”, a par da “realização urgente de investimento em infraestruturas nos locais de maior afluxo de turismo (Lagoas do Fogo, Sete Cidades e Furnas, bem como Ferraria etc) e definição dos modelos de gestão”.

A CET defende ainda a necessidade de “direccionar a promoção e incentivos para combater a sazonalidade, potenciando-se recursos naturais disponíveis, designadamente o termalismo, o golfe, etc”.

Por outro lado, os empresários defendem ainda a “reestruturação da SATA Internacional” e o “reforço operacional da SATA Air Açores, de forma a dar melhor resposta com ligações interilhas mais frequentes e mais competitivas. Neste contexto, o papel da transportadora é muito relevante, pois é um instrumento poderoso para alargar os benefícios do turismo às ilhas mais pequenas”, refere a CET no mesmo comunicado.

Além disso, os emrpesários defendem ainda a realização de dois inquéritos anuais de satisfação dos turistas, um na época baixa e ou na época alta, bem como a disponibilização dos resultados em “tempo útil”.

Na mesma reunião, a CET fez um balanço positivo do ano que se passou, mas apontou também os aspectos negativos de 2017.

“A Comissão considerou que 2017 foi um ano globalmente positivo para o sector, tendo nomeadamente em consideração a continuação do crescimento significativo verificado nas diversas actividades ligadas ao sector, fruto da conjuntura económica nacional e internacional e da boa imagem geral que os Açores têm vindo a construir”, lê-se na mesma nota.

Sobre o lado negativo de 2017 para o turismo nos Açores, os empresários apontam a saída da companhia aérea de baixo custo EasyJet do mercado açoriano, a par da “instabilidade verificada na SATA Internacional e a limitação da oferta da SATA Air Açores”.

Na área dos recursos humanos, a CET refere que “continuou sem ter apoios para a formação de activos, com especial relevo nas áreas da hotelaria e restauração. Igualmente verificada falta de activos qualificados no mercado”.

Os empresários apontam ainda a “existência de custos de contexto crescentes (energia, carga fiscal, burocracia etc) e a falta de informação estatística (contas satélite do sector, inquéritos à satisfação dos turistas e consumo etc)”.

Quanto a 2018, a comissão perspectivou que “será globalmente um ano positivo para o sector, prevendo a continuação da sua evolução no sentido de um crescimento sustentado”.

“Esta perspectiva fundamenta-se essencialmente num conjunto de indicadores e de intenções, como é o caso dos transportes aéreos, em que se prevê o aumento da oferta de algumas companhias, que já se encontram a operar na Região, bem como de outras que vão iniciar a sua operação e ainda outras que manifestaram a intenção de o fazer. Igualmente se salienta é a intenção de ser dada continuidade à política regional, que vem sendo seguida, de abertura e de estímulo ao sector, que se espera em intensidade adequada”, lê-se no documento.

 

Estratégias de Marketing Digital no Turismo em debate na Universidade dos Açores

turismo naturezaComo forma de celebrar o protocolo entra a Faculdade de Economia e Gestão da Universidade dos Açores e a Bensaude Turismo, unidade de negócio do Grupo Bensaude, procede-se amanhã, dia 2 de Novembro, às 16h00, à entrega do prémio de melhor aluno da licenciatura de Turismo. O premiado irá receber um prémio monetário no valor de 1000 € numa cerimónia que terá lugar no anfiteatro 1 do complexo científico da Universidade dos Açores.

 Nesta cerimónia terá ainda lugar uma palestra de Filipe Carrera, especialista em Marketing Digital, neste caso com um enfoque especial na área do Turismo.

 Sob o tema “e-Tourist – Estratégias de Marketing Digital no Turismo”, o orador irá abordar temáticas como as tendências, o Mundo do Social Score, as novas exigências de um turismo sustentável e ainda a importância do “content marketing”.

 Filipe Carrera conta com uma vasta experiência na área, sendo coordenador da pós-graduação em Marketing Digital do IPAM-IADE – Lisboa, Porto, Açores e-learning, Professor em várias Universidade de referência em Portugal, Espanha, Roménia e Equador e ainda formador e orador em mais de 50 países em 4 continente e em 3 idiomas.

 Conta com 7 livros escritos, disponíveis em mais de 80 países, sendo os seus tópicos preferidos: Networking, Marketing Digital, Social Learning, Comunicação, Trabalho Colaborativo e Liderar no Séc XXI.

São Miguel acolhe a décima quarta Convenção Bestravel

lagoa sete cidadesA Bestravel, rede que conta já com 50 agências de viagens, anunciou ontem que vai realizar a sua 14ª Convenção na ilha de São Miguel, de 2 a 4 de Fevereiro.

Em São Miguel, a 14ª Convenção Bestravel vai ter lugar no Azor Hotel, unidade hoteleira de cinco estrelas em Ponta Delgada, que pertence ao Grupo DHM e é membro da Design Hotels – Boutique & Luxury Design Hotel Collection.

O programa não foi ainda anunciado, mas a Bestravel adianta que este será um momento em que se reunirá “toda a família Bestravel”, bem como todos aqueles que apoiaram a rede ao longo deste ano.

Como vem sendo habitual, a Convenção Bestravel irá aliar os momentos de convívio “entre colegas da rede e os nossos principais parceiros”, à análise e debate dos “principais temas que marcarão o próximo ano e os muitos e novos desafios que juntos enfrentaremos nos próximos meses”, indica a rede Bestravel em nota à nossa redacção.

 

Dormidas na hotelaria tradicional açoriana poderão ter crescido 18% em Maio

Turistas PDL1Com base num modelo econométrico desenvolvido pelo SREA e na informação disponível até à data, nomeadamente a evolução do número de passageiros aéreos desembarcados e o valor dos levantamentos em caixas multibanco, estima-se que o número de dormidas na Hotelaria Tradicional dos Açores durante o mês de Abril terá sido de 157 mil.

Comparando com o valor divulgado para Abril de 2016, esse valor reflecte um aumento de 31% em termos homólogos.

Segundo o mesmo estudo do SREA, em Maio de 2017 desembarcaram nos aeroportos dos Açores 134.179 passageiros, um aumento de 16,7% face ao mesmo mês de 2016. 

Os passageiros com origem no estrangeiro foram 19.250, e os com origem noutras regiões do território nacional foram 59.720, implicando aumentos homólogos de 33,3% e 22,6%, respectivamente. 

 

Aumento nos levantamentos do multibanco

 

Os levantamentos em caixas ATM atingiram em Maio, nos Açores, um montante total de 50.227 mil euros, um aumento homólogo de 4,9%. 

Destes, 46 901 mil euros são de levantamentos nacionais (um aumento homólogo de 4,5%) e 3 326 mil euros dizem respeito a levantamentos internacionais, o que representa um aumento de 10,8%.

Com base no mesmo modelo econométrico desenvolvido pelo SREA, estima-se que o número de dormidas na Hotelaria Tradicional dos Açores durante o mês de Maio terá sido de 176 mil.

Comparando com o valor divulgado para Maio de 2016, esse valor reflecte um aumento de 18% em termos homólogos.

 

Continua a subir o número de passageiros desembarcados

 

Ainda de acordo com o SREA, no mês de Maio de 2017 desembarcaram nos aeroportos dos Açores 134.179 passageiros, um aumento de 16,7% face ao mesmo mês de 2016. 

Os passageiros desembarcados com origem no estrangeiro foram 19.250, originando um crescimento homóloga de 33,3%, e os com origem noutras regiões do território nacional atingiram 59.720, apresentando uma variação homóloga positiva de 22,6%.

Em termos acumulados, nos últimos 6 meses (de Dezembro de 2016 a Maio de 2017), verificou-se uma variação homóloga positiva de 17,3% no desembarque de passageiros e no trimestre terminado em maio de 2017, uma variação homóloga positiva de 20,4%. 

A ilha com maior número de passageiros desembarcados no mês de Maio foi a de São Miguel com 80.408, seguida da Terceira com 27.364 e Faial com 9.803. 

A ilha que apresentou maior crescimento homólogo foi o Corvo com 25,0%, seguindo-se São Miguel com 22,2%, Terceira com 16,2%, Flores com 12,9% e Graciosa com 11,9%. 

Em sentido inverso, as ilhas do Pico e Santa Maria registaram decréscimos homólogos de 7,4% e 0,7% respectivamente.