VI Entronização Chá Porto Formoso reúne Confrarias Gastronómicas regionais e nacionais

Ch-Porto-FormosoA VI Entronização da Confraria do Chá Porto Formoso terá lugar no próximo dia 21 de Abril, pelas 15h30 na Fábrica de Chá Porto Formoso. Este ano, para testemunhar a entrada dos novos Confrades, que se irão associar à meia centena dos já existentes, marcarão presença representações de várias Confrarias Gastronómicas regionais e nacionais.
Confrarias como a Confraria do Queijo de S. Jorge, Vinho Verdelho dos Biscoitos, Confraria Gastronómica da Madeira, Confraria Atlântica do Chá e Confraria da Chanfana de Vila Nova de Poiares irão associar-se a Confrarias locais como a da Sopa, a do Ananás e a dos Gastrónomos dos Açores, nesse evento que tem como principal objectivo defender os produtos regionais e a gastronomia tradicional.
Os novos Confrades irão receber o traje e a insígnia da Confraria e assumirão o compromisso de defender a cultura do Chá e o hábito da sua degustação. Haverá também lugar a um discurso de sapiência proferido por Madalena Carrito, Presidente da Federação Portuguesa das Confrarias Gastronómicas. Este ritual será finalizado com um chá convívio.
Ao final da tarde terá lugar a inauguração da Exposição, “Chá em S. Miguel – Cultura e Vivências”, na qual se envolveu na organização e dinamização, em parceria com o Museu Carlos Machado. Esta Exposição estará patente ao público até dia 22 de Julho de 2012, com informação privilegiada sobre o chá, cultura tradicional, tão peculiar e única na Europa.
O dia será finalizado com um jantar convívio, que terá o chá como ingrediente principal, desde as entradas, aos pratos principais e sobremesas..
A confraria do Chá Porto Formoso é uma associação cultural sem fins lucrativos que tem vindo a reunir estudiosos, apreciadores e amigos do Chá que valorizam este produto tradicional. Tem como principais linhas de acção, a promoção de eventos que valorizam o Chá, nos aspetos gastronómico, turístico, cultural e social.

Rabo de Peixe: Governo quer criar erro de 17 milhões para tentar corrigir erro de 9 milhões

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O Governo Regional decidiu lançar o concurso público para as obras de “ampliação, reordenamento e beneficiação do Porto de Rabo de Peixe”, num investimento global de 17 milhões de euros.
A empreitada pretende “garantir melhores condições à comunidade piscatória desta vila do concelho da Ribeira Grande, através de um aumento das facilidades logísticas e da ampliação e reforço da operacionalidade do porto de pescas”.
Essa é a interpretação governativa. Mas basta olhar para a história daquele porto para se perceber que o que está realmente em causa é a tentativa de resolver um erro que foi cometido pelo 1º governo de Carlos César, e que já custou cerca de 9 milhões de euros.
Na realidade, este é um caso flagrante de oposição entre políticos e a população. O projecto vem do tempo dos governos do PSD, quando era secretário regional da Agricultura e Pescas Adolfo Lima. A sua proposta de localização foi de imediato rejeitada pelos pescadores, que garantiam que a operacionalidade do futuro porto, a ser construído daquele modo, seria fortemente prejudicada. As reuniões foram em geral inconclusivas, com o governante a apresentar sucessivamente novas alternativas.
Quando o PS ganhou as eleições, o tom mudou. E a partir de determinada altura, o Governo parece ter decidido avançar com o porto, quer os pescadores quisessem, quer não. Era secretário da Agricultura e Pescas Fernando Lopes. E apesar da oposição declarada de todos os pescadores locais, tendo apenas a concordância da associação Porto de Abrigo, o Governo avançou com a obra no local actual.
O resultado foi o que os pescadores previam: uma desgraça. E se antes conseguiam sair para a faina com ondas até 4 metros de altura, a partir de agora com mais de 2,5 metros já não podiam sair para o mar. Aliás, em situações de mau tempo mais cavado, é mesmo um perigo ter um barco naquela enseada. E aquele porto é talvez aquele que é mais banhado do mundo, por cima, pelas ondas do mar...
Qual foi o erro? A localização, como sempre disseram os pescadores. É que aquela enseada tinha uma espécie de “corredor”, que abrangia a zona mais funda da baía, e que permitia as manobras com o tempo mais difícil. Acontece que o porto foi construído exactamente por cima desse “corredor”, inviabilizando definitivamente a mais-valia com que a natureza havia dotado aquela baía – aliás, a própria razão de ser do desenvolvimento daquela comunidade piscatória.
A solução dos pescadores limitava-se a construir o porto numa zona mais saída.
Quando nesta legislatura o Governo começou a anunciar que iria voltar a investir naquele porto, as vozes dos pescadores fizeram-se também ouvir. Desta vez, no entanto, o próprio Presidente reconheceu que era necessário escutá-los. A questão é se desta vez eles deveriam ser os únicos a ser ouvidos.
Não se sabe ao certo qual é a solução encontrada, mas tudo indica que se trata de fazer um “contra-molhe”, que eventualmente irá melhorar a funcionalidade do porto. Alegadamente. Porque, na realidade, ele irá representar a morte de outra das principais potencialidades daquele local: a prática de surf e, consequentemente, o turismo.
Não são muitas as vilas do mundo que se podem dar ao luxo de organizar competições de surf na sua “baixa”. E também não será o caso de Rabo de Peixe, apesar de, até há apenas 10 anos atrás, reunir todo o potencial para isso.
O facto é que, apesar de se ter perdido aquela que era considerada “a melhor onda de S. Miguel”, ainda restaram duas zonas de surf que mesmo hoje asseguraram o título de “Onda Rainha” da ilha de São Miguel, sendo “o último reduto dos praticantes nos dias em que a ondulação atinge, na costa Norte, tamanho superior a 3 metros”, como se lê num estudo realizado pela Associação SOS Salvem o Surf. “A profundidade da baía origina um canal seguro de acesso à zona de surf. Com efeito, aqui se apanham das maiores ondas surfáveis em São Miguel”.
É por isso que a comunidade de surfistas regionais está de olho nesta obra como se fosse a mais importante onda do mundo. E através das redes sociais, já se começam a movimentar.
A associação SOS Surf chegou mesmo a apresentar uma proposta de alteração daquele porto, que permitisse salvaguardar a vantagem competitiva que aquela baía tem ao nível do turismo, destacando os importantes impactes na vida social da freguesia. Não se sabe se o projecto a teve em conta mas pelas reacções que já se vão lendo, tudo indica que não.
A verdade é que estamos autenticamente perante a construção de um segundo porto naquele local. E não existe suficiente informação para se compreender se houve algum estudo prévio que garatisse que o sector turístico de Rabo de Peixe não será também estrangulado.
Pelo que se sabe, o Governo prepara-se para gastar ainda mais do que o que gastou no primeiro porto, comprometendo definitivamente a conjugação da actividade piscatória com as actividades de lazer.
Será para se arrepender, de novo, mais tarde? Tarde demais?

Falhanço no mercado nacional impede crescimentos significativos no turismo

turistasEm Agosto deste ano, registaram-se nos Açores cerca de 178 mil dormidas, o que representa um aumento de 1,4% em relação ao mês homólogo. Apesar de ser um valor positivo, a verdade é que não só não mantém o palmarés conquistado em Julho (que este ano registou o maior valor de dormidas de sempre), como representa um crescimento muito ténue, quando comparado com o crescimento de 5,6% registado no país. Os valores de Agosto continuam abaixo das 184 mil dormidas registadas em 2008 e as 190 mil de 2007.

Em termos dos proveitos, o INE não publica os dados de Agosto, mas até Julho, o sector gerou 34,2 milhões de euros, o que representa uma descida de 3,2%, sendo a única região do país a registar perdas. A nível nacional houve um aumento de 7,3%, com crescimentos significativos em todas as restantes regiões.
Sendo Agosto o mês em que tradicionalmente mais turistas visitam a Região, refira-se que a taxa de ocupação baixou de 67,1% para 64,7%. A média de dormidas manteve-se nas 3,2 do ano passado. E o Rev Par (rendimento por quarto) ficou-se pelos 48,3 euros (a média nacional é de 55,5 euros).
A redução dos clientes nacionais é notória este ano. No caso do mês de Agosto, houve apenas 137 mil dormidas de portugueses, o que representa 41,2% do total. Trata-se de uma redução de 15% em relação ao ano passado, voltando mesmo para os níveis de 2008, embora nesse ano o turismo nacional tivesse representado 45% do total.
Considerando o ano, de Janeiro de Agosto as dormidas nacionais (que no entanto incluem dormidas profissionais e internas) baixou para 72,8% do total. Mas uma vez que nos meses de Julho e Agosto o peso das dormidas nacionais de lazer é mais significativo que nos restantes meses, e que em Julho houve igualmente uma redução de 10%, poderá falar-se numa situação de crise neste segmento.
Para se ter uma ideia do impacto desta perda de mercado, caso o sector tivesse conseguido manter as dormidas nacionais registadas em 2010, estar-se-ia perante um crescimento total em Agosto de cerca de 14%...
Tendo em conta que o mercado nacional tem sido alvo de diversas acções promocionais, com destaque para a iniciativa “visitazores com voo incluído” no início do ano e o “site do turismo”, é questionar a eficácia desses investimentos.

Promoção do turismo vai ter menos 7 milhões de euros em 2012

Sete-Cidades3A promoção do turismo no próximo ano vai sofrer uma redução radical de 33,9% das verbas que serão investidas através do Plano de Investimentos para 2012.
No corrente ano, o Governo tinha feito uma espécie de “forcing” total, com as verbas para a promoção a atingirem 22,1 milhões de euros. Cerca de 96% dessa verba foi para campanhas promocionais.
Era uma verba nunca vista. Em 2010, o total para as campanhas tinha atingido os 9,8 milhões, e em 2009 tinha sido de 10 milhões. O seu valor mais que duplicou em 2011…
Em termos de relação com a receita gerada, em 2010 o investimento em promoção correspondeu a cerca de 20% do total de cerca de 50,4 milhões gerados por todo o sector hoteleiro. No ano de 2011, a curiosidade é que à mais que duplicação da verba para promoção corresponderá provavelmente uma redução de cerca de 3% nas receitas dos hoteleiros – que, de acordo com o padrão para os proveitos de Janeiro a Agosto, deverão gerar em 2011 cerca de 49 milhões de euros. A promoção em 2011 terá custado cerca de 43% da receita total dos hoteleiros – ou seja, sensivelmente metade do que foi gerado.
Não será exagerado afirmar que o Governo terá atirado ao mar mais de 10 milhões de euros sem qualquer retorno...
Para 2012 há uma óbvia correcção em baixa. As campanhas publicitárias descem 34% para cerca de 14 milhões de euros, o que mesmo assim representa um fortíssimo crescimento de quase 43% em relação às verbas de 2010. Ou seja, continua a ser muito dinheiro: caso a receita dos hoteleiros atinja os 50 milhões de euros em 2012, a promoção terá custado 28%, ou seja, quase 1 em cada 3 euros gerados.
Se a estratégia irá resultar é uma incógnita que dificilmente se pode analisar sem pesar a perfomance do corrente ano – que foi, no mínimo, fraca: os Açores foram a única região do país que não recuperou dos números de 2010. Caso o Governo mantenha os mesmos fornecedores de serviços e o mesmo modelo, como parece ser o caso, é natural olhar para este investimento com reservas!
De resto, o modelo parece ser semelhante – significando um elevado investimento na promoção e pequeno na qualidade do destino.
Sinal disso é mais uma redução na “animação turística”, que baixa 21,4% e está reduzida a 76,4 mil euros. Nos anos de 2009 e 2010 essa rúbrica atingia os 150 mil euros, baixando este ano para 93 mil. Esse segmento, em teoria, deveria ser um forte galvanizador das iniciativas locais destinadas a animar a estadia do turista – um factor fundamental, que vai da apresentação de artistas locais nos bares e restaurantes a uma série de iniciativas gastronómicas e culturais. Tendo em conta o seu percurso, é uma área que não só não está aproveitada como arrisca-se a desaparecer no próximo Plano. Com prejuízos evidentes para a qualidade da animação do destino...
A “informação turística” é outra das áreas que mais cai, perdendo 31% para apenas 66,8 mil euros. Esse sector tinha recebido 1 milhão de euros em 2010 (embora apenas 50 mil em 2009 e 97 mil euros em 2011).

O caso dos trilhos

A “qualificação dos percursos pedestres e outros produtos turísticos” também perde 14% e fica-se por uma verba de 167 mil euros. Diga-se de passagem que a simples inserção desta rubrica já é por si só um bom sinal, uma vez que antes de 2010 ela nem existia. Mas é evidente que este ano a gestão deste importantíssimo sector (para um destino que se pretende “de natureza”) aconselharia um reforço significativo e não uma redução.
Os Açores têm 69 trilhos, cuja utilização regular implica uma atenção diária na sua manutenção e gestão. O facto é que um grande número de trilhos estiveram encerrados durante quase todo o ano de 2011.
A falta de investimento a este nível é bem visível num caso caricato. O trilho do Salto do Prego (Faial da Terra e Sanguinho) é talvez aquele que se mantém em melhores condições durante todo o ano. Um dos seus atractivos é a possibilidade dos utentes tomarem um banho de água fria sob a cascata que lhe dá nome, depois de uma viagem algo cansativa. O facto, no entanto, é que segundo a informação oficial, “são desaconselhados os banhos na cascata devido à possibilidade de queda de troncos de árvore”...
Um investimento a sério neste sector talvez permitisse aos turistas banharem-se naquela belíssima cascata – e levarem consigo uma imagem dos Açores puros e maravilhos, e não o receio de levarem com um tronco…

O Plano de Investimentos para 2012

O Plano Regional de Investimento terá para o ano de 2012 um total de 465 milhões de euros, o que representa uma redução de 8,15% em relação aos 506 milhões do corrente ano. Haverá menos 41 milhões de euros de investimento governamental. No total, o governo terá menos 113 mil euros por dia para investir, ficando-se em 2012 pelos 1,275 milhões de euros por dia. Para além dessa evidente redução, há outra pequena diferença de peso: o investimento que essa verba irá permitir é mais pequeno. No ano de 2011, a verba do Plano permitiu (em teoria) investimentos de 801 milhões de euros, fazendo-a corresponder a 63,2% do investimento real. Em 2012, a verba do Plano representa 64,4% do investimento previsto, o que representa uma descida do investimento de 9,85%, o que é superior à descida da verba do Plano.
As descidas não são iguais para todas as secretarias. E a que desce mais é a do Ambiente e Mar, com menos  23,9% de verbas, o que representa menos 15 milhões de euros em 2012. O corte nesta secetaria representa quase 37% do total dos cortes.
Segue-se a Secretaria da Economia, que perde em 2012 cerca de 20,7%, o que corresponde a menos 18,5 milhões de euros, o que representa 44,9% do total dos cortes.
Segue-se a Secrearia da Educação e Formação, que perde 17,3%, com menos 11,6 milhões de euros. A Secretaria da Agricultura também perde 13,5%, com menos quase 10 milhões de euros. A Secretaria do Trabalho e Segurança Social perde 11,6%, com menos quase 6 milhões de euros. E a Presidência perde 14,2%, com menos 4,5 milhões de euros.
Apenas 3 secretarias crescem. A da  Saúde, com mais 31,9%, é a que mais cresce percentualmente, com mais 9,5 milhões de euros, mas a da Ciência e Tecnologia é a que mais cresce em termos absolutos, com um aumento de 21,2%, e mais 11 milhões de euros. E a vice-presidência cresce 23,6%, com mais 3,9 milhões de euros.

SATA disponibiliza bilhetes prémio online A partir de Outubro, a SATA disponibiliza aos membros SATA IMAGINE, a possibilidade de emitirem os seus bilhetes prémio directamente no site da SATA (www.sata.pt) Agora, a emissão de bilhetes prémio (bilhete emiti

sataA partir de Outubro, a SATA disponibiliza aos membros SATA IMAGINE, a possibilidade de emitirem os seus bilhetes prémio directamente no site da SATA (www.sata.pt)
Agora, a emissão de bilhetes prémio (bilhete emitido com dedução de milhas) está mais facilitada pois, a qualquer hora do dia e em qualquer local, os membros SATA IMAGINE poderão emitir os seus bilhetes online em www.sata.pt.
Um processo de reserva personalizado e a possibilidade de consultar a disponibilidade de lugares à distância de um clique, são novas facilidades que visam introduzir mais comodidade e flexibilidade na emissão de bilhetes prémio online.
Para comprar bilhetes prémio online, bastará que o membro efectue o seu login com a conta SATA IMAGINE e aceda à área “Bilhetes SATA IMAGINE” no menu de serviços da página principal.
Aliada a esta inovadora funcionalidade está a vantagem de consultar as milhas de uma forma mais simples e directa, obtendo também, previamente, a informação do número de milhas necessárias para a aquisição dos bilhetes prémio.
Recorde-se que continua a ser possível a emissão de bilhetes prémios nos restantes canais da SATA, nomeadamente, lojas de venda e Call Center (707 227 282).