Falhanço no mercado nacional impede crescimentos significativos no turismo

turistasEm Agosto deste ano, registaram-se nos Açores cerca de 178 mil dormidas, o que representa um aumento de 1,4% em relação ao mês homólogo. Apesar de ser um valor positivo, a verdade é que não só não mantém o palmarés conquistado em Julho (que este ano registou o maior valor de dormidas de sempre), como representa um crescimento muito ténue, quando comparado com o crescimento de 5,6% registado no país. Os valores de Agosto continuam abaixo das 184 mil dormidas registadas em 2008 e as 190 mil de 2007.

Em termos dos proveitos, o INE não publica os dados de Agosto, mas até Julho, o sector gerou 34,2 milhões de euros, o que representa uma descida de 3,2%, sendo a única região do país a registar perdas. A nível nacional houve um aumento de 7,3%, com crescimentos significativos em todas as restantes regiões.
Sendo Agosto o mês em que tradicionalmente mais turistas visitam a Região, refira-se que a taxa de ocupação baixou de 67,1% para 64,7%. A média de dormidas manteve-se nas 3,2 do ano passado. E o Rev Par (rendimento por quarto) ficou-se pelos 48,3 euros (a média nacional é de 55,5 euros).
A redução dos clientes nacionais é notória este ano. No caso do mês de Agosto, houve apenas 137 mil dormidas de portugueses, o que representa 41,2% do total. Trata-se de uma redução de 15% em relação ao ano passado, voltando mesmo para os níveis de 2008, embora nesse ano o turismo nacional tivesse representado 45% do total.
Considerando o ano, de Janeiro de Agosto as dormidas nacionais (que no entanto incluem dormidas profissionais e internas) baixou para 72,8% do total. Mas uma vez que nos meses de Julho e Agosto o peso das dormidas nacionais de lazer é mais significativo que nos restantes meses, e que em Julho houve igualmente uma redução de 10%, poderá falar-se numa situação de crise neste segmento.
Para se ter uma ideia do impacto desta perda de mercado, caso o sector tivesse conseguido manter as dormidas nacionais registadas em 2010, estar-se-ia perante um crescimento total em Agosto de cerca de 14%...
Tendo em conta que o mercado nacional tem sido alvo de diversas acções promocionais, com destaque para a iniciativa “visitazores com voo incluído” no início do ano e o “site do turismo”, é questionar a eficácia desses investimentos.

SATA disponibiliza bilhetes prémio online A partir de Outubro, a SATA disponibiliza aos membros SATA IMAGINE, a possibilidade de emitirem os seus bilhetes prémio directamente no site da SATA (www.sata.pt) Agora, a emissão de bilhetes prémio (bilhete emiti

sataA partir de Outubro, a SATA disponibiliza aos membros SATA IMAGINE, a possibilidade de emitirem os seus bilhetes prémio directamente no site da SATA (www.sata.pt)
Agora, a emissão de bilhetes prémio (bilhete emitido com dedução de milhas) está mais facilitada pois, a qualquer hora do dia e em qualquer local, os membros SATA IMAGINE poderão emitir os seus bilhetes online em www.sata.pt.
Um processo de reserva personalizado e a possibilidade de consultar a disponibilidade de lugares à distância de um clique, são novas facilidades que visam introduzir mais comodidade e flexibilidade na emissão de bilhetes prémio online.
Para comprar bilhetes prémio online, bastará que o membro efectue o seu login com a conta SATA IMAGINE e aceda à área “Bilhetes SATA IMAGINE” no menu de serviços da página principal.
Aliada a esta inovadora funcionalidade está a vantagem de consultar as milhas de uma forma mais simples e directa, obtendo também, previamente, a informação do número de milhas necessárias para a aquisição dos bilhetes prémio.
Recorde-se que continua a ser possível a emissão de bilhetes prémios nos restantes canais da SATA, nomeadamente, lojas de venda e Call Center (707 227 282).

Campanha que aborda a “língua” açoriana é patrocinada pelo Governo Regional...

campanha-mme-de-veras2“Mêm de veras” e “Eles dân carre à gente” são duas das frases publicitárias que estão a ser utilizadas em cartazes de grande formato em Lisboa pelo operador turístico Soltropico. E que parecem não estar a agradar a muitos açorianos.
A frase comum às duas expressões, e que serve de fio condutor à promoção daquela agência, é “Por este preço, comece já a praticar o seu açoriano”. O que, diga-se de passagem, não é propriamente aconselhável fazer quando os turistas chegarem aos Açores, pela possibilidade da sua “fluência” ser facilmente entendida como “escárnio” da idiossincrasia açoriana.
Não é, de resto, uma questão de idade, uma vez que a campanha da Soltropico está a ser divulgada, e fortemente criticada, na internet.
Curiosamente, são os próprios açorianos que estão a pagar por esta campanha. De acordo com uma decisão da Secretaria da Economia, foi atribuída em Agosto uma verba de 60 mil euros àquela empresa para ser utilizada em publicidade até ao final do ano.
O contrato refere “a promoção do destino turístico “Açores” no mercado nacional, através do desenvolvimento de um Plano de Marketing e Comunicação que inclui exibição de outdoors na Zona da Grande Lisboa e na Zona do Grande Porto; emissão de spots de Rádio; exibição de anúncios na Rede Nacional de Multibanco; exibição de banners em sites da Internet especializados em turismo; e inserção de anúncios na imprensa especializada e genérica”.
Même de veras? Même!!! E até dân carre... O pió, même, é quêles podim nã tá a gostá...

WestCanyon Turismo Aventura viaja pelo ‘interior’ da ilha das Flores

 

actividades-radicais-floresCom Canyoning, passeios pedestres, JeepTours e Corvo Discovery, a WestCanyon Turismo Aventura dá a conhecer aos amantes da Natureza as maravilhas da Ilha das Flores permitindo-lhes conhecer mais um pouco dos seus "recheios" e passar momentos divertidos.

Criada em 2009 com o intuito de colmatar a carência de actividades terrestres, a empresa gerida por Marco Melo, técnico de animação desportiva licenciado em Desporto, é especializada no produto de turismo de aventura, desenvolvendo programas em diferentes subprodutos.

Com disponibilidade para oferecer serviços personalizados e adaptados a qualquer nicho de mercado que procure desenvolver actividades de turismo na natureza, desde a sua componente de soft adventure até hard adventure, a WestCanyon aposta forte no canyong, nos passeios pedestres, nos JeepTours e no Corvo Discovery.

 

Canyoning

 

É uma actividade com diferentes níveis de dificuldade, a enquadrar de acordo com a experiência dos clientes. Numa Ilha com cerca de 142 km2 e com mais de trinta ribeiras equipas, esta é uma actividade que permite contactar com ambientes diferentes do dia-a-dia. Marco Melo garante todo o equipamento e uma experiencia inesquecível. Os serviços podem ir desde o baptismo de canyoning a descidas extremas com grandes verticais e saídas para o mar.

 

Passeios Pedestres

 

É um produto realizado por entre trilhos e caminhos na natureza virgem e pura, que retrata bem o que outrora eram os principais elos de ligação entre as diferentes freguesias da Ilha. Deste modo, pode-se vivenciar um pouco da história da Ilha e ainda se maravilhar com a bela Fauna e Flora características dos Açores. A ilha das Flores apresenta uma beleza e variedade de percursos impar, disponibilizando a empresa serviços adaptados a qualquer tipo de clientes e expectativas, desde percursos interpretativos aos onde impera a aventura.

 

JeepTours

 

Com este serviço que pode ser de um ou meio-dia, pretende-se que os turistas, num curto espaço de tempo, consigam fruir das melhores paisagens da ilha, acompanhados por um guia conhecedor dos melhores recantos desta ilha de paisagens inesquecíveis.

 

Corvo Discovery

 

Com este serviço, os turistas têm a oportunidade de conhecer o que de melhor tem a ilha vizinha das Flores, mas igualmente terem a oportunidade de fruir da magnífica costa nordeste das Flores, nomeadamente desfrutando das magníficas grutas do galo e a catedral. Uma vez na Ilha do Corvo, o caldeirão, uma cratera com cerca de 3 km de perímetro e 300 m de profundidade, convidam a uma pequena caminhada rumo a um piquenique no meio de uma paisagem onde reina a calma e a tranquilidade.

 

"Uma viagem ao ‘interior’ da ilha"

 

Dependendo da condição física de cada pessoa, as actividades podem ser realizadas por preços desde os 25 euros, a partir dos 13 anos de idade. Com seguros, transferes e piqueniques, dependendo de cada opção, as actividades podem realizar-se com um mínimo de duas pessoas.

Desde o início da actividade, os turistas portugueses têm sido os que mais têm procurado a WestCanyon, mas 2011 viu mais estrangeiros a procurar este tipo de "aventura".

A divulgação, de acordo com Marco Melo, tem passado pelas redes sociais, sítio online (www.westcanyon.net), e informação postada localmente.

Quanto à população loca, e embora seja uma empresa recente, no decorrer deste ano a presença nas actividades realizadas já se começou a notar mais.

Desportos para todas as faixas etárias que têm merecido críticas muito positivas de todos os participantes, quer sejam principiantes ou já tenham tido alguma experiência anterior.

Marco Melo descreve ao "Diário dos Açores" alguns dos troços e sensações que os interessados podem usufruir, relatando, por exemplo, no canyoning um troço simples, "mas muito bonito, que permite a quem pratica deparar-se com o ‘interior’ da terra… é uma experiência totalmente diferente", revela.

No ‘jeeptour’, mostrar a ilha e passar por estradas totalmente diferentes do comum, com imagens e perspectivas totalmente diferentes do dia-a-dia, pode tornar uma viagem no mínimo satisfatória.

Satisfatório é, até ver, o balanço que o criador e responsável pela WestCanyon, fascinado por poder mostrar "as magníficas belezas da sua ilha" aos visitantes e interessados.

Poder mostrar "a natureza virgem e intacta" é algo que motiva Marco Melo que, no entanto, critica os preços dos bilhetes aéreos para a ilha das Flores, um entrave e feedback negativo para a maioria dos clientes que passam pelo ponto mais Ocidental da Europa.

Ainda assim, e para o jovem empresário, a WestCanyon continua apostada em mostrar aquela que dizem ser "a mais bonita ilha dos Açores".

Cerca de 7 mil pessoas já subiram em 2011 à Montanha mais alta de Portugall

montanha-pico-2“A subida à Montanha [do Pico] deverá ser um dos itens de uma visita aos Açores”. Pois bem, desde Janeiro até 31 de Agosto deste ano já subiram aos 2351 metros de altura do ponto mais alto de Portugal e uma das Maravilhas Naturais do país 6929 pessoas.
Os números, e o convite, são lançados por Fernando Luís Oliveira, Director do Parque Natural da Ilha do Pico, que em declarações ao “Diário dos Açores” deu conta que o ano de 2011 já estabeleceu os recordes de subida ao ponto mais alto de Portugal. Só no mês de Agosto subiram à Montanha do Pico 3087 pessoas, quase metade dos visitantes da primeira metade de 2011.
Subidas à Montanha do Pico já são recorde em 2011

E o recorde é “garantido”, não fossem as subidas contabilizadas durante todo o ano de 2010 terem rondado “apenas” as 6 mil. Em pouco mais de metade deste ano este número já foi largamente ultrapassado, sendo que uma das principais razões apontadas por Fernando Oliveira é o galardão atribuído ao Pico como uma das Belezas Naturais de Portugal.
Mas os algarismos não ficam por aqui. A somar o número de nacionalidades daqueles que já subiram em 2011 a mais de 2 mil metros de altitude em Portugal. Até ao momento, e de acordo com os registos do Parque Natural da Ilha do Pico, já subiram ao cume pessoas de 48 nacionalidades diferentes, percorrendo os 45 marcos que sinalizam uma ida da ‘Casa da Montanha’ ao topo da Montanha.
Os marcos são, para Fernando Oliveira, uma das razões para terem sido registados menos incidentes nas subidas deste ano. Em comparação com 2010, ano em que foram assinaladas 10 ocorrências, 2011 registou apenas 4 incidentes a lamentar. “Duas pessoas perdidas e duas pessoas com lesões, “num ano muito mais calmo”, como afirma o Director do Parque Natural.

Subir a Montanha com 80 anos de idade…

E embora não se cinja aos dias de hoje, nota curiosa para os arquivos do Parque Natural da Ilha do Pico. “Há registos de pessoas com mais de 80 anos que subiram a Montanha”, conta Fernando Oliveira, explicando que embora nem todos possam ter robustez física para fazer o percurso, quem faz “chega cansado, mas extasiado”.
Um sentimento de satisfação plena é o maior resultado obtido no regresso da Montanha situada no Triângulo dos Açores. “As pessoas mal acabam a descida dizem querer repetir e que vão recomendar”, refere o nosso interlocutor. Esta constatação pode explicar os números que o “Diário dos Açores” apresenta de seguida. Num ano de crise foram os portugueses os que mais subiram ao sítio mais alto “da sua terra” (3184), um número que dita a maioria das subidas, pelo menos até 31 de Agosto, data dos registos em análise. Mas de seguida os alemães, com 918 “visitantes” e os franceses com 843 subidas, completam o top de três dos ‘montanheiros’ do Pico.

‘Casa da Montanha’

A ‘Casa da Montanha’, que esteve aberta este ano desde 1 de Maio até ao princípio de Junho num horário diurno, e de Junho até 30 de Setembro esteve e vai estar aberta 24 horas por dia, é o ponto de partida e chegada dos aventureiros do ‘Pico’.
É a partir deste “centro” que se controla e são registados todos aqueles que querem chegar bem mais alto que o nível do mar.
A subida pode ser feita com ou sem guia. De qualquer das formas, e como explica Fernando Oliveira, todos efectuam um registo e aqueles que sobem a Montanha sem guia certificado pela Secretaria Regional do Ambiente e do Mar têm que, obrigatoriamente, levar consigo um aparelho de GPS, servindo também para receber e fazer chamadas de emergência.
Quanto aos horários, na época alta a ‘Casa da Montanha’ está aberta 24 horas pelo que a subida ao cimo pode ser feita a qualquer hora do dia.
Muitos são aqueles que sobem de noite para poder assistir ao amanhecer. Os conselhos são sempre os mesmos. As recomendações são dadas a todos os que sobem e apenas, por vezes, desaconselhados aqueles que querem subir mediante condições atmosféricas adversas ou que se podem vir a agravar. De qualquer das formas, salvo aviso da Protecção Civil ou outras circunstâncias que determinem esse impedimento, todos podem chegar aos 2351 metros de altura por sua “conta e risco”.
O Pico é alto, mas o turismo nem tanto…

Para Fernando Oliveira, embora este ano o turismo aparente ter atingido números elevados na ilha Montanha, as agências de viagens continuam a canalizar os pacotes turísticos para 2 ou 3 ilhas, podendo o Pico (e as ilhas mais pequenas) entrar directamente nestas equações.
“O Pico tem estado um pouco ofuscado pela forma como o turismo nos Açores é feito, pela forma como se calhar os Açores estão a ser promovidas como um todo”, critica Fernando Oliveira, adiantando que o todo deve ser devidamente equacionado num ponto de vista turístico.
O facto de, aparentemente, a ilha do Pico ter tido maior afluência de turistas este ano, justifica-se, segundo Fernando Oliveira, pela imagem simpática que o galardão de Beleza Natural trouxe à ilha Montanha, ao ponto mais alto de Portugal, uma vez que foram os portugueses que mais viajaram para o Pico em 2011.