O Porto das Lajes das Flores está a beneficiar de obras num valor global de 18 milhões de euros destinadas a melhorar as condições de operacionalidade e de segurança desta infraestrutura portuária.
“Estas obras são uma mais-valia para o Porto das Lajes, uma ilha que fica muitas vezes isolada do resto do mundo”, afirmou a secretária regional da Economia, Luísa Schanderl, acrescentando que as obras estão a dotar o porto com “todas as condições de operacionalidade e segurança” para navios de carga e de passageiros.
Luísa Schanderl falava aos jornalistas à margem de uma visita à obra de ampliação do cais comercial do Porto das Lajes, que vai passar dos actuais 110 metros para uma extensão de zona acostável com cerca de 150 metros.
Esta obra, orçada em 1,6 milhões de euros, permitirá melhorar as condições de operação dos navios porta-contentores que escalam este porto e que actualmente são prejudicadas pela agitação marítima.
O reforço do molhe, para corrigir as fissuras detectadas no talude externo, a construção do núcleo de recreio, da rampa ‘roll on/roll off’ e da nova gare marítima são as restantes obras realizadas no Porto das Lajes das Flores no âmbito do investimento global de cerca de 18 milhões de euros.
A Comissão Europeia poderá limitar a actividade das frotas de pesca internacionais nas zonas biogeograficamente sensíveis a criar fora do limite de 100 milhas em redor das ilhas dos Açores, admitiu sexta-feira a eurodeputada Maria do Céu Patrão Neves.
“Trata-se de uma vitória notável”, afirmou a eurodeputada social-democrata em declarações à Lusa, frisando que o relatório sobre o papel das políticas de coesão nas regiões ultraperiféricas (RUP), aprovado esta semana pelo Parlamento Europeu, é o primeiro em que é admitida a existência de zonas de pesca “de acesso reservado à frota regional”.
A alteração que propôs ao relatório, aprovado com 525 votos a favor, 76 contra e 21 abstenções, “abre a porta à protecção para além das 100 milhas”, frisou Maria do Céu Patrão Neves, acrescentando que “são estas zonas que interessa proteger”, já que os Açores possuem “muito mar, mas pouco peixe”.
A eurodeputada social-democrata reconheceu que, atendendo à situação económica do país, “será difícil” haver um aumento da fiscalização marítima naquelas zonas, caso venham a ser criadas, mas salientou que existem outros meios tecnológicos que permitem “controlar” os barcos de pesca.
“Existem meios para controlar a localização e o volume das pescarias”, afirmou, defendendo que devem ser reforçados com “incentivos a boas práticas” e “sanções” para os prevaricadores.
O relatório aprovado pelo Parlamento Europeu pretende influenciar a comunicação que a Comissão Europeia vai apresentar em maio sobre as RUP, que será o documento central da política europeia para as regiões ultraperiféricas, entre as quais se encontra o arquipélago dos Açores.
O Subsecretário Regional das Pescas reuniu-se ontem, ao início da tarde, na Madalena do Pico, com a Associação de Armadores da Pesca Artesanal da ilha do Pico, de modo inteirar-se das principais dificuldades existentes na ilha para os profissionais do sector.
Foram abordadas temáticas relacionadas com a descentralização de tarefas e a importância que se reveste para o sector o facto das associações assumirem este papel cooperante de apoio ao desenvolvimento das pescas e o papel cada vez mais relevante que têm no apoio à tomada de decisão por parte da administração.
Outra questão abordada foi a relacionada com as infra-estruturas portuárias, nomeadamente o papel que a associação tem desenvolvido no apoio à limpeza e manutenção dos equipamentos existentes nas mesmas.
Ao final da tarde, o governante visitou os portos de São Caetano, São Mateus, Monte Calhau e da Madalena, onde pode manter contactos com os pescadores que exercem a sua actividade a partir desses portos.