BE: Manes critica contra-senso entre proteger o ambiente e apoiar “quem usa mais químicos”

Alexandra Manes“Há um contra-senso nesta União Europeia que, por um lado, quer um ambiente mais sustentável, e por outro lado, financia as explorações intensivas, que usam excesso de produtos químicos”.

A afirmação é da candidata do BE/Açores ao Parlamento Europeu, que, numa reunião com a Associação Terra Verde, defendeu uma aposta forte na diversificação agrícola e na produção sustentável e biológica.

Alexandra Manes criticou a actual política da União Europeia para a Agricultura (PAC), porque, segundo entende, “está desenhada para beneficiar os grandes produtores e prejudicar as explorações mais pequenas e sustentáveis, como as que temos nos Açores”.

A candidata salientou que, actualmente, os apoios são concedidos de acordo com a dimensão das explorações, sem ter em conta outros factores como o emprego criado ou a qualidade dos produtos, e defendeu que esta realidade tem que ser alterada, quer por uma questão de justiça e coesão social, mas também para proteger o ambiente, já que as grandes explorações, “que utilizam mais produtos químicos” são também “as que recebem mais apoios da União Europeia”.

O BE/Açores aponta haver um estudo de uma universidade francesa, realizado em 2017, que indica que as explorações agrícolas que demonstram menos impactos ambientais foram as que receberam também menos ajudas.

Referindo-se particularmente aos Açores, Alexandra Manes aponta a diversificação agrícola não só como uma forma de dar resposta aos problemas que o sector do leite atravessa – devido à desregulação que a União Europeia criou ao acabar com o sistema de quotas para a produção –, mas também como forma de reduzir a importação de produtos e tornar a agricultura mais sustentável.

O BE defende também o aumento dos apoios aos transportes nas Regiões Ultraperiféricas, como os Açores, que permita aumentar as exportações. “Vivemos numa espaço descontínuo, em que os custos de produção são agravados” exactamente pela distância entre o nosso arquipélago e os mercados para onde podemos exportar os nossos produtos, explica Alexandra Manes.

 

Bradford reitera defesa da manutenção de verbas para sector agrícola no próximo Quadro Comunitário de Apoio

André Bradford - jornalistaO candidato do PS/Açores às eleições do próximo dia 26 de Maio realçou, na quarta-feira, as “especificidades e as dificuldades de produzir e exportar a partir de ilhas no centro do Atlântico, que só os açorianos conhecem”.

André Bradford falava na ilha do Pico, após ter visitado a Cooperativa Verde Atlântico e as obras em curso na Azores Wine Company. 

Sobre o sector da carne no Pico, o candidato socialista salientou que “tem sido um sector de promessa de futuro, que começa agora a dar passos concretos”. “Nota-se o percurso feito e a potencialidade, a carne do Pico já está a surgir nas grandes superfícies, onde começa a ser reconhecida; nessa matéria há ainda muito a fazer e farei esse acompanhamento quando for a voz dos Açores no Parlamento Europeu”, garantiu André Bradford.

Sobre a vinha, o socialista destacou o papel dos fundos comunitários, que “têm dado um novo dinamismo e produção, levando muita gente à produção”.

“O vinho do Pico é um produto único, em que há um conjunto de produções e métodos específicos que o valorizam. O trabalho que foi feito foi no sentido de manter toda a envolvência da actividade vitivinícola dá uma história à marca e permite comercializá-la melhor”, realçou.

Para Bradford, “temos muito boa matéria-prima, sabemos trabalhá-la, precisamos é de entrar nos circuitos comerciais da forma certa”. 

O candidato reiterou a sua posição de defesa da manutenção de verbas para o sector agrícola no próximo Quadro Comunitário de Apoio, assinalando ter falado com a chefe da unidade RUP aos Açores, Dana Spinat, aquando da sua recente visita aos Açores. 

“Dana Spinat transmitiu-me que a evolução recente do sector da vinha na ilha do Pico é considerada, ao nível comunitário, como um caso de sucesso”, adiantou.

“Considero que isto é fundamental porque, os elementos de informação têm de ser fornecidos por nós, mas, ajuda quando as pessoas em Bruxelas conhecem a realidade açoriana”, finalizou o candidato do PS/Açores.

Referindo-se, por outro lado, a declarações de candidatos de outros partidos, que “dizem querer representar os Açores, mas não têm um candidato dos Açores em lugar elegível ao Parlamento Europeu”, André Bradford sublinhou que “só alguém que tenha o conhecimento prático daquilo que é viver cá e produzir cá, é que está em condições de transmitir a realidade açoriana, nas suas nove vertentes, a Bruxelas”.

“Para mim os Açores não são um amor recente, nem uma paixão intensa de última hora. Para mim os Açores são a minha Terra, eu quero representar justamente os anseios das pessoas que são meus conterrâneos e que eu conheço em profundidade”, salientou André Bradford. O candidato reiterou que “o voto útil aos açorianos é votar no partido que tem um açoriano para os representar no Parlamento Europeu, no caso, o Partido Socialista”.

 

CDS: Andreia Vasconcelos quer ser a voz dos agricultores açorianos na Europa

CDS campanha terceiraAndreia Vasconcelos, candidata do CDS/Açores ao Parlamento Europeu, reuniu, ontem, com a Associação de Jovens Agricultores Terceirenses (AJAT), onde se inteirou dos desafios da agricultura na Região, do estado do sector do leite e da execução do POSEI nos Açores. 

A candidata democrata-cristã destacou que o CDS, na Região, “tem tido como bandeira, ao longo de todas as eleições em que participa, a nossa agricultura, que não desistimos de defender e promover”. 

“A agricultura é uma preocupação que a nível regional se impõe e que a nível nacional e europeu deve estar na ordem do dia. Virmos a esta Associação, serviu para auscultar os jovens agricultores e perceber quais as dificuldades da nossa agricultura e da nossa lavoura. Queremos encontrar soluções para os nossos agricultores. Queremos fazer parte da solução”, afirmou. 

Andreia Vasconcelos salientou que “a nossa agricultura tem passado por algumas dificuldades” e que “é necessário que se consiga modernizar as explorações agrícolas”. No sector do leite, referiu, “há que apostar nos produtos transformados”. Quanto aos fundos comunitários, “queremos o reforço do POSEI. É uma preocupação dos nossos agricultores”. 

Outra das preocupações da candidata do CDS/Açores, Andreia Vasconcelos, tem a ver com os transportes. 

“Precisamos que os nossos transportes marítimos, aéreos e terrestres estejam sincronizados e tenham em atenção o tempo que os nossos produtos precisam para ser exportados. É necessário que a nossa produção agrícola seja eficazmente escoada e disponibilizada atempadamente nos mercados”, referiu.

229 mil açorianos estão recenseados este ano

parlamento europeu 1Cerca de 10,7 milhões de eleitores podem votar nas eleições para o Parlamento Europeu que têm lugar em Portugal no próximo dia 26 de Maio, de acordo com os últimos dados do recenseamento eleitoral. 

Os eleitores com capacidade eleitoral activa são no total 10.761.156, quando nas anteriores eleições para o Parlamento Europeu, em maio de 2014, eram 9.696.481.

O número de eleitores residentes no estrangeiro passou de menos de 300 mil nas eleições de 2014 para 1.431.825, resultado do processo de recenseamento automático, explicou na o ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita.

Deste total de cerca 1,4 milhões, 583.680 são residentes fora da Europa e 848.145 estão inscritos como residentes na Europa, segundo os dados publicados no ‘site’ da Secretaria Geral da Administração Interna.

Estão também registados 10.751 cidadãos de outros países da União Europeia (UE), o que também constitui um aumento em relação aos 8.981 inscritos para as anteriores eleições. Faro é o distrito com mais estrangeiros registados (4.841).

Os distritos de Faro, de Lisboa, do Porto e de Setúbal são os únicos do continente onde se regista um aumento do número de eleitores, no caso do Porto, um aumento mais pequeno. Em todos os outros distritos, o número é inferior ao das eleições europeias de 2014.

No território continental, Portalegre é o distrito com menos eleitores (96.529) e Lisboa o que concentra maior número (1.916.395).

Na região autónoma da Madeira, estão registados 257.491 eleitores, 250 dos quais de países da UE.

Nos Açores, há 229.035, incluindo 166 de países da UE.

JSD: Flávio Soares define abstenção como inimiga nas eleições europeias

flávio soares e gaudencioA JSD/Açores definiu a abstenção como “uma inimiga” nas Eleições Europeias do próximo dia 26, pelo que fez um apelo ao voto, “especialmente dirigido aos mais novos, porque temos de contribuir com a nossa opinião, com a nossa escolha, sob pena de outros tomarem decisões com as quais possamos não concordar”, disse o líder da estrutura, Flávio Soares.

Foi perante uma plateia de jovens, num encontro promovido pela JSD/Açores, e que contou também com o líder do PSD/Açores, Alexandre Gaudêncio, que o social democrata reassumiu o “compromisso institucional da JSD/Açores de continuar a contribuir para uma aproximação dos jovens açorianos às instituições europeias, durante o próximo mandato do Parlamento Europeu”, afirmou.

“Os donos das instituições são vocês. Apelo-vos a que contribuam para diminuir as elevadas taxas de abstenção que os Açores têm registado quando falamos de eleições europeias”, sublinhou.

Também Alexandre Gaudêncio disse que “um aumento da participação dos jovens neste acto eleitoral, será uma vitória para os açorianos”, frisou.

“Contamos com essa vossa participação activa, como jovens e como açorianos”, reforçou o presidente da estrutura jovem social democrata na Região.

Os desafios da UE não passaram ao lado do encontro mantido com jovens de toda a ilha de São Miguel, com o radicalismo político a ser aflorado. Para Flávio Soares, “esse é um drama que só se resolve com a participação dos cidadãos moderados”, referiu.