PS diz que só se defende a Terceira defendendo os Açores

francisco coelho alraNo debate de urgência Francisco Coelho defendeu ontem, no parlamento regional, a necessidade dos partidos se focarem no essencial: “Nestas matérias essenciais - em que se calhar é possível um largo consenso nesta Câmara e nos Açores, acerca do que são as opções fundamentais-, talvez seja mais importante focarmo-nos, naquilo que está mal e que é preciso mudar, do que perder tempo a lembrar que já está mal há muitos anos, que já passaram vários governos, de várias cores, com vários partidos, e continuou mal”.

Para o deputado socialista “o que interessa é que a partir de agora, não continue mal, quer em termos de método, quer em termos de intensidade, quer em termos de resolução”. Francisco Coelho lembrou que, “sem prejuízo de haver questões que requerem medidas locais, ou de ilha, - porque isso é que há o PREIT – a verdade é que temos de pensar neste Acordo como ele sendo fundamental para os Açores”.

Quanto aos problemas reais, defende que “é preciso acautelar o futuro, porque há aqui perdas de postos de trabalho que temos de compensar de outra maneira”. Lembrou que se o “verdadeiro downsizing não se está a sentir agora”, não é por “sorte” ou por “acaso”, mas sim porque “alguém, atempadamente fez qualquer coisa”. Aliás, tal como aconteceu com os despedimentos na Terceira e nas Flores, “o PS trabalha sobre estes assuntos há bastante tempo - não é quando surgem as noticias”.

Quanto às exigências contraditórias que o PSD tem manifestado publicamente, sobre a rota que a companhia privada Delta Airlines deve operar nos Açores, Francisco Coelho pediu ao líder do partido que clarifiquem o que defendem: “Eu não sei qual é a posição do PSD Açores, mas eu espero que o PSD/A honre o seu fundador e primeiro Presidente da Autonomia, Dr Mota Amaral - que distribuiu o dinheiro da Base das Lajes por todas as ilhas -, e nos venha esclarecer”.

Da parte do Grupo Parlamentar do PS Açores, Francisco Coelho adiantou: “Por tudo o que li não cheguei à conclusão que foi por iniciativa política do Governo dos EUA, ou da respectiva embaixada, que a Delta Airlines resolveu voar para os Açores”.

 

BE diz que Governo preocupa-se mais com Centro de Segurança do Atlântico do que com saúde dos Terceirenses

antónio lima BE assembleiaO Bloco de Esquerda acusa o presidente do Governo Regional de estar mais preocupado em conseguir a instalação de uma nova infra-estrutura militar estrangeira na Terceira do que em garantir a defesa da saúde da população da ilha Terceira. Dizem os bloquistas que “esta é a conclusão que se retira da postura do presidente do Governo Regional, que ameaçou pôr em causa o acordo de Cooperação e Defesa entre os EUA e Portugal caso os EUA não apoiem a instalação do Centro de Segurança do Atlântico da NATO na Base das Lajes, mas não tem a coragem de assumir uma posição de força idêntica perante o grave atentado ambiental de dimensão gigantesca que é a contaminação dos aquíferos das Lajes, provocada pelos EUA”.

“Será a guerra, e a nossa participação na guerra dos outros, mais importante que a saúde dos Terceirenses?”, questionou António Lima, que considera a contaminação ambiental na Praia da Vitória um “problema sério e urgente”, que “não tem tido o mesmo tratamento” do que a potencial criação de novas infra-estruturas militares naquele concelho. O BE insiste que esta aposta na manutenção e criação de infra-estruturas militares é um entrave ao desenvolvimento económico da Terceira, porque impede o aproveitamento do grande potencial do porto e do aeroporto da Praia da Vitória para fins comerciais e civis. O deputado do BE alerta mesmo que “o AIR Center não terá qualquer infra-estrutura na Terceira porque, por vontade por Governo Regional, esta ilha está reservada para a componente militar”.

Ainda no que diz respeito ao ambiente, o BE referiu notícias que dão conta de que “a contaminação não se deve apenas a hidrocarbonetos, mas também a outras substâncias de igual ou, nalguns casos, muito maior toxicidade”, e perguntou ao Governo se não se deveria “alargar a pesquisa a outras áreas e substâncias de forma a permitir uma visão clara e fidedigna de todo o processo, e dessa forma tranquilizar as populações?”.

PS Açores quer consenso entre partidos contra degradação dos serviços prestados pelos CTT

CttO Grupo Parlamentar do PS Açores vai apresentar, com carácter de urgência, uma iniciativa para que a Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores condene a degradação de serviços prestados pelos CTT no arquipélago, na sequência da privatização daquela empresa, e o anunciado encerramento de, pelo menos, um balcão dos Correios em São Miguel. O projecto de Resolução – Pronúncia por iniciativa própria da Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores contra o encerramento de lojas dos CTT na Região, dirigido à mesa da Assembleia Legislativa, deverá ser analisado já no Plenário de Janeiro.

Tendo em conta os prejuízos e os problemas, recorrentemente denunciados pelos açorianos, em relação ao desempenho dos CTT nas nove ilhas e na diáspora, os Deputados do Partido Socialista na Assembleia dos Açores, pretendem congregar os restantes partidos políticos, numa manifestação conjunta de desagrado e de exigência de qualidade dos serviços prestados pela empresa.

É também entendimento do PS Açores que o plano de reestruturação da empresa, recentemente anunciado, que prevê o encerramento de uma loja na Calheta em São Miguel e o despedimento de funcionários, deve merecer condenação por parte dos legítimos representantes do povo açoriano.

Para o Grupo Parlamentar do PS Açores, os CTT são inquestionavelmente, um símbolo de unidade, integração e coesão social e territorial do País, bem como um veículo que efectiva a solidariedade entre os portugueses, independentemente da freguesia, concelho ou região de residência. A privatização dos CTT, englobada num conjunto mais amplo de cedências de participação do Estado em áreas-chave da prestação de serviços públicos, foi precipitada e feita sem as necessárias garantias de rigor e salvaguarda do interesse público.

Rui Rio arrecada apenas 33% dos votos entre os social democratas dos Açores

votarRui Rio venceu, no passado sábado, as eleições para a liderança do PPD/PSD, com 54% dos votos (22.611), contra os 45% do opositor, Pedro Santana Lopes. 

Nos Açores, contudo, foi Santana Lopes quem conseguiu arrecadar a maioria dos votos (66,09%), em relação à candidatura de Rio (33%). Pedro Santana Lopes ganhou as eleições para presidente do PSD em todas as ilhas açorianas, e em 15 dos 19 concelhos do arquipélago.

Ponta Delgada, Povoação, Vila Franca do Campo e São Roque do Pico foram as secções de voto da região onde Rui Rio ainda conseguiu a maioria dos votos.

Os Açores foram a região do país onde se registou maior afluência às urnas, com uma taxa de participação de 84% (868 votantes em 1034 eleitores inscritos), à frente de Lisboa Área Oeste (82%) e Viseu (81%).

O antigo autarca do Porto sucede assim a Pedro Passos Coelho que anunciou a 3 de Outubro do ano passado que não se recandidataria ao cargo que ocupa desde Março de 2010, na sequência dos resultados das eleições autárquicas de 1 de Outubro.

No discurso da vitória, o novo adversário de António Costa afirmou que “o actual governo terá na nova liderança do PSD uma posição firme e atenta, mas nunca demagogia populista e nunca contra o interesse nacional”.

Rui Rio avisou ainda que o partido não foi fundado para ser “uma agremiação de interesses individuais, nem um clube de amigos”, mas sim para se constituir como alternativa ao Governo e à Esquerda.

Por sua vez, Pedro Santana Lopes assumiu a derrota, recordando Mário Soares sem o identificar - “Só é derrotado quem desiste de lutar”, acrescentando: “Vou continuar a combater politicamente”.

PCP São Miguel contra encerramento de posto dos CTT na Calheta

CttO PCP/São Miguel, em comunicado de imprensa, criticou o encerramento do posto de CTT na Calheta, numa freguesia que “abrange um grande número de idosos e uma área com grande actividade económica”.

Para o PCP, os CTT da Calheta são o “principal meio para o pagamento das despesas familiares, para receber reformas e outros importantes serviços, em especial para a população mais idosa e para muitos jovens”, particularmente aqueles alojados na Residência Universitária das Laranjeiras, “com necessidades de correspondência frequente com as suas terras”.

No comunicado, o PCP/São Miguel reafirma a necessidade de uma intervenção determinada do Governo Regional e do Governo da República, apelando a que os CTT voltem a ser uma empresa pública.

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terça, 16 janeiro 2018, 00:00