PS quer Câmara do Comércio e sindicatos como parceiros contra a precariedade laboral

PS reunião CCIAO líder do Grupo Parlamentar do PS/Açores convidou a Câmara do Comércio e Indústria dos Açores e sindicatos a desenvolverem uma parceria contra a precariedade laboral.

“Há condições, uma vez que vivemos um contexto de retoma económica, para que se coloque o acento tónico na garantia do emprego, na segurança e tranquilidade de quem trabalha e, também, na remuneração justa a quem trabalha”, defendeu André Bradford, num encontro com a Direcção da CCIA, em Ponta Delgada.

“Encontrámos da parte da Câmara do Comércio receptividade”, afirmou o socialista. “Julgamos que a Câmara do Comércio, da mesma maneira que tem na sua agenda as questões da fiscalidade, as questões das acessibilidades, dos transportes marítimos e dos transportes aéreos, deve ter na sua agenda a questão da precariedade laboral”, acrescentou.

André Bradford defende que a própria parceria criada entre a Câmara do Comércio e a UGT (União Geral dos Trabalhadores), que promovem (em conjunto com a Federação Agrícola dos Açores), um Fórum Económico e Social pode ser uma mais-valia para dar “prioridade” às questões “da qualidade do emprego”, até na sequência “do desafio lançado pelo Senhor Presidente do Governo dos Açores no dia da Região”.

Reconhecendo que há pontos de vista diferentes – “percebemos as diferenças de quem tem de gerir a empresa e de quem vê de fora, e está preocupado com a vida das pessoas, e com as condições de vida das pessoas” -, André Bradford considera que é essencial, “que quem trabalha de forma empenhada, quem produz, quem assegura os seus deveres quando trabalha, não pode ser pobre, não pode, não deve ter dificuldades para pagar as suas despesas e para dar aos seus filhos aquilo que eles merecem”.

Para o PS/Açores a questão é transversal, mas tem sido mais evidente no sector do turismo: “O sector do turismo tem crescido exponencialmente. Nos últimos quatro anos passamos de 40 milhões de volume global de negócio para 90 milhões”. Nesse sentido, o líder da bancada socialista defende que “quem trabalha nesse sector tem de ser remunerado de forma justa, de forma digna e de forma que se adeque aquilo que é solicitado às pessoas”.

Para além dos representantes dos empresários, o Grupo Parlamentar do PS/Açores vai reunir com as estruturas sindicais para transmitir as mesmas preocupações e encontrar pontos de convergência.

Vasco Cordeiro recandidata-se à liderança do PS/A

Vasco Cordeiro - jornadas PSVasco Cordeiro formalizou na Quinta-feira a sua candidatura à liderança do Partido Socialista dos Açores com a entrega, na sede regional do PS, de mais de seis centenas de assinaturas de militantes socialistas de todas as ilhas, que subscrevem a sua recandidatura à liderança do Partido.

A candidatura de Vasco Cordeiro, que será em breve apresentada publicamente, tem como mandatária regional Cristina Calisto, actual autarca da Lagoa e Presidente da Associação de Municípios da Região Autónoma dos Açores.

As eleições directas para a Presidência do Partido Socialista dos Açores estão agendadas para os dias 22 e 23 de Junho, data em que serão também eleitos os órgãos locais e os delegados ao XVII Congresso do PS/Açores.

A reunião magna dos socialistas açorianos realiza-se na ilha Terceira, concelho da Praia da Vitória, entre os dias 14 e 16 de Setembro de 2018.

Recorde-se que Vasco Cordeiro assumiu a liderança do Partido Socialista dos Açores em Janeiro de 2013.?

Miguel Viegas preocupado com cortes de Bruxelas e defende POSEI para os transportes

miguel viegas pcpO eurodeputado do PCP Miguel Viegas, numa visita à ilha de São Miguel, reiterou a necessidade de insistir na criação de um POSEI transporte que, “aliado à defesa de um serviço público, responda às necessidades das pessoas e da economia e colocando os agentes económicos da região em condições de poder vencer a dupla insularidade”.

O deputado do PCP no Parlamento Europeu esteve Terça-feira em Ponta Delgada, onde reuniu com a Câmara de Comércio e Indústria de Ponta Delgada e com o Secretário Adjunto da Presidência para as Relações Externa. 

No centro da agenda estiveram as questões do desenvolvimento da Região e o próximo quadro financeiro plurianual da União Europeia. 

Tendo em conta que “os fundos estruturais representam cerca de 20% de todo o orçamento para a região dos Açores”, o Partido considera que “os cortes anunciados pela Comissão Europeia na coesão e na Política Agrícola Comum representam uma preocupação acrescida para esta Região, que continua a ser das mais pobres da União Europeia”. 

O PCP refere que, à medida que a Comissão Europeia vai divulgando mais números sobre a sua proposta, “mais profundos são os cortes, que serão de 7% nos fundos estruturais para Portugal e de 20% no envelope português da Política Agrícola Comum”. 

“Acresce ainda um aumento das taxas de cofinanciamento nacionais que irão igualmente implicar uma enorme pressão no orçamento regional. Esta quebra dos fundos estruturais vem num momento que urge apostar na qualificação da nossa mão-de-obra por forma a responder à necessidade de diversificar a economia”. 

Os deputados do PCP no Parlamento Europeu sublinham o seu compromisso “em tudo fazer para evitar os cortes anunciados”, frisando que “o que está em causa é a necessidade de reorientar verbas que estão alocadas a rubricas como a segurança e defesa, para a coesão e para a valorização da produção”. 

Para o Partido, a proposta da Comissão Europeia “não só corta na coesão e na agricultura como cria novos instrumentos de condicionalismo que irão limitar fortemente a capacidade de decisão dos estados e das regiões para determinar onde e como querem investir”.

Ministro dos Negócios Estrangeiros vai ser ouvido sobre a Base das Lajes

Augusto Santos SilvaA Comissão dos Negócios Estrangeiros aprovou um requerimento do PSD para audição do Ministro dos Negócios Estrangeiros no âmbito da 39ª Reunião Bilateral entre Portugal e os Estados Unidos da América.

Para António Ventura, esta reunião “resultou novamente numa aparente conversa, pois nada de concreto para além de novas intenções foi anunciado, pelo que se espera que o Ministro diga, em concreto, quem e quando será efectuada a descontaminação total”.

Citado em nota veiculada pelo partido, o deputado afirma que “é preciso que o Governo deixe de atirar para a frente a urgente descontaminação e deixe de fazer de conta que não é necessário continuar a investigar a contaminação na Ilha Terceira”.

O social democrata espera que “o Ministro na audição apresente de forma clara um plano com financiamento, calendarização, objectivos, transparência e monitorização para a descontaminação, senão será novamente uma irresponsabilidade”.

António Ventura menciona que “depois de terem sido criadas elevadas expectativas e compromissos sobre a existência de um plano para a necessária descontaminação total, somos confrontados com declarações que apontam para incertezas do que pode vir a ser realizado. Fala-se em planeamento, quando se queria uma acção real”.

O parlamentar refere ainda estar “expectante sobre a postura do BE e do PCP, na audição do MNE, tendo em conta que recentemente visitaram a ilha Terceira e mostraram grandes preocupações sobre a contaminação, já que são partidos que apoiam o Governo”.

Segundo é avançado na mesma nota do Partido, António Ventura irá confrontar o Ministro sobre a imprescindibilidade de uma entidade externa, com experiência em descontaminação de bases norte-americanas, efectuar um estudo sobre a contaminação na Ilha Terceira, “para que sejam eliminadas dúvidas e se crie assim confiança e credibilidade”.

O deputado social-democrata recorda que “continuam os deputados sem acesso a vários estudos solicitados sobre a contaminação dos solos e aquíferos da Praia da Vitória, como é o caso do documento intitulado, Lajes Field Environmental Baseline Study, pelo que o MNE deve trazer este estudo”. António Ventura, estranha que “sobre este estudo o Governo começou por reconhecer que o conhecia, para posteriormente negar a sua existência. Mais uma vez devemo-nos interrogar sobre o que esconde o Governo”.

Jornadas “devem ter componente de reflexão interna, mas também uma dimensão externa”

Andre Bradford jornadas“Não haverá temática mais açoriana do que aquela que diz respeito à actividade agrícola. É a nossa actividade económica primordial, é aquela que em que nos especializamos, em que adquirimos dimensão e peso também a nível nacional e é aquela que tem servido de base para todo o edifício económico da Região”, afirmou André Bradford, na Terça-feira à noite, na abertura da Conferência Pública realizada no âmbito das Jornadas Parlamentares do PS.

“Consideramos que as Jornadas Parlamentares devem ter uma componente de reflexão interna, mas também devem ter uma dimensão externa, de reunir com as pessoas dos vários sectores de actividade, conhecer mais em profundidade, acompanhando a actividade desses sectores e ter, por isso, uma opinião mais fundamentada”, sublinhou o líder parlamentar do PS/Açores.

Com o tema “Agricultura dos Açores. Novos desafios, novas oportunidades”, a conferência realizada permitiu, reflectir e debater várias questões relacionadas com o sector, pela perspectiva governamental, pela perspectiva da Federação Agrícola, da comercialização e da sociedade civil.

“É verdade que o peso tradicional do setor está ligado à produção de leite. É verdade que a produção de leite tem a eterna questão do preço pago à produção. É verdade, também, que o contexto atual é de discussão do próximo orçamento comunitário - e também já se percebeu que há uma certa tendência europeia para fazer diminuir algumas das verbas associadas à Política Agrícola Comum”, mas, sublinha André Bradford, “isso não significa que não haja na Região, gente muito empenhada e a trabalhar a agricultura de uma forma mais moderna e mais adaptada aos tempos”.

Para o Presidente do Grupo Parlamentar do PS Açores, felizmente, “há, com uma ou outra excepção, por parte dos agentes políticos, das pessoas com responsabilidade de direcção de sector e dos próprios agricultores, uma consciência clara de que a Região agora tem que falar a uma só voz, demonstrando, como fez no passado, a importância particular da agricultura para a nossa economia”.

No balanço do primeiro dia de Jornadas, André Bradford referiu que os contatos e as visitas realizadas demonstram a potencialidade do setor: “Temos visitado exemplos de empreendedores, pessoas ligadas ao sector que foram capazes de conjugar a tradição da produção açoriana com novos projectos, temos encontrado pessoas que têm conseguido transformar os desafios em oportunidades.