CDS: Andreia Vasconcelos quer ser a voz dos agricultores açorianos na Europa

CDS campanha terceiraAndreia Vasconcelos, candidata do CDS/Açores ao Parlamento Europeu, reuniu, ontem, com a Associação de Jovens Agricultores Terceirenses (AJAT), onde se inteirou dos desafios da agricultura na Região, do estado do sector do leite e da execução do POSEI nos Açores. 

A candidata democrata-cristã destacou que o CDS, na Região, “tem tido como bandeira, ao longo de todas as eleições em que participa, a nossa agricultura, que não desistimos de defender e promover”. 

“A agricultura é uma preocupação que a nível regional se impõe e que a nível nacional e europeu deve estar na ordem do dia. Virmos a esta Associação, serviu para auscultar os jovens agricultores e perceber quais as dificuldades da nossa agricultura e da nossa lavoura. Queremos encontrar soluções para os nossos agricultores. Queremos fazer parte da solução”, afirmou. 

Andreia Vasconcelos salientou que “a nossa agricultura tem passado por algumas dificuldades” e que “é necessário que se consiga modernizar as explorações agrícolas”. No sector do leite, referiu, “há que apostar nos produtos transformados”. Quanto aos fundos comunitários, “queremos o reforço do POSEI. É uma preocupação dos nossos agricultores”. 

Outra das preocupações da candidata do CDS/Açores, Andreia Vasconcelos, tem a ver com os transportes. 

“Precisamos que os nossos transportes marítimos, aéreos e terrestres estejam sincronizados e tenham em atenção o tempo que os nossos produtos precisam para ser exportados. É necessário que a nossa produção agrícola seja eficazmente escoada e disponibilizada atempadamente nos mercados”, referiu.

JSD: Flávio Soares define abstenção como inimiga nas eleições europeias

flávio soares e gaudencioA JSD/Açores definiu a abstenção como “uma inimiga” nas Eleições Europeias do próximo dia 26, pelo que fez um apelo ao voto, “especialmente dirigido aos mais novos, porque temos de contribuir com a nossa opinião, com a nossa escolha, sob pena de outros tomarem decisões com as quais possamos não concordar”, disse o líder da estrutura, Flávio Soares.

Foi perante uma plateia de jovens, num encontro promovido pela JSD/Açores, e que contou também com o líder do PSD/Açores, Alexandre Gaudêncio, que o social democrata reassumiu o “compromisso institucional da JSD/Açores de continuar a contribuir para uma aproximação dos jovens açorianos às instituições europeias, durante o próximo mandato do Parlamento Europeu”, afirmou.

“Os donos das instituições são vocês. Apelo-vos a que contribuam para diminuir as elevadas taxas de abstenção que os Açores têm registado quando falamos de eleições europeias”, sublinhou.

Também Alexandre Gaudêncio disse que “um aumento da participação dos jovens neste acto eleitoral, será uma vitória para os açorianos”, frisou.

“Contamos com essa vossa participação activa, como jovens e como açorianos”, reforçou o presidente da estrutura jovem social democrata na Região.

Os desafios da UE não passaram ao lado do encontro mantido com jovens de toda a ilha de São Miguel, com o radicalismo político a ser aflorado. Para Flávio Soares, “esse é um drama que só se resolve com a participação dos cidadãos moderados”, referiu.

BE: Catarina Martins diz que “não é fácil lutar pelos de baixo” com maiorias absolutas

catarina martinsCatarina Martins defendeu Domingo que “não é fácil lutar pelos de baixo” quando existem maiorias absolutas como a do PS nos Açores.

No concelho de Lagoa e perante dezenas de bloquistas, a líder do BE avisou: “Não é fácil [fazer política] numa região com maioria absoluta do PS e onde, tantas vezes, as questões essenciais [...] são esquecidas. Aqui sabe-se como é difícil lutar pelos de baixo quando há uma maioria absoluta.”

A coordenadora do Bloco alertou depois para o “enorme perigo que é a privatização da SATA”, companhia aérea açoriana que presta um “serviço público essencial” e não deve ficar na mão dos privados.

Sobre os dados da pobreza na região, Catarina Martins qualificou-os como um “atentado aos direitos humanos”. Como “está tudo por fazer, é preciso lutar por quem tem menos e é por isso que aqui estamos”, disse ainda Catarina Martins.

A dirigente do BE abordou depois os problemas da crise climática, que qualificou como o “maior problema” com que o “país e o planeta se debruçam neste momento”.

“Mesmo nos Açores” - uma zona que tem sentido uma menor pressão climática - “sabe-se que há uma urgência ambiental”, defendeu Catarina Martins. “Assumamos as nossas responsabilidades colectivas”, instou a deputada bloquista, num almoço em que participaram a cabeça-de-lista do BE para as europeias, Marisa Matias.

Livre: Partido quer tornar a agropecuária e silvicultura europeias autosuficientes

José Azevedo - biólogoO Livre garante que irá bater-se em todas as instâncias da UE por medidas que assegurem a segurança alimentar e o bem-estar dos agricultores, ao mesmo tempo que reduzam a agropecuária intensiva, em prol de uma agricultura ecológica e de pequena escala, guardiã da biodiversidade e realizando o seu potencial de combate ao aquecimento global.

De acordo com o Livre, “os Açores estão presos em condicionalismos financeiros que moldam o desenvolvimento da agropecuária regional, com graves repercussões ambientais e sociais”, considerando que a “aposta em métodos intensivos e virados para a exportação é apontada como uma necessidade e um contributo importante para a solução dos problemas económicos regionais”. Entende o Livre que “o papel da União Europeia, nesta visão, é o de apoiar a importação dos factores de produção (fertilizantes, pesticidas, elementos para as rações), complementar o rendimento dos agricultores e subsidiar as exportações. Os incentivos à agricultura ecológica são tímidos e os produtores têm que competir com poucas ajudas num mercado agressivo, de consumidores com baixo poder de compra”.

Neste sentido, o candidato do Livre às Europeus garante que irá “exigir um investimento nos agricultores e silvicultores como guardiães da terra e dos ecossistemas, mudando as práticas agrícolas para as tornar sustentáveis e restauradoras dos ecossistemas e da biodiversidade”, adiantando que começará “por alinhar a PAC com outras políticas como as Directivas Aves e Habitats, a Directiva Quadro da Água, a Directiva Nitratos, a Directiva de Uso Sustentável de Pesticidas, a Directiva de Redução das Emissões de Poluentes Atmosféricos e a Directiva-Quadro da Estratégia Marinha”.

Para além disso, assegura, “promoveremos um desvio da agropecuária intensiva em grande escala no sentido de práticas sustentáveis e de pequena escala, nomeadamente redirecionando os subsídios da CAP para agricultura ecológica e permacultura e para a investigação sobre estes temas”.

 

PSD/A responsabiliza governação socialista por situação de pobreza na Região

João Bruto da Costa deputado psdO PSD/Açores considerou ontem que os resultados definitivos do Inquérito às Condições de Vida e Rendimento das famílias, divulgado esta semana pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), “vieram reforçar as preocupações e as razões das nossas denuncias sobre a situação da pobreza na Região”.

As declarações são do deputado social democrata, João Bruto da Costa, em reacção aos dados do INE que dizem existir mais de 77 mil cidadãos em risco de pobreza nos Açores, o que corresponde a um terço da população residente. A Região lidera ainda nos piores indicadores de pobreza, com mais de 36% de taxa de risco de pobreza e exclusão social.

Para o PSD/Açores, “não é aceitável que mais de 29 mil açorianos vivam com privação material severa, pois 12% da população vive essa situação de pobreza, sendo a mais alta taxa das regiões de Portugal e o dobro da média nacional que se fixou nos 6%”, lembra o parlamentar.

“Esta realidade é fruto das políticas sociais erradas seguidas pelo Governo Socialista de mais de 23 anos nos Açores”, garante João Bruto da Costa, lembrando que “tinha razão o PSD/Açores, quando denunciou a situação e quando apontou caminhos para um verdadeiro combate à pobreza e exclusão social”.

“Depois de uma primeira fase de negação desta realidade, e agora tentando inventar desculpas para o estado das coisas, o governo regional do PS prefere tirar proveitos eleitorais desses factos, assumindo políticas exclusivamente assistencialistas e que mantém boa parte da população dependente de apoios sociais”, acusou.

O deputado do PSD/Açores lamenta que, ao longo da sua governação, o poder socialista nos Açores “tenha ignorado os apelos do PSD para uma verdadeira aposta no combate à pobreza e exclusão social, em estreita colaboração com os parceiros sociais, em especial as IPSS e as Misericórdias dos Açores”, referiu.

O deputado conclui, frisando que, “só com uma atitude e políticas destinadas a promover a mobilidade social, e dando bom uso aos recursos disponíveis para apoio aos mais necessitados, poderemos inverter este rumo socialista que coloca os Açores na cauda dos indicadores sociais e deixa muitos milhares de açorianos para trás”.