PSD critica estratégia da Azores Airlines para o Pico durante o Verão

aeroporto picoO PSD do Pico criticou, esta segunda-feira, a estratégia aérea da SATA para o Pico. Em conferência de imprensa, o social democrata Marco Costa afirmou ser “inadmissível e incompreensível o número de voos previstos para o Verão IATA e, dentro deste, para o período entre meados de Julho e meados de Setembro”.

Recorde-se que a companhia aérea açoriana anunciou um reforça das ligações aéreas entre Lisboa e Pico no Verão IATA 2019, sendo que, entre Abril e Outubro a Azores Airlines prevê realizar um total de 216 voos na ligação Lisboa-Pico, mais 12 voos do que os realizados no verão de 2018. Já no mês de Setembro, será disponibilizada mais uma frequência semanal, passando-se de 3 para 4.

Segundo a SATA, “em termos de capacidade serão disponibilizados 35.640 lugares, ou seja, mais 2.465 lugares em relação ao Verão passado, consubstanciando um aumento de 7,4% na capacidade oferecida”.

Marco Costa considerou, no entanto, que a ilha do Pico “tem sido discriminada pela SATA e pelo Governo dos Açores. E não pode, nos meses de verão, voltar a contar apenas com três voos semanais, nem quatro como aconteceu em 2018 com a marcação, tarde e a más horas, de um voo extraordinário”.

“Grande parte dos passageiros que querem viajar para o Pico tem de passar por outros aeroportos, com todas os constrangimentos que isso acarreta”, criticou, recordando que “esta foi a segunda ilha da Região que mais cresceu no número de passageiros em 2018, com cerca de 15 mil, num aumento de 12,4%”.

O presidente do PSD/Pico exigiu directamente que “o número de voos directos com Lisboa reflicta o nosso crescimento nos últimos anos. Nos meses de verão, particularmente de meados de Junho a meados de setembro, tem de haver um mínimo de seis voos semanais directos com Lisboa”.

Os social democratas picoenses também reclamam que o número de lugares disponibilizados para reencaminhamentos internos, nomeadamente de São Miguel e Terceira, “seja aumentado, para podermos usufruir das possibilidades trazidas pelas companhias que só voam para esses aeroportos”.

Marco Costa sublinhou a necessidade de, no próximo inverno IATA, “haver um mínimo de três ligações semanais com Lisboa”, lembrando que, em 2017, esses voos “apresentaram uma taxa de ocupação a rondar os 75%. Em Junho foi superior a 80%,e em Julho e Agosto superior a 90%”.

 

PS satisfeito

 

O PS, por sua vez, reagiu “com agrado” ao anúncio sobre o aumento de 2465 lugares em verão IATA, na Azores Airlines, “para além de eventuais voos extraordinários em caso de muita procura”, criticanto a posição do PSD.

O deputado socialista do Pico, Mário Tomé, revelou que, apesar de ser uma solução que possa “aparentemente” não satisfazer todas as pretensões este é um esforço que “deve ser valorizado”. “Foi uma solução possível, tendo em conta que a empresa atravessa algumas dificuldades operacionais”. Ainda assim, o PS do Pico diz esperar “um reforço de lugares e de ligações inter ilhas, no verão IATA”, uma vez que, “no ano de 2018, o Pico foi a segunda ilha dos Açores a apresentar uma maior variação positiva, com 12%”, evidenciou.

O socialista lamentou que o PSD/A “continue a não reconhecer” os “bons resultados no sector do turismo e o aumento do número de passageiros transportados, os quais contribuem para a dinamização da economia da ilha”.

“Não deixa de ser curioso que o PSD Pico tenha sido tão lesto a reagir às mais recentes notícias sobre a SATA, acusando sempre de dedo em riste o Governo dos Açores, mas que depois se tenha feito de morto, - ao ponto de questionarmos a sua existência - sobre a pretensão do seu líder de privatizar a maioria do capital da SATA Internacional e parte do capital da SATA AirAçores, em claro prejuízo da gateway do Pico e das acessibilidades aéreas”, acusou Mário Tomé.

Alexandre Gaudêncio propõe “campanha de marketing contínua” do Queijo São Jorge

gaudencio graciosaO Presidente do PSD/Açores quer que o Queijo São Jorge seja promovido no exterior da Região através de uma “campanha de marketing contínua” com apoios públicos, alegando que a promoção de um “produto de excelência” não se pode limitar a iniciativas “pontuais”.

“O PSD propõe que haja uma campanha de marketing e divulgação do Queijo São Jorge de forma contínua e efectiva. Sempre que há uma campanha de marketing, como aconteceu há cerca de um ano, a saída do produto é praticamente imediata, segundos os dados que nos foram apresentados pela indústria”, afirmou Alexandre Gaudêncio, após uma reunião com a Direcção da União de Cooperativas Agrícolas de Lacticínios de São Jorge (Uniqueijo).

O líder dos social democratas açorianos salientou que, estando em causa um “produto de excelência” como é o Queijo São Jorge, as acções de promoção “têm que se ser consecutivas e não apenas pontuais, como aconteceu nos últimos anos”.

“Houve uma campanha há cerca de um ano, com apoios públicos, que gerou resultados muito positivos, mas a verdade é que teve um efeito que se limitou àquele período e sem repercussões nos períodos seguintes”, disse.

Alexandre Gaudêncio defendeu que é necessário “continuar a aumentar a notoriedade” do Queijo São Jorge, “cabendo às entidades públicas apoiar estas campanhas de marketing e ajudar a divulgar este produto de excelência no exterior”.

“Se nós estivéssemos no Governo Regional estaríamos a fazer uma campanha agressiva de divulgação do Queijo São Jorge no exterior da Região, pois trata-se de um produto que deixa grande retorno na economia da ilha”, disse.

O Presidente do PSD/Açores elogiou ainda o trabalho da Uniqueijo, tendo destacado o esforço do sector cooperativo da ilha na procura de novos nichos de mercado, nomeadamente “começando a levar o Queijo São Jorge ao circuito da alta culinária e aos chefes de renome a nível nacional”.

No final de uma visita de dois dias a São Jorge, o líder social democrata alertou ainda para os problemas que afectam a população da ilha na Saúde, nomeadamente a “falta de consultas da especialidade”.

“São Jorge tem sofrido perdas sucessivas de população. Não é possível atrair jovens casais para a ilha sem haver consultas de pediatria nos centros de saúde das Velas ou Calheta”, exemplificou.

Alexandre Gaudêncio chamou ainda a atenção para o número insuficiente de lugares na operação da SATA Air Açores nos meses de Verão, o que prejudica os residentes e os turistas. “A certificação do aeródromo para voos nocturnos é fundamental para alargar a operação da SATA na ilha, aumentando assim a frequência de voos São Jorge e, consequentemente, o número de lugares disponíveis”, afirmou Alexandre Gaudêncio.

PCP acusa Governo de fazer “política de mera continuidade” que “agrava” situação económica e social dos açorianos

Vítor Silva - PCP conferênciaA comissão de ilha do Pico do PCP-Açores acusa o Governo Regional de praticar uma política de “mera continuidade”, que leva ao “agravamento” da situação de vida dos açorianos.

Segundo refere a comissão de ilha, que reuniu no último Sábado no Pico, com a presença do coordenador regional, Vítor Silva, “há demasiado tempo que o Governo Regional do PS se dedica apenas a tentar minorar problemas de curto prazo, tomando medidas ou, mais frequentemente, prometendo investimentos que são sempre adiados, apenas para tentar silenciar descontentamentos ou obter ganhos políticos imediatos, sem enfrentar as questões de fundo, criando grandes obstáculos ao desenvolvimento da Ilha do Pico, e à melhoria das condições de vida dos picoenses”.

Em comunicado, o PCP sublinha o “acentuar progressivo e imparável dos problemas da ilha do Pico, no aumento das dificuldades dos picoenses e nas obras feitas mediante o calendário eleitoral, sem respeitarem a questão central e essencial que essas obras possam contribui para o desenvolvimento da economia local e criar mais e melhor qualidade de vida aos picoenses e a quem os visita”.

“A insistência nesta política de mera continuidade, sem ideias novas, nem inversões nas suas medidas mais gravosas, de cuja aplicação resultará forçosamente o agravamento da situação económica e social dos açorianos”, alerta o PCP.

Para o partido, a política do governo traduz-se “numa economia anémica e dependente dos apoios públicos directos, uma taxa real de desemprego e exclusão elevada, como elevada é a precariedade laboral, o trabalho informal e ilegal e os baixos rendimentos do trabalho, bem assim como profundas assimetrias ao desenvolvimento intraregional”. 

“Infelizmente os indicadores sociais e económicos conhecidos colocam a Região nos lugares da cauda do desenvolvimento, exemplo disso é que somos a região do país com menor poder de compra ‘per capita’, resultado dos erros nas opções políticas e económicas do PS e do seu Governo”, indica o PCP, recordando a elevada taxa de risco de pobreza na Região.

Para a Comissão da Ilha do Pico do PCP, que reiniu para definir as principais linhas de intervenção política e as prioridades de trabalho, “a agenda política deve ter como principais preocupações a coesão, os rendimentos do trabalho, a saúde, a educação, a economia regional, o mercado interno, a pobreza, a exclusão, as dependências, os transportes marítimos, aéreos e terrestres, as dificuldades na pesca e na agricultura, as dificuldades na indústria transformadora, a necessária diversificação e aumento da produção regional, a formação profissional de ativos, os impactos ambientais, as políticas de gestão de resíduos”.

Especialistas e parceiros sociais na convenção do PS sobre a Europa

Vasco Cordeiro - jornadas PSRealiza-se no próximo dia 26 de Janeiro a convenção do PS/Açores, no âmbito das eleições para o Parlamento Europeu.

Intitulada “Açores é Europa”, a convenção irá contar com os discursos do Secretário Geral do partido, António Costa, e o presidente do PS/Açores, Vasco Cordeiro, na sessão de abertura, que está agendada para as 15 horas, no Teatro Micaelense.

Depois das duas intervenções, decorrerá um debate sobre “Açores no Pós-2020”.

“Economia, Agricultura, Pescas e Coesão Social” serão os temas em destaque no debate, a moderar pelo deputado europeu socialista, Ricardo Serrão Santos, e que contará com a presença de cinco oradores convidados, nomeadamente o economista Miguel Puim, o presidente da Câmara do Comércio e Indústria de Açores, Mário Fortuna, a directora regional do Emprego e Qualificação Profissional, Paula Andrade, o presidente da Federação Agrícola dos Açores, Jorge Rita, e o presidente da Federação das Pescas dos Açores, Gualberto Rita.

A Convenção Socialista, que pretende esclarecer a questão da “Europa no futuro dos Açores”, é um dos sete encontros que o PS vai promover noutras regiões, com o objectivo de reflectir “sobre a mudança que a Europa teve na vida do país, das regiões e das pessoas”. 

Antes da convenção nacional, agendada para dia 16 de Fevereiro, o Partido Socialista quer ouvir os cidadãos, as suas propostas e contributos sobre “que Europa queremos para o nosso futuro?”.

 

PS destaca importância de contratos de trabalho na pesca para distribuição justa de rendimentos

pescaO deputado do PS/Açores, Carlos Silva, destacou ontem a importância dos contratos de trabalho para os pescadores, apontando que ainda existe alguma resistência e falta de informação sobre o assunto.

O socialista, que reuniu quinta-feira com a Associação Sete Mares, defendeu a necessidade de “continuar a apoiar, a informar e a divulgar aquelas que são as mais-valias dos contratos de trabalho para a actividade piscatória, nomeadamente, na distribuição de rendimentos de forma mais justa pelos pescadores”.

Carlos Silva valorizou, por outro lado, o “impacto positivo” da formação profissional para a melhoria dos rendimentos dos pescadores e para a sustentabilidade do sector, recordando que “o Governo dos Açores tem investido nos cursos de dupla certificação, com vista a melhorar as qualificações e escolaridade dos pescadores, mas também a atribuição das cédulas profissionais”. A reunião com a associação Sete Mares serviu também para fazer um balanço do sector da Pesca, tendo Carlos Silva apontado 2018 como um ano “muito bom para os pescadores açorianos”.

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