Saúde, Educação e Rede Viária em destaque na visita dos deputados do PS Açores às Capelas

ps nas capelasOs sectores da saúde e da educação estiveram em destaque nas iniciativas que os deputados do PS/Açores realizaram Terça-feira na freguesia de Capelas, para privilegiar o contacto no terreno, para escutar os vários intervenientes e para dialogar sobre os desafios com que se confrontam actualmente. A Unidade de Saúde de Capelas e as obras da EBI de Capelas foram dois dos locais onde os parlamentares estiveram reunidos.

Os deputados eleitos pela ilha de São Miguel, que estiveram também na zona de requalificação da envolvente à EBI de Capelas (Rua do Rosário – E.R./Rua do Navio – E.M), destacaram ainda a importância das redes viárias para o acesso e circulação em segurança.

Ao início da tarde, os deputados socialistas da Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores visitaram as actuais instalações da Junta de Freguesia de Capelas, onde reuniram com o Presidente, para aprofundar as informações sobre os projectos em curso e já programados para a localidade, sendo possível verificar o bom trabalho que está a realizar o autarca, ao nível de serviços providenciados pela Junta às populações, nomeadamente, na colaboração com a RIAC e Posto de Saúde, ao nível da manutenção de edifícios públicos e no apoio social à população.

CDS-PP quer mais empenho do Estado na defesa das Regiões Autónomas

artur limaNo final do primeiro “Encontro das Autonomias”, que reuniu dirigentes do CDS dos Açores e da Madeira, Artur Lima, Presidente do CDS Açores, realçou que “no quadro da UE e no quadro nacional, afirmar a autonomia todos os dias é o nosso dever porque, se não a afirmarmos todos os dias, passa a ser esquecida”. 

Artur Lima defendeu, para as Regiões Autónomas, a redução de impostos, melhores acessibilidades e garantias de continuidade territorial asseguradas pelo Estado.

Quanto ao mar, Artur Lima realçou que “é a grande economia que vem aí e os Açores e a Madeira devem ter uma palavra na sua gestão”, pelo que “a palavra não pode ficar entregue, apenas, a Lisboa e a Bruxelas”. 

O líder do CDS Açores, Artur Lima, explicou também o peso que a Madeira e os Açores representam para a afirmação internacional de Portugal, realçando que a “dimensão atlântica de Portugal continental é dada porque tem os Açores e a Madeira”. 

Relativamente aos eventuais apoios financeiros concedidos à companhia aérea low-cost Ryanair, o Presidente do CDS Açores defendeu ser necessário um esclarecimento cabal da situação.

“Eu dava um prémio a quem conseguisse provar que a Ryanair recebe dinheiro do Governo dos Açores. O Presidente do Governo da Madeira acusa, o Governo Regional dos Açores recusa e diz que é mentira”, disse Artur Lima. O dirigente do CDS Açores considerou tratar-se de “uma situação muito desagradável quando dois governos se acusam e desmentem mutuamente. Há uma questão de ética e de seriedade, porque é preciso esclarecer os contribuintes da Madeira, dos Açores e do continente, de uma vez por todas, se a Ryanair recebe dinheiro”.

Artur Lima afirma que é dever do Estado e da União Europeia olhar para as autonomias

Artur LimaO Presidente do CDS Açores, Artur Lima, esteve ontem na Madeira, no Encontro das Autonomias, organizado em conjunto com o Presidente do CDS Madeira, Rui Barreto. 

Para o Presidente do CDS Açores, o Encontro das Autonomias é um passo decisivo que o CDS Açores e o CDS Madeira deram na defesa das autonomias. O líder do CDS salientou que é “preciso chamar à atenção da República e da União Europeia”, para que “venham ao encontro das nossas autonomias, uma vez que, muitas vezes, andam afastados da realidade das nossas regiões autónomas”. 

No decorrer da manhã, em visita ao Porto Comercial do Caniçal, onde foram analisados os constrangimentos das Regiões Autónomas e as possíveis soluções ao nível da operacionalidade da carga marítima, Artur Lima referiu que no passado existiam ligações marítimas entre o Continente português e as Regiões Autónomas, e que, hoje, infelizmente, “numa altura em que se fala em continuidade territorial, bem como em solidariedade nacional e europeia, e numa altura em que “há subsídios para tudo”, paradoxalmente não existem ligações marítimas, o que para o CDS “é demasiado grave”. 

“É necessário, possível e urgente, e deixamos o nosso apelo para que assim seja, que se estabeleça uma ligação marítima Lisboa – Funchal – Açores, na óptica de que possamos conviver mais. Foi este primeiro passo que quisemos dar, em nome da continuidade territorial e da solidariedade nacional e europeia. Não têm que inventar nada nem nos dar nada. Apenas têm que dar aquilo a que temos direito. É o dever da União Europeia e o dever do Estado Português” - concluiu o Presidente do CDS Açores.

Deputados do PS questionam Governo sobre reforço de vagas para acolhimento de idosos

idosos1O Grupo Parlamentar do PS/Açores entregou ontem um requerimento ao Governo dos Açores a pedir esclarecimentos sobre “qual o reforço de vagas disponíveis direccionadas para acolhimento de idosos, previsto para o ano de 2019, designadamente na ilha de São Miguel” e “em que concelhos e com que instituições será contratualizado esse reforço”.

De acordo com o requerimento entregue na Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores, “o Governo dos Açores impulsionou e aprovou no ano de 2018 a Estratégia Regional de Combate à Pobreza e Exclusão Social 2018-2028 e o primeiro Plano Bianual que a operacionaliza”, nos quais está “previsto um conjunto de acções conducentes ao reforço de respostas sociais direccionadas a públicos mais vulneráveis, de que são exemplo o aumento das vagas em estruturas residenciais para idosos”.

O Grupo Parlamentar do PS/Açores realça que “a Estratégia define um conjunto de prioridades de entre as quais se destaca a segunda que diz respeito ao reforço da Coesão Social na Região”, reforço esse que tem como objectivo “minimizar as desigualdades sociais entre os cidadãos, mobilizando recursos no sentido de, em solidariedade, promover a capacitação e a resiliência daqueles que dispõem de menos recursos e competências para o fazer por si.”

Considerando que “entre os públicos prioritários se encontram os idosos” e que “entre os indicadores de monitorização consta a Taxa potencial de cobertura de estruturas residenciais para idosos”, os deputados do PS/Açores, pedem mais esclarecimentos ao Governo sobre as iniciativas em curso e programadas neste âmbito.

PSD Terceira preocupado com mais óbitos que nascimentos na ilha

Angra do HeroísmoO PSD/Terceira alertou ontem para os indicadores demográficos da ilha, sublinhando que “há cerca de dez anos que a nossa ilha apresenta o maior saldo natural negativo populacional do arquipélago, ou seja, ocorrem anualmente na Terceira muitos mais óbitos do que nascimentos”, refere o vice-presidente da estrutura.

“São dados do Serviço Regional de Estatística, e revelam uma situação que tem vindo a acentuar-se, e que contribui decisivamente para o envelhecimento da população e para o não rejuvenescimento geracional”, explica o dirigente.

Rui Espínola avança, a título de exemplo, que “entre 2016 e 2017 houve menos 11% de nascimentos, e a tendência é efectivamente verificada na última década”.

Também o índice de envelhecimento da população é bastante acentuado na Terceira, “numa média de 4 a 5 pontos percentuais anuais, cifrando-se em 2017 nos 90,1% para os homens e 126,8% para as mulheres. Um aumento de cerca de 30% desde 2009”, adianta o social democrata. “A população da nossa ilha está cada vez mais envelhecida. E aquilo que era um problema tendencial das ilhas mais pequenas também está a atingir de forma intensiva a Terceira, exigindo uma intervenção dos responsáveis governamentais”, defende.

O índice de dependência demográfica cifra-se nos 43%, com uma taxa de fecundidade de 35,9%, - isto, dados de 2016 -: “Ou seja, cada vez mais os casais têm menos filhos, e na ilha Terceira isso está a acontecer de forma muito objectiva e acentuada”, diz Rui Espínola.

O Vice-presidente do PSD local afirma que “este é também o resultado de políticas económicas falhadas, e que colocam a ilha Terceira e os Açores nos piores rankings dos indicadores sociais”. “Temos 11,6% de pessoas a usufruir do RSI, quando a média nacional é de 3,2%, e a nossa taxa de desemprego está nos 8,7%. Essa instabilidade e essa precariedade é sentida pelos nossos jovens no mercado de trabalho, por via dos estágios e dos programas ocupacionais”, acrescenta.

Rui Espínola reforça que “essas dificuldades levam a que os nossos jovens que vão estudar para o exterior, não regressem por falta de oportunidades, numa marca socialista na Terceira que afecta negativamente o nosso futuro geracional”, lamenta. Assim, entende o PSD/Terceira que o Governo Regional “tem de dar respostas efectivas a estes problemas, por via da criação de condições que permitam uma melhoria da actividade económica e maior investimento privado”.

“É urgente um aumento do emprego e da melhoria das condições de vida dos terceirenses”, assim como são necessárias a implementação “de medidas de apoio à natalidade, que incentivem o seu aumento uma inversão da taxa de crescimento natural negativa da última década”, conclui.

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