Bolieiro no Brasil incentiva relações económicas entre os Açores e Santa Catarina

bolieiro no brasilO Presidente da Câmara Municipal de Ponta Delgada afirmou que “é um orgulho para os Açores constatar o sucesso actual do Estado de Santa Catarina, no Sul do Brasil, fundado por açorianos há 270 anos”.

José Manuel Bolieiro falava Terça-feira, na Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (FIESC), durante a sua visita oficial à cidade de Florianópolis.

O chefe do executivo camarário do maior município açoriano reuniu com o Presidente da FIESC, Glauco Côrte, que representa mais de 50.000 indústrias, especialmente ligadas ao Turismo e às Novas Tecnologias, num Estado que regista actualmente a melhor qualidade de vida do Brasil.

José Manuel Bolieiro informou que o Município de Ponta Delgada “está disponível para colaborar no reforço das relações” entre a Região Autónoma dos Açores e o Estado de Santa Catarina, “considerando as cumplicidades do passado e as potencialidades do presente”.

“Ponta Delgada é o centro económico dos Açores”, explicou o responsável autárquico, “com reconhecido potencial para captar investimento externo, designadamente no âmbito das oportunidades ligadas à economia do mar”.

“Tenho procurado criar contextos facilitadores do investimento”, disse José Manuel Bolieiro, destacando o relativo sucesso económico da duas cidades-irmãs: “Florianópolis assume-se como cidade inovadora e Ponta Delgada afirma-se como Smart City”.

O protocolo de cooperação recentemente celebrado entre a Câmara do Comércio e Indústria de Ponta Delgada e a Associação Comercial e Industrial de Florianópolis foi referido pelo autarca açoriano como um exemplo de possível aproximação económica entre as ilhas de São Miguel e de Santa Catarina.

Depois da reunião na sede estadual da FIESC, onde conheceu o recém-criado Observatório de Inteligência Industrial, José Manuel Bolieiro deslocou-se ao Município de Palhoça para conhecer a Cidade Sustentável e Criativa de Pedra Branca.

O autarca açoriano reuniu com o presidente do conselho de administração deste empreendimento urbanístico de carácter inovador no Brasil, Valério Ramos Gomes, que se desenvolve em 250 hectares para cerca de 40.000 residentes.

No segundo dia da sua vista oficial à cidade de Florianópolis, o Presidente da Câmara Municipal e dos Serviços Municipalizados de Água e Saneamento de Ponta Delgada manteve ainda um encontro de trabalho com o Presidente da CASAN - Companhia de Água e Saneamento do Estado de Santa Catarina, Adriano Zanoto.

José Manuel Bolieiro inteirou-se das novas soluções adoptadas pela cidade-irmã de Ponta Delgada, com a apresentação do projecto de recuperação da qualidade da água que decorre na beira-mar de Florianópolis.

PSD exige esclarecimento sobre os rastreios de retinopatia diabética em São Miguel

medico 1O Grupo Parlamentar do PSD/Açores exige ao Governo um esclarecimento sobre o facto dos rastreios de retinopatia diabética em São Miguel não estarem a ser entregues aos médicos dos centros de saúde, mesmo depois de realizados por uma técnica habilitada e enviados para a Associação dos Diabéticos de Portugal. 

Segundo Luís Maurício, deputado e porta-voz do PSD/Açores para a Saúde, há um ano que os médicos de Medicina Geral e Familiar dos centros de saúde de São Miguel não recebem informação sobre o rastreio que é feito aos seus doentes - tal como denunciou também a RTP/Açores -, uma situação que “põe em causa o diagnóstico atempado de uma doença que pode levar à cegueira”. 

“Porque razão a informação extraída dos rastreios feitos aos doentes em 2017 não foi enviada aos Médicos de Família dos Centros de Saúde de S. Miguel? Onde se encontra a informação clínica decorrente da análise das fotografias dos doentes rastreados e, pelos vistos, analisada pela Associação dos Diabéticos de Portugal?”, questiona o PSD/Açores no requerimento entregue no parlamento. 

Luís Maurício lembra que o relatório da avaliação intercalar do Plano Regional de Saúde 2014-2016, com extensão até 2020, enviado ao Parlamento regional em Fevereiro, refere que o “Diagnóstico Sistemático da Retinopatia Diabética na RAA” foi retomado em 2015. Nesse relatório, porém, não há qualquer referência ao rastreio de retinopatia diabética na ilha de S. Miguel no período 2015-2016. 

“Até quando o rastreio da retinopatia diabética foi efectuado por técnica do hospital de Ponta Delgada, enviado aos Médicos de Família da Unidade de Saúde de Ilha de S. Miguel e posteriormente, os casos positivos, referenciados à consulta de oftalmologia do mesmo hospital?”, questiona o PSD/Açores. 

O porta-voz dos social democratas para a Saúde frisa ainda que é importante que o Executivo clarifique os motivos que levaram que as fotografias oculares passassem a ser enviadas para a Associação dos Diabéticos de Portugal e que esclareça se essas fotografias, depois de enviadas e analisadas pela Associação dos Diabéticos de Portugal, foram devolvidas e a que entidades. 

O PSD/Açores pretende também saber se em 2018 foi efectuado rastreio de retinopatia em São Miguel e, em caso negativo, a que se deveu a suspensão. 

“Tendo em conta que o Hospital de Ponta Delgada tem cerca de 4000 doentes à espera de uma marcação de consulta de oftalmologia, tem o Governo prevista alguma medida no sentido de proporcionar consulta prioritária, efectuada em tempo útil, atendendo a que a retinopatia diabética pode conduzir à cegueira, aos doentes com rastreio positivo?”, questiona Luís Maurício, no requerimento.

PSD promove debate “Democracia na Comunicação Social”

Teatro RibeiragrandenseA Comissão Política de Ilha do PSD/São Miguel organiza hoje a conferência “A Democracia na Comunicação Social”, pelas 20h30, no Teatro Ribeiragrandense.

Segundo é avançado em nota de imprensa, a iniciativa “enquadra-se num desafio lançado pelo líder do partido às estruturas locais, para promover debates abertos à comunidade em geral, e que possam ser importantes contributos para novas políticas que melhorem o dia a dia dos açorianos”. 

O debate será moderado pelo jornalista Osvaldo Cabral, tendo como convidados Victor Alves (sub-director da RTP/Açores), Joaquim Ferreira Leite (director do Jornal Audiência) e José Manuel Santos Narciso (director adjunto do Correio dos Açores).

O programa inclui igualmente uma intervenção inicial do Presidente do PSD local, Alexandre Gaudêncio, encerrando os trabalhos com uma intervenção do líder regional do partido, Duarte Freitas.

 

BE questiona Ministro sobre problemas dos serviços dos CTT nos Açores

CttO Bloco de Esquerda revelou ter recebido “inúmeras denúncias sobre extravios e atrasos de encomendas nos Açores, da responsabilidade dos CTT”, e questionou o Governo da República se não considera que esta situação “viola as obrigações de serviço público a que os CTT estão obrigados”.

Num documento enviado Quarta-feira ao Ministro do Planeamento e das Infraestruturas, os deputados do BE na Assembleia da República, Heitor de Sousa e Paulino Ascensão, revela situações de atrasos de “cartas relativas a pagamentos com data limite e cujo atraso se concretiza no pagamento de coimas e juros”, e situações relativas a atrasos no recebimento de “vales de reforma, que acentuam graves carências económicas a quem depende absolutamente desse recebimento para a sua sobrevivência”.

Perante estas situações, o Bloco de Esquerda quer saber que medidas irá tomar o Governo da República para garantir o normal funcionamento do serviço postal nos Açores, e se o Governo está disponível para disponibilizar os indicadores de distribuição postal na Região.

Os deputados Heitor de Sousa e Paulino Ascensão perguntam ainda ao Governo se a degração da prestação do serviço postal universal poderá levar à recuperação pelo Estado do controlo público dos CTT, para que o serviço volte a ser cumprido, pelo menos, em padrões semelhantes aos que existiam antes do processo de privatização.

O BE salienta que a privatização dos CTT, concluída em 2013, tem vindo a comprometer o cumprimento das obrigações de serviço público, com efeitos notórios na degradação do serviço postal existente. Em detrimento de maior investimento no serviço público, os novos acionistas privados não se coíbem de descapitalizar a empresa para repartir lucros entre si bastante acima dos lucros obtidos, ao mesmo tempo que promovem despedimentos, encerramento de balcões e uma degradação geral no serviço postal.

O partido siblinha ainda que os atrasos e extravios que ocorrem nas correspondências de e para os Açores foram já diversas vezes reportados ao Governo, sem que, no entanto, as situações tenham sido resolvidas.

PSD/Açores recusa retrocesso na mobilidade dos açorianos

Duarte FreitasO Presidente do PSD/Açores afirmou que o partido não aceita qualquer retrocesso na mobilidade dos açorianos, nomeadamente no que diz respeito às ligações aéreas entre a Região, o continente e a Madeira.

“É inaceitável que o Governo da República queira cortar nas verbas da mobilidade para as regiões autónomas e inconcebível que o Governo Regional dos Açores o aceite”, afirmou Duarte Freitas, no início das jornadas parlamentares do partido, que decorrem na ilha de São Jorge.

O líder dos social democratas açorianos salientou que o actual modelo de transporte aéreo entre os Açores e o exterior, em vigor há três anos, permitiu “duplicar o número de passageiros” nas ligações aéreas entre os Açores, o continente e a Madeira e tem feito com que o turismo “continue a bater recordes”.

“Colocar tudo isto em causa é renegar a melhor notícia para a economia açoriana dos últimos 15 anos. Sabemos bem que o PS e o Governo Regional não queriam este modelo, mas que acabaram por se tornar seus defensores, tal foi o sucesso alcançado na mobilidade dos açorianos e no turismo nos Açores”, considerou.

Duarte Freitas explicou que “a ultrapassagem entre a verba que estava estimada para os Açores em 2015 e aquilo que foi realmente gasto no Subsídio Social de Mobilidade em 2016 e 2017, representa apenas um impacto de 0,00008 por cento no Orçamento do Estado”.

“Assim, o PSD/Açores recusa qualquer retrocesso na mobilidade dos açorianos. E exige dos governos Regional e da República a clarificação de todo este processo”, defendeu.

O presidente do PSD/Açores mostrou-se, por isso, “muito preocupado” com as notícias que dão conta da intenção do Governo da República de cortar nas verbas destinadas à mobilidade aérea entre o continente e as regiões autónomas.

O líder social democrata lembrou que “o princípio da continuidade territorial, a este nível, sempre foi, e bem, assumido pelo Estado português, através do Orçamento do Estado”.

Em Novembro passado, referiu, o Ministro do Planeamento e das Infra-estruturas anunciou a criação de um grupo de trabalho entre o Governo da República e os governos regionais dos Açores e Madeira, para analisar, no prazo de 60 dias, eventuais alterações ao modelo existente.

“Até hoje, nada se soube, a não ser as informações que dão conta de que os trabalhos estarão concluídos até final de Abril e a grande preocupação financeira do Governo da República com o modelo”, disse.

Duarte Freitas acrescentou que, para o PSD/Açores, “as únicas alterações ao modelo passíveis de serem aceites são apenas aquelas que possam beneficiar os açorianos, nomeadamente no que diz respeito à simplificação dos reembolsos das passagens aéreas”.