Homem de 64 anos detido por suspeita de tráfico de droga

PJ1A Polícia Judiciária (PJ) anunciou ontem a detenção de um homem suspeito do crime de tráfico de estupefacientes.

A detenção, realizada no âmbito de uma investigação em curso, através do Departamento de Investigação Criminal de Ponta Delgada, com a colaboração da equipa cinotécnica da GNR, “ocorreu na ilha Terceira, tendo sido encontradas na posse do suspeito folhas secas e prensadas de canábis, prontas para comercialização”, informou a PJ. 

Segundo a mesma fonte, o detido, de 64 anos de idade, foi presente à autoridade judiciária competente “para efeitos de interrogatório e aplicação das medidas coactivas tidas por adequadas”.

 

Jovens de Santo António recordam açoriano baleado pela PIDE

Santo António - 25 de abrilO Grupo de Jovens interactivos de Santo António, em parceria com a Junta de Freguesia, promove o evento “Comemorações de Abril” que se realiza entre hoje e amanhã. Com a iniciativa, o grupo pretende “enaltecer o 25 de Abril de 1974 e as mudanças que este proporcionou aos portugueses” e homenagear João Guilherme Rego Arruda, natural da freguesia de Santo António, o açoriano que foi baleado mortalmente na sede da PIDE, em Lisboa, a 25 de Abril de 1974”. O evento vai contar com diversas actividades, com a participação do artista Luís Alberto Bettencourt acompanhado por Pilar Silvestre, da jornalista da Antena 1 Açores, Carmen Ventura, que vai abordar o tema da Comunicação Social em tempos de Ditadura e do antigo combatente da guerra colonial, Gilberto Couto, com a palestra “Viver em tempos de Ditadura”. 

Em comunicado, a Junta de Freguesia de Santo António felicita os jovens da freguesia pela organização do evento, “confiante que estes jovens servirão de fonte de inspiração para os mais novos e, em especial, para as gerações vindouras para que o mesmo tipo de regimes autoritários não voltem a suceder”. Recorde-se que, no ano passado, a freguesia de Santo Antonio, inaugurou o “Monumento à Liberade” da autoria de Álvaro França, em homenagem a João Guilherme Rego Arruda. A JFSA apela ainda ao governo da República e ao Presidente da República para que “se siga o exemplo, na realização de uma homenagem pela coragem e valentia das quatro vítimas civis mortais daquele dia, com um monumento à liberdade, reconhecendo assim de uma forma geral todos os milhares de cidadãos que saíram à rua naquele dia histórico para Portugal”.

Açoriana Márcia Sousa deixa as funções de Vice-Cônsul em Providence

marcia sousa 1(PROVIDENCE, EUA) - Rodeou-se do maior êxito a homenagem a Márcia Sousa, que cessou as fun­ções de vice-cônsul de Por­tugal em Providence. 

Mais de 400 pessoas surpreen­deram a homenageada, reunidas na passada sexta-feira no salão do Clube Juventude Lusitana, em Cumberland, aquele reduto português nos EUA e que muito, acertadamente, é designado por “catedral er­guida em nome de Portu­gal”.

Uma “catedral” que tem servido de sala de visitas a entidades de visita ao estado de Rhode Island e que agora viu enriquecido o seu historial com a grande demonstração de apreço à vice-cônsul de Portugal em Providence.

Mas se a afluência ultra­passou as 400 pessoas, sendo surpresa, se fosse publicitada as instalações do Clube Juventude Lusi­tana não poderiam albergar todos quantos, por certo, gostariam de prestar a sua homenagem ao trabalho notável e relevante de Márcia Sousa.

 

Discursos de homenagem

 

“A presença das entidades consulares desta região, dos representantes do poder associativo, de um nunca mais acabar de amigos, para homenagear Márcia Sousa é algo memorável que passará a fazer parte do já longo historial da comunidade. Todos juntos vamos agradecer a esta mulher, a esta profissional a esta senhora extraordi­nária com que muitos de nós tivemos oportunidade de lidar bem de perto e mi­lhares a nível de consulado e todos com um dado co­mum. Simpatia e profissio­na­lismo”.

Foram palavras de Brian­na Medeiros, que só por si deu uma lição às mais de 400 pessas, conduzindo to­do o cerimonial em portu­guês. 

Por sua vez, Henrique Craveiro, presidente do Clube Juventude Lusitana, afirmou: “O Clube Juventude Lusitana sente um grande e especial orgulho ao ter feito parte da comissão que organizou este jantar de homenagem a Márcia Sousa. Maior é o nosso gosto, muito maior, saben­do que no mundo não há gente tão maravilhosa, tão amável, tão carinhosa e tão amiga como tem sido Márcia Sousa.

Esta senhora é sócia, amiga. Em nome dos presidentes da assembleia geral Albano Saraiva, conselho fiscal, José Silva de todos os directores e sócios, uma grande abraço de amizade, na certeza de que o seu trabalho jamais será esquecido”.

Mas se o estado de Rhode Island se manifestou perante o profissionalismo e competência de Márcia Sousa, esta forma de ser e proceder, contaminou os estados vizinhos e mesmo Washington.

 

Elogios de congressista federal

 

Por exemplo, David Ciciline, congressista federal em Washington, sublinhou o seguinte: “Estou encantado, peran­te a presença de tantas pessoas, poder dizer obrigado a Márcia Sousa, pelo relevante trabalho desempenhado. O trabalho desempenhado como enti­dade máxima do Consulado de Portugal em Providence foi notável e a comprová-lo está esta multidão aqui presente. De salientar o apoio do seu marido, o senador Daniel da Ponte, ao longo de todos estes anos de serviço consular. De salientar a presença do vice-governador de Rhode Island, Daniel Mckee. Quero ainda acrescentar que tem sido um grande prazer poder trabalhar com Márcia Sousa ao longo dos anos, quer em assuntos relacionados com o meu trabalho em Washington, como aqui em Rhode Island. Tem sido um exemplo de dedicação e profissionalismo. E o mais relevante tem sido a dedicação à comunidade. Vai ser uma grande falta junto do consulado, se bem que se vá manter a trabalhar com a sua comunidade”, referiu David Ciciline, que concluiu com a entrega de um diploma de honra do Congresso dos EUA.

Shelly Pires, cônsul de Portugal em New Bedford, era mais uma entidade consular que se juntou à homenagem a Márcia Sousa. 

O corpo consular de New Bedford deslocou-se a Cumberland, em preito de homenagem a uma senhora, cujo profissionalismo foi relevante nas palavras proferidas durante a noite sublinhando as obras desenvolvidas durante o seu mandato.

“Se todos nós pudéssemos vir aqui e dizermos algumas palavras seriamos unânimes e juntaríamos os nossos sentimentos aos aqui partilhados de agradecimento e reconhecimento da qualidade profissional da Márcia e também das suas qualidades humanas transparecendo ao longo de todos estes anos ao serviço do Consulado de Portugal em Providence.

A vossa presença aqui é o estímulo de união que ela conseguiu em relação à comunidade. A Márcia foi uma excelente colega. Sempre leal. Sempre disponível. Sempre aberta a cooperar. Tenho a certeza que continuará a ser um excelente membro desta comunidade e a contribuir para o seu bem estar. Continue a brilhar como o fez até aqui”, concluiu Shelly Pires.

Na qualidade de conselheiro das Comunidades e elemento da comissão do jantar de homenagem, usaria da palavra João Pacheco, amigo pessoal da homenageada. 

 

“Não houve vontade política”

 

E a concluir o programa subiu ao palco Márcia Sousa.

“Eu tive o cuidado de visitar todas as organizações para me despedir. Mas a surpresa que aqui me fizeram ficará guardada na minha mente para toda a vida.

Eu não encaro esta iniciativa como uma festa de despedida. Eu não vou deixar de ser a Márcia, vou deixar de ser um título que se chama de vice-cônsul”, salientou Márcia Sousa, que acrescenta:

“Não é uma despedida é um recomeço na minha vida. Vou mudar de trabalho. Nada mais vai ser mudado. As minhas actividades são as desenvolvidas ao longo dos tempos”.

E sublinhando as novas leis e as suas consequências, refere: “Através das actuais decisões o Estado português tem perdido muito boa gente. Saio. Mas saio de consciência tranquila. Depois de longos anos dedicados ao consulado e ter de sair custa. Custa mesmo muito”.

E mais à frente acrescenta: “Tomem esta homenagem como sendo de todos vós”, concluiu Márcia Sousa.

Ao nosso jornal, acrescentaria: “Tinha gosto em continuar. Direi que era mais o gosto do que a esperança. Tinham de ser criadas condições para ficar. Não há qualquer limitação financeira. Não há qualquer limitação em termos de lei. Há apenas uma falta de vontade política. Eu pedi uma categoria profissional. Portugal não fez, para mim, não fez para a Clara, em New Bedford. Todos os chanceleres reformados, ninguém foi substituído”. 

 

De Rabo de Peixe até aos EUA

 

José Velez Caroço, cônsul geral de Portugal em Boston, fez o retrato de Márcia Sousa: “Márcia Sousa nasceu na vila de Rabo de Peixe, São Miguel. Formou-se em Ges­tão de Empresas na Univer­sidade dos Açores e exerceu funções profissionais nesta área em São Miguel.

Aos 33 anos veio para os EUA, onde permanece desde 2008 na companhia do marido, Daniel da Ponte, senador e seus dois filhos, António e Sofia.

Durante sete anos prestou serviço no consulado de Portugal em Providence, RI, tendo exercido a função de vice-cônsul nos últimos quatro anos, posto em que sobremaneira se distinguiu. O profissionalismo e dedi­cação sem limites de Márcia Sousa conquistaram a comu­nidade. O seu contagiante dinamismo, a forma despre­tensiosa mas profundamente eficaz como comunica com todos e o papel que tem exercitado na promoção da nossa comunidade em múltiplos níveis são marcas da sua personalidade e do trabalho que tem desenvol­vido, e do qual vamos certa­mente sentir muita falta.

Felizmente Márcia Sousa diz-se disponível para conti­nuar a apoiar a nossa comu­nidade. Queremos agradecer-lhe profundamente tudo o que tem feito e desejar-lhe o maior sucesso em tudo o que continuar fazendo doravante. Aqui fica a nossa sentida homenagem a esta mulher de força”.

 

Exclusivo Portuguese Times/Diário dos Açores

Quinto aniversário da morte da pianista Susana Rodrigues assinalado nas Furnas

Susana Rodrigues - livramentoA pianista Susana Rodrigues vai ser homenageada na Furnas, quando se comemora o 5º aniversário da sua morte, com um Sarau Musical a realizar no Casino Terra Nostra daquela freguesia no próximo dia 12 de Maio.

Maria Susana da Silva Rodrigues faleceu nas Furnas a 24 de Abril de 2013.

Desde muito nova sentiu-se, fortemente, atraída pela ciência dos sons, influenciada naturalmente pelo ambiente familiar, a mãe foi exímia guitarrista e precursora do fenómeno das serenatas furnenses e o pai, professor de música, maestro e compositor em diversas agremiações e sociedades filarmónicas desta ilha, o conhecido compositor Benjamim Rodrigues.

Após a conclusão dos seus estudos primários, particularmente, estudou solfejo, piano e História da Música, praticou intensamente todos os clássicos, destacando sempre os que mais admirava, Franz Schubert e Franz Liszt que vezes sem conta dedilhou com entrega e entusiasmo.

Será por meados da década de 50 do século XX que se apresentará ao público pela primeira vez no palco do Casino da então e hoje extinta, Sociedade Terra Nostra do Vale das Furnas. Possuidora de uma técnica e estilo únicos, hábil no teclado a sua mão esquerda impressionava quem com ela partilhava o piano, dificilmente se enganava ou trocava os dedos à procura da nota certa. Segundo o músico-pianista jorgense, já falecido, José do Livramento Meireles de Pamplona, que com ela fez várias vezes dupla ao piano, - “a dupla perfeita,” como era conhecida, o que mais lhe impressionava em Maria Susana “era a sua experiência e facilidade que tinha em tocar partituras dos mais variados géneros musicais! Uma raridade que o mundo não pôde conhecer.”

Após o seu casamento fixou residência na ilha de Santa Maria, nas imediações do Clube Asas do Atlântico no Aeroporto Internacional daquela ilha até 1969. Susana Rodrigues, recordou sempre o tempo em que ali viveu, os anos sessenta, anos de ouro e de transformação para o mundo, foram ali vividos de forma muito intensa e exigente. A elegância e a modernidade da sociedade e dos salões marienses, designadamente, do Clube do Asas do Atlântico, neste período contrastava com os tradicionais e conservadores salões micaelenses. As sonoridades latino-americanas, as danças de salão davam lugar a outras sonoridades modernas que a ilha de Santa Maria, rapidamente, absorveu no seu quotidiano. 

A existência de uma vasta comunidade internacional, ali estabelecida, bastou para o surgimento de um estilo de vida muito exigente relativamente ao existente nas restantes ilhas do arquipélago. Nesta fase adoecerá sendo-lhe diagnosticada, mais tarde, uma patologia grave, ganhará de oferta o seu segundo piano, um “Pétel de 1949,” mas o seu desalento dará inicio a uma profunda depressão que jamais recuperará.

Maria Susana Rodrigues simboliza também, a mulher açoriana no tempo do Estado Novo, interditada e castrada nos seus direitos cívicos e sociais, predestinada à vida doméstica e em família, abandonou o sonho que acalentava de prosseguir numa carreira musical. 

O surgimento e a continuação da Guerra do Ultramar, (1961-1975), terá também contribuído para o agravamento da sua patologia, principalmente, após o nascimento dos filhos, por não se vislumbrar o fim das hostilidades, pelo contrário cada vez mais se ampliavam e agudizavam, temia pela incorporação dos mesmos na guerra colonial e com isso sofreu muito!

Seu pai, por três ocasiões diferentes, dedicou-lhe três composições: Maria Susana, Marcha grave nº 18, composta em 1936 aquando do seu nascimento, Maria Susana II, Marcha grave, composta em 1948 e Susana um bolero composto em 1963 inacabado. 

Durante cerca de vinte anos viveu em São Pedro, Ponta Delgada onde educou os filhos e a partir de setembro de 1984, regressa ao Vale das Furnas, para assistir a família mantendo-se até ao fim da vida.

 

Praia das Milícias acolhe acção de recolha de resíduos

Praia das MilíciasA Câmara Municipal de Ponta Delgada, através da Divisão de Ambiente e Serviços Urbanos, promove amanhã, 20 de abril, uma acção de recolha de resíduos na Praia das Milícias. 

Intitulada “Os Suspeitos do Costume – Do Rio ao Mar, sem Lixo”, trata-se de uma iniciativa de educação ambiental integrada no Programa Bandeira Azul 2018, cujo tema este ano é “O Mar que Respiramos”.

Segundo adianta a autarquia, pretende alertar para o problema do lixo marinho nas nossas praias com a recolha de resíduos mais abundantes e a identificação das suas origens e fontes. 

Serão recolhidos e pesados os resíduos encontrados e encaminhados para destino final adequado. 

Também será elaborado o TOP 10 dos resíduos mais abundantes na Praia e  mencionadas as possíveis origens destes resíduos. Irão participar nesta iniciativa cinco elementos da Câmara Municipal de Ponta Delgada. Caso esteja mau tempo, a acção será reagendada para 27 de Abril.