Livro “As imagens de vestir da procissão dos Terceiros” lançado na Ribeira Grande

senhor dos terceiros rib gdeO Museu Vivo do Franciscanismo, na Ribeira Grande, recebeu a sessão de lançamento do livro “As imagens de vestir da procissão dos Terceiros”, um trabalho de Duarte Chaves, doutor em História da Arte pela Universidade de Évora e mestre em Património, Museologia e Desenvolvimento pela Universidade dos Açores.

O evento contou com as presenças do Presidente da Câmara da Ribeira Grande, Alexandre Gaudêncio, bem como do provedor da Santa Casa da Misericórdia da Ribeira Grande, Nelson Correia.

Conforme se pode ler na nota enviada pela autarquia, “editada pela Câmara da Ribeira Grande, através do Museu Vivo do Franciscanismo, a obra é o resultado de uma investigação dedicada ao fenómeno da utilização de vestuário na imaginária processional utilizada nos cortejos de penitência com início no século XVII e que, no caso concreto das ilhas açorianas, se mantiveram com grande fulgor até às primeiras décadas do século XIX”.

De acordo com a mesma nota, “trata-se de um trabalho que percorre os primeiros quatro séculos de permanência efectiva da Ordem de São Francisco no arquipélago dos Açores, contando para tal com o apoio científico do Centro de História d’Aquém e d’Além-Mar (CHAM), da Universidade dos Açores e do Centro de História de Arte e Investigação Artística (CHAIA), da Universidade de Évora”.

O autor retrata um percurso com início em 1624, na ilha de Santa Maria, e que ao longo da primeira metade do século XVII se estendeu a todo o arquipélago dos Açores. 

As denominadas procissões de penitência franciscanas, fenómeno particularmente característico do espaço ibero-americano, evidenciam-se pela originalidade cenográfica, na qual é utilizado vestuário e adereços cénicos como complementos dos respectivos conjuntos escultóricos, as denominadas “imagens de vestir”.

Actualmente, Duarte Nuno Chaves realiza investigação de pós-doutoramento, é investigador integrado do Centro de História d’Aquém e d’Além-Mar (CHAM), na Universidade dos Açores, colaborando ainda com esta instituição universitária enquanto docente, leccionando disciplinas na área dos Estudos do Património Cultural, nas licenciaturas de História e Turismo.

EPRG celebra 20 anos com sessão solene de entrega de diplomas

20 anos EPRG

A Escola Profissional da Ribeira Grande, no âmbito das comemorações do seu 20º aniversário, viveu mais um momento festivo, com uma sessão solene de entrega de diplomas e quadro de honra. Na cerimónia estiveram presentes o Presidente da Câmara Municipal da Ribeira Grande, Alexandre Gaudêncio, a Directora Regional do Emprego e Qualificação Profissional, Paula Andrade, em representação do Presidente do Governo Regional, os antigos directores da escola, Francisco Rodrigues e António Costa, directores de outras escolas profissionais e representantes de entidades da Ribeira Grande. 

O Director Geral da Escola, Gui Martins, a Directora Regional do Emprego e Qualificação Profissional, Paula Andrade e o Presidente da Câmara Municipal da Ribeira Grande, Alexandre Gaudêncio, destacaram o importante contributo da escola ao longo destes 20 anos para o desenvolvimento do concelho em particular e da Região em geral, frisando o facto de no seu início apostar em cursos na área da pesca e de ao longo da sua existência ter vindo a diversificar a sua oferta por outras área, de acordo com as necessidades do mercado de trabalho, como construção civil, informática, apoio à infância, produção agrária, artes gráficas, turismo, termalismo, recepção, apoio familiar e à comunidade, electrónica e telecomunicações, design de moda, entre outras.

Foram entregues cerca de 120 diplomas, 71 a diplomados dos cursos técnico profissionais de Apoio Psicossocial, Recuperação do Património Edificado, Animador Sociocultural e Produção Agrária/Animal e  49 a diplomados de cursos REACTIVAR técnicos de Apoio Familiar e à Comunidade, Acção Educativa e Electrónica e Telecomunicações). Além disso, foram, também, entregues 36 certificados de acções de formação pós laboral, Inglês iniciação, Inglês continuação e Atendimento e Informação Turística e 17 certificados da formação pedagógica inicial de formadores. Foram destacados os quatro melhores formandos do triénio 2014/2017, Emanuel Machado, do curso Técnico de Recuperação do Património Edificado, Pedro Plácido, do curso Técnico de Produção Agrária/Animal, Sabrina Vieira, do curso Técnico de Animador Sociocultural e Celina Andrade, do curso Técnico de Apoio Psicossocial.

A sessão contou com uma participação significativa de formandos, passando pelos apresentadores Telma Moniz e João Caçador, formandos, do 1º ano, dos cursos Técnicos de Recepção e de Informática de Gestão, respectivamente a apresentação de uma revista dos 20 anos da EPRG, elaborada, no âmbito da Prova de Aptidão Profissional (PAP) pelos formandos Nádia Furtado e André Macedo, do curso Técnico de Artes Gráficas, 3º ano, o momento cultural foi da responsabilidade da diplomada do curso Técnico Animador Sociocultural, Brenda Barbosa, uma peça “Teatro de rua”, realizado no âmbito da Prova de Aptidão Profissional, com a orientação e encenação do formador Tiago Silva. A peça teve como objectivo revitalizar e demonstrar a multidisciplinariedade dos animadores socioculturais, na abordagem de diferentes pessoas, como crianças, adolescentes, jovens, idosos, necessidades educativas especiais e mobilidade reduzida. A sessão terminou com o hino da Escola cantado por formandos do curso Técnico de Recepção, 1º ano e  pelos colaboradores da escola.

 

Desmanteladas duas estufas de plantação de canábis

Apreensão canábis PSP

A Polícia de Segurança Pública (PSP) anunciou o desmantelamento de duas estufas de plantação de canábis, numa freguesia limítrofe à cidade de Ponta Delgada.

A descoberta foi feita através da Esquadra de Investigação Criminal de Ponta Delgada (EIC) e a plantação estava, segundo adiantou a PSP, “meticulosamente montada no quintal de uma residência”.

“A operação desencadeada pelos polícias da EIC foi efectuada com recurso a várias diligências de investigação, entre elas a realização de busca domiciliária, no decorrer da qual foi possível deter um indivíduo suspeito da prática de cultivo e tráfico de estupefacientes, bem assim, apreender 120 plantas de canábis em avançado estado de maturação”, explica a Polícia em comunicado.

Segundo a mesma fonte, todas as plantas estavam “passíveis de virem a ser transformadas em elevado número de doses” de droga, que caso se fosse vendida no mercado do consumo micaelense, “permitiria a obtenção de elevados lucros financeiros”. 

A PSP deparou-se “com a edificação de uma estrutura produtiva devidamente montada com todos os equipamentos necessários ao adequado cultivo de plantas de canábis”, que continham um “apropriado sistema de iluminação, aquecimento, tubagens de ventilação, extractores e materiais de isolamento”, material esse que entretanto foi apreendido à ordem do processo.

O detido, de 51 anos de idade e sem cadastro, foi presente às autoridades judiciárias competentes, tendo-lhe sido aplicada a medida de coacção de apresentações periódicas na Polícia de Segurança Pública.

Alexandre Gaudêncio assume “mudança de rumo” no Ensino Profissional

alexandre gaudencio ensino profissionalAlexandre Gaudêncio assumiu a intenção da Câmara da Ribeira Grande em “substituir-se ao Governo Regional dos Açores no que concerne à mudança de rumo no que às políticas de Ensino Profissional diz respeito” porque este, acrescentou, “vive dias conturbados e de falta de estratégia”.

“Temos que mudar de rumo no que às políticas do Ensino Profissional diz respeito e, se para tal for necessário substituir-nos ao Governo Regional, iremos fazê-lo, porque precisamos de cursos que respondam às necessidades do mercado actual, em particular as necessidades que urge colmatar por via do crescimento turístico”, salientou.

O Presidente da Câmara da Ribeira Grande assumiu esta intenção na sessão solene comemorativa do 20.º aniversário da Escola Profissional da Ribeira Grande, lembrando o passado para entroncar no presente que não responde à oferta existente no mercado de trabalho.

“Há vinte anos atrás a escola abria portas com um curso de pescas, formação que fazia todo o sentido na altura. No entanto, o propósito de dar resposta às necessidades do concelho perdeu-se ao longo dos anos. Hoje, a escola profissional está diminuída na sua acção por via do ensino profissionalizante instituído nas escolas públicas”, criticou o autarca.

Alexandre Gaudêncio entende que esta opção “faz com que os jovens não optem pelas escolas profissionais e coloca em risco o futuro do ensino profissional na região, pois há escolas com capacidade para receber muitos mais alunos e estão a funcionar só com meia dúzia de cursos”.

À “concorrência com o ensino público” junta-se a “premência das verbas destinadas para o efeito sejam, de facto, canalizadas para o ensino profissional”, sustentando que “a expectativa criada para o quadro comunitário em vigor não se concretizou”.

Nesse sentido, Alexandre Gaudêncio não deixou margem para dúvidas e assumiu o papel interventivo da autarquia. “Vamos arrancar, a partir de Setembro, com uma série de cursos profissionais direccionados para o mercado de trabalho e para o crescimento que o turismo está a registar na Ribeira Grande.”

“São cursos que vão responder às necessidades do mercado na área do turismo, sector que nos próximos 2/3 anos vai criar cerca de duzentos postos de trabalho, seja em andares, mesa/bar ou cozinha. E é para preencher as lacunas existentes que temos de trabalhar porque, da parte dos promotores, temos a garantia que vão empregar quem tiver diploma nestas áreas”, acrescentou.

Alexandre Gaudêncio vincou a intenção da autarquia trabalhar em sintonia com a escola profissional com o intuito de “dar emprego aos ribeiragrandenses e recuperar o propósito para que foi criada, ou seja, concretizar a visão estratégica direccionada para o mercado de trabalho aquando da sua fundação”.

Neste particular, o edil teceu palavras elogiosas ao autarca que presidia à Câmara da Ribeira Grande em 1998. “É importante e justo realçar a visão de António Pedro Costa, Presidente que teve visão estratégica na altura. Se não fosse ele, hoje não estaríamos aqui a celebrar os vinte anos da escola.”

A concluir a sua intervenção, Alexandre Gaudêncio deixou algumas questões no ar. “Qual o futuro do ensino profissional nos Açores? Como estará daqui a vinte anos? A resposta é difícil porque a falta de estratégia do Governo Regional pode colocar em risco tudo o que foi feito até ao momento”, finalizou.

 

‘Momondo’ recomenda Aldeia da Cuada

A ‘Momondo’, um dos maiores motores de busca internacionais ligado ao sector do turismo, recomenda a Aldeia da Cuada, na ilha das Flores, como um dos melhores 10 lugares de Portugal para turismo rural.

Aldeia da cuada - FloresSegundo a ‘Momondo’, que classifica o lugar em nono entre os dez escolhidos, “na ilha das Flores, que pertence ao Arquipélago dos Açores, encontramos a Aldeia da Cuada. Com apenas quinze casas recuperadas, esta aldeia é um excelente local para fugir à confusão dos grandes centros urbanos. Para quem gosta de fazer caminhadas existem trilhos pedestres onde é possível conhecer o interior de toda a ilha das Flores”.

Para este motor de pesquisa, Portugal é um país repleto de recantos rurais que convidam ao descanso e à descoberta da natureza. De norte a sul do país, passando pelas ilhas, existem muitas possibilidades para encontrar deslumbrantes locais de turismo rural para passar uns dias de descanso e repor energias.

Serra da Freita, Serra da Estrela e Aldeia da Pena são os três primeiros lugares recomendados, “longe do stress citadino e da confusão do dia-a-dia das grandes cidades” sugerindo a ‘Momondo’ que “parta à descoberta de novos locais, descubra as tradições locais e a gastronomia, ficando alojado em casas antigas com características arquitectónicas muito próprias da região onde se inserem”.