Peças de arte da Ouvidoria das Capelas expostas no Centro Municipal de Cultura

exposição ouvidoria Capelas“Da Encarnação de Deus à Santidade na vida quotidiana” é o título da exposição que a ouvidoria das Capelas, em parceria com a Comissão Diocesana dos bens Culturais e a Câmara Municipal de Ponta Delgada, tem patente ao público no Centro Municipal de Cultura.

A exposição reúne 36 peças das oito paróquias da ouvidoria, distribuídas por três núcleos. O primeiro núcleo é alusivo ao mistério da Encarnação de Deus; o segundo núcleo  permite experimentar Deus no Meio dos Homens e, o terceiro núcleo, desafia à Santidade na Vida Quotidiana.

De acordo com uma nota enviada ao Sítio Igreja Açores pelo Comissário da exposição, o padre Hélio Soares, ouvidor das Capelas, a exposição visa “divulgar o património religioso da Ouvidoria de Capelas” e “explicar o mistério da encarnação de Deus e a sua assimilação na vida dos crentes através da arte religiosa”.

“A Igreja sempre valorizou o património como forma de viver e expressar a fé”, refere o catálogo de sala, com textos da autoria do sacerdote, e “ciente da sua responsabilidade”, aproveitando o tempo de Natal promove esta exposição.

“Para a Igreja, como comunidade humana, o património é espaço de memória, que se constrói no tempo”, prossegue o texto, acrescentando que “fazer memória é um conceito presente na teologia da Igreja. Particularmente no sacramento da Eucaristia”.

“Com esta exposição queremos manter viva a identidade e memórias das nossas comunidades, divulgando um património que é seu mas integrado na sociedade, sem esquecer que o seu fim é a evangelização através do património”, refere ainda.

“Não é mera evocação do passado, mas uma actualização da sua força e da sua eficácia no hoje das gentes. Cada fiel é herdeiro de uma espiritualidade e cultura, expressa e vivida num espaço e num tempo determinado. Mas sobretudo, o fiel é testemunha e herdeiro de uma cultura cristã construída ao longo de vinte séculos, com vicissitudes várias numa cristandade global. Mais do que o espaço determinado, a identidade cultural cristã construiu-se no tempo” acrescenta.

“O património eclesial é formador de identidade da sociedade. Porque a comunidade identifica-se com o mesmo, independentemente do seu valor artístico. Revela a vivência espiritual de cada comunidade, no fundo é o seu testemunho material”, conclui.

A exposição, de entrada livre, estará patente ao público até 5 de Janeiro, véspera de Dia de Reis.

Sete ilhas dos Açores sob aviso amarelo devido a chuva e trovoada

chuvaO Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) informou ontem que iriam continuar “as condições de instabilidade provocadas pela depressão localizada a sul do arquipélago dos Açores”, que afecta em especial os grupos Central e Oriental.

Neste sentido, o IPMA emitiu ontem o aviso amarelo para as sete ilhas dos grupos Central e Oriental, relativo a precipitação e trovoada que vigora até às 11 horas de hoje.

 O Serviço Regional de Protecção Civil e Bombeiros dos Açores recomendou, entretanto, que sejam tomadas medidas de autoprotecção, que passamos a citar na íntegra:

“Mantenha limpos os seus sistemas de drenagem, bem como os adjacentes à sua residência, alerte as autoridades competentes;

Não circule sem necessidade. Pode atrapalhar a circulação das forças de segurança ou cair em buracos ocultados por lençóis de água;

Em locais não pavimentados, as águas podem causar erosão dos solos, levando à queda de muros, taludes, postes, entre outros;

Estar atento às informações e indicações da Protecção Civil e Forças de Segurança”.

Vias predominantes de transmissão do vírus da SIDA registam alterações nos Açores

Suzete Frias1Nos últimos anos, registou-se nos Açores uma alteração nas vias de transmissão do vírus da SIDA, sendo predominante a via sexual, de acordo com dados da Direcção Regional de Prevenção e Combate às Dependências.

“Nos últimos dois anos, nenhum dos casos notificados com o vírus teve como via a toxicodependência, o que se pode atribuir à implementação dos programas de substituição opiácea e de troca de seringas na Região a partir de 2000”, frisou ontem Suzete Frias.

A Directora Regional de Prevenção e Combate às Dependências falava em Angra do Heroísmo, onde anunciou a formalização de uma parceria com a Associação Abraço, que apoia pessoas com VIH/SIDA.

“Tendo a Abraço um longo caminho de prevenção e promoção da saúde, é de todo o interesse estabelecermos uma parceria no âmbito da sexualidade, infecções sexualmente transmissíveis, direitos sexuais e de género, nos eixos da prevenção, rastreios, formação e planeamento”, afirmou Suzete Frias, no final de uma reunião com o presidente da associação, Gonçalo Lobo.

A Abraço desenvolve actualmente projectos orientados para os rastreios e campanhas de prevenção, tendo a Directora Regional salientado que, “aumentando os rastreios, estamos a promover a saúde pública, porque, diagnosticando e mantendo estas pessoas no tratamento, estamos também a prevenir que se reinfectem e infectem outros”. A associação, constituída em Junho de 1992, tem por missão apoiar pessoas infectadas pelo VIH/SIDA, através de acompanhamento psicossocial e do combate à exclusão social, familiar e profissional. 

Além do apoio a pessoas seropositivas, esta associação dá formação e auxílio a trabalhadores e técnicos de saúde envolvidos com o VIH e promove campanhas de prevenção da infecção, dirigidas à população em geral.

 

Mais 20% das famílias açorianas ligaram-se à Internet

computadorOs Açores são, neste momento, a segunda região do país onde há mais famílias com acesso à Internet e a banda larga em casa, sendo ultrapassada apenas por Lisboa.

Dados relativos a 2017, a que o nosso jornal teve acesso através de estudo do INE, revelam que 84% das famílias açorianas têm acesso a Internet e banda larga em casa, enquanto que a área metropolitana de Lisboa tem 86% de acesso à Internet e 85% a banda larga.

Comparando com os valores de há cinco anos (ver gráfico), são mais 20% de famílias açorianas que aderiram à Internet e à banda larga, o maior crescimento registado em todo o país.

E se compararmos com 2005 o crescimento é ainda maior, uma vez que apenas 29% dos agregados domésticos dos Açores tinham ligação à Internet.

A nossa região está, assim, muito acima da média nacional, que é de 77% para Internet e 76% para banda larga.

A região com menos famílias com acesso à Internet e banda larga é o Alentejo, com 67% e 66% respectivamente.

Apesar do acesso à Internet através de banda larga a partir de casa ter aumentado 26 p.p. desde 2010, a taxa de penetração da banda larga entre as famílias portuguesas continua a ser inferior (em cerca 10 p.p. em 2016) à registada para as famílias da União Europeia (UE-28). 

Os níveis de acesso à Internet em casa e, em particular através de banda larga, continuam em 2017 a apresentar-se mais elevados nas famílias com crianças até 15 anos: 97% têm acesso à Internet em casa e 96% fazem-no através de banda larga. 

Em contrapartida, tal como nos anos anteriores, as famílias sem crianças registam em geral níveis de acesso mais reduzidos: 70% referem ter acesso à Internet em casa, sendo este realizado através de banda larga.

 Exceptuam-se as famílias sem crianças mas que incluem 3 ou mais adultos, com 90% de acesso à Internet, e realizado através de banda larga. 

Em 2017, 75% dos residentes em Portugal com 16 a 74 anos referiram ter usado a Internet nos 12 meses anteriores à entrevista para este estudo, proporção que revela um aumento de 4 p.p. face ao ano anterior e confirma a tendência de crescimento (cerca de 22 p.p.) face ao início da década. 

Apesar desta evolução, continua a verificar-se um distanciamento face à média da UE-28 (menos 13 p.p. em 2016). 

Os dados recolhidos evidenciam ainda que, pela primeira vez, é maior a proporção de utilizadores de Internet (75%) do que a percentagem de utilizadores de computador (70%). 

O acesso à Internet em mobilidade (fora de casa e do local de trabalho e em equipamentos portáteis) é uma realidade para 79% dos utilizadores de Internet em 2017. 

Este indicador continua a evidenciar uma tendência de crescimento. 

Dos equipamentos portáteis usados para aceder à Internet em mobilidade, o telemóvel ou smartphone é o mais referido (76%) pelos utilizadores de Internet.

 

34% da população faz compras pela Internet

Em 2017, 34% dos residentes em Portugal com 16 a 74 anos referiram ter utilizado o comércio electrónico nos 12 meses anteriores à entrevista, ou seja, mais 3 p.p. do que ano anterior e mais 19 p.p. face a 2010. 

Apesar deste crescimento, a proporção de residentes em Portugal que utilizaram a Internet para efectuar encomendas nos 12 meses anteriores à entrevista tem vindo a situar-se significativamente abaixo da taxa de utilização na UE-28. 

O tipo de produtos ou serviços encomendados através da Internet são principalmente roupas ou equipamentos desportivos, referidos por 60% dos que utilizaram o comércio electrónico nos 12 anteriores à entrevista. 

Verifica-se ainda a existência de uma proporção significativa de utilizadores que afirma recorrer à Internet para adquirir alojamento (42%), bilhetes de transporte ou outros preparativos para viagens (41%) e bilhetes para espectáculos ou eventos culturais ou desportivos (32%). 

A taxa de utilização do comércio eletrónico pelos homens (37%) é superior à das mulheres (32%) em 5 p.p..

Por outro lado, a utilização de comércio eletrónico é mais frequente nos grupos etários mais jovens, em particular para a população com 25 a 34 anos de idade (62%).

 

61% contactam com organismos públicos

 

No conjunto das pessoas que utilizaram internet nos 12 meses anteriores à entrevista, 61% referiram ter utilizado a internet para contactar com organismos da administração pública nesse período, sendo a obtenção de informações nos websites (56%) o objectivo principal. 

Ainda 42% preencheram e enviaram impressos oficiais através da internet em 2017, proporção que representa um aumento de 6 p.p. face a 2010. 

Em 2016, o valor do indicador situava-se 7 p.p. acima da média da UE-28 (34%). 

Por nível de escolaridade, as taxas de utilização do comércio eletrónico são, tal como no caso da internet, significativamente mais elevadas para as pessoas que completaram o ensino superior (68%) e para aquelas que concluíram o secundário (52%).

Os estudantes são também os que mais utilizam o comércio electrónico (58%).

PJ desarticula grupo de traficantes de droga

PJ cracháA Polícia Judiciária, através do Departamento de Investigação Criminal de Ponta Delgada, identificou e deteve três pessoas, dois homens e uma mulher, pela presumível prática do crime de tráfico de estupefacientes.

De acordo com a PJ, “as detenções ocorreram na sequência de uma investigação referente ao combate ao tráfico de estupefacientes, no decurso da qual foi possível detectar e desmantelar dois laboratórios artesanais de fabrico de metanfetaminas, situados na ilha Terceira, nas residências de dois dos suspeitos”. A mesma fonte dá conta que “no decurso da operação foi apreendida grande quantidade e diversidade de ingredientes e equipamentos utilizados no fabrico das drogas, produto já acabado, bem como balanças de precisão e embalagens próprias para a comercialização do estupefaciente”.

Os detidos, com idades entre os 39 e os 53 anos, foram sujeitos a primeiro interrogatório judicial e ficaram a aguardar os ulteriores termos do processo em prisão preventiva.