PSP fiscaliza armas na Horta

PSP3A Divisão Policial da Horta da PSP, através da Esquadra de Intervenção e Fiscalização Policial, desenvolveu na última terça-feira, dia 21 de Maio, uma acção de fiscalização direccionada a detentores de armas com detenção no domicílio, culminando esta com a entrega voluntária de duas armas (caçadeiras), em virtude dos seus legítimos proprietários já terem falecido e não existir por parte dos seus descendentes, intenção de proceder à sua regularização.
As informações foram avançadas no relatório de actividade policial da PSP que referiu também que a Esquadra de Trânsito da Divisão Policial de Angra do Heroísmo realizou uma operação de fiscalização rodoviária, tendo sido fiscalizados 48 veículos e detectadas 10 infracções de natureza contraordenacional, nomeadamente por falta de seguro de responsabilidade civil obrigatório, falta de inspecção periódica obrigatória e estacionamentos irregulares.
Quanto à sinistralidade rodoviária, na passada terça-feira ocorreram três acidentes de viação, nas estradas açorianas, dos quais resultaram apenas danos materiais, segundo apontou o mesmo relatório.

Bolieiro insiste na demolição das galerias comerciais na Calheta

calhetaO presidente da Câmara voltou a defender a demolição das galerias comerciais situadas junto ao Hotel Casino, na Calheta, e disse mesmo que o Governo dos Açores poderia aproveitar os baixios da estrutura já edificada para instalar o Centro de Saúde de Ponta Delgada.
José Manuel Bolieiro falava, terça-feira, durante um encontro de trabalho com os responsáveis pela Junta de Freguesia de São Pedro, presidida por José Leal, os quais concordaram em absoluto com a posição manifestada pelo autarca.
Segundo nota da autarquia, quer o presidente, quer os responsáveis pela Junta de São Pedro exigem que o Governo Regional tome uma posição urgente sobre o assunto que o próprio José Manuel Bolieiro levou, em fevereiro último, para uma audiência que manteve com o Presidente do executivo açoriano, Vasco Cordeiro.
Referindo-se à decisão do Governo em transferir o Centro de Saúde Ponta Delgada para a periferia, Bolieiro sublinhou que se trata de “uma decisão errada que deve ser alterada”.
Neste sentido, afirmou que o Governo Regional deveria mandar demolir as galerias comerciais da Calheta e aproveitar os baixios para instalar o Centro de Saúde de Ponta Delgada, até porque a conjuntura atual ensina que se torna cada vez mais necessário recuperar as existências e não avançar para novas construções.
Segundo adiantou, desta forma, acabava-se com a “vergonha” que foi construída na Calheta e a freguesia de São Pedro recuperava a vista para o mar, ao mesmo tempo que se reutilizava uma estrutura já existente.
Na reunião de trabalho, em que também participaram membros da Assembleia de Freguesia de São Pedro, o Presidente da Câmara anunciou que a autarquia vai instalar mais duas paragens de mini-bus na freguesia, uma junto à residência  universitária, nas Laranjeiras, e outra junto à farmácia da Associação Socorros Mútuos, em São Gonçalo.
José Manuel Bolieiro anunciou ainda que São Pedro vai contar com mais três eco-ilhas, o que vem melhorar em muito o ambiente na freguesia.
A Junta de São Pedro vai receber este ano uma verba global de 58.780, mais 102,4% relativamente ao montante efectivamente transferido em 2012. Um aumento que, para José Manuel Bolieiro, é significativo, uma vez que a autarquia, mesmo com a majoração de 20% das verbas para as freguesias rurais, consegue aumentar os montantes a transferir para as Juntas citadinas. O aumento de verbas só é possível, adiantou, graças à boa gestão da Câmara e ao estabelecimento de prioridades, nomeadamente a área social.

Mota Amaral relembra suas raízes no concelho de Lagoa

mota amaralA Câmara Municipal de Lagoa atribuiu, no último sábado, o nome João Bosco Mota Amaral ao Centro Comunitário sito à rua Prof. João Ferreira da Silva, na freguesia de Água de Pau, antigo edifício que servia de escola.
“Uma homenagem que vem depois de, no dia 11 de Abril, já ter atribuído a distinção honorífica de Cidadão Honorário do Concelho de Lagoa a esta idónea personalidade açoriana”, segundo avançou a autarquia lagoense em comunicado.
“Não ignoro as dificuldades e agruras do percurso nem as actuais, fruto de uma crise que abala o Mundo, mas tenho a certeza que tem valido a pena o esforço, que melhorámos muito e dispomos, nos Açores, de alicerces sólidos para continuarmos a seguir em frente”, afirmou João Bosco Mota Amaral na intervenção que realizou, no âmbito da cerimónia.
O antigo presidente do executivo açoriano relembrou as suas “raízes” paternas que se fixaram no concelho de Lagoa, tendo sublinhado os “tempos de pobreza” em que se vivia.
“Muita gente andava descalça. Havia mulheres e crianças pedindo pão pelas portas. Lembro-me de ter acompanhado algumas vezes a minha Tia Leonor nas suas visitas de vicentina por casas que eram autênticos tugúrios e nas tarefas que de quando em quando lhe incumbiam no Asilo das Meninas, de que o meu Avô tinha sido um dos fundadores, e na Sopa dos Pobres, servida nas lojas da casa que então era das Senhoras Canavarro, no Fisher”, referiu.
O agora deputado deputado do PSD/Açores à Assembleia Nacional, aproveitou a ocasião para realçar a “competência e actividade” dos autarcas do concelho lagoense e “o trabalho e o suor que praticaram e praticam a agricultura e a lavoura” em toda a autarquia. Mota Amaral salientou ainda a “capacidade empresarial dos que se lançaram no comércio e na indústria  e puseram a funcionar as fábricas da louça, do álcool, do sabão e das rações, além de muitas outras pequenas instalações produtivas variadas”, que tornaram, segundo afirmou, “a Lagoa numa vila, hoje cidade, industrial, com um operariado fabril competente e mestres respeitados”.
O social-democrata admitiu ainda a sua satisfação por ver o seu nome atribuído ao Centro Comunitário, situado em Água de Pau.
“Tenho muito gosto em saber-me assim associado à vida diária das gentes de Água de Pau, com quem mantive, ao longo da minha actividade política, um relacionamento intenso, que evoluiu de uma certa frieza e até hostilidade iniciais para uma estima calorosa e apoio generalizado”, sublinhou durante a sua intervenção.

PSP detém homem de 28 anos em Ponta Delgada pelo furto de 17 mil euros

notasA Polícia de Segurança Pública (PSP) de Ponta Delgada, através da sua Esquadra de Investigação Criminal (EIC), deteve fora de flagrante delito um indivíduo do sexo masculino, de 28 anos de idade, residente em Ponta Delgada, suspeito da autoria de um furto qualificado de 17.000 euros em dinheiro.
Segundo avança a força policial em comunicado, o furto ocorreu no passado dia 11 de Maio, num momento em que o ofendido havia ficado internado para tratamento no Hospital de Ponta Delgada. O suspeito, sabendo que a vítima teria esse dinheiro em sua posse, aproveitou o seu internamento no HDES para planear e executar o furto na respectiva residência.
No decorrimento da investigação, o suspeito foi indiciado pela prática do furto, tendo sido recuperada parte do dinheiro furtado e proceder à sua detenção fora de flagrante delito, uma semana após o furto.
O suspeito entretanto já foi sujeito a 1.º interrogatório judicial e foi-lhe aplicado a medida de coacção de prisão preventiva.
De acordo com a PSP, trata-se do mesmo homem que já havia sido identificado e detido pelos mesmos elementos policiais, há cerca de 8 meses, pela suspeita da prática de um furto de um cofre contendo no seu interior a quantia de 150.000 euros em dinheiro.
Já na anterior investigação, das buscas que foram na altura efectuadas à residência deste mesmo suspeito, os elementos policiais, entre outras provas que recolheram, encontraram 25.000 euros em notas.
A investigação a ambos os crimes prossegue a cargo da EIC de Ponta Delgada.

Vandalismo em 20 viaturas na Fajã de Cima


A PSP detectou, durante a madrugada ontem, na Fajã de Cima, pelas sete horas da manhã, aproximadamente vinte viaturas ligeiras de passageiros alvo de danos, nomeadamente, com alguns pneus furados.
Em comunicado, a Divisão Policial de Ponta Delgada alertou os cidadãos em geral para a ocorrência, convidando igualmente todas as pessoas que detenham informações sobre os actos de vandalismo a participarem os mesmos à Polícia.
O relatório de actividade policial da PSP, relativo ao fim-de-semana de 17 a 20 de Maio, adiantou ainda a detenção, em Ponta Delgada, no passado domingo, de um homem de 26 anos de idade, pelo crime de tráfico de estupefacientes. A força policial apreendeu 289 doses de haxixe, 11 euros, um telemóvel e uma navalha.
Foram ainda detidos treze indivíduos na ilha de São Miguel por condução de um veículo automóvel, sob a influência de álcool.
Outros sete homens foram presos pela PSP pela condução de veículo, sem estarem habilitados para tal, por crime de desobediência e ainda por resistência e coacção a Agente de Autoridade.
O relatório de actividade policial da PSP apontou ainda a realização de uma busca domiciliária, que resultou na detenção de 2 indivíduos do sexo masculino de 30 e 33 anos de idade, pelos crimes de posse ilegal de arma de fogo (caçadeira) e violência doméstica. Foi apreendido uma arma de fogo (caçadeira) e 44 cartuchos de 12mm.
A mesma fonte apontou a ocorrência de 20 acidentes de viação, nos Açores, no passado fim de semana, dos quais resultaram seis feridos ligeiros e danos materiais.

“A cultura acrescenta valor ao espaço e à sua comunidade”, diz Jesse James, co-fundador do Festival Walk&Talk

Jesse James Moniz AndaFalaA Associação Anda & Fala volta a organizar este ano, pela terceira vez consecutiva, o Festival Walk&Talk, de 12 a 27 de Julho.  Numa entrevista conjunta com Jesse James e Diana Sousa, responsáveis por aquela entidade, estes jovens dinamizadores explicam-nos como essa iniciativa mapeia a região no roteiro internacional do turismo criativo  e como pode contribuir para o crescimento económico dos Açores.

O que o Festival Walk&Talk propõe à nossa sociedade e o que pode oferecer à nossa região?
O W&T propõe uma reflexão sobre os espaços e a comunidade. Conceitos, ideias e valores são discutidos através de uma programação multidisciplinar que engloba várias expressões artísticas, desde as artes plásticas, visuais às performativas. Há objectivos claros para o festival, principalmente quando o mesmo se assume cada vez mais como um espaço e momento privilegiado para a apresentação e discussão das artes. Estamos a provar que é possível descentralizar eventos desta natureza dos grandes centros urbanos, posicionando os Açores nesse circuito de arte contemporânea. A insularidade, no nosso caso, é encarada como um trunfo.

O que a organização pretende promover este ano?
Como temos vindo a referir, este é um ano de consolidação. A continuidade passa por um maior envolvimento da comunidade nas várias dinâmicas e pela garantia de projecção do W&T a nível internacional. De uma forma geral, a programação assenta em quatro rubricas: as residências artísticas que antecedem o período oficial; o circuito de arte pública, onde se vão acrescentar novas intervenções às 62 já existentes; a Galeria W&T nas antigas Instalações da NSL no Largo de São João, cedidas pelo grupo Banif, que voltam a albergar uma exposição colectiva, workshops, conversas, e um espaço de cruzamento entre artistas, organização e público; e as matinés culturais WakeUp que ocupam todos os domingos o jardim das Portas do Mar.
 
Para a edição de 2013, que novidades trará o festival?
Arrancamos este ano com o Concurso de Jovens Criadores W&T’13, que atribuirá cinco bolsas de criação artística aos projectos vencedores, propostos por alunos inscritos no ensino secundário e profissional nos Açores. Continua o salto da parede e este ano damos espaço a novos artistas e a outros géneros de instalações que vão ocupar os espaços públicos da cidade.
Para além da introdução de novas estéticas e conceitos, o festival terá um papel mais presente na construção de novas valências na cidade. A par disso, há também um maior envolvimento com o comércio tradicional em Ponta Delgada, assumindo talhos, bares, mercearias e lojas como espaços museológicos no decorrer do festival. Trata-se de aproximar e captar novos públicos.

Que dificuldades têm sentido para implementar esse projecto?
Dificuldades há sempre. O que nos move é termos a certeza e segurança de que o W&T é um projecto com muitas vantagens, a começar pela quantidade de assuntos que activa, desde a criação artística, ao turismo e à comunicação, projecção e geo-referenciação do destino Açores. O grande desafio na implementação do projecto passa por internamente valorizarmos e percebermos o efeito multiplicador do projecto e as suas repercussões em diversas áreas. O Entre Margens, um projecto internacional no norte do País que promove Encontros Internacionais dedicados ao tema: Arte no Espaço Público–regeneração urbana através da intervenção artística, já percebeu isso e convidou o W&T como case-study e exemplo internacional ao lado de outros grandes projectos e festivais.

Que desafios coloca a associação aos seus participantes nesta edição do Walk&Talk?
O desafio é sempre a participação e o envolvimento da comunidade. Isso foi a grande mudança na 2ª edição e esperamos que se mantenha a tendência. A programação estende-se ao longo de duas semanas e, na maioria dos casos, é 100% acessível, gratuito e descomplexado. Podem ser espectadores, figurantes ou até mesmo protagonistas. O importante é apoiar a cultura com participação e conversa, ou seja, massa crítica.

Qual vai ser o ponto alto da edição deste ano?
Apesar de uma programação concertada o W&T vive muito da espontaneidade. É impossível prever o envolvimento dos artistas, a duração do seu processo criativo e de que forma interagem com o espaço. Isso cria um ambiente muito interessante no festival. É o que os artistas e o público mais valorizam. Todos os dias serão pontos altos para quem participa e partilha momentos criativos. Basta acompanharem o programa e as actualizações através das redes sociais.
Contudo, “encerramos” o festival com um espectáculo no Teatro Micaelense no dia 26, resultado da residência artística de quatro semanas com os 37.25–Núcleo de Arte Performativas.

Este ano o festival reúne quantos artistas?
No total, serão cerca de 50 artistas com trabalhos no W&T, desde o circuito de arte pública, à exposição colectiva, às conversas, workshops e residências artísticas. Mas em breve anunciamos o cartaz do festival...

Quais as localidades em que vão decorrer as manifestações de arte urbana?
Ponta Delgada volta a ser a cidade anfitriã do walk&talk, mas o festival estende-se a outras zonas da ilha, principalmente nos concelhos da Ribeira Grande onde Rabo de Peixe volta a estar no mapa de intervenções e Lagoa.

Há a possibilidade de abranger o festival a outras ilhas?
É um objectivo do W&T, apesar de logisticamente não ser muito fácil. Mas acreditamos que no futuro isso poderá acontecer através de parcerias com outras associações culturais.

O que se faz cá os Açores, a nível cultural e artístico, tem qualidade?
Há de tudo e isso é bom! O mais importante é o público ganhar referências e ser mais exigente no momento de escolha.

Qual o papel da vossa associação para a dinamização e promoção da nossa cultura, potenciando, desse modo, o “turismo criativo”? De que maneira podem contribuir para o desenvolvimento económico da nossa região?
A cultura tem um papel extremamente importante e ambivalente no desenvolvimento sócio-económico e, por conseguinte, turístico. Por um lado, garante uma programação cultural acessível a vários públicos e aumenta os índices de satisfação turística. Por outro lado, se bem comunicada, poderá ser uma forma de posicionar e comunicar o destino no exterior. Nos dois casos a cultura acrescenta valor ao espaço e à sua comunidade. Mas quando falamos em programação cultural, falamos essencialmente em produção local. O turista criativo valoriza essa interacção com o imaginário e os costumes locais, mas é também necessário abertura ao que é novo. Haverá sempre um processo de aculturação, mas mais equilibrado e sempre nos dois sentidos.
O W&T é apenas um dos exemplos deste ecossistema criativo que está a crescer nos Açores. E como todo o ecossistema, ele deve ser protegido e valorizado de forma a expandir-se.

Para se fazer cultura hoje é preciso circular nos meios “certos” para conseguir financiamento?
Os financiamentos são públicos e acessíveis a todos os cidadãos. Mais do que circular nos meios “certos”, os projectos têm de estar bem estruturados, pertinentes e com objectivos e resultados muito concretos. Há que pensar em retorno, seja ele em termos de comunicação, reinvestimento local, valorização urbanística ou desenvolvimento intelectual da sociedade. O mais importante é haver rigor na atribuição e avaliação dos projectos.