PSP identifica quatro jovens que assaltaram escola na Ribeira Grande

psp2A Polícia de Segurança Pública (PSP) identificou na última sexta-feira quatro jovens, um dos quais do sexo feminino, com idades compreendidas entre os 15 e os 20 anos, por terem furtado material da escola preparatória da Ribeira Grande.
Segundo o relatório da PSP, foi recuperado material informático, nomeadamente, quatro computadores de secretária e um Magalhães.
No mesmo dia, em Ponta Delgada, no âmbito de actuação da Esquadra de Trânsito, foi detido por violência doméstica um homem, de 42 anos de idade, sendo vítima a esposa de 54 anos de idade.
Já no sábado, foi detida uma mulher, de 46 anos de idade e um homem, de 41 anos de idade, por condução de veículo automóvel, sem habilitação legal.
A PSP deteve ainda um homem, de 32 anos de idade, por condução de um veículo automóvel, sob a influência de álcool, com uma TAS de 1.65 g/l.

Jovem tenta agredir agente com arma branca

No concelho do Nordeste, as autoridades detiveram um menor, de 17 anos de idade, por tentativa de agressão com arma branca a Agente de Autoridade.
Na freguesia da Maia, na sexta-feira, foi efectuada uma operação de fiscalização de trânsito, tendo sido fiscalizados 42 veículos e detectadas seis infracções de natureza contraordenacional, nomeadamente por condução de veículo automóvel sem cinto, falta de documentos e estacionamentos irregulares.
Já na Povoação, no domingo, na sequência de um acidente de viação, a PSP deteve um homem, de 54 anos de idade, por condução de veículo automóvel, sob a influência de álcool, com a TAS de 1.72 g/l.
Por outro lado, em Rabo de Peixe, na sexta-feira, foram detidos três homens, de 34, 27 e 25 anos de idade, após terem sido interceptados em flagrante delito, a furtar gasóleo de uma retroescavadora que se encontrava na via pública.
Na mesma vila, foi também detido por desobediência, um homem, de 30 anos de idade, após ter sido interceptado a conduzir um veículo automóvel apreendido.
Quanto à sinistralidade rodoviária, de 23 a 25 de Agosto ocorreram 21 acidentes de viação, dos quais resultaram 12 feridos ligeiros e danos materiais.

Operações de prevenção criminal no Pico e Faial
Nas ilhas do Pico e do Faial, a PSP levou a cabo, no passado sábado, duas operações especiais de prevenção criminal, com acções direccionadas para a detecção de indivíduos na posse ilegal de armas, de estupefacientes, artigos furtados, com mandados judiciais pendentes. O objectivo passou também por promover o controlo rodoviário nos acessos de e para os estabelecimentos de diversão nocturna, verificando o cumprimento das regras de circulação, a utilização dos acessórios de segurança e o consumo excessivo de bebidas alcoólicas, bem como as condições de segurança e o cumprimento dos requisitos legais no funcionamento dos estabelecimentos de restauração e bebidas.
No decorrer das acções foram efectuados 224 testes de controlo de alcoolemia, foram detidos três homens, de 49, 43 e 39 anos de idade, por condução de veículos a motor sob influência do álcool, acusando estes taxas de 1.77, 1.81 e 2.25 g/l respectivamente.
Foram ainda detectadas 18 infracções contraordenacionais, designadamente, 10 por condução de veículo a motor sob influência do álcool, duas por falta de utilização do cinto de segurança durante a marcha do veículo, uma por falta de inspecção periódica e cinco por falta de documentos.
Além disso, a PSP identificou 26 homens e duas mulheres maiores de 16 anos de idade, em locais conotados com o tráfico e consumo de estupefacientes, tendo sido apreendida uma dose de Liamba.

Feiras Comunitárias da Ribeira Grande querem criar laços novos na comunidade

Feira Comunitária RGO mercado municipal da Ribeira Grande, Açores, recebe no fim de semana mais uma “feira comunitária”, iniciativa de um grupo de cidadãos que querem assim criar um espaço de socialização e para repensar modos de vida.
Na Feira Comunitária da Ribeira Grande só são permitidos artigos de produção industrial se forem em segunda mão. Os protagonistas são os produtos caseiros e artesanais, fruto de “saberes quase ancestrais que se foram perdendo”, como sabonetes feitos em casa com restos de óleo, explicou à Lusa Cassilda Pascoal, da organização.
Há ainda as produções locais, sobretudo hortícolas. Ao lado das bancas de compra, venda e/ou troca, vão-se desenrolando actividades culturais, pedagógicas e recreativas, como concertos com artistas locais, iniciativas promovidas por centros de ciência da ilha de São Miguel ou pelo centro de interpretação do priolo ou ‘workshops’ de artes circenses.
A ideia, explicou, surgiu em conversa com amigos, todos eles naturais e residentes na Ribeira Grande, que se lembravam bem de que quando cresceram cumprimentavam todas as pessoas “de uma ponta à outra da freguesia” e hoje nem conhecem quem vive na casa do lado.
“Sentimos falta dessa solidariedade e sentido comunitário”, disse, acrescentando que a ideia foi criar um “local de socialização” e “contribuir para repensar a forma de consumo” actual, havendo no projecto preocupações também económicas e ambientais. Neste caso, o objectivo é também ajudar a consciencializar para a importância de dinamizar a economia local.
A primeira Feira Comunitária da Ribeira Grande realizou-se em Dezembro de 2012, na escola primária da freguesia. A segunda edição foi em Junho, já no mercado municipal. Ontem e hoje encontra-se a decorrer a quarta feira, estando as edições agora marcadas para os últimos fins de semana de cada mês.
“A ideia é que sejam sempre grupos de cidadãos a organizarem as coisas entre si e com os recursos que têm”, explicou Cassilda Pascoal, revelando que a câmara deixa no mercado os materiais que cada feira precisa, “mas não monta, é tudo organizado pelos cidadãos que estão a participar” ou por pessoas que estão de passagem e lhes é pedida ajuda.
Cassilda Pascoal diz que se têm “criado laços muito fortes”, cumprindo assim aquele que é o objectivo fundamental do projecto.
“As pessoas acabam por trocar experiências e conhecimentos e por contactar fora da feira, para depois trocarem alguma coisa. Para já, tem correspondido às nossas expectativas. Era isso mesmo que nós queríamos, reforçar os laços entre as pessoas, que fosse um sítio de partilha de experiências e, acima de tudo, para repensar a maneira como temos vivido nas últimas décadas”, sublinhou.
Hoje, a feira está aberta ao público entre as 15h00 e as 20h00.

Linguiça de São Miguel em ‘fast food’ no Havai

Mc DonaldsOs milhares de açorianos que no século XIX emigraram para o Havai deixaram marcas no arquipélago norte-americano que ainda hoje se mantêm. Uma das mais recentes é a venda da tradicional linguiça de São Miguel nos restaurantes McDonalds.
“A linguiça de São Miguel é vendida ao pequeno-almoço no McDonalds há cerca de três anos e é acompanhada de arroz e dois ovos estrelados. Alguns gostam de adicionar sal ao arroz”, explica à agência Lusa Fátima Cameron, de 73 anos, natural da ilha Terceira, emigrada há 40 anos, residente em Maui e dos poucos emigrantes portugueses que ainda mantêm a língua naquele estado norte-americano.
Segundo a agência Lusa, cerca de 12 mil emigrantes dos Açores e Madeira chegaram ao Havai entre 1878 e 1888, na sua maioria originários da ilha de São Miguel, para trabalharem na cana-de-açúcar, deixando a sua presença cultural até hoje, mas sem preservarem a língua.
“Poucas pessoas falam o português. Os descendentes só sabem palavras como pão doce, referindo-se à massa sovada, bacalhau e linguiça, bem como malassadas, que se continua a fazer no Havai e são consumidas por todos os habitantes, e pouco mais do que isso”, refere Fátima Cameron.
Fátima Cameron explica que os descendentes de portugueses no Havai têm por hábito fazer também vinha de alhos para usar na carne de porco, uma tradição também da ilha de São Miguel, mas que apenas surge no Natal.
Audrey Rocha Reed, que foi CEO da J.Walter Cameron Center, uma organização sem fins lucrativos, reformada desde 2007, afirma que existem actualmente “muitos poucos descendentes” de portugueses de origem açoriana ou madeirense ainda vivos no Havai, estimando-se que sete por cento da população seja de origem lusa.
Audrey Reed destaca que para além da culinária, a presença dos Açores faz-se sentir através das festas do Espírito Santo, com a particularidade da maior parte dos rancheiros não serem de origem portuguesa nem católicos.
Audrey Reed revela que a ilha de Maui vai possuir “em breve” um centro cultural português, o primeiro no Hawai, que será construído com fundos públicos do governo do arquipélago e do condado (Maui), devendo estar concluído em Agosto de 2014.
“O centro irá dispor de cerâmica, livros, vídeos, jogos para crianças, entre outros produtos culturais, a par de informação genealógica sobre as famílias portuguesas que se instalaram no Hawai durante o período de 1878 e 1913, quando a emigração começou oficialmente e acabou”, refere.
“Se a cultura portuguesa no Havai está viva? Sim e não! A língua desapareceu para a maior parte, daí que seja difícil manter uma cultura sem a língua”, declara Audrey Reed.
Audrey Reed, que é produtora do único programa de rádio português que resta no Havai, refere que tem música do todo o mundo que fala português.
“Adoro, especialmente a música dos Açores e Madeira. Amigos enviam-me CD e eu costumo também encomendar à casa Furtado’s, em San José, Califórnia”, conclui Audrey Reed.

Emigrantes têm que regularizar a sua situação para evitar deportação, defende Vasco Cordeiro

vasco cordeiroO Presidente do Governo dos Açores, Vasco Cordeiro, afirmou esta sexta-feira, em Darmouth, no estado norte-americano do Massachusetts, que a “melhor solução” para os cidadãos açorianos que vivem nos EUA evitarem a deportação é regularizarem a sua situação legal neste país.
“Sabemos que a história da emigração açoriana para as diversas partes do mundo é uma história, na esmagadora maioria dos casos, de sucesso, de triunfo, de vitória da força e da determinação dessas famílias açorianas. Mas também sabemos que existem casos, nomeadamente os dos cidadãos que são colocados numa situação de deportação, em que o destino, a sorte, terá sido madrasta para a sua vida e para as suas famílias”, afirmou Vasco Cordeiro.
O presidente do Executivo falava na cerimónia de assinatura de um protocolo de cooperação entre o Governo dos Açores e o Gabinete do Xerife de Bristol, Thomas Hodgson, que visa criar condições para permitir um melhor acolhimento e integração social dos deportados que chegam ao arquipélago.
Para Vasco Cordeiro, tem que existir uma “consciência muito clara” de que a regularização da situação dos açorianos que vivem nos EUA é a melhor forma de lidar com o problema da deportação, permitindo dessa forma evitar o drama de muitas famílias, mas frisou que compete ao Governo dos Açores apoiar os que chegam à Região nestas condições.
“Consideramos que é obrigação do Governo dos Açores assumir cabalmente no sentido de, não apenas salientar, louvar, enaltecer as histórias de sucesso da emigração açoriana, mas dizer também que, nas histórias em que a sorte terá sido madrasta, esses açorianos podem contar com o Governo dos Açores para, dentro das suas possibilidades, ajudá-los a ultrapassar essa fase”, frisou, assegurando que o Executivo tem como objectivo “defender, proteger, promover os interesses dos açorianos, estejam eles onde estiverem”.
O governante reafirmou, no entanto, a “necessidade imperiosa e absoluta de fazer uma pedagogia da importância, da utilidade, destes cidadãos, que têm a sua vida feita nos EUA, procederem à regularização da sua situação”, recordando o papel que os açorianos assumem no desenvolvimento deste país através do “trabalho árduo e do empenho de muitas e muitas famílias”.

PSP detém jovem de 20 anos na posse de heroína

PSP3A Polícia de Segurança Pública (PSP), através da Esquadra de Investigação Criminal, da Divisão Policial de Ponta Delgada, deteve na última terça-feira, dia 20 de Agosto, um jovem de 20 anos que se encontrava na posse de 16,8 doses de heroína.
A detenção ocorreu no âmbito de uma abordagem policial, tendo sido ainda apreendida a quantia de 225 euros e outros artigos relacionados com o tráfico de estupefacientes, ao mesmo indivíduo.
A PSP abordou ainda outro indivíduo, de 23 anos, que acompanhava o detido,  estando na posse 1,68 doses gramas de heroína.
De acordo com o relatório diário da força policial, em Rabo de Peixe, foram detidos dois homens, maiores de idade, por condução de um velocípede e um veículo automóvel, sob a influência de álcool, apresentando taxas de álcool no sangue de 1.49 e 1.56 g/l.
Por outro lado, na Povoação, foi realizada uma operação de fiscalização rodoviária, tendo sido fiscalizados 57 veículos e detectadas 16 infracções de natureza contraordenacional.

Fiscalização no Monte Verde Festival


No âmbito de uma fiscalização e revistas, levadas a efeito no “Festival Monte Verde”, que decorreu entre os dias 14 e 18 de Agosto, a PSP identificou cinco suspeitos, do sexo masculino, com idades compreendidas entre os 17 e os 27 anos de idade, na posse de haxixe, cujas quantidades variaram entre 1 e 20 doses.
Na sequência da acção, foram elaborados os respectivos Autos de Ocorrência e os mesmos notificados para a Comissão Dissuasora da Toxicodependência.
Por sua vez, no âmbito de actuação da Esquadra de Angra do Heroísmo, foi detida uma mulher, de 21 anos, por condução de um veículo automóvel, sem habilitação legal.
Em Santa Cruz da Graciosa, a PSP efectuou uma operação de fiscalização rodoviária, onde fiscalizou 15 veículos e detectou uma infracção de natureza contraordenacional, por falta de documentos.
Quando à Divisão Policial da Horta, no âmbito de actuação da Esquadra de Trânsito, as autoridades detiveram um homem, de 59 anos de idade, por condução de um ciclomotor, sob a influência de álcool, com uma TAS de 1.84 g/l.
Nas Lajes do Pico, foram fiscalizadas 28 viaturas e detectadas cinco infracções de natureza contraordenacional, nomeadamente por falta de documentos e outras diversas.
Relativamente a sinistralidade rodoviária, o relatório de actividade policial aponta a ocorrência de cinco acidentes de viação nos Açores, na última terça-feira, dos quais resultaram um ferido grave, três ligeiros e danos materiais.