Freguesia de Capelas com guia cultural a partir de Abril

GuiaCapelasO Guia Cultural das Capelas, iniciativa da Câmara de Ponta Delgada com o apoio da ARDE (Associação Regional para o Desenvolvimento) vai ser lançado a 1 de Abril, pelas 19h00, Polivalente de Serviços daquela vila.
O lançamento desta guia está integrado no programa das comemorações do 467º aniversário da cidade de Ponta Delgada
De acordo com um comunicado da autarquia, trata-se de mais um registo da colecção de 20 guias culturais que a Câmara Municipal de Ponta Delgada, através da ARDE, dedica à promoção e divulgação da singularidade das freguesias rurais e não citadinas do concelho.
O Guia Cultural das Capelas apresenta com testemunhos escritos e ilustrados da vila e destaca a riqueza do território e a identidade própria da comunidade das Capelas.
A Vereadora da Câmara de Ponta Delgada, Luísa Magalhães, que actualmente preside à ARDE, escreve na nota de abertura, que o lançamento do novo guia “vem demonstrar o quão importante, valioso e precioso é o conjunto dos registos, escritos e fotografados em cada freguesia, representado nesta colecção”.
“Como “Vila Preciosa” que é, este guia faz menção ao fascínio que a vila das Capelas desperta junto dos seus naturais, mas, sobretudo, junto daqueles que partem à sua descoberta”, adianta.
Ainda segundo Luísa Magalhães, “Capelas orgulha-se das suas gentes, da sua tradição, da sua capacidade de saber fazer. Entre os seus espaços emblemáticos está o Rossio, ponto de partida para as várias freguesias da costa norte do concelho mas, mais ainda, ponto de reunião dos seus habitantes que ali se cruzem e convivem, nas esplanadas, a caminho dos estabelecimentos de comércio e serviços envolventes”.
“Na vila onde se situa uma das primeiras e mais importantes escolas de formação profissional açoriana há fervilhar de gente, de dinamismo, de juventude. Mas há história e tradição que as páginas deste guia a seguir vão revelar” - conclui a Presidente da ARDE.
Já o presidente da autarquia, José Manuel Bolieiro, sublinha que o objectivo do trabalho de divulgação de Ponta Delgada, através da publicação dos guias culturais e turísticos das freguesias, é “destacar as especificidades e as particularidades de cada uma das parcelas territoriais, onde cada comunidade, por si, dá valor e grandeza ao concelho”.
A mesma nota avança ainda que o Guia Cultural das Capelas é da autoria da jornalista Luísa Couto e do foto-jornalista Eduardo Costa que dá a conhecer uma comunidade onde a vitalidade quotidiana e dos serviços e equipamentos demonstram a qualidade de vida de quem ali reside.

Crise está a potenciar desresponsabilização do Estado com imigrantes, diz AIPA

LogoAIPAO presidente da Associação dos Imigrantes nos Açores (AIPA), Paulo Mendes, afirmou hoje que a crise em Portugal não pode potenciar uma desresponsabilização do Estado, nem permitir um retrocesso na integração dos imigrantes que vivem no país.
“Face a essa situação complicada que Portugal está a viver acaba por potenciar uma desresponsabilização das autoridades políticas em relação à imigração. Nós não queremos que haja em Portugal um retrocesso na integração dos imigrantes”, afirmou à Lusa Paulo Mendes, acrescentando que “já há sinais preocupantes”.
O presidente da AIPA, associação que está a comemorar dez anos de actividade nos Açores, adiantou que face ao contexto de crise “há situações absolutamente dolorosas e complicadíssimas em relação aos imigrantes” que residem em Portugal, apontando o exemplo das alterações feitas ao acesso ao rendimento social de inserção.
“Ao contrário do que sucedia no anterior quadro legal, em que bastava que o cidadão estrangeiro estivesse em situação regular no território nacional para requerer o rendimento, fez-se uma alteração que passou relativamente despercebida na sociedade portuguesa que obriga os imigrantes, além de terem de cumprir os outros requisitos, a estarem há três anos em Portugal com residência legal”, referiu.
Paulo Mendes revelou que em 2012 cerca de 11 imigrantes nos Açores foram abrangidos pelo programa de retorno voluntário aos respetivos países de origem, que financia a 100% a passagem e atribui um subsídio de reintegração.
“Tem aumentado em relação a anos anteriores aqueles que querem regressar aos seus países de origem, mas esse retorno não é tão elevado como se julga”, afirmou o dirigente associativo, que aponta a crise em Portugal e a falta de empregos, sobretudo no sector da construção civil, como motivos cimeiros para este regresso.
Segundo Paulo Mendes, nos Açores, são sobretudo imigrantes brasileiros que mais têm recorrido a este apoio do programa de retorno voluntário, algo que considerou “compreensível” à luz do crescimento económico que se tem verificado no Brasil nos últimos anos.
“Não podemos é pegar nesses números que são residuais e criar uma sensação de que hoje muitos imigrantes regressam aos seus países de origem. A maior parte dos imigrantes ficam hoje em Portugal, apesar das dificuldades”, sustentou.
Nos Açores residem actualmente mais de 4.000 imigrantes, o que representa cerca de 3% da população do arquipélago, distribuídos pelas nove ilhas e provenientes de 80 nacionalidades, com destaque para Cabo Verde, Brasil, Angola e países do leste europeu.

Director Regional das Comunidades defende “união de esforços para promover Língua Portuguesa nos EUA”

Paulo TevesO Director Regional das Comunidades, Paulo Teves, defendeu, na Califórnia, que a promoção e dinamização da Língua Portuguesa nos Estados Unidos da América deve ser “uma acção conjunta entre diversos actores”.
“Os responsáveis políticos, as associações e seus dirigentes, as comunidades escolares e académicas e os pais devem desempenhar um papel decisor na criação de mecanismos atractivos e apelativos, no sentido de valorizar, hoje e no futuro, a manutenção e aprendizagem da Língua Portuguesa”, afirmou Paulo Neves, na intervenção que proferiu no 37.º Congresso Anual da Luso American Education Foundation, que decorreu na California State University, na cidade de Turlock.
No âmbito deste encontro, subordinado ao tema ‘Interligando o mundo através de línguas e culturas’, o Director Regional das Comunidades reuniu-se com cerca de 150 jovens estudantes do ensino secundário de diversas escolas do Vale de São Joaquim, tendo apelado a uma “maior participação no associativismo, preservando assim a identidade cultural açoriana e assumindo um papel efectivo de ‘embaixadores’ dos Açores nas suas comunidades”.
“A juventude açor-descendente, residindo distante do espaço territorial das ilhas, é chamada a contribuir para um enriquecimento da presença açoriana no mundo através da divulgação dos Açores actuais como um local de oportunidades e de modernidade e que é motivo de orgulho para todos os açorianos, independentemente de onde estejam”, frisou Paulo Teves, dirigindo-se aos jovens presentes neste encontro.

25 acidentes de viação este fim-de-semana nos Açores

psp2De acordo com o relatório de actividade policial dos Açores, relativo aos dias 22, 23 e 24 de Março, ocorreram, no total, 25 acidentes de viação no arquipélago, dos quais resultaram dois feridos graves, cinco ligeiros e danos materiais.
Na ilha de São Miguel, o documento aponta ainda a detenção de quatro homens, com idades compreendidas entre os 23 e os 40 anos de idade, por condução de veículo automóvel, sob a influência de álcool. Outros quatro indivíduos, com idades entre os 19 e os 34 anos, foram também detidos em São Miguel, pela condução de veículo automóvel sem habilitação legal.
No concelho da Povoação, a PSP deteve um homem, de 54 anos, por furto de uma carteira, contendo no seu interior a importância de trinta e cinco euros e vários documentos.
Já na freguesia da Maia, no concelho da Ribeira Grande, este sábado, foram apreendidas 5.5 doses de liamba a um homem, de 23 anos de idade, tendo sido elaborado o correspondente auto de ocorrência e notificado para se apresentar na Comissão para a Dissuasão da Toxicodependência.
No âmbito de actuação da Divisão Policial da Horta, a Esquadra de Intervenção e Fiscalização Policial apreendeu 13 plantas de cannabis, na sequência de diligências efectuadas por aquela força policial.
Ainda no Faial, foi realizada uma operação de fiscalização rodoviária, na qual foram fiscalizados 14 veículos e detectadas duas infracções de natureza contraordenacional, nomeadamente por falta de documentos e outra sobre legislação avulsa.
Na Madalena do Pico, foi igualmente realizada uma operação de fiscalização rodoviária, na qual foram fiscalizados 45 veículos e detectadas quatro infracções de natureza contraordenacional, tendo ainda sido detido um homem, de 50 anos de idade por condução de um quadriciclo sob a influência de álcool.
Já em São Roque do Pico foram fiscalizados 33 veículos e detectadas apenas três infracções.
No que toca à Divisão Policial de Angra de Heroísmo, na ilha de São Jorge, a PSP prendeu um homem, de 53 anos de idade, por condução de veículo automóvel, sob a influência de álcool, com uma taxa de álcool no sangue de 1.56 g/l.
Foi realizada uma operação de fiscalização rodoviária, na qual foram fiscalizados 24 veículos e detectadas quatro infracções de natureza contraordenacional.
Na Praia da Vitória, na ilha Terceira, foi detido, um indivíduo, maior de idade, por furto em interior de um estabelecimento comercial, tendo passado a linha de caixas sem efectuar o pagamento dos produtos por si retirados.
Nos Biscoitos, foi realizada uma operação de fiscalização rodoviária, na qual foram fiscalizados 32 veículos, detido, um homem, por condução de veículo automóvel, sob a influência de álcool, e ainda detectadas cinco infracções de natureza contraordenacional.
O relatório da PSP avança ainda que, em Santa Cruz da Graciosa, a PSP fiscalizou 15 veículos, tendo detectado três infracções de natureza contraordenacional, nomeadamente por falta de documentos, falta de seguro e desrespeito pela sinalização vertical de STOP.

Ainda por apurar os responsáveis pelo abate ilegal de árvores na Vila Franca

O processo de contra-ordenação do abate ilegal de oito árvores na Vila Franca ainda está “em fase de instrução pelo Serviço Florestal de Ponta Delgada”, segundo a Directora Regional dos Recursos Florestais, Anabela Isidoro. Não há neste momento qualquer indicação de quando o processo estará concluído.
Questionada sobre o facto de terem sido abatidas as referidas árvores quando apenas duas delas apresentavam podridão no cerne, Anabela Isidoro referiu que esse será um esclarecimento “apenas dado por quem, porventura, tomou a decisão de abate”.
Recorde-se que o caso aconteceu a 14 de Janeiro deste ano, quando alegadamente a Câmara Municipal de Vila Franca do Campo solicitou a autorização de corte das árvores à Direcção Regional dos Recursos Florestais, no âmbito da Ampliação da Escola Professor António dos Santos Botelho, mas o empreiteiro, segundo a autarquia, não aguardou pela autorização e procedeu à “amputação” de oito tílias, com diâmetros entre 40 e 50 cm, idades entre 43 e 54 anos e uma altura média de 14 metros. Como consequência, o Governo Regional levantou um inquérito a 21 de Janeiro.
O abate levantou inúmeros protestos junto da Câmara, sendo que uma das queixas de muitos habitantes da Vila foi que o acto pareceu ter sido realizado de surpresa–aparentemente, ninguém sabia que as árvores seriam cortadas.

Câmara justifica corte mas culpa
empreiteiro
Por outro lado, a Câmara de Vila Franca do Campo explica que o corte das referidas árvores que provocou indignação entre os munícipes resultou “de uma precipitação do empreiteiro da obra”.
A autarquia justifica que o corte das oito árvores previsto na empreitada, resulta do projecto de requalificação daquela zona, com “o objectivo de melhorar as condições de acesso dos alunos à escola”, através da criação de uma área de estacionamento que facilitasse aos pais das crianças o trânsito à entrada e saída da escola.
Note-se que as coimas aplicáveis para contra-ordenações desse género variam entre os 24,94 euros e 249,40 euros por unidade.