Conselho Municipal da Juventude da Ribeira Grande reúne-se hoje

casa-casal-jovemO presidente da Câmara Municipal da Ribeira Grande, Ricardo Silva, preside hoje, pelas 16h30, a reunião do Conselho Municipal da Juventude da Ribeira Grande (CMJRG).
De acordo com nota de imprensa emitida pela autarquia, no encontro, a decorrer no auditório 2 do Teatro Ribeiragrandense, participa o Director Regional da Juventude, Bruno Pacheco. Da ordem dos trabalhos, consta a preparação do Dia Internacional da Juventude, assinalado a 12 de Agosto, bem como a análise e debate dos dados veiculados pelo PORDATA que revelam que em 2010, a Ribeira Grande foi o município mais jovem do país com 37 idosos por cada 100 jovens.
Este órgão consultivo é constituído por representantes de cada partido com assento na Assembleia Municipal e representantes de associações juvenis, de estudantes de ensino básico e secundário, profissional e superior, de cada Agrupamento Local do Corpo Nacional de Escutas e Associação de Escuteiros de Portugal, com sede no município da Ribeira Grande
O Conselho Municipal da Juventude da Ribeira Grande foi criado em Fevereiro do ano passado e pretende ser um órgão de auscultação e informação do município da Ribeira Grande sobre matérias relacionadas com as políticas de Juventude, assegurando assim, um Fórum privilegiado de diálogo com a sociedade civil jovem.
Compete ao CMJRG “colaborar na definição e execução das políticas municipais de Juventude, assegurando a sua articulação e coordenação com outras políticas sectoriais, nomeadamente nas áreas do Emprego e Formação Profissional, Habitação, Educação e Ensino Superior, Cultura, Desporto, Saúde e Acção Social; assegurar a audição e representação das entidades públicas e privadas que, no âmbito municipal, prosseguem atribuições relativas à Juventude e contribuir para o aprofundamento do conhecimento dos indicadores económicos, sociais e culturais relativos à Juventude”, conforme pode ler-se na nota.
Compete ainda ao CMJRG “promover a discussão das matérias relativas às aspirações e necessidades da população jovem residente no município e divulgar trabalhos de investigação relativos à Juventude e incentivar e apoiar a actividade associativa juvenil, assegurando a sua representação junto dos órgãos autárquicos, bem como junto de outras entidades públicas e privadas, nacionais ou estrangeiras.”
Recorde-se que a Ribeira Grande foi o primeiro município de São Miguel e o segundo dos Açores a aderir ao Cartão Jovem Municipal European Youth Card (E.Y.C.), proporcionando a que os jovens do concelho, com idades entre os 12 e os 29 anos de idade, obtenham vantagens e descontos em serviços e produtos em 41 países europeus.

Governo Regional dos Açores "empenhado" na reunificação familiar

casalCom vista à reunificação familiar, 15 crianças, com idades compreendidas entre os 0 e os 5 anos, acolhidas nos Centros de Acolhimento Temporário e Lares de Infância e Juventude da Região, estão abrangidas pelo Programa para o Desenvolvimento da Vinculação Afectiva em Contexto de Acolhimento (VINCA), o qual foi instituído em Julho de 2011.
O projeto, da Secretaria Regional do Trabalho e Solidariedade Social e promovido pelo Instituto para o Desenvolvimento Social dos Açores, visa a manutenção da ligação família/criança, reconhecendo a importância da participação da família no desenvolvimento das crianças e dos jovens, criando para o efeito condições de apoio e acompanhamento aos pais/figura de referência, tendo em vista a reunificação familiar segura e em tempo útil para a criança.
O VINCA procura, ainda, proporcionar à criança, em colaboração com a família, a oportunidade de se desenvolver correcta e harmoniosamente, dando resposta às necessidades desse desenvolvimento; motivar a família para a mudança, promovendo a sua participação activa; conferir às famílias o direito e ou dever à participação nos planos de desenvolvimento pessoal das crianças; promover, através da participação activa dos pais nas rotinas diárias das crianças acolhidas, o reforço e habilitação de uma parentalidade positiva; apoiar e acompanhar os pais/figura de referência, bem como apoiar, formar e acompanhar as famílias de acolhimento.
Através deste Programa pretende-se, também, potenciar nos Centros de Acolhimento Temporário e Lares de Infância e Juventude contextos protectores e reparadores, ajustar, o mais possível, a organização e dinâmica funcional das instituições ao meio familiar, assim como responder às necessidades de desenvolvimento das crianças num ambiente físico e afectivo que permita e estimule uma aprendizagem activa por parte de cada uma, em estreita articulação com as famílias/figuras de referência.
Assegurar as condições para o fortalecimento das crianças com a família natural e agilizar, em tempo útil, o projeto de vida da criança, com vista a uma desinstitucionalização segura são outras das finalidades do VINCA.

Empresários das Flores estão sem gás, iogurtes, batata e fruta, por causa do mau tempo

batasOs empresários do ramo alimentar da ilha das Flores registaram ontem uma ruptura em vários bens essenciais, que teve origem no mau tempo das últimas semanas, que impediu, por duas vezes, a operação do navio de transporte de mercadorias.
De acordo com a agência Lusa, Arlindo Lourenço, um proprietário de uma rede de supermercados na ilha, já não existem iogurtes nem fruta para venda aos habitantes locais, situação que considerou ser “aflitiva” e “horrível” para qualquer empresário. “Eu não tenho um iogurte nem uma peça de fruta para vender!”, lamentou Arlindo Lourenço, acrescentado que num período de dificuldades financeiras, esta ruptura de bens alimentares significa “elevar a crise ao quadrado.”
O empresário florentino recordou que o navio “Sete Cidades”, da transportadora Transinsular, devia ter feito escala na ilha no dia 9 de Maio, mas as más condições climatéricas obrigaram a empresa a “abortar” a operação.
“O navio rumou a São Miguel, para se abrigar e regressou às Flores esta semana, para nova tentativa falhada”, explicou Arlindo Lourenço, adiantando que a informação que dispõe, é de que o navio, que está a caminho do porto de Leixões, só irá tentar operar nas Flores na próxima terça-feira.
Preocupado com esta ruptura de bens essenciais está também José António Corvelo, proprietário de um restaurante na Fajãzinha, concelho das Lajes das Flores, que garante já não existir também gás butano na ilha.
“Foi uma corrida infernal ao gás! Já esgotou!”, disse o empresário, admitindo ter salvaguardado o seu negócio, ao adquirir gás em quantidade.
Segundo explicou o empresário, os florentinos “já não estavam habituados a este tipo de falhas” e quando tiveram conhecimento de que o navio não conseguia atracar no porto comercial da ilha, a corrida às prateleiras aumentou.
“Neste momento já não há batata, iogurtes nem fruta”, acrescentou José António Corvelo.
O presidente da Câmara Municipal de Santa Cruz das Flores, Manuel Pereira, considerou, no entanto, tratar-se de uma “situação excepcional”, que resultou de um período prolongado de mau tempo, a que os habitantes locais “já não estavam habituados.”
No seu entender, o Governo Regional e a empresa Transinsular terão, contudo, tomado as “medidas correctas”, ao dar indicações ao navio para que regressasse a Leixões e voltasse às Flores na próxima semana.
 “Não havia garantias de que o navio pudesse operar. Entretanto, e a bordo seguiam produtos perecíveis, como carne e peixe com destino ao Continente”, recordou o autarca socialista.
Na sua opinião, situações como esta só seriam evitadas se fosse construído um novo molhe de protecção no porto das Lajes das Flores, no sentido de o tornar mais protegido das intempéries.
Recorde-se que a Secretária Regional da Economia disse na passada terça-feira ter informações de que “não existe, neste momento, qualquer risco de ruptura de stocks na ilha das Flores”, informação contrariada ontem por empresários.

Governo atribui 10 ME para apoiar empresas e manutenção de postos de trabalho

carlos-cesar-jornalista-corO Governo Regional dos Açores assinou ontem contratos no valor de cerca de 10 milhões de euros para apoiar 175 empresas e para a manutenção de postos de trabalho, no âmbito do Programa de Valorização do Emprego.
“Esta medida foi criada para apoiar empresas no seu acesso ao financiamento bancário e que tenham assegurado também a sua viabilidade económica e financeira, que se disponham a manter o nível de emprego e que demonstrem capacidade para cumprirem os sues compromissos”, afirmou o presidente do Governo Regional, Carlos César, na cerimónia de assinatura de contratos no âmbito do programa Valorização do Emprego.
Neste sentido, serão disponibilizados empréstimos reembolsáveis sem juros, com um prazo máximo de seis anos e um período de carência de capital de 36 meses, num montante equivalente a oito vezes o valor mensal da retribuição mínima garantida por cada posto de trabalho permanente a manter.
Carlos César explicou ainda que “foi estipulado um limite até 25 mil euros para as microempresas, 100 mil euros para as pequenas empresas e 300 mil euros para as médias empresas”.
O presidente do Governo regional referiu que a operação vai implicar “cerca de 10 milhões de euros, mais dois milhões do valor que estava inicialmente previsto” e “vai permitir apoiar 175 empresas açorianas”.
Carlos César, que sublinhou o carácter “inovador” da medida no contexto nacional, adiantou que na próxima semana já começam a ficar disponíveis os financiamentos hoje contratados.
O presidente do Governo regional assegurou que o seu executivo “vai continuar a desenvolver e a aplicar esta tipologia de apoios”, que disse ser possível graças “à boa gestão” das finanças públicas regionais: “conseguimos também mercê da boa gestão das nossas finanças públicas senão já estaríamos também sob a alçada de um qualquer programa de ajustamento, manter a diferenciação fiscal em relação ao continente que temos em mateira de IRS, IRC e IVA”.
Carlos César sustentou que “não se trata apenas de ter vontade política de ajudar, é preciso ter meios para o fazer e se aqui estamos e outros não o estão a fazer no plano nacional é porque fomos capazes de criar uma diferenciação mercê do critério de gestão das nossas finanças públicas que nos permitiu esta disponibilidade”.
O presidente do Governo regional apelou ainda aos empresários para que ultrapassem “os períodos mais difíceis de forma inteligente, com boa gestão e percepção das oportunidades”.

II Encontro das Famílias dos Grupos de Educação Parental decorre sábado

 casalNo próximo dia 19 de Maio, às 10 horas, a Presidente do Instituto para o Desenvolvimento Social dos Açores (IDSA), Paula Ramos, fará uma intervenção sobre o projeto-piloto de educação parental, no âmbito do II Encontro das Famílias dos Grupos de Educação Parental, que decorrerá na Mata Dr. António Fraga, em São Miguel, estando previstas várias actividades ao longo do dia, as quais irão privilegiar a interacção entre pais e filhos.
No evento irão participar pais e crianças de nove grupos de educação parental, oriundos dos concelhos da Povoação, Nordeste, Ponta Delgada e da Ribeira Grande.
O encontro visa assinalar o Dia Internacional da Família, que se celebra hoje, bem como proporcionar um espaço de convívio, de actividades e de partilha das experiências vivenciadas nos grupos de educação parental.
Recorde-se que a educação parental é um projeto-piloto da Secretaria Regional do Trabalho e Solidariedade Social, promovido pelo IDSA, que foi implementado, em 2011, em todos os concelhos das ilha de São Miguel, abrangendo, nessa fase inicial, famílias com crianças dos 2 anos 13 anos.