25 acidentes de viação este fim-de-semana nos Açores

psp2De acordo com o relatório de actividade policial dos Açores, relativo aos dias 22, 23 e 24 de Março, ocorreram, no total, 25 acidentes de viação no arquipélago, dos quais resultaram dois feridos graves, cinco ligeiros e danos materiais.
Na ilha de São Miguel, o documento aponta ainda a detenção de quatro homens, com idades compreendidas entre os 23 e os 40 anos de idade, por condução de veículo automóvel, sob a influência de álcool. Outros quatro indivíduos, com idades entre os 19 e os 34 anos, foram também detidos em São Miguel, pela condução de veículo automóvel sem habilitação legal.
No concelho da Povoação, a PSP deteve um homem, de 54 anos, por furto de uma carteira, contendo no seu interior a importância de trinta e cinco euros e vários documentos.
Já na freguesia da Maia, no concelho da Ribeira Grande, este sábado, foram apreendidas 5.5 doses de liamba a um homem, de 23 anos de idade, tendo sido elaborado o correspondente auto de ocorrência e notificado para se apresentar na Comissão para a Dissuasão da Toxicodependência.
No âmbito de actuação da Divisão Policial da Horta, a Esquadra de Intervenção e Fiscalização Policial apreendeu 13 plantas de cannabis, na sequência de diligências efectuadas por aquela força policial.
Ainda no Faial, foi realizada uma operação de fiscalização rodoviária, na qual foram fiscalizados 14 veículos e detectadas duas infracções de natureza contraordenacional, nomeadamente por falta de documentos e outra sobre legislação avulsa.
Na Madalena do Pico, foi igualmente realizada uma operação de fiscalização rodoviária, na qual foram fiscalizados 45 veículos e detectadas quatro infracções de natureza contraordenacional, tendo ainda sido detido um homem, de 50 anos de idade por condução de um quadriciclo sob a influência de álcool.
Já em São Roque do Pico foram fiscalizados 33 veículos e detectadas apenas três infracções.
No que toca à Divisão Policial de Angra de Heroísmo, na ilha de São Jorge, a PSP prendeu um homem, de 53 anos de idade, por condução de veículo automóvel, sob a influência de álcool, com uma taxa de álcool no sangue de 1.56 g/l.
Foi realizada uma operação de fiscalização rodoviária, na qual foram fiscalizados 24 veículos e detectadas quatro infracções de natureza contraordenacional.
Na Praia da Vitória, na ilha Terceira, foi detido, um indivíduo, maior de idade, por furto em interior de um estabelecimento comercial, tendo passado a linha de caixas sem efectuar o pagamento dos produtos por si retirados.
Nos Biscoitos, foi realizada uma operação de fiscalização rodoviária, na qual foram fiscalizados 32 veículos, detido, um homem, por condução de veículo automóvel, sob a influência de álcool, e ainda detectadas cinco infracções de natureza contraordenacional.
O relatório da PSP avança ainda que, em Santa Cruz da Graciosa, a PSP fiscalizou 15 veículos, tendo detectado três infracções de natureza contraordenacional, nomeadamente por falta de documentos, falta de seguro e desrespeito pela sinalização vertical de STOP.

Director Regional das Comunidades defende “união de esforços para promover Língua Portuguesa nos EUA”

Paulo TevesO Director Regional das Comunidades, Paulo Teves, defendeu, na Califórnia, que a promoção e dinamização da Língua Portuguesa nos Estados Unidos da América deve ser “uma acção conjunta entre diversos actores”.
“Os responsáveis políticos, as associações e seus dirigentes, as comunidades escolares e académicas e os pais devem desempenhar um papel decisor na criação de mecanismos atractivos e apelativos, no sentido de valorizar, hoje e no futuro, a manutenção e aprendizagem da Língua Portuguesa”, afirmou Paulo Neves, na intervenção que proferiu no 37.º Congresso Anual da Luso American Education Foundation, que decorreu na California State University, na cidade de Turlock.
No âmbito deste encontro, subordinado ao tema ‘Interligando o mundo através de línguas e culturas’, o Director Regional das Comunidades reuniu-se com cerca de 150 jovens estudantes do ensino secundário de diversas escolas do Vale de São Joaquim, tendo apelado a uma “maior participação no associativismo, preservando assim a identidade cultural açoriana e assumindo um papel efectivo de ‘embaixadores’ dos Açores nas suas comunidades”.
“A juventude açor-descendente, residindo distante do espaço territorial das ilhas, é chamada a contribuir para um enriquecimento da presença açoriana no mundo através da divulgação dos Açores actuais como um local de oportunidades e de modernidade e que é motivo de orgulho para todos os açorianos, independentemente de onde estejam”, frisou Paulo Teves, dirigindo-se aos jovens presentes neste encontro.

PSP Açores promove operação Páscoa em Segurança

psp2O Comando Regional da PSP dos Açores deu ontem início, no arquipélago, à Operação Polícia Sempre Presente: Páscoa em Segurança 2013. Uma acção que se irá prolongar até às 24 horas do dia 21 de Março.
De acordo com um comunicado de imprensa, o objectivo passa pela promoção, através de um ajustado emprego de meios humanos e materiais de que a força policial dispõe, de acções de policiamento e incremento do sentimento de segurança junto dos cidadãos, com prioridade para as zonas comerciais, zonas turísticas, junto da concentração de manifestações religiosas e outros locais de maior concentração de pessoas, assegurando nesses locais, um elevado índice de visibilidade.
Durante o período da operação, a PSP irá reforçar também as acções de regularização e fiscalização de trânsito, com especial visibilidade, nas principais saídas e entradas dos centros urbanos, nos períodos de maior afluxo de tráfego e em zonas de diversão nocturna, com especial incidência na fiscalização da condução sob o feito do álcool e/ou substâncias psicotrópicas, do excesso de velocidade, da utilização de telemóveis e outros equipamentos, da utilização de cintos e sistemas de retenção de crianças, da sinalização de manobras perigosas, dos dispositivos e da inspecção periódica obrigatória, não descurando as demais infrações.
As autoridades irão ainda promover a visibilidade junto das áreas residenciais, tendo em conta que a saturação do policiamento nas restantes áreas poderá provocar o desvio dos criminosos para a zona residencial, potencialmente mais vulnerável; promover parcerias com as Autarquias para campanhas de sensibilização das populações, especialmente vocacionadas para a adopção de comportamentos defensivos e implementação de medidas de segurança passiva, que possam contribuir para a prevenção da ocorrência de crimes e implementação de boas-práticas de segurança designadamente ao nível de distribuição de folhetos.
A mesma nota avança que a operação Páscoa em Segurança é organizada pela PSP a nível nacional, abrangendo todas as áreas servidas, com a pertinente adaptação aos festejos específicos de cada região.
A época pascal é um dos tradicionais períodos festivos cristãos que imprime no quotidiano uma maior movimentação de pessoas e viaturas, associada ao facto de se tratar de uma “festa de família”.
Uma época caracterizada por uma maior movimentação rodoviária, não só no interior, das cidades mas também de e para os locais de naturalidade dos cidadãos, para as comemorações tradicionais, o que origina maior fluxo de trânsito nas principais vias de acesso aos centros urbanos.
Por esta ocasião há um maior fluxo de turistas, em particular na nossa região, sobretudo forasteiros dos cruzeiros que passam e atracam nos nossos portos e cujos turistas utilizam os principais eixos rodoviários regionais para chegarem aos locais de atracção turística.
Por outro lado, as férias escolares originam maior movimentação de viaturas e pessoas junto de centros de diversão nocturna, potenciando o consumo de bebidas alcoólicas e substâncias psicotrópicas e, consequentemente, a adopção de outros comportamentos de risco para a ocorrência de acidentes ou para ampliar as suas consequências.

Ainda por apurar os responsáveis pelo abate ilegal de árvores na Vila Franca

O processo de contra-ordenação do abate ilegal de oito árvores na Vila Franca ainda está “em fase de instrução pelo Serviço Florestal de Ponta Delgada”, segundo a Directora Regional dos Recursos Florestais, Anabela Isidoro. Não há neste momento qualquer indicação de quando o processo estará concluído.
Questionada sobre o facto de terem sido abatidas as referidas árvores quando apenas duas delas apresentavam podridão no cerne, Anabela Isidoro referiu que esse será um esclarecimento “apenas dado por quem, porventura, tomou a decisão de abate”.
Recorde-se que o caso aconteceu a 14 de Janeiro deste ano, quando alegadamente a Câmara Municipal de Vila Franca do Campo solicitou a autorização de corte das árvores à Direcção Regional dos Recursos Florestais, no âmbito da Ampliação da Escola Professor António dos Santos Botelho, mas o empreiteiro, segundo a autarquia, não aguardou pela autorização e procedeu à “amputação” de oito tílias, com diâmetros entre 40 e 50 cm, idades entre 43 e 54 anos e uma altura média de 14 metros. Como consequência, o Governo Regional levantou um inquérito a 21 de Janeiro.
O abate levantou inúmeros protestos junto da Câmara, sendo que uma das queixas de muitos habitantes da Vila foi que o acto pareceu ter sido realizado de surpresa–aparentemente, ninguém sabia que as árvores seriam cortadas.

Câmara justifica corte mas culpa
empreiteiro
Por outro lado, a Câmara de Vila Franca do Campo explica que o corte das referidas árvores que provocou indignação entre os munícipes resultou “de uma precipitação do empreiteiro da obra”.
A autarquia justifica que o corte das oito árvores previsto na empreitada, resulta do projecto de requalificação daquela zona, com “o objectivo de melhorar as condições de acesso dos alunos à escola”, através da criação de uma área de estacionamento que facilitasse aos pais das crianças o trânsito à entrada e saída da escola.
Note-se que as coimas aplicáveis para contra-ordenações desse género variam entre os 24,94 euros e 249,40 euros por unidade.

Há dez anos que a AIPA “cria pontes e luta contra o racismo nos Açores”

Paulo MendesHá dez anos que a Associação dos Imigrantes nos Açores (AIPA) trabalha para “criar pontes entre pessoas e culturas”, um trabalho que o presidente da instituição considera ter contribuído para diminuir o racismo nas ilhas.
“Durante estes dez anos penso que não será exagero afirmar que muito do trabalho que nós temos vindo a desenvolver tem de facto contribuído para uma percepção política e social da imigração”, afirmou à Lusa o presidente da AIPA, Paulo Mendes, alegando que o diálogo intercultural, a discriminação racial e outros temas associados à imigração ganharam “mais visibilidade e aceitação”.
A AIPA foi fundada em Março de 2003, na ilha de S. Miguel, por um grupo de imigrantes e não imigrantes com o objectivo de contribuir para a integração social dos estrangeiros na sociedade açoriana, promover a dignificação e igualdade de oportunidades, direitos e deveres e formação de uma opinião pública positiva, face ao fenómeno da imigração.
Para o cabo-verdiano Paulo Mendes, que veio para S. Miguel para a Universidade dos Açores e acabou por ficar, o resultado do trabalho da associação é “bastante positivo”, embora haja “ainda muito para fazer”.
“Há uma sensibilidade muito grande nos Açores em relação à questão da imigração e essa sensibilização foi muito feita com base na emergência da AIPA e no trabalho que nós temos vindo a desenvolver. Agora há ainda muita coisa que é preciso fazer, mas estamos orgulhosos do nosso percurso”, sustentou.
A AIPA está fisicamente presente em três das nove ilhas açorianas, S. Miguel, Terceira e Faial, sendo que ao longo de dez anos foram atendidas nos centros de Ponta Delgada e Angra do Heroísmo mais de cinco mil imigrantes.
“Os imigrantes, quando chegam à região, sabem que podem contar com o nosso apoio. Nem sempre conseguimos dar uma resposta satisfatória, mas durante estes dez anos ninguém ficou sem ter uma resposta”, disse Paulo Mendes.
Nos Açores residem mais de 4.000 imigrantes, o que representa cerca de 3% da população do arquipélago, distribuídos pelas nove ilhas e provenientes de 80 nacionalidades, com destaque para Cabo Verde, Brasil, Angola e países do leste europeu.
A AIPA conta com mais de mil sócios, entre imigrantes e não imigrantes, o que Paulo Mendes considera “extremamente positivo”, dado o esforço da actual direcção para “não guetizar” a sua acção.
“A nossa intenção nunca foi tentar dar respostas fechadas. Sempre que possível encaminhamos os imigrantes para as estruturas que existem para todas as pessoas e quando as respostas públicas não incluem os imigrantes tentamos fazer um esforço para que essas respostas os passem a incluir”, referiu Paulo Mendes.
Segundo disse, a boa aceitação da imigração nos Açores deve-se em parte a muitos açorianos terem emigrado, sobretudo para os Estados Unidos da América, no século XX.
A visibilidade da AIPA nos Açores deve-se, em boa parte, às iniciativas culturais que promove e que já fazem parte dos eventos anuais da região, tal como o festival “O Mundo aqui” e o festival internacional de cinema sobre migrações e dialogo intercultural “Panazorean”, entre outras actividades.
Para celebrar dez anos de actividade, a AIPA está a preparar uma noite cultural, que decorrerá em Ponta Delgada antes do verão e onde serão homenageadas pessoas singulares e colectivas pelo apoio e contributo que têm dado à associação.