Derrocada na Ferraria deixou várias pessoas isoladas por diversas horas

ferraria derrocadaO mau tempo que se fez sentir no arquipélago nos últimos dias provocou ontem uma derrocada na estrada de acesso à Ferraria, nos Ginetes, onde “estiveram isoladas cerca de 10 pessoas”, disse o presidente da junta local, Paulo Medeiros.
A estrada ficou intransitável, atendendo à dimensão da derrocada, tendo o autarca alertado para a falta de segurança que a via oferece:  “No meu entender, vão cair mais pedras. Os taludes estão muito instáveis e há grandes pedras que estão em risco de cair”.
A derrocada ocorreu ao final da manhã, entre as 11h00 e o meio-dia, não havendo registo de  danos materiais.

Assinados acordos de serviços mínimos com trabalhadores portuários e pilotos de barra

 portp pdlO Governo Regional dos Açores chegou a acordo com dois dos sindicatos envolvidos na greve em curso nos portos do arquipélago, assegurando serviços mínimos que garantem o abastecimento de todas as ilhas, onde não se registam faltas de produtos essenciais.
“Os dois sindicatos que poderiam impedir o abastecimento às ilhas assinaram acordos de serviços mínimos”, revelou fonte oficial do executivo regional, em declarações à Lusa, assegurando que “está acautelado” o fornecimento de bens essenciais a todas as ilhas do arquipélago.
O Sindicato dos Pilotos de Barra assinou o acordo de serviços mínimos na semana passada, enquanto o Sindicato dos Trabalhadores Portuários assinou na segunda-feira o entendimento com as autoridades regionais relativo aos serviços mínimos.
No caso dos pilotos de barra, o acordo prevê que seja assegurado o serviço sempre que exista uma ruptura no fornecimento de bens essenciais em qualquer ilha, enquanto os trabalhadores portuários se comprometem a assegurar que não haverá falhas no abastecimento de bens alimentares, medicamentos, material hospitalar e combustíveis, entre outros produtos.
“A greve tem registado uma adesão grande, mas a gestão que tem sido feita tem permitido que os navios entrem nos portos e descarreguem, pelo que não se regista até agora qualquer ruptura de fornecimento de bens essenciais”, afirmou a fonte.
Os trabalhadores dos portos açorianos estão em greve para, entre outras questões, exigir a devolução dos subsídios de Natal e de férias.

Festival de Sopa volta hoje à Casa de Saúde de São Miguel

Festival-de-sopas-Dona-Lucinha-05yan20201055A Casa de Povo da Fajã de Baixo, juntamente com a Casa de Saúde de S. Miguel, promovem hoje o XIV Festival de Sopa, naquele que promete trazer grandes momentos de convívio social.

Para perceber melhor como surgiu a ideia de promover um evento de degustação de sopas tradicionais, fomos conversar com o Director da Casa de Saúde de S. Miguel, Diogo Carvalho.

Fazendo um pequeno historial, Diogo Carvalho explica-nos que tudo começou em 1997, quando o presidente da Casa do Povo, José Dinis Carvalho, estava em Tomar e presenciou um festival de sopas, tendo “importado a ideia no ano seguinte para a freguesia da Fajã de Baixo, na altura realizado nas antigas instalações da Casa do Povo da Fajã de Baixo”.

“A partir do segundo ano (em 1999)”, prossegue, “foi solicitado à Casa de Saúde S. Miguel a sua intervenção como organizadora de toda a parte logística do Festival. Desde então que o evento se realiza nas instalações da Casa de Saúde, fazendo parte desta organização e realização os colaboradores, utentes e voluntários que compõem a Família de S. João de Deus, no dia-a-dia desta Instituição”.

O primeiro Festival contou com a participação de cerca de 300 pessoas e, desde então, o número de participantes tem aumentado de ano para ano. Nesse sentido, o Director da Casa de Saúde de S. Miguel salienta “o acréscimo massivo que se deu em 2011, com mais de 2 mil e 500 pessoas a visitar este que é o maior evento cultural da Fajã de Baixo e, certamente, um dos maiores de S. Miguel”.

Além da necessidade de uma alimentação saudável, Festival de Sopa contempla outros objectivos. Para Diogo Carvalho “um Festival é festa e festa numa comunidade proporciona a regeneração do tecido social, através da partilha de recursos e objectivos para lá do ‘status quo’ habitual e esperado do dia-a-dia”.

Para a Casa de Saúde de São Miguel, esse evento permite também “trazer a comunidade para ‘dentro’ do estabelecimento, num evento apreciado por todos e cada vez mais organizado também pelas pessoas por nós assistidas, que tantas vezes são discriminadas”, friza, destacando que esse é, de igual modo, uma iniciativa “importante para reforçar parcerias e para combater o estigma associado às pessoas com patologias psiquiátricas e de saúde mental, adictologia e outros em risco de ou em situação de exclusão social, ou seja, a franja marginalizada da sociedade que assistimos nesta ilha, há já quase 85 anos.”

Na edição deste ano, devido à crescente adesão por parte das pessoas ao Festival, houve um alargamento do espaço. “Sentimos a necessidade de proporcionar maior conforto e segurança ampliando o espaço e distribuindo mais pontos de distribuição de alimentos e bebidas”, explica.   Paralelamente, “reforçámos também a animação, que contará com os parceiros do ano passado nomeadamente, Cantares de Outrora, Bora Lá Tocar, Grupo de Teatro Et Cena –Associação Solidaried’Arte e outras surpresas, como por exemplo, entrevistas ‘in loco’ em directo”.

O número crescente de sopas a concurso acompanha, assim, a crescente participação da comunidade, que procura, para além do convívio, a gastronomia açoriana. Mas o aumento da pobreza não terá provocado também o aumento da procura das sopas nesse dia?

Diogo Carvalho confrontado com essa questão admite que no ano passado “tivemos a oportunidade de tomar a decisão de não aumentar o preço dos bilhetes e, numa atitude completamente contrária ao esperado, aumentámos a oferta inerente à aquisição do bilhete, designadamente, mais animação, oferta de uma sandes de porco no espeto, oferta de café, prémio atribuído por júri independente e ainda preços especiais para grupos”. Desta forma, “sentimos que muitas famílias que não poderiam vir ao Festival por razões de ordem económica, puderam vir, trazer mais convivas e enriquecer uma festa que é para todos os que nela participam. Assim, acreditamos que o aumento da procura respondeu, não só ao aumento da oferta, mas também a uma adequação desta à realidade do povo açoriano”, reiterando que “nesta conjuntura actual, não fazia sentido nenhum aumentarmos os preços”.

Os preços variam segundo as idades. Até aos 5 anos é gratuito, dos 6 aos 11 anos são 5 euros, dos 12 aos 64 são 8 euros e com 65 ou mais anos e pessoas portadoras de deficiência são 5 euros. Além disso, existem condições especiais para grupos: por cada cinco bilhetes adquiridos, a organização oferece mais um.

À semelhança do que aconteceu no ano passado, cada participante tem de fazer, no mínimo, 40 litros. A organização voltará também a facultar a panela e o transporte para todos os que não têm possibilidade de o fazer., fazendo com que “desta forma, estejamos a contribuir para que mais pessoas possam participar no concurso e nesta grande festa”, refere.

De notar que as pessoas que estão internadas na Casa de Saúde de S. Miguel também ajudam nos preparativos. “Não nos faria sentido ser de outra forma. Todos os que ‘constroem’ o Festival, nomeadamente, pessoas por nós assistidas, em internamento ou noutro regime, colaboradores e voluntários, disponibilizam-se para este evento de uma forma incondicional que temos de reconhecer e valorizar. De resto, em toda a actividade do Estabelecimento, não somente a lúdica e cultural, mas também as actividades de carácter mais técnico e de gestão, as pessoas por nós assistidas têm um papel principal e participativo na elaboração de planos de actividades, objectivos e metas”, realça Diogo Carvalho.  

Os participantes no concurso de sopas ficam habilitados a vários prémios. O primeiro lugar ganhará uma viagem de barco à ilha de Santa Maria; duas noites para duas pessoas no Hotel Colombo e uma máquina de café Delta Q (prémio atribuído por júri); o segundo lugar contará com duas noites para duas pessoas na estalagem dos Clérigos; duas viagens de barco para visualização de cetáceos e uma máquina de café Delta Q (prémio atribuído por votação popular); e o terceiro lugar, uma noite na Casa da Rosa; uma refeição para duas pessoas e uma drenagem linfática (prémio atribuído por votação popular).

Além dos referidos prémios, será atribuída uma pequena lembrança de participação a todos os concorrentes, bem como dois bilhetes para o Festival.

Esta iniciativa conta com o patrocínio de: Atlanticoline; Hotel Colombo (Grupo Ciprotur); Estalagem dos Clérigos (Grupo Bensaúde); Gertal; ERO–Audiovisuais; Cervejaria Docas; Costa Pereira e Filhos Lda.; Farmácia Nossa Senhora dos Anjos; Refecon; Tecnovia; AJM Cordeiro; Caixa de Crédito Agrícola; Higiaçores; Papelaria Resarte; Casa da Rosa; Moby-Dick Tours; Delta Cafés; e Compacto Elegante. Conta ainda com o apoio à organização de: Secretaria Regional da Ciência, Tecnologia e Equipamentos; Câmara Municipal de Ponta Delgada; Câmara Municipal da Lagoa; Câmara Municipal da Ribeira Grande; Junta de Freguesia da Fajã de Baixo; Junta de Freguesia de São José; Hospital Divino Espírito Santo; Câmara do Comércio e Indústria de Ponta Delgada; Anima Cultura; Comissão de Festas Nossa Senhora dos Anjos e Escola Básica e Integrada de Arrifes.

Em jeito de conclusão, serão cerca de 60 os participantes (particulares, instituições e restaurantes) que irão deleitar toda a comunidade participativa com sopas regionais e, quiçá, como já tem sido habitual, também de além-fronteiras.

Aumenta o número de pessoas sem-abrigo na cidade de Ponta Delgada

sem abrigoO número dos sem-abrigo em Ponta Delgada tem vindo a crescer face à actual conjuntura sócio-económica. São na sua maioria homens, com mais de 40 anos, com problemas de alcoolismo e com patologia psiquiátrica. Na tentativa de fazer uma radiografia dessa realidade que importa conhecer detalhadamente, conversamos com a Associação Novo Dia, entidade que tem sido ímpar no apoio aos mais desfavorecidos na ilha de São Miguel.

 

A droga, o álcool e o desemprego tem facilitado a entrada para a pobreza na cidade de Ponta Delgada. Que projectos desenvolve a Associação Novo Dia para a inserção social com vista a prevenir situações de risco e de emergência e a criar respostas?

Paulo Fontes, Técnico Coordenador da Associação Novo Dia: A Novo Dia tem cinco valências, sendo que três delas são centros de acolhimento temporário para mulheres em risco, pessoas sem-abrigo, que foram deportadas, reclusas ou outras situações de grande vulnerabilidade. Também temos uma equipa de rua para diagnóstico, apoio e encaminhamento das pessoas sem-abrigo e o CIPA que promove formação profissional, acções de sensibilização, actividades pedagógicas e culturais com as pessoas apoiadas e com a comunidade em geral. Também implementamos desde 2004 o Programa de troca de seringas em Ponta Delgada, Lagoa e Ribeira Grande, com o objectivo de reduzir danos e riscos para a saúde e motivar para tratamento.

 

Enquanto Técnico Coordenador da Associação Novo Dia, que dificuldades tem encontrado para conseguir dar respostas a todos aqueles que precisam de apoio?

O principal problema com que nos defrontamos é não ter camas para todos os que dormem na rua. Precisámos de ter mais um centro de acolhimento tipo albergue para homens, de baixa exigência e que assegure as condições mínimas da dignidade humana. Estamos a aguardar resposta da tutela há vários meses. Também necessitamos de géneros alimentares para apoiar os mais carenciados, pois o Banco Alimentar é insuficiente para tanta pobreza que existe na ilha de São Miguel.

A Associação existe para as pessoas que não têm suporte familiar e estão numa situação de exclusão social grave. Por isso é que a nossa aposta principal tem passado pelo acolhimento e posterior acompanhamento e promoção da inclusão social.

 

A Associação Novo Dia tem parcerias com outras entidades ou associações de modo a combater esse problema? Fornecem alimentos, agasalhos, cobertores…?

A Novo Dia estabeleceu várias parcerias e faz parte de duas redes de trabalho promovidas pelo IDSA -Instituto de Desenvolvimento Social dos Açores: a rede de Suporte Sócio-Cultural à Mobilidade Humana e a rede de Apoio à Mulher em Risco. Podemos dizer que temos uma relação muito eficaz e prática com a Casa de Saúde de São Miguel de forma a possibilitar o tratamento e reabilitação das pessoas sem-abrigo.

 

A Câmara Municipal de Ponta Delgada cedeu quinta-feira uma casa na rua dos Manaias para os sem-abrigo tomarem as refeições. A Associação Novo Dia vai servir refeições nessa casa?

Em primeiro lugar é de enaltecer a iniciativa do Município de Ponta Delgada em dar condições a esta iniciativa da comunidade. A Novo Dia não deverá servir refeições nesta casa, pois já fornece sopa e sandes na rua e nos seus centros de acolhimento e não tem possibilidades para fazer mais. Estamos solidários com esta iniciativa e prontos a colaborar em outras vertentes necessárias à inclusão social destas pessoas carenciadas.

 

Quais são as artérias onde esse problema-dos sem-abrigo-é mais visível na cidade de Ponta Delgada?

Os problemas das pessoas sem-abrigo são muitos e complexos e só podem ser resolvidos com a ajuda de toda sociedade a diferentes níveis. O problema de quem não aceita a realidade que existem pessoas excluídas poderá ser maior na zona do Campo São Francisco.

 

Há médicos que se associam a esta causa e passam receitas médicas para os que necessitam de medicamentos?

Infelizmente, neste momento não temos nenhum médico/a a colaborar voluntariamente.

 

Os sem-abrigo quando procuram uma refeição, também procuram um pouco de conforto emocional e tentam desabafar?

Sim. Tal como todos nós, não existimos sem reconhecimento nem sem relação com outros significativos para nós. O problema das pessoas sem-abrigo é que quase perderam esta vinculação.

 

Tem conhecimento do número de sem-abrigos que deambulam pelas ruas de Ponta Delgada?

Superior a 20 pessoas.

 

Está a aumentar o número de sem-abrigos na cidade de Ponta Delgada?

Sim, está a aumentar, mas embora haja mais homens, o número de mulheres tem estado constante.

 

Qual é o perfil do sem-abrigo de Ponta Delgada?

A maioria tem problemas de alcoolismo e a grande parte tem patologia psiquiátrica (de salientar que se torna muito mais difícil o acompanhamento em casos de patologia mental e a motivação para realizar um tratamento). São maioritariamente homens, cerca de metade terão sido deportados dos EUA e Canadá e tem acima de 40 anos. Alguns são de outras ilhas e de fora da cidade.

 

Apesar de já haver uma casa para abrigar essas pessoas, providenciada pelo Governo Regional no Calço da Má-Cara, é sabido que há sem-abrigos que se recusam a “mudar” para uma vida “mais digna”, e que continuam a dormir na rua. Também é do conhecimento geral que muitos deles já não querem uma sandes, mas sim dinheiro, para poderem comprar bebida, já que alguns deles são alcoólicos. Como contornar esta situação, já que provoca cada vez mais desconfiança na sociedade?

O Centro de Acolhimento localizado no Calço da Má Cara desde o final de 2009 não foi planeado para dar resposta numa primeira linha aos sem-abrigo, nem por nós nem pelo IDSA. A ideia na altura era abrir uma segunda casa para albergue noutra localização. Tivemos financiamento aprovado para funcionamento no ano de 2010 mas não conseguimos encontrar o imóvel adequado. A partir de 2011 foi nos retirado o financiamento e estamos até hoje à espera de uma resposta. Na tentativa de dar resposta as situações mais urgentes, mesmo pondo em causa o bom funcionamento do Centro, colocámos três camas na sala desde 2009 em regime de ‘drop-in’(tipo albergue).

Longe de fazer parte da solução, estas três camas sobrelotam a casa e fazem com que vários sem–abrigos afluam à zona da Arquinha para serem acolhidos e como são só três camas, alguns deles acabam por dormir na rua nas imediações do Centro.

 

No entanto, apesar de alguns quererem sair da situação, muitos acabam por resvalar na descriminação, tornando cada vez mais difícil essa saída. Como comenta essa realidade?

A situação de sem-abrigo resulta da quebra sucessiva dos laços e afiliações com as outras pessoas. Retomar estes laços é muito mais difícil do que perdê-los. Se juntarmos isto a uma sociedade individualizada e que se guia pela razão instrumental, pelos interesses práticos, em que cada vez as desigualdades são maiores e a solidariedade entre as pessoas vai diminuindo, as dificuldades para as pessoas sem-abrigo ultrapassarem os seus problemas são maiores.

 

Tem conhecimento de alguma história de vida de sucesso de algum sem-abrigo que queira partilhar?

Temos vários casos de sucesso e alguns que já quase ninguém acreditava. Devemos sempre acreditar no ser humano. Posso relatar uma pequena história real da nossa cidade: uma colaboradora da Novo Dia estava numa esplanada e chegou um homem sem-abrigo que lhe pediu um cigarro. Ela deu o cigarro. Ele agradeceu e começou a chorar. Ela ficou intrigada e perguntou: - “Então? Só lhe dei um cigarro!” Ele respondeu:–“ Não foi só um cigarro. Olhou para mim e sorriu. Muitas pessoas nem olham para mim!” Depois o homem agradeceu e contou um pouco da história da sua vida...

Esta pequena história é sintomática do desprezo social vivido pelas pessoas sem-abrigo. Se há alguma coisa que todos e todas podemos fazer é dar um olhar, uma atenção um sinal que reconhecemos o outro como pessoa e só assim é que esse outro se sentirá pessoa.

 

 

Ricardo Fonseca lança livro “(A)mar Açoriano”

ricardo  fonsecaRicardo Fonseca prepara-se para olançar o seu primeiro livro de poesia onde reúne trabalhos escritos desde de 1990. O seu novo trabalho intitula-se”(A)marAçoriano”
Ricardo Fonseca nasceu em 1975, é natural de Fajã de Cima, praticante de futebol tendo representado os Açores em vários escalões etários no Continente, praticoa bodyboard pois assume sert  a ligação mais forte à pureza da Natureza.
Ricardo Fonseca formou-se em economia em 1998 pela Universidade Nova de Lisboa sendo presentemente Mestre em Economia pela Universidade dos Açores desde 2009 e atualmente possui em curso o projeto de obtenção do grau de PHD em Economia pela Universidade dos Açores.
Ricardo Fonseca assume que vê na na poesia o desafio extremo do ser em ter a coragem de mergulhar e descrever a realidade do mundo que o envolve e particularmente o desvendar do seu próprio mundo em cada segundo do que é existir neste Planeta Terra .
Este livro foi escrito durante 20 anos maioritariamente na década de 90.
Ricardo Fonseca apresenta o livro ”(A)mar Açoriano” na próxima sexta-feira, às 19 horas, no Centro Cívico de Santa Clara.