Câmara de Angra do Heroísmo garante que “qualidade da água está acima do exigido”

agua-de-jarra-1O presidente dos Serviços Municipalizados de Angra do Heroísmo (SMAH), José Élio Ventura, assegurou sexta-feira que a qualidade da água disponibilizada aos munícipes é elevada, acrescentando que está acima do exigido pela União Europeia.
“No ano de 2011, nós tivemos 100% nos parâmetros de qualidade da água, o que é, na verdade, um indicador bastante elevado, uma vez que a União Europeia presentemente exige uma percentagem na ordem dos 97/98%”, frisou José Élio Ventura.
De acordo com a agência Lusa, o também vice-presidente da Câmara Municipal de Angra do Heroísmo falava à margem da assinatura de um protocolo entre os SMAH e o Hospital de Santo Espírito de Angra do Heroísmo, no sentido de assegurar o controlo da qualidade da água fornecida à unidade de saúde.
A necessidade de um controlo mais apertado à água fornecida ao hospital é justificada, sobretudo, pelas condições de purificação exigidas no serviço de hemodiálise.
“A água de consumo no hospital tem de ser altamente vigiada, além disso temos também um serviço de hemodiálise, em que temos que ter cuidados redobrados, porque a solução dialisante entra na circulação dos doentes e essa solução é feita com água tratada”, explicou Lurdes Dias, do conselho de administração do hospital.
A qualidade será garantida, segundo José Élio Ventura, “através de um programa de controlo da qualidade da água e através de um controlo operacional, desenvolvidos pelos Serviços Municipalizados de Angra do Heroísmo e fiscalizados pela Entidade Reguladora dos Serviços de Água e Resíduos dos Açores.”
O presidente dos Serviços Municipalizados de Angra do Heroísmo salientou ainda que “dispõem neste momento dos dois únicos técnicos certificados para amostragens de água nos Açores”, acrescentando que o protocolo assinado sexta-feira prevê que os SMAH forneçam mensalmente o resultado das análises de controlo da água ao hospital.

Profissionais da RTP-Açores indignados com atitudes de José Contente e Artur Lima

rtp aoresO Conselho de Redacção da RTP-Açores, afirma, em comunicado de imprensa, que o “bom nome” daquela estação televisiva tem sido posto em causa por dois políticos, o deputado do CDS-PP Açores, Artur Lima, e o Secretário Regional dos Equipamentos, José Contente.
Em causa, está o facto de Artur Lima ter “caluniado”, no passado dia 11 de Maio, quando o parlamento discutia duas propostas de resolução do PPM e do PSD sobre a situação na RTP-Açores, “de forma desabrida e vergonhosa os profissionais da RTP-Açores, sugerindo que não eram isentos e que estavam ao serviço de alguns partidos”, conforme por ler-se no documento. Além disso, “disse ainda que para alguns jornalistas da RTP-Açores a coesão acaba no umbigo deles ‘porque têm o seu ordenadinho ao fim do mês e estão–se borrifando para a coesão das outras ilhas e para   a pluralidade democrática’.”  Artur Lima acusava os profissionais da RTP-Açores “de cobrirem os trabalhos parlamentares de falta de isenção (apontando na direcção da cabine da RTP), dando como exemplo o facto de não terem dado voz a uma intervenção de um deputado do CDS-PP.” Referia-se a uma intervenção do deputado Luís Silveira sobre as lhas da Coesão, afirmando que fora a única a não ter tratamento noticioso por parte da RTP-Açores.
“Para além de não ser verdade”, defende o Conselho de Redacção daquele canal televisivo, “o tema da coesão  tinha sido alvo de um conjunto de perguntas ao governo  três semanas antes, na sessão de Abril, por iniciativa do PPM, onde todos os partidos, incluindo o CDS-PP, intervieram”, repudiando, assim, “a forma despudorada e injustifiçada como o Sr. Artur Lima pretende atingir o bom nome dos profissionais da RTP-Açores. Se tem razões de queixa deve dirigir as suas baterias para outro lado.”
O caso do Secretário Regional dos Equipamentos, José Contente,  reporta-se também ao dia 11 de Maio, quando “procurou condicionar e acabou mesmo por interferir abusivamente no trabalho da equipa de reportagem da RTP-Açores, que cobria noticiosamente os estragos causados pelo mau tempo na zona da Bretanha, ilha de São Miguel, tentando persuadir a equipa de reportagem a não enviar para Lisboa um bloco de imagens em ‘bruto’ que incluíam um depoimento da presidente da Câmara Municipal de Ponta Delgada e procurando impor a sua presença em directo no Telejornal da RTP-Açores, depois de gorada uma intervenção no Telejornal da RTP-1, a qual não se chegou a realizar por Lisboa se ter desinteressado desse directo.”
A direcção da RTP-Açores já tinha decidido que o directo para o telejornal da RTP-Açores se faria apenas com uma breve intervenção da jornalista no local, sem entrevistados, uma vez que já possuía o depoimento do Presidente do Serviço Regional de Protecção Civil, “mas o Secretário Regional dos Equipamentos insistiu nos seus propósitos, chegando mesmo a sugerir à equipa que estava no local que não respeitasse as directivas das suas chefias e que  o entrevistassem em directo.” A insistência acentuou-se quando “o sr. José Contente teve conhecimento que a redacção da RTP em Lisboa utilizara imagens do mau tempo na Bretanha e uma curta declaração da presidente da Câmara Municipal  de Ponta Delgada. Colou-se então à equipa que se encontrava a recolher imagens e a preparar o directo, dificultando o seu trabalho”, descrimina o comunicado.  
“Depois, em pleno directo, interrompeu de forma abrupta a intervenção da  jornalista Ana Filipa Ferreira, agarrando-a pelo braço  que segurava o microfone e falando de forma intempestiva para o mesmo sem sequer aparecer na imagem,  facto que ele afirmou não ser relevante pois as pessoas conheciam a sua voz.”
O Conselho de Redacção da RTP-Açores considera “este comportamento, indigno de um político com as suas responsabilidades, também vexatório para os profissionais da RTP-Açores, pois os telespectadores desconheciam  o que se passara antes”,  finalizando que os profissionais daquela estação televisiva “não se deixam influenciar nem se intimidam com qualquer tipo de ameaça mais ou menos velada.”      

Misericórdia de Nordeste comemora 100 anos

Eduardo MedeirosTerminam hoje as comemorações do centenário da Santa Casa da Misericórdia de Nordeste, fundada a 12 Maio de 1912, por um grupo de nordestenses.
Assim, nesta sexta-feira, o Bispo dos Açores, António de Sousa Braga, irá visitar os vários serviços que aquela Santa Casa presta, almoçar com os utentes dos Centros de Convívio e lanchar com os utentes do Lar e crianças do ATL, num convívio intergeracional.
Pelas 18h30 realizar-se-á a cerimónia de descerramento de fotografias dos últimos Provedores, da lápide que assinala a efeméride e do busto em mármore do primeiro Provedor, António Alves de Oliveira – o mentor da criação daquela Santa Casa, apoiado por um grupo de nordestenses preocupados com o desenvolvimento social da sua terra – a colocar na sede da instituição, junto à porta principal do lar de idosos, seguindo-se um cortejo, acompanhado  pela Filarmónica Eco Edificante, que executa, pela primeira vez, o Hino da Santa Casa, seguindo-se a Solene Concelebração de Acção de Graças, na Igreja Matriz de S. Jorge, presidida pelo bispo diocesano, onde estarão, segundo Eduardo Medeiros, actual Provedor daquela instituição, “todos os padres do Nordeste, nascidos aqui ou que trabalharam aqui e amigos de Nordeste. As pessoas vão cantar e louvar os cem anos da instituição que passou pela história desse concelho que tem de estar cada vez mais preparado para enfrentar os problemas desta nossa sociedade”, salienta.
A Santa Casa da Misericórdia de Nordeste, instituição particular de solidariedade social, desenvolve várias valências, nomeadamente, o Serviço de Apoio ao Domicílio, que consiste na prestação de cuidados a indivíduos e famílias que não conseguem assegurar a satisfação das suas necessidades básicas. Actualmente, apoia 80 idosos e funciona todos os dias da semana, incluindo Domingos e feriados, de modo a assegurar os serviços mínimos a utentes sem qualquer familiar.
Paralelamente, desenvolve também um Serviço de Reabilitação com vista a dar resposta a cuidados específicos de reabilitação e, desse modo, complementar o tradicional Serviço de Apoio ao Domicílio. De momento, apoia cerca de 40 idosos.
Além disso, a instituição também dispõe 10 Centros de Convívio, espalhados por todas as freguesias do concelho, tendo “cerca de 150 utentes diariamente”, afirma. Nesses Centros de Convívio o idoso interage com outras pessoas e faz diversas actividades, como bordados e rendas, jogar às cartas e exercício físico semanal.
Sendo o ano de 2012, o Ano Europeu do Envelhecimento Activo, Eduardo Medeiros acredita que o grande problema que o idoso enfrenta neste momento é “a sua solidão, é o não ter família e daí a grande importância dessas instituições como é a Santa Casa da Misericórdia que proporciona ao idoso apoio em casa, ou no lar ou no convívio e dá uma resposta para o envelhecimento activo inclusivamente com actividade física semanal destinada a cada um deles. O que é fundamental”, refere, acrescentando que “a Santa Casa tem feito esse esforço. Temos um ginásio com um fisioterapeuta para que os idosos se mexam e sejam recuperados e temos um professor de educação física que dá actividades físicas, para que o idoso seja activo, e incentivamos a que as pessoas se mexam. Que passeiam, que não estejam sempre sentadas e que façam trabalhos.”
Para além desses serviços, aquela Misericórdia dispõe ainda de um Centro de Dia no Lar da Santa Casa, ATL’s e um Centro de Acolhimento destinado a pessoas sem laços familiares e com problemas de marginalidade e mendicidade. “Felizmente, não são muitos sem-abrigos que albergamos. Apenas cinco ou seis”, diz.
Nesse sentido, Eduardo Medeiros, considera, que a Misericórdia de Nordeste tem um papel preponderante, especialmente, na vida dos mais velhos “quando o idoso está em casa e ainda é autónomo e vai para o Centro de Convívio passar a tarde e dá um passeio, faz um trabalho de artesanato, reza, come, conversa, passa o seu tempo. Estamos a prestar um serviço ao idoso e à sua família, porque há uns que não têm familiares e aí, nestes casos, a Santa Casa é a única família.”
Questionado sobre o que prevê nessa viragem do centenário e que projectos ambiciona para o futuro, aquele Provedor realça que o essencial é “melhorar o que já temos. Nós já estamos, com o apoio do Governo,  das autarquias e outras instituições e beneméritos, a desenvolver um trabalho muito meritório. Esse trabalho tem de ser melhorado, no sentido de haver maior qualidade, ou seja, de haver mais tempo, um tratamento ainda mais qualificado porque o idoso merece. Merece tempo, afecto, atenção. Não é só dar comida, lavá-lo e olhar para ele. É preciso agora dar-lhe maior qualidade e é este que eu julgo que é o grande desafio, além de responder também aos que não têm autonomia porque estes não falam, não se mexam, não se lavam, não se deitam nem se levantam e temos de ter uma resposta para esses também, pois temos vários casos”, tendo salientado também os orçamentos “apertados”, uma vez que “a crise também chega às instituições. As dificuldades são grandes, os orçamentos são apertados, os utentes não podem pagar muito porque também não têm hipóteses. O que vale nessa instituição é que há beneméritos que de vez em quando nos ajudam. O governo vai dando o que é o indispensável porque nós sabemos que os orçamentos estão a ser muito vigiados e muito controlados pela troika.”
Provedor há 10 anos na Misericórdia de Nordeste, encara esta ocasião, da celebração dos cem anos da instituição, como o maior e grandioso momento que já vivenciou à frente da empresa, frizando que agora  “é o momento de fazermos um balanço, uma paragem e uma reflexão, para melhorarmos a nossa acção nesse concelho.”
Recorde-se que na passada quarta-feira, 16 de Maio, houve uma Sessão Solene comemorativa do centenário, no Centro Municipal de Actividades Culturais e que contou com a presença do Representante da República para os Açores, Pedro Catarino, do Bispo dos Açores, António de Sousa Braga, da Secretária Regional do Trabalho e Solidariedade Social, Ana Paula Marques, do Presidente da Câmara do Nordeste e utentes de todo o concelho, tendo sido homenageados os cidadãos que pertenceram aos Corpos Gerentes e outros que prestaram relevantes serviços à instituição, bem como os funcionários com mais de 25 anos de serviço.
Ainda no próximo dia 30 de Maio, pelas 20h30, utentes, funcionários e alunos da Escola Profissional de Nordeste irão apresentar vários números de música, dança, representação e quadros cénicos da vida de outrora, terminando a noite com a actuação da fadista Fátima Moreira.

Actividade “Abraça-me” decorre dia 22 nas Portas da Cidade

 No âmbito das comemorações do Ano Europeu do Envelhecimento Ativo e por iniciativa das Instituições Particulares de Solidariedade Social (Casa do Povo de Capelas- Equipa de Apoio ao Idoso e Centro de Formação e Acompanhamento Técnico de Prestadores de Cuidados ao Domicilio, Centro Social e Paroquial da Nossa Senhora da Oliveira, Casa do Povo de Arrifes, Centro Social e Cultural da Casa do Povo de Fajã de Baixo, Centro social e Paroquial de S. Roque, Casa do Povo do Pico da Pedra e Santa Casa da Misericórdia da Ribeira Grande) foi organizada uma atividade com o objcetivo de divulgar e sensibilizar a comunidade para as possíveis respostas sociais de proximidade (Centros de Dia, Serviço de Apoio ao Domicilio, Centro de Convívio e Centros de Noite).
Esta actividade “Abraça-me” será realizada no próximo dia 22 de Maio pelas 14.30 até às 16.30 na cidade de Ponta Delgada, a ser dinamizada em dois pontos da cidade, Portas do Mar e nas Portas da Cidade com a participação de vários grupos de idosos, aproximadamente 50 idosos, das diversas instituições envolvidas.
A organização convidatoda a comunidade a participar!

Clipper Odyssey termina amanhã cruzeiro temático pelos Açores

navioO navio de cruzeiro Clipper Odyssey está esta semana nos Açores, num itinerário de 17 dias que teve início em Granada, em Espanha, e que vai terminar em Ponta Delgada, amanhã, ao longo do qual o navio visita seis das nove ilhas açorianas.
Depois de Granada, o Clipper Odyssey esteve em Málaga, Gibraltar, Casablanca, Agadir, Lanzarote, Tenerife, La Gomera e Funchal, chegando posteriormente aos Açores, onde já realizou escalas em Santa Maria, na terça-feira, bem como Angra do Heroísmo, no dia seguinte.
Quarta-feira, o Clipper Odyssey esteve na Graciosa e ontem foi a vez do Pico e do Faial receberem também a visita do navio, que termina a viagem amanhã, em Ponta Delgada.
O Clipper Odyssey é um navio de pequenas dimensões mas que realiza cruzeiros temáticos, um nicho que as autoridades açorianas pretendem atrair cada vez mais, de forma a que os Açores funcionem como um destino e não apenas como porto de passagem.
O navio possui 103 metros de comprimento, 15,4 metros de largura e 5.218 toneladas de arqueação bruta, contando com capacidade para 120 passageiros e 70 tripulantes, num total de 64 cabines.