“O seu computador dará uma alegria”

A Associação Ilhas em Movimento decidiu iniciar uma campanha de recolha de material informático, intitulada “O seu computador dará uma alegria”.
Trata-se de uma iniciativa que visa a recolha e posterior doação de equipamentos informáticos.
 Apelamos a todas as pessoas que tenham em suas casas ou locais de trabalho computadores ou material como ecrãs, ratos, scanners, impressoras e que os não utilizem, que os façam chegar à sede da AIM.
O objectivo é recuperar e completar computadores, por forma a beneficiar crianças de agregados de menores recursos.
Para esta iniciativa, que surge após a entrega de dois computadores que a AIM fez recentemente, contribuirão dois jovens que  ajudarão na recuperação dos equipamentos que forem sendo doados.
O produto das doações poderá ser entregue na Associação Ilhas em Movimento na Rua António José de Almeida, em Ponta Delgada. A campanha de recolha “O seu computador dará uma alegria” irá durar, para já, por tempo indeterminado, “até porque, e após o contacto com alguns agregados familiares com quem esta associação tem colaborado, vários pedidos já nos foram feitos."

Carlos César elogia papel das Casas dos Açores no mundo

carlos-cesar-jornalista-corCarlos César afirmou ontem que as Casas dos Açores espalhadas pelo mundo desempenham, em algumas circunstâncias, o papel que cabe à representação do país.
Segundo nota de imprensa emitida pelo Gabinete de Apoio à Comunicação Social (GaCS), para exemplificar, “a assistência de corpo inteiro” que as Casas dos Açores prestam em algumas áreas, o presidente do Governo Regional apontou os casos de Porto Alegre, capital do Rio Grande do Sul, onde o consulado passou a vice-consulado, e o das ilhas Bermudas, onde o consulado foi encerrado.
“Portanto, nós temos uma missão que assumimos, quer perante a nossa comunidade mais próxima, mais familiar, que é a açoriana, quer também no conjunto da comunidade portuguesa”, disse, acrescentando que, em vários locais, como nos Estados Unidos da América, as Casas dos Açores dinamizam e apoiam escolas e programas, por exemplo, de língua portuguesa.
Por isso, afirmou que “os Açores se orgulham muito da presença tão impressiva dessas instituições nos países onde residem emigrantes açorianos, razão que leva o Governo Regional a apoiar as suas actividades e o seu papel agregador, não só de naturais dos Açores, mas de todos quantos gostam da região.”
Carlos César falava no decorrer da Gala que assinalou o 85º aniversário da Casa dos Açores de Lisboa – a mais antiga das 13 espalhadas por vários países –, cuja Assembleia-Geral, por proposta da Direcção, decidiu, por unanimidade, atribuir-lhe o diploma de Sócio Honorário.
O Presidente do Governo Regional confessou-se honrado com a distinção, que recebeu das mãos de Miguel Loureiro, presidente da Direcção da Casa dos Açores de Lisboa, e teceu elogios à importância da acção daquela instituição como elemento congregador dos açorianos na área da capital do país e apelou a um esforço no sentido de suscitar o interesse dos mais jovens e de pessoas amigas dos Açores a uma maior aproximação àquela Casa.
Para Carlos César seria bom que isso acontecesse para que se “possa carrear prestígio, trazer força e assim prosseguirmos neste esforço de vitalização dos Açores nas suas manifestações externas como na sua vivência nas nossas ilhas.”

Segréis de Lisboa na Temporada de Música 2012

A Temporada de Música Açores 2012, uma iniciativa da Presidência do Governo, através da Direcção Regional da Cultura, assinala a passagem dos 40 anos de carreira dos Segréis de Lisboa, com a realização de dois concertos de música antiga, que terão lugar nos próximos dias 19 de abril, pelas 21h30, na Igreja do Colégio em Ponta Delgada, e 21 de Abril, pelas 20h30, na Igreja Matriz da Horta.
Os Segréis de Lisboa têm tido um papel fundamental na divulgação da música portuguesa e espanhola desde o século XV até inícios do século XIX, e já realizaram concertos por toda a Europa, Estados Unidos, Brasil, Extremo Oriente, Índia e Bolívia, onde obtiveram o maior sucesso junto do público.
Os Segréis de Lisboa comemoram este ano os seus 40 anos de carreira, trazendo aos Açores um programa de Música Ibérica do Renascimento, que se divide em duas partes: a primeira, dedicada à Música para o Teatro de Gil Vicente (século XVI) e a segunda, cujo título é Música no Tempo de Camões, também direcionada para o repertório do mesmo século.
Fundado em 1972 pelo alaúdista e musicólogo Manuel Morais que, em 1991, foi agraciado com a Medalha de Mérito Cultural da Secretaria de Estado da Cultura, este agrupamento é constituído pelo seu director artístico, Manuel Morais (aláude), Ana Leonor Pereira (soprano), Joana Amorim (flautas) e Miguel Ivo Cruz (viola da gamba).
Para além dos concertos, Manuel Morais participará ainda, no dia 19 de abril, no Colóquio Internacional «Camões e os seus Contemporâneos», organizado pela Universidade dos Açores. A Temporada de Música 2012 tem como director artístico Emanuel Frazão.

“Assistimos a uma explosão cultural nos Açores, com reflexos directos na qualidade da oferta cultural existente” - Associação

Jesse-James-Moniz AndaFalaA Associação Anda & Fala volta a organizar este ano, pela segunda vez consecutiva, o Festival Walk&Talk Azores, de 27 de Julho a 12 de Agosto de 2012.  Em conversa com Jesse James, responsável por aquela entidade, este jovem dinamizador explica-nos o que essa iniciativa propõe à nossa sociedade e o que pode oferecer aos Açores, já que no ano passado permitiu dar uma nova visão à cidade de Ponta Delgada, mais irreverente e moderna.
“Propomos um evento cultural único, que ofereça à população e à região obras inéditas, realizadas por artistas contemporâneos de referência, e um programa de actividades alargado que integra intervenções no espaço público e ao vivo, uma exposição colectiva, ‘workshops’, conversas e outros encontros temáticos”, explica, acrescentando que “durante as três semanas em que decorre o festival queremos promover um ambiente de festa e celebração, com eventos abertos a todos e onde o público poderá assistir a concertos, ‘performances’, entre outras manifestações que complementam a oferta artística do festival.” Além disso, uma das novidades desta 2ª edição do Walk&Talk Azores é a expansão das actividades do festival a outras zonas da ilha de São Miguel, mantendo o centro das actividades em Ponta Delgada, mas com intervenções já confirmadas na cidade da Ribeira Grande, na Vila de Rabo de Peixe e em São Vicente Ferreira. Questionado sobre a possibilidade de alargar o projecto a todas as ilhas do arquipélago, Jesse James faz notar o custo elevado de tal iniciativa, já que “a expansão para outras ilhas implica uma logística que actualmente ainda não está ao nosso alcance.” No entanto, realça o intuito de continuar a crescer de forma sustentada e “continuar a trabalhar para concretizar a nossa grande ambição de levar a dinâmica do Walk&Talk às nove ilhas dos Açores.”
Tendo como principal objectivo impulsionar parcerias e redes de suporte entre agentes culturais locais, nacionais e internacionais, promovendo a criação artística de forma sustentável e autónoma, “com potencialidade para gerar oportunidades sócio-económicas para a região, bem como incrementar novas formas de pensamento, interpretação e visão junto da população açoriana”, Jesse James salienta que com o festival Walk&Talk  “queremos contribuir para o desenvolvimento do ecossistema criativo regional, incrementando a oferta cultural e os atractivos da região, destacando assim o investimento cultural enquanto um valor estratégico à promoção do destino e da identidade ‘Açores’ nos mercados turísticos e culturais internacionais”, refere aquele responsável pela associação.
Para a edição de 2012, além do muralismo que caracterizou a primeira edição do festival, Jesse James conta-nos que na edição que se aproxima os artistas irão “saltar das paredes” e assumir o formato de festival de arte pública, porque, segundo disse, “queremos que o Walk&Talk promova os Açores como um ponto de encontro para as múltiplas expressões artísticas contemporâneas, sejam estas arte urbana, instalação, ‘performance’ ou quaisquer outras manifestações que decorram no espaço público.”
Para além do Festival Walk&Talk Azores 2012, o grande foco, de acordo com aquele responsável, é o roteiro de intervenções artísticas ao vivo no espaço público que irão decorrer em várias paredes e outros espaços da ilha.
O evento inicia-se com a inauguração da galeria colectiva, que este ano ocupa as antigas instalações da Fiat, junto ao Teatro Micaelense, em Ponta Delgada, e que “constituirá o espaço âncora do Walk&Talk, onde o público poderá recolher informações sobre o programa e as intervenções em curso, frequentar ‘workshops’, tertúlias informais sobre arte pública, entre outros encontros temáticos”, explica, frizando que  o que a associação pretende “é que este espaço seja o ponto de encontro privilegiado entre os artistas, a organização, os parceiros e o público.”
A edição 2012 desse festival reúne cerca de 20 artistas, portugueses e estrangeiros, além de outros criadores, desde ‘performers’ a músicos e DJ’s. “Este ano queremos reforçar a nossa aposta na divulgação de novos talentos, em especial de artistas açorianos, e estamos a preparar um conjunto de actividades especialmente dedicadas à participação do público, como é o caso dos ‘workshops’ de ‘stencil’ que permitem aos participantes conhecerem esta técnica e fazerem as suas próprias intervenções”, precisamente porque este promotor cultural acredita que há talentos açorianos na área da pintura urbana: “Existem muitos jovens artistas a desenvolverem projectos interessantes nos Açores. No contexto específico da arte urbana destaco o Pantónio, natural da Terceira e que participou no Walk&Talk 2011 e o João Verde e João Pastor, dois jovens de 19 anos que realizaram as suas primeiras intervenções de grande escala, também na primeira edição do festival”, refere.
Com vista a ser possível fomentar esta iniciativa, o Festival Walk&Talk conta com o  apoio do Governo Regional,  através da Direcção Regional da Juventude e Direcção Regional do Turismo na comunicação e promoção do festival. Além destas duas entidades públicas, a associação reúne vários parceiros privados, desde empresas regionais que apoiam, através da cedência de serviços e produtos, parceiros de comunicação, a pessoas singulares que cedem espaços para intervenções artísticas ou integram a equipa de voluntários.

A associação que “anda” pela cultura

A Associação Anda&Fala–Interpretação Cultural é uma entidade sem fins lucrativos, fundada no ano passado por Jesse James e Diana Sousa com o objectivo de dinamizar os Açores através do investimento cultural, em especial na promoção de expressões artísticas contemporâneas que habitualmente não são exploradas em contextos periféricos e insulares.
A ideia de dinaminsmo que estes dois jovens demonstram nos seus projectos está reflectida no próprio nome adoptado pela associação–“Anda & Fala”, uma vez que “expressa uma ideia de acção, de continuidade e evolução, interacção com o espaço e a adopção de uma atitude socialmente proactiva, que é o que procuramos impulsionar com a nossa actividade”, explica Jesse James, tendo acrescentando: “Nós andamos e falamos pela cultura! E tu?” É este o desafio que a associação promove na edição de 2012 do Walk&Talk “procurando estabelecer um diálogo directo com as pessoas, despertar o seu espírito crítico e integrá-las no movimento criativo que o festival celebra. ‘Anda e Fala’ é assim um apelo à participação que traduz a nossa missão enquanto promotores culturais, impulsionadores de um movimento artístico baseado na mobilização social e contribuição individual”, realça.

Importância da cultura na região

De acordo com Jesse James, assistimos a “uma explosão cultural nos Açores, com reflexos directos na qualidade e multiplicação da oferta cultural existente, bem como na procura e interesse crescentes do público.” Para este promotor cultural “o ecossistema criativo açoriano está cada vez mais rico e, além da oferta tradicional, associada, sobretudo, às festas populares, ao património histórico e natural, a região integra hoje uma rede de associações, estruturas e manifestações culturais muito interessantes, em áreas que vão desde as artes visuais, à música ou ao cinema.”

XXI Gala Regional Caravela D’ouro leva 12 pequenos cantores à Povoação

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Decorre no próximo sábado, dia 21 de Abril, pelas 20h30, no Gimnodesportivo da Vila da Povoação a XXI Gala Regional dos Pequenos Cantores Caravela D’ouro que irá contar com a participação de 12 concorrentes, com idades compreendidas entre cinco e dez anos, oriundos dos concelhos da Povoação, Vila Franca do Campo, Ponta Delgada bem como com os representantes dos Festivais Infantis das ilhas do Pico, Terceira e Flores.
Os pequenos cantores irão ser acompanhados musicalmente pela Orquestra Ligeira da Câmara Municipal da Povoação, sob a direcção de orquestra e orquestração do Maestro Paulo Rodrigo assim como por um coro composto por 35 crianças oriundas de várias freguesias do Concelho da Povoação, sob a direcção da Maestrina Cília Barros.
O júri da XXI Gala Regional dos Pequenos Cantores Caravela D’ouro será presidido por João Pedro Resendes, seguindo-se Luis Alberto Bettencourt, Liliana Rodrigues, Cândida Amaral, Vasco Pernes, Nancy Mota Franco e Paulo Pimentel.
A XXI Gala Regional dos Pequenos Cantores Caravela D’ouro irá contar ainda com as participações especiais dos representantes do Festival Infantil da Ilha das Flores, Festival Sol Menor da Ilha Terceira, Festival Infantil Baleia de Marfim das Lajes do Pico, e ainda com a participação do vencedor da Gala Caravela D’ouro de 2011.
A iniciativa conta com a organização conjunta da Câmara Municipal da Povoação e de uma Comissão Organizadora. A apresentação a XXI Gala Regional dos Pequenos Cantores Caravela D’ouro, que representa já uma grande tradição musical no arquipélago dos Açores e que promove e enobrece a música e a cultura junto dos mais novos, será feita pela povoacense Cândida Cosme.