Doze detidos no último fim de semana em São Miguel

PSP3A Polícia de Segurança Pública (PSP) deteve, na passada sexta-feira, dia 24 de Maio, um homem, no concelho de Lagoa, por ter agredido com uma navalha outro homem de 48 anos de idade.
A informação foi avançada no relatório de actividade policial relativo ao passado fim-de-semana. 
O mesmo relatório revelou que, em Rabo de Peixe, no sábado, foi detido um homem de 38 de anos de idade, pelo crime de violência praticada sobre a esposa. Pelo mesmo motivo, foi detido no mesmo dia, em Ponta Delgada, um homem de 40 anos de idade.
Já a Esquadra de Trânsito da Divisão Policial de Ponta Delgada deteve cinco homens por conduzirem sob a influência de álcool. Outros dois indivíduos foram presos pela PSP por se terem recusado a realizar o teste de alcoolemia e mais um de, 22 anos de idade, por condução de veículo automóvel, sem habilitação legal.

Detido homem nas Flores por tráfico
de droga

No passado dia 25 de Maio, a Brigada de Investigação Criminal da Ilha das Flores, na sequência de averiguações que precipitaram a abordagem e fiscalização de um veículo ligeiro de passageiros, deteve um homem de 49 anos de idade, por tráfico de estupefacientes, em virtude do mesmo ter na sua posse 35 doses de “Haxixe”.
“De realçar da presente acção policial, o elevado grau de eficácia dos objectivos delineados, que uma vez mais, vêm contribuir para a concretização e consolidação das directrizes de referência instituídas pela Policia de Segurança Pública, no que se refere à detecção, repressão e combate do flagelo que representa o cultivo, tráfico e consumo de estupefacientes, junto das comunidades locais, na área de jurisdição da Divisão Policial da Horta”, afirmou a PSP no mesmo o relatório.
Já na Esquadra da Madalena do Pico, foi realizada uma operação de fiscalização rodoviária, na qual foram fiscalizados 36 veículos, tendo sido detectadas três infracções de natureza contraordenacional, nomeadamente, por falta de actualização do titular no registo de propriedade automóvel e falta de documentos.
O mesmo ocorreu na Esquadra de São Roque do Pico, onde foram fiscalizados 40 veículos e sendo detectadas três infracções de natureza contraordenacional, nomeadamente por falta de seguro de responsabilidade civil, falta de inspecção periódica obrigatória, condução de veículo automóvel sob influência do álcool.
Nas Lajes das Flores foi ainda detido um homem de 29 anos de idade, por condução de veículo automóvel sob a influência do álcool, acusando uma TAS de 1,95 g/l.
Na Esquadra de Santa Cruz da Graciosa, a 26 de Maio, foi também realizada uma operação de fiscalização rodoviária, na qual foram fiscalizados 13 veículos e detectadas duas infracções de natureza contraordenacional.
Já no âmbito da Operação de Fiscalização denominada “Portugal é Segurança”, foram fiscalizados 47 veículos e detectadas cinco infracções de natureza contraordenacional.
O relatório de actividade policial da PSP avançou ainda a ocorrência de 21 acidentes de viação nos Açores, entre os dias 24 e 26 de Maio, dos quais resultaram um morto, feridos graves, dois feridos ligeiros e danos materiais.

Jovem de 13 anos encontrado morto na Povoação

povoaçãoUm rapaz de 13 anos foi encontrado morto, ontem de madrugada, numa ribeira na Vila da Povoação.
A tragédia aconteceu a meio da tarde de quinta-feira quando a vítima foi tomar banho com dois amigos, tendo-se afogado.
Os bombeiros voluntários da Povoação encontraram o rapaz já sem vida, após terem sido alertados pela polícia para o desaparecimento de uma criança.

Presidente das Casas Açorianas defende que “só com muita imaginação” se conseguirá explorar o mercado internacional

Gilberto vieira 2Nos Açores, o turismo rural tem vindo a ganhar protagonismo crescente e é um dos elementos que contribui de forma decisiva para o desenvolvimento turístico da região. Para a promoção deste segmento muito tem contribuído a Associação Casas Açorianas, cujas práticas têm merecido variados elogios. Gilberto Vieira, presidente da Associação, destaca que o sucesso do turismo em espaço rural passa pela qualidade dos serviços e pela importância dos investimentos realizados, mas não esconde que se as pessoas têm falta de dinheiro, dificilmente farão ou apostarão neste sector...

A procura do Destino Açores passa, também, pela divulgação do nosso turismo rural?
Sem dúvida. O espaço rural tem um importante contributo a dar para o desenvolvimento do turismo no arquipélago, assumindo-se, mesmo, pelas características do que temos para oferecer, como “imagem de marca” do destino Açores. A promoção é essencial, e tem vindo a ser feita por diversos canais, desde governamentais a associativos e, mesmo, particulares e esse é um esforço que não pode abrandar.

Já existem unidades de turismo rural em número suficiente ou há margem para crescer?
O dimensionamento actual dá resposta à procura. No entanto, numa perspectiva de crescimento que todos desejamos e para o qual se está a trabalhar, acredito que há margem para o surgimento de novos investimentos.

Qual tem sido o impacto da crise económica no turismo rural regional?
Naturalmente, a crise, nomeadamente a nacional, deixa marcas em todos os sectores de actividade e o turismo não é excepção. No nosso segmento isso também se verifica e o impacto é significativo. Mais um motivo para continuarmos a apostar na promoção, buscando novos mercados e “refrescando” a nossa imagem junto de outros onde já penetrámos.


Verificou-se uma descida dos preços devido à crise?
Temos vindo a fazer um esforço de atracção de visitantes com propostas interessantes, também a nível dos preços, nomeadamente através da central de reservas das Casas Açorianas e de negociação de pacotes apelativos com operadores que actuam nesta área específica. A resposta tem vindo a ser gradual, ainda assim encorajadora.

Quais são as principais preocupações dos espaços de turismo rural nos Açores?
Há um leque vasto de preocupações que abrange aspectos tão distintos como a sustentabilidade, a manutenção de elevados padrões de qualidade ou a inovação, sempre com o máximo respeito pela genuinidade e singularidade desta oferta.

Como traça o perfil das pessoas que procuram fazer turismo rural cá na região?
Há visitantes com perfis diferentes, como é natural, mas diria, numa imagem, que quem nos procura “já viu tudo” e procura agora descobrir algo que ainda possa surpreender. E na verdade, pelas reacções que nos deixam, temos efectivamente essa capacidade de proporcionar uma experiência empolgante e única.

O que tem feito com a Associação Casas Açorianas para ganhar clientes no estrangeiro?
Com os meios que nos são disponibilizados, temos procurado diversificar os canais de penetração junto dos mercados potenciais, nomeadamente no estrangeiro, participando em feiras temáticas conceituadas mas investindo, também, na busca de novos nichos, até agora pouco contactados.
Apostamos também nas plataformas tecnológicas, com uma constante renovação e divulgação do nosso sítio na Internet, disponibilizando, também, como referi antes, uma ferramenta de contacto directo–a central de reservas–, onde os nossos clientes têm acesso à nossa oferta e às melhores condições disponíveis.

Têm clientes sobretudo de que nacionalidades?
Alemanha, Holanda, Bélgica, França e Estados Unidos, mas não há uma prevalência explícita porque as unidades são diferentes uma das outras e até mesmo as ilhas. Há outros países que eram os principais emissores mas que hoje, com a crise que lá também se faz sentir com intensidade, baixaram significativamente a sua representatividade. São mercados importantes que, espero, com o debelar da actual situação de constrangimento, possam vir a ser recuperados e voltar a ter um peso significativo no conjunto dos nossos visitantes.

Quais os factores mais restritivos ao crescimento das taxas de ocupação do turismo rural e como poderiam ser superados?
Não há dúvida de que a crise instalada em Portugal, especificamente, e na Europa, no seu todo, é o nosso maior problema actual. Não há dinheiro, simplesmente, e as pessoas estabelecem as suas prioridades que, dificilmente passarão por fazer turismo. No caso do turismo rural açoriano, exceptuando o importante mercado nacional que está extremamente debilitado, existe, mesmo assim, um potencial a explorar no mercado estrangeiro. É aí que temos de apostar, com os meios que já referi e com muita imaginação, um trabalho em que estamos empenhados, como estão outras entidades públicas e privadas.

Que tipo de políticas ou incentivos poderiam ser adoptados pelo Governo Regional com vista ao fortalecimento deste sector na região?
O Governo Regional, na minha opinião pessoal, tem feito um esforço notável para a afirmação do Destino Açores, em geral, e do segmento do turismo rural e de natureza, em particular. Desde a organização de participações em feiras e outros eventos, à aposta na visibilidade da Região em diversos meios de comunicação e à celebração de contratos-programa com parceiros para a promoção junto de nichos específicos. Há um trabalho cujo mérito tem de ser reconhecido. Esse trabalho tem de ser continuado, acrescentando-lhe novas formas de chegar junto dos potenciais visitantes, tirando o maior partido possível das verbas disponíveis que, sabemos, escasseiam. Mas estamos a falar de um investimento indubitavelmente reprodutivo, com reflexos de primeira linha no desenvolvimento da economia regional.

Quais as condições necessárias para se ter sucesso neste tipo de actividade como empresário?
O empresário do turismo rural e de natureza nos Açores é um misto de empreendedor e de apaixonado pelo meio envolvente e pela tradição. É difícil medir o nível de êxito que essa paixão potência, mas o contrário é garantido: sem um envolvimento pessoal constante, sem o respeito pela autenticidade que temos e promovemos, sem proporcionar aos nossos hóspedes aquilo que eles legitimamente esperavam encontrar, a actividade está condenada ao fracasso.

Como se tem articulado o turismo rural com outras actividades de animação turística?
O turismo rural comporta, em si mesmo, uma diversidade potencial de animação que é utilizada, mas muito ainda há para explorar. Está tudo à vista, é apenas uma questão de imaginar e organizar.
Sem fugir do seu âmbito, existem experiências interessantes de interacção com outras formas de animação que cativam os visitantes. Lembro, por exemplo, a iniciativa de proporcionar aos turistas um dia de pesca, a bordo de embarcações típicas, com pescadores profissionais, em que o visitante participa, utilizando as artes de pesca ancestrais, tornando-se, por um dia, um dos elementos da companha. Ou o golfe rústico açoriano em que as Casas Açorianas estiveram envolvidas e que foi um grande êxito...uma experiência a continuar.
São meros exemplos, mas posso adiantar que quem aceder ao nosso sítio na Internet disporá dentro em breve de diversas propostas de animação, restauração e outras experiências de qualidade, na zona de cada uma das nossas unidades.

As camas paralelas são um problema?
Como em qualquer actividade económica, a economia paralela é um concorrente desleal: não paga impostos, não se submete a regras cuja implementação custa dinheiro, logo pode apresentar preços muito mais baixos. No nosso caso não fugimos à regra. E acrescente-se que existe ainda outro problema que é a degradação da imagem de qualidade que essa actividade ilegal muitas vezes potência.

Quais as maiores críticas feitas pelos turistas? E quais os aspectos que mais destacam positivamente no nosso destino?
Não se ouvem críticas verdadeiramente significativas. Quanto aos aspectos positivos, é quase sempre salientado que as expectativas não são defraudadas e é comum, mesmo, dizerem que os Açores deveriam apostar essencialmente neste tipo de oferta, por ser, de facto, singular.
Nos Açores, o turismo rural tem vindo a ganhar protagonismo crescente e é um dos elementos que contribui de forma decisiva para o desenvolvimento turístico da região. Para a promoção deste segmento muito tem contribuído a Associação Casas Açorianas, cujas práticas têm merecido variados elogios. Gilberto Vieira, presidente da Associação, destaca que o sucesso do turismo em espaço rural passa pela qualidade dos serviços e pela importância dos investimentos realizados, mas não esconde que se as pessoas têm falta de dinheiro, dificilmente farão ou apostarão neste sector...

O tipo de turista que vem para as unidades de turismo rural queixa-se dos preços, quer de passagens, quer de estadia ou alimentação?
Regra geral, não. No caso do transporte aéreo, ouviam-se algumas queixas. No entanto, a crescente oferta de pacotes mais atractivos está a desvanecer essas manifestações de descontentamento, o que não quer dizer que não se possa avançar mais nesse capítulo. Quanto aos preços de alojamento e restaurante, desde que seja garantida a qualidade e envolvência do que foi promovido, os clientes saem satisfeitos.

Piloto sai ileso num incidente com aeronave no aeroporto das Lajes

BASE das LAJESNo passado dia 19 de Maio ocorreu um incidente com uma aeronave particular no aeroporto da Lajes quando a mesma, do tipo JT1 Taylor Monoplane,  efectuava um voo local de treino.
O piloto alinhou na pista 33 e “remeteu o motor para descolar. Quando levantou a cauda do chão, a aeronave começou a desviar-se do eixo central da pista aproando ao vento que soprava do lado direito. Ao tentar controlar a direcção e trazer a aeronave de volta ao eixo da pista, o piloto não conseguiu evitar que a ponta da asa direita embatesse na pista, seguida das pás do hélice e do trem principal que colapsou, tendo as pás do hélice sido destruídas ao colidir com o asfalto.
A aeronave deslizou ao longo da pista, desviando-se para o lado esquerdo até se imobilizar, ainda dentro da área asfaltada”, refere uma nota informativa do Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes com Aeronaves.
O piloto, único ocupante do aparelho, saiu ileso pelos próprios meios, mas a aeronave sofreu danos substanciais na asa direita, trem de aterragem e pás do hélice.

PSP fiscaliza armas na Horta

PSP3A Divisão Policial da Horta da PSP, através da Esquadra de Intervenção e Fiscalização Policial, desenvolveu na última terça-feira, dia 21 de Maio, uma acção de fiscalização direccionada a detentores de armas com detenção no domicílio, culminando esta com a entrega voluntária de duas armas (caçadeiras), em virtude dos seus legítimos proprietários já terem falecido e não existir por parte dos seus descendentes, intenção de proceder à sua regularização.
As informações foram avançadas no relatório de actividade policial da PSP que referiu também que a Esquadra de Trânsito da Divisão Policial de Angra do Heroísmo realizou uma operação de fiscalização rodoviária, tendo sido fiscalizados 48 veículos e detectadas 10 infracções de natureza contraordenacional, nomeadamente por falta de seguro de responsabilidade civil obrigatório, falta de inspecção periódica obrigatória e estacionamentos irregulares.
Quanto à sinistralidade rodoviária, na passada terça-feira ocorreram três acidentes de viação, nas estradas açorianas, dos quais resultaram apenas danos materiais, segundo apontou o mesmo relatório.