Director Regional das Comunidades defende “união de esforços para promover Língua Portuguesa nos EUA”

Paulo TevesO Director Regional das Comunidades, Paulo Teves, defendeu, na Califórnia, que a promoção e dinamização da Língua Portuguesa nos Estados Unidos da América deve ser “uma acção conjunta entre diversos actores”.
“Os responsáveis políticos, as associações e seus dirigentes, as comunidades escolares e académicas e os pais devem desempenhar um papel decisor na criação de mecanismos atractivos e apelativos, no sentido de valorizar, hoje e no futuro, a manutenção e aprendizagem da Língua Portuguesa”, afirmou Paulo Neves, na intervenção que proferiu no 37.º Congresso Anual da Luso American Education Foundation, que decorreu na California State University, na cidade de Turlock.
No âmbito deste encontro, subordinado ao tema ‘Interligando o mundo através de línguas e culturas’, o Director Regional das Comunidades reuniu-se com cerca de 150 jovens estudantes do ensino secundário de diversas escolas do Vale de São Joaquim, tendo apelado a uma “maior participação no associativismo, preservando assim a identidade cultural açoriana e assumindo um papel efectivo de ‘embaixadores’ dos Açores nas suas comunidades”.
“A juventude açor-descendente, residindo distante do espaço territorial das ilhas, é chamada a contribuir para um enriquecimento da presença açoriana no mundo através da divulgação dos Açores actuais como um local de oportunidades e de modernidade e que é motivo de orgulho para todos os açorianos, independentemente de onde estejam”, frisou Paulo Teves, dirigindo-se aos jovens presentes neste encontro.

Ainda por apurar os responsáveis pelo abate ilegal de árvores na Vila Franca

O processo de contra-ordenação do abate ilegal de oito árvores na Vila Franca ainda está “em fase de instrução pelo Serviço Florestal de Ponta Delgada”, segundo a Directora Regional dos Recursos Florestais, Anabela Isidoro. Não há neste momento qualquer indicação de quando o processo estará concluído.
Questionada sobre o facto de terem sido abatidas as referidas árvores quando apenas duas delas apresentavam podridão no cerne, Anabela Isidoro referiu que esse será um esclarecimento “apenas dado por quem, porventura, tomou a decisão de abate”.
Recorde-se que o caso aconteceu a 14 de Janeiro deste ano, quando alegadamente a Câmara Municipal de Vila Franca do Campo solicitou a autorização de corte das árvores à Direcção Regional dos Recursos Florestais, no âmbito da Ampliação da Escola Professor António dos Santos Botelho, mas o empreiteiro, segundo a autarquia, não aguardou pela autorização e procedeu à “amputação” de oito tílias, com diâmetros entre 40 e 50 cm, idades entre 43 e 54 anos e uma altura média de 14 metros. Como consequência, o Governo Regional levantou um inquérito a 21 de Janeiro.
O abate levantou inúmeros protestos junto da Câmara, sendo que uma das queixas de muitos habitantes da Vila foi que o acto pareceu ter sido realizado de surpresa–aparentemente, ninguém sabia que as árvores seriam cortadas.

Câmara justifica corte mas culpa
empreiteiro
Por outro lado, a Câmara de Vila Franca do Campo explica que o corte das referidas árvores que provocou indignação entre os munícipes resultou “de uma precipitação do empreiteiro da obra”.
A autarquia justifica que o corte das oito árvores previsto na empreitada, resulta do projecto de requalificação daquela zona, com “o objectivo de melhorar as condições de acesso dos alunos à escola”, através da criação de uma área de estacionamento que facilitasse aos pais das crianças o trânsito à entrada e saída da escola.
Note-se que as coimas aplicáveis para contra-ordenações desse género variam entre os 24,94 euros e 249,40 euros por unidade.

Há dez anos que a AIPA “cria pontes e luta contra o racismo nos Açores”

Paulo MendesHá dez anos que a Associação dos Imigrantes nos Açores (AIPA) trabalha para “criar pontes entre pessoas e culturas”, um trabalho que o presidente da instituição considera ter contribuído para diminuir o racismo nas ilhas.
“Durante estes dez anos penso que não será exagero afirmar que muito do trabalho que nós temos vindo a desenvolver tem de facto contribuído para uma percepção política e social da imigração”, afirmou à Lusa o presidente da AIPA, Paulo Mendes, alegando que o diálogo intercultural, a discriminação racial e outros temas associados à imigração ganharam “mais visibilidade e aceitação”.
A AIPA foi fundada em Março de 2003, na ilha de S. Miguel, por um grupo de imigrantes e não imigrantes com o objectivo de contribuir para a integração social dos estrangeiros na sociedade açoriana, promover a dignificação e igualdade de oportunidades, direitos e deveres e formação de uma opinião pública positiva, face ao fenómeno da imigração.
Para o cabo-verdiano Paulo Mendes, que veio para S. Miguel para a Universidade dos Açores e acabou por ficar, o resultado do trabalho da associação é “bastante positivo”, embora haja “ainda muito para fazer”.
“Há uma sensibilidade muito grande nos Açores em relação à questão da imigração e essa sensibilização foi muito feita com base na emergência da AIPA e no trabalho que nós temos vindo a desenvolver. Agora há ainda muita coisa que é preciso fazer, mas estamos orgulhosos do nosso percurso”, sustentou.
A AIPA está fisicamente presente em três das nove ilhas açorianas, S. Miguel, Terceira e Faial, sendo que ao longo de dez anos foram atendidas nos centros de Ponta Delgada e Angra do Heroísmo mais de cinco mil imigrantes.
“Os imigrantes, quando chegam à região, sabem que podem contar com o nosso apoio. Nem sempre conseguimos dar uma resposta satisfatória, mas durante estes dez anos ninguém ficou sem ter uma resposta”, disse Paulo Mendes.
Nos Açores residem mais de 4.000 imigrantes, o que representa cerca de 3% da população do arquipélago, distribuídos pelas nove ilhas e provenientes de 80 nacionalidades, com destaque para Cabo Verde, Brasil, Angola e países do leste europeu.
A AIPA conta com mais de mil sócios, entre imigrantes e não imigrantes, o que Paulo Mendes considera “extremamente positivo”, dado o esforço da actual direcção para “não guetizar” a sua acção.
“A nossa intenção nunca foi tentar dar respostas fechadas. Sempre que possível encaminhamos os imigrantes para as estruturas que existem para todas as pessoas e quando as respostas públicas não incluem os imigrantes tentamos fazer um esforço para que essas respostas os passem a incluir”, referiu Paulo Mendes.
Segundo disse, a boa aceitação da imigração nos Açores deve-se em parte a muitos açorianos terem emigrado, sobretudo para os Estados Unidos da América, no século XX.
A visibilidade da AIPA nos Açores deve-se, em boa parte, às iniciativas culturais que promove e que já fazem parte dos eventos anuais da região, tal como o festival “O Mundo aqui” e o festival internacional de cinema sobre migrações e dialogo intercultural “Panazorean”, entre outras actividades.
Para celebrar dez anos de actividade, a AIPA está a preparar uma noite cultural, que decorrerá em Ponta Delgada antes do verão e onde serão homenageadas pessoas singulares e colectivas pelo apoio e contributo que têm dado à associação.

PSP Açores promove operação Páscoa em Segurança

psp2O Comando Regional da PSP dos Açores deu ontem início, no arquipélago, à Operação Polícia Sempre Presente: Páscoa em Segurança 2013. Uma acção que se irá prolongar até às 24 horas do dia 21 de Março.
De acordo com um comunicado de imprensa, o objectivo passa pela promoção, através de um ajustado emprego de meios humanos e materiais de que a força policial dispõe, de acções de policiamento e incremento do sentimento de segurança junto dos cidadãos, com prioridade para as zonas comerciais, zonas turísticas, junto da concentração de manifestações religiosas e outros locais de maior concentração de pessoas, assegurando nesses locais, um elevado índice de visibilidade.
Durante o período da operação, a PSP irá reforçar também as acções de regularização e fiscalização de trânsito, com especial visibilidade, nas principais saídas e entradas dos centros urbanos, nos períodos de maior afluxo de tráfego e em zonas de diversão nocturna, com especial incidência na fiscalização da condução sob o feito do álcool e/ou substâncias psicotrópicas, do excesso de velocidade, da utilização de telemóveis e outros equipamentos, da utilização de cintos e sistemas de retenção de crianças, da sinalização de manobras perigosas, dos dispositivos e da inspecção periódica obrigatória, não descurando as demais infrações.
As autoridades irão ainda promover a visibilidade junto das áreas residenciais, tendo em conta que a saturação do policiamento nas restantes áreas poderá provocar o desvio dos criminosos para a zona residencial, potencialmente mais vulnerável; promover parcerias com as Autarquias para campanhas de sensibilização das populações, especialmente vocacionadas para a adopção de comportamentos defensivos e implementação de medidas de segurança passiva, que possam contribuir para a prevenção da ocorrência de crimes e implementação de boas-práticas de segurança designadamente ao nível de distribuição de folhetos.
A mesma nota avança que a operação Páscoa em Segurança é organizada pela PSP a nível nacional, abrangendo todas as áreas servidas, com a pertinente adaptação aos festejos específicos de cada região.
A época pascal é um dos tradicionais períodos festivos cristãos que imprime no quotidiano uma maior movimentação de pessoas e viaturas, associada ao facto de se tratar de uma “festa de família”.
Uma época caracterizada por uma maior movimentação rodoviária, não só no interior, das cidades mas também de e para os locais de naturalidade dos cidadãos, para as comemorações tradicionais, o que origina maior fluxo de trânsito nas principais vias de acesso aos centros urbanos.
Por esta ocasião há um maior fluxo de turistas, em particular na nossa região, sobretudo forasteiros dos cruzeiros que passam e atracam nos nossos portos e cujos turistas utilizam os principais eixos rodoviários regionais para chegarem aos locais de atracção turística.
Por outro lado, as férias escolares originam maior movimentação de viaturas e pessoas junto de centros de diversão nocturna, potenciando o consumo de bebidas alcoólicas e substâncias psicotrópicas e, consequentemente, a adopção de outros comportamentos de risco para a ocorrência de acidentes ou para ampliar as suas consequências.

Governo Regional quer “mais protagonismo para as Casas dos Açores na diáspora”

Rodrigo-Oliveira-620x340O Subsecretário Regional da Presidência para as Relações Externas afirmou ontem, na Horta, que as Casas dos Açores e as instituições representativas das comunidades açorianas na diáspora vão ser incentivadas a “assumir um maior protagonismo” na divulgação da Região.
“Para além das suas funções nucleares – e que, com tanto sucesso, têm sido assumidas – de preservação e promoção da Açorianidade (da nossa identidade, costumes e tradições), estas instituições serão incentivadas a assumir um maior protagonismo também na divulgação dos Açores de hoje, dos seus interesses e potencialidades”, frisou Rodrigo Oliveira, numa intervenção na Assembleia Legislativa, no debate sobre as propostas de Orientações de Médio Prazo e do Orçamento da Região e do Plano Anual para 2013.
Segundo avançou o Gabinete de apoio à Comunicação Social, Rodrigo Oliveira referiu que a “parceria estratégica” da Região com as Casas dos Açores, com a estabilidade que resulta dos protocolos celebrados, será “reforçada com valências adicionais e a identificação de novas áreas de actuação”.
O Subsecretário Regional precisou ainda que o Congresso Mundial das Casas dos Açores de 2013 “será uma oportunidade para, em conjunto, analisarmos este ponto e para que estas instituições, em parceria com o Governo, identifiquem e abracem – de acordo com as particularidades dos espaços e comunidades onde se inserem – o contributo renovado que são chamadas a desempenhar”.
Para este ano, Rodrigo Oliveira anunciou também a organização de um Encontro de Jovens Açor-Descendentes, que se pretende que seja “uma intensa acção de formação, fonte activa na criação de sinergias e ligações”, que contará com a participação de representantes das comunidades açorianas do Brasil, Uruguai, Estados Unidos, Canadá e Bermuda, “mas também do movimento associativo da Região”.
O apoio ao ensino da Língua Portuguesa na diáspora e as celebrações dos 60 anos da emigração para o Canadá e dos 250 anos do povoamento açoriano, no Uruguai, são efemérides que o Governo quer que sejam “devidamente assinaladas e potenciadas através da promoção e apoio à realização de iniciativas na Região e naqueles países”, foram outras das iniciativas indicadas por Rodrigo Oliveira.
Em relação à imigração, a aposta do Governo dos Açores passa por privilegiar “um relacionamento próximo e de parceria com as instituições que, na Região, directamente trabalham e apoiam essas comunidades”.
Para 2013, Rodrigo Oliveira anunciou a realização de cursos de Língua Portuguesa para imigrantes residentes nos Açores, ao mesmo tempo que perspectivou o desenvolvimento nesta legislatura de diversos projectos orientados para as escolas e para os mais jovens.
O Subsecretário Regional apontou também para o corrente ano a reformulação do “regime jurídico de apoios ligados à promoção da identidade, à emigração, à imigração e a intercâmbios escolares, unificando procedimentos, harmonizando critérios de apreciação e agilizando o seu funcionamento”.