Dois homens e uma mulher detidos em Ponta Delgada por tráfico de droga

psp coresA Polícia de Segurança Pública deteve esta terça-feira, dia 14 de Maio, dois homens e uma mulher por tráfico de estupefacientes. Foram apreendidas 128 doses de haxixe, que se encontravam no interior de um veículo automóvel, segundo informações avançadas no relatório diário de actividade policial do Comando Regional dos Açores da PSP.
Já na Ribeira Grande, foi detido, um homem, de 27 anos de idade, roubar, do interior de uma residência, crucifixos, castiçais, centros de mesa e utensílios de cozinha, para posterior venda.
No mesmo concelho, foi ainda detido por desobediência, um homem, 38 anos de idade, após se ter recusado a fazer o teste de pesquisa de álcool no sangue.
O mesmo relatório apontou a ocorrência de oito acidentes de viação na região, dos quais resultaram um ferido ligeiro e danos materiais.
Cinco jovens detidos na Horta por mais de 20 crimes

Na sequência de investigações conduzidas pela Esquadra de Investigação Criminal da Horta, a Polícia de Segurança Pública realizou, na última terça-feira, uma operação policial que resultou na detenção de cinco indivíduos, com idades compreendidas entre 19 e 21 anos, residentes na ilha do Faial.
No decurso desta acção, a PSP deu cumprimento a quatro mandados de busca domiciliária e três mandados de detenção emitidos pelas autoridades judiciárias competentes, no âmbito de uma investigação que, no global, abrange mais de duas dezenas de crimes, designadamente crimes de furto, roubo, posse de arma ilegal, cultivo de estupefacientes e falsificação.
Na operação estiveram envolvidos vinte e cinco elementos policiais, pertencentes à Esquadra da Horta, Esquadra de Investigação Criminal, Equipas de Intervenção Rápida e estrutura de comando da Divisão Policial da Horta, tendo sido apreendidas uma caixa com sementes de cannabis e 36 doses de liamba, uma soqueira, peças de ciclomotores, instrumentos habitualmente utilizados para o furto de combustível em viaturas e diversos outros objectos relacionados com a investigação.
Os detidos foram presentes na manhã de ontem no Tribunal Judicial da Horta para 1.º interrogatório judicial e aplicação das respectivas medidas de coacção.

Plantações de chá nos Açores produzem 50 toneladas anuais

chá porto formosoAs duas únicas plantações de chá com fins industriais da Europa ficam na ilha de S. Miguel, nos Açores e, com uma produção anual de cerca de 50 toneladas, são hoje também um produto turístico da ilha.
Chegou a haver seis fábricas de chá na costa norte da ilha de S. Miguel e entre os anos de 1980 e o início deste século só uma, a Gorreana, na freguesia da Maia, Ribeira Grande, continuou a funcionar.
Esta fábrica produz chá preto e verde e, com os seus 32 hectares de plantação e as 38 toneladas que produz em média por ano, segundo disse à Lusa o responsável pela Gorreana, Hermano Mota, continua a ser a maior.
A outra fábrica em funcionamento é a Chá Porto Formoso, também no concelho da Ribeira Grande, que voltou a abrir em 2001. A produção é pequena: tem cinco hectares de plantação e produz entre 12 e 14 toneladas de três variedades de chá preto por ano, vendendo cerca de 60% da produção na própria loja do espaço da fábrica. O restante é vendido nos Açores e uma pequena parte nas chamadas lojas ‘gourmet’ do resto do país.
“Hoje em dia, o chá é um produto turístico. Nós só estamos no mercado porque é um produto turístico”, disse à Lusa José António Pacheco, proprietário da fábrica, que recebe cerca de vinte mil visitantes por ano.
Os turistas visitam a fábrica e a plantação, podem passar por um espaço museológico, provar o chá e assim também “conhecer um pouco da história dos Açores”, sublinhou.
No caso da Gorreana, que também se pode visitar, em 2012, cerca de 47% da produção destinou-se ao mercado açoriano, “trinta e qualquer coisa por cento” foi para o continente e o restante foi vendido para o estrangeiro, com a França a superar as vendas para a Alemanha recentemente, por causa do chá verde e por a fábrica ter conseguido entrar numa “boa casa de distribuição francesa”, segundo Hermano Mota.
De acordo com este responsável, as vendas para o continente têm “muitas oscilações”, enquanto nos Açores o consumo de chá “faz parte do dia a dia”.
As primeiras plantas de chá chegaram aos Açores, vindas do Brasil, no século XVIII, segundo diversos registos e citações na imprensa local. Inicialmente, era uma planta ornamental, que se dava bem com o clima temperado e as chuvas da ilha e ganhava aroma com o subsolo vulcânico.
As plantações de chá e o fabrico foram depois impulsionadas pela Sociedade Promotora da Agricultura Micaelense que, em 1878, levou dois chineses até S. Miguel para ensinarem os locais o processo de produção.
“Não há uma casa em Porto Formoso onde não se beba um chá de manhã”, garantiu Luísa Teixeira, antiga apanhadeira de chá, recebendo a concordância de Luísa Cabral e Dionísia Rei.
As três estiveram no sábado passado na fábrica Chá Porto Formoso, integrando um grupo de cem figurantes que recriaram a colheita manual da folha do chá, como acontecia na primeira metade do século XX, e “a vivência associada ao chá” na ilha de S. Miguel.
“O chá na ilha de S. Miguel tem uma história muito rica e, associada a essa cultura agrícola, há uma etnografia interessante que importa divulgar”, defendeu José António Pacheco.
Luís Teixeira, Luísa Cabral e Dionísia Rei lembram-se bem de quando havia várias fábricas na região e as famílias tinham plantações próprias de chá. Entre maio e setembro, carregavam-se “camiões” de folha de chá para as fábricas, garantiram, lembrando ainda os “ranchos de mulheres” que a apanhavam, em jornadas de trabalho, mas também de alguma festa e de muitos “bordados e rendas” na pausa para o almoço.
A partir dos anos de 1960, as fábricas foram fechando e as plantações foram sendo substituídas por pastos para as vacas.
Ainda assim, restam “três ou quatro famílias” em Porto Formoso com plantas de chá preto nos seus terrenos e que produzem todo o chá que consomem durante um ano. No caso de Adelina Rebelo, 40 anos e filha de Luísa Teixeira, isso significa um a dois quilos por cada apanha.
“A chaleira está sempre ao lado do lume” e o chá bebe-se de manhã e para acompanhar as refeições. “É chá a todas as horas”, assegurou Adelina.

Centro de Terapia Familiar em Ponta Delgada acompanha anualmente cerca de 300 famílias

familiaSegundo a agência Lusa, o Centro de Terapia Familiar e Intervenção Sistémica, nos Açores, formado há 15 anos, acompanha anualmente 300 agregados, ajudando-os a ultrapassar dificuldades e crise relacionais, apesar da vergonha que ainda existe em recorrer a este apoio.
“Muitas vezes ainda há vergonha em recorrer a este tipo de profissionais, no entanto é bom que se divulgue que as famílias devem recorrer [a eles], porque são situações difíceis”, afirmou Rúben Santos, da direcção do Centro de Terapia Familiar, com sede em Ponta Delgada.
 No total, 20 técnicos–entre psicólogos, sociólogos e assistentes sociais–, trabalham no Centro de Terapia Familiar e Intervenção Sistémica, que reúne quatro valências: terapia familiar e intervenção sistémica, integração familiar, ponto de encontro familiar e núcleo de acompanhamento de comportamentos desviantes.
Os dados oficiais indicam que nos Açores existem 82 mil famílias, sendo que, nos últimos anos, a família tradicional, composta por pai, mãe e filhos, tem passado por grandes transformações, fruto do aumento da taxa de divórcio.
“Normalmente temos aqui famílias referenciadas pelo Instituto de Desenvolvimento Social dos Açores e outras IPSS’s locais. São famílias, normalmente com dificuldades económicas ou dificuldades relacionais, que apresentam situações na sua dinâmica familiar de alguma crise e instabilidade relacional”, referiu Rúben Santos.
O responsável precisou que a tarefa dos técnicos ao serviço no centro passa por falar das expectativas de todos os membros de um agregado familiar e ouvir o que cada um deles sente sobre como é estar e viver naquela família.
“Em média, nós atendemos cerca de 500 crianças, 540 adultos e 300 famílias. Há variações de ano para ano”, afirmou Rúben Santos, acrescentando que o tipo de famílias atendidas é cada vez mais variado, embora haja maior incidência de famílias monoparentais, reconstituídas e famílias de adopção/acolhimento.
Rúben Santos adiantou que o contexto de crise económica que se vive em Portugal tem contribuído para o surgimento de “novos pobres” entre a classe média, com um ou ambos os membros do casal desempregados, o que acarreta novos problemas para estas famílias, que têm de se readaptar.
Desde o final de 2012 que o Centro de Terapia Familiar está envolvido no “programa impacto”, que abrange cerca de dez famílias que passaram por situações de violência doméstica.
“O programa impacto foi construído numa cooperação com a Universidade da Corunha (Espanha), com o Centro de Terapia e a Direcção Regional da Solidariedade e Segurança Social. O objectivo foi construir um guia de sensibilização para quem trabalha com a área da violência”, sustentou.

Homem de 25 anos detido em Rabo de Peixe por violência doméstica

PSP3O Comando Regional dos Açores da Polícia de Segurança Pública (PSP) deteve na última segunda-feira, dia 13 de Maio, na vila de Rabo de Peixe, um homem, de 25 anos de idade, por violência doméstica a cônjuge.
A informação foi avançada no relatório diário da PSP, que apontou a detenção, no concelho de Vila Franca do Campo, de um homem de 37 anos de idade, na sequência de um acidente de viação. O indivíduo foi preso por conduzir um veículo automóvel, sob a influência de álcool, com uma Taxa de Álcool no Sangue superior a 1.20 g/l.

Detenções por tráfico e produção de estupefacientes nas Velas
A PSP, por intervenção dos elementos da Esquadra de Velas, em São Jorge, deteve, na segunda-feira, pelas 17H00, dois homens de 29 e 43 anos de idade, por tráfico e produção de estupefaciente.
A apreensão surgiu após diversas diligências no âmbito de vários processos por furtos no interior de residências, que culminaram em buscas domiciliárias às residências dos ora detidos. A operação resultou no desmantelamento de um laboratório de afetaminas bem como a apreensão de diversos produtos para o fabrico dos mesmos, 4.2gr de Afetaminas, 119.8gr de Cannabis, 500 euros, diversas ferramentas de valor elevado, duas armas de ar comprimido e nove armas brancas
Os detidos foram ontem presentes a primeiro interrogatório judicial no Tribunal Judicial de Velas.

Furto de materiais não preciosos no Faial


Foram detidos em flagrante delito, dois homens de 29 e 33 anos de idade, ambos naturais e residentes na ilha do Faial, por furto de metais não preciosos com recurso à introdução em propriedade particular vedada ao público através do método de escalamento, em instalações de unidade fabril desactivadas.
No momento da intercepção, os mesmos detinham na sua posse 91 quilos de cabos eléctricos de cobre, que teriam como destino final a sua venda. Foram ainda apreendidos dois canivetes, um alicate e uma corda com um gancho numa das extremidades, artefactos estes, que constituíam a parte acessória de apoio à prática delituosa desenvolvida por ambos.
Já no âmbitod e actuação da esquadra dos Biscoitos, na ilha Terceira, foi efectuada uma operação de fiscalização rodoviária, na qual foram fiscalizados 17 veículos e detectadas nove infracções de natureza contraordenacional, nomeadamente por falta de seguro, o que consequentemente originou a apreensão do veículo, falta de cinto de segurança durante a condução do veículo, falta de inspecção obrigatória do veículo, pneus irregulares e estacionamentos irregulares.
No concelho das Velas, a PSP deteve, por violência doméstica, um homem, de 40 anos de idade, após ter agredido fisicamente e psicologicamente a sua mãe.
Na Horta, foi detido, um homem, de 35 anos de idade, por condução de um veículo automóvel, sem habilitação legal.
Nas Lajes do Pico, foi realizada uma operação de fiscalização rodoviária, na qual foram fiscalizados 11 veículos, tendo sido detectada apenas uma infracção de natureza contraordenacional por falta de documentos e outra por falta de utilização do cinto de segurança durante a marcha do veículo.
O mesmo relatório apontou ainda a ocorrência de 13 acidentes de viação nos Açores, na segunda-feira, dos quais resultaram três mortos, um ferido grave, dois feridos ligeiros e danos materiais.

Movimento “Queremos a Calheta de volta” pede auditoria ao Tribunal de Contas

Movimento Queremos a Calheta de VoltaO movimento “Queremos a Calheta de Volta” avançou ontem com um pedido de investigação ao Tribunal de Contas (TC) de Ponta Delgada. A organização requereu uma auditoria ao que foi construído naquela zona, uma vez que beneficiou de fundos públicos.
No documento enviado ao TC, o movimento solicita que se “proceda à fiscalização da legalidade, regularidade e correcção económica e financeira da aplicação dos dinheiros e valores públicos, procedendo a uma auditoria à ASTA-Atlântida - Soc. de Turismo e Animação SA”. O objectivo, segundo referem, é “apurar o destino dado aos benefícios públicos e, perante os conhecidos incumprimentos legais, apurar a razão pela qual o Governo Regional dos Açores ainda não desencadeou os mecanismos legais à sua disposição para, no estrito cumprimento legal, zelar pela defesa e restituição dos interesses públicos”.
No mesmo texto, os representantes da organização, Manuel Moniz, José Manuel Santos Narciso e David Rodrigues, relembram as “notícias que têm vindo a público sobre a proposta de plano da Administração de Insolvência para a recuperação da ASTA-Atlântida - Soc. de Turismo e Animação SA”, sublinhando que a mesma empresa “beneficiou de dinheiros públicos que ascendem a vários milhões de euros e de outros valores inerentes a uma concessão pública”, pelo que se encontra “sujeita à jurisdição e ao controlo financeiro do Tribunal de Contas”.
No pedido de auditoria, o movimento salienta ainda que “incumbe ao TC a verificação do cumprimento do caderno de encargos e se houve profundas alterações (no mesmo) depois da adjudicação da concessão pública, colidindo com a lei dos mercados públicos e da concorrência”.