Movimento “Queremos a Calheta de volta” com “grande expectativa” para reunião com Vasco Cordeiro

queremos a calheta de voltaOs primeiros 3 subscritores da petição “Queremos a Calheta de volta” vão estar presentes numa audiência com o Presidente do Governo, Vasco Cordeiro, ao final da tarde de hoje,  pelas 18h00 no Palácio de Sant’Ana, em Ponta Delgada.
A petição, que, segundo o movimento, “é largamente aceite pela sociedade micaelense”, defende que a Região tome posse dos terrenos da antiga Calheta Pêro de Teive, convertendo aquele espaço numa zona pública de lazer.
“Sinais dessa aceitação popular incluem o facto de ter sido a petição mais rápida a ser apresentada à Assembleia Legislativa, apenas 30 horas depois de ter sido lançada, e de neste momento já registar mais de mil subscritores na versão online, mas também do apoio já manifestado publicamente por diversas forças da sociedade civil e líderes de opinião”, afirmam os peticionários em nota de imprensa.
O grupo, composto por Manuel Moniz, Santos Narciso e David Rodrigues, solicitou esta audiência no momento em que a Petição foi enviada à Assembleia Legislativa, uma vez que ela tem como destinatários os dois órgãos. A Assembleia já confirmou a recepção e o seu envio para a Comissão de Política Geral, que ainda não se pronunciou.
Os peticionários entendem que a forma mais simples de resolver o problema da Calheta passa pela decisão do Presidente do Governo, daí encararem com “grande expectativa” o resultado desta audiência. Os peticionários entregarão formalmente o teor da Petição e a sua interpretação actual sobre o ponto de situação, estando disponíveis para prestar quaisquer informações que o Presidente possa solicitar, mas entendem que o mais importante será a clarificação da posição do Presidente do Governo sobre o assunto. Nesse sentido, entendem que “a posição do Presidente do Governo não deverá ser alheia ao facto das últimas semanas terem provado inequivocamente que o que é pretendido pela Petição corresponde, em simultâneo,  ao desejo generalizado da população, ao mesmo tempo que é a decisão mais acertada do ponto de vista da salvaguarda do interesse regional”.
Face a tudo o que ficou demonstrado e que está bem patente na sua página do Facebook, os peticionários esperam o anúncio de uma decisão favorável, fazendo depender futuras movimentações directamente da leitura que for feita da posição do Presidente do Governo.

SATA anuncia resultado positivo de 73 mil euros em 2012

sataSegundo a agência Lusa, o conjunto das empresas da SATA, a transportadora aérea açoriana, alcançaram, em 2012, um desempenho positivo, sendo o resultado líquido consolidado do grupo 73 mil euros, revelou ontem a empresa.
Numa nota, a SATA indica que o resultado líquido consolidado do grupo em 2012 “corresponde ao somatório dos resultados individuais” da Sata SGPS (mil euros positivos); da Sata Air Açores (11 mil euros, ou seja, cerca de 0,03 euros por passageiro transportado); da SATA Internacional (12 mil euros, 0,02 euros por passageiro transportado); da SATA Gestão de Aeródromos (32 mil euros); da Azores Express (3 mil euros) e da SATA Express (14 mil euros).
“Apesar do expressivo aumento em importantes componentes dos custos, como aqueles que se relacionam com encargos financeiros e com combustível, destaca-se a redução continuada dos custos unitários, fruto de uma estratégia transversal implementada, que permitiu que, em 2012, a SATA Air Açores e a SATA Internacional tivessem apresentado os custos unitários (por lugar quilómetro voado, excluindo o custo do combustível) mais baixos dos últimos anos, respectivamente, 0,36 euros para a SATA Air Açores e 0,042 euros para a SATA Internacional”, refere a empresa.
Segundo a SATA, “os resultados operacionais das duas companhias aéreas apresentaram melhorias”, sendo que no caso da SATA Air Açores, que assegura as ligações entre as ilhas do arquipélago, passaram de 3,15 milhões euros em 2011 para 5,24 milhões em 2012.
Quanto à SATA Internacional, que assegura as ligações para fora dos Açores, os resultados operacionais crescerem de 438 mil euros em 2011 para cerca de 1,9 milhões em 2012.
A empresa acrescenta que o EBITDA (ganhos antes de juros, impostos e amortizações) “apresenta crescimentos nas duas companhias aéreas”.
Na SATA Air Açores estes ganhos passaram de 13,2 milhões de euros para 13,7 milhões (um aumento de 3%), enquanto que, na SATA Internacional cresceram 25%, passando de 2,8 milhões de euros para 3,5 milhões.
No entanto, “o expressivo aumento dos custos financeiros e consequente forte deterioração dos resultados financeiros”, fruto do “acentuado agravamento das condições de financiamento implementado por toda a banca e pelo aumento das necessidades de crédito de tesouraria, impediu que os resultados líquidos aumentassem de modo comensurável com a melhoria dos resultados operacionais”, salienta a companhia.
Quanto à actividade operacional do Grupo SATA, em 2012, registou “uma quebra de 5% no número de voos realizados”, ou seja, “menos 1.075 voos e o transporte de menos 116.222 passageiros, o que corresponde a uma variação de -8,6% no número de passageiros transportados, relativamente a 2011”.
O presidente do Grupo SATA, citado no comunicado, destaca que os resultados do ano passado “só foram possíveis graças ao envolvimento e comprometimento” de todos que “percebendo a difícil situação económica” actual “contribuíram com o seu melhor” para “atingir níveis de custos unitários muito competitivos o que resultou no aumento dos resultados operacionais”.
Para este ano, António Gomes de Menezes sublinha que se pretende “prosseguir a estratégia que assenta em dois vectores essenciais: redução do custo unitário para reforço da competitividade da companhia e reforço da internacionalização da rede da SATA ao serviço dos Açores”.

Dois jovens detidos em Angra do Heroísmo por furto de cabos eléctricos

pspA Polícia de Segurança Pública (PSP), através das Brigadas de Investigação Criminal, no decurso de recolha de informação e diligências de investigação, procedeu à identificação de dois indivíduos do sexo masculino, de 16 e 17 anos de idade, como autores do ilícito de furto de cabos eléctricos, revestidos de cobre.
A ocorrência deu-se numa empresa de Angra do Heroísmo, na ilha Terceira, quando os dois jovens se preparavam para proceder à comercialização dos cabos, numa empresa local, após os terem descarnado. A PSP apreendeu os artigos furtados, com um peso estimado em mais de 30 quilos, num valor superior a 120 euros.
Já no dia 28 de Março, na passada sexta-feira, a Divisão Policial de Angra do Heroísmo, a PSP procedeu  à apreensão de 10 baterias pirotécnicas, correspondendo a 1900g de matéria activa de fogos de artifício. A acção resultou de uma operação de fiscalização de explosivos, por intervenção da Esquadra de Intervenção e Fiscalização Policial.
De acordo com um relatório da força policial, os artigos pirotécnicos chegaram no dia 28-03-2013 ao início da manhã à ilha Terceira, por via marítima e com o apoio dos elementos policiais da Brigada de Fiscalização Policial e da Polícia Marítima, a PSP fiscalizou 230,012 kg de matéria activa (13.512 foguetes e 102 baterias pirotécnicas) e respectivas guias de transporte, tendo sido aprendido 10 baterias pirotécnicas por inexistência de licenciamento e por se encontrarem fora das condições legais.
No decorrer da fiscalização, foram também detectadas várias infracções tributárias, concretamente, omissões e inexactidões constantes nos documentos de transporte, ou seja, remessa de carga não manifestada e erros de contabilização dos produtos explosivos inscritos nas guias de transporte.
Ainda na Terceira, foi identificado um homem, de 30 anos de idade, suspeito de furto de gasóleo, tendo sido apreendidos quatro bidões de 30 litros, nomeadamente um cheio e três vazios, bem como uma mangueira com cerca de 3,45m junto de uma máquina industrial.
Na sequência de uma abordagem policial, ocorrida na zona das discotecas do Porto de Pipas, foram apreendidas 1.4 doses de haxixe, a um homem, de 23 anos de idade, tendo sido elaborado o correspondente auto de ocorrência e notificado para comparecer na comissão da dissuasão da toxicodependência local.
Já em Ponta Delgada, foi apreendida esta segunda-feira uma arma branca (canivete) a um homem de 49 anos de idade após ter agredido e ameaçado a irmã com o mesmo.
No total ocorreram quatro acidentes de viação no arquipélago dos Açores, dos quais resultaram um ferido e danos materiais.

Aves marinhas encontradas mortas no Faial

gaivotaO mau tempo que tem afectado de forma persistente os Açores tem originado a queda de aves marinhas e algumas delas têm, inclusivé, aparecido mortas na ilha do Faial, entre as quais cagarros e gaivotas.
“As intempéries dos últimos dias no arquipélago, tendo em conta a sua intensidade e regularidade, têm provocado danos materiais, mas também ao nível da própria natureza. Um desses casos tem a ver com as aves marinhas das ilhas dos Açores que têm estado a cair em números extraordinários em relação a outros anos”, afirmou o Director Regional dos Assuntos do Mar, Frederico Cardigos, em declarações à agência Lusa.
Com a chegada da primavera, algumas aves migratórias, nomeadamente cagarros e garajaus, regressam às falésias e ilhéus do arquipélago para iniciarem um novo ciclo reprodutor, mas devido ao “inverno rigoroso, algumas destas espécies acabam por cair em terra” por “dificuldades de alimentação e por estarem permanentemente sujeitas a temperaturas baixas, a ventos fortes, a precipitação”.
Frederico Cardigos acrescentou que no Faial “foram encontrados, na última semana, mais de uma dezena de aves marinhas mortas, entre as quais cagarros e gaivotas”, principalmente na baía de Porto Pim, na Horta, “propensa a fazer a acumulação de vestígios que estão sobre o mar”.
Já em São Miguel, foram recolhidos 11 cagarros adultos com vida que foram libertados junto à costa, permitindo que prossigam a sua viagem.

Crianças no dia de aniversário da cidade representam a esperança e confiança no futuro, diz Bolieiro

aniversário PDL- BoloCerca de 200 dos ATL do Município de Ponta Delgada estiveram ontem nas Portas da Cidade, mostrando, aos mais velhos, os sete ofícios da cidade: da agricultura, ao comércio e à indústria que, em Ponta Delgada, já se desenvolviam no século XVI.
De acordo com uma nota da câmara municipal, as crianças que não representaram os sete ofícios percorreram, trajados à época, as principais artérias do centro histórico, com actores e figurantes do Grupo Máquina do Tempo. O presidente da Câmara esteve com as crianças na primeira iniciativa das comemorações do dia de Aniversário da cidade, tendo atravessado o centro histórico e partido o bolo de aniversário da cidade.
“A participação do mais novos revelou-se numa oportunidade para todos os munícipes conhecerem mais da história de Ponta Delgada, que foi tão alegremente, revisitada pelos mais novos, que se empenharam em retratar a época em que a vila se fez cidade, por carta régia de 1546, de D. João III de Portugal”, adianta ainda a mesma nota.
Para o Presidente da Câmara, José Manuel Bolieiro, ver a cidade revisitada pelas novas gerações é um sinal de esperança e de confiança no futuro. Segundo disse, através da história, os mais novos mostram “ambição e esperança num futuro habilitado com gente qualificada que respeita a sua história e que quer afirmar-se no seu futuro. Isto faz-se com muita esperança e confiança”, acrescentou.
De acordo com o presidente, “a representação, pelas crianças dos sete ofícios, demonstra a nossa homenagem, neste ano de 2013, aos comerciantes e industriais que fizeram de Ponta Delgada o que ela conseguiu ser ao longo destes 467 anos”.
Segundo referiu, a mostra, que atraiu atenções às Portas da Cidade, “é um serviço público que o município presta à memória da nossa história”. Mas, sublinhou, que o desafio do futuro da cidade passa para além desta memória: “Com o orgulho do legado que temos e do que fomos, é que podemos projectar, a partir destas crianças, a esperança de quem é capaz de fazer justiça ao legado de sucesso que recebeu”.
José Manuel Bolieiro disse que o percurso da cidade tem sido feito por ciclos positivos e negativos. E assumiu que, neste momento, “este é um ciclo, eventualmente, mais negativo pelo que vivemos na Economia e por uma certa desertificação do núcleo histórico da cidade de Ponta Delgada”.
Por isto, para o Presidente, este é o momento em que “é preciso por mãos à obra e decidir, de forma determinada, uma reabilitação, revitalização e uma requalificação da nossa cidade, não só enquanto área de residência mas como área de serviço, de comércio, e de vivências”.
José Manuel Bolieiro afirmou que o Município de Ponta Delgada “tem a convicção que, só assim, está a fazer bem, porque é assim que as pessoas ambicionam o modo de gerir a causa pública”.