Portas do Mar assinalam 4º aniversário

portas do marPara celebrar o 4.º Aniversário, durante os dias 5, 6 e 7 de Julho, a partir das 22h00, sobem ao palco do Tentorium três grandes nomes da música regional.
The Bridges, Mother Foca e Sons Íntimos estão encarregues de animar o empreendimento no próximo fim de semana, de modo a comemorar-se o 4.º Aniversário das Portas do Mar.
De salientar que as Portas do Mar foram inauguradas no dia 5 de Julho de 2008, requalificando a frente marítima de Ponta Delgada num espaço de lazer, conforto e polo de atracção da ilha de São Miguel.
Nos anos anteriores, Roger Hodgson (2009), Mariza, Tito Paris e Ricardo Ribeiro (2010) e Cock Robin Group (2011) foram os cartazes de aniversário. No presente e por força dos condicionalismos orçamentais, a Associação Portas do Mar optou por valores regionais.

Bombeiros auxiliam 5 pessoas nas Sete Cidades

bombeirosOs Bombeiros de Ponta Delgada no passado sábado tiveram que auxiliar cinco pessoas que se encontravam “em dificuldades para regressarem de um trilho nas Sete Cidades”, um dos principais pontos turísticos da ilha de S. Miguel.
O adjunto do comando dos Bombeiros de Ponta Delgada, Roberto Carvalho, adiantou à Lusa que “as cinco pessoas estão bem”, mas “precisam de auxilio para saírem de um trilho na Lagoa Verde, porque o piso está escorregadio e não conseguem regressar pelo percurso que fizeram inicialmente”.
Roberto Carvalho acrescentou que foram enviados para o local “quatro bombeiros para ajudarem as cinco pessoas a subirem com cordas”, acrescentando que foi também enviada “uma mota de água por prevenção”.

Programa de reabilitação do património baleeiro recuperou 40 botes e 10 lanchas na última década

 BOTEO programa de reabilitação do património baleeiro nos Açores permitiu recuperar na última década 40 botes e 10 lanchas, num investimento de dois milhões de euros que é considerado um dos mais emblemáticos projectos de reabilitação patrimonial no país.

“É um programa notável de capacidade de recuperação de um património que estava a apodrecer em barracões e em casas de botes”, afirmou Manuel Costa, presidente da Comissão Consultiva do Património Baleeiro Regional, que ontem reuniu no Museu dos Baleeiros, nas Lajes do Pico, para avaliar candidaturas a apoios financeiros da Direcção Regional de Cultura.
Manuel Costa disse à agência Lusa que “ronda os 40 mil euros” a disponibilidade financeira para este ano destinada à conservação e reabilitação do património abandonado desde o início dos anos 80, quando acabou a caça à baleia nos Açores.
O programa arrancou em 1998 com a aprovação de legislação específica e conseguiu o envolvimento de construtores e antigos baleeiros, tendo permitido recuperar botes e lanchas que estavam, na maior parte dos casos, nas mãos de juntas de freguesia e clubes navais.
O primeiro bote baleeiro açoriano foi construído em finais do século XIX, nas Lajes do Pico, pelo Mestre Francisco José Machado, o ‘Experiente’, e resultou da capacidade criativa e do génio dos construtores navais açorianos.
Inspirados na herança norte-americana, produziram um novo modelo de bote baleeiro, mais comprido e melhor adaptado às condições de navegabilidade do mar dos Açores e ao modelo de baleação costeira e artesanal praticado no arquipélago.
As embarcações que antigamente estavam envolvidas na caça à baleia foram reabilitadas e são agora utilizadas em regatas, que se realizam ao fim-de-semana entre finais de Junho e Setembro.
Manuel Costa salientou que, além de recuperar um património importante, este programa permitiu “colocar as embarcações ao serviço das populações, gerando o envolvimento de centenas de pessoas” nas regatas de botes baleeiros.
A ilha do Pico é a que tem mais património baleeiro recuperado, o que se explica pelo seu importante papel na baleação açoriana, detendo quase 50% da capacidade de laboração dos cachalotes capturados no grupo Central dos Açores.
A importância deste sector na vida da ilha também se traduz no facto de acolher o Museu da Indústria Baleeira, em S. Roque, e o Museu dos Baleeiros, nas Lajes.
Para o Director Regional de Cultura, Jorge Bruno, o “grande esforço” que tem sido feito para recuperar este importante legado cultural permite que não se perca “um importante património dos Açores”.
O fim da caça à baleia, além do património material, constituído pelas embarcações, máquinas e fábricas, também deixou abandonado um valioso património de conhecimentos, alguns dos quais também foram recuperados com este programa, que é apontado como um dos mais emblemáticos projectos de reabilitação patrimonial ao serviço das comunidades realizado nos últimos anos em Portugal.

Ponta Delgada penalizada pela Segurança no índice de Qualidade de Vida da DECO

pdEntre Setembro e Novembro de 2011, a DECO enviou um questionário a uma amostra representativa da população de cada capital de distrito de Portugal continental e das cidades do Funchal, Angra do Heroísmo e Ponta Delgada. A mesma investigação foi feita pelas associações de consumidores de Espanha, Itália, Bélgica e Brasil.
O resultado é que as cidades das regiões autónomas atingiram uma classificação altamente distinta: o Funchal é a 16º melhor cidade (num universo de 124 nesses 5 países), Angra do Heroísmo é a 21ª, e Ponta Delgada a 27ª. O que coloca, no âmbito português, o Funchal como a 2ª melhor, Angra como a 3ª melhor e Ponta Delgada como a 5ª melhor (num universo de 21 cidades).
A nível internacional, Bruges, na Bélgica, é a melhor cidade para viver, enquanto Salvador, no Brasil, é a pior.  Em Portugal, Viseu está em primeiro lugar e Setúbal em último.
Em Angra do Heroísmo, o item do “meio ambiente” foi o mais valorizado, atingindo uma valoração de 80 pontos. E a pior foi o “emprego e mercado de trabalho”, com apenas 38.
Em Ponta Delgada, o item mais valorizado foi o do “comércio e serviços”, com 74 pontos, enquanto que o do “emprego e mercado de trabalho” foi o pior, com 42 pontos.
As maiores diferenças entre Ponta Delgada e Angra do Heroísmo residem nos itens da Saúde e da Segurança e Criminalidade. Na Saúde, Ponta Delgada atinge 70 pontos e Angra apenas 56; na Segurança e Criminalidade, Angra do Heroísmo atinge os 73 pontos e Ponta Delgada apenas 60 pontos.

Mulheres preferem homens mais velhos – mas sobretudo quando são novas!

aneisO amor não é uma questão de números, mas a estatística sobre o casamento nos Açores (Anuário Estatístico 2010 - Demografia) confirma o que todos sabem empiricamente: as mulheres preferem casar-se com homens de mais idade. Mas a verdade é ligeiramente outra: essa conclusão só é correcta junto das mulheres que casam pela 1ª vez e apenas nas mais novas.
Nas mulheres que casam entre os 17 e os 29 anos de idade, e que representam 65% de todos os casamentos realizados no ano de 2010, cerca de 57% casaram com homens no escalão etário acima do seu. No entanto, naquelas que casaram já na casa dos 40 aos 44 anos, a tendência é inversa, e 60% casaram com homens de menos idade.
Diga-se de passagem que as mulheres que casaram tendo como “solteiras” a sua condição prévia, representam quase 83% do total de casamentos e são, por isso, mais representativas. E a tendência é clara: as mulheres casam em geral com homens mais velhos ou da mesma idade, à excepção das que têm entre 40 e 44 anos de idade.
Em relação às mulheres que casam com “divorciadas” como situação prévia, o caso altera-se: apenas 49% casam com homens mais velhos (23% com homens da mesma idade, e 27,8% com homens mais novos). Neste caso, a tendência é transversal a todas as faixas etárias.

Relação com a Educação

O amor também não vê barreiras de cultura, riqueza ou educação – pelo menos é o que muitos acham e é uma ideia que perpassa uma série de romances de amor. A estatística diz que… sim! Cerca de 39% das mulhares casaram com homens do mesmo grau de ensino, o que é até compreensível, mas o facto é que 43,5% casaram com homens com menor formação académica.
Pode ser amor sem preconceitos, claro, mas também pode mesmo ser uma questão de “mercado”!
A questão tem a ver com o grau de ensino a que a população acede – e que no caso açoriano resulta em que há mais mulheres a atingirem os níveis superiores do que homens. A realidade dos números é que ao nível do ensino básico do 1º ciclo apenas 4% das mulheres casam com homens com menos formação, mas depois disso a situação altera-se. Com o 2º ciclo, 39% das mulheres casam com homens de menor formação, 35,6% no escalão do 3º ciclo, e quando se chega ao ensino secundário e superior a diferença é total: em ambos os casos, 54% das mulheres casaram com homens de menor formação académica.