Tradição do “menino mija” faz disparar venda de licores nesta altura do ano

licores - 2017Visitar familiares e amigos no Natal é prática comum um pouco por todo o mundo, onde se celebra esta festa. Cada país, região ou cidade tem, porém, as suas tradições que fazem a época natalícia ter um sabor e espírito ainda mais especial.

Por cá, são os típicos licores açorianos que ajudam a dar sabor à quadra festiva, com a tradição do “menino mija”.

Ano após ano, os açorianos têm por hábito, entre o dia 24 de Dezembro e o dia de Reis, a 6 de Janeiro, visitar as casas de familiares e amigos e quando entram perguntam a quem os recebe: “o menino mija?”, numa alusão aos vários licores que já os esperam, expostos na mesa, acompanhados por doces e petiscos.

 Um costume, considerado já um símbolo do património etnográfico do arquipélago, que tem perdurado ao longo dos tempos e ao qual os jovens fazem questão de dar continuidade. 

Esta tradição é a principal razão que leva a produção e venda de licores açorianos “disparar” nesta altura do ano. Quem o confirma é o proprietário da Fábrica de Licores Eduardo Ferreira & Filhos Lda., localizada na Ribeira Grande. “As vendas disparam nesta altura do ano”, afirma Eduardo Ferreira, ao Diário dos Açores. 

Fundada em 1993, a Fábrica de Licores Eduardo Ferreira & Filhos é uma empresa familiar açoriana, actualmente detentora das marcas Mulher de Capote, Ezequiel, ‘Queen of The Islands’, entre outras. Produz uma gama variada de licores, que vão desde o Licor de maracujá Ezequiel – já distinguido com seis medalhas de ouro internacionais -, ao licor de ananás, tangerina, amora, arroz doce e ginja. São ainda produzidos os licores de natas, morango, capuccino, caramelo e café, a par do licor de anis, aguardentes, cachaça, entre outros produtos.

As opções são muitas, destaca o responsável: “Temos uma elevada gama de produtos, produzidos com matéria-prima de qualidade e os açorianos sabem disso”.

Este Natal, lançaram um novo licor, o “Anis Gold”. “Este é um licor de anis diferente, natural, extraído do nosso funcho”, explica o responsável, acrescentando que, “como é Natal, colocámos um toque de ouro alimentar, que dá um certo requinte à garrafa, que fica com uma apresentação especial”. Segundo afirma, o novo produto tem tido uma boa aceitação no mercado

Apesar de o licor de maracujá ser o mais conhecido entre toda a gama de bebidas produzidas nesta fábrica, são os licores derivados do leite que despertam mais interesse no Natal. “O que se tem vendido mais são os licores derivados do leite. O nosso creme de ‘whisky’ é de alta qualidade e tem muita saída. É merecedor de medalhas de ouro a nível internacional e vamos trabalhar para isso”, contou.

“Conseguimos introduzir no Canadá o nosso licor de natas ‘Queen of the islands’. O director da LCBO [empresa que comercializa e distribui bebidas alcoólicas no Canadá] esteve cá e ficou muito surpreendido com a sua qualidade dos nossos produtos. Apesar de já existirem lá licores como o Carolyns ou o Baileys, ele aprovou a comercialização de produtos como o ‘Queen of the islands’, o licor de Arroz Doce, a aguardente ‘Velhíssima’, e está interessado em outros”, revelou.

 

Aposta forte na cana-de-açúcar

 

Eduardo Ferreira admite que a introdução destes produtos no Canadá foi uma “grande oportunidade”, mas destaca estar a trabalhar noutros mercados e produtos. “O nosso objectivo é esse mesmo: ir cada vez mais para mercados diferentes e criar produtos novos”.

“Já temos alguns hectares de terra de cana-de-açúcar e vamos investir cada vez mais nesta área, porque temos mercado para isso. Estamos a dominar o mercado cabo-verdiano, Continental e Europeu, com o rum, com o mel de cana e com o ponche”, salienta o empresário, que vai abrir uma unidade de produção na ilha de Santiago, em Cabo-Verde.

Nos Açores, Eduardo Ferreira afirma sentir-se, discriminado, em relação a outras regiões o que toca a apoios e impostos. “Temos de ter os mesmos apoios que a Madeira e as ilha Martinica têm e queremos também uma redução no imposto do álcool. Estamos numa desvantagem muito grande em relação a outras regiões ultraperiféricas”, frisa.

Quanto à cultura da cana-de-açúcar, o responsável diz estar “empenhado” e salienta a necessidade de haver incentivos para os produtores açorianos apostarem no seu cultivo. “Vejo um grande futuro na cana-de-açúcar”, refere, salientando que irá apostar na produção de rum nos Açores, com canais de exportação para o Continente, Europa e Estados Unidos da América.

O dono da fábrica de licores adianta ainda que, no futuro, pretende produzir vodka com batata produzida na região.

 

Por: Alexandra Narciso

 

Cáritas apela à solidariedade dos açorianos

cáritasA Cáritas da ilha Terceira convida todas as famílias a acenderem na noite de Natal uma vela como símbolo da Paz.

A iniciativa no âmbito da campanha 10 Milho?es de Estrelas – Um Gesto pela Paz, “pretende alertar as pessoas para os valores da justic?a e da paz, fazendo com que as mesmas assumam um compromisso de atenc?a?o e defesa da paz no mundo, atrave?s do gesto simbo?lico de acender uma vela na Noite de Natal”, refere uma nota de imprensa enviada ao Igreja Açores pela Cáritas. A venda das velas é feita nas diversas paro?quias da diocese, e também na ilha Terceira em vários pontos como no mercadinho de Natal na Prac?a Velha ou na sede da Ca?ritas da Ilha Terceira.

Este ano, as verbas que resultarem desta campanha revertera?o, em 65%, para as Ca?ritas Diocesanas, que as aplicara?o nos seus projectos; e em 35%, para ajudar as vi?timas dos ince?ndios em Portugal.

(Foto: Direitos Reservados)

Autarquia da Lagoa inaugura 1ª fase do Núcleo Museológico do Presépio

Convento dos Franciscanos - lagoaA Câmara Municipal da Lagoa inaugura, na próxima Sexta-feira, dia 22 de Dezembro, a primeira fase do Núcleo Museológico do Presépio, no Convento dos  Franciscanos.

Nesta primeira fase, o público poderá visitar um presépio constituído por um acervo de peças concebidas por diversos bonecreiros locais. No conjunto, que é dominado pelo tema da Natividade, coexistem cenas que tradicionalmente integram o presépio, com outras identitárias da nossa cultura, como o culto do Espírito Santo, a procissão do Senhor Santo Cristo dos Milagres, e a dança da “chamarrita”, conjugadas com quadros contemporâneos. O presépio está montado sobre uma estrutura evocativa do Convento onde passará a estar exposto. A exposição ocupa uma das três salas onde, no princípio do próximo ano, será inaugurada a segunda fase, e que compreenderá o enquadramento histórico da arte bonecreira dedicada ao presépio, documentários sobre o tema, e uma área oficinal para o exercício de serviços educativos.  

Conforme dá conta a Câmara Municipal da Lagoa, com a abertura desta exposição, a autarquia vem, “deste modo, valorizar uma tradição do concelho da Lagoa conhecida também pela arte bonecreira, que nasceu a partir das cerâmicas existentes nesta localidade e que ainda subsiste através de alguns  bonecreiros”. 

Por outro lado, e a contribuir para o enriquecimento desta tradição, a edilidade promove, pela 27ª vez, o concurso de presépios dirigido a particulares e a instituições do concelho da Lagoa e que contou, este ano, com a participação de cerca de 30 presépios a concurso, nas categorias de originais e tradicionais.

Registados 27 acidentes de viação nos Açores entre sexta e domingo

PSP3Entre os dias 15 e 17 de Dezembro, a Polícia de Segurança Pública (PSP) registou a ocorrência de 27 acidentes de viação na região, dos quais resultaram, quatro feridos ligeiros e danos materiais.

A informação consta no relatório de actividade policial da PSP que dá também conta da detenção de seis condutores alcoolizados na ilha de São Miguel, durante o mesmo período. Os detidos, todos do sexo masculino, tinham entre 23 e 54 anos de idade, quatro dos quais com taxas de alcoolemia superiores a 2.05 g/l. A mais elevada foi registada num condutor de 35 anos, com 2.42 g/l de álcool no sangue.

Entretanto, a PSP, através  da esquadra de trânsito de Ponta Delgada, deteve também um homem, de 40 anos, por condução sem habilitação legal e por desobediência, ao ter recusado efectuar o teste de alcoolémia.

Já na Praia da Vitória, a PSP deteve uma mulher, de 36 anos, por conduzir sob a influência de álcool e após ter sido interveniente num acidente de viação e ter-se colocado em fuga. Segundo a PSP, a mulher foi interceptada mais tarde. Também na Praia, foi detido um homem de 22 anos, igualmente por conduzir alcoolizado.

 

“Espaço Artifícios” ajuda famílias carenciadas da Fajã de Cima

centro paroquial fajã de cimaO antigo cinema da freguesia da Fajã de Cima, em Ponta Delgada, é gerido pelo Centro Paroquial Nossa Senhora da Oliveira que o transformou em sala para convívios, ao serviço da comunidade e quem o utiliza paga uma “renda” em géneros alimentares que depois revertem a favor das famílias carenciadas.

“Desafiamos os utilizadores deste espaço a pagarem o seu aluguer através de um cabaz de alimentos que tenha por referência um agregado familiar com quatro ou cinco pessoas, entre elas crianças” refere a responsável do Centro Paroquial Ana Beatriz Resendes, ao portal Igreja Açores.

O “contrato” de aluguer está regulamentado e definido sendo dado a conhecer previamente a todas as pessoas que requerem o aluguer do espaço.

“É muito flutuante a ocupação deste espaço mas agora no Natal não há dia de semana ou fim-de-semana que não esteja ocupado” refere a responsável que destaca a importância desta forma de pagamento que não envolve dinheiro mas sim uma componente solidária, comprometendo a própria comunidade na ajuda aos mais carenciados.

“Nós cedemos o espaço e a contrapartida de quem o utiliza é ajudar-nos a levar auxilio a quem tem necessidades”, refere ainda a dirigente que admite que este “serviço” dará para assegurar um cabaz mensal a “10 ou 15 famílias” da freguesia.

O projecto de cedência do “Espaço Artifícios”, destinado a festas e eventos na freguesia da Fajã de Cima, foi iniciado em 2015 e junta-se a uma série de outros projectos desenvolvidos por este Centro Paroquial que procura promover acções que levem à integração social de pessoas excluídas, com baixas qualificações e problemas decorrentes de dependências, como os projectos “Entre Mãos” (que qualifica mulheres na área da costura),  “Pedacinho de Terra” (que promove a agricultura biológica), ou o programa “Activamente”, desenvolvido em parceria com o BPI e com outras instituições do Concelho de Ponta Delgada, e que visa a  avaliação, a estimulação cognitiva de idosos e o seu acompanhamento através de oficinas próprias e regulares.

O Centro Paroquial Nossa Senhora da Oliveira tem o estatuto de Instituição Particular de Solidariedade Social. Tem uma valência de ATL, com cerca de 50 crianças dos 3 aos 10 anos;  um centro de dia para idosos; presta apoio domiciliário ao nível da higiene e da alimentação a pessoas idosas e possui um  centro comunitário com várias áreas de intervenção. Entre elas destacam-se o núcleo de habitação (que apoia em pequenas reabilitações de casas); o centro multi-actividades jovem, para crianças entre os 11 e os 15 anos e uma equipa de emergência para apoio a situações de violência doméstica.

O Centro faz ainda apoio familiar e aconselhamento parental, actuando  ao nível da formação e  educação parental.

(Foto: Direiros Reservados/Igreja Açores)