Força Aérea resgata tripulante espanhol a 570 kms da Terceira

helicópteroA Força Aérea resgatou na madrugada do passado dia 17 de Julho, um tripulante espanhol, de 47 anos, que necessitava de assistência médica urgente e navegava a bordo do pesqueiro espanhol “RIBEL TERCERO”, a 570 quilómetros da ilha Terceira. 

O Centro de Coordenação de Busca e Salvamento Aéreo das Lajes coordenou as operações aéreas após o Centro de Coordenação de Busca e Salvamento Marítimo de Ponta Delgada ter solicitado o empenhamento de meios aéreos.

O helicóptero EH-101 MERLIN descolou da Base Aérea N.º 4 às 2h40, com uma equipa médica militar a bordo e seguiu para a zona onde se encontrava o navio pesqueiro, com o acompanhamento da aeronave C-295M.

O tripulante foi resgatado com sucesso, tendo sido efectuada uma paragem planeada na ilha das Flores para transferência do paciente do helicóptero EH-101 MERLIN para a aeronave C-295M, de forma a reduzir o tempo de viagem do paciente até ao aeroporto de Ponta Delgada, onde aguardava uma ambulância e veículo da SIV (Suporte Imediato de Vida) que o acompanhou até ao Hospital do Divino Espírito Santo, de São Miguel.

Próximo ano lectivo decorre entre 14 de Setembro e 21 de Junho

alunosO próximo ano lectivo terá início a 14 de Setembro e terminará a 21 de Junho de 2019. O calendário escolar para o ano lectivo 2018/2019, que estará em vigor nos Açores para os estabelecimentos de educação pré-escolar e dos ensinos básico e secundário público e para o ensino particular ou cooperativo com paralelismo pedagógico, foi ontem publicado em Jornal Oficial.

Dividido em três períodos, o primeiro período deste ano lectivo decorre de 14 de Setembro a 14 de Dezembro, o segundo entre 3 de Janeiro e 5 de Abril e o terceiro vai decorrer de 23 de Abril a 21 de Junho. As interrupções lectivas terão lugar de 17 de Dezembro a 2 de Janeiro, de 4 a 6 de Março e de 8 a 22 de Abril, segundo determina a portaria assinada pelo Secretário Regional da Educação e Cultura.

As escolas profissionais e as escolas do ensino regular que ministrem cursos profissionalmente qualificantes devem, segundo esta portaria, observar os períodos de interrupção lectiva, cabendo-lhes, face aos condicionalismos desta modalidade especial de educação, fixar as datas de início e encerramento do ano lectivo destes cursos, devendo contudo “a terceira interrupção compreender, obrigatoriamente, e no mínimo, o período entre a segunda-feira anterior ao domingo de Páscoa e a segunda-feira seguinte”.

A portaria governamental, entre outros aspetos, determina ainda que asaulas do 9.º, 11.º e 12.º anos de escolaridade terminam a 5 de Junho, do 5.º, 6.º, 7.º, 8.º e 10.º anos de escolaridade terminam a 14 de Junho, enquanto na educação pré-escolar e as actividades letivas para os alunos do 1.º, 2.º, 3.º e 4.º anos de escolaridade terminam a 21 de junho.

 

Associação Mar à Vila critica regulamento de acesso ao Ilhéu de Vila Franca

vila franca do campo

A Associação dos Utentes da Zonas de Domínio Hídrico de Vila Franca do Campo – Mar à Vila está contra o novo regulamento de acesso ao ilhéu de Vila Franca do Campo, que entrou em vigor no mês de Junho, e vai associar-se às manifestações públicas esperadas para este fim-se-semana, data da realização do evento do Red Bull Cliff Diving.

Num comunicado ontem veiculado à comunicação social, a organização critica as condições impostas no acesso àquela área protegida e defende a criação de uma estrutura de apoio à visitação do local.

“Não se entendem os novos condicionalismos de entrada no ilhéu para os tradicionais caiaques da Vila, assim como não se percebem as interdições ao mergulho recreativo durante a época balnear. Estas foram, e têm sido, actividades desenvolvidas durante décadas, e sem qualquer impacto ambiental para o Ilhéu”, refere a Mar à Vila no documento, divulgado ontem, um dia antes da reunião que a associação tem marcada para hoje com a Secretária Regional Secretaria Regional da Energia, Ambiente e Turismo, com o objectivo de “discutir e encontrar soluções para o Regulamento que vão ao encontro das expectativas de todas as partes”.

No regulamento recém-publicado são consideradas três formas de acesso ao Ilhéu de Vila Franca do Campo, nomeadamente fruição da zona balnear, contemplação dos valores paisagísticos e culturais e estudo e investigação. Sobre esta questão, a Mar à Vila considera “que as duas primeiras formas são complementares e, como tal, de difícil desagregação, considerando o conjunto do património natural existente na caldeira, dentro e fora de água, assim como todos os vestígios da humanização da paisagem ao longo dos tempos. Tudo isto faz parte, podendo ser usufruído todo o ano”.

No comunicado, a associação diz também não entender “as razões pelas quais se pretende dar possibilidade aos operadores MT [marítimo turísticos] o acesso directo dos ilhéu, fora da época balnear, quando o CNVFC [Clube Naval de Vila Franca do Camo] está apto a fazer serviço mais qualificado”, ao nível de “segurança, limpeza, manutenção e instalações sanitárias”. Segundo a entidade, “nenhum dos operadores” instalados na marina vila-franquense mostrou interesse nesta possibilidade.

A Mar à Vila considera ainda que o Clube Naval local “deverá ser a entidade que melhor presta este serviço, considerando a natureza de entidade de interesse público, sem fins lucrativos, onde a receita dos serviços de transporte reverte-se em forma de investimento social na formação de crianças e jovens no mar, na vela, etc”.

Por outro lado, a associação critica o facto de o CNVFC explorar o ilhéu apenas durante três meses no ano – “por efeito de redução da sazonalidade e do aumento do número de turistas no inverno” –, enquanto outros sete meses ficam reservados a empresas marítimo-turísticas, “incluindo a possibilidade de viagens directas de outros portos que não Vila Franca do Campo”.

 A mesma entidade destaca a importância do ilhéu para a economia local, gerando um fluxo “na ordem dos 35.000 visitantes”. “É, pois, essencial perceber o papel do Ilhéu no posicionamento de mercado e qualificação da oferta turística de Vila Franca do Campo, cujas condições naturais – em conjunto com a linha de costa, as praias, o clima, a cultura e tradições e a sua história – são fatores de diferenciação e afirmação de um produto de excelência que interessa promover”, sublinha a associação.

A Mar à Vila defende ainda a “necessidade imperiosa” de se criar uma estrutura de apoio à visitação do ilhéu, “tipo Centro de Interpretação, que seja uma âncora na atractividade, notoriedade e diferenciação da oferta do produto ‘Vila Franca do Campo’, perfeitamente enquadrado nas linhas de orientação definidas no Plano Estratégico e de Marketing do Turismo dos Açores. Este ‘recurso turístico’ tem ainda uma função importante no domínio da Educação Ambiental para públicos locais”, aponta a associação. 

No comunicado, a associação vila-franquense refere também que, “atendendo ao impacto social e económico que a entrada do regulamento tem motivado, junto da população e dos mais diversos agentes económicos são esperadas manifestações públicas durante as próximas semanas, especialmente na data de realização do evento do Red Bull Cliff Diving, às quais a Mar à Vila se associará”.

 

Centros de ciência dos Açores recebem reforço de verbas de 13%

 Observação solar - OASAO Secretário Regional do Mar, Ciência e Tecnologia anunciou ontem, na Horta, o reforço dos protocolos de apoio à gestão e ao desenvolvimento dos seis Centros de Ciência dos Açores, que terão uma verba de 630 mil euros, o que corresponde a um aumento de cerca de 13% relativamente ao montante disponível no ano passado.

Gui Menezes afirmou que se pretende que o aumento de investimento, na ordem dos 72 mil euros, “contribua um pouco mais para o desenvolvimento de novas linhas de atuação” destes espaços, “designadamente das práticas que remetem para a Ciência Cidadã e para as redes sociais colaborativas de ciência e de divulgação científica na Região”.

 O Secretário Regional, que falava na abertura da reunião da Rede dos Centros de Ciência dos Açores (RECCA), frisou que o Executivo pretende “levar cada vez mais a ciência às pessoas”, através de um conjunto de actividades que permitam explorar, “de uma forma interactiva e interessante”, as áreas do conhecimento a que estes centros se dedicam, nomeadamente o Mar, a Astronomia, a Física, a Vulcanologia, a Mineralogia, a Sismologia, a Biodiversidade, o Ambiente, a Microbiologia, as Tecnologias Informáticas e a Robótica.

Gui Menezes considerou que os Centros de Ciência se constituem também como “um importante atractivo turístico, sobretudo para as famílias que visitam os Açores, ao mesmo tempo que divulgam algumas das especificidades” do arquipélago.

Neste sentido, destacou os mais de 96 mil visitantes registados nos seis Centros de Ciência em 2017, ou seja, “mais cerca de 11 mil visitantes do que em 2016”, adiantando que, apenas no primeiro semestre deste ano, estes espaços já foram visitados por cerca de 43.300 pessoas.

“Estes números justificam a criação de políticas públicas que reforcem a ligação entre a ciência e a sociedade”, afirmou o Secretário Regional, recordando que, nesta linha, foi criado este ano o Plano de Acção para a Cultura Científica e Tecnológica dos Açores (PACCTO Açores), que abrange cinco programas, num investimento global superior a 2,2 milhões de euros até 2020. ‘Ciência e Sociedade’, ‘Ciência na Escola’, ‘Investigadores e Comunicação Pública de Ciência’, ‘Ciência Cidadã’ e ‘Ciência e os Media’ integram o PACCTO Açores, que foi apresentado em Maio. 

No âmbito destes programas, Gui Menezes apontou medidas como o reforço da Rede de Centros de Ciência dos Açores, a criação do prémio ‘Ciência na Comunidade’ no próximo ano ou o Encontro Regional de Ciência e Tecnologia/Feira de Ciência, projectado para 2020.

“Queremos ainda promover mais a participação dos investigadores nas acções dos Centros de Ciência dos Açores e criar, no próximo ano, o concurso ‘Arte, Ciência e Tecnologia’”, adiantou.

 

Tripulante de navio mercante evacuado ao largo de S. Miguel

helicópteroA Marinha coordenou, durante o dia de Terça-feira, uma operação de resgate urgente, por meio aéreo, de um tripulante do navio mercante “Monsoon”, que navegava a cerca de 503 milhas náuticas (aproximadamente 1006 quilómetros) a este da ilha de São Miguel.

Para proceder à evacuação, foram accionados o helicóptero EH-101 da Força Aérea Portuguesa (FAP) estacionado na Base Aérea das Lajes na ilha Terceira. 

O doente, de nacionalidade filipina, de 36 anos, foi resgatado pelo helicóptero EH-101 da FAP com sucesso. Em terra, o paciente foi desembarcado na Base Aérea das Lajes, Ilha Terceira, pelas 12h00 do dia 10, tendo posteriormente sido encaminhado para o Hospital Santo Espírito de Angra do Heroísmo, através de uma ambulância do Serviço Regional de Protecção Civil e Bombeiros dos Açores (SRPCBA).

Estiveram envolvidos nesta operação o MRCC Delgada, o RCC Lajes, o CODU-Mar, um helicóptero EH-101 da FAP e uma ambulância do SRPCBA.