Quinta do Martelo recebe pela 12ª vez o prémio internacional Green Key

quinta do marteloÉ um dos três empreendimentos em Portugal que ostenta este galardão continuamente desde que foi alargado a Portugal e o único nos Açores. 

A Quinta do Martelo – Centro Etnográfico e Gastronómico, pioneira no turismo rural e de natureza nos Açores, situada na ilha Terceira, foi distinguida, pelo décimo segundo ano consecutivo, com o galardão internacional Green Key. 

O prémio acaba de ser entregue em cerimónia realizada em Lisboa.

Este é um prémio internacional que visa distinguir as boas práticas ambientais, nomeadamente as energéticas, as de educação ambiental na área do turismo sustentável, bem como a autenticidade sociocultural dos territórios de acolhimento e conservando a sua identidade cultural. Tem por meta, também, a partilha equitativa dos benefícios socioculturais, designadamente ao nível de emprego estável e de qualidade.

Os objectivos do programa Green Key-Chave Verde são, como consta nos regulamentos, sensibilizar para a alteração de práticas e comportamentos entre os responsáveis, participantes e decisores do sector turístico (empresas, autoridades, clientes e comunidades locais) através da educação ambiental, envolvendo todos estes elementos na responsabilização pelo fenómeno do turismo sustentável. 

O troféu Green Key é atribuído a empreendimentos que se preocupam com um melhor ambiente, destacando a tendência de garantir que o turista opte pela forma de actuação sustentável. Uma vez distinguidas, as unidades ficam obrigadas a melhorar ainda mais as condições pelas quais foram premiadas em edições anteriores.

Por último, o galardão pretende reconhecer as iniciativas de gestão ambiental de sucesso, como mais-valias no caminho para um turismo com um mínimo de pegada ecológica, em que o usufruto dos espaços galardoados seja feito em perfeita harmonia com as mais elementares regras de equilíbrio entre o meio ambiente e o Homem.

A Quinta do Martelo é pioneira, nos Açores, num percurso de defesa e valorização do turismo em espaço rural e de natureza, tendo, ao longo de quase três décadas, sido reconhecida, por várias instâncias nacionais e internacionais, como um caso de êxito na articulação entre a exploração comercial turística e a preservação rigorosa da tradição, do ambiente e da verdade cultural e etnográfica do meio em que nasceu e desenvolve a sua actividade.

Acresce que, de há longa data, este espaço tem apostado na produção de bens alimentares próprios, por meios de cultura biológica, utilizados na confecção dos pratos que são servidos no restaurante da quinta, naquilo que hoje se denomina no conceito internacional como “farm-to-table”. E isso inclui culturas desde pomares, leguminosas, tubérculos, plantas aromáticas e medicinais e variadas espécies de hortícolas, para confeção de pratos típicos. Foi esse trabalho, meticuloso e sem cedências, que valeu à Quinta do Martelo a conquista do primeiro prémio nacional “Horta do Chef”, na única edição deste troféu realizada em Portugal.

De destacar que das 197 candidaturas admitidas a este prémio, 137 foram admitidas. O Alentejo, uma das regiões com mais candidaturas, 23, recebeu 3 galardões.

Bispo de Angra satisfeito com comemorações do Dia de Portugal nos Açores e na diáspora

Bispo de Angra - igreja açroesO bispo de Angra manifestou ontem a sua satisfação pelo facto dos Açores receberem as cerimónias comemorativas do Dia de Portugal e delas se estenderem também à diáspora açoriana, nos Estados Unidos da América

“É o reconhecimento da comunhão e a atenção devida que se deve ter à Região que, sendo autónoma e estando no meio do oceano, contribuiu para a extensão e valorização do país e do estado português”, explicou D. João Lavrador em declarações ao Igreja Açores e à agência Ecclesia.

O prelado destacou ainda o facto de as celebrações levarem o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, o primeiro-ministro António Costa e alguns membros do Governo Regional às comunidades portuguesas na costa leste dos Estados Unidos da América (EUA), sinal de “unidade e comunhão nacional”.

“É para nós um orgulho, uma alegria, de unidade e comunhão nacional à volta de todos os que são emigrantes mas que se caracterizam pela sua relação com os Açores”, observou.

D. João Lavrador assinalou a “irmandade” que todos os açorianos devem sentir com os cidadãos na diáspora que “se deslocaram das suas terras para ganhar a vida e encontrar melhores condições noutras paragens”.

“Continuam a ser portugueses e a marcar o ritmo das suas vidas pelo orgulho e alegria de ser português, mantendo as tradições e elementos culturais”, acrescentou.

As celebrações do Dia de Portugal vão ter início este Sábado na cidade de Ponta Delgada, com o içar da bandeira nas Portas da Cidade; no dia 10, uma comitiva segue para os EUA para celebrações comemorativas que vão passar pelas cidades de Boston, Providence e New Bedford, no Estado norte-americano de Massachusetts, onde se encontram várias comunidades portuguesas, essencialmente açorianas, cuja emigração começou no final do século XIX.

Sobre as cerimónias festivas D. João Lavrador faz votos de que não se circunscrevam a uma “festa exterior”, mas que se mostre “comprometida com a vida de todos os açorianos”.

“Que os que se sentem excluídos e marginalizados tenham nesta celebração uma marca do interesse que o país tem sobre a nossa Região”, deseja.

O Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas é, para o bispo de Angra, uma ocasião de “unidade, de comunhão e identidade nacional pelo orgulho do que faz parte da nossa história”.

“É um dia onde nos devemos sentir responsáveis pelo presente e de abertura para o futuro, num Portugal que se quer integrado na Europa mas sempre atento à realidade dos seus cidadãos e, de forma muito particular, em relação aos que se sentem excluídos de uma cidadania plena e do bem-estar que a todos deve atingir”, conclui.

Recorde-se que D. João Lavrador já visitou estas comunidades desde que assumiu a liderança da Diocese, participando nas diferentes festividades religiosas que os açorianos mantém na diáspora, designadamente as Festas do Divino Espírito Santo da Nova Inglaterra, que se realizam em Fall River todos os anos, no último fim-de-semana de Agosto.

James Arthur, James e The Hives actuam em Agosto no Monte Verde Festival

JamesA banda britânica James, o também britânico James Arthur e os suecos The Hives são os nomes maiores do cartaz da edição deste ano do Monte Verde Festival, que decorre em entre 9 e 11 de Agosto, na Ribeira Grande.

A organização anunciou ontem, em conferência de imprensa, que este é o “cartaz mais ambicioso” desde o início do evento, que já soma sete edições.

Jacinto Franco, um dos organizadores, estima em 700 mil euros o orçamento para o Monte Verde Festival 2018, valorizando o facto de “cerca de 200 mil euros serem gerados na Ribeira Grande” nos três dias do evento.

Na ocasião, o Presidente da Câmara Municipal da Ribeira Grande destacou a importância do festival para o concelho. “Cada vez mais o Monte Verde é um evento dos ribeigrandenses”, disse Alexandre Gaudêncio.

“Fazemos questão em que o melhor evento musical dos Açores seja no nosso concelho”, acrescentou o autarca.

Além de James, James Arthur e The Hives, o Monte Verde Festival contará ainda com artistas como Blaya, Isaura, Beatbombers, DJ Kitten ou Vini Vici.

 

Mais de 300 doses de heroína apreendidas e cinco detidos por tráfico de droga pela PSP

Droga apreendida 2A Polícia de Segurança Pública (PSP) anunciou a detenção, através da Brigada Anti-Crime da Esquadra de Investigação Criminal de Ponta Delgada, de quatro homens e uma mulher, pela prática do crime de tráfico de estupefacientes, tendo sido apreendidas 305 doses de heroína. 

As detenções foram realizadas “no decorrer da presente semana” e no âmbito de investigações em curso, numa operação que contou com a realização de diversas diligências dirigidas por um Magistrado do DIAP de Ponta Delgada “ao longo de diversos meses”.

“Os agora detidos são suspeitos de desenvolverem a sua actividade ilícita de venda de estupefacientes em vários locais da cidade de Ponta Delgada e freguesias limítrofes (S. Roque e Livramento), bem como, no caso de um dos detidos, em várias freguesias do concelho da Ribeira Grande”, explicou a PSP, em comunicado. Após presentes a autoridade judiciária para a aplicação das medidas de coacção “tidas por convenientes”, dois dos detidos ficaram em prisão preventiva e três com apresentações na esquadra da área de residência.

Quanto à sinistralidade rodoviária, a PSP dá ainda conta da detenção de 12 acidentes de viação na Quarta-feira, nos Açores, dos quais resultaram 4 feridos ligeiros e danos materiais.

 

Faleceu a escritora Adelaide Freitas

Adelaide FreitasA escritora açoriana Adelaide Freitas faleceu esta Quarta-feira, 6 de Junho, aos 69 anos de idade, vítima de doença prolongada.

Nascida em 1949 e natural da freguesia da Achadinha, concelho do Nordeste, Adelaide Freitas - conhecida também por Adelaide Baptista - foi condecorada recentemente com a Insígnia Autonómica de Mérito Profissional, atribuída pela Assembleia Legislativa Regional dos Açores, na cerimónia do Dia da Região, a 21 de Maio do corrente ano, na ilha do Pico.

Maria Adelaide Correia Monteiro de Freitas foi vereadora, pelo PSD, da Câmara Municipal do Nordeste entre 1994 e 1997, tendo repetido o mandato de 1998 a 2001, mas com suspensão do mesmo em 1999.

Foi também condecorada pela Região por Mérito Profissional, como Professora da Universidade dos Açores, e os seus escritos eram reconhecidos dentro e fora dos Açores. Alguns dos seus livros foram apresentados e acarinhados pela sua terra natal, o concelho do Nordeste, concretamente a freguesia da Achadinha de onde é natural.

Da sua bibliografia, fazem parte obras como “Sorriso por dentro da noite” (2016), “Escultura de Luz” (2011), “Nas duas margens: da literatura norte-americana e açoriana” (2008), entre outras.

Por motivo de doença prolongada, Adelaide Freitas encontrava-se, nos últimos anos, afastada da actividade profissional e literária.

Num comunicado ontem veiculado, a  Câmara Municipal do Nordeste lamentou “profundamente” o seu falecimento e endereçou “ao marido e familiares da Dra. Adelaide Freitas sentidas condolências”. 

O funeral de Adelaide Freitas realizou-se na tarde de ontem, na Igreja de Nossa Senhora do Rosário, na freguesia da Achadinha.