Estudantes participam em etiquetagem de árvores de Natal

171897Uma turma do 11.º ano da Escola Secundária da Lagoa participou  ontem numa plantação de criptomérias certificadas, árvores que são vendidas durante a época de Natal “devidamente etiquetadas”.

Trata-se da campanha ‘Árvore de Natal Naturalmente Legal’, uma iniciativa promovida desde 2010 pela Secretaria Regional da Agricultura e Florestas, através da Direcção Regional dos Recursos Florestais. 

“As árvores que Natal que estão à venda saem de uma floresta gerida de forma sustentável, são cortadas por não estarem bem-adaptadas ou estarem malconformadas e a sua retirada permite que as restantes árvores se desenvolvam bem”, afirmou a Directora Regional dos Recursos Florestais, que acompanhou os alunos na plantação de criptomérias.

Anabela Isidoro salientou que a etiquetagem numerada e inviolável das árvores à venda na quadra de Natal, assegura aos consumidores que elas são provenientes de áreas de corte devidamente autorizadas, facilitando também a fiscalização junto dos postos de venda. 

Anualmente são colocadas, em média, cerca de 4.000 etiquetas em criptomérias para venda, das quais cerca de 1.400 correspondem a árvores cortadas em terrenos privados. 

Apesar da chuva, os participantes na iniciativa ontem realizada não desistiram de cumprir a sua missão, plantando várias criptomérias em terrenos da Reserva Florestal da Chã da Macela, no concelho da Lagoa. 

“Estamos a plantar criptomérias tendo em conta que estamos na altura do Natal, em que muitos das nossas áreas florestais públicas e privadas sofrem alguns desbastes, o que é normal na gestão de um povoamento de criptomérias”, frisou Anabela Isidoro, acrescentando que se trata da espécie mais representativa da produção florestal nos Açores.

Nos últimos quatro anos foram plantadas cerca de três milhões de árvores no arquipélago, a maioria criptomérias, mas também resinosas, folhosas e endémicas.  A floresta é um elemento marcante e estruturante da paisagem açoriana, ocupando cerca de um terço do território terrestre do arquipélago.

Cabaz alimentar mais caro na ilha de São Miguel

supermercadarrinhoA média do cabaz da distribuição alimentar em Outubro foi mais elevada na ilha de São Miguel (€204), segundo os resultados da análise realizada pela Associação dos Consumidores da Região Açores (ACRA).

No boletim informativo que a associação divulgou ontem, a Terceira consegue uma média €9 inferior em relação a São Miguel. O Pico (€203) aproxima-se de São Miguel e o Faial (€199) fica a meio caminho entre o Pico e a Terceira. 

Na ilha de São Miguel, e por localidades, Ponta Delgada tem a pior média (€212), a €7 da sua concorrente mais próxima, a Vila Franca do Campo, refere a ACRA. 

Entre Valados e São Gonçalo existem quatro localidades com médias muito semelhantes. A Fajã de Baixo consegue a melhor média deste mês (€193) com menos €4 do que a sua concorrente mais próxima.

 

Continente mais barato

 

No que toca a marcas, a melhor média de São Miguel é a do Continente (€195) seguida do Solmar com mais €11 e fechando com o Manteiga com os seus € 223.

Segundo a ACRA, a nível de superfícies, os dois Continentes da Terceira conseguem as melhores médias da Região (€189) e as subidas entre superfícies são “graduais” até se chegar aos €208 do Âncora Parque, das Lajes do Pico. “Mesmo assim já estamos a falar de cerca de 9% de diferença entre a melhor e a pior média. Mas quando juntamos Solmar de Ponta Delgada e Manteiga, entramos em outro campeonato com preços 15% acima dos do Continente da Terceira”, revela a associação.

Na Terceira, a diferença das médias das diferentes localidades é “bastante mais atenuada” que em São Miguel. “Existem inclusive três localidades que se igualam nas médias praticadas e que é precisamente a mais baixa (€194): Terra do Pão, Praia da Vitória e Angra do Heroísmo”, frisa a ACRA, no boletim informativa. Apenas o Porto Judeu se distancia um pouco, com €7 a mais que as outras.

A diferença entre as marcas concorrentes também não é grande, mas já dá para se sentir ao fim do mês. Num cabaz com valor de cerca de €198, uma diferença de €-9 resulta numa poupança de cerca de 5% para os consumidores do Continente.

No Pico e Faial a localidade com média mais favorável ao consumidor é a de São Roque (€198) imediatamente seguida da Horta (€199).

Com uma média €9 acima desta última, as Lajes do Pico aparecem como a localidade com média menos amigável. A Madalena situa-se a meio caminho entre a média das Lajes e a da Horta. 

Por outro lado, a diferença entre as médias das diversas marcas é mais notória. Entre a média mais baixa conseguida pelo Continente (€192) e a mais elevada do Âncora Parque, verifica-se um intervalo de € 16, o que significa cerca de 8% de diferença. 

No entanto, refere a ACRA o intervalo relativo maior (€6) situa-se entre a média mais baixa do Continente e a imediatamente acima do Hiper Cais.

Comemorações do 1.º de Dezembro no Açores decorrem em Ponta Delgada

camara PDLA efeméride do 1.º de Dezembro, data comemorativa da Restauração da Independência Nacional de 1640, vai ser celebrada nos Açores, com o programa a decorrer na cidade de Ponta Delgada, à semelhança do que aconteceu no ano passado.

Promovidas em conjunto pela Delegação da SHIP (Sociedade Histórica da Independência de Portugal) nos Açores e pela Câmara Municipal de Ponta Delgada, com a colaboração do Comando Militar dos Açores, as cerimónias terão início amanhã pelas 11h00, abrindo com hastear de bandeiras no edifício dos Paços do Concelho e hinos pela Banda Militar dos Açores. 

Terá lugar, de seguida, uma sessão histórico-cultural, na qual usarão da palavra o presidente da Câmara Municipal de Ponta Delgada, José Manuel Bolieiro, e o delegado da SHIP nos Açores, Eduardo Ferraz da Rosa. Integrada nas mesmas comemorações da Restauração Nacional, no Salão Nobre da Câmara Municipal de Ponta Delgada, a convite dos organizadores, proferirá este ano a respectiva conferência evocativa  Luís Reis Torgal, que abordará o tema A “Restauração”: História, Ideologia e Memória.

Luís Reis Torgal, nascido em 1942, é professor catedrático aposentado da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, onde se doutorou em 1978, nas áreas de História Moderna e Contemporânea, com uma tese sobre Ideologia política e teoria do Estado na Restauração. Fundador do Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX da mesma Universidade, foi director da Revista de História das Ideias e da revista Estudos do Século XX. 

Ao longo da sua carreira, o Reis Torgal deu o seu contributo a muitas universidades portuguesas e estrangeiras, entre elas as Universidades de Aveiro e dos Açores, a École des Hautes Études en Sciences Sociales de Paris, a University of Birmingham, a Universidad de Salamanca, a Università degli Studi di Bologna, a Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, a Universidade Federal do Paraná (Curitiba) e a Universidade Federal do Ceará (Fortaleza). 

A partir dos anos 80 do século passado até ao presente, Luís Reis Torgal dedicou-se a uma grande variedade de temas, como a Universidade, a Teoria e a História da História, a I República e o Estado Novo (e a Oposição), áreas em que publicou, como autor, co-autor e coordenador, muitos textos, artigos e livros, ao mesmo tempo que retomou os estudos sobre o Liberalismo. E

Neste momento, Reis Torgal prepara, conjuntamente com Carlos Cordeiro e Fernando Pimenta, a obra Regionalismo e Autonomia. Os casos dos Açores e da Madeira das origens ao debate constitucional. 

Campanha de recolha de alimentos este fim-de-semana

banco alimentarO Banco Alimentar Contra a Fome S. Miguel promove, no próximo fim-de-semana, uma campanha de recolha de alimentos. 

Segundo o Banco Alimentar, os bens alimentares mais necessários, e que garantem maior segurança alimentar, são o “leite, massas, enlatados de carne e peixe, cereais e papas alimentícias”.

A acção irá decorrer em 52 lojas, espalhadas por toda a ilha de São Miguel. 

Em nota de imprensa, a instituição sublinha que, ao longo deste ano, o Banco Alimentar Contra a Fome de S. Miguel já entregou 5.174 cabazes, o que permitiu ajudar 7.963 pessoas – 2.187 famílias, dos quais 4.989 adultos e 2.974 menores. 

Os interessados em contribuir para esta boa causa podem fazê-lo também através do endereço www.alimentestaideia.net, com a aquisição de vales nas caixas de algumas lojas (sendo que o prazo destas acções decorre até ao dia 10 de Dezembro) ou, ainda, entregando alimentos directamente no armazém sede, em Ponta Delgada, na rua de S. Joaquim.

 

Cartas ao Pai Natal começam a chegar aos CTT

CttA loja CTT Antero de Quental em Ponta Delgada é uma das 25 a nível nacional que estão a receber as cartas ao Pai Natal, escritas por crianças.

Segundo a instituição, estas cartas são as únicas que são aceites sem selo pelos CTT. Os endereços, por vezes, desafiam os sistemas de informação geográfica: “Planeta dos Brinquedos”, “Terceira Nuvem depois do arco-íris” ou “Terra do Frio”. Outros escrevem “Casa da Lapónia” ou “Casa do Pai Natal”.

Nesta época do ano, “os CTT mobilizam uma equipa especial que se dedica a tempo inteiro para garantir que todas as crianças (e alguns graúdos) recebem uma resposta, ajudando todos a manter o sonho do Natal bem vivo. A estas cartas de respostas os CTT juntarão um pequeno presente simbólico, que não pode saber-se qual é para não estragar a surpresa”. Este ano espera-se que as cartas ao Pai Natal cheguem às 170 mil.

Segundo adianta a instituição, além do “Pai Natal” que garante as respostas às cartas recebidas, há um segundo: “o Pai Natal Solidário” que se dedica “aos pedidos de crianças desfavorecidas, à guarda ou acompanhadas por instituições, públicas e particulares, de apoio à infância”.

No caso dos Açores, foram as crianças das instituição Amigos Da Pediatria Do Hospital Ilha Terceira e Casa Do Gaiato São Miguel que escreveram e desenharam cartas com os presentes que querem pedir ao Pai Natal Solidário. Estas cartas estão publicadas na Internet em www.painatalsolidario.pt, onde qualquer pessoa as poderá consultar e escolher apadrinhá-las, oferecendo à criança o presente pedido.