Quinzena da Ciência e Tecnologia promove cultura científica em todo o arquipélago dos Açores

expolabO Governo dos Açores, através da Direcção Regional da Ciência e Tecnologia, no âmbito das comemorações do Dia Nacional da Cultura Científica, que se assinala a 24 de Novembro, vai promover a realização de uma Quinzena da Ciência e Tecnologia, com actividades em todas as ilhas do arquipélago.

A Quinzena da Ciência e Tecnologia, que decorre entre 15 e 30 de Novembro, conta com iniciativas que se destinam maioritariamente a um público em idade escolar, incluindo exposições, palestras e a exibição de uma peça de teatro.

Está ainda prevista a apresentação de um livro na área da vulcanologia, bem como a realização de várias actividades experimentais, que abrangem diversas áreas científicas, nomeadamente observações solares e de rochas, estudo de circuitos eléctricos, entre outras.

Entre as várias actividades previstas, destacam-se as palestras do astrónomo Pedro Russo, da Universidade de Leiden, na Holanda, subordinadas ao tema “O Fascínio do Espaço”, que vão decorrer, a 22 de Novembro, na Escola Secundária Domingos Rebelo, em Ponta Delgada, pelas 8h30, e na Escola Secundária da Lagoa, pelas 14h30.

Destaque ainda para o “Tech Day” e o “Lab & Tech”, com actividades relacionadas com a robótica e a realidade virtual,  o concurso “Fala Ciência”, bem como a peça de teatro “Aquecimento Esclarecido”, que vai percorrer as ilhas do Pico e de São Jorge, bem como o concelho da Povoação, em São Miguel.

A Quinzena da Ciência e Tecnologia, que conta com a parceria da rede de centros de Ciência da Região, tem como objectivo divulgar o que de melhor se faz no que respeita à cultura científica nos Açores, bem como apelar a uma maior consciencialização para a importância do papel do cientista, da defesa da biodiversidade e da preservação do meio ambiente para o futuro da Humanidade.

O Dia Nacional da Cultura Científica, assinalado a 24 de Novembro, foi oficialmente instituído pelo antigo Ministro da Ciência e Tecnologia, José Mariano Gago, em 1996, numa homenagem ao nascimento de Rómulo de Carvalho, professor, investigador e autor de livros de divulgação científica.

Esta data pretende enaltecer o papel da Ciência, incentivar o gosto pela actividade científica e sensibilizar o público mais jovem para a importância e relevância da Ciência no nosso dia a dia.

Os interessados podem consultar o programa da Quinzena da Ciência e Tecnologia através da página da Direcção Regional da Ciência e Tecnologia, no endereço electrónico http://www.azores.gov.pt/Portal/pt/entidades/srmct-drct/.

Stand dos Açores distinguido na XI Bienal Ibérica do Património Cultural

Bienal património culturalOs  Açores, através da Direcção Regional da Cultura, sob a tutela da Secretaria Regional da Educação e Cultura, foram distinguidos com o segundo lugar no Prémio Internacionalização do Património 2018, atribuído no final da XI Bienal Ibérica do Património Cultural, que encerrou domingo em Valladolid, Espanha.

O Prémio Internacionalização da AR&PA – Bienal Ibérica do Património Cultural, patrocinado pela Junta de Castela e Leão e pela Spira – Agência de Revitalização Patrimonial, destina-se às entidades públicas e privadas participantes com expositores nesta Bienal e com capacidade de internacionalização dos seus produtos e serviços.

A votação foi efectuada pelo público da Bienal, que registou este ano mais de 20 mil visitantes, e por um júri composto por elementos representantes das entidades promotoras do prémio.

A Direcção Regional da Cultura participou na Bienal com um stand institucional, que partilhou da identidade gráfica criada para o Ano Europeu do Património Cultural, de forma a promover os oito museus regionais, o Ecomuseu do Corvo e o Arquipélago – Centro de Artes Contemporâneas.

Remetendo para o imaginário das “Ilhas de Cultura”, esta identidade gráfica comum explora imagens relacionadas com a comunidade, o território e a paisagem, em articulação com as diversas formas de expressão cultural, da literatura à música, passando pelas artes e ofícios tradicionais. A narrativa parte de uma selecção de peças emblemáticas de cada espaço, complementadas por um conjunto de palavras-chave, que inspiram e convidam a visitar as infraestruturas culturais a que se referem.

Terminou a Web Summit, mas a revolução tecnológica está apenas a começar

mulheres empreendedoras no Web Summit 2018A permanência da Web Summit até 2028 em Lisboa é só a ponta do iceberg em relação aos ambiciosos planos de evolução em direcção à economia criativa. Os discursos estiveram supreendentemente alinhados, tanto dos especialistas, como das empresas, organizações e autoridades.

No encerramento da conferência, o Presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa foi ovacionado pela plateia presente na Altice Arena. Breve, mas eficiente, o seu discurso resumiu a missão dos mais de setenta mil participantes da conferência: “a visão sobre a internet não pode ser unilateral, tem que ser multilateral”.

Sobre Portugal estar à frente deste poderoso movimento, declarou: “todos os anos temos que fazer diferente, fazer mais e melhor”. Para finalizar, reforçou o convite aos que acreditam que as plataformas digitais são uma potência transformadora: “O desafio está no uso da tecnologia pela paz, pela tolerância, em não apoiar a xenofobia e tudo o que está a acontecer no mundo na direcção contrária à revolução digital. Temos de lutar pela liberdade e pela paz.” 

Para tanto, promover as economias livres não é suficiente. Ilustrando a situação, Ev Williams, criador do Twitter, blogger e executivo-chefe da plataforma de publicação digital Medium, desabafou: “não foi o Twitter que acabou com a democracia na web, é a maneira errada de interacção dos seus utilizadores a grande responsável por isso. Não são os algoritmos que garantem a qualidade do que circula na web”, referindo-se aos fenómenos de audiência que muitas vezes disseminam conteúdos inapropriados. 

Estabelecer um código de regulamentação, as boas práticas e a educação digital para as futuras gerações é questão de sobrevivência. A maioria das profissões como conhecemos hoje vai desaparecer. É preciso criar um ambiente favorável para a transposição dos conflitos profissionais inevitáveis que as novas tecnologias vão trazer. A robótica é um exemplo claro, tema de vários painéis. 

Do alto dos seus vinte e poucos anos, Samer Al Moubayed, CEO da Furhat Robot, iniciou as vendas dos seus humanóides durante o Web Summit e, por apenas 15 mil dólares, qualquer instituição de ensino já pode ter um robô seu, tal como acontecia no filme futurista “Ela” (HER, Warner Bross Pictures, 2013). Só em 2017, a startup recebeu 2,5 milhões de dólares dos fundos de investimento Balderton Capital e LocalGlobe. Moubayeda conta que 30% dos seus parceiros são as universidades, mas empresas como a Honda, Intel e Disney Research integram o portifólio da iniciativa de mais um legítimo representante dos geniais da era digital, com o devido empoderamento académico. 

Ao final do Web Summit Pitch, concurso para revelar a melhor startup do ano, foram avaliados 170 negócios de inovação de diversos países. E novamente as universidades comprovaram o seu papel na capacitação de mentes brilhantes. As três startups finalistas deste ano foram as americanas LVi5, solução que disponibiliza rotas mais definidas para carros autónomos, FactMata que se ocupa da identificação de fontes geradoras de fake news e a inglesa Wayve, oriunda de Cambridge e vencedora de 2018, que contribuirá para a melhor condução ao “treinar” os carros sem motoristas por meio de inteligência artificial e redução de quantidade de comandos e sensores.

Reconhecendo a necessidade da literacia digital nos estudos, algumas iniciativas açorianas já se ocupam do tema, para preparar melhor professores e alunos do ensino básico e secundário. 

Prosucesso, TOPA – Traz o Teu Próprio Aparelho, Anima 3D e Programação e Robótica (ebot) são programas em curso que pretendem fomentar os chamados “celeiros de inovação“ nos Açores. 

Paddy Cosgrave, criador da cimeira tecnológica, admitiu que “actualmente o que surge de mais inovador vem de dentro das universidades”. Partilhando da mesma opinião, Miguel Nery, director do desenvolvimento Produtivo e Tecnológico da Agência Brasileira do Desenvolvimento Industrial – ABDI, admitiu que a missão foi surpreendida ao conhecer a estrutura que está a ser criada em Portugal. 

Segundo Nery, “Portugal teve uma política muito assertiva a ultrapassar a crise e criou bases para uma atracção importante de investimento no desenvolvimento de talentos e empreendedorismo”. Em parceria com a Atlantic Hub, companhia global da área de desenvolvimento de softwares, negócios e suporte a startups, a missão trouxe 150 empresas brasileiras à presente edição do Web Summit, contabilizando mais de 180 participantes. 

As universidades foram uma surpresa com linhas de pesquisas que privilegiam a inovação. Ainda em Lisboa, a ABDI assinou um memorando de entendimentos com o Centro de Excelência para a Indústria da Inovação Automóvel - CEIIA, que se dedica às áreas aeroespacial, marítima e da electromobilidade. O acordo prevê a cooperação no segundo ano do programa Startup Indústria 4.0, que destinará 1,2 milhões de euros as empresas seleccionadas, envolvendo no total 60 startups e 30 indústrias, com 10% das eleitas reservados ao empreendedorismo português. 

O sucesso do programa reflecte o amadurecimento da indústria que, no passado fazia a aquisição da inteligência advinda dos seus concorrentes, mas agora vive uma nova fase, apostando no movimento conhecido como open inovation, que se constitui no encontro de soluções desenvolvidas pelas startups, que superam o risco tecnológico desde a essência. 

Nery também comentou o potencial dos países irmãos nos Açores: “são regiões que colonizaram algumas partes do nosso país, que têm muitas relações familiares que podem ser resgatadas e, sem dúvida, na medida em que revelem talentos, poderão estar no radar do Brasil na busca do fortalecimento de relações comerciais, empresariais e inovadoras”. 

Outra missão além-mar que se dedicou em posicionar o Brasil como território fértil da economia criativa para o mercado Europeu e, principalmente, aos investidores presentes no Web Summit, foi a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimento – ApexBrasil em parceria com a CNI – Comissão Nacional da Indústria. Foram 20 startups seleccionadas a partir de critérios específicos, numa iniciativa conjunta com a Federação Nacional da Indústria. Destas, cinco foram levadas ao Web Summit para fazer parte dos pitchs, as apresentações que são feitas para persuadir investidores, nos circuitos Alpha, que contemplam startups em estágio inicial e Beta, que abrange aquelas um pouco mais estabelecidas. 

Fabio Galvão comentou: “ficámos surpreendidos no primeiro dia com mais de trezentas solicitações de contactos. Ainda não temos os resultados, mas as empresas já estão a conversar com os diversos investidores estrangeiros que manifestaram interesse em fechar negócios com o Brasil”. A APEX já tem planos para voltar em 2019 e ampliar a divulgação da plataforma BeBrasil, que promove a cultura empresarial brasileira. 

Segundo Galvão, “o Web Summit é um evento de convergência e o Brasil tem muito a oferecer, principalmente na indústria transversal, desde a música, a oferta de ‘games’, de tecnologia e de inovação para a agricultura”. E complementou: “as nossas empresas conseguem produzir criatividade e soluções criativas para problemas comuns do quotidiano, o que já é um grande ganho de competitividade. A atracção de investimento será o grande foco para o próximo ano”. 

Considerando que o Brasil está sempre no top 10 como destino de investimento, a maratona tech parece ter trazido enormes perspectivas. A conferência somou 1.200 palestrantes, mais de 1.800 startups e 1.500 investidores. Valendo-se do poder de aproximação da cimeira, ou networking, foram agendados mais de 373 mil encontros através do aplicativo, que implicaram o consumo de 365 mil doses de café. 

A força feminina também esteve na agenda. Sob a bandeira Women in Tech, a organização pretende reforçar a importância da igualdade de géneros no mundo digital. Entre mais de 70 mil participantes, 44% eram mulheres, feito registado com fotos no palco central. Como se estes números grandiosos já não fossem suficientes, será mesmo o ano de 2019 o mais decisivo da conferência, porque decidirá os rumos da próxima década, não apenas na organização do Web Summit ou expansão do complexo FIL-Arena Altice mas, sobretudo, como hub de atracção de talentos e crescimento tecnológico sem precedentes para Portugal. Qualidade de vida, incentivos fiscais e de concessão de nacionalidade portuguesa não faltam. As luzes do Web Summit apagam-se e ele mesmo, o irlandês Paddy Cosgrave, deve aproveitar os incentivos na concessão de vistos e regularizar a sua própria situação. No momento, diz que “está a sentir-se no meio de uma partida de futebol”, mas uma importante decisão já está tomada: “a família está de mudança para Lisboa”. 

 

Por Marisa Furtado, em Lisboa, para o Diário dos Açores

Faleceu o deputado do PSD/Açores Paulo Parece

Paulo Parece - falecimentoFaleceu no Domingo, de forma súbita, aos 51 anos de idade o deputado social-democrata Paulo Parece.

Paulo Parece era deputado na Assembleia Legislativa dos Açores desde 2014, eleito pela ilha de Santa Maria, e foi presidente da Assembleia Municipal de Vila do Porto entre 2009 e 2017. Militante do PSD/Açores, era ainda o presidente da Comissão Política de Ilha de Santa Maria do partido.

O desaparecimento de forma súbita do deputado motivou mensagens de vários partidos, do Presidente do Governo Regional e da Presidente do Parlamento dos Açores, que cancelou a sua agenda “para os próximos dias”.

O Presidente do PSD/Açores, Alexandre Gaudêncio, manifestou “profundo pesar” pelo falecimento de Paulo Parece, tendo considerado ser “uma enorme perda para a ilha de Santa Maria e para os Açores”.

Gaudêncio expressou, em nome dos militantes social-democratas açorianos, o seu pesar à família do deputado eleito por Santa Maria e realçou “as enormes qualidades cívicas, políticas e humanas de Paulo Parece, colocadas sempre ao serviço da sua ilha e dos Açores”.

O Presidente do Governo Regional manifestou também “sentido pesar” pelo falecimento do deputado mariense.

 Numa mensagem dirigida à família enlutada, Vasco Cordeiro realça a forma como o deputado Paulo Parece se empenhava na defesa da sua ilha e dos Açores, de acordo com aquilo que defendia e em que acreditava.

 “O Açores perderam um representante eleito do seu povo. Essa circunstância é, só por si, motivo de pesar e, mais ainda, quando as circunstâncias, por tão repentinas e inesperadas, se tornam ainda mais difíceis de aceitar”, refere Vasco Cordeiro na sua carta. 

O Presidente do Governo dirigiu ainda uma carta ao Presidente do PSD/Açores a expressar-lhe as sentidas condolências pelo desaparecimento súbito de Paulo Parece.

Já o PS/Açores manifestou “profundo pesar”, afirmando que o falecimento de Paulo Parece é “a perda de um cidadão que lutou sempre pelos seus ideais, em nome da sua ilha e da sua Região”. Paulo Parece era, para o PS, “um açoriano empenhado e que muito contribuiu para o desenvolvimento da sua Região”.

Por seu turno, o CDS Açores enalteceu a “grande dedicação à causa pública, à sua ilha de Santa Maria e aos Açores” de Paulo Parece.  

“Como político, como parlamentar e como autarca, pautou a sua actuação política pelos mais elevados padrões de civilidade e cordialidade, constituindo um exemplo de serviço à democracia e à autonomia”, frisa o CDS.

A Presidente da Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores manifestou também, “de forma sentida, o seu profundo pesar pelo prematuro falecimento” do deputado do PSD/Açores, que “exerceu o seu mandato com elevação e dedicação à causa pública”.

“Ana Luís, em seu nome e em nome da Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores expressa as mais sinceras condolências e solidariedade à sua família e ao Partido Social Democrata, neste momento difícil”, lê-se na nota emitida, que informava também que a “a agenda parlamentar prevista para os próximos dias foi cancelada”.

Condutor detido com 2,94 g/l de álcool no sangue

PSP3A Polícia de Segurança Pública (PSP), através da esquadra de trânsito de Ponta Delgada, deteve no último domingo, 11 de Novembro, um condutor alcoolizado.

De acordo com o relatório de actividade policial, o homem, de 48 anos de idade, apresentava uma taxa de álcool no sangue de 2.94 g/l.

No mesmo dia, mas no concelho da Ribeira Grande, foi também detido um homem por condução sob o efeito do álcool, desta feita com uma taxa de alcoolemia de 2,07 g/l. 

Já nas Furnas foi detido outro condutor, de 26 anos, por condução de um veículo, sem habilitação legal para o efeito.

Segundo o mesmo relatório, na Praia da Vitória, ilha Terceira, foram detidos dois homens, de 18 e 39 anos de idade, por furto de combustível do depósito de um veículo, tendo sido apreendidos 130 litros de gasóleo, 8 bidons e uma mangueira. 

Entretanto, a PSP da esquadra dos Biscoitos, também na ilha Terceira, deteve um homem, de 44 anos,  por “introdução em propriedade privada”.

Quanto à sinistralidade rodoviária, a PSP registou a ocorrência de 25 acidentes durante o fim-de-semana, dos quais resultaram um ferido grave, quatro ligeiros e danos materiais.