Seminário Periférica vai analisar relação entre Arte e Política

Biblioteca Publica PDLA Associação Anda&Fala volta promover o seminário “Periférica”, no próximo dia 19 de Janeiro, na Biblioteca Pública e Arquivo Regional de Ponta Delgada, sobre o tema “Arte e Política: Possibilidades, virtudes e perversidades de uma relação (co-dependente)”.

“A realização do encontro no início de cada ano tem os propósitos de reforçar a relevância do Programa de Conhecimento da associação, através do envolvimento de peritos externos com múltiplas visões e competências, e apoiar a preparação do seu novo ciclo de actividades, em especial a organização do Festival de Artes Walk&Talk”, explica a organização da iniciativa.

 A terceira edição da Periférica analisa as relações que se estabelecem entre Arte e Política, “tema que se impõe crucial em 2019 e num contexto em que as dissimetrias parecem acentuar-se nas sociedades, assistindo-se, por um lado, a um combate mais activo à opressão interseccional, por outro lado, a expressões crescentes de intolerância, associadas a novas manifestação populistas e totalitárias”. 

Descolonização, questões de género, questões ecológicas, conflitos, activismos, sistemas de representação e de poder, vão estar em destaque “num encontro que ambiciona compreender os contributos da Arte para a Política, a par da identificação das políticas que definem a Arte um campo de pensamento autónomo”.

O programa do seminário organiza-se em torno de duas questões base - Pode a Arte (voltar a) mudar o Mundo? e Que políticas gerem o sistema da Arte?. Integra a apresentação de vídeos e casos de estudo, palestras e Perspectivas Cruzadas, com discussões abertas entre oradores e o público. 

A associação britânica CUNTemporary e o Manifesto pela defesa da cultura em Portugal serão os dois casos em estudo e vão cruzar-se com as perspectivas da artista Francisca Manuel, de Marta Lança, programadora, fundadora e editora do portal BUALA, dos curadores, escritores e professores universitários Nicolas de Oliveira e Pedro Lapa, e do jornalista e cientista social Vítor Belanciano.

Coliseu Micaelense recebe Annarella Sanchez

coliseu micaelenseÉ já no próximo Sábado, 12 de Janeiro, a partir das 21h30, que o Coliseu Micaelense vai receber o espectáculo de Annarella Sanchez do Conservatório Internacional de Ballet e Dança. A história é dividida em três peças: Paquita, Les Automates e Dança do Cáucaso.

O cenário é a Espanha durante a ocupação Napoleónica.

O conceito, a coreografia e o desenho de luz são da responsabilidade de Ricardo Flores e a música de Armand Amar.

Trata-se de uma peça que aborda a desumanização nas relações humanas e os comportamentos quase programados de seres que se esquecem das coisas mais básicas. Isto sem esquecer que, em qualquer situação de catástrofe, guerra ou desumanização, o único que podemos salvarmos enquanto humanidade será sempre o amor. 

Os bilhetes custam entre 10 a 12 euros e podem ser adquiridos no Coliseu Micaelense ou online.

 

Directora Regional defende aposta na capacitação de profissionais para vencer estigmas das dependências

Suzete Frias - combate às dependências

A Directora Regional da Prevenção e Combate às Dependências defendeu hoje, em Ponta Delgada, a capacitação dos profissionais de saúde como meio de vencer estigmas associados à problemática das dependências.

“Capacitar os futuros profissionais implica prepará-los para a compreensão do porquê do surgimento destes fenómenos, o que significam em determinado contexto social, numa perspectiva humanista e de minimização de riscos  e danos”, salientou Suzete Frias.

A Directora Regional, que falava numa aula sobre prevenção do uso de substâncias ilícitas e dependências não químicas, dirigida a alunos da Escola Superior de Saúde da Universidade dos Açores, afirmou que a construção de tabus relativamente ao uso de substâncias ilícitas leva, por vezes, a negar e a ocultar a realidade.

Nesta aula, Suzete Frias promoveu o debate com os alunos, questionando de que modo a nossa experiência e crenças sociais enganam a nossa razão enquanto profissionais.

Para Suzete Frias, é fundamental formar profissionais que entendam a complexidade que o  uso de substâncias envolve, sem cair em dicotomias simplistas do ‘certo e errado’, do ‘bom e mau’.

“O que se pretende com estas acções é analisar a complexidade do tema e evitar a existência de profissionais nos serviços que atuem de forma moralizante, superficial e discriminatória”, frisou.

A iniciativa ontem realizada enquadra-se num conjunto de palestras que visam treinar os futuros profissionais a analisar diferentes caminhos de prevenção e intervenção que permitam a centralidade na pessoa, tendo em conta o seu espaço físico, mental, social e temporal.

Na ocasião, a Directora Regional defendeu modos de prevenção e intervenção, e respostas diferentes, de acordo com as necessidades de cada cidadão, de forma a suprimir desigualdades.

Teatro Micaelense apresenta programação até Abril

teatro micaelense grandeO Teatro Micaelense apresentou onem a programação para os primeiros quatro meses de 2019.  

Em Janeiro, no dia 12, será apresentado o espectáculo “Depois do Medo”, que marca o regresso de Bruno Nogueira à comédia stand up. A 18 e 19, o Teatro Micaelense acolhe a estreia de Pelo Próprio Pé, uma peça de teatro, criada e interpretada por Miguel Mendes e Nelson Cabral, que é uma reflexão existencialista, associada à experiência do actor e do homem nesta segunda década do século XXI. No dia 26, Manuel Costa apresenta o álbum “Eu Sou uma Ilha”.  A 30, regressam as Leituras Dramatizadas, com o texto BRO, de Fátima Ribeiro.

O mês de Fevereiro marca a estreia nos Açores de Jack Broadbent, o talentoso bluesman, que, no dia 1, deixará o público fascinado com o seu estilo sem igual em ‘slide guitar’. No dia 2, Vítor Silva orienta uma Oficina de Pixilação e, a 8, o humorista Salvador Martinha apresenta o espectáculo de  stand up “Cabeça Ausente”, que conta com o patrocínio da Finançor. No dia 9, o Teatro Micaelense acolhe a exposição dos trabalhos submetidos ao concurso para o Prémio Medeiros Cabral 2018/2019 (uma iniciativa da Associação Seniores de São Miguel),  bem como a sessão solene de entrega de prémios. A 14, regressam as Noites de Cineclube, com Coração Negro, um filme de Rosa Coutinho Cabral, numa sessão que conta com a presença da realizadora. No dia 16, Miguel Horta e Aldara Bizarro apresentam “Baleizão - o valor da memória”, uma troca epistolar de recordações, que conta e partilha duas histórias de vida. No dia 23, estreia-se a Estudantina Universitária dos Açores, a mais recente Tuna da Região Autónoma dos Açores.

Em Março, realiza-se mais uma edição do Baile de Máscaras, no dia 2. No dia 9, marcando o início da quaresma, o Coral de São José apresenta-se em concerto. A 14, mais cinema, com a exibição de Cabaret Maxime, um filme de Bruno de Almeida. No dia 16, sobem ao palco os The Gift. A 23, o Teatro Meridional apresenta “O Senhor Ibrahim e as Flores do Corão”, uma encenação de Miguel Seabra, a partir do texto de Eric-Emmanuel Schmitt. No dia 26, realiza-se mais uma sessão de Leituras Dramatizadas, com o texto “Chove Sempre Em Agosto”, de A. Branco. 

A 27 de Março, Dia Mundial do Teatro, inaugura “Sociedade Teatral Micaelense - uma história contada através de volantes”, uma mostra documental, em parceria com a Biblioteca Pública e Arquivo de Ponta Delgada, sobre a instituição responsável pela criação do Teatro Micaelense. No dia 30, o Estúdio de Dança de Ana Cymbron apresenta-se com todos os seus alunos, numa interpretação do bailado “La Fille mal gardée”, uma coreografia de Jean Dauberval, com música de Hérold-Lanchebery.

Em Abril, no dia 6, o Conservatório Regional de Ponta Delgada apresenta “As Aventuras de Pinóquio”. De 9 a 13, o Tremor abalará Ponta Delgada e as réplicas far-se-ão sentir também no Teatro Micaelense. A 17 de Março, é exibido o filme “Terra Franca”, um documentário de Leonor Teles, premiado em diversos festivais nacionais e internacionais. A 27, Pedro Abrunhosa apresenta o novo álbum, “Espiritual”. 

No Dia Mundial da Dança, 29 de abril, o Ballet Teatro Paz exibe “Açores, uma jornada de sonho”, um trabalho filmado nas 9 ilhas do arquipélago, que serviu de base ao espectáculo com o mesmo nome. Para a sessão de Leituras Dramatizadas de dia 30 de Abril, a obra escolhida é “Ordem”, de João Santos Lopes.

 

Exposição colectiva “Cosmografias, a história e outras cores” na Galeria Fonseca Macedo

fonseca macedoBeatriz Brum, Isabel Madureira Andrade e João Miguel Ramos são os três novos artistas que a Galeria Fonseca Macedo apresenta, com a exposição colectiva “Cosmografias, a história e outras cores”, que será inaugurada na próxima sexta-feira, pelas 18h30.

Segundo escreve sobre os artistas a curadora da exposição, Luísa Cardoso, “une-os uma partilha geracional, o local de origem e a autoria da escolha: nasceram entre 1991 e 1994 na ilha de São Miguel, sendo agora a aposta da galerias Fátima Mota”.

Para além destes traços, continua Luísa Cardoso, “os seus percursos diversificam-se: Beatriz Brum, que estudou Artes Plásticas na Escola Superior de Artes e Design de Caldas da Rainha, vive e trabalha em São Miguel; Isabel Madureira Andrade, que estudou Pintura na Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, vive e trabalha em Lisboa; João Miguel Ramos, que estudou Pintura na Faculdade de Belas-Artes do Porto, vive e trabalha entre os Açores e o Porto”.

“Se partem de uma matriz de pintura em sentido amplo, as suas pesquisas pessoais orientam-se também em direcções diversas”, acrescenta a curadora, sobre os artistas que vão expor na Galeria Fonseca Macedo, em Ponta Delgada.