Rocha da Relva com novas infra-estruturas e informação científica

rocha da relva

O Presidente da Câmara Municipal de Ponta Delgada, José Manuel Bolieiro, inaugurou, Segunda-feira, o projecto de valorização da Rota da Rocha da Relva e o projecto do Orçamento Participativo de melhoramento de infra-estruturas naquela fajã. 

O edil, na ocasião, congratulou-se com a “realização de uma ambição”, fruto de um exercício de cidadania colocado em prática em conjunto com os órgãos autárquicos (Freguesia e Município) e com o projecto transnacional Ecotur. 

Foi construída uma infra-estrutura de apoio aos visitantes da Rocha da Relva com instalações sanitárias e um espaço próprio para merendas. Apresenta-se em forma de cabana e foi construída com recurso a materiais mais amigos do ambiente como a madeira. 

O Município, de acordo com os compromissos assumidos em sede de parceria com as demais entidades participantes no projecto Ecotur, promoveu a valorização dos activos naturais da zona através da interpretação ao longo da rota numa extensão de cerca de 5.5 quilómetros e a colocação de postes de sinalização numerados ao longo do trilho. 

Estes postes servem para identificação geológica dos locais associados (Cascalho, Grota, Fajã Detrítica, Filão, Pedra Pomes, Depósito de Vertente, Nascente e Traquito), desde o parque de estacionamento das Alminhas até ao extremo noroeste da fajã, incluindo o acesso à Rocha do Cascalho. Dispõem de QR Code com acesso à plataforma do Geoparque onde é possível obter referência ao local e descarregar um booklet/folheto com informação do trilho, nomeadamente um mapa, a informação geológica do local associado à numeração de cada poste. 

A informação é complementada pela app visitpontadelgada.pt, em pontos de interesse específicos. 

Na zona destinada a merendas, foram colocados três painéis com informação bilingue (português e inglês) sobre geodiversidade, biodiversidade e culturalidade. 

Um investimento de 130 mil euros que, como afirmou o Presidente, permitiu a criação de elementos de compreensão do trilho que resgatam a história para o presente e contribuem para a eliminação da contemplação ignorante. 

Também está, revelou a Vereadora do Turismo, prevista  a realização de vários eventos na fajã da Rocha da Relva, nomeadamente um passeio pedestre na Primavera, um passeio pedestre em parceria com o Geoparque Açores, uma missa campal a 15 de Agosto, provas de pesca e uma prova de trail run em Setembro. Para o prosseguimento do projecto Ecotur, o Município constituiu um Grupo de Acção Local constituído pela Junta de Freguesia de Relva, Escola de Violas da Relva,   Geoparque Açores,  Grupo Folclórico de Cantares e Balhados da Relva, Associação Amigos da Rocha da Relva, Grupo de Escoteiros 193 da Relva, Filarmónica Nossa Senhora das Neves, Associação Desnível e Morcegos Trail Clube. 

O projecto de valorização da Rota da Rocha da Relva foi desenvolvido em parceria com o Geoparque Açores e contou com financiamento do programa de iniciativa comunitária, Interreg III B - Espaço Macaronésia. 

Princesa de Saboia celebra 80 anos em Ponta Delgada

princesa de saboia

A Princesa Maria Gabriela de Saboia, filha do rei Humberto II da Itália, está em Ponta Delgada para passar o Carnaval e celebrar o seu 80.º aniversário. 

Ao final da manhã de ontem foi recebida pelo Presidente da Câmara Municipal de Ponta Delgada, José Manuel Bolieiro, em audiência de apresentação de cumprimentos. 

No encontro, a princesa expressou muito carinho e estima e teceu rasgados elogios a Ponta Delgada. 

Maria Gabriela de Saboia fez-se acompanhar por José de Mello e Augusto Athayde. 

ACAPO celebra 25 anos com colóquio sobre a pessoa com deficiência

Cadeira de rodas

A delegação dos Açores da Associação de Cegos e Amblíopes de Portugal (ACAPO) vai comemorar, a 16 de Março, o seu 25.º aniversário ao serviço das pessoas cegas ou com baixa visão do arquipélago, com um colóquio sobre a pessoa com deficiência. 

“Para assinalar a data, para além das pessoas deficientes visuais, pretendemos envolver pessoas com outras deficiências, profissionais que se identificam ou trabalham na área e a comunidade em geral”, refere a assoicação em comunicado.

A instituição justifica o tema do colóquio - “A Pessoa com Deficiência na Região Autónoma dos Açores” - afirmando que “a proximidade é importante e a troca salutar de perspectivas é capaz de gerar as melhores respostas”.

O evento realizar-se-á no Salão Nobre da Câmara Municipal de Ponta Delgada, no dia 16, e contará com dois painéis. 

No primeiro momento, serão abordados os “Apoios Sociais e a Reabilitação das pessoas com deficiência”, debatendo-se assuntos como “o processo de reabilitação”, “cuidados de saúde e deficiência: atendimento, tratamento e deslocação de doentes”, “prestações e produtos de apoio” e “Ciência e tecnologia: intenção inclusiva”.

No segundo painel, o tema em destaque será “a mobilidade das pessoas com deficiência”, altura em que as temáticas “os desafios da acessibilidade: ruas e espaços públicos” e “habitações adaptadas à mobilidade condicionada” serão discutidas.

O encontro terminará com a sessão solene comemorativa dos 25 anos da delegação dos Açores da ACAPO, com a presença de várias entidades.

Detido homem em S. Miguel suspeito de abusar da neta

algemadoA Polícia Judiciária (PJ) deteve um homem na ilha de São Miguel, pela presumível prática de “múltiplos crimes de abuso sexual de crianças e um de coacção sexual”.

A vítima foi a neta do abusador, menor, adiantou a PJ. “Os crimes iniciaram-se quando a vítima tinha 8 anos e continuaram até aos 12 anos de idade, tendo o agressor agido num contexto de relação familiar e de coabitação”, informou a polícia em comunciado. 

O detido com 61 anos de idade, foi presente a primeiro interrogatório judicial, tendo-lhe sido aplicada a medida de coacção de proibição de se aproximar ou de contactar com a vítima.

Irmãs Hospitaleiras e União das Misericórdias não permitem prática da Eutanásia

Doente - cama hospitalO Instituto das Irmãs Hospitaleiras do Sagrado Coração de Jesus, que detém um estabelecimento de saúde em Ponta Delgada, veio ontem a público, através de comunicado, num momento em que está em discussão parlamentar, a (des)penalização da eutanásia, reiterar “a fidelidade aos princípios do respeito pela vida humana, sagrada e inviolável, a promoção das melhores práticas clínicas ao serviço do cuidado com dignidade, do alívio do sofrimento e do conforto na atenção, especialmente quando a vida é mais vulnerável”. Assim, a direcção desta IPSS assegura que “não será permitido em nenhum dos estabelecimentos de saúde dirigidos por este Instituto a prática de actos contrários a estes princípios, nomeadamente aqueles que possam abreviar a morte intencionalmente a pedido do doente”.

Lê-se na mesma nota que a Instituição irá continuar “a envidar todos os esforços para continuar a oferecer, uma atenção e cuidado humanizado, integral e interdisciplinar, a favor da saúde e da qualidade de vida das pessoas que se encontram aos nossos cuidados nos âmbitos não só físico, mas também psicológico, social, espiritual e ético”.

Como Instituição que há quase 140 anos se dedica ao cuidado dos mais frágeis, o Instituto das Irmãs Hospitaleiras do Sagrado Coração de Jesus diz esperar “que os núcleos do poder político, se empenhem em definir as melhores políticas que promovam a criação e organização dos recursos necessários e urgentes, para atender e acompanhar aqueles que experimentam a fragilidade, a doença e o sofrimento. E como sinal essencial de uma sociedade verdadeiramente desenvolvida, se rejeite a legalização da eutanásia! A resposta à vida, não se encontra na morte, mas sim na humanização, na proximidade e na compaixão, entendida no seu sentido, ou seja, o acompanhamento incondicional à dor de quem a sofre”.

Do mesmo modo, o Secretariado Nacional da União das Misericórdias Portuguesas (UMP), reunido em Boticas, deliberou também sobre o tema da Eutanásia, caso a mesma venha a ser aprovada.

Como se pode ler no comunicado enviado às redacções, “as Misericórdias são Instituições que, ao longo dos séculos, pela sua identidade e natureza celebram a vida. Nos últimos 40 anos têm consagrado o melhor da sua actividade a cuidar das pessoas, nomeadamente os mais idosos, muitas vezes em situações de extrema dificuldade sempre com o objectivo de lhes assegurar dignidade, cidadania e qualidade de vida”.

Perante a eventualidade do Parlamento português vir a aprovar a eutanásia, as Misericórdias Portuguesas decidem tornar público que, “nas suas instituições, não praticarão a eutanásia a nenhum título. Contudo, no respeito pela pessoa humana, e pela liberdade individual, no caso de um utente desejar apoio para colocar termo à vida, as Misericórdias facilitarão a transferência desse utente para uma entidade certificada que o queira e possa fazer”.