O MEO Monte Verde 2020, que irá realizar-se de 6 a 8 de Agosto 2020 na praia do Monte Verde, na Ribeira Grande, acaba de anunciar quatro novas confirmações: Xutos & Pontapés, Nenny, Mezerg e Dj Oder.
Com mais de 40 anos de carreira, Xutos & Pontapés são o nome “mais sonante” da música rock portuguesa. “A Minha Casinha”, “Para Ti Maria” e “Contentores” são apenas alguns dos temas que os fazem continuar a acreditar na força do rock e na energia do palco. Em Agosto deste ano, estreiam-se no MEO Monte Verde para partilhar com o público alguns dos hinos mais marcantes do rock português.
Nenny foi uma das principais revelações musicais de Portugal em 2019 e bastou um ano para se tornar um verdadeiro fenómeno do Hip-Hop tuga. “Sushi” foi o seu tema de estreia e já conta com quase 12 milhões de visualizações. Seguiram-se “On You”, “Bússola”, “21” e “Dona Maria”, temas que ao todo contabilizam mais de 22 milhões de visualizações.
Criador de uma nova sonoridade orgânica que mistura o Techno, a World Music, o Jazz e o Trance, Mezerg é um “verdadeiro” man show. O piano e a percussão são a base das suas actuações e ao vivo garante um espectáculo de improviso que promete ser uma das principais surpresas do MEO Monte Verde 2020.
De regresso está o Dj Oder, umas das principais figuras da Bass Music nacional. O seu trabalho refere uma viagem sonora onde convergem diversas influências musicais com notas urbanas. Em Agosto, volta a pisar o palco do festival para mais uma noite de ritmos acelerados do Drum and Bass.
Os passes gerais para a 9ª edição do MEO Monte Verde encontram-se disponíveis a 28€ mais 5€ com campismo e podem ser adquiridos nas lojas CTT e em festicket.com.

O Serviço Diocesano para a Mobilidade Humana dos Açores organiza entre os dias 29 de Janeiro e 5 de Fevereiro mais uma Peregrinação à Terra Santa, desta vez juntando peregrinos açorianos e continentais, que serão orientados pelo Cónego Jacinto Bento, revela o portal diocesano Igreja Açores.
Trinta e cinco peregrinos - 19 açorianos e 16 continentais -, entre eles três sacerdotes, irão percorrer o tradicional “itinerário clássico”: Costa Mediterrânica (Jope, Cesareia Marítima, Monte Carmelo, Caná), cidades ao redor do Mar da Galileia (Tiberíades, Magdala, Tabgha, Primado, Monte das Bem-aventuranças, Cafarnaum, Monte Tabor e Jordão), Nazaré, Jericó, Mar Morto, Qumran, Belém, Ain Karén e subida a Jerusalém, que no dizer de São João Paulo II “para nós cristãos representa a confluência geográfica da união entre Deus e os homens, entre a eternidade e a história”.
Na cidade Santa seguirão os últimos passos de Cristo, descendo o Monte das Oliveiras, passando pelo Monte Sião, fazendo a via sacra na Via Dolorosa, com início nos santuários da Condenação e Flagelação até à Basílica do Santo Sepulcro, “Templo da Ressurreição”, que abriga o Calvário e o Túmulo vazio de Cristo.
De acordo com a nota, a peregrinação também tem audiências marcadas na Custódia da Terra Santa e no Patriarcado Latino de Jerusalém, onde vai deixar os donativos angariados pela Associação Amigos da Terra Santa (Associação com personalidade jurídica, que tem como objectivos divulgar a Terra Santa e angariar fundos para os cristãos mais necessitados da Igreja Mãe de Jerusalém), aprovada por Dom João Lavrador em 7 de Fevereiro de 2017.
Para além do programa e pela primeira vez, nas peregrinações organizadas por este serviço, no último dia, os peregrinos vão passar em Deir Rafat, onde se situa o Santuário de Nossa Senhora Rainha da Palestina para celebrar a última missa da peregrinação.
O cónego Jacinto Bento destaca que “uma Peregrinação à Terra Santa é uma caminhada exterior e interior, que significa colocar-se a caminho e fazer da viagem um itinerário da alma”.
“Peregrina-se na Terra Santa com o coração, a alma e a mente para um encontro de conversão, de devoção, de escuta, com a Eucaristia e com Cristo nos irmãos de jornada e com aqueles que vamos encontrando nas diferentes comunidades”, acrescenta o único guia português, acreditado no Patriarcado Latino na Terra Santa.
“Uma peregrinação à ‘Geografia da Salvação’ nunca é coisa pouca porque nos envolve numa encruzilhada de culturas, religiões e igrejas, permite um diálogo ecuménico, mas sempre difícil, entre as mais que muitas denominações cristãs (em Jerusalém existem 13 dioceses só com 14 000 cristãos)”, salientou ainda o sacerdote, citado pelo Sítio Igreja Açores.
A primeira de seis palestras integradas num projecto da Vice-presidência do Governo, desenvolvido pela SDEA - Sociedade para o Desenvolvimento Empresarial dos Açores, que visa formar dezenas de empresas regionais em Gestão e Liderança para a Sustentabilidade, realiza-se hoje.
Esta primeira palestra, terá lugar pelas 18h30 no NONAGON - Parque de Ciência e Tecnologia de S. Miguel, na Lagoa, será ministrada por João Meneses, tendo como tema “Descobrir a Sustentabilidade: Desafios e Oportunidades do Presente e do Futuro”.
A segunda palestra realiza-se, a 30 de Janeiro, no mesmo local, com o especialista Craig Bennett, que abordará o tema “O Novo Bottom-Live”, enquanto a terceira palestra, que decorre a 6 de Fevereiro, estará a cargo de Wayne Visser e Indira Kartalozzi e terá como tema “Inovação à Prova do Futuro”.
A 20 de Fevereiro, Laura Hunter apresenta a “Comunicação para um Admirável Mundo Novo”, decorrendo a quinta palestra a 5 de Março, a cargo de Sofia Santos, que abordará o tema “Banca, Ética e Finanças Sustentáveis – O Futuro dos Investimentos”.
A sexta e última palestra está agendada para 19 de Março e será proferida por Jacqueline Lim, tendo como tema “Liderança para um Impacto Colectivo”.
Estas seis palestras, de entrada livre e abertas a todos os interessados, surgem no âmbito da capacitação das empresas açorianas em gestão e liderança para a sustentabilidade.
Trata-se de uma capacitação de 72 horas que se destina exclusivamente às empresas açorianas e com início também marcado para este mês de Janeiro.
Esta iniciativa, promovida pela Vice-Presidência do Governo, visa dotar os empresários e empreendedores açorianos de modelos práticos de gestão sustentável.
Tanto a capacitação como as palestras a ela associadas, constituem mais uma iniciativa no âmbito do compromisso do Governo dos Açores com a certificação do arquipélago como Destino Sustentável e que prevê a preparação de respostas adequadas de toda a sociedade açoriana, em geral, e das empresas regionais, em particular, para o cumprimento de metas que contribuam para a valorização dos Açores como destino sustentável certificado, reforçando, por essa via, a imagem genuína e consistente dos produtos e serviços das empresas açorianas.
As inscrições para as palestras podem ser feitas online, através do endereço www.sustentabilidadeazores.webnote.pt.
No próximo dia 3 de Fevereiro passam cem anos sobre a data em que no mar desapareceu um pescador da Calheta, Silvestre de Sousa Palheiro, que com seu irmão, Manuel Palheiro, tinha ido “lançar cofres” para a apanha de lagosta, numa embarcação à vela, tendo sido surpreendidos por uma variação do tempo que fez virar o barco.
Silvestre Palheiro, cuja esposa, Emília do Carmo, tinha falecido há pouco, deixando três filhos pequenos, conseguiu que o irmão, que não sabia nadar, subisse para a quilha do barco e tentou nadar para terra para pedir socorro. Nunca mais foi visto.
O irmão, Manuel Palheiro, acabaria por ser salvo por um cargueiro americano, de nome “Merry Mount”, e, sabendo da morte do seu irmão, tomou a cargo as crianças que ele deixou.
Nunca casou e acabou por vir a falecer na Calheta, tendo sido tratado na velhice por aqueles que ajudou a criar.
Este acto de heroísmo vai ser assinalado, por uma iniciativa de João Freitas, bisneto do malogrado Silvestre Palheiro, com uma Missa de sufrágio e homenagem, a celebrar na Ermida da Mãe de Deus, em Ponta Delgada, pelo cónego João Maria Brum, pároco de São Pedro e que será concelebrada também por monsenhor Weber Machado Pereira, residente na mesma freguesia.
Na Eucaristia evocativa, que decorrerá no dia 3 de Fevereiro – Segunda-feira – pelas 19 horas, haverá um momento de homenagem em que usará da palavra o jornalista Santos Narciso, a convite do promotor da iniciativa.
Foi escolhida a Ermida da Mãe de Deus, porque, como ponto mais alto da freguesia de São Pedro e da cidade de Ponta Delgada, era verdadeiro farol para os pescadores da Calheta, tanto no sentido material como na devoção que os pescadores tinham para com a Virgem que ali se venerava, na ermida que entretanto foi destruída, para dar lugar à que actualmente existe. E é na ermida da Mãe de Deus que ainda está o precioso andor dos Homens do mar, a réplica de uma nau portuguesa, que urge salvar e que ainda há dias foi motivo de uma chamada de atenção no jornal Correio dos Açores, assinado por Carlos Corvelo César, que tem dedicado muitos dos seus escritos e investigação à causa dos pescadores da Calheta.
O repto foi de imediato aceite pelo cónego João Maria Brum, não fosse ele natural da Vila de Rabo de Peixe, o maior centro piscatório dos Açores e também ele criado entre muitos dramas semelhantes a este, que marcam sempre as comunidades de pescadores.
A história de Silvestre e Manuel Palheiro foi contada, neste jornal Diário dos Açores, nos dias 5 e 7 de Fevereiro de 1920 e também pelo jornal “A República” e pelo então semanário Açoriano Oriental, no dia 7 do mesmo mês.
Passados 25 anos, sobre a data do acontecimento, e pela pena do jornalista Silva Jr., o jornal Açores, então recentemente criado, publicou um extenso trabalho de homenagem sobre o desaparecimento da Silvestre Palheiro, contando a história de vida de Manuel Palheiro e de como cumpriu a promessa de cuidar dos filhos órfãos daquele que lhe salvou a vida.
Para evocar a data, João de Freitas, fotojornalista profissional, elaborou um pequeno opúsculo com uma recolha e textos jornalísticos e fotos, numa edição de 400 exemplares, a que deu o sugestivo título “Coragem e Honra”.
Foi inaugurado no passado domingo, na Madalena, ilha do Pico, o Porto Velho Hostel.
Com 30 camas, o máximo que a lei permite para esta tipologia de alojamento, divididas por três pisos, a nova unidade hoteleira vem, assim, reforçar a oferta turística no Concelho, respondendo às exigências de um hotel de 3 estrelas.
Em pleno centro da Vila, com uma soberba vista sobre o canal, o hostel possui no rés-do-chão quartos para hóspedes com mobilidade reduzida e um jardim interior, tendo no primeiro andar uma copa, sala de estar, sala de refeições e escritório.
Felicitando os proprietários pela iniciativa, José António Soares, Presidente da Câmara Municipal da Madalena, considerou que “a inauguração deste magnífico empreendimento irá promover, de forma incontornável, a dinamização do turismo e do nosso tecido empresarial”, criando “postos de trabalho directos e indirectos e gerando riqueza, no nosso Concelho e na nossa Ilha”.
Colocando ainda a tónica na regeneração territorial, o edil enalteceu a grande importância da obra “na recuperação urbana desta zona central na Vila, porta de entrada de milhares de visitantes (…) melhorando a paisagem urbanística, valorizando o património material e infraestrutural da nossa Terra”.
Recorde-se que a ilha do Pico é das que mais cresceram nos números do turismo, mesmo com os problemas de acessibilidade aérea conhecidos.