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Homem furta oito mil euros em ouro em Ponta Delgada

Ouro recuperadoA Esquadra de Investigação Criminal da Divisão Policial de Ponta Delgada deteve, sábado, um indivíduo, de 32 anos, suspeito de ter furtado de uma ourivesaria cerca de 8000 euros.
Segundo comunicou a polícia, o crime terá ocorrido ao inicio da tarde do dia 4 de Abril, sexta-feira, em Ponta Delgada.
“Logo que se tomou noticia deste crime, a Esquadra de Investigação Criminal encetou, com carácter urgente e prioritário, uma série de diligências investigatórias que culminaram, ao final da tarde de sábado, com a recuperação de quase todo o ouro furtado e na detenção do suspeito”, lê-se em comunicado.
O detido, natural do continente e recém-chegado a São Miguel, apresenta “vários antecedentes criminais”. Foi ontem presente aos Serviços do Ministério Público de Ponta Delgada, estando agora em prisão preventiva.
Ainda no fim-de-semana, a PSP apreendeu 101,5 quilos de cobre, que haviam sido furtados das instalações desactivadas do antigo hospital de Angra do Heroísmo.
No decorrer das diligências, foi identificado e constituído arguido um homem, de 26 anos de idade, e uma mulher, de 53 anos, como presumíveis suspeitos do crime.
Entretanto, também em Angra, a PSP deteve um jovem, de 21 anos de idade, por tráfico de estupefaciente, tendo sido apreendidas 9,87 gramas de haxixe, que correspondem a cerca de 20 doses diárias.
Segundo a PSP, foi realizada uma busca domiciliária ao quarto do detido, onde foram apreendidas mais 1,11 gramas de ecstasy e 45 euros em numerário. Ao detido foi também apreendido um telemóvel.
Já na ilha de São Miguel, durante o fim-de-semana, a PSP deteve 12 pessoas, entre as quais oito indivíduos do sexo masculino por condução sob o efeito do álcool, outro por conduzir sem estar habilitado legalmente para o efeito e três por ameaças, resistência e coacção a agentes da autoridade, revelou o relatório de actividade da PSP.

Casal desempregado aposta na produção hortícola em estufa

empreendedor  AchadinhaJoão Carlos Costa e a esposa, naturais da freguesia da Achadinha, no concelho do Nordeste, apostaram na produção hortícola e frutícola em estufa.
A iniciativa decorreu de uma situação de desemprego, após terminado o subsídio de desempego e a ausência de perspectivas de contrato de trabalho face à crise económica instalada.
Segundo divulgou uma nota da autarquia do Nordeste, as duas estufas, com cerca de 400 metros quadrados no total, foram instaladas em finais de 2013, tendo a produção arrancado no início de 2014.
Nos produtos frutícolas, o produtor apostou nos morangueiros e, nos produtos hortícolas, optou pela variedade, nomeadamente feijão-verde, alface, pepino, tomate, curgete, beringela, pimentos, entre outros. Alguma da produção está prestes a poder ser comercializada, sendo intenção do produtor abastecer sobretudo o concelho.
O empreendedor estuda ainda a possibilidade de recorrer a um programa de apoio a este tipo de investimento, e com este apoio criar algum posto de trabalho.
Em comunicado, a câmara do Nordeste refere ter tomado conhecimento do investimento realizado aquando da deslocação à freguesia da Achadinha.
“A autarquia congratulou-se com a iniciativa de autoemprego e com o investimento em concreto, num sector promissor como é a agricultura, sendo um exemplo e impulso ao investimento por parte de outros jovens”, lê-se.

Há “73,3 idosos por cada 100 jovens” no arquipélago

idososNos Açores há 73,3 idosos por cada 100 jovens, enquanto no total do país são 127,8, segundo o “Retrato dos Açores” que a Fundação Francisco Manuel dos Santos apresentou na sexta-feira em Ponta Delgada.
Segundo a publicação, que compila os indicadores da Base de Dados Portugal Contemporâneo – Pordata sobre a região autónoma, a que a Lusa teve acesso, os jovens com menos de 15 anos representam 17,7% da população dos Açores, enquanto no conjunto do país são 14,9%.
Quanto aos idosos (com mais de 65 anos), representam 13% da população total do arquipélago e 19% da sua população activa, quando no global do país estes números são 19,2% e 28,8%, respectivamente.
Ainda segundo dados relativos a 2011, há 14 mil “famílias unipessoais” nos Açores, ou seja, pessoas que vivem sozinhas, sendo 40,1% idosos. Essas 14 mil famílias representam 1,5% dos casos que há no país.
Viviam nos Açores, em 2012, 247.372 pessoas, isto é, 2,4% da população portuguesa.
Cerca de 26 mil pessoas recebiam, nesse ano, Rendimento Social de Inserção nos Açores, representando 5,9% do total de beneficiários do país.
Deste “Retrato dos Açores” fazem ainda parte dados sobre a habitação e as condições de vida, educação, saúde, cultura, emprego, finanças autárquicas ou participação eleitoral, entre outros.
No emprego, o estudo destaca que 8,5% dos trabalhadores açorianos têm ocupação no sector primário, contra 3,1% a nível nacional.
Quanto à taxa de desemprego, integra dados de 2011, quando o valor nos Açores era 11,1% e inferior à média nacional, o que entretanto se alterou. Segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE), a taxa de desemprego nos Açores no último trimestre de 2013 foi 17,3%, acima da média nacional de 15,3%.
Este “Retrato dos Açores” foi apresentado no debate “25 anos de Portugal e os Açores na UE”, promovido pela Fundação Francisco Manuel dos Santos e a eurodeputada Maria do Céu Patrão Neves.
Trata-se do primeiro de um ciclo de debates sob o tema “Portugal Europeu. E agora?” que esta fundação, dirigida pelo sociólogo António Barreto, vai realizar pelo país, depois de uma primeira conferência, com o mesmo nome, realizada em Lisboa no ano passado e na qual foi apresentado o estudo “25 Anos de Portugal Europeu”.
O ex-ministro Augusto Mateus e o antigo presidente do Governo Regional Mota Amaral são alguns dos nomes que participaram no debate de Ponta Delgada.

População do priolo deixou de estar em risco de extinção

priolo1A população do priolo, ave endémica dos Açores, cresceu de 500 indivíduos em 2003 para cerca mil, dez anos depois, e já não está em risco de extinção, segundo Joaquim Teodósio, da Sociedade Portuguesa para o Estuda das Aves.
“Temos vindo a assistir a uma melhoria de situação em termos de população e distribuição do priolo, com base no último censo realizado”, disse à agência Lusa Joaquim Teodósio, que sublinhou que a espécie já não se encontra em risco de extinção devido à implementação dos projectos ‘Life Priolo’ e ‘Life Laurissilva Sustentável’, de que é o coordenador.
Para assinalar os 10 anos de conservação do priolo no seu habitat natural, na ilha de São Miguel, a Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA) e a autarquia do Nordeste estão a promover uma exposição neste concelho, que estará patente até 08 de Abril.
Joaquim Teodósio referiu que “o declínio que se vinha a verificar em termos de população do priolo, durante o século XX, travou e já existem sinais de recuperação da espécie”.
O responsável pela SPEA está “esperançoso que a ameaça de extinção não tenha sido só adiada” e que o priolo “não volte a figurar nas listas das espécies mais ameaçadas do mundo”.
Joaquim Teodósio considera que em termos de ‘birdwatching’ (observação de aves), o priolo é sempre uma “grande atração” para quem se desloca aos Açores e gosta da natureza e de conhecer o património natural do arquipélago.
O investimento feito à volta do priolo por parte da União Europeia (2,5 milhões em 10 anos) e do Governo dos Açores tem vindo a gerar mais-valias para a região, acrescentou.
O responsável pela SPEA exemplifica com a cativação de verbas e impacto nas economias dos dois concelhos onde existe o priolo (Nordeste e Povoação), através da criação de emprego (22 postos de trabalho), que gerou a formação de equipas especializadas na recuperação do habitat, controlo de plantas exóticas e monitorização da ave, que constituem hoje uma referência a nível europeu e mundial.
“São mais de 150 empresas diferentes que já foram abrangidas pelos projectos do priolo através da aquisição de equipamentos, refeições, entre outros, a par do aumento dos turistas que nos vêm visitar e da divulgação da região na exterior”, explicou.
O responsável pela SPEA considera que o priolo tem vindo a afirmar-se “como um símbolo não daquele cantinho de São Miguel onde existe, mas também da região e mesmo do país”.
A ave endémica açoriana, cujo projecto de conservação tem verbas asseguradas até 2018, existe especificamente no Pico da Vara e Ribeira do Guilherme, duas zonas de protecção especial integradas no Parque Natural da Ilha de São Miguel.

Igreja alerta para “perigos” do consumismo e desperdício

cartão de créditoOs cristãos não podem servir a Deus e ao dinheiro ao mesmo tempo, afirmou o ecónomo da Diocese de Angra, Pe Adriano Borges, durante uma conferência realizada na quarta-feira no âmbito da Escola de Formação Cristã que está a ser levada a cabo pela Ouvidoria da Lagoa, desde o final do ano passado.
A partir de dois textos bíblicos – O jovem Rico e Zaqueu- que ilustram duas atitudes fundamentais da Doutrina Social da Igreja (DSI) a vontade de ajudar os outros e a partilha das riquezas com os outros, Adriano Borges indicou dois perigos das sociedades dos nossos dias: o consumismo e o desperdício, segundo noticiou o Portal da Diocese.
“A publicidade, uma arte que nos vende, por vezes, a ideia de necessidade daquilo que não necessitamos e o desperdício dos bens da criação revelam que quando desperdiçamos os recursos da nossa comunidade, desperdiçamos os recursos da humanidade”.
O responsável pelas finanças da Diocese de Angra traçou uma caracterização da situação económica mundial, numa linguagem próxima e perceptível para todos os presentes, apresentando a solidariedade/caridade como resposta para ultrapassar alguns dos constrangimentos atuais.
“A caridade é atender o meu próximo nas suas necessidades, mesmo que esta atenção traga necessidades para mim”, disse o sacerdote lembrando que esta é uma atitude que “deve ser acolhida por todos” uma vez que  “a função do ser humano é fazer com que o outro ser seja humano”.
Após a palestra abriu-se um tempo de diálogo em que a criatividade, na vida económica familiar, foi apresentada como uma via capaz de minimizar as dificuldades económicas actuais.
Falou-se, ainda, da corrupção cujo combate deve ser “uma preocupação de todos” pois é “uma das principais responsáveis pela situação económica que o país atravessa”.
A próxima sessão da Escola de Formação Cristã, promovida pela Ouvidoria da Lagoa e que decorre ás quartas feiras no centro missionário Sagrado Coração de Jesus, em São Roque, Ponta Delgada, no dia 26 de Março, estará a cargo de Nuno Martins que apresentará o tema “A comunidade Politica” à luz da Doutrina Social da Igreja.