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Grávidas recebem benção em tempo de advento

gravida corDez grávidas receberam este domingo uma bênção especial na missa celebrada na Igreja de São José, em Ponta Delgada, numa iniciativa conjunta da Ouvidoria e do Serviço Diocesano de Apoio à Pastoral da Família e Laicado.
Foi a primeira iniciativa do género nos Açores, embora já se pratique noutras Dioceses e visava, essencialmente, fazer uma analogia entre o tempo de espera pela vinda do Salvador e o tempo de espera que uma mãe enfrenta para a vinda de um filho desejado, refere um artigo publicado no Portal da Diocese.
A bênção decorreu após a leitura do Evangelho e do sermão e foi um “momento de grande emoção e de partilha quer da parte das futuras mães quer por parte de todos os que estavam na celebração”, disse ao Portal da Diocese um dos elementos do Serviço Diocesano da Pastoral da Família e Laicado, Sameiro Amaral Mesquita.
Além da bênção, as futuras mães receberam um pequeno livro de oração, escrito pelo Papa Francisco, sobre como rezar com os cinco dedos. Seguiu-se a oração das grávidas e a interpretação da Avé Maria de Gounod.
A eucaristia onde foi feita a benção das grávidas de Ponta Delgada assinalou o inicio do Ano Litúrgico que  começa com o Tempo do Advento.Um tempo de preparação para a Festa do Natal de Jesus, o maior acontecimento da História: o Verbo se fez carne e habitou entre nós. Dignou-se a assumir a nossa humanidade, sem deixar de ser Deus.
O Tempo do Advento tem, assim, esta dupla característica: é tempo de preparação para a solenidade do Natal, em que se comemora a primeira vinda do Filho de Deus aos homens; simultaneamente é tempo em que, comemorando esta primeira vinda, o nosso espírito se dirige para a expectativa da segunda vinda de Cristo no fim dos tempos.
Por estes dois motivos, o Advento apresenta-se-nos “como um tempo de piedosa e alegre expectativa”.

Autistas recebem carrinha em Fevereiro de 2014

Bolieiro - associação AutismoO  presidente da Câmara Municipal de Ponta Delgada, José Manuel Bolieiro, e a vereadora da Acção Social, Fátima Rego Ponte, receberam ontem, em audiência de cumprimentos a direcção da Associação Portuguesa para as Perturbações do Desenvolvimento de Autismo (APPDA) de São Miguel e Santa Maria.
Na audiência, a APPDA aproveitou para informar os responsáveis autárquicos da Câmara de Ponta Delgada sobre a sua candidatura feita à Associação Regional para o Desenvolvimento (ARDE), solicitando uma carrinha.
Segundo comunicado da câmara, José Manuel Bolieiro e Fátima Rego Ponte garantiram a disponibilização de um transporte para esta associação, em parceria com a Junta de Freguesia de São Pedro, e a aprovação da sua candidatura à aquisição de uma carrinha, que terá efeitos em Fevereiro de 2014.
A autarquia também irá continuar a fomentar a colaboração com a  Associação Portuguesa para as Perturbações do Desenvolvimento e Autismo de São Miguel e Santa Maria com apoio logístico nos eventos organizados para angariação de fundos para a associação.

Bolieiro recebe embaixadores da América Latina
O presidente da autarquia Ponta Delgada, José Manuel Bolieiro, recebe amanhã, pelas 16h30, 11 embaixadores de vários países da América Latina, que visitam oficialmente os Açores.
Os embaixadores de Panamá, Paraguai, Colômbia, República Dominicana, México, Chile, Argentina, Cuba, Peru, Equador e Brasil, deslocam-se ao Município para apresentar cumprimentos ao autarca, e serão acompanhados pelos responsáveis do Instituto para a Promoção e Desenvolvimento da América Latina (IPDAL), nomeadamente o presidente Paulo Neves e o secretário-geral Filipe Domingues
Segundo uma nota veiculada pela autarquia, a vinda destes embaixadores à região é uma iniciativa do IPDAL, um instituto sem fins lucrativos que tem por objectivo fortalecer as relações entre Portugal e a América Latina e do qual fazem parte, entre outros parceiros, todas as representações diplomáticas latino-americanas em Portugal.

Comunidades de emigrantes no Canadá são “motivo de orgulho”

Rodrigo de Oliveira - açorianos no CanadáO Subsecretário Regional da Presidência para as Relações Externas afirmou ontem, na Ribeira Grande, que as comunidades de emigrantes açorianos no Canadá são um “motivo de orgulho” para a Região, destacando-se pelo “exemplo de integração” ao nível social, cultural, económico e político.
“Desde a toponímia ao tecido empresarial, das universidades à cultura, passando pelas organizações comunitárias e de índole social, os Açores, graças ao empenho e dedicação dos milhares de emigrantes açorianos, marcam uma presença constante no Canadá”, salientou Rodrigo Oliveira, frisando que este “é, sem dúvida, um património que nos orgulha e que necessitamos de melhor divulgar na Região”.
“É de inteira justiça reconhecer que os açor-canadianos têm demonstrado uma inequívoca consciência dos seus deveres e direitos como cidadãos canadianos, em particular, uma elevada responsabilidade a nível social”, frisou Rodrigo Oliveira, que falava na sessão de abertura do Congresso ’60 Anos de Emigração Açoriana para o Canadá’, uma iniciativa do Governo dos Açores que pretende assinalar a chegada dos primeiros emigrantes açorianos a este país da América do Norte.  

Comissões de protecção acompanharam cerca de 3.600 crianças e jovens no ano passado

criançasAs Comissões de Protecção das Crianças e Jovens em Risco (CPCJR) nos Açores acompanharam em 2012 um total de 3.604 crianças e jovens, mais 452 do que em 2011.
Segundo a agência Lusa, os dados constam do relatório anual das 19 CPCJ dos Açores, a que a agência Lusa teve acesso, que revela que a comissão de Ponta Delgada, na maior ilha açoriana, São Miguel, surge em primeiro lugar no total de processos acompanhados, com 1.193, seguindo-se Ribeira Grande (514), Angra do Heroísmo (366), Lagoa (339) e Praia da Vitória (308).
O relatório refere que, contrariando a tendência do ano anterior, verificou-se, em 2012, “um aumento do volume processual global das comissões” na região, com mais 452 processos do que em 2011, devido a “um aumento de todas as tipologias de processos”.
Para 2012, “transitaram mais 193 processos” do que em 2011, “enquanto que foram instaurados mais 164 processos de promoção e protecção face a 2011 e reabertos mais 95”.
Uma “realidade transversal a todo o país”, de acordo com o relatório, sublinhando que é preciso ter em conta que “em 2012 todas as crianças e jovens passaram a estar abrangidas pelo aumento da escolaridade obrigatória até ao 12.º ano/18 anos”.
A maior parte das situações sinalizadas deveu-se à “exposição a comportamentos que possam comprometer o bem-estar e desenvolvimento da criança, invertendo a posição com a negligência, tal como se verificou com o relatório nacional”.
A exposição a comportamentos que possam comprometer o bem-estar e desenvolvimento da criança corresponde a 30,5% das situações de perigo sinalizadas; a negligência a 24,5%; as situações de perigo em que esteja em causa o Direito à Educação 18,8%; criança/jovem assume comportamentos que afectam o seu bem-estar 8,7%; maus-tratos físicos 6,6%; outras situações de perigo 4,3% (55); maus tratos psicológicos 2,7%; criança abandonada ou entregue a si própria 1,7% e abuso sexual 1,7%.
No caso da exposição a comportamentos que possam comprometer o bem-estar e desenvolvimento da criança, “92,6% correspondem a situações de violência doméstica”, enquanto o consumo de estupefacientes representa 6,1% e o de álcool 1,3%.
Em 2012, as CPCJ nos Açores acompanharam mais rapazes (52,2%) do que raparigas (47,8%) e foi dos 15 aos 21 anos que se registou o maior número de menores acompanhados.
Além disso, com o aumento da escolaridade obrigatória, “aumentou o universo de jovens e de situações de perigo”, nomeadamente “aquelas que comprometem o direito à educação suscetíveis de determinar a intervenção das comissões”, com destaque para o absentismo escolar, que corresponde a 76,6% (183) dos casos, o abandono escolar, com 23,0% (55), e uma situação de insucesso escolar.
A maior parte das situações de perigo foram comunicadas pelos estabelecimentos de ensino, a que se seguiu a polícia e, em terceiro lugar, os vizinhos/particulares.
“Em 2012, foram aplicadas ou estiveram em execução 2.044 medidas de promoção e protecção. Deste total, 72,4% (1.480) correspondem a processos transitados de anos anteriores, 21,2% (434) a processos instaurados no corrente ano e 6,4% (130) a processos reabertos”, refere o relatório.
Prevaleceram as medidas que mantêm a criança e jovem no seu “meio natural de vida”, com destaque para o apoio junto dos pais, a que se seguiu o apoio junto de outro familiar, o acolhimento institucional, confiança a pessoa idónea e apoio para “a autonomia de vida”.
Em 2012, de um total de 3.604 processos acompanhados, as CPCJ dos Açores arquivaram 1.426 (39,6% do volume processual global), mais 317 arquivamentos do que em 2011.
No conjunto dos 18 distritos e duas regiões autónomas, os Açores foram a sétima região do país com mais processos, representando 5,2% do total nacional.

450 voluntários de São Miguel colaboram em campanha do Banco Alimentar

banco alimentarSerão cerca de 450 os voluntários que vão colaborar, em São Miguel, na próxima campanha de recolha de alimentos do Banco Alimentar Contra a Fome.
A acção, que tem lugar este fim de semana, em 32 superfícies comerciais da ilha, desenvolve-se em conjunto com a Federação Portuguesas dos Bancos Alimentares.
Com a colheita de géneros, a instituição procura “abastecer o seu armazém que possibilitará o contínuo apoio a muitas famílias, não só nesta quadra natalícia, mas nos próximos meses, numa intervenção que se pauta pela discrição e pela adopção de critérios de efectiva necessidade dos apoiados”, refere um comunicado.
Entre os alimentos mais necessários, estão o leite, em que são precisos cerca de 7200 litros por mês, massas, enlatados de carne e peixe, cereais e papas.
A instituição micaelense sublinha que, “com a persistência da crise económica, o Banco Alimentar testemunha, com muita  preocupação, o agravamento as dificuldades que vividas por tantas famílias açorianas, e que se traduz num aumento da dependência do auxilio alimentar que presta. Desempregados, crianças e idosos são os primeiros destinatários dos alimentos que conseguimos angariar”.
No ano passado, com a contribuição de 57 instituições de solidariedade distribuíram-se 550 toneladas de alimentos, com o valor estimado de 645.831 de euros, a 5.234 famílias.
Ao longo deste ano de 2013, o Banco Alimentar já distribuiu, até ao final do mês de Outubro, 6.316  cabazes, cerca de 300 toneladas de alimentos, perto de uma tonelada por dia.
Cerca de 90% dos bens distribuídos pelos centros sociais e paroquiais, núcleos de Cáritas, grupos Vicentinos, Casas do Povo, Santas Casas de Misericórdia, destina-se às famílias e o restante vai para refeitórios de instituições de apoio social.
“Agora, mais do que nunca, o voluntariado e o mecenato social tornam-se fundamentais para garantir a necessária resposta do Banco Alimentar e evitar que haja alguém com fome ao nosso lado”, lê-se no mesmo comunicado.
A recolha dos alimentos será feita em vários estabelecimentos da ilha, nomeadamente nas lojas Continente de Ponta Delgada, Ribeira Grande e Lagoa, nas lojas Solmar de São Gonçalo, Avenida, Arrifes, Livramento, Fajã de Baixo, Capelas, Ribeira Grande e Vila Franca do Campo e no supermercado Manteiga, em Ponta Delgada.
A campanha realiza-se também no supermercado Boca Doce, nos Arrifes, no Cova da Onça, em Água de Pau, no supermercado A Barraca, na Povoação e nas 17 lojas da Casa Cheia de São Miguel.