Artigos

900 famílias já foram apoiadas pelo Centro de Apoio à Mulher de Ponta Delgada

violencia-domestica-285x3001Foram cerca de 900 famílias que o Centro de Apoio à Mulher de Ponta Delgada já apoiou, ao longo dos seus 16 anos de existência.
Uma instituição dirigida para vítimas de violência doméstica, que rondam os 29 casos na ilha de São Miguel, segundo publicou a Rádio Atlântida.
Com capacidade para 20 utentes, divididos em duas casas de acolhimento, o centro alberga as vítimas, com os respectivos filhos, durante seis meses. A tentativa é de normalizar a situação familiar e integrá-las na sociedade.
Marília Batista, presidente da instituição, adiantou que, neste momento, o apoio está a ser prestado a quatro famílias permanentes, mas que as portas estão abertas para receber qualquer pessoa.
Pioneiro no país, na criação da primeira casa de abrigo, o centro assistiu às mutações do fenómeno da violência, adaptando a sua intervenção.
Para comemorar o 16º aniversário, o Centro de Apoio à Mulher de Ponta Delgada vai realizar um jantar de solidariedade a 9 de Novembro, para sensibilizar a comunidade para a violência doméstica.

Bienal de Turismo Subaquático pediu nos Açores maior aposta para o sector

mergulhadorA adopção de mais mecanismos estatísticos para apoiar decisões estratégicas e códigos de conduta específicos para os diferentes tipos de mergulho foram reclamados na IV Bienal de Turismo Subaquático, que evidenciou o potencial deste produto nos Açores.
Segundo José Toste, coordenador dos produtos turísticos do arquipélago do Turismo dos Açores, os participantes na bienal defenderam a criação de “novas áreas de reservas marinhas através de processos participativos de todo o sector” e a “melhoria dos mecanismos de monitorização e de controlo das intervenções que são feitas no mar”.
“Trabalhar códigos de conduta específicos para cada tipo de mergulho”, implementar “mais mecanismos de reporte estatístico que permita apoiar a tomada de decisões estratégicas para o setor” e “trabalhar a formação e a qualificação dos profissionais marítimo-turísticos” foram outras das conclusões do encontro.
O potencial do mergulho “está a aumentar de ano para ano nos Açores”, reconheceu, segundo a agência Lusa, José Toste, da Associação Turismo dos Açores, que organizou, na Graciosa, a bienal em parceria com a Associação Graciosense de Promoção de Eventos – AGRAPROME.
José Toste frisou que nos dois últimos anos se assistiu “a uma grande evolução na procura dos Açores como destino de mergulho”, especialmente no segmento especializado, o caso do “mergulho com tubarões e jamantas”.
Relativamente ao mergulho recreativo, defendeu a necessidade de “trabalhar mais está área”, associando, “eventualmente, outras temáticas”, como “a arqueologia e a parte desportiva, através dos campeonatos de fotografia subaquática”.
“Verifica-se que os Açores têm cada vez mais condições necessárias para apostar no mergulho como produto turístico”, frisou, indicando que um estudo, “ainda em fase de conclusão”, mas apresentado na bienal, e que foi desenvolvido pelo Departamento de Oceanografia e Pescas (DOP) da Universidade dos Açores, aponta para “receitas, na região, em 2013, provenientes do mergulho, de cerca de cinco milhões de euros”.
José Toste destacou, também, que nos dois últimos anos a promoção “melhorou muito”, o que contribuiu para “aumentar a procura dos Açores”.
Nesta Bienal de Turismo Subaquático dos Açores estiveram em análise temas como o turismo e mergulho, empreendedorismo e qualidade associados ao mergulho, o mergulho como actividade sustentável e ambiente, saúde e segurança no mergulho, além de aspectos técnicos relacionados com esta actividade.
De acordo com José Toste, esta foi a edição “mais participativa de sempre”, com presenças de diferentes áreas do sector “desde agentes de viagens, centros de mergulho, clubes navais, operadores marítimo-turísticos, associações de mergulho e profissionais da saúde relacionados com a área do mergulho”.
Durante a bienal esteve patente uma exposição fotográfica de Nuno Sá.

Iniciados estudos de alegados achados arqueológicos na Terceira

Monte BrasilUma equipa de 13 especialistas das áreas de Arqueologia, História e Geologia iniciou ontem uma investigação a alegados achados arqueológicos na ilha Terceira, anunciou o director regional da Cultura, Nuno Ribeiro Lopes.
“O que gostaríamos é que saísse daqui uma recomendação sobre aquilo que devemos fazer. Não vamos provar se é verdade ou não é, se é datado desta ou daquela época”, salientou, numa conferência de imprensa, em Angra do Heroísmo.
Se as condições meteorológicas o permitirem, a comissão de especialistas terminará o seu trabalho no sábado, dia 19, de manhã, emitindo depois um relatório com orientações para a Direcção Regional da Cultura, refere a agência Lusa..
Nuno Ribeiro Lopes destacou que a comissão é “completamente independente” e realçou que nem a Direcção Regional da Cultura, nem os especialistas que descobriram locais que consideram ter valor arqueológico estão representados.
A criação desta comissão surge na sequência de um projecto de resolução do PPM, que recomenda ao Governo Regional que promova um estudo que permita a datação de achados nas ilhas Terceira e Corvo, por haver cientistas que defendem que são anteriores ao povoamento português do arquipélago.
O director regional da Cultura justificou a não integração de quem identificou os locais nesta comissão com a necessidade de manter sua a independência.
“O que queríamos era que as pessoas estivessem livres de preconceito e pudessem abordar o assunto com toda a clareza”, frisou, acrescentando que cabe à comissão decidir se quer ou não ouvir os cientistas que identificaram os locais.
A equipa é constituída por Cláudio Torres, responsável pelo Campo Arqueológico de Mértola, Isabel Albergaria, Avelino Meneses, José Damião, João Luís Gaspar, Gabriela Queirós, Ana Isabel Gomes e Angus Duncan, da Universidade dos Açores, Raquel Vilaça, da Universidade de Coimbra, Ana Margarida Arruda e Ana Catarina Sousa, da Universidade de Lisboa, Rui Parreira, da Direcção Regional de Cultura do Algarve, e Francisco Maduro Dias, do Instituto Histórico da Ilha Terceira.
Questionado pelos jornalistas, o historiador Avelino Meneses considerou ser “prematuro” adiantar com quem e quando vai a comissão falar, tendo em conta que os trabalhos se iniciaram ontem.
“Vamos definir que instrumentos de trabalho carecemos e vamos ponderar quem deveremos ouvir”, frisou.
A comissão vai investigar três locais na ilha Terceira, Monte Brasil, Espigão e Quatro Ribeiras, até sábado, escolhendo uma data para posteriormente alguns elementos visitarem também a ilha do Corvo.

Quatro plantas de Liamba e 60 doses de droga apreendidas na Ribeira Grande

pspA Polícia de Segurança Pública (PSP), no âmbito de um processo de furto qualificado, deteve ontem, na Ribeira Grande, um homem, de 24 anos de idade, por suspeita de cultivo e tráfico de estupefacientes.
No cumprimento de um mandato de busca e apreensão, foram localizadas quatro plantas de Liamba, espécie Cannabis Sativa L, 0.5 doses de Liamba, já pronta a vender e consumir, 66.8 doses de Haxixe, a quantia de 100 euros em notas e outros artigos, directa ou indirectamente relacionados com o tráfico de droga.
Ainda na Ribeira Grande, mas na terça-feira, dia 22 de Outubro, elementos da Equipa da Escola Segura identificaram um homem, maior de idade, que se encontrava no interior de um veículo junto a um estabelecimento de ensino, tendo em sua posse 2.4 doses de Cannabis Sativa L.
A PSP deteve ainda, através da Brigada de Investigação Criminal da Divisão Policial de Ponta Delgada um homem, de 38 anos de idade, por tráfico de droga, após ter sido efectuada uma busca domiciliária à sua residência.
Segundo o relatório da PSP, foram apreendidas cerca de 24 doses individuais de heroína, 290 euros e outros objectos que o auxiliavam na prática ilícita que tem vindo a desenvolver. Após ser presente a primeiro interrogatório Judicial, foi-lhe aplicada a medida de coacção de internamento num centro de saúde, até ao julgamento.
Em Ponta Delgada, foram detidos dois homens, de 20 e 34 anos de idade, por condução de veículo automóvel, sob a influência de álcool, com as TAS de 2.64 e 1.58 g/l, respectivamente.
A PSP deteve ainda outro homem, de 19 anos de idade, por condução de um ciclomotor, sem habilitação legal.
No âmbito de actuação da Esquadra de Trânsito, a polícia deteve por desobediência, um homem, de 37 anos de idade, após se ter recusado a efectuar o teste de alcoolemia.
Na terça-feira ocorreram nos Açores quatro acidentes de viação, dos quais resultaram apenas danos materiais.

 

Deputados do PS/A promovem roteiro da Solidariedade Social

berto messiasOs deputados do PS/Açores vão realizar um roteiro da solidariedade social para debater as políticas neste sector e analisar o novo modelo de comparticipação financeira das IPSS’s e Misericórdias na região, que entra em vigor em janeiro.
Segundo a agência Lusa, o anúncio foi feito ontem pelo presidente do Grupo Parlamentar do PS na Assembleia Legislativa dos Açores, Berto Messias, que indicou que o roteiro vai abranger Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS’s) “em todas as ilhas” do arquipélago e desenrolar-se-á “ao longo dos próximos meses”.
“A ideia é ouvir os responsáveis deste importante sector e, entre outras questões, debater as políticas de solidariedade social desenvolvidas por essas instituições e analisar o novo modelo de comparticipação financeira das IPSS’s e das Misericórdias que vai entrar em vigor a partir de janeiro”, salientou Berto Messias, numa nota divulgada pelo partido.
Sobre a alteração proposta ao Código de Acção Social, Berto Messias considerou que se está perante “a alteração de um único artigo” com o objectivo de “garantir maior equidade no relacionamento das instituições com a região e promover mais justiça social no acesso dos cidadãos aos serviços e equipamentos colectivos” e destacou que a alteração “irá manter os montantes de financiamento para cerca de 75% das Instituições Particulares de Solidariedade Social”. Berto Messias justificou ainda que a iniciativa do roteiro se insere no “reforço da proximidade entre eleitos e eleitores”, acrescentando que “os deputados do PS/Açores, com esta iniciativa, reforçam o princípio de esclarecimento e prestação de contas que é devido a quem exerce funções públicas”.