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População de Vila Franca rende-se ao teatro-revista do grupo “O Tagarete”

Tagarete1Desde 2008, que o grupo de teatro “O Tagarete” tem vindo a animar a população de Vila Franca do Campo, e não só, com a sua boa disposição em palco. Nos próximos dias 20 e 21 de Agosto apresentam mais um trabalho, a peça de teatro-revista “Crédincruz!”, que irá abordar temas relacionados com a vivência e política local, regional e nacional, com um forte “cheiro a comédia popular da vila”. Em entrevista ao Diário dos Açores, Vitor Prata falou um pouco do grupo e do trabalho que tem sido desenvolvido.

Como e quando surgiu o grupo de teatro “O Tagarete”?
O grupo de teatro ‘O Tagarete’ surgiu pelas mãos do Mario Roberto Carvalho, em 2001. Tempos depois teve um interregno até que em 2008 quando eu e mais três colegas de escola (Ana Berló, Cátia Ventura e Carla Sousa) decidimos criar um grupo de teatro. Falámos com João Paulo Costa, actual presidente da Associação de Juventude Palmo & Letras, quem aceitou a nossa proposta. Actualmente, desempenho a função de encenador e coordenador geral com Cátia Ventura e Elson Resendes.

Uma das apostas do vosso grupo é o teatro-revista. Porquê esta opção?
Quem conhece bem a malta de Vila Franca, sabe que é gente divertida. O jeito de satirizar os episódios que marcam a actualidade é bem português. Juntamos gente que acreditou neste projecto e o resultado é que, ao fim de cinco anos, o nosso trabalho continua sempre a bons olhos e com excelentes resultados. No teatro-revista, normalmente, são entoadas marchas e cantigas populares, daí que se torna ainda mais fácil a interpretação de músicas deste género, visto que quem é vila-franquense – por norma – sabe uma ou duas marchas, no mínimo. Isto é, já vem connosco este espírito alegre de cantar e representar.

A ‘Crédincruz!’ é já a quinta peça de teatro que apresentam ao público. Que balanço faz das anteriores apresentações?
As anteriores apresentações são sempre pequenos rascunhos de uma grande obra construída amanha. A equipa cénica tem conhecido algumas alterações, há três anos que contamos, também, com a colaboração de uma equipa técnica, o que nos facilita, e muito, o trabalho. Fizemos já variados géneros de teatro mas o que mais é pedido pelo público são as peças teatro-revista.

O que poderá o público esperar deste trabalho?
O mesmo dos outros trabalhos e diferente ao mesmo tempo. Mantivemos a comédia satírica, a frase jocosa. Actualizamos os assuntos, com outros que compõem a nossa actualidade. Podem esperar um serão muito agradável, como já habituamos ao público que vem assistir aos nossos trabalhos.

Levantando um pouco o véu do trabalho e aguçando também a curiosidade do público, que temas serão abordados na peça?
Autárquicas, a Igreja, a política local, regional e nacional, os costumes e tradições locais no choque frontal com a globalização. Os elefantes brancos e claro, uma despedida sentida à nossa vereadora da cultura que fez um grande serviço local – ou não.

De onde veio a inspiração para esta peça?
A inspiração é-nos oferecida diariamente com os casos que surgem na televisão ou mesmo na rotina do dia-a-dia. É fácil ver e difícil escolher.

Que trabalho envolve a realização de um espectáculo desta natureza?
A concretização deste espectáculo ocupa cerca de 5 meses: a redacção do guião, a solicitação das músicas ao Alfredo Gago da Câmara que nos faculta gratuitamente marchas da sua autoria para o Tagarete, a redacção das letras tendo em conta o enredo do quadro que apresentamos, a preparação do material gráfico, a incessante busca de apoios, os ensaios, o imaginário cénico (desde a entrada do espectáculo ao palco), a criação e montagem de material (procuramos sempre reciclar coisas antigas), entre muitos outros. Mas, como quem corre por gosto não cansa, estamos sempre preparados para outro.

Quantos actores e colaboradores estão envolvidos no grupo?
Para este espectáculo temos 12 actores e mais de uma dezenas de jovens envolvidos na equipa técnica. 

Surgem convites para actuar em outras localidades que fora de Vila Franca do Campo?
Sim, tivemos ainda alguns. Tivemos um convite para actuarmos no Coliseu Micaelense mas infelizmente houve um engano nas datas apresentadas ao grupo de teatro “O Tagarete”. Com a peça já preparada para subir ao palco, tivemos que anular a actuação, aguardando que nos convidem num futuro próximo.

Nos vossos espectáculos são tecidas muitas críticas de natureza social e política, que apontam para a realidade nacional, regional e principalmente local. Estas críticas são bem recebidas pela população?
A população e o público muitas vezes acorre aos nossos espectáculos para saber a nossa opinião. Claro que brincamos com assuntos sérios, mas pelos vistos não somos os únicos a fazê-lo. Enquanto outros criticam, nós fazemo-lo com a muleta do teatro-revista. Sentimos que era preciso tocar em assuntos tanto ou quanto sensíveis e ser como um denunciador de certos casos de abuso de poder.

Quer deixar aqui algum apelo à população?
 Apelamos a que nos apoiem. É preciso apoiar o pouco de bom que se faz em Vila Franca do Campo. Estamos todos, nós serrotes, cansados de sermos alvos de tabloides negativos sobre a Vila que nos viu crescer. Antigamente, o teatro foi um passatempo de muita gente. Actualmente, queremos fazer o mesmo. Apoiem o teatro-revista, apoiem os Tagaretes.

Inflação nos Açores está altíssima e com incidência no preço dos alimentos

SupermercadoO ano de 2013 está a ser terrível em termos de preços para a Região, com a média de inflação a ser sempre superior que média do país. Por outras palavras, os preços sempre a aumentar.
Os dados de Julho indicam que a taxa de inflação média nos Açores subiu para 2,33%, enquanto a nível nacional desceu para 1,25%. A taxa de variação homóloga do mês de Julho, nos Açores, fixou-se nos 2,94%, tendo a nacional atingido 0,76%. A taxa de variação mensal foi 0,18% nos Açores e -0,24% no total do país.
As diferenças são enormes e, comparando com os preços de 2012 por regiões, os Açores são a região onde eles mais aumentaram.
Os preços são hoje mais caros cerca de 3%, enquanto que a média nacional é de apenas 0,6% e nenhuma outra região do país ultrapassa 1%.
Pior ainda: é nos preços dos bens mais básicos que o aumento mais se faz sentir – o que prejudica sobretudo os mais carenciados.
Em Julho, a inflação média dos “’Produtos alimentares e bebidas não alcoólicas” foi de 5,7%, o que é um aumento enorme e, de certo modo, já não sentido há bastante tempo. Para se ter uma ideia, de Janeiro a Junho de 2012, a variação com 2011 nunca tinha chegado sequer a 1%, embora a partir daí a variação tenha sido sempre para cima. Dezembro foi o primeiro mês a atingir os 3%. Em 2013, apenas Janeiro ficou abaixo dos 4% (com 3,75%, o maior valor dos 12 meses anteriores) e desde Maio que a variação está acima dos 5%.

Défice comercial aumenta

porto4No ano de 2012 os Açores registaram um défice da balança comercial com o estrangeiro de 21,5 milhões de euros, o que representa uma taxa de cobertura das importações pelas exportações de 83%. A Região exportou 110 milhões de euros e importou  131 milhões. Segundo o INE, trata-se de uma redução de 6% das exportações em relação ao ano de 2011, e um aumento de 9% em relação às exportações – exactamente oposto ao que aconteceu a nível nacional, em que as exportações aumentaram 6% e as importações baixaram 5%. Comparando com 2011, a taxa de cobertura piorou significativamente.
Diga-se de passagem que o peso dos Açores nestes dados é reduzidíssimo: apenas cerca de 0,24% do que é exportado e importado pelo país.
Cerca de 58% das exportações são feitas com países da União Europeia, assim como 69% das importações.
O principal parceiro comercial é a Espanha, com 33,4% das exportações e 37% das exportações. Nas exportações segue-se Angola, com 12,5%, e a Itália, com 11,5%. Nas importações segue-se a França com 15% e a Costa do Marfim com 7%.
Os principais produtos exportados são “agrícolas”, com 49% das exportações e 43,6% das importações, e os produtos “alimentares” com 28,6% das exportações e 31,3% das importações. Ou seja, a Região continua a importar mais alimentos do que exporta.

Açoriano abandona iate avariado no mar e recupera-o 1 mês depois na costa da Irlanda

iate“Quando Dino Silva abandonou o seu amado iate de 35 pés, o “Lua” no Atlântico Norte, em Junho, ao fazer uma passagem em solitário pela Islândia, o seu coração partiu-se”. É assim que a revista  “Yachting monthly” narra a fantástica história do açoriano Dino Silva e do seu iate, que depois de ter estado perdido foi recuperado. “A minha vida inteira estava naquele barco. Eu vendi minha casa para o construir. Ele é parte de mim, é como um filho.”
Dino tinha lutado durante dias para resolver um problema com o leme do iate, que tinha sido construído por ele próprio, mas a força da tempestade, a cerca de 500 milhas a oeste da Irlanda, foi demasiado.
Obrigado a abandonar a embarcação, antes de ser recolhido por um cargueiro alemão no meio do oceano, ele escreveu o seu nome e dados de contacto em caneta sobre a mesa no salão do “Lua”. É que ele já esperava que talvez alguém pudesse um dia encontrá-lo...
O cargueiro alemão dirigia-se para os Estados Unidos da América e assim que Dino desembarcou na Filadélfia, entrou em contacto com a revista Yachting Monthly através da sua página no Facebook .
E pediu para que lançassem o alerta na revista. Ele sabia que as possibilidades de recuperar o barco eram baixas, mas queria deixar essa mensagem para o caso do iate sobreviver e no caso de alguém o ver.
O facto é que quatro semanas mais tarde, o pescador Donegal Michael McVeigh, de Rosguill Charters, estava navegando através de um nevoeiro espesso 20 milhas ao norte de Rosguill Charters, na costa noroeste da Irlanda, enquanto voltava para o porto, com um grupo de mergulhadores.
Observando a densa brancura à sua frente, Michael foi surpreendido ao ver o que parecia ser um iate. A surpresa transformou-se em  preocupação quando não recebeu resposta às suas mensagens de rádio em VHF.
“O barco parecia tão estranho”, lembrou. “Foi um verdadeiro momento Marie Celeste. consegui colocar dois dos mergulhadores que transportava a bordo do barco, e eles disseram-se que havia legumes e outros alimentos apodrecidos, o que sugeria que pelo menos há semanas, em vez de dias, que ninguém estava a bordo.
Na realidade tratava-se de um mês exacto deste que Dino Silva tinha abandonado a embarcação, pois tratava-se na realidade do “Lua”.   Ele tinha sido soprado mais de 500 milhas para leste ao longo das últimas quatro semanas.
Michael contactou a guarda costeira de Malin Head, que com o nome do iate nos seus registos foi capaz de descobrir que  o proprietário tinha sido resgatado.
Vendo os detalhes de contato do Dino escritos na mesa do salão, Michael enviou-lhe um email com fotografias do “Lua” recuperado. Em êxtase, Dino e a sua parceira Ana partiram de imediato para Donegal.
Dino, de 41 anos, vive nos Açores (não sabemos ainda a ilha), e tinha viajado para a Escócia, antecipando que o vento e a deriva do Atlântico Norte levariam o “Lua” para os Shetlands ou a Noruega.
Sentado a bordo do “Lua” na Baía de ancoragem de Fannie, em Mulroy Bay, Dino referiu à revista que ainda mal acreditava na sua sorte.
Explicou como tinha usado parte de uma cabine, uma secção de corte do pau do spi, uma porta de armário de madeira e uma tampa de alumínio do armário da âncora, em vão, para tentar construir um leme temporário. Mas todos eles acabaram no fundo do Atlântico.
“Eu estava conformado com o facto de que nunca mais veria o Lua novamente”, admitiu. “Como tinha de viajar de volta aos Açores em poucos dias, já tinha desistido. Agora sou um homem muito feliz. Estou no céu”.
Os relatórios iniciais sugeriram que Michael pediria a posse do barco salvo,  como tinha direito a fazer de acordo com a legislação marítima. No entanto, o pescador estava feliz simplesmente por ver o iate reunido com seu emocionado dono, juntamente com um convite muito genuíno para visitar os Açores.
Na edição de Outubro do  Yachting Monthly, será apresentada uma reportagem desenvolvida sobre esta interessante história, que transporta consigo o nome dos Açores.

PSP recupera ferramentas furtadas de obra na Lagoa

Ferramentas apreendidas LagoaNa passada terça-feira, a Polícia de Segurança Pública (PSP) recuperou diversos materiais de construção de que haviam sido furtados de uma obra, na Lagoa, por meio de arrombamento.
A denúncia do furto foi efectuada no dia 31 de Julho. Já no dia 5 de Agosto, pelas cinco horas da manhã, a PSP interceptou um indivíduo nas proximidades do local a conduzir um ciclomotor carregado de sacos de cimento, que entretanto foram apreendidos.
Em sede de diligências de investigação, veio a PSP a apreender diversas peças de ferramentas que haviam sido subtraídas no dia 31 de Julho e no dia 5 de Agosto, no valor de 650 euros.
Das diligências, foi constituído arguido um homem de 26 anos de idade por suspeita do furto, bem como uma mulher de 51 anos por suspeita de receptação do material furtado, continuando o processo em investigação.
Por outro lado, também na terça-feira, nas Capelas, as brigadas de investigação criminal procederam à apreensão de um tanque próprio para abastecimento de água para animais, em metal, com capacidade para mil litros. O tanque havia sido roubado e já tinha sido vendido a uma empresa de reciclagem de metais.
Segundo o relatório de actividade policial, a PSP procedeu à identificação do vendedor do artigo furtado.
No Nordeste, foi realizada uma operação de fiscalização rodoviária, na qual foram fiscalizados 22 veículos e detetadas seis infracções contraordenacionais, nomeadamente por uso de telemóvel durante a condução do veículo e condução de veículo sem fazer uso do cinto.
Quanto à sinistralidade rodoviária, na terça-feira, ocorreram, nos Açores cinco acidentes de viação, dos quais resultaram dois feridos ligeiros e danos materiais.