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Crianças no dia de aniversário da cidade representam a esperança e confiança no futuro, diz Bolieiro

aniversário PDL- BoloCerca de 200 dos ATL do Município de Ponta Delgada estiveram ontem nas Portas da Cidade, mostrando, aos mais velhos, os sete ofícios da cidade: da agricultura, ao comércio e à indústria que, em Ponta Delgada, já se desenvolviam no século XVI.
De acordo com uma nota da câmara municipal, as crianças que não representaram os sete ofícios percorreram, trajados à época, as principais artérias do centro histórico, com actores e figurantes do Grupo Máquina do Tempo. O presidente da Câmara esteve com as crianças na primeira iniciativa das comemorações do dia de Aniversário da cidade, tendo atravessado o centro histórico e partido o bolo de aniversário da cidade.
“A participação do mais novos revelou-se numa oportunidade para todos os munícipes conhecerem mais da história de Ponta Delgada, que foi tão alegremente, revisitada pelos mais novos, que se empenharam em retratar a época em que a vila se fez cidade, por carta régia de 1546, de D. João III de Portugal”, adianta ainda a mesma nota.
Para o Presidente da Câmara, José Manuel Bolieiro, ver a cidade revisitada pelas novas gerações é um sinal de esperança e de confiança no futuro. Segundo disse, através da história, os mais novos mostram “ambição e esperança num futuro habilitado com gente qualificada que respeita a sua história e que quer afirmar-se no seu futuro. Isto faz-se com muita esperança e confiança”, acrescentou.
De acordo com o presidente, “a representação, pelas crianças dos sete ofícios, demonstra a nossa homenagem, neste ano de 2013, aos comerciantes e industriais que fizeram de Ponta Delgada o que ela conseguiu ser ao longo destes 467 anos”.
Segundo referiu, a mostra, que atraiu atenções às Portas da Cidade, “é um serviço público que o município presta à memória da nossa história”. Mas, sublinhou, que o desafio do futuro da cidade passa para além desta memória: “Com o orgulho do legado que temos e do que fomos, é que podemos projectar, a partir destas crianças, a esperança de quem é capaz de fazer justiça ao legado de sucesso que recebeu”.
José Manuel Bolieiro disse que o percurso da cidade tem sido feito por ciclos positivos e negativos. E assumiu que, neste momento, “este é um ciclo, eventualmente, mais negativo pelo que vivemos na Economia e por uma certa desertificação do núcleo histórico da cidade de Ponta Delgada”.
Por isto, para o Presidente, este é o momento em que “é preciso por mãos à obra e decidir, de forma determinada, uma reabilitação, revitalização e uma requalificação da nossa cidade, não só enquanto área de residência mas como área de serviço, de comércio, e de vivências”.
José Manuel Bolieiro afirmou que o Município de Ponta Delgada “tem a convicção que, só assim, está a fazer bem, porque é assim que as pessoas ambicionam o modo de gerir a causa pública”.

Edifícios de Angra do Heroísmo “vestem” insectos únicos do arquipélago dos Açores

angra do heroismoArranca hoje, no centro de Angra do Heroísmo, uma intervenção urbana “inédita” na região.
Fotografias macro de insectos exclusivos dos Açores ocuparão, até meados de Junho, fachadas de 12 edifícios nas principais artérias daquela cidade, com o objectivo de dar a conhecer aos açorianos um património natural único.
A iniciativa surge integrada num projecto do Grupo da Biodiversidade dos Açores (CITA-­A, UAç), dedicado ao estudo da formação de novas espécies no arquipélago.
As espécies fotografadas são únicas e exclusivas  do arquipélago (endémicas), não existindo em mais nenhuma parte do mundo.
De acordo com um comunicado de imprensa enviado à comunicação social, “a escolha dos insectos, à primeira vista insólita, prende-se com o facto de se tratarem dos seres vivos terrestres com maior número de espécies endémicas na região, sendo, por isso mesmo, um exemplo paradigmático da biodiversidade única dos Açores”.
Com uma componente educacional de partilha de conhecimento científico com o grande público, pretende-­se com a acção estimular a incorporação destes insectos no imaginário colectivo açoriano, enquanto parte integrantedo seu património identitário.
Para isso, tornou-­se necessário “trazer os insectos à cidade” já que a maior parte da população desconhece a sua existência e nunca os observou no seu habitat natural, devido às suas pequenas dimensões (muitos com menos de 1 cm) e ao seu “local de residência” preferencial  – a floresta nativa açoriana –  que se circunscreve actualmente a uns ínfimos 3% do território que ocupava inicialmente na região.
O rápido desaparecimento deste habitat  (97% em 500 anos) é preocupante quando coloca em risco, e sob ameaça, a existência quer destes insetos quer de tantas outras espécies únicas que desempenham funções fulcrais para o equilíbrio dos ecossistemas.
Alertar para esta situação representa, para a equipa, um primeiro passo para se construir uma comunidade local ambientalmente informada e consciente. Só assim se poderá reforçar o trabalho de conservação da natureza que está a ser implementado na região e trabalhar, num conjunto de programas específicos, que visem a conservação e recuperação dos ecossistemas insulares, através de medidas que permitam desacelerar o desaparecimento de espécies endémicas e controlar espécies invasoras nos Açores.
“Açorianos há milhões de anos” resultou da colaboração entre especialistas em biologia evolutiva, entomologia, psicologia social, design de comunicação e fotografia macro extrema do Grupo de Biodiversidade dos Açores (CITA-­A,GBA) e do financiamento e apoio de várias instituições parceiras e ainda dos cidadãos que aceitaram o desafio de participar nesta iniciativa disponibilizando as fachadas dos seus edifícios para a exibição deste património natural único.

Jovens do Nordeste “forçados a emigrar”

nordesteBianca Melo e o namorado partem em Abril para o Reino Unido numa “emigração forçada” que já fez muitos outros jovens abandonar o concelho do Nordeste e que as autoridades locais dizem ser “um verdadeiro problema”.
“O país não dá oportunidade aos jovens. Dá-nos estágios durante seis a dez meses e depois temos de ir para fora. Aqui não vale a pena”, afirmou à agência Lusa Bianca Melo, de 18 anos e natural do concelho do Nordeste, que vai interromper um estágio numa empresa de contabilidade que terminava em Dezembro para emigrar com o namorado.
Com passagem marcada para 27 de Abril, não esconde a tristeza de deixar a sua terra e família para tentar encontrar melhores condições de vida e mais estabilidade financeira, acrescentando que vários outros amigos e pessoas mais velhas do concelho também já optaram por emigrar.
“Eu não vou com a ideia de ficar lá de vez. Tenho sempre a ambição de querer voltar e conseguir abrir um negócio no ramo da restauração”, disse a jovem, que estima regressar dentro de dois a três anos “quando o país estiver melhor”.
Bianca Melo e o namorado partem com a garantia de um contrato de trabalho na área da restauração, ordenado mensal de cerca de 1.200 libras (a que equivale cerca de 1.300 euros), com direito a pequeno-almoço e almoço.
“Temos pessoas conhecidas lá fora que trabalham no ramo da restauração e que nos convidaram, como convidaram outros nossos conhecidos a irem para lá trabalhar”, referiu, acrescentando que os futuros patrões “preferem dar emprego aos portugueses do que aos ingleses”.
Bianca Melo, que tirou uma curso profissional ligado à contabilidade, admitiu que os pais “estão tristes” com a sua partida, mas “compreendem que não há outra solução”, um cenário que se repete noutras famílias do concelho com filhos jovens.
A jovem, que já começou a fazer a mala, onde irá levar “álbuns fotográficos, o cachecol do Santa Clara e do Benfica e uma bandeira de Portugal”, revelou que pagou as passagens aéreas com o vencimento deste mês, servindo o ordenado do namorado para assegurar alimentação e estadia à chegada ao Reino Unido.
O presidente da Câmara Municipal do Nordeste, o social-democrata José Carlos Carreiro, reconhece que esta situação é um “verdadeiro problema” para o concelho, já de si afastado dos principais centros urbanos da ilha de S. Miguel e com uma população envelhecida.

Câmara Municipal da Ribeira Grande está “estável financeiramente”

camara ribeira grandeA Câmara Municipal da Ribeira Grande (CMRG) votou ontem os documentos de prestação de contas do ano 2012, que demonstram um conjunto de rácios financeiros que suportam a ideia da existência de uma autarquia saudável e com capacidade financeira para continuar a servir os ribeiragrandenses.
Em comunicado de imprensa, a autarquia avança que, de 2006 a 2013, a CMRG ultrapassou o investimento dos três últimos mandatos do PSD (1994-2005), ou seja, em 12 anos o PSD investiu à volta de 77.402.320,70 euros e o PS aumentou em cerca de 4 197 615,44 euros, num total de 81. 599. 936,14 euros. Os documentos  foram votados e aprovados por maioria, esta terça-feira, em reunião de câmara.
O imobilizado líquido da autarquia “quase que duplicou”, passando de 69.765 092, 29 euros, em 2005, para 131.816 792,73 euros, tendo o passivo de médio e longo prazo passado a 12 milhões, enquanto que em 2005 situava-se nos 15 milhões de euros.
“Os valores só foram possíveis de atingir, devido à estabilidade económico financeira da CMRG e que lhe dá credibilidade para prosseguir um trabalho que sectorialmente tem acumulado vantagens claras para o bem-estar dos ribeiragrandenses”, lê-se no comunicado.
Segundo o presidente da autarquia, Ricardo Silva, deram-se “passos significativos na melhoria do património escolar, ambiental – água e resíduos sólidos urbanos -, desportivo e cultural, além de se partilhar responsabilidades na promoção da actividade económica com o sector privado”.
Contudo, numa análise mais detalhada da conta de 2012, verifica-se que, relativamente ao orçamento da receita, foi atingido um índice de realização na ordem dos 69,42%, o que equivale a um aumento de cerca de 9,5% em relação a 2011 e que corresponde a um montante de receita superior a 20,5 milhões de euros.
No que se refere às receitas correntes e receitas de capital, foram atingidos índices de execução designadamente de 82,96% e 56,99%, no montante de 11,3 milhões de euros e 9,2 milhões de euros, respetivamente.
No que concerne às despesas correntes e despesas de capital foram atingidos índices de execução, designadamente de 77,61% e 62,81%, no montante de 8,4 milhões de euros e 12,3 milhões de euros, respectivamente. A autarquia avança ainda que as receitas correntes superaram as despesas correntes em 2.874.523,86 euros, suportando, desta forma, uma parcela significativa dos investimentos.
Relativamente ao Plano Plurianual de Investimentos notou-se um aumento em termos percentuais do grau de execução de investimentos, de 16,38%, passando de 39,6% em 2011 para 56% em 2012.
Ao nível das Dívidas a Terceiros (Passivo), verificou-se uma diminuição de cerca de 2,5 milhões de euros, motivada pela diminuição da dívida a terceiros de curto prazo em 3,8 milhões de euros.

Comunidade surda na região exige “inf ormação para todos” e lança críticas à inexistência de um comunicador de Língua Gestual na RTP-Açores

surdosHá quantos anos existe a Associação de Surdos da Ilha de São Miguel?
No próximo dia 24 de Junho de 2013, a ASISM (Associação de Surdos da Ilha de S. Miguel) irá comemorar o seu 20º aniversário.

Quais os objectivos da associação?
Os principais objectivos são: a defesa e promoção dos interesses sócio-profissionais, educacionais, culturais e morais das pessoas surdas, e de todos os seus associados e suas famílias; criar estruturas de apoio ao surdo e implementar medidas de integração social; fomentar o ensino especial e difundir a Língua Gestual Portuguesa (LGP); desenvolver na Região Autónoma dos Açores, em articulação com organizações congéneres e entidades públicas, nacionais ou comunitárias, acções de prevenção, tratamento e rastreio da surdez; organizar serviços e desenvolver acções, no sentido de facultar aos próprios sócios e aos surdos em geral, todas as formas de apoio e informação destinados à resolução dos problemas gerais e da comunicação entre as pessoas surdas e ouvintes.

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