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Universidade dos Açores já dispõe de Gabinete de Assessoria ao Jovem

univerirsidade aoresAbriu ontem um Gabinete de Assessoria ao Jovem (GAJ) na Universidade dos Açores, que disponibiliza informação e apoio gratuito aos estudantes em áreas como emprego, habitação e psicologia clínica.
Este espaço resulta de um protocolo com o Governo Regional e funciona no ‘campus’ universitário, junto à Associação Académica, onde estará uma mediadora de juventude com formação na área da psicologia e uma equipa técnica, em regime de rotatividade.
O GAJ, criado no âmbito do Sistema de Informação Juvenil dos Açores (SIJA), é gratuito, anónimo e confidencial, servindo para esclarecer dúvidas, receber formação e apoio em áreas como habitação, emprego, criação de uma empresa, validação das competências profissionais, planeamento familiar ou questões sobre droga, alcoolismo ou violência doméstica.
Segundo a agência Lusa, o Gabinete de Assessoria ao Jovem de Ponta Delgada é o terceiro a abrir nos Açores, onde já funcionam espaços idênticos em Rabo de Peixe e na Praia da Vitória.
Bruno Pacheco, Director Regional da Juventude, revelou que estes dois gabinetes “estabeleceram 10.152 contactos” com jovens, dos quais “mais de quatro mil realizados directamente pelos técnicos e os restantes estabelecidos através de parcerias” com entidades e serviços da Administração Pública Regional e na localidade em que está inserido o gabinete.
Para o Director Regional, são “números significativos” para a realidade local, salientando que o trabalho destes gabinetes “vai mais além do que passar apenas informação”.
Bruno Pacheco referiu ainda que o apoio disponibilizado não se circunscreve à área onde está instalado o GAJ, frisando que, no caso de Rabo de Peixe, “foi possível fazer itinerâncias que passaram pela Ribeira Grande, Maia, Salga e Nordeste”, tendo admitido que o objectivo é alargar a presença destes gabinetes a outras ilhas dos Açores, mas frisou que esse alargamento terá que ser feito de forma “consistente”.
No caso do gabinete que ontem abriu na Universidade dos Açores, Bruno Pacheco frisou que se trata de uma infra-estrutura de apoio aos estudantes “inédita no panorama nacional”.
Por seu lado, Marta Soares, presidente da Associação Académica da Universidade dos Açores, considerou que o GAJ será “uma mais valia para todos os estudantes”, salientando que o espaço resulta de “um auscultar das necessidades dos alunos”.

“Entidades públicas devem abrir caminho à intervenção dos adolescentes” defende José Manuel Bolieiro

bolieiroAs entidades públicas têm o dever “indeclinável” de abrir caminhos à intervenção dos adolescentes que incentivem à sua participação cívica.
Quem o defende é o Vice-Presidente da Câmara de Ponta Delgada que, numa intervenção no encerramento do Congresso Internacional “Adolescência: Desafios e Riscos”, na Universidade dos Açores, afirmou que o ritmo da vida moderna exige das instituições e dos agentes sociais “mais reflexão e atualização quotidiana de conhecimentos sobre os problemas da adolescência”.
“Às entidades públicas cabe a responsabilidade indeclinável de criar suportes de interacção proactivos com os quais os adolescentes se identifiquem e que vão de facto ao encontro dos seus interesses de integração e positiva formação de personalidade”, disse José Manuel Bolieiro. “Cabe o dever indeclinável de abrir caminhos à intervenção dos adolescentes, incentivando a sua participação e a prática das suas capacidades criativas e empreendedora”.
Para José Manuel Bolieiro a “crise no presente” dos adolescentes é uma crise que tendencialmente terá reflexos no futuro individual e colectivo e, por isso, “urge, a benefício do equilíbrio das famílias e da coesão da sociedade, compreender a população adolescente”, considerando todos os contributos nesta matéria “indispensáveis para corrigir rumos, prevenir erros e definir boas estratégias”.
O Vice-Presidente disse que, como responsável na autarquia de Ponta Delgada “assumo, com plena consciência, as incontornáveis responsabilidades políticas e públicas do Poder Local na execução de boas práticas para incentivar a nossa população adolescente a ter sucesso total nos desafios que tem pela frente, que na formação da sua personalidade individual, quer na integração no meio escolar, desportivo, cultural, na sociedade em geral”. Responsabilidades que, tendo em conta as competências legais e recursos disponíveis, a Câmara Municipal de Ponta Delgada tem cumprido através de medidas sociais que passam pela melhoria das infraestruturas de ensino básico, pela criação de ateliers de tempos livres municipais, pela construção e, em alguns casos, melhoramentos de infraestruturas desportivas, numa política orientada para a prevenção e criação de meios e alternativas para levar a população jovem a optar por hábitos de vida saudável.
Recentemente, a Câmara criou o Gabinete Saudável de Apoio aos jovens onde, com a ajuda de técnicos de saúde e especialistas, esta camada da população pode ver respondidas, com toda a privacidade, as suas questões sobre a sexualidade, toxicodependências, entre outras.
Para além das iniciativas “Bairros em Movimento”, realizadas em anos anteriores com vista à integração, através, do desporto de jovens em risco, a autarquia, no âmbito do seu estatuto de Cidade Saudável está a promover agora em todas as freguesias os Encontros Saudáveis que têm como público-alvo adolescentes e crianças.
E muito embora exista da parte da autarquia uma preocupação permanente no que às políticas de juventude dizem respeito, no Congresso Internacional “Adolescência: Desafios e Riscos”, na Universidade dos Açores, José Manuel Bolieiro referiu que as conclusões da iniciativa, que reuniu especialistas portugueses, espanhóis e brasileiros, são uma mais-valia no sentido de a Câmara Municipal, como entidade pública estar “atenta à melhor estratégia política para melhorar a sua actuação.

Sistema de referenciação de vítimas de crime abrangeu mais de uma centena de pessoas

idoso-sozinhoO sistema de referenciação de vítimas de crime, um projeto piloto da Associação de Apoio à Vítima (APAV) que arrancou há um ano em Ponta Delgada já abrangeu mais de uma centena de pessoas.
Helena Costa, da APAV/Açores, revelou ontem à Lusa que este sistema inédito no país “abrangeu mais de 100 vítimas de violência doméstica e no namoro, ofensas à integridade, furtos, danos e roubos”.
“Na altura da apresentação da queixa, a PSP informa a vítima de que tem direito a serviços gratuitos de apoio, preenchendo um folheto com a sua identificação, uma descrição do sucedido e a autorização para o contacto da APAV”, afirmou Helena Costa, acrescentando que as vítimas podem ter apoio psicológico, social e jurídico.
O projeto, que arrancou em Maio de 2011 em Ponta Delgada, está também a funcionar há cerca de um mês na Lagoa, em S. Miguel, admitindo Helena Costa, que o objectivo é abranger mais uma esquadra policial todos os anos.
A APAV vai também arrancar em breve nos Açores com a campanha ‘Corta com a Violência’, já lançada no continente, que é dirigida aos jovens e pretende sensibilizar contra a violência através da comunicação social, com folhetos, cartazes e posters.
Helena Costa salientou que a APAV/Açores recebe “relatos e denúncias” de situações de violência no namoro que são muitas vezes desvalorizadas pelos jovens, mas que “evoluem” com o relacionamento e “persistem no tempo”, até chegarem à violência doméstica.
Nesse sentido, defendeu a necessidade de uma abordagem preventiva “em tempo útil”.
Paralelamente, a APAV vai também realizar nas escolas peças de teatro sobre violência no namoro, ‘bulling’ (violência psicológica ou física em espaço escolar) e consumo de substâncias psicoativas, estando a primeira sessão prevista para a Lagoa, no início do próximo ano lectivo.

Subida de Mordomo do Império da Trindade acaba em pancadaria...

espirito santoUm pouco por todas as ilhas celebra-se o Divino Espírito Santo com muita fé, devoção e empenho de centenas de pessoas. No passado domingo no decorrer das sortes e domingas do Império da Trindade na Canada Padre Joaquim, na freguesia de São José, assistiu-se a um cenário vergonhoso que mancha o bom nome do povo açoriano que muito honra e respeita o Divino Espírito Santo.
Pouco passava das 23 horas quando os actuais Mordomos se dirigiram para o teatro do Império da Trindade com o objectivo de realizar as sortes. Após serem conhecidas as domingas do próximo ano uma das actuais mordomas dirigiu-se ao público a reclamar mais um ano na pose do Império da Trindade. Esta foi uma situação que levou à contestação da outra mordoma bem como do público presente que originou o exalto dos ânimos assim como a troca acessa de insultos e acusações.
A situação agravou-se de tal forma que a coroa foi colocada nas mãos de um jovem e da troca de palavras passou-se a acusações, gritos, pancadaria e agressões que atingiram de forma violenta e feroz adultos e crianças. Perante tal cenário fecharam-se as portas do Império da Trindade da Canada Padre Joaquim sendo que a Coroa e respectiva Bandeira seguiram para casa do titular da primeira dominga.
Momentos depois chegou ao local cerca de 15 agentes da PSP munidos de armas e cacetetes de forma  a tomar conta da desordem pública e resolver tudo da melhor forma. À chegada da PSP a situação estava mais calma não existindo registo de qualquer detenção. No entanto, a PSP registou a prática de um crime de ofensa à integridade pública pela agressão a uma pessoa que ficou em apresentar queixa na esquadra.
Ao que foi possível apurar da ocorrência resultou 1 ferido que foi encaminhado pelos Bombeiros Voluntários de Ponta Delgada para o hospital Divino Espírito Santo.
No meio dos populares presentes no local foi possível apurar que já não é a primeira vez que a subida de Mordomo origina discussões e agressões. Para já não se sabe quem são os Mordomos do Império da Trindade da Canada Padre Joaquim existindo apenas a certeza que uma das mordomas irá levantar sozinha  no próximo ano o Império das Crianças na Canada Padre Joaquim.

Governo recorre aos tribunais para garantir cumprimento do contrato de concessão da RTP/Açores

rtp-aO Governo Regional reiterou ontem a decisão de recorrer aos tribunais para garantir o cumprimento das obrigações da televisão pública na região, que considera serem impostas pelo contrato de concessão a que a RTP está vinculada.
“A confirmar-se a reestruturação da grelha e a concentração da emissão [na RTP/Açores] da produção regional em horário vespertino – que será aplicada, ao que sabemos, já na próxima semana – avançaremos com uma providência cautelar e com uma acção judicial que garanta o cumprimento do contrato de concessão de serviço público de televisão”, afirmou André Bradford, Secretário Regional da Presidência.
André Bradford, que falava em Ponta Delgada na abertura de um colóquio sobre ‘Serviço Público: Limites e Desafios’, promovido pela Universidade dos Açores, frisou que compete ao Estado assegurar o funcionamento no arquipélago de um canal público de televisão com programação autónoma.
De acordo com a agência Lusa, para o Secretário Regional, a existência da RTP/Açores, nas suas valências de televisão e rádio, “não se trata de um capricho dos açorianos, nem de uma despesa para a República, mas de uma obrigação do Estado – inclusivamente do ponto de vista da igualdade de direitos – garantindo o acesso à informação e a entretenimento que traduzam a identidade açoriana”.
Na sua intervenção, contestou a argumentação de carácter financeiro como fundamento para a concentração da emissão de programação própria nas emissões da RTP/Açores, alegando que o canal regional registou em 2011 um resultado operacional positivo de 1,9 milhões de euros.
“A RTP/Açores recebe hoje do orçamento da RTP a nível nacional cerca de 11 milhões de euros e a RTP/Madeira cerca de nove milhões”, afirmou, contrapondo esses valores aos 233,4 milhões de euros atribuídos à empresa e aos 520 milhões de euros de dívidas que serão assumidas pelo Estado em nome da televisão pública até Julho.
André Bradford frizou  ainda que, desde que se começou a debater a necessidade de concentração do horário de emissão da televisão açoriana, “nunca o ministro da tutela ou o Conselho de Administração da RTP demonstraram a ‘poupança’ que uma medida deste tipo introduziria nos objectivos orçamentais e nunca se prestaram a debater com os órgãos do Governo próprio dos Açores mecanismos de gestão que conduzissem, esses sim, aos mesmos objectivos sem necessidade de acções tão atentatórias da autonomia e da capacidade de acção da RTP/Açores”.