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Câmara de Ponta Delgada prepara ajuda a Moçambique

ciclone idai - moçambique

A Câmara Municipal de Ponta Delgada está em contactos com diversas instituições para “encontrar parcerias das quais possa resultar um contributo e um apoio para as vítimas da tempestade dramática que assolou Moçambique”, anunciou o Presidente.

José Manuel Bolieiro afirmou que o Município está sensível ao drama social que se vive em Moçambique e a trabalhar em parcerias para dar apoio àquele país do continente africano.

Revelou que uma das instituições com as quais o Município está em contacto é a Associações dos Imigrantes nos Açores. 

Recorde-se que a passagem do ciclone Idai por Moçambique devastou territórios inteiros e causou centenas de mortos, sendo descrita, pelas agências internacionais de ajuda humanitária, como o pior desastre no sudeste da África em duas décadas.

Escolas de Viola da Terra em destaque na Temporada de Violas da Terra 2019

viola da terra

A Temporada de Violas da Terra deste ano de 2019 vai dar destaque às Escolas de Viola da Terra da Ilha de São Miguel, revelou ontem a Associação de Juventude Viola da Terra, organizadora da iniciativa, que volta a promover os eventos “Violas do Atlântico” e “Serões de Violas da Terra”.

O objectivo passa por “valorizar o trabalho” destas escolas. Segundo a organização, as Escolas de Violas são “umas das principais responsáveis pela preservação da Viola, do seu repertório e das suas técnicas de execução, bem como da garantia de formação de músicos para as diversas manifestações culturais que decorrem nas nossas ilhas”, pelo que a Associação de Juventude Viola da Terra “tem procurado ter a participação das várias Escolas, ao longo do ano, nos seus eventos, tendo ainda começado a organizar há três anos consecutivos, o “Encontro de Escolas de Violas””.

“A Escola de Violas da Relva celebrou a 29 de Janeiro o seu 30.º Aniversário. A Classe de Conjunto de Violas da Terra do Conservatório Regional de Ponta Delgada comemora em Maio o seu 10.º aniversário. Há 25 anos iniciava-se a Escola de Violas da Ribeira Quente, inicialmente com o objectivo de formar tocadores para o Grupo Folclórico da Freguesia. A Escola de Violas da Fajã de Baixo, tendo iniciado aulas há 11 anos, comemora este ano o seu 10.º aniversário de leccionação por ter estado um ano fechada”, recorda a associação. O objectivo passa, neste sentido, por proporcionar “momentos em que estas escolas se possam apresentar em outros dos eventos da Temporada de modo a valorizar este trabalho e dedicação de muitos anos, em que têm formando dezenas e dezenas de tocadores”, lê-se em comunicado.

A organização ainda não avançou detalhes do programa da Temporada de Violas da Terra 2019, mas remeteu os anúncios para “dentro de alguns dias”.

 

Ana Cymbron apresenta Sábado “La Fille Mal Gardée” no Teatro Micaelense

teatro micaelense grande

No próximo Sábado, 30 de Março, o Estúdio de Dança de Ana Cymbron apresenta-se no Teatro Micaelense, com todos os seus alunos, numa interpretação do bailado “La Fille Mal Gardée”.

A história tem como principal personagem a alegre e irreverente Lise, que deseja casar com o seu apaixonado Colas, um camponês da quinta onde vive. No entanto, Simone, a mãe de Lise, pretende um noivo rico para a filha e tenta a todo o custo impedir o namoro. Todo o ambiente campestre com animais, flores e camponesas dão cor e movimento a esta história de amor.

O bailado “La Fille Mal Gardée” teve a sua estreia no final do séc. XVIII, em França, com coreografia de Jean Dauberval e música de Hérold-Lanchebery. É considerado como um dos primeiros bailados narrativos em que os personagens representam pessoas e animais comuns, abolindo os seres etéreos e fantasiosos do “ballet d´action”, que se dançava até então.

Os bilhetes têm um preço de 10 euros e podem ser adquiridos na bilheteira do Teatro Micaelense e em bol.pt.

Câmara Municipal da Lagoa adere à iniciativa “A Hora do Planeta”

lagoa

Numa altura em que aumenta a consciencialização para as alterações climáticas e para todos os problemas ambientais que se colocam ao futuro da Humanidade, a Câmara Municipal da Lagoa associa-se, pela primeira vez, à iniciativa “Hora do Planeta”. Uma iniciativa promovida internacionalmente pela organização global de conservação da natureza World Wildlife Found (WWF). Assim, no dia 30 de Março, entre as 20h30 e as 21h30, a autarquia compromete-se a desligar as luzes, interiores e exteriores, de vários edifícios e espaços públicos do concelho durante 60 minutos. 

Conforme se pode ler na nota enviada pela autarquia, “as alterações climáticas são uma questão incontornável na actualidade, para a qual é importante que as consciências dos decisores políticos, e dos cidadãos em geral, continuem despertas, de modo a que se possam tomar decisões e adoptar procedimentos que contribuam para mitigar os efeitos dessas alterações”. A Associação Nacional de Municípios Portugueses tem vindo a aderir, na qualidade de entidade parceira, à iniciativa “A Hora do Planeta”.

De forma a envolver toda a comunidade, a Câmara da Lagoa irá apelar, através da página de Facebook do CEFAL (Centro de Educação e Formação Ambiental de Lagoa), para que a população em geral apague as suas luzes por uma hora, de forma a chamar a atenção para o problema das alterações climáticas. 

O Gabinete de Desenvolvimento Económico da Câmara realizará, também, uma campanha junto dos empresários da Lagoa para que desliguem as luzes dos seus estabelecimentos comerciais durante essa hora.

É neste contexto de preocupação de mudança comportamental e de adaptação aos impactes da mudança do clima, que a Lagoa adere, este ano, à “A Hora do Planeta”, iniciativa que apesar de ser simbólica, é a maior acção do género à escala mundial, que começa na Austrália e percorre todo o globo terrestre.

Junta de Freguesia de Rabo de Peixe quer criar Museu Etnográfico na Vila

Presidente Rabo de PeixeA Junta de Freguesia de Rabo de Peixe pretende criar um museu/centro etnográfico em Rabo de Peixe, pois entende que está na altura desta Vila mostrar e preservar a cultura que a distingue e constitui um elemento identitário que importa dar a conhecer às novas gerações e aos muitos turistas que nos visitam.

É exemplo disto o seu património no âmbito da actividade piscatória, pois Rabo de Peixe como maior comunidade piscatória dos Açores, é uma referência que será valorizada neste espaço cultural.

Para Jaime Vieira, “esta é uma antiga ambição das gentes de Rabo de Peixe, que dá mais um passo na sua concretização, pois numa Vila da sua dimensão é imperioso a existência deste elemento cultural”.

Esta ideia foi ganhando peso e começou a tornar-se uma realidade quando a Câmara Municipal adquiriu, a pedido da Junta de freguesia de Rabo de Peixe, uma moradia em Rabo de Peixe para este efeito.

Com o aumento de turistas que visitam a Vila e não existindo no concelho da Ribeira Grande nenhum museu/centro etnográfico ligado à pesca, a Junta de Freguesia pretende avançar com a concretização deste desafio, dotando Rabo de Peixe com um espaço onde as vivências e as histórias se confrontem e seja possível interpretar a exigente tarefa inerente à faina da pesca na nossa Região.

Desta forma, será possível criar um lugar onde se dê a conhecer a cultura material típica da pesca e da Vila, seja por meio de uma fotografia documental ou os utensílios utilizados pelos pescadores, os vendilhões com as suas cestas percorrendo as ruas, os trajes utilizados, bem como a nível educacional transmitir aos jovens de hoje o que foi a pesca dos tempos dos seus antepassados e, bem assim, mostrar a evolução do mundo da pesca e a sua projecção no futuro.

Jaime Vieira, defende, que é preciso sonhar, unir esforços e avançar”, acrescentando que, numa Vila como a de Rabo de Peixe esta pretensão tem que passar a ser uma realidade o mais cedo possível. Temos que avançar porque Rabo de Peixe quer usufruir da riqueza que tem, a nível cultural, e quer também partilhá-la com outros”, referiu.