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O “meu” álbum de recordações - Por Rubens Pavão

antigos empregados do DA - 1925

 

Ao preparar esta colaboração festiva que assinala o sesquicentenário do «Diário dos Açores» - hoje o mais antigo jornal diário, em papel, que se publica no nosso país - rendo-me à evidência do tempo que me permitiu chegar a este feliz marco histórico ocorrido na vida portuguesa e açorina.

Não é ainda de esquecer as ligações com as comunidades de emigrantes, então estabelecidas nos Estados Unidos, onde com especial implantação em New Bedford se publicaram edições na nossa língua, bem como funcionaram estações de rádio que muito permitiram que, por largos anos, mantivéssemos uma ligação afectiva e cultural com os núcleos de emigração fixados na costa leste daquele país, num trajecto que ainda hoje se observa.

Por via de meu Pai, o «Diário dos Açores» foi como que a minha segunda casa de acolhimento, tal era a ligação quase familiar que sempre me ligou aos seus mais antigos directores, a muitos dos seus trabalhadores e até colaboradores, pois este Jornal teve sempre uma implantação muito grande em vários sectores da nossa sociedade, incluindo as suas forças vivas. Daí que revendo agora algumas das suas venerandas páginas, (que guardo com especial enlevo), confirmo que o «Diário» mencionou desde sempre nas suas páginas o meu nome: primeiro sinalizando o nascimento, em 22 de Novembro de 1932; e, logo depois, o meu baptismo na igreja de S. José, em 25 de Dezembro, pelo pároco, Padre Adelino de Oliveira, pois era hábito, em anos que se perdem na memória, ver a vida social dos amigos, assinantes e colaboradores, merecerem sempre as honras duma notícia na secção «Dia-a-Dia»…

No decorrer da minha infância, tive ainda o privilégio de contactar diariamente com os dois jornais locais, pois tendo um tio, tipógrafo do «Correio dos Açores», (que enquanto solteiro vivia também na mesma casa da minha avó), ser habitual ouvir falar das notícias veiculadas por esses únicos meios de comunicação que aqui se publicavam e dos principais acontecimentos neles narrados quer a nível local, quer nacional e internacional, sobretudo no período difícil da segunda Grande Guerra. E, quem sabe se não foi já nesse período da minha vida que me despertou aquela vocação que só anos mais tarde vim a desvendar…?

Este Jornal foi ainda como que o meu primeiro manual de aprendizagem da leitura, pois tanto a minha avó como a minha mãe aproveitavam o meu relance de olhos pelas suas colunas, para verificar se já era capaz de juntar as sílabas e formar as palavras…

Suponho que, por volta dos meus 5 ou 6 anos, devo ter entrado pela primeira vez na sua Redacção, sempre situada na Rua da Esperança (depois denominada Rua Dr. Mont’Alverne de Sequeira), onde conheci o Patriarca da Família Carreiro, o senhor Manuel Resende Carreiro, Director e proprietário do «Diário», que como seu sobrinho-neto, foi o continuador do fundador Tavares de Resende, entre 1892 e 1939.

Decerto que o encontrei em outras ocasiões, mas poucas, uma vez que faleceu quando entrei para a escola; contudo, pareceu-me ser daquelas figuras venerandas que logo à primeira vista inspirava simpatia, pois soube contrariar, em afecto, o meu natural feitio acanhado… e, quando nos despedíamos, retirando do colete uma bolsa de prata, presenteou-me com uma moeda em prata de 2$50, o que era pouco comum para o tempo, pelo valor que representava...

Quando os seus filhos Carlos e Manuel ainda completavam em Lisboa os seus cursos superiores, era acompanhado na labuta diária do jornal por colaboradores próximos, como Manuel Pereira de Lacerda, então chefe da Redacção; e ainda um outro que conheci, Manuel de Medeiros e Câmara, que anos depois emigrou para o Brasil, mas que sempre me distinguiu com muita amizade. 

Com o rolar dos anos, consultando os jornais que testemunharam a morte do senhor Manuel Resende Carreiro, pude concluir - que se ficou a dever à sua persistente acção jornalística e humanitária - o facto do «Diário dos Açores» ser considerado um Jornal que sempre se ocupou das causas políticas e sociais que mais afectavam as famílias, abrindo mesmo subscrições públicas sempre que o mar e a terra foram os mais trágicos obstáculos à sobrevivência do nosso povo.

Aliás essa nota de solidariedade chegou mesmo aos Estados Unidos, onde quer em New Bedford quer em Fall River se organizaram várias comissões compostas de luso-americanos, no sentido de angariar fundos para remediar algumas das situações locais.

E, continuando nessa trajectória humanitária, creio que nos finais da década de 40, no auge do pós-guerra, devido às limitações impostas sobretudo à população trabalhadora, registaram-se situações de pobreza, por vezes irremediáveis. Daí que em New Bedford, um grupo de conterrâneos ali residentes – encabeçado pelo nosso conterrâneo Manuel Alves, criou a Sociedade «O Dia Micaelense», angariando centenas de dólares que pessoalmente entregaram aos dois directores deste jornal, para serem eles a distribuir pelas pessoas e instituições mais necessitadas…

Assim, o papel caritativo sempre desenvolvido por este jornal teve, neste gesto tão simbólico, a confirmação de que todo o dinheiro angariado seria criteriosamente distribuído… 

Nessa altura, a exclusão de outras partes «mais oficializadas» nessa partilha trouxe algumas veladas criticas, mas… tudo foi feito com base na experiência já naturalmente demonstrada por este Jornal em o ocasiões semelhantes; e, no fim, as contas foram publicadas com todo o relevo nas nossas colunas. 

Continuando nesta «Memória», recordo ainda que, com a minha entrada, em Outubro de 1939, para a Escola Central de S. José, então situada no Campo de S. Francisco, este Jornal passou também a fazer parte dessa caminhada diária; e, então, parava por mais tempo nas oficinas tipográficas e de obras para aos poucos ir conhecendo mais de perto as pessoas que ali trabalhavam e das tarefas que se ocupavam. Daí ter alargado o âmbito das minhas amizades, que sempre resistiram ao tempo e hoje, para a maioria, são só saudade!

O mais idoso de todos os trabalhadores do Jornal era o sr. Ernesto Costa, (então já naturalmente considerado como «chefe-emérito» das oficinas), ainda do tempo do fundador do Jornal: austero como era natural para a época, mas que me sabia esboçar sempre um sorriso…

Vim a saber que se encontrava à porta da oficina quando se apercebeu que do Campo de S. Francisco lhe soara como um tiro de pistola… e, ao correr para lá, vira um Homem já sem vida a ser levado para o Hospital, por um grupo de pessoas… era o Grande Antero que, sentado no «Banco da Esperança», havia posto fim à vida!

 Nas férias, a minha presença no Jornal era mais assídua; e, com a boa vontade de algumas compositoras (naquele tempo o «Diário» era o único jornal que mantinha mulheres-tipógrafas), ajeitava-me aos altos bancos e punha-me a procurar das caixas de tipo, letra a letra, linha a linha que colocava no galeão, com vista a elaborar um pequeno texto, talvez pensado num futuro jornalinho, mas foi uma ideia que ficou apenas em pensamento…

A senhora Maria Tavares, colega quase do tempo de meu pai, era aquela que melhor me acolhia, mas com certos limites (!), pois ao querer depois distribuir os tipos na caixa de composição ao ritmo que via aos tipógrafos, empastelava-a e era preciso recompor tudo de novo, trabalho que era feito longe das vistas do chefe João de Jesus que não tolerava outros trabalhos que não fossem os estritamente necessários à feitura do Jornal…

Recordo também a azáfama com que vi organizar as edições especiais comemorativas dos centenários de Antero e de Teófilo Braga e dos tipos muito avantajados que compunham em toda a largura da página o elogio de tão ilustres micaelenses.

A Foto Rápida sempre se encarregou de executar as gravuras que ilustraram as nossas edições, combinando meu pai com o senhor José de Melo Araújo (um artista de gravação e de desenho), os espaços que deveriam ocupar. Aliás, aquela casa esteve sempre dentro do meu imaginário de rapaz, pois gostava de ver executar os trabalhos que ali se desenvolviam, – incluindo a fotografia - durante as assíduas deslocações diárias que meu pai empreendia ao contactar o comércio local para conseguir a publicação de anúncios, uma das fontes de receita do jornal. 

 Também nas oficinas do Jornal recordo a figura bondosa do sr. Fernandino, pois tinha a paciência de me guardar os pedaços de papel de cor que restavam dos trabalhos de encadernação para os levar para a escola, a fim de realizar desenhos de recorte e colagem, que muitas vezes também os distribuía pelos meus colegas. 

Durante o tempo que frequentei o Liceu continuei a ter assíduos contactos com o Jornal, mas mais ao nível da sua Redacção, nomeadamente com os seus directores Drs. Carlos e Manuel Carreiro, ambos revelando-se, desde sempre, como meus Mestres não só no Jornalismo, como no aperfeiçoamento linguístico, na forma isenta e correcta como as notícias deveriam ser escritas. Igualmente comecei a aperceber-me de que só assim se manteria um jornalismo correcto, merecedor da credibilidade dos assinantes e do público em geral. Desta forma creio que ampliei muito dos conhecimentos que aprendera no Liceu: das coisas da nossa terra e do mundo; do que devia ser a unidade social e política açorianas; do conhecimento dos valores do seu povo.

 Também não esqueço os mais antigos colaboradores do dia-a-dia: Dr. Oliveira San-Bento, com os seus sonetos celebrativos de efemérides religiosas ou profanas; Silva Jr., com as informações referentes ao turismo e à Sociedade «Terra Nostra»; Dr. Carreiro da Costa, com as suas notas históricas e etnográficas para a sua habitual coluna de «Fim de Semana»; e Dinis José da Silva, utilizando a máquina de escrever, mesmo na Redacção discorria a sua secção habitual «De Relance», sempre muito apreciada por denunciar aspectos de interesse local que era preciso defender.

Em Lisboa: Rebelo de Bettencourt e o Padre Dinis da Luz, constituíam uma ligação estreita com o que se passava país e no mundo, sem esquecer o teatro me outros acontecimentos culturais e religiosos. E, em artigos de reconhecida projecção da política mundial e nacional, também nunca faltava a presença semanal do Almirante Botelho de Sousa. 

Outro colaborador, de imprescindível presença e que muito coadjuvou os já directores Carlos e Manuel Carreiro, foi Alcindo Coutinho, um auto-didacta, quer no jornalismo, quer ainda na comunicação com os leitores, realizando reportagens e entrevistas ainda hoje inéditas, e que muito valorizaram aquilo que considero como uma nova linha editorial do jornal. Apesar de ter deixado o Jornal para seguir a via profissional de pilotagem do nosso Porto, continuou a estar sempre presente nos grandes acontecimentos aqui registados, escrevendo editoriais às vezes de crítica muito contundente sobre problemas que se ligavam com a administração pública, mas sempre de forma muito subtil para fugir à censura... mas, como não eram assinados, a responsabilidade cabia ao editor.

Ainda todos os anos eram da sua autoria a descrição global das festividades em honra do Senhor Santo Cristo, publicadas na nossa edição de 3ª feira; enfim num conjunto de acertos jornalísticos a que me fui habituando a aprender… para futuros casos em que, mais tarde, me vi envolvido. 

Nesta «MEMÓRIA» revejo-me também nas paredes da Redacção recamadas de fotos numa evocação à memória de Amigos e de destacados colaboradores: Tavares de Resende, Manuel Resende Carreiro, Manuel Pereira Lacerda, o faialense Osório Goulart, amigo pessoal de Tavares de Resende, (que já quase centenário o conheci pessoalmente), o Almirante Botelho de Sousa, o historiador Aníbal Bicudo, o Poeta Manuel Augusto de Amaral; o Dr. Aristides Moreira da Motta, o Dr. Mont’Alverne de Sequeira e o Dr. Caetano de Andrade Albuquerque, estes três últimos muito ligados aos primeiros movimentos autonomistas, aliás sempre apoiados pelo «Diário», desde a sua fundação. 

Aliás, os irmãos Carlos e Manuel Carreiro nutriam uma admiração especial pela figura de Aristides Moreira da Mota, seu professor no Liceu e colaborador do Jornal e que anos depois celebrou, com uma edição especial, o centenário do seu nascimento.

Acrescento ainda, como mais uma curiosa e oportuna «Memória Autonomista» deste Jornal desde os primórdios da sua criação, os contactos pessoais que mantive com a única filha de Tavares de Resende, D. Maria do Carmo Carreiro Resende, minha explicadora particular das disciplinas de português, francês e inglês, quando nos tempos livres dessas lições, discorria sobre a sua juventude, por saber do meu relacionamento com o «Diário».

 Já septuagenária - mas possuidora de brilhante memória a que aliava uma cultura humanista muito considerável - falava com muita saudade sobre os breves e felizes momentos passados junto de seu Pai, que a chamava de seu «oficial às ordens», acrescentando que na Redacção do Jornal via quase diariamente figuras como o Dr. Caetano de Andrade Albuquerque, o Conde de Albuquerque, o Visconde da Praia e tantos outros que, em tertúlia amena discutiam os novos e promissores projectos que nos viria a conduzir ao já proclamado «Governo dos Açores pelos açorianos».

Mas deixemos o que foi o meu conhecimento desse passado distante, (que em alguns casos me vi envolvido), para entrar no que chamo «o meu ciclo de vida jornalística…», no «Diário dos Açores», pois essa caminhada representou a minha segunda grande escola saber e de abertura ao conhecimento mais aprofundado da nossa terra, da nossa história, talvez do nosso destino como povo.

Assim, terminado o Curso Geral dos Liceus, frequentei a Escola do Magistério Primário e, após o mês de Julho de 1953, quando terminei o Exame de Estado, tinha completado 20 anos, apresentei-me «oficiosamente» aos meus Amigos, os directores do «Diário», oferecendo os meus serviços, como colaborador, na continuidade dum sonho que sempre acalentara e que sei foi, emotivamente, apoiado por meu Pai.

Aliás, antes já havia elaborado umas pequenas notícias: uma relacionada com um espectáculo de circo; outra sobre a inauguração dum pequeno bar-restaurante na nossa cidade; e ainda outras sobre os dois dos primeiros natais do Gaiato e a «Obra da Rua», ainda instalada na Quinta de S. Gonçalo.

O meu primeiro companheiro dessas lides foi o Manuel Jorge Raposo, então recém-formado em contabilidade pela Escola Industrial e Comercial de Ponta Delgada e ainda possuidor, por distinção, dum curso de estenografia. 

Era um autodidacta no verdadeiro sentido da palavra, pois todo o seu trabalho de muitos anos não se limitou apenas à organização, em novos moldes, de todo o sistema da administração do Jornal, como participou activamente na sua vida redactorial em todas as suas diferentes facetas, incluindo reportagens.

Esse percurso fê-lo um jornalista de grande mérito, apreciado não só pelo que escrevia, mas ainda por uma dedicação sem limites ao Jornal, assegurando mesmo a sua publicação nos mais penosos momentos da sua vida editorial.

Pela minha parte, creio que foi com geral afeição de todos que iniciei esta nova - e bem no meu intimo - auspiciosa tarefa de vida… mas não escondo as responsabilidades pessoais que daí poderiam advir quanto a essa nova ocupação em «part-time», aliás, que sempre sonhara...

(Continuação da pág. 33)

 

Habituei-me a ver trabalhar junto de mim, partilhando a mesma mesa da Redacção, o Dr. Manuel Carreiro, sempre bem disposto para começar um novo dia, a que se juntava também o Dr. Carlos Carreiro, (que estava sempre em casa), trazendo vários recortes retirados dos jornais de Lisboa, sobretudo do «Diário de Notícias», fruto dum trabalho de pesquisa que por vezes ia noite dentro…

Nessa mesa e por obrigação, estava sempre presente o Dicionário e o Prontuário Ortográfico, uma espécie de «tira teimas» para quem escrevia, pois gralhas ou erros de sintaxe, eram coisas que estavam fora da função dum jornalista… e, como revisor, o Dr. Carlos Carreiro era muito exigente!

Daí que notícia ou reportagem que lhe passasse pela mão tinha de primar pela correcção, tanto no seu conteúdo como na sua linguagem escrita. Dizia-me muitas vezes que o Jornal era um meio de transmissão de saber, pelo que os leitores tinham o direito a merecer uma informação correcta na forma como se comunicava.

Aprendi muito com esses conselhos e, ainda hoje, primo por os seguir… 

Quase sempre ao lado, na máquina de escrever, estava o Manuel Jorge, pois já tendo começado pela leitura dos jornais da manhã, iniciava a feitura das primeiras notícias, para a edição do «Diário» ou procurava a confirmação dum ou de outro caso mais em evidência. 

Anos depois juntou-se a este grupo o Couto Alves, cooperando sobretudo nos trabalhos externos.

Quase sempre o Dr. Manuel Carreiro trazia de casa o editorial do dia, que lia ao Irmão, ouvindo-o sobre os prós e os contras que o seu conteúdo teria na aceitação e clarificação dos leitores, uma vez que quase sempre focava assuntos de interesse público, pondo as entidades oficiais numa atitude de alerta, que nem sempre gostavam… e, às vezes, havia que ter em conta «as recomendações» do oficial sensor!

Outros tempos…

A primeira grande reportagem de que fui incubido surgiu em Setembro de 1953, a fim de acompanhar a visita a S. Miguel do Ministro do Interior, Dr. Trigo de Negreiros, um cargo governamental que era considerado como que «os olhos e os ouvidos de Salazar», porquanto era responsável por toda a politica de administração pública, com competência para nomear ou exonerar os governadores civis.

Recordo que naquele tempo tínhamos fraquíssimas estruturas aéreas, sendo apenas a SATA, com os seus pequenos «Doves», a única ligação com Santa Maria e Terceira. Daí que naquela altura se levantava já a reclamada hipótese da construção dum novo aeroporto, em Ponta Delgada que servisse convenientemente os interesses de S. Miguel. E, a visita ministerial tinha precisamente a intenção política de acalmar os ânimos e definir uma posição. 

Nas suas primeiras declarações à Rádio, o Dr. Trigo de Negreiros afirmou que os Açores não podiam ter três Aeroportos, mas que S. Miguel necessitava de possuir uma estrutura capaz de satisfizer os seus interesses sociais e económicos... enfim um acontecimento que só foi resolvido muitos anos depois!

Daí por diante – e porque os horários da minha vida oficial o permitiam – assegurei a presença deste Jornal em muitas outras ocasiões, contactando com Chefes de Estado, ministros, secretários de Estado, directores gerais e entidades oficiais das mais diferentes origens.

Localmente também pude participar em numerosos eventos, quer oficiais quer particulares, o que me proporcionou ter um conhecimento o mais possível aperfeiçoado da situação político-social do distrito de Ponta Delgada e dos sectores industriais e agrícolas que o envolvia.

Enfim, creio que em todo este percurso, actualizei conhecimentos que muito úteis foram para a minha vida como cidadão, educador... e, por vezes, até político.

A Redacção do «Diário dos Açores» era lugar de visita obrigatória de altas entidades oficiais que aqui se deslocavam em serviço ou assumiam cargos públicos ou militares de relevo, manifestando assim uma atitude de cortesia e de respeito pelo percurso centenário do jornal em prol do interesse açoriano.

Assim conheci ainda os actores Vasco Santana, João de Vilarett, Raúl de Carvalho, Brunilde Júdice e Ales da Costa Raúl Solnado, Mariana Vilar, Carlos Wallenstein e outros.

Vitorino Nemésio, sempre que passava por S. Miguel não deixava de cumprimentar os seus amigos Carreiros, com momentos inéditos de conversa...

E, ainda por via do seu considerado quadro de redactores e de colaboradores, de tarde, quando o Jornal já iniciara a sua impressão e as primeiras edições já tinham saído para o correio – de modo a chegar todas as tardes aos seus numerosas assinantes das freguesias rurais, - de novo a Redacção era lugar de tertúlia e de amena cavaqueira sempre com a discussão dos grandes problemas da política local e até nacioinal.

Por vezes juntava-se o jornalista Joaquim Maria Cabral, o Padre Edmundo Manuel, o Dr. Carreiro da Costa, o Dr. Jorge Gamboa de Vasconcelos; e, se o tempo era de férias, Rebelo de Bettencourt e Padre Dinis da Luz.

O Gustavo Moura, responsável pela secção desportiva, também por ali aparecia.

O Dr. Oliveira San-Bento estava também presente; e, ao serão, as suas conversas continuavam, quase sempre antes de passar pela Cervejaria do Eugénio Pereira para tomar um café que dizia lhe era propício ao sono...

E, a janela da Redacção continuava de luz acesa... pois o Dr. Carlos Carreiro tinha sempre mais uma prova a rever ou então procurava minuciosamente mais uma noticia para acrescentar à Secção sempre muito lida dos «3/4 de Século».

Acompanhei-o muitas vezes nesse trabalho, sempre entremeado por uma agradável conversa.

Igualmente sempre me habituei a observar que a linha editorial do Jornal se pautou sempre pela defesa dos direitos da Família e da Doutrina Social da Igreja, valores sempre muito defendidos nos seus escritos pelo senhor Padre Maia. Aliás, quando o venerável Padre Cruz visitou na nossa ilha, teve sempre um apertado relacionamento com o «Diário», por via da missão quem o aqui trouxe a pedido do Bispo D. Guilherme.

Após a comemoração do centenário da sua publicação, o «Diário dos Açores» foi o primeiro jornal a alterar profundamente o seu parque gráfico: primeiro com a introdução do «telétipo» - sistema de teletype do inglês – que imprimia as notícias veiculadas para as edições diárias através de teclado semelhante ao de uma máquina de escrever; depois seguiu-se um outro mais moderno - «o linótipo ou linotype (do inglês): que compunha os caracteres a partir da fundição dos caracteres tipográficos, mas por linha inteiras . Deixou de constituir preocupação para Gil de Oliveira, então chefe das oficinas de composição, que o jornal já composto ao ser conduzido para máquina de impressão caísse e ficasse tudo empastelado...

Se bem que nem sempre fosse do conhecimento público, este jornal manteve sempre uma linha de possível independência com o poder político institucionalizado no país e no então distrito de Ponta Delgada, nunca aceitando quaisquer subsídios que lhe fossem atribuídos.

Contudo, o advento do 25 de Abril trouxe-lhe injustos dissabores, que chegou mesmo a um premeditado assalto às suas instalações, acto abominável que foi impedido com o apoio dum leal grupo de trabalhadores de todas as secções, que passaram a noite em vigília!

O Dr. Carlos Carreiro já muito alquebrado pelo falecimento do Irmão e pela doença que o atingiu, foi conseguindo sobreviver por uns tempos, tendo falecido em 23 de Setembro de 1977.

Naquela altura e já antes já colaboravam na Redacção o Duarte Xavier, (revisor e comentador cinematográfico) e ainda no apoio ao jornal à feitura do Jornal Eduarda e a Isilda (duas auto-didactas de grandes recursos na feitura dum jornal, por sinal vindas da composição). Ainda por ali passou o jovem e promissor jornalista Carlos Tomé. 

Uma referência especial desejo também assinalar neste percurso – o funcionamento da sua secção de obras, sempre muito valorizado pelo trabalho dos seus tipógrafos, o que permitiu que ali se executassem várias obras literárias, nomeadamente editadas pelo Instituto Cultural de Ponta Delgada, nomeadamente as «Saudades da Terra» e a revista «Insulana», para além de outras notícias históricas e literárias.

Daqueles que ali conheci a trabalhar, penso quem um só ainda sobrevive, o Daniel Cardoso, que fixou residência no Canadá e que de vez em quando nos saudamos, pois o resto é só saudade!

Com a morte do Dr. Carlos Carreiro, o Jornal de Família que era o «Diário dos Açores» sofreu os revezes que são naturais a uma 3ª geração, se bem que a Maria Isabel filha do Dr. Manuel Carreiro tivesse durante os anos que se seguiram, assumido a sua direcção, coadjuvada pelos directores-adjuntos Silva Júnior e Eduardo de Medeiros.

Tentou, até que foi capaz - com os prejuízos naturalmente inerentes - assegurar o Jornal dentro da linha de parentesco iniciada com Tavares de Resende, mas os tempos eram outros ... 

Hoje a Empresa «Diário dos Açores» é proprietária, do Jornal com o mesmo título, assumindo a direcção o Dr. Paulo Hugo Viveiros, tendo como directores – adjuntos: primeiro, o jornalista Manuel Moniz e hoje Osvaldo Cabral.

Com esta auspiciosa mudança, o «Diário dos Açores» abriu novos rumos ao seu pensamento editorial, primando por ser um forte baluarte na defesa dos interesses de toda a Região.

Creio que todos os dias o «Diário» procura consciencializar os seus leitores e assinantes para os grande problemas que constituem a sobrevivência do nosso povo, pois fá-lo reflectir sobre o dia que passa e o futuro que se prevê nos reserva...

Relembrar este 150 anos de vida é ter em conta que – apesar das dificuldades com que se depara hoje a sobrevivência dum órgão de comunicação social por maior expansão que tenha – o «Diário dos Açores» sobreviverá, porquanto os quem gerem a sua Empresa sempre estiveram interessados em prestar um dever de cidadania que, neste caso, torna indispensável a sua publicação.

Parabéns a todos que aqui trabalham e um olhar de muita saudade para aqueles nos antecederam!

 

Por Rubens Pavão

Ponta Delgada nos 150 anos do Diário dos Açores

1. Largo da Graça na década de 1880

 

O Diário dos Açores completa agora 150 anos de publicação. É o mais antigo quotidiano do arquipélago. Conta mais de 42.000 edições. Pelas suas páginas, passa também a própria história de Ponta Delgada.

A câmara municipal reconhece e enaltece o seu contributo para a divulgação da nossa atualidade e para o arquivo da nossa memória. Foi assim em 1914, com a atribuição do nome do seu fundador, Tavares de Resende, para designação toponímica da antiga Rua da Canada. Foi assim em 1970, com a atribuição do topónimo “Rua Diário dos Açores” para comemorar o seu centenário, ainda sublinhado pela entrega de uma medalha de prata municipal.

De facto, reler o jornal Diário dos Açores é reviver a história de Ponta Delgada. Mesmo em cada quarto de século vamos encontrar curiosas memórias. 

Por exemplo, há 150 anos, é instituído o Asilo de Mendicidade de Ponta Delgada e inaugurada a Igreja Paroquial da Fajã de Cima. Há 125 anos, é publicado o Decreto Autonomista de 2 de Março e eleita a primeira Junta Geral do Distrito Autónomo de Ponta Delgada. Há 100 anos, é criada a Companhia de Navegação Carregadores Açorianos, fundado o jornal Correio dos Açores, empreendida a iluminação elétrica da cidade, constituída a Junta Autónoma do Porto de Ponta Delgada. Há 75 anos, é inaugurado o farol de Santa Clara. Há 50 anos, realiza-se a primeira Cimeira Insular em Ponta Delgada e no Funchal. Há 25 anos, é inaugurada a nova aerogare do Aeroporto João Paulo II e  Mota Amaral é substituído por Madruga da Costa na presidência do Governo Regional dos Açores.

Vale a pena recordar tantos outros episódios, mais ou menos marcantes, da nossa história coletiva comum nos seis quartéis consecutivos do percurso editorial do Diário dos Açores, que aqui celebramos.

 

Há 150 anos

Em 1870, no dia 5 de fevereiro, é fundado o jornal “Diário dos Açores”, por iniciativa de Manuel Augusto Tavares de Resende.

Mas há outros acontecimentos ocorridos nesse ano em Ponta Delgada:

A 18 de janeiro, é concedido o segundo título de barão de Fonte Bela a Amâncio Gago da Câmara, de Ponta Delgada.

A 31 de janeiro, é inaugurado o teatrinho da Sociedade “Recreio Dramático”, na Rua de Santa Luzia, em Ponta Delgada.

A 1 de fevereiro, morre o conselheiro e comendador Eusébio Dias Poças Falcão, governador civil do distrito de Ponta Delgada.

A 7 de abril, António José da Rocha e Lucas da Trindade Leitão são nomeados para juízes da Relação dos Açores, em Ponta Delgada.

A 11 de abril, nasce, em Ponta Delgada, o coronel António Teixeira de Miranda, comandante militar e grande oficial da Ordem Militar de Avis, homenageado pela câmara municipal com a atribuição designação toponímica “Rua Coronel Miranda” à antiga “Rua do Saco”.

A 13 de abril, morre, em Ponta Delgada, Joaquim Manuel Fernandes Braga, professor do liceu, pai de Teófilo Braga.

2. Largo da Misericórdia na década de 1890

Largo da Misericórdia na década de 1890

A 3 de junho, José de Mello Giraldes Sampaio de Bourbon é nomeado presidente da Relação dos Açores, em Ponta Delgada.

A 4 de junho, é constituída uma comissão de micaelenses encarregue de instituir o Asilo de Mendicidade de Ponta Delgada, por alvará do governador civil, visconde Bruges, depois conde da Praia da Vitória.

A 10 de junho, é decretada a concessão do título de 1º visconde das Laranjeiras ao 2º barão das Laranjeiras, António Manuel de Medeiros da Costa Canto Albuquerque, de Ponta Delgada.

A 18 de junho, é concedido o título de 2º visconde das Laranjeiras a Manuel de Medeiros da Costa Araújo e Albuquerque, natural de São Pedro de Ponta Delgada.

A 19 de junho, nasce, na ilha da Madeira, o médico Carlos Abel Bettencourt Leça, benemérito da freguesia dos Ginetes.

A 16 de julho, é inaugurada a igreja de Nossa Senhora da Oliveira, na freguesia da Fajã de Cima, construída desde 1856.

A 23 de julho, é fundado, em Ponta Delgada, o jornal “Ecco Michaelense”.

A 28 de julho, morre, em Angra, o bispo D. Frei Estavam de Jesus Maria da Costa, que viveu em Ponta Delgada de 1840 a 1859.

A 2 de agosto, é concedido o título de barão de Nossa Senhora da Oliveira a Manuel Inácio da Silveira, de Ponta Delgada.

A 12 de outubro, é concedido o título de condessa de Fonte Bela à 1ª baronesa de Fonte Bela, Mariana Isabel de Menezes Amorim, de Ponta Delgada.

3. Largo da Câmara na década de 1900

Largo da Câmara na década de 1900

Há 125 anos

 

Em 1895, a 1 de fevereiro, o vapor inglês “Ituni” naufraga defronte das alcaçarias de São Pedro, em Ponta Delgada.

A 6 de fevereiro, é fundado, em Ponta Delgada, o bissemanário “O Comércio Micaelense”, dirigido por Manuel Jacinto da Câmara, impresso na tipografia do Campeão Popular, Rua da Graça, nº15. 

A 28 de fevereiro, nasce, em Loures, António Borges Coutinho de Medeiros Sousa Dias da Câmara, 3º marquês da Praia e Monforte por autorização de el-rei D. Manuel II, neto de António Borges de Medeiros Dias da Câmara e Sousa, natural de São José de Ponta Delgada.

A 2 de março, é publicado o decreto legislativo que concede a autonomia administrativa aos distritos dos Açores e da Madeira, assinado pelo rei D. Carlos, sendo presidente do conselho de ministros Ernesto Rodolfo Hintze Ribeiro, natural de Ponta Delgada, definindo a constituição, modo de funcionamento, competências e atribuições das juntas gerais, fazenda, orçamento distrital, contabilidade distrital, comissão distrital e câmaras municipais.

Também a 2 de março, inicia-se o funcionamento do novo farol de Ponta Delgada, substituindo o anterior destruído pelo temporal de 1894.

A 8 de março, realiza-se uma sessão solene da Câmara Municipal de Ponta Delgada, presidida por José Maria Raposo do Amaral, para celebrar a chegada do “Diário do Governo”, a bordo do paquete “Açor”, que publica o decreto autonomista de 2 de março.

A 14 de março, são atribuídas as toponímias “Largo Conselheiro João Franco” (antigo Largo do Município) e “Rua Hintze Ribeiro” (antiga Rua do Frade e Rua do Garcia), na freguesia da Matriz, em sessão extraordinária da Câmara Municipal de Ponta Delgada, como “reconhecimento pela autonomia administrativa consignada pelo Decreto de 2 de Março”.

A 18 de março, é inaugurada a Exposição Distrital de Artes e Indústrias de Ponta Delgada, realizada no Relvão.

A 28 de março, morre, em Ponta Delgada, a madre Teodora Isabel do Coração de Maria, com 100 anos de idade, a última religiosa que faleceu no convento de Santo André.

A 18 de maio, chega a Ponta Delgada o terceirense Francisco de Paula Moniz Barreto Corte Real, vindo de Angra do Heroísmo num barco feito de jornais, denominado “Autonomia”, para comemorar o decreto autonomista de 2 de Março.

A 17 de junho, são colocados o padre Manuel Furtado Fontes como cura-coadjutor da paróquia da Faã de Cima, o padre João Borges de Medeiros Amorim como cura-coadjutor da paróquia dos Mosteiros e o padre José Furtado maia como cura da paróquia de São José de Ponta Delgada.

A 4 de julho, é redigido o testamento de Maria Isabel Gago da Câmara da Silveira, baronesa de Nossa Senhora da Oliveira, fazendo doação para a construção de dois edifícios escolares na freguesia de Nossa Senhora dos Anjos, Fajã de Baixo, para meninas, e na freguesia de Nossa Senhora da Oliveira, Fajã de Cima, para o sexo masculino.

A 13 de julho, é registado um tremor de terra em Ponta Delgada.

A 15 de setembro, é decretado o estabelecimento de uma escola de pilotagem em Ponta Delgada.

A 17 de setembro, nasce, em Ponta Delgada, o industrial e benemérito António de Medeiros e Almeida, presidente da antiga “União das Fábricas Açorianas de Álcool”  atual “Sinaga” durante cerca de 50 anos, reorganizador da SATA e da Fábrica de Santa Clara, presidente da “Fundação Salazar” e patrono da “Fundação António de Medeiros e Almeida”, que adquiriu e ofereceu à Junta geral a península das Sete Cidades.

A 27 de setembro - Morre, em Ponta Delgada, Tomás de Sousa Estrela, o último frade franciscano da cidade.

A 22 de outubro - Nasce, na vila da Lagoa, Herculano de Amorim Ferreira, deputado autonomista pelo círculo de Ponta Delgada, presidente da Academia das Ciências, vice-presidente da Organização Meteorológica Mundial e subsecretário de Estado da Educação Nacional.

A 19 de novembro, é publicado o decretado que aplicou ao distrito de Ponta Delgada a organização administrativa criada pelo decreto de 2 de Março, sendo eleitos oito procuradores pelo concelho de Ponta Delgada, cinco pelo concelho da Ribeira Grande, três por cada um dos concelhos de Povoação e Vila Franca do Campo e dois por cada um dos concelhos de Lagoa, Nordeste e Vila do Porto.

A 8 de dezembro, é eleita a primeira Junta Geral Autónoma do distrito, presidida por Ernesto do Canto e integrando seis procuradores pelo concelho de Ponta Delgada, nomeadamente, Francisco Pereira Ataíde, Caetano de Andrade Albuquerque, Duarte Manuel de Andrade Albuquerque, Vitoriano Sequeira, Manuel Jacinto da Ponte e António Feliciano Sousa Mariz de Andrade Albuquerque. 

 

5. Largo de Camões na década de 1920

Largo de Camões na década de 1920

Há 100 anos

 

Em 1920, a 5 de fevereiro, é fundado, em Ponta Delgada, o semanário “A Actualidade”, dirigido por Ernesto Ferreira.

A 14 de fevereiro, é fundado, no Liceu de Ponta Delgada, o quinzenário “Voz Académica”, dirigido por José Machado Raposo de Medeiros.

A 15 de março, é criada, em Ponta Delgada, a empresa armadora “Companhia de Navegação Carregadores Açorianos”, acabando por ser englobada na “Empresa Insulada de Navegação” que, por sua vez, constituiu a “CTM - Companhia Portuguesa de Transportes Marítimos”.

A 21 de abril, morre, na ilha Terceira, o padre Eugénio Augusto de Oliveira, reitor do liceu de Angra e prefeito do seminário diocesano, natural de Ponta Delgada.

A 30 de abril, é emitida uma portaria concedendo à companhia portuguesa “Tagus Oil Cª” licença por cinco anos renováveis para estabelecer três tanques para depósito de óleos combustíveis no terreno denominado “Pedreira do Meio” das Obras Públicas de Ponta Delgada.

A 1 de maio, é fundado, em Ponta Delgada, o jornal “Correio dos Açores”, por José Bruno Carreiro e Francisco Luís Tavares.

A 31 de maio, é emitida uma portaria determinando que a estação telegrafo-postal da Ferraria, nos Ginetes, passe a estação telefone postal.

A 5 de junho, é emitido um telegrama ao “Diário dos Açores” comunicando ter sido aprovado o projeto de lei que isenta de direitos os materiais para a iluminação elétrica da cidade de Ponta Delgada.

A 19 de junho, é emitido o edital da Câmara Municipal de Ponta Delgada fazendo a primeira chamada obrigatória do empréstimo de 400 contos destinado às obras de iluminação elétrica da cidade.

A 24 de junho, é aberto o primeiro concurso para professor de canto coral no Liceu Central Antero de Quental, em Ponta Delgada.

A 28 de junho, é emitido o edital da Câmara Municipal de Ponta Delgada abrindo concurso, por noventa dias, para o fornecimento de luz e energia elétrica na cidade.

A 21 de julho, é emitida uma representação da Associação Comercial de Ponta Delgada à Câmara Municipal, protestando contra a construção de um hangar no Cais da Alfândega.

A 24 de julho, é encerrada a estação inglesa de telegrafia sem fios do Pico do Vigário, na freguesia das Feteiras, suspendendo o serviço de receção e expedição de radiogramas.

A 2 de agosto, é apresentada uma reclamação ao Ministro da Marinha, pelos pilotos do porto de Ponta Delgada, pedindo os ordenados mensais de categoria de 180 escudos fortes para piloto-mor e 170 escudos para pilotos.

A 5 de agosto, é emitido o edital da Junta geral do distrito de Ponta Delgada dando por arrematação as obras necessárias no “manicómio do Egipto”.

A 13 de agosto, é aprovada, pelo Congresso da República Portuguesa, a prorrogação, por mais 20 anos, do regime para o fabrico do açúcar em Ponta Delgada, a contar de 1921.

A 22 de setembro, nasce, em Ponta Delgada, o professor e jornalista Luciano Mota Vieira, cavaleiro da Ordem do Rei Leopoldo da Bélgica e comendador da Ordem de Mérito.

A 25 de setembro, é emitido um telegrama ao “Diário dos Açores”, comunicando ter sido autorizada a compra dos aparelhos destinados ao Observatório Meteorológico de Ponta Delgada.

A 30 de setembro, é determinada a prisão dos pilotos do porto de Ponta Delgada por terem feito greve devido à escassez dos seus ordenados, sendo libertados a 3 de outubro.

A 1 de outubro, é emitido o edital do Governo Civil de Ponta Delgada convidando as praças de reserva e reformadas da Armada para servirem nos navios dos Transportes Marítimos do Estado.

Também a 1 de outubro, é emitida uma portaria atribuindo à Escola Primária Superior de Ponta Delgada o nome de “Teófilo Braga”.

A 12 de outubro, é atribuído, solenemente, o nome do padre João Baptista de Valles, natural de Ponta Delgada, à escola “John B. de Valles School”, na cidade de New Bedford, Estados Unidos da América.

A 13 de outubro, é emitido um telegrama ao “Diário dos Açores”, comunicando que segue pelo transatlântico “Brittania” a verba destinada a “habilitar a Delegação de Saúde de Ponta Delgada à extinção da doença suspeita que tem aparecido nas freguesias de Relva e Arrifes”.

A 27 de outubro, realiza-se, em Ponta Delgada, a primeira sessão da comissão do 4º centenário do nascimento de Gaspar Frutuoso.

A 1 de novembro, é lavrada a escritura de constituição da sociedade cooperativa “Auxílio Doméstico de Ponta Delgada”, pelo notário Alípio Correia Lobo.

A 6 de novembro, é emitido um telegrama ao “Diário dos Açores”, comunicando que o Ministro do Trabalho concedeu um subsídio de 50 mil escudos para o combate da epidemia pestosa na ilha de São Miguel.

A 10 de novembro, é publicado, no Diário do Governo, a lei que classifica Ponta Delgada como concelho de 1ª ordem, aprovada em 1916.

A 18 de novembro, é emitido um telegrama ao “Correio dos Açores”, comunicando ter sido aprovado, na Câmara dos deputados em Lisboa, o projeto de lei que cria a Junta Autónoma do Porto de Ponta Delgada.

A 19 de novembro, é fundeado no porto de Ponta Delgada, para tomar carvão, o navio “Oltul”, o primeiro de nacionalidade romena a visitar a ilha de São Miguel. 

A 26 de novembro, é emitido o edital da Câmara Municipal de Ponta Delgada convidando os artistas da ilha a concorrerem aos prémios do legado do benemérito Manuel Inácio Correia.

A 28 de novembro, é destruído, por incêndio, o palco do Coliseu Avenida, em Ponta Delgada, sem provocar ferimento nos 1.300 espetadores presentes. 

A 16 de dezembro, o vapor americano “Yellowstone” naufraga na Calheta, Em São Pedro de Ponta Delgada.

A 22 de dezembro, é assinada, em Ponta Delgada, a escritura de venda do Paço (construído por Jacinto Inácio Rodrigues da Câmara e atual Escola Secundária Antero de Quental) à Junta Geral e aos municípios do distrito, com exceção do de Nordeste, pela quantia de 221.492,00 escudos, para ser paga em 25 anos.

A 27 de dezembro, é lavrada a escritura de constituição da sociedade anónima de responsabilidade limitada “Mutualista Açoreana”, com sede em Ponta Delgada, pelo notário Alípio Correia Lobo.

 

7. Cais da cidade na década de 1940

Cais da cidade na década de 1940

Há 75 anos 

 

 Em 1945, a 15 de janeiro, toma posse o novo presidente da Câmara Municipal de Ponta Delgada, Duarte Manuel de Andrade Albuquerque.

A 19 de fevereiro, é benzida a capela de Nossa Senhora do Monte do Carmo, na freguesia dos Fenais da Luz, projetada pelo engenheiro Luís Gomes.

A 16 de março, morre o governador civil substituto do distrito autónomo de Ponta Delgada, comendador Jaime Hintze, na sua vivenda da Gorreana, no Porto Formoso.

A 25 de março, é transformado em jornal diário o bissemanário “Açores”, fundado por Cícero de Medeiros, em Ponta Delgada.

A 25 de abril, a Câmara Municipal de Ponta Delgada delibera colocar uma lápide na casa onde nasceu Espínola de Mendonça.

A 15 de junho, é inaugurado o farol de Santa Clara, na freguesia de São José.

A 17 de junho, é ordenado presbítero Joaquim do Rego, natural da freguesia da Bretanha.

Também a 17 de junho, é inaugurada a igreja evangélica da freguesia dos Arrifes.

 

9. Avenida Infante D. Henrique na década de 1960

Avenida Infante D. Henrique na década de 1960

Há 50 anos

 

Em 1970, a 2 de janeiro, a Câmara Municipal de Ponta Delgada delibera atribuir o nome de “Rua Diário dos Açores” para designação toponímica de um arruamento da freguesia de São José.

A 8 de janeiro, morre, em Ponta Delgada, a poetisa micaelense Maria Isabel da Câmara Quental.

A 15 de janeiro, a Câmara Municipal de Ponta Delgada emite um edital com vista a salvaguardar a integridade de alguns fontanários de interesse artístico existentes em diversos locais do concelho.

A 5 de março, a Câmara Municipal de Ponta Delgada autoriza a construção do cemitério israelita no terreno doado pelos herdeiros de Vasco Bensaúde.

A 12 de março, é celebrado o acordo de geminação das cidades de Ponta Delgada e San Leandro, Califórnia (EUA).

A 2 de abril, o vereador Dinis Agostinho Pimentel da Silva é designado para presidente da comissão de trânsito de Ponta Delgada e da comissão municipal de arte e arqueologia. 

Também a 2 de abril, a Câmara Municipal de Ponta Delgada aprova o projeto de construção do estádio municipal, da autoria do agente técnico Guilherme António Oliveira, a implantar nos terrenos da “Mata da Doca”.

Igualmente a 2 de abril, a câmara municipal proíbe a existência de enfermarias de animais, pocilgas, estábulos, currais ou cavalariças dentro da cidade de Ponta Delgada. Ainda a 2 de abril, José Maria Caetano de Matos é nomeado para médico municipal na cidade de Ponta Delgada.

A 23 de abril, a Câmara Municipal de Ponta Delgada delibera encomendar duas medalhas de prata para comemoração do centenário do “Diário dos Açores”.

A 7 de maio, morre Jeremias da Costa, reitor do Liceu de Ponta Delgada, presidente da Junta Geral e governador civil do distrito autónomo.

A 29 de maio, o distrito de Ponta Delgada faz-se representar na I Cimeira Insular, realizada na cidade do Funchal, pelo governador em exercício Augusto Branco Camacho e os deputados João Bosco Mota Amaral e Deodato Magalhães de Sousa.

A 23 de julho , a Câmara Municipal de Ponta Delgada delibera colocar uma placa na casa onde nasceu D. Frei Estêvão de Jesus Maria, comemorando o centenário do seu nascimento.

Também a 23 de julho, a Câmara Municipal de Ponta Delgada delibera autorizar os militares que tenham servido no ultramar a utilizarem gratuitamente os “Banhos das Alcaçarias” e o “Balneário Municipal”.

A 31 de julho, a Câmara Municipal de Ponta Delgada aprova um voto de pesar pela morte de António Oliveira Salazar.

A 19 de agosto, chega a Ponta Delgada o novo governador civil do distrito, coronel Basílio Seguro.

A 3 de setembro, Luís Gouveia é nomeado para médico municipal na freguesia da Fajã de Baixo.

A 8 de setembro, morre, em Ponta Delgada, Maria da Ascensão Botelho Soares de Albergaria, cantora micaelense com projeção em Itália e Brasil.

A 1 de outubro, a Câmara Municipal do Lobito comunica que deu o nome de “Rua da Cidade de Ponta Delgada” a uma artéria local, em homenagem à cidade micaelense. 

A 7 de outubro, é inaugurado o edifício escolar da freguesia de São Pedro, construído no âmbito do plano dos centenários.

Também a 7 de outubro, D. Humberto de Sousa Medeiros, natural da freguesia dos Arrifes, é elevado a arcebispo de Boston, a segunda diocese dos Estados Unidos da América.

A 8 de outubro, morre, em Ponta Delgada, o regente agrícola Luís Borges Bettencourt, presidente da câmara municipal.

A 14 de outubro, a árvore da borracha do jardim António Borges, em Ponta Delgada, é  declarada como monumento de interesse público.

A 15 de outubro, a Câmara Municipal de Ponta Delgada delibera executar as obras de valorização da piscina de São Pedro.

A 23 de outubro, realiza-se no Palácio da Conceição, em Ponta Delgada, a segunda fase da I Cimeira Insular, iniciada na cidade do Funchal.

A 29 de outubro, a Câmara Municipal de Ponta Delgada delibera a transferência da bomba de gasolina localizada frente ao Hotel do Infante para o passeio sul da Avenida Infante D. Henrique. 

A 5 de novembro, é concedido o título de “cidadão honorário de Ponta Delgada” ao tenente-coronel José Agostinho, por deliberação da câmara municipal.

A 15 de novembro, é inaugurado o salão paroquial da freguesia da Fajã de Baixo.

A 26 de novembro, é criado o ciclo complementar misto na escola de São Pedro, na Rua da Mãe de Deus.

Também a 26 de novembro, a Câmara Municipal de Ponta Delgada delibera a transferência da estátua de José Cordeiro, até então no cemitério de S. Joaquim, para a sua atual localização na zona ajardinada da Rua Engº José Cordeiro, no lugar da Calheta, freguesia de São Pedro.

A 17 de dezembro, é criado o ciclo complementar misto na escola dos Milagres, na freguesia dos Arrifes.

A 21 de dezembro, Jorge Palhinha Moura é substituído por Dinis Agostinho Pimentel da Silva na presidência da Câmara Municipal de Ponta Delgada.

 

Há 25 anos

 

Em 1995, a 2 de janeiro, Luísa Constantina, escultora natural de Ponta Delgada, é designada para patrona da escola do primeiro ciclo do ensino básico da freguesia de Rabo de Peixe, onde viveu.

A 23 de janeiro, morre, em Ponta Delgada, o jornalista João Silva Júnior, diretor do “Diário dos Açores” e da revista “Insulana”, fundador do grupo folclórico de S. Miguel, o primeiro do arquipélago, e da “Associação para a Defesa e Investigação do Património Açoriano”.

A 29 de janeiro, é inaugurada a ampliação do edifício escolar do primeiro ciclo do ensino básico da freguesia das Sete Cidades, com a nova designação de “Escola Padre José Cabral Lindo”.

A 5 de fevereiro, Manuel António de Vasconcelos, deputado e fundador do jornal “Açoriano Oriental”, é  constituído patrono da escola primária do Pilar da Bretanha.

A 2 de março, são emitidos os selos filatélicos alusivos aos paladinos da Autonomia dos Açores, Aristides Moreira da Mota e Gil Mont’Alverne de Sequeira, naturais de Ponta Delgada.

A 22 de abril, morre, em Ponta Delgada, João Bernardo de Oliveira Rodrigues, presidente do Instituto Cultural e impulsionador da Academia Musical.

A 24 de abril, é deliberada a toponímia “Rua Dr. Edmundo Machado de Oliveira”, na freguesia de São José.

A 11 de maio, é inaugurada a nova aerogare do aeroporto João Paulo II, em Ponta Delgada, pelo primeiro-ministro Aníbal Cavaco Silva.

Também a 11 de maio, realiza-se na Universidade dos Açores, em Ponta Delgada, a cerimónia de doutoramento “Honoris Causa” de João Bosco Mota Amaral, presidente do governo regional, apadrinhada por Aníbal Cavaco Silva, primeiro-ministro de Portugal.

A 1 de setembro, são emitido os selos filatélicos alusivos ao palácio Jácome Correia e ao edifício da Santa Casa da Misericórdia, em Ponta Delgada, inseridos na coleção “Arquitetura Civil Açoriana”.

A 18 de setembro, é lançada, em Ponta Delgada, a moeda comemorativa do primeiro centenário da Autonomia, da autoria de Álvaro França, por iniciativa do Banco Comercial dos Açores.

A 11 de outubro, João Bosco Mota Amaral anuncia, em Ponta Delgada, o seu pedido de exoneração dos cargos de presidente do governo regional dos Açores e de presidente do PSD/Açores.

A 20 de outubro, toma posse o VI Governo da Região Autónoma dos Açores, presidido por Alberto Romão Madruga da Costa e constituído pelos secretários regionais Berta Cabral (Finanças e Administração Pública), Bento Barcelos (Educação e Cultura), Gaspar da Silva (Juventude, Emprego, Comércio, Indústria e Energia), Adolfo Lima (Agricultura e Pescas), Manuel Azevedo (Turismo e Ambiente), António Meneses (Saúde e Segurança Social) e Jaime Medeiros (Habitação e Obras Públicas), em cerimónia presidida pelo Ministro da República para os Açores, Mário Pinto.

A 11 de dezembro, realiza-se, em Ponta Delgada, o X congresso regional do PSD/Açores, com a eleição de Álvaro Dâmaso para presidente da sua comissão política regional.

 

 

 

 Por José Andrade

Presidente da Comissão Municipal de Toponímia, Distinções Honoríficas e Património Cultural do Município de Ponta Delgada.

Baseado no seu livro Concelho de Ponta Delgada, 500 Anos de História - Cronologia de Figuras e Factos (1499-1999)

 

 

Detido homem suspeito de abusar sexualmente das duas filhas menores

PJ1

A Polícia Judiciária (PJ) deteve um homem de 60 anos de idade, pela “presumível prática de múltiplos crimes de abuso sexual de crianças, de que foram vítimas duas menores”. As vítimas eram filhas do suspeito. 

De acordo com a PJ, “os abusos ocorreram quando as vítimas tinham 12 e 13 anos de idade, tendo o agressor aproveitado a relação familiar e de proximidade para as sujeitar a actos sexuais de relevo”.

Os factos ocorreram no Grupo Central do arquipélago dos Açores. O detido, com 60 anos de idade, foi presente a primeiro interrogatório judicial para aplicação das medidas de coação tidas por adequadas.

Reciclagem aumentou mais de 13% na ilha de São Miguel no ano passado

reciclagemO encaminhamento de resíduos para reciclagem cresceu 13,9% em 2019, em comparação com o ano anterior, revelou ontem a MUSAMI - Operações Municipais do Ambiente.

“Trata-se de crescimento muito substancial, com destaque para a evolução da valorização do vidro, do papel, das embalagens de madeira e dos resíduos de jardim”, destaca a empresa, numa nota enviada à comunicação social.

A MUSAMI admite que “ainda há muito a crescer nesta área”, sublinhando que mantém, com as Câmaras Municipais, “equipas de sensibilização em contacto com as populações para esclarecer como devem proceder e contribuir para o desígnio de transmitir às gerações futuras um planeta melhor”.

No seguimento da sua estratégia de comunicação, a MUSAMI tem um plano de visitas de estudo ao Ecoparque da Ilha de São Miguel para estabelecimentos escolares, instituições e empresas. De acordo com a instituição, durante o ano passado foram recebidos 71 grupos de estudantes que totalizaram 1995 visitantes, foram realizadas sensibilizações em empresas abrangendo 503 participantes, a que acrescem 3744 pessoas através de outras ações. O programa “Parceiros” que procura estabelecer compromissos em matéria de separação de resíduos com estabelecimentos comerciais, chegou a 283 espaços em 2019.

Na mesma nota a MUSAMI sublinha o “grande impacto” da reciclagem nas emissões com efeito estufa. “Se existe hoje uma inegável preocupação com o clima, cabe a cada um dos cidadãos começar por separar os seus resíduos e entregá-los aos sistemas de recolha de acordo com as instruções fornecidas pelos municípios. Desta forma, estarão a fazer uma parte do processo que se impõe na redução da pegada ambiental, pois sem a participação das populações não é possível atingir as ambiciosas metas de reciclagem, nem reduzir as emissões com efeito estufa”, lê-se no comunicado.

A MUSAMI - Operações Municipais do Ambiente, com sede na Ribeira Grande, detém o Ecoparque da Ilha de São Miguel para onde são encaminhados os resíduos dos concelhos de Lagoa, Ponta Delgada, Povoação, Ribeira Grande e Vila Franca do Campo.

 

MEO Monte Verde com novas confirmações para Festival que se realiza de 6 a 8 de Agosto

Monte Verde Festival - públicoO MEO Monte Verde 2020, que irá realizar-se de 6 a 8 de Agosto 2020 na praia do Monte Verde, na Ribeira Grande, acaba de anunciar quatro novas confirmações: Xutos & Pontapés, Nenny, Mezerg e Dj Oder.

Com mais de 40 anos de carreira, Xutos & Pontapés são o nome “mais sonante” da música rock portuguesa. “A Minha Casinha”, “Para Ti Maria” e “Contentores” são apenas alguns dos temas que os fazem continuar a acreditar na força do rock e na energia do palco. Em Agosto deste ano, estreiam-se no MEO Monte Verde para partilhar com o público alguns dos hinos mais marcantes do rock português.

Nenny foi uma das principais revelações musicais de Portugal em 2019 e bastou um ano para se tornar um verdadeiro fenómeno do Hip-Hop tuga. “Sushi” foi o seu tema de estreia e já conta com quase 12 milhões de visualizações. Seguiram-se “On You”, “Bússola”, “21” e “Dona Maria”, temas que ao todo contabilizam mais de 22 milhões de visualizações.

Criador de uma nova sonoridade orgânica que mistura o Techno, a World Music, o Jazz e o Trance, Mezerg é um “verdadeiro” man show. O piano e a percussão são a base das suas actuações e ao vivo garante um espectáculo de improviso que promete ser uma das principais surpresas do MEO Monte Verde 2020.

De regresso está o Dj Oder, umas das principais figuras da Bass Music nacional. O seu trabalho refere uma viagem sonora onde convergem diversas influências musicais com notas urbanas. Em Agosto, volta a pisar o palco do festival para mais uma noite de ritmos acelerados do Drum and Bass.

Os passes gerais para a 9ª edição do MEO Monte Verde encontram-se disponíveis a 28€ mais 5€ com campismo e podem ser adquiridos nas lojas CTT e em festicket.com.