Empresários açorianos querem 500 milhões de euros injectados na economia

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A Câmara do Comércio e Indústria dos Açores anunciou ontem que apresentou ao Governo dos Açores um conjunto de contributos para a denominada Agenda para o Relançamento Social e Económico da Região Autónoma dos Açores, na sequência dos fortes efeitos negativos provocados pela pandemia COVID 19.

O referido conjunto assenta em seis (6) pacotes de medidas em áreas críticas, que não dispensam as medidas gerais que, normalmente, compõem os Planos e Orçamento da Região.

“O enfoque das propostas é, portanto, apenas em medidas para compensação das perdas registadas ao longo da pandemia, não dispensando as demais habitualmente defendidas e que têm sido objeto de tratamento por parte da CCIA, assim como por parte de outros parceiros sociais”, afirma o organismo empresarial em nota enviada à comunicação social.

Os seis pacotes, a desenvolver de 2020 a 2023 e compostos por diversos eixos, são: 1 - Pacote Manutenção do Emprego - para manter o emprego e a capacidade produtiva. A dotação prevista é de 136 milhões de euros; 2 - Desconfinamento Efetivo - para relançar os açorianos na vida económica e social, com dotação prevista de 40,5 milhões de euros; 3 - Pacote de Formação de Ativos - para preparar melhor a força de trabalho para o futuro, com dotação prevista de 24 milhões de euros; 4 - Pacote Fiscal - para devolver rendimento e economia aos consumidores e às empresas, com um montante de 120,5 milhões de euros; 5 - Pacote Digital - para alcançar um novo patamar de competitividade no futuro, com um montante previsto de 59 milhões; 6 - Pacote Recapitalizar contemplando um montante de 120 milhões de euros.

“Estas são áreas de intervenção prioritária, transversal a toda a economia, mesmo que com elevada incidência no cluster do turismo, e com elevado potencial de manutenção de capacidade produtiva e dinamização económica, são essenciais numa fase de arranque para uma nova normalidade”, lê-se na nota da Câmara do Comércio.

Os seis pacotes, a desenvolver num período de 4 anos, têm um custo estimado de 500 milhões de euros, com 53 milhões em 2020 e 152,5 milhões em 2021, 152,25 em 2022 e 142,25 em 2023. Estes valores correspondem a cerca de 16% do PIB dos Açores de 2019, reconhecendo-se que outras áreas, como a saúde e os transportes necessitarão, também, de um esforço orçamental considerável para a satisfação de novos padrões de intervenção, conclui a nota.

 

Mercadona comprou nos Açores 127 mil quilos de queijo e 30 mil litros de leite

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A Mercadona (uma das maiores cadeias de supermercados familiar de capital espanhol, fundada por Juan Roig Alfonso), exporta actualmente 90% das suas compras a fornecedores comerciais portugueses para Espanha, onde tem mais de 1.600 lojas.

Nos Açores, a Mercadona tem trabalhado com a Lactaçores, à qual adquire manteiga e leite para as lojas de Portugal, e vários tipos de queijo, como o queijo flamengo ou o queijo da ilha, para as lojas de Portugal e Espanha. 

Em 2019, foram adquiridos 127.000 quilos de queijo e cerca de 30.000 litros de leite nos Açores, além do comprado em Portugal continental.

Em 2019, a empresa adquiriu 126 milhões de euros em produtos nacionais, mais 43% do que em 2018, ano em que fez compras no valor de 88 milhões de euros.

Além das lojas de Espanha, os produtos destinam-se também às lojas em Portugal, onde a Mercadona tem actualmente 10 lojas e prevê abrir este ano outras 10, nos distritos de Aveiro, Porto e Viana do Castelo.

A empresa conta hoje com mais de 300 fornecedores portugueses, com os quais colabora dentro da sua política de Cadeia Agroalimentar Sustentável, respeitando os princípios da legislação europeia e portuguesa em vigor e sendo assinante do Código de Boas Práticas na Cadeia Agroalimentar.

Elena Aldana, diretora-Geral Internacional Relações Externas da Mercadona, refere que a relação da empresa com fornecedores portugueses “começou antes da nossa vinda para o país e tem-se intensificado ao longo dos anos. 

“Sempre procurámos oferecer um sortido diferenciado, com produtos de elevada qualidade e a preços competitivos aos nossos ‘Chefes’ e, desde que passámos a ter fornecedores especialistas em produtos e que conhecemos mais e melhor os fornecedores em Portugal, o número de fornecedores com os quais trabalhamos cresceu”, refere, mostrando-se satisfeita com a cadeia de abastecimento que, durante a actual crise de saúde, demonstrou uma “capacidade de resposta excepcional perante os desafios, para que nada falte na mesa dos portugueses”.

Desde 2016, ano em anunciou a sua entrada em Portugal, a Mercadona já comprou um total de 329 milhões de euros a fornecedores comerciais portugueses. A fruta, os laticínios e o peixe são alguns dos exemplos de produtos comprados no nosso país.

Por exemplo, em 2019, a empresa comprou 1.160 toneladas de Pera Rocha; 3.795 toneladas de Maçã Royal Gala e 2.350 toneladas de Maçã Golden a fornecedores portugueses como Cooperfrutas, Frutas Cruzeiro, Patrícia Pilar, Global Fruit, Lusopera ou Frutitaipina. No mesmo ano, a Mercadona comprou também 22 toneladas de Banana da Madeira.

A empresa tem uma política de apoio aos sectores de produtos que atravessam períodos mais sensíveis, onde se enquadra o do leite, pelo que 100% do leite vendido em Portugal é português. Esta informação vem mesmo destacada com um selo nas respectivas embalagens. Também o azeite segue a mesma política e é de origem nacional.

Por outro lado, no âmbito da política de responsabilidade social junto dos consumidores, a Mercadona oferece um sortido amplo para os consumidores com intolerâncias alimentares. Dispõe, por exemplo, de produtos sem lactose nas suas lojas, onde se encontra o leite sem lactose 100% português.

Já ao nível das compras em lotas portuguesas, a Mercadona tem feito as suas compras em lotas locais, com o objectivo de oferecer o peixe mais fresco possível. Em 2019, a empresa comprou cerca de 1.500 toneladas de peixe nas lotas de Matosinhos, Aveiro, Peniche, Sesimbra, Olhão, Quarteira e Portimão.

No total de compras realizadas pela Mercadona a fornecedores portugueses, em 2019, entre os quais se contam fornecedores comerciais, de serviços e de transportes, o valor ultrapassa os 217 milhões de euros.

“O nosso compromisso com os nossos fornecedores é estar perto deles para conhecer o seu dia a dia, contornar de forma conjunta os problemas que possam encontrar no caminho e estreitar o nosso relacionamento e a nossa confiança. Só desta forma é que conseguimos avançar para uma Cadeia Agroalimentar Sustentável: trabalhando todos de forma conjunta”, acrescenta Elena Aldana.

Turismo nos Açores foi inexistente em Abril e SREA suspende estatísticas do sector

cama hotelCom o sector do turismo encerrado, não há dados de turismo sobre o mês de Abril nos Açores, pelo que o Serviço Regional de estatística dos Açores (SREA) suspendeu os dados relativamente ao turismo na região, pelo menos até Junho.

“No contexto actual de pandemia do novo coronavírus (COVID-19) e consequentes encerramentos de estabelecimentos hoteleiros e cancelamentos de voos entre as ilhas dos Açores e entre as ilhas e outros territórios, a produção e divulgação do Indicador de Turismo-Açores perde significado”, explica o SREA.

“Assim, a produção do IT-Açores fica suspensa, e assim se manterá enquanto durar a actual situação, que previsivelmente se estenderá ao próximo mês de Junho”, anuncia aquele organismo que faz a estatística da região.

Os últimos dados sobre transportes aéreos nos Açores, referentes ao mês de Abril, e que apontam para quebras homólogas de aproximadamente 99%, assim como as últimas estatísticas do turismo, referentes ao mês de Março, e que apontam para quebras homólogas de aproximadamente 58%, estão disponíveis no portal do SREA: http://srea.azores.gov.pt.

A publicação do próximo destaque com Estatísticas do Turismo está prevista para o próximo dia 17 de Junho. 

 

Março teve queda de 58,6%

 

Recorde-se que em Março, na Região Autónoma dos Açores, no conjunto dos estabelecimentos hoteleiros, turismo no espaço rural e alojamento local, as dormidas atingiram 67,4 mil dormidas, representando um decréscimo homólogo de 58,6%. 

De Janeiro a Março de 2020, no conjunto dos estabelecimentos hoteleiros (hotéis, hotéis-apartamentos, apartamentos turísticos e pousadas), do turismo no espaço rural e do alojamento local da Região Autónoma dos Açores registaram-se 301,8 mil dormidas, valor inferior em 18,3% ao registado em igual período de 2019. 

De Janeiro a Março, os residentes em Portugal atingiram cerca de 174,1 mil dormidas, correspondendo a um decréscimo homólogo de 19,4%; os residentes no estrangeiro atingiram 127,7 mil dormidas, registando uma diminuição em termos homólogos de 16,8%.

Neste período registaram-se 105,9 mil hóspedes, apresentando uma taxa de variação negativa de 16,6% relativamente ao mesmo período de 2019. 

Em termos de variações homólogas acumuladas, de Janeiro a Março, todas as ilhas apresentaram variações homólogas negativas à excepção da ilha de Santa Maria e da ilha Terceira, com variações respectivamente de 9,6% e 6,2%.

As ilhas do Corvo, da Graciosa, do Faial, das Flores, de São Miguel, de São Jorge e do Pico apresentaram variações negativas respetcivamente de, 51,2%%, 46,4%%, 34,4%, 25,4%, 22,5%, 19,4% e 10,8%. 

 

Queda de quase 70% na venda de automóveis

viaturas vendidas abril 20A queda na venda de viaturas novas nos Açores, em Abril, atingiu os 69,9%, segundo anunciou ontem o Serviço regional de Estatística dos Açores (SREA).

Foram vendidas apenas 110 viaturas, quando no mesmo mês do ano passado tinham sido 365.

No conjunto dos quatro meses deste ano venderam-se 967 viaturas novas, menos do que as 1.217 vendidas em igual período do ano anterior.

Já no mês de Março se tinha registado uma queda nas vendas, de 282 para 212 vendidas, quando se registava um aumento nos dois meses anteriores, seguindo a tendência do ano passado, um dos anos recorde em vendas de viaturas novas.

A retracção dos consumidores e a paragem do turismo, onde a venda de carros para o aluguer é significativa, deverão estar na resposta a esta forte queda.

Os ligeiros de passageiros são os que registam a maior diminuição em Abril,  de 294 para apenas 87, o mesmo acontecendo no conjunto dos quatro meses deste ano, passando de 985 para 791 viaturas vendidas. 

Queda de 5% na compra de produtos alimentares nas grandes superfícies comerciais

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Em Abril, a compra de produtos alimentares nas grandes superfícies comerciais apresenta variações mensais homólogas negativas de 5,40% a preços constantes e de 1,81% a preços correntes, revelou ontem o SREA.

Com efeito, o índice de vendas do comércio a retalho – produtos alimentares regista em Abril, a preços constantes (valores brutos), uma variação mensal homóloga negativa de 5,40% e trimestral homóloga ainda positiva de 3,76%. 

A preços constantes (corrigidos dos efeitos calendário e sazonalidade), verifica-se um acréscimo de 2,88% relativamente à variação média nos últimos 12 meses.

Quanto à variação mensal, verifica-se uma variação negativa de 13,82%. 

Relativamente às variações, mensal homóloga e média nos últimos 12 meses, a preços correntes (valores brutos), a mensal homóloga desceu 1,81% e a média nos últimos 12 meses subiu 2,95%.