Revisão do Plano e Orçamento para 2020 com reforço de 59 ME de investimento

Sérgio Ávila Orçamento 2020

O Vice-Presidente do Governo anunciou ontem, em Angra do Heroísmo, que a proposta de revisão do Plano e Orçamento da Região para 2020 “assegura um reforço de 59 milhões de euros no investimento a executar este ano e representa um aumento de 105 milhões de euros de investimento face ao orçamentado no ano passado”.

Sérgio Ávila adiantou que foi entregue ontem na Assembleia Legislativa a proposta de revisão do Orçamento e Plano de Investimentos da Região para 2020, que “contempla o reforço das dotações orçamentais para fazer face ao início dos investimentos de reconstrução decorrentes do furacão Lorenzo e da execução plena dos apoios previstos a quem ficou afectado pela sua passagem”.

“Com esta revisão orçamental, o investimento público directo cresce para 618,9 milhões de euros e o investimento público global aumenta para 876,7 milhões de euros”, avançou o governante.

Sérgio Ávila salientou ainda que este aumento do investimento público “é conseguido sem qualquer recurso ao endividamento, sendo totalmente financiado pelos recursos próprios da Região, pelas transferências do Orçamento de Estado e por fundos europeus, apesar do Orçamento de Estado autorizar o financiamento bancário para a reconstrução e recuperação de infra-estruturas e apoios resultantes da passagem do furacão”.

O Vice-Presidente disse que as acções de reconstrução e recuperação de infra-estruturas este ano serão financiadas em 26,4 milhões de euros pelo saldo orçamental transitado de 2019, em 25,4 milhões de euros através de uma nova transferência do Governo da República, concretizando na íntegra o compromisso de assumir 85 por cento dos custos da reconstrução, e em 7,4 milhões de euros pelo Fundo de Solidariedade da União Europeia.

“A conjugação destas três realidades permitiu dotar a Região dos meios financeiros necessários ao esforço de recuperação dos danos previstos para 2020”, acrescentou.

Este saldo orçamental, referiu Sérgio Ávila, “resulta da primeira transferência de 20 milhões de euros, por parte do Governo da República, no final do ano passado, para a reconstrução, conjugada com o facto da Região ter conseguido uma execução total - 99,8% - da receita própria prevista no Orçamento e uma poupança de 7,5 milhões de euros nas despesas de funcionamento da Região face ao orçamentado”.

O Vice-Presidente afirmou que este valor resultou do “rigoroso e pormenorizado levantamento dos prejuízos”, tendo sido elaborada a correspondente “calendarização, que garanta a reconstrução da forma mais rápida e célere possível, cumprindo os prazos e procedimentos legais para elaboração dos projectos e início das obras”.

O valor total de investimento público apurado foi de 313,4 milhões de euros, a que é acrescido o valor do IVA das obras da Portos dos Açores, que é reembolsável.

Segundo Sérgio Ávila, cerca de 38,4 milhões de euros correspondem ao apoio à recuperação ou construção de novas infra-estruturas e equipamentos portuários e ao transporte de mercadorias, designadamente no Porto das Lajes das Flores, assim como recuperação de equipamentos e infra-estruturas portuárias noutros portos do arquipélago, bem como o investimento no sistema de transporte marítimo de mercadorias para as ilhas do Grupo Ocidental.

“Quatro milhões de euros são para recuperação dos danos em infra-estruturas marítimas, designadamente muros de protecção, galgamentos e enrocamentos na orla costeira, 2,9 milhões de euros para recuperação de infra-estruturas de apoio à pesca, enquanto 2,2 milhões de euros se destinam à recuperação de infraestruturas rodoviárias”, acrescentou.

Sérgio Ávila adiantou ainda que 2,8 milhões de euros são para apoio a empresas e explorações agrícolas decorrentes dos prejuízos causados pela passagem do furacão e na sua actividade posterior, 1,5 milhões de euros para recuperação de danos em edifícios escolares e habitações e 0,88 milhões de euros para recuperação de infra-estruturas na área do ambiente.

“O Governo dos Açores decidiu também apoiar as Câmaras Municipais afectadas pelo furacão, financiando 85% dos custos decorrentes da recuperação de infra-estruturas e equipamentos municipais, estando previsto nesta proposta de Plano e Orçamento um apoio às autarquias de 3,4 milhões de euros”, salientou.

“Nesta revisão está também contemplada a actualização das transferências para a SATA, no âmbito das obrigações de serviço público inter-ilhas, decorrente do acréscimo de passageiros transportados, no valor de três milhões de euros, também financiado pelo saldo orçamental de 2019”, disse Sérgio Ávila. 

“Com a entrega destes documentos, o Governo dos Açores cumpre o seu compromisso de assegurar uma recuperação e reconstrução o mais célere e rápida possível, tendo já garantido, ao mesmo tempo, os recursos financeiros para fazer face à totalidade destes prejuízos, não condicionando ou prejudicando todos os outros investimentos e apoios previstos para este ano, nem para os anos seguintes”, afirmou o Vice-Presidente.  

Novo Banco dos Açores com resultado líquido de 3,7M€ no 3º trimestre

novo banco dos açores 2018

O Novo Banco dos Açores fechou o terceiro trimestre do ano com um resultado líquido de 3,7 milhões de euros, o que se traduz num aumento de 27,6% face ao ano passado. Os números foram avançados em comunicado pela instituição bancária.

“O resultado líquido do Novo Banco dos Açores, no 3º trimestre de 2019, registou um aumento de 27,6%, face ao período homólogo do ano anterior, perfazendo um total de 3.730 milhares de euros, que compara com 2.923 milhares de euros em setembro de 2018”, lê-se na nota enviada às redacções.  

Segundo a mesma fonte, o Novo Banco dos Açores “prosseguiu, neste 3º trimestre de 2019, uma ampla actividade de proximidade com os seus Clientes, principalmente no setor primário, na indústria, com especial enfoque na industria transformadora e no turismo ”. 

O banco aponta ainda o aumento dos Depósitos que no período em análise e face ao período homólogo de 2018, que tiveram um crescimento de 7,4%. Quanto à concessão de Crédito, no mesmo período, também cresceu 0,7%, valor este que, segundo o banco, “em termos reais aumentou muito mais já que o Crédito Vencido teve uma importante redução, pois passou de cerca de 17,5 milhões de euros para cerca de 11 milhões de euros, e uma vez que o Crédito Vencido está incluído no Crédito Total, significa que o Crédito Concedido efectivo aumentou 3%”.

O Resultado Financeiro, no 3º trimestre de 2019, registou um acréscimo de 7,7% face ao mesmo período de 2018, enquanto o Produto Bancário Comercial aumentou 4,5% e o Produto Bancário Total aumentou 6,2%. Acresce que o montante dos impostos calculados neste 3º trimestre de 2019 foi de 2 milhões de euros contra 1,4 milhões de euros em setembro de 2018. 

O último rácio de Solvabilidade do Novo Banco dos Açores, de agosto de 2019, situava-se em 14,15%, o que atesta bem a solidez do Banco. 

 

Lucros do Novo Banco dos Açores sobem 92,4% em 2018 para 3,76 ME

novo banco dos açores 2018

Os lucros do Novo Banco dos Açores avançaram 92,4% em 2018, de 1,95 milhões de euros para 3,76 milhões de euros, revelou ontem a entidade. 

Os lucros, vincou aos jornalistas o Presidente da Comissão Executiva do banco, Gualter Furtado, ficaram a dever-se sobretudo “à contenção de custos, quer com pessoal quer administrativos”, e à “melhoria da margem financeira do banco”.

“O Novo Banco dos Açores sempre teve resultados positivos. Nunca teve grandes números, mas foram sempre positivos e sustentáveis. Foi um banco que não foi resolvido, o Banco de Portugal não interveio neste banco, foi sempre considerado um banco bom, que nunca recorreu a ajuda pública”, prosseguiu o responsável.

À Região Autónoma dos Açores foram entregues 2,6 milhões de euros em impostos em 2018, acrescentou ainda Gualter Furtado.

No final de 2018, o rácio de solvabilidade do Novo Banco dos Açores era de 14,4%, o rácio de transformação de 97,2% e o rácio de liquidez de 179%, o que “comprova a posição de solidez do banco”, afiança a Comissão Executiva, que hoje apresentou os resultados aos conselheiros da entidade.

Novo Banco dos Açores com resultado líquido de 1027 milhares de euros no 1º trimestre

novo banco dos açores 2018O Novo Banco dos Açores apresentou um resultado líquido de um milhão e vinte e sete mil euros nos primeiros três meses do ano. 

“O resultado líquido do 1º trimestre registou um aumento de 190,1%, face ao período homólogo do ano anterior, perfazendo um total de 1.027 milhares de euros, que compara com 353 milhares de euros em Março de 2018, revelou ontem a instituição bancária, em comunicado.

O Novo Banco dos Açores destaca a “evolução positiva” no desenvolvimento da sua actividade, salientando “o aumento, face ao período homólogo de 2018, do crédito e dos depósitos a clientes de 2,3% e 4,9%, respectivamente”.

No mesmo comunicado, o Novo Banco dos Açores frisa que “continuou a desenvolver a sua estratégia para a captação de novos clientes, através de diversas acções junto de empresas, serviços, instituições e organismos públicos, com o objectivo de melhoria da quota de mercado, e da actividade, em matéria de captação de recursos e de concessão crédito. 

Quanto ao Produto Bancário, “no 1º trimestre de 2019, o banco melhorou substancialmente, registando um acréscimo de 24,7% face a 2018, como resultado, principalmente, da evolução do Resultado Financeiro (+17,7%)”. 

O Novo Banco dos Açores é o único banco com sede nos Açores. Tem como accionistas o Novo Banco (57,53%), 14 santas casas das Misericórdias do arquipélago (32,47%) e o Grupo Bensaude (10%).

 

Novo Banco dos Açores com crédito do BEI para financiar empresas

novo banco dos açores grandeA Instituição Financeira de Desenvolvimento (IFD), mais conhecida como banco de fomento, e o Novo Banco assinaram ontem, no Ministério da Economia, em Lisboa, um contrato de empréstimo de 40 milhões de euros para financiar empresas portuguesas.

De acordo com o comunicado conjunto do Ministério da Economia, do Novo Banco e da IFD, o contrato de empréstimo é destinado aos “sectores da indústria transformadora, turismo, agricultura, comércio e serviços”, a empresas com “particular apetência para projectos em investimento produtivo e de desenvolvimento do negócio nas áreas da inovação e internacionalização”.

O financiamento enquadra-se na linha Capitalizar ‘MidCaps’ (empresas de capitalização média), proveniente do Banco Europeu de Investimento (BEI), e completa os 100 milhões de euros de crédito acordados com bancos portugueses, depois do acordo de 60 milhões assinado com o BCP em Janeiro.

O Diário dos Açores sabe que parte desta linha de crédito do BEI será também afectada ao Novo Banco dos Açores, resultando de uma participação “muito activa da administração bancária açoriana junto do Novo Banco e dos técnicos do BEI, que visitaram os Açores em 2018 e com a mediação do Dr. Rui Bettencourt e a SDEA , tendo o BEI reunido com os representantes das Instituições Bancárias com Sede nos Açores, tendo participado GUalter Furtado, Presidente do Conselho de Administração do Novo banco dos Açores, e o Diretor do Centro de Empresas do mesmo banco, Dr. Fernando Rangel”, disse ao nosso jornal fonte bancária. 

“É meu entender que é de todo o direito as empresas açorianas terem acesso aos financiamentos do BEI, que como se sabe são feitos em condições de taxa muito atractivas”, declarou ao nosso jornal Gualter Furtado. 

“O nosso Banco tem rácios  prudenciais e indicadores económicos e financeiros que permitem o Novo Banco dos Açores e à sua dimensão prestar aos bons projectos a concretização desta linha BEI”, conclui o administrador bancário.

Até agora só a SATA e a EDA tiveram acesso aos empréstimos do BEI.