Novo Banco dos Açores com resultado líquido de 1027 milhares de euros no 1º trimestre

novo banco dos açores 2018O Novo Banco dos Açores apresentou um resultado líquido de um milhão e vinte e sete mil euros nos primeiros três meses do ano. 

“O resultado líquido do 1º trimestre registou um aumento de 190,1%, face ao período homólogo do ano anterior, perfazendo um total de 1.027 milhares de euros, que compara com 353 milhares de euros em Março de 2018, revelou ontem a instituição bancária, em comunicado.

O Novo Banco dos Açores destaca a “evolução positiva” no desenvolvimento da sua actividade, salientando “o aumento, face ao período homólogo de 2018, do crédito e dos depósitos a clientes de 2,3% e 4,9%, respectivamente”.

No mesmo comunicado, o Novo Banco dos Açores frisa que “continuou a desenvolver a sua estratégia para a captação de novos clientes, através de diversas acções junto de empresas, serviços, instituições e organismos públicos, com o objectivo de melhoria da quota de mercado, e da actividade, em matéria de captação de recursos e de concessão crédito. 

Quanto ao Produto Bancário, “no 1º trimestre de 2019, o banco melhorou substancialmente, registando um acréscimo de 24,7% face a 2018, como resultado, principalmente, da evolução do Resultado Financeiro (+17,7%)”. 

O Novo Banco dos Açores é o único banco com sede nos Açores. Tem como accionistas o Novo Banco (57,53%), 14 santas casas das Misericórdias do arquipélago (32,47%) e o Grupo Bensaude (10%).

 

Lucros do Novo Banco dos Açores sobem 92,4% em 2018 para 3,76 ME

novo banco dos açores 2018

Os lucros do Novo Banco dos Açores avançaram 92,4% em 2018, de 1,95 milhões de euros para 3,76 milhões de euros, revelou ontem a entidade. 

Os lucros, vincou aos jornalistas o Presidente da Comissão Executiva do banco, Gualter Furtado, ficaram a dever-se sobretudo “à contenção de custos, quer com pessoal quer administrativos”, e à “melhoria da margem financeira do banco”.

“O Novo Banco dos Açores sempre teve resultados positivos. Nunca teve grandes números, mas foram sempre positivos e sustentáveis. Foi um banco que não foi resolvido, o Banco de Portugal não interveio neste banco, foi sempre considerado um banco bom, que nunca recorreu a ajuda pública”, prosseguiu o responsável.

À Região Autónoma dos Açores foram entregues 2,6 milhões de euros em impostos em 2018, acrescentou ainda Gualter Furtado.

No final de 2018, o rácio de solvabilidade do Novo Banco dos Açores era de 14,4%, o rácio de transformação de 97,2% e o rácio de liquidez de 179%, o que “comprova a posição de solidez do banco”, afiança a Comissão Executiva, que hoje apresentou os resultados aos conselheiros da entidade.

Greve dos estivadores de Janeiro a Julho inclui portos da Praia da Vitória e Ponta Delgada

porto ponta delgada1Os funcionários portuários associados ao Sindicato dos Estivadores e da Actividade Logística (SEAL) decretaram na Quarta-feira greve ao trabalho nos portos nacionais entre 16 de Janeiro e 1 de Julho contra a proliferação de alegadas “práticas antissindicais”.

A paralisação irá afectar os portos de Sines, Lisboa, Setúbal, Figueira da Foz, Leixões, Caniçal, Ponta Delgada e Praia da Vitória, e refere-se à “abstenção de todo e qualquer trabalho (…) durante as primeiras 72 horas após a entrada na respectiva área de jurisdição portuária, de todo e qualquer navio que tenha operado no Porto do Caniçal com recurso a qualquer mecânico, electricista ou outro trabalhador estranho à profissão”.

De acordo com o SEAL, a paralisação nestes portos aplicar-se-á também a “todo e qualquer navio que tenha operado no Porto da Praia da Vitória com recurso a trabalhadores que, em violação do artigo 535 do CT, foram contratados após a emissão do anterior pré-aviso de greve datado de 26 de Julho de 2018” – situação que, frisa, o sindicato, é “ilegal” e “já foi detectada pela Polícia Marítima e ACT locais”.

A greve prevista nos portos referidos “contemplará igualmente a abstenção da prestação de todo e qualquer trabalho, em qualquer porto, incidindo sobre todas as operações realizadas que directamente ou indirectamente se relacionem com os navios pertencentes aos armadores que integram o Grupo Sousa”.

Quanto ao Porto do Caniçal, a paralisação lançada pelo SEAL “incidirá sobre todo e qualquer trabalho, em todas as operações realizadas, seja qual for o período de trabalho, desde que, para a execução de algumas dessas operações, alguma entidade empregadora ou utilizadora de mão-de-obra contrate ou coloque a trabalhar qualquer mecânico, electricista ou qualquer outro trabalhador estranho à profissão de estivador”.

Já na Praia da Vitória, “a greve consubstanciar-se-á na abstenção da prestação do trabalho suplementar” até 1 de Julho de 2018, explica o SEAL, e incidirá sobre “todo e qualquer trabalho (…) desde que, para a execução de algumas dessas operações, alguma entidade empregadora ou utilizadora e mão-de-obra, nomeadamente a Operterceira, coloque a trabalhar ou contrate trabalhadores estranhos à profissão e que não integrassem o contingente de trabalhadores à data de 26 de Julho de 2018.

A paralisação, acrescenta ainda o SEAL, incidirá “sobre navios que sejam ou tenham sido desviados de outros portos ou terminais portuários nacionais” – esta condição abrangerá os portos de Leixões, Figueira da Foz, Lisboa, Setúbal, Sines, Caniçal, Praia da Vitória e de Ponta Delgada.

Na base deste pré-aviso de greve está, fundamenta o sindicato, “a crescente proliferação de práticas antissindicais nos diversos portos portugueses”, que incluem, alega o SEAL, “assédio moral” e “chantagem salarial”. Segundo aponta o sindicato, desde o acordo alcançado para Setúbal não se encontram ainda “minimamente satisfeitas as garantias de resolução expedita dos problemas assinalados”.

Novo Banco dos Açores com crédito do BEI para financiar empresas

novo banco dos açores grandeA Instituição Financeira de Desenvolvimento (IFD), mais conhecida como banco de fomento, e o Novo Banco assinaram ontem, no Ministério da Economia, em Lisboa, um contrato de empréstimo de 40 milhões de euros para financiar empresas portuguesas.

De acordo com o comunicado conjunto do Ministério da Economia, do Novo Banco e da IFD, o contrato de empréstimo é destinado aos “sectores da indústria transformadora, turismo, agricultura, comércio e serviços”, a empresas com “particular apetência para projectos em investimento produtivo e de desenvolvimento do negócio nas áreas da inovação e internacionalização”.

O financiamento enquadra-se na linha Capitalizar ‘MidCaps’ (empresas de capitalização média), proveniente do Banco Europeu de Investimento (BEI), e completa os 100 milhões de euros de crédito acordados com bancos portugueses, depois do acordo de 60 milhões assinado com o BCP em Janeiro.

O Diário dos Açores sabe que parte desta linha de crédito do BEI será também afectada ao Novo Banco dos Açores, resultando de uma participação “muito activa da administração bancária açoriana junto do Novo Banco e dos técnicos do BEI, que visitaram os Açores em 2018 e com a mediação do Dr. Rui Bettencourt e a SDEA , tendo o BEI reunido com os representantes das Instituições Bancárias com Sede nos Açores, tendo participado GUalter Furtado, Presidente do Conselho de Administração do Novo banco dos Açores, e o Diretor do Centro de Empresas do mesmo banco, Dr. Fernando Rangel”, disse ao nosso jornal fonte bancária. 

“É meu entender que é de todo o direito as empresas açorianas terem acesso aos financiamentos do BEI, que como se sabe são feitos em condições de taxa muito atractivas”, declarou ao nosso jornal Gualter Furtado. 

“O nosso Banco tem rácios  prudenciais e indicadores económicos e financeiros que permitem o Novo Banco dos Açores e à sua dimensão prestar aos bons projectos a concretização desta linha BEI”, conclui o administrador bancário.

Até agora só a SATA e a EDA tiveram acesso aos empréstimos do BEI.

Câmara do Comércio de Angra preocupada com transportes aéreos e marítimos

delta aviãoA direcção da Câmara do Comércio de Angra do Heroísmo (CCAH) diz “estranhar” as notícias que dão conta de declaração do ex-embaixador dos EUA, Robert Sherman, referindo que a ligação aérea da Delta Air Lines a São Miguel surgiu como contrapartida do “downsizing” da Base das Lajes. 

“Recordamos que, no início deste ano, a direcção da CCAH emitiu comunicado a pedir esclarecimentos à Embaixada dos EUA e ao Presidente do Governo Regional dos Açores, tendo obtido respostas claras no sentido contrário ao que agora é veiculado”, refere a associação empresarial, que pede que as entidades competentes esclareçam, “com total transparência, todo o processo de negociação estabelecido”.

Num comunicado ontem divulgado, a CCAH manifesta também “preocupação” com a “falta de acordo interline da SATA Air Açores com a Delta”. Uma situação que, segundo defendem os empresários, “coloca em causa o desenvolvimento do turismo nas ilhas do grupo central”. 

“Este é um assunto a ser tratado ao mais alto nível, pelas nossas entidades responsáveis, Sata e Governo Regional. Importa, ainda, realçar que o período de maior venda de pacotes turísticos nos Estados Unidos da América é Janeiro e Fevereiro, pelo que é urgente a resolução deste entrave ao desenvolvimento da economia do grupo central”, consideram.

Por outro lado, os empresários congratulam-se com o início da operação privada de transporte de carga aérea entre Lisboa e Ponta Delgada, através do Consórcio MAIS, , com extensão à ilha Terceira três vezes na semana. “O transporte aéreo de carga é uma revindicação antiga da CCAH e essencial para o desenvolvimento da economia da Região”, disse a associação empresarial, que aguarda uma reunião com a empresa responsável pelo transporte da carga.

Greves dos estivadores 

com “consequências nefastas”

 

No âmbito do transporte marítimo, a CCAH manifestou preocupação com as “as greves contínuas e prolongadas dos estivadores, que afectam igualmente os Portos da Região”.

“A direcção vem demonstrar a sua preocupação com as consequências nefastas no tecido empresarial, com os atrasos de entrega das suas mercadorias, que são agravadas neste período de Natal, altura do ano essencial à sobrevivência de muitas empresas açorianas”, refere o comunicado. 

Os empresários defendem, por isso, que “devem ser tomadas medidas urgentes de forma a diminuir os constrangimentos existentes na operação de carga dos Portos da Região”, mostrando disponibilidade para “ colaborar no que for necessário nesse sentido, no âmbito das suas competências”.