Edit Template

Grátis? Só as Promessas!

“Quando se promete tudo de graça a todos, acabamos todos sem nada pagando tudo”
Em cada ciclo eleitoral, e aparentemente o das autárquicas já se iniciou, assistimos ao desfile de promessas feitas pelos mais variados partidos e candidatos, muitas vezes repletas de um único denominador comum: é grátis. Mas o que se apresenta como um presente generoso para o eleitorado esconde um preço alto que todos, sem exceção, acabam por pagar.
Quando um político promete gratuitidade – seja em serviços, apoios, ou infraestruturas – é importante lembrar que o dinheiro para financiar tais medidas não nasce de uma árvore. Ele é retirado dos impostos pagos pela população, das empresas e da economia como um todo. E quanto mais prometem dar, mais pesado se torna o sistema. As verdadeiras vítimas de tais promessas acabam por ser aqueles que produzem, trabalham e empreendem, sufocados por uma carga fiscal exorbitante. Resumindo, o que é “dado de graça” pelo político são apenas algemas com embrulho.
Para agravar a situação, muitas vezes estas promessas exageram na intenção de agradar a todos, mas ignoram a sustentabilidade económica e a complexidade das soluções e, por consequência, comprometem o futuro, colocando um peso nos ombros das futuras gerações que não tiveram sequer a oportunidade de decidir ou tão pouco de se manifestar sobre o tema.
As promessas fáceis têm outra faceta perversa: estimulam a dependência em relação ao Estado. Quando tudo parece estar ao alcance com uma assinatura ou um subsídio, inibe-se o espírito empreendedor e a capacidade de criação de riqueza. Quem paga o preço dessa cultura do “grátis” é a sociedade como um todo, condenada a um crescimento estagnado e à ausência de inovação.
Quando é que rompemos com este ciclo perverso? Políticas que estimulam a liberdade económica, reduzem a burocracia e promovem a responsabilidade individual podem trazer muito mais prosperidade do que qualquer promessa de “oferta gratuita”. A verdadeira riqueza nasce quando as pessoas são livres para investir, construir e crescer sem serem sobrecarregadas pela intervenção excessiva do Estado.
Cabe ao eleitor olhar além das palavras e exigir propostas concretas, sustentáveis e alinhadas com os princípios de uma economia que privilegia o esforço e a criação de valor. Não é fácil resistir ao encanto das promessas gratuitas, mas apenas assumindo esta postura é que se poderá construir uma sociedade realmente livre, onde o progresso não dependa da boa vontade do poder público, mas da iniciativa de cada cidadão.
Grátis? Que fiquem só as promessas, porque os resultados dependem de trabalho, dedicação e liberdade para criar. É fácil, eficaz e Liberal.

Hugo Almeida *

  • Gestor Operacional e Coordenador Iniciativa Liberal Açores
Edit Template
Notícias Recentes
Secção Regional dos Açores do Tribunal de Contas recusou visto a sete contratos e alerta para agravamento das falhas na instrução dos processos em 2025
Governo da República cria grupo de trabalho para rever Lei das Finanças Regionais até ao final de 2027, coordenado por José Tavares
Estudo nacional sobre doença renal crónica chega aos Açores para avaliar prevalência da patologia
Governo nega dívidas vencidas aos Bombeiros de Ponta Delgada
Eclipse Solar de 12 de Agosto terá ocultação do Sol até 77% nos Açores e distribuição gratuita de óculos certificados
Notícia Anterior
Proxima Notícia

Copyright 2026 Diário dos Açores