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CPI o quê? Quem? Quando? Onde?

Arrisco começar esta crónica dizendo que Pedro Nuno Santos tem uma boa equipa de comunicação para eleições que se realizassem há dez anos, sobretudo quando a ladainha da esquerda e da extrema-esquerda funcionava na perfeição.
Entretanto, os portugueses foram despertando da monotonia dos dias da geringonça, e dificilmente voltarão a acreditar em embalos fáceis, que se traduzem em políticas vazias e projetos aventureiros. Tão longe foram que o desencanto generalizado com aqueles partidos deixou marcas profundas junto daqueles grupos de eleitores que normalmente decidem, e votam, não por convicção, mas por mera intuição circunstancial.
A juntar à festa, nos últimos meses, o pós-socrático Pedro Nuno Santos esbanjou o crédito que lhe restava para conseguir ser eleito 1º Ministro de Portugal, sobretudo quando jogou as fichas todas numa Comissão Parlamentar de Inquérito à Spinumviva, cujo único objetivo e propósito seria denegrir Luís Montenegro e daí retirar os proveitos políticos. No entanto, quando esta semana o mesmo reconhece que se calhar não haverá CPI, devido a ter já todas as informações de que necessitava, fez o seu número de harakiri e enterrou a última hipótese de vencer a eleição de dezoito de maio.
Por outras palavras: a poderosa granada que PNS teve na mão, que mandou o país para eleições, mergulhando-o numa crise desnecessária, acabou por rebentar na sua própria casa, revelando a imaturidade, a irresponsabilidade e a incompetência de quem não está, nem nunca esteve, preparado para governar.
E, por último, a joint-venture entre Pedro & André, um socialista, o outro chegano, significa que a política não pode ser exercida com leviandade e inconsequência. O povo português não é cego, não é mudo, não é surdo, mas sobretudo não tem memória curta. Desta vez, o português varrerá o país de socráticos e pós-socráticos por um bom par de anos?
Afinal, os esclarecimentos de Luís Montenegro foram suficientemente esclarecedores para Pedro, também para André, e para a Procuradoria-Geral da República. E é isso que interessa!

Luís Soares Almeida*

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