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Sindicato dos Pilotos contesta declarações de Berta Cabral sobre situação financeira da SATA

O Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil (SPAC) “ repudia com veemência” as declarações proferidas por Berta Cabral, Secretária Regional do Turismo, Mobilidade e Infra-estruturas que, alega aquele estrutura sindical, “procurou imputar aos custos laborais a responsabilidade maior pelos prejuízos do Grupo SATA, ignorando deliberadamente o peso determinante de factores estruturais que são da exclusiva responsabilidade do poder político”, lê-se em comunicado ontem divulgado.
Para o SPAC, “Afirmar que os custos laborais são o principal problema financeiro da empresa revela uma tentativa clara de desviar a atenção da incapacidade do Governo Regional para assegurar condições estruturais essenciais a uma operação aérea eficiente e competitiva e “Acusar quem trabalha de forma exemplar é apenas uma fuga à responsabilidade política por um rumo que, a manter-se, arrastará a companhia para o abismo”, salienta o mesmo documento.
No âmbito das críticas às declarações da Secretária Regional, o Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil acrescenta no comunicado: “Recordamos à Sra. Secretária Regional que não foram os pilotos nem os demais trabalhadores que criaram as condições que hoje asfixiam a companhia, mas sim quem detém a tutela política destas matérias, que falhou sistematicamente em intervir onde é devido: planear, investir, fiscalizar e modernizar”, pelo que “usar os profissionais como bode expiatório, demonstra uma lamentável desonestidade intelectual”. Os pilotos apontam alguns aspectos que consideram “carências gritantes” na infra-estrutura aeronáutica açoriana e penalizadores para o bom desempenho da transportadora aérea, nomeadamente aeroportos desadequados, procedimentos operacionais por modernizar e “investimentos adiados que comprometem diariamente a segurança, a eficiência e os custos de operação de todos os profissionais que nela trabalham”. Acrescentam ainda que a contratação sucessiva de ACMIs “é consequência directa de decisões de planeamento deficiente e da falta de investimento na capacidade operacional própria” e que “a alegada cartelização de preços de combustível sem medidas de regulação ou fiscalização agrava ainda mais a situação”.
A concluir, o Sindicato apela à “responsabilidade e seriedade governativa”.

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