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Amigos do Cerco formam associação para preservar e valorizar a zona balnear da Caloura

Frequentadores, residentes e amigos do Cerco, na fajã lávica da Caloura — geossítio do Geoparque dos Açores formado há cerca de 3.500 anos — uniram-se para criar a Associação Cívica Amigos do Cerco, “uma estrutura apartidária e sem fins lucrativos que pretende salvaguardar o património social, cultural e ambiental daquele espaço e garantir melhores condições de higiene e segurança a quem ali passa grande parte do verão”, refere nota enviada à nossa redação.
O Cerco, reconhecido pelo microclima e pelas piscinas naturais de água límpida, é também habitat de colónias como a de garajau-rosado e destino procurado para mergulho pela indústria turística. Em torno do local gravita uma comunidade que inclui residentes e utilizadores ligados à vila de Água de Pau e à zona da Caloura, que ali encontram condições privilegiadas para banhos e prática de exercício físico. Consciente da pressão crescente sobre a área balnear — acentuada desde a pandemia de covid-19 — a nova associação afirma que a atual estrutura de apoio aos banhistas está desajustada às necessidades e apresenta um caderno de propostas: reforçar e ordenar o estacionamento, recorrendo a terrenos anexos mediante acordo entre privados e autarquia; melhorar os acessos às piscinas naturais para proteger sobretudo idosos e crianças; ampliar e substituir as plataformas de madeira, hoje insuficientes, por soluções mais confortáveis e económicas; e aumentar a capacidade de limpeza, privilegiando a recolha seletiva e a valorização energética dos resíduos. No plano dos equipamentos, os Amigos do Cerco defendem a melhoria das estruturas de apoio à higiene e vestiários, bem como a criação de um pequeno quiosque ou unidade móvel para fornecimento de bebidas sem álcool e snacks. A associação propõe ainda rever um projeto arquitetónico de requalificação e dignificação do espaço que chegou a existir, mas nunca foi viabilizado, e assumir-se como interlocutora privilegiada junto do município e do poder regional.
Sem fins lucrativos e com quota simbólica a fixar em assembleia-geral, a associação anuncia a realização de ações sociais, culturais e ambientais que promovam o património do Cerco e reforcem os laços entre os seus membros, deixando o convite a todos os utilizadores que queiram ver o espaço valorizado a associarem-se e “darem um passo em frente”.

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