Edit Template

Solidão e casamento

Um homem de Tóquio casou-se oficialmente com um holograma de IA chamado HatsuneMiku. Com mais de 4.000 «casamentos tecnológicos» semelhantes no Japão, os especialistas afirmam que isto reflete a tendência crescente da ficcionalidade, ou seja, laços emocionais reais com seres virtuais. Isto já não é ficção científica
Mas faz-nos pensar que mundo estamos a construir? Houve mais 4 mil casos destes, significando o desajustamento entre seres vivos e a sociedade que os rodeia ao ponto de preferirem uniões virtuais a uniões reais. Significa ainda o enorme peso que a solidão começa a ter e a fuga para este tipo de conúbio ou para outros como o casamento com os animais de estimação…
A noção é tão alienígena que nem consigo imaginar todas as suas implicações no quotidiano destas pessoas, na sua vida social, profissional, etc., mas isso refletir-se-á na demografia futura, na regeneração da espécie, na própria evolução do Homo Sapiens Sapiens.
Em Portugal esse matrimónio não seria legal nem legalizado, por enquanto, mas pode ser apenas uma questão de tempo ou de oportunismo de algum partido quando surgirem propostas nesse sentido. Com a baixa taxa de natalidade do país seria o golpe de misericórdia e enfrentaria a oposição da Igreja, dos setores mais à direita do espetro político, dos legisladores. Não espero durar tanto até que este exemplo do Japão se torne realidade em Portugal pois já não tenho elasticidade mental para aceitar estas coisas.

Chrys Chrystello*

*Jornalista, Membro Honorário Vitalício nº 297713
MEEA-AJA (IFJ)

Edit Template
Notícias Recentes
Centro de Formação Artística da Câmara Municipal da Madalena dá palco ao talento em recitais de classes
Padre Júlio Rocha nas Conversas na Sacristia a 18 de Junho
Amigos dos Açores reforçam valorização ambiental em visita de estudo a São Jorge
Prisão preventiva para suspeito por diversos crimes na Ribeira Grande
José Manuel Bolieiro destaca investimento que aumenta em 31% a capacidade de cuidados continuados em Ponta Delgada
Notícia Anterior
Proxima Notícia

Copyright 2026 Diário dos Açores