O arranque do Dia Internacional de Limpeza Costeira terá lugar amanhã, dia 20 de Setembro em Santa Maria, ilha que será palco da acção bandeira e terá neste dia uma dezena de acções de limpeza terrestres e subaquáticas a decorrer, em diversas localidades, organizadas por várias organizações da sociedade civil.
A principal acção, coordenada pela Escola Básica e Secundária de Santa Maria, vai ocorrer na Baía da Maia em Vila do Porto, das 09h30 às 11h30, com ponto de encontro na Piscina da Maia. Paralelamente, neste dia e nesta ilha, vão decorrer outras acções de limpeza, ao longo da manhã e da tarde, organizadas por organizações locais.
Coordenada pela Escola Básica e Secundária de Santa Maria, com o apoio da autarquia de Vila do Porto e Clube Naval de Santa Maria e com o apoio institucional do programa Blue Azores, da Fundação Oceano Azul, do Governo Regional dos Açores, através da Secretaria Regional do Mar e das Pescas, e da Representação da Comissão Europeia em Portugal, a acção junta cidadãos e entidades num movimento de cidadania ímpar a nível nacional. Estão ainda previstas inúmeras actividades até ao dia 28 de Setembro, coordenadas por diferentes organizações e entidades, em diversas ilhas do arquipélago açoriano.
A organização desta acção bandeira representa “o reconhecimento do envolvimento da comunidade mariensee açoriana na promoção das boas práticas locais e ao combate, em particular nos últimos anos, contra o flagelo do lixo marinho”, lê-se em comunicado.
Ano após ano, os Açores têm vindo “a destacar-se cada vez com maior envolvimento dos açorianos nestas campanhas, o que revela o crescente compromisso com a protecção do mar dos Açores”.
Na edição do ano passado, nos Açores, mais de 70 ONGs, escolas, entidades governamentais e movimentos de cidadãos, realizaram 44 acções de limpeza, nas quais participaram 1045 voluntários, contribuindo para a recolha de mais de 6 toneladas de lixo marinho.
“A importância desta iniciativa anual baseia-se no facto de quase 100% do lixo encontrado nos ecossistemas marinhos ter origem em actividades humanas, e com estas acções se poder sensibilizar as comunidades para a problemática do lixo marinho envolvendo-as directamente na sua remoção do meio ambiente, reduzindo assim o potencial impacte que poderiam ter”, conclui.
